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História Marotos: Lendo Harry Potter - Capítulo 7


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Notas do Autor


Leiam as notas finais, se quiserem, claro.

Capítulo 7 - O Guardião das Chaves - 01


Fanfic / Fanfiction Marotos: Lendo Harry Potter - Capítulo 7 - O Guardião das Chaves - 01

- Não sei, mas sei que eu que quero ler. - Sirius falou se levantando para pegar o livro.

- Aqui querido. - Euphemia falou enquanto entregava o livro ao garoto.

- Capítulo Quatro: O Guardião das Chaves.

- Hagrid! - todos os amigos do meio-gigante exclamaram surpresos, enquanto o próprio sorria.

- Hagrid vai chutar os traseiros daqueles trouxas. - um garotinho da Gryffindor falou animado.

- Leia Sr. Black. - Minerva interrompeu a barulheira.

BUM!

Todos no Salão se assustaram, já que o silêncio era presente no local.

- Seu pulguento desgraçado. - James falou voltando a respirar normalmente.

- A  cara de vocês... São perfeitas. - Sirius falou rindo dos alunos e professores.

Bateram outra vez. Duda acordou assustado.

— Onde está o canhão? — perguntou abobado.

Muitos reviraram os olhos. Que garoto estúpido.

Ouviam coisa cair atrás deles e tio Válter entrou derrapando pela sala. Trazia um rifle nas mãos, agora sabiam o que era aquele pacote fino e comprido que ele carregava.

Os nascidos-trouxas gritavam o quão irresponsável era o homem e foi necessário a interrupção dos professores.

— Quem está ai? — gritou. — Olha que estou armado! — Silêncio. E em seguida...

TRAM!

Sirius ria novamente, mas não sozinho, alguns alunos riam do susto que tomaram.

A porta levou uma pancada tão violenta que se soltou das dobradiças e, com um baque ensurdecedor, desabou no chão.

- Ele acabou de quebrar a porta! - Gilderoy Lockhart falou surpreso.

- Normal. - os marotos responderam.

Um homem gigantesco estava parado ao portal. Tinha o rosto completamente oculto por uma juba muito peluda e uma barba selvagem e desgrenhada, mas dava para se ver seus olhos, luzindo como besouros negros debaixo de todo aquele cabelo.

- Descrição perfeita do Hagrid. - Marlene falou sorrindo para o homem, que lhe devolveu um sorriso bondoso.

O gigante espremeu-se para entrar no casebre, curvando-se de modo que a cabeça apenas roçou o teto. Abaixou-se, apanhou a porta e tornou a encaixá-la sem esforço no portal. O ruído da tempestade lá fora diminuiu um pouco. Ele se virou para encarar todos.

— Não poderia preparar uma xícara de chá para nós, poderia? Não foi uma viagem fácil...

- Com certeza não. - os gêmeos falaram rindo.

E dirigiu-se ao sofá onde Duda estava paralisado de medo.

— Chegue para lá, gordão — disse o estranho.

Duda soltou um guincho e correu a se esconder atrás da mãe, que parara encolhida, aterrorizada, atrás de tio Válter.

— Ah, e aqui está o Harry! — disse o gigante.

Harry ergueu os olhos para a cara feroz e selvagem em sombras e viu que os olhos de besouro se enrugavam em um sorriso.

— A última vez que o vi, você era um bebê — disse o gigante. — Você parece muito com o seu pai, mas tem os olhos da sua mãe.

- O garoto é a cópia do Jay, mas tem os olhos da Lils. - Alice falou sorrindo imaginando o futuro sobrinho.

Lily se sentiu desconfortável. Não se imaginava casando com o Potter, muito menos tendo um filho com ele. Mas parecia que todos esperavam isso. Mas ela não queria. Ela não podia simplesmente começar a gostar dele pelo simples motivo que em uma realidade alternativa, onde não tinham esses livros, eles se casaram e tiveram um filho. Se ele realmente a amava, como ela já tinha o ouvido falar, ele aceitaria qualquer decisão que ela tomasse. Mas ela é inteligente. Não decidiria nada agora. Tinham 7 livros para ler, e aquele era o primeiro. Quando tudo terminasse, talvez, só um talvez, ela poderia saber quais eram suas opções de escolha. Mas por enquanto, ela simplesmente iria aproveitar para conhecer o filho.

Tio Válter fez um som estranho e rascante.

— Exijo que saia imediatamente! — disse — O senhor invadiu minha casa!

- Essa casa não é sua, idiota. - Héstia Jones falou ligeiramente irritada.

- Não se irrite Héstie, a inteligência desse ser é mais baixa que o normal. - Dédalo falou rindo.

— Ah, cala a boca, Dursley seu cara de passa — disse o gigante, e esticou o braço para trás do sofá, arrancando a arma das mãos de tio Válter, vergou-a no meio como se fosse de borracha e atirou-a a um canto da sala.

- Mostra quem manda Hagrid! - Remus falou animado e rindo.

Todos os alunos olharam para ele surpresos e confusos. Ele percebendo os olhares respondeu:

- O quê? Ainda sou um Maroto. - ele respondeu sorrindo.

Tio Válter fez outro som esquisito, como um camundongo sendo pisado.

— Em todo caso, Harry — disse o gigante, dando as costas para os Dursley —, feliz aniversário para você. Tenho uma coisa para você aqui, talvez tenha sentado nela sem querer, mas o gosto continua bom.

- Você se lembra do aniversário dele! -  Emilly Selwyn comentou surpresa.

- Hagrid se lembra do aniversário de todo mundo. - Sirius falou sorrindo para o amigo.

- E nós sabemos o dele. - James completou.

- 6 de Dezembro. - Remus finalizou sorrindo marotamente.

- Agradeço por isso. - Hagrid falou enquanto ria.

De um bolso interno do casaco preto ele tirou uma caixa meio amassada. Harry abriu, com os dedos trêmulos. Dentro havia um grande e pegajoso bolo de chocolate com a frase Feliz Aniversário escrita em glacê verde.

- Obrigada Hagrid! - Lily exclamou

Harry olhou para o gigante. Quis dizer obrigado, mas as palavras se perderam a caminho da boca, e em lugar disso o que disse foi:

— Quem é você?

- Harry! - Lily e Euphemia reclamaram na mesma hora, mas só Euphemia continuou - Que falta de educação. - exclamou surpresa e aborrecida.

- Minha irmã não deve ter o ensinado sobre educação. - Lily falou com um tom ligeiramente irritado.

O gigante deu uma risada abafada.

— É verdade, não me apresentei. Rúbeo Hagrid, Guardião das Chaves e das Terras de Hogwarts.

Estendeu uma mão enorme e sacudiu o braço inteiro de Harry.

— E que tal o chá, hein? — perguntou esfregando as mãos. — Eu não diria não a uma pessoa mais forte, se é que você me entende.

- Hagrid. - Minerva o repreendeu no olhar, mas não ficou muito nisso. Não quando até ela mesma sentia repugnância daquelas pessoas.

Seus olhos bateram na lareira vazia em que ficara o pacote carbonizado de cereal e ele soltou uma risadinha desdenhosa. Curvou-se para a lareira, não viram o que ele estava fazendo, mas quando se afastou um segundo depois, havia dentro dela um clarão ribombante.

- Eu devo ter permitido que ele usasse magia, Minerva. Não se preocupe. - Dumbledore falou com a professora, antes mesmo que ela pudesse falar algo.

O fogo estrondoso encheu todo o casebre úmido com sua luz tremeluzente e Harry sentiu o calor envolvê-lo como se tivesse mergulhado em um banho quente.

O gigante se recostou no sofá, que afundou um pouco sob o seu peso, e começou a tirar coisas de todo gênero dos bolsos do casaco: uma chaleira de cobre, uma embalagem amassada de salsichas, um espeto, um bule de chá, várias xícaras lascadas e uma garrafa de um líquido âmbar de que ele tomou um gole antes de começar a preparar o chá.

- Como preparar um chá. Passo um: Tome um gole de hidromel. - Sirius comentou rindo, deixando Hagrid um pouco vermelho.

Logo o casebre se encheu com o ruído e o cheiro de salsichas fritas. Ninguém disse nada enquanto o gigante trabalhava, mas assim que ele empurrou as primeiras salsichas gordas e suculentas, ligeiramente queimadas, do espeto, Duda se mexeu. Tio Válter disse com rispidez:

— Não toque em nada que ele lhe der, Duda.

O gigante deu uma risadinha ameaçadora.

— Esse pudim de banha do seu filho não precisa engordar mais Dursley, não se preocupe.

Muitas gargalhadas foram ouvidas pelo Salão.

E passou as salsichas para Harry, que estava tão faminto e nunca provara nada tão maravilhoso, mas ainda assim não conseguia tirar os olhos do gigante. Finalmente, como ninguém parecia disposto a explicar nada, ele disse:

— Me desculpe, mas continuo sem saber realmente quem você é.

- Isso. Seja educado. - Lily sorriu com o gesto do pequeno.

O gigante tomou um grande gole de chá e limpou a boca com as costas da mão.

— Chame-me de Rúbeo, é como todos me chamam. E como lhe disse, sou o guardião das chaves de Hogwarts, você sabe tudo sobre Hogwarts, é claro.

- Hagrid não conhece Petúnia. Nesse tempo, ele deve achar que eles lhe explicaram tudo. - Marlene falou enquanto o meio-gigante concordava.

— Ah, não — disse Harry. Hagrid pareceu chocado. — Sinto muito — apressou-se Harry a dizer.

— Sente muito? — vociferou Hagrid, virando-se para encarar os Dursley, que tinham recuado para as sombras. — Eles é que deviam sentir muito! Eu sabia que você não estava recebendo as cartas, mas nunca pensei que nem ao menos sabia da existência de Hogwarts, para apelar! Você nunca se perguntou onde foi que seus pais aprenderam tudo?

— Tudo o quê? — perguntou Harry

— TUDO O QUÊ? — berrou Hagrid — Ora espere aí um segundo!

- Ele se estressou. Mas é meio impossível gostar dos Dursley's. - Héstia sussurrou para si mesma rindo, recebendo um olhar confuso de um slytherin atrás dela.

Ele se levantara de um salto. Na raiva parecia encher o casebre todo. Os Dursley se encolhiam contra a parede.

— Vocês vão querer me dizer — rosnou para os Dursley — que este menino, este menino! Não sabe nada, de NADA?

Harry achou que a coisa estava indo longe demais. Afinal tinha frequentado a escola e suas notas não eram ruins.

- Do nosso mundo. - Narcisa falou baixinho. Sentia pena do menino por não poder crescer no mundo Bruxo.

— Eu sei alguma coisa — falou — Sei, sabe, matemática e outras coisas.

Mas Hagrid dispensou-o com um abano de mão e disse:

— Do nosso mundo, quero dizer. Seu mundo. Meu mundo. O mundo dos seus pais.

— Que mundo?

Hagrid parecia preste a explodir

DURSLEY! — urrou ele.

- Vai Hagrid! - um grupo de alunos gritaram surpreendendo os professores. O guarda-caça gargalhava.

Tio Válter, que ficara muito pálido, murmurou alguma coisa ininteligível Hagrid olhou alucinado para Harry.

— Mas você deve saber quem foram sua mãe e seu pai — disse — Quero dizer, eles são famosos. Você é famoso.

- Somos famosos?! - Lily e James exclamaram encarando-se surpresos.

— Quê? Meu pai e minha mãe eram famosos?

— Você não sabe... Você não sabe... — Hagrid correu os dedos pelos cabelos, fixando em Harry um olhar perplexo. — Você não sabe quem é? — perguntou finalmente.

- O grande Filósofo, Rubeus Hagrid. - Frank falou rindo.

Tio Válter de repente encontrou a voz.

— Pare! – ordenou — Pare agora mesmo! Eu o proíbo de contar qualquer coisa ao menino!

- Eu vou te proibir de existir. - Alice falou com os dentes cerrados.

- Ela realmente está com raiva. - Sirius começou

Um homem mais corajoso do que Dursley teria se intimidado com o olhar furioso que Hagrid lhe deu, quando Hagrid falou, cada sílaba tremia de raiva.

— VOCÊ NUNCA CONTOU? NUNCA CONTOU O QUE DUMBLEDORE DEIXOU ESCRITO NAQUELA CARTA PARA ELE? EU ESTAVA LÁ! EU VI DUMBLEDORE DEIXAR A CARTA, DURSLEY! E VOCÊ ESCONDEU DELE TODOS ESSES ANOS?

- Ele tem um bom ponto. - Quirinus Quirrell falou pensativo.

— Escondeu o que de mim? — perguntou Harry ansioso.

— PARE! EU O PROÍBO! — gritou tio Válter em pânico.

- Você não pode proibir nada. - James praticamente rosnou para o livro.

Tia Petúnia deixou escapar um grito sufocado de horror.

— Ah, vão tomar banho, vocês dois — disse Hagrid. — Harry, você e um bruxo.

- Ele foi bem direto. - Molly comentou olhando para o livro.

- Eu acredito que assim foi melhor. Ele podia ter enrolado e talvez Harry não acreditasse. Assim direto, será um choque, por isso ele não tem motivos para desacreditar. - Remus comentou.

- Ainda será um choque. - Andrômeda suspirou.

O casebre mergulhou em silêncio. Ouviam-se apenas o mar e o assobio do vento.

— Eu sou o quê? — ofegou Harry.

— Um bruxo, é claro — repetiu Hagrid, recostando-se no sofá, que gemeu e afundou ainda mais —, e um bruxo de primeira, eu diria, depois que receber um pequeno treino. Com uma mãe e um pai como os seus, o que mais você poderia ser?

- Obrigada Hagrid. - Lily comentou sorrindo.

- Valeu Hagrid. - James agradeceu.

E acho que já está na hora de ler a sua carta.

- Por favor. - alguns exclamaram contentes pelo garoto.

Harry estendeu a mão finalmente para receber o envelope meio amarelo, endereçado em tinta verde para:

Sr. H. Potter,

O Assoalho,

Casebre sobre Rochedo,

O Mar.

Ele puxou a carta e leu,

ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA HOGWARTS

Diretor: Alvo Dumbledore

(Ordem de Merlin, Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe, Cacique Supremo, Confederação Internacional de Bruxos).

 
Prezado Sr. Potter,

Temos o prazer de informar que V.Sa. tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários. O ano letivo começa em 1º de setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de julho, no mais tardar.

 
Atenciosamente,

Minerva McGonagall.

Diretora Substituta.

 

As perguntas explodiam na cabeça de Harry como fogos de artifício, e ele não conseguia decidir o que perguntar primeiro. Passados alguns minutos, gaguejou.

— O que querem dizer com "estão aguardando a minha coruja"?

-  Tantas perguntas... - James falou rindo.

— Gárgulas galopantes! Isto me lembra uma coisa — disse Hagrid, batendo a mão na testa com força suficiente para derrubar um cavalo, e de outro bolso interno do casaco tirou uma coruja, uma coruja de verdade, viva, meio arrepiada, uma longa pena e um rolo de pergaminho. Com a língua entre os dentes, ele rabiscou um bilhete que Harry pôde ler de cabeça para baixo:

"Prezado Sr. Dumbledore

Entreguei a carta a Harry. Vou levá-lo amanhã para comprar o material. O tempo está horrível. Espero que o senhor esteja bem.

Hagrid."


Notas Finais


Olha, eu adoraria dizer que eu poderia postar um cap por semana, mas tem momentos em que a criatividade simplesmente vai embora e a vontade de escrever desaparece.
Eu odiei ter dividido esse capítulo em 2, mas se eu sei que irei demorar para terminar.

Espero que gostem.


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