História Marriage is the end of Life - Capítulo 7


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Jaehyun, Jeno, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
Tags Dotae, Drama, Nct, Side Jaewin, Side Taeten, Taedo, Traição
Visualizações 115
Palavras 3.780
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem.

Capítulo 7 - VII


Doyoung acordou com o sol batendo no seu rosto; Levou o braço sobre os olhos para bloquear a claridade e sentiu uma fincada em sua cabeça quando a ressaca o atingiu em cheio.

A noite anterior continua um mistério na sua cabeça, a última coisa que ele lembra é de ter sido impedido de beber mais pelo garçom e Taeyong o carregar pra fora do restaurante igualmente meio bêbado. Depois de chegarem em casa, Doyoung não se recorda de nada.

Encontrou o óculos escuro de Taeyong sobre a cabeceira ao lado da cama e colocou para diminuir a claridade, então sentou-se na cama e olhou em volta meio perdido.

Doyoung arregalou os olhos quando viu todas as roupas espalhadas pelo chão completamente bagunçado, então finalmente percebeu a ausência das suas próprias e isso só pode dizer uma coisa: Ele e Taeyong transaram.

E isso é péssimo.

A porta do banheiro se abriu e ele viu Taeyong deixar o mesmo com a toalha enrolada na cintura, enquanto seca os cabelos castanhos com outra em mãos, ele lhe encarou e sorriu de leve.

“...Aconteceu o que eu penso que aconteceu?” Perguntei assustado e ele acenou devagar, com uma expressão que o moreno não soube identificar direito, mas que o deixou um tanto tenso.

“Uhum.”

Houve um momento de silencio e Doyoung o encarou.

“Olha, será que... Podemos esquecer o  que aconteceu ontem?” Ele perguntou e o ruivo o encarou um tanto decepcionado. “Foi um erro, Tae... Estavamos bêbados e... E isso vai complicar tudo...”

“Complicar o que?” Taeyong perguntou confuso. “Eu... Eu não entendo, francamente. Foi incrível, ontem passamos um dia ótimo e hoje você diz que foi um erro?”

“Não digo tudo... O dia foi ótimo, de verdade, eu não me divertia assim a meses, mas a parte do sexo foi um erro, por que pode fazer parecer que nosso acordo...-“

“Que nosso acordo é real?” Taeyong o interrompeu e o mais novo o encarou. “É sério? Seu medo é se apaixonar por mim?”

“Eu nunca me apaixonaria por você, você é meu melhor amigo.” Doyoung respondeu rapidamente, viu o modo com que o mais velho o encarou surpreso e logo seu olhar virou decepção, uma grande decepção. “Tae e-eu... Eu não quis dizer isso...”

“Não, não, eu entendo.” Taeyong tirou a toalha da cabeça e a jogou no braço do sofá e foi aí que Doyoung percebeu o tamanho da bobagem que fez, pois ele está muito bravo, mas há um misto de mágoa e decepção ali. “Você jamais se apaixonaria por alguém como eu. Um cara certinho, com um futuro garantido e sonhos de uma vida concreta e tranqüila.”

“Tae, você precisa entender, nós somos melhores amigos e uma paixão ia estragar tudo.” Doyoung disse e ele acenou devagar.

“Então eu sinto muito Doyoung, por que a anos eu já estraguei tudo!” O ruivo retrucou irritado.

“O-O que...?”

“Francamente Doyoung, eu gosto de você desde meus dezesseis anos, eu... eu achei que depois do dia que tivemos ontem, de tudo o que aconteceu, as coisas finalmente iriam se acertar entre a gente, eu sei lá, nós somos bons juntos não acha?” Ele perguntou e o moreno começou a sentir uma onda de pânico tomar conta do seu corpo.

“Sim! Somos, mas como amigos!” Doyoung falou desesperado e o ruivo foi até a cama, sentando nela ao seu lado.

“Do, nós somos amigos, eu posso provar que podemos ser mais e que você vai gostar, você só... Precisa me dar uma chance e...”

“Não!” O moreno falou alto e exaltado. “Não Taeyong! Não! Entre nós dois não pode haver nada além de amizade, nada! No máximo sexo, mas eu não acredito que isso vá funcionar também, temos um acordo e o acordo era não nos apaixonarmos. Você quebrou esse acordo!”

“Do, por favor...”

“Não.” O moreno disse com dureza. “Não vai haver nada além de amizade entre nós.” Ele disse e o ruivo se sentiu um grande idiota.

Taeyong encarou o chão em silencio, foram poucos segundos, mas na cabeça do mais velho pareceu uma eternidade; A voz chata em sua cabeça veio novamente dizendo um eu avisei bem alto, a mesma voz que ontem lhe advertiu que ele deveria ter parado e não cedido ao desejo que estava sentindo pelo melhor amigo naquele momento.

Ele considerou a hipótese de implorar, mas aí seria humilhação demais, já basta ter mendigado por um pouquinho de amor, de atenção, por que Doyoung jamais ficaria com alguém como ele.

O moreno ficou o observando em silencio, uma parte sua morrendo de medo de perdê-lo como amigo, mas a outra igualmente assustada com a idéia de um compromisso.

“...Tae?”

“Deixa pra lá.” Ele levantou e o moreno mordeu o lábio inferior. “Eu fui tolo... Achei que... Que você podia se apaixonar por mim. Mesmo o Jaehyun dizendo que eu estava arriscando demais. Veja só, ele tinha razão, enquanto eu... Entrei nessa de coração aberto esperando conseguir um avanço com você, você entrou esperando me usar pra ganhar a sua liberdade.”

“Não é assim...”

“É assim, Doyoung. Eu teria... Feito tudo ao meu alcance pra fazer você feliz por que eu te amo.” Ele disse e o moreno arregalou os olhos. “Mas pra que? Pra você se enjoar de mim? Me achar chato e careta como todos os homens que seus pais arrumavam pra você?”

“Você...”

“É, porra, eu amo você, mas você não pode retribuir. Eu fiz força pra me iludir que esse acordo iria acabar virando algo real, eu realmente acreditei nisso, mas foi tolice... Chittaphon tinha razão, sou ingênuo, mas acabo de entender e você não precisa se preocupar com qualquer tipo de sentimento da minha parte.”

“Tae, Tae espera!”

“O que? Você tem mais pedras pra jogar?”

O mais novo o encarou assustado, muito assustado, pois a possibilidade de perdê-lo pareceu real aos olhos de Doyoung e isso sim é assustador.

Taeyong é a pessoa mais importante da vida de Doyoung, desde cedo, ele sempre foi a pessoa em quem o moreno confiava de olhos fechados, que o tirava das confusões e limpava a sua barra com os pais. Doyoung tinha um sonho quando adolescente, ele e Taeyong planejaram juntos que viajariam pelo mundo, o moreno pintando as melhores e mais incríveis paisagens e o ruivo experimentando novas receitas e ingredientes para melhorar seus pratos.

Porém aos dezoito anos isso não foi mais um sonho para Taeyong e isso na época deixou Doyoung irritado, muito irritado, por que era uma promessa entre os dois e ele se viu sozinho nesse sonho rebelde e adolescente de liberdade. O seu amigo que usava cabelo preto e piercings e coleiras punks virou um homem careta trabalhando em restaurantes chiques que Doyoung detesta.

“E o nosso sonho de... Viajar pelo mundo juntos?”

“Esse nunca foi o meu sonho.” Taeyong respondeu e Doyoung franziu o cenho. “Meu sonho era ficar ao seu lado.”

As palavras atingiram Doyoung com força, então o ruivo entrou no banheiro para terminar de se vestir e ele ficou ali sentado na cama procurando as respostas no lençol branco da mesma.

Por que? Por que ele teve que estragar tudo?

Mas quem foi o culpado disso?  Taeyong ou Doyoung? 

________________________________

A viagem que começou incrível e divertira tornou-se mórbida e séria; Doyoung até tentou, mas o mais velho ficou em silencio a grande maioria do tempo e na viagem de volta não houve nada além de silencio e palavras necessárias.

Chegaram no aeroporto a noite e quando Doyoung achou que os dois pegariam um taxi pra casa, Taeyong o surpreendeu ao dizer que iria passar no apartamento onde morava para ver Jaehyun e ele soube que era mentira.

Ele vai ver Chittaphon, aquela maldita puta tailandesa que ousou enfrentar Doyoung.

Doyoung chegou em casa e não gostou do silencio com o qual foi recepcionado, algo que nunca foi um problema na sua vida, mas desde que começou a morar com Taeyong se acostumou a ter música no apartamento e cheiro de comida gostosa. Soltou um suspiro pesado e foi até a cozinha, pegou uma garrafa de água na geladeira e foi para o seu quarto, decidindo não bagunçar a casa para não aborrecê-lo mais.

Deixou sua mala no closet e foi direto pra cama, nem trocou de roupa para o pijama, penas se livrou das meias e deitou embaixo das cobertas.

Doyoung encarou o teto em silencio, franzindo o cenho, então ligou a televisão e aumentou o volume para ter a sensação de ter alguém ali consigo, mas o barulho da TV não ajudou então ele pegou o celular e mandou uma mensagem a Jeno.

 

Para Jeno:

Ta acordado?

Para Doyoung:

Sim! Que saudades, como foi a viagem? Já chegou em casa?

 

Doyoung sorriu, afinal Jeno é um dos seus melhores amigos mesmo sendo mais novo, ele é como se fosse seu irmão caçula.

 

Para Jeno:

Acho que fiz besteira...

Para Doyoung:

Oh cara o que você fez agora?

Para Jeno:

Eu e o Tae transamos...

Tem ideia de como isso é ruim?

Para Doyoung:

Vocês transaram?! Espera, e foi bom?

Para Jeno:

É sério?

Para Doyoung:

Desculpa, mas por que isso seria ruim? Não entendo.

Para Jeno:

Eu não posso, Jeno... Não consigo...

Hoje de manhã discutimos e ele me deu gelo o dia todo.

Para Doyoung:

Por que vocês discutiram?

Para Jeno:

Ele disse que me ama... Consegue imaginar?

Tae disse que me ama, isso é péssimo!

 

Houve uma pausa e Jeno finalmente respondeu.

 

Para Doyoung:

Bom... Eu já imaginava...

Digo, dava pra notar só pelo jeito com que Tae olha pra você.

Para Jeno:

Jeno isso é sério.

Para Doyoung:

Estou falando sério, todos nós sabemos que ele gosta de você...

Eu, Jae, Jaemin, todo mundo.

 

Doyoung soltou um som baixo e irritado; Como eles podem dizer isso? Taeyong sempre lhe encarou como um bom amigo, nada além disso!

Claro que o moreno sempre se vangloriou pelo amigo olhar daquele jeito somente para ele, mas isso não quer dizer que seja amor!

 

Para Doyoung:

E o que você disse pra ele?

Que deixou ele chateado.

Para Jeno:

Eu disse que nunca ia me apaixonar por ele...

E que ele estava estragando tudo no nosso acordo...

Para Doyoung:

Do... Caralho...

Para Jeno:

Eu não pensei! Quando ele começou a dizer que me amava e que faria de tudo

Pra me fazer feliz eu entrei em pânico e aí despejei tudo isso nele, mas...

Não são totalmente verdades, digo, eu me importo com ele, você sabe!

Para Doyoung:

Bom ele tem motivos pra ficar chateado.

Você pegou pesado...

Para Jeno:

Eu sei... Que droga, eu ferrei tudo...

Para Doyoung:

Calma, vocês precisam conversar...

Para Jeno:

Ele não ta em casa, foi pro Jaehyun, mas eu duvido...

Certeza de que ele foi ver aquela vadia.

Para Doyoung:

Bom você não tem direito de se meter entre eles se dispensou o Tae.

Para Jeno:

Eu sei, mas isso não quer dizer que esteja satisfeito.

Aff eu acho que vou dormir, nos vemos amanhã?

Para Doyoung:

Sim, podemos almoçar juntos.

Boa noite, hyung.

Para Jeno:

Boa noite, Jeno.

 

Doyoung soltou um suspiro pesado, então deixou o celular sobre a cabeceira e encarou a televisão em silencio.

É melhor tentar dormir. 

________________________________

“Isso não foi legal.” Taeyong disse e Ten o encarou.

“O que? O sexo?” Ele questionou e deu uma tragada no cigarro, soltando a fumaça devagar por entre os lábios.

“Não, o sexo foi ótimo. Falo da situação, não quis usar você como premio de consolação.” Taeyong disse e o tailandês riu, estendendo o cigarro na direção do mais velho.

“Tudo bem, eu não me importo, só me importo em ficar com você.” Disse e o ruivo aceitou o cigarro, dando uma tragada também enquanto os dois relaxam na cama, ambos nus. “Agora eu adoraria que você me contasse o que aconteceu nessa viagem. Vocês transaram não é?”

Taeyong o encarou, então devolveu o cigarro e firmou as mãos atrás da cabeça.

“Sim, eu fui tão estúpido.”

Chittaphon se virou até estar encarando o ruivo, então sorriu.

“Vamos, me conta o que aconteceu.”

“Foi um dia agradável. Nos divertimos muito, me deu a esperança de que... Talvez as coisas pudessem funcionar.” O ruivo comentou e soltou um suspiro aborrecido. “Então fomos jantar e enchemos a cara, o erro começou por aí, mas continuou quando chegamos em casa e ele deu a sugestão.”

“Ok, então vocês transaram, e aí?” Ten questionou, devolvendo o cigarro para Taeyong.

“Foi estupidez... Eu devia ter ouvido meus instintos, mas não... Me deixei levar pelo desejo e deu nisso.” Taeyong resmungou baixo. “Ele disse que jamais se apaixonaria por mim, que entre nós só poderia haver amizade.” Falou amargurado e Chittaphon riu nasalado.

“Wow, que vadia.”

“Eu fui mais patético ainda... Eu implorei, Ten... Eu praticamente me humilhei pra ele e... Ele disse não varias e várias vezes, pra fazer questão que eu não esqueça.” Taeyong murmurou e Chittaphon sacudiu a cabeça, deslizando a mão pelo braço do mais velho.

“Bom, eu avisei você, sua princesinha rica não te da a mínima. Tudo o que ele quer é que os pais deixem ele livre e vai usar você pra conseguir isso, mas francamente? Ele nem liga pra você, só se importa com ele mesmo.”

Taeyong franziu o cenho de leve, mas não conseguiu dizer nada; Não é como se ele sentisse raiva de Doyoung por tudo o que aconteceu, na verdade ele sente raiva de si mesmo por ter se iludido tanto que conseguiria alguma coisa. A partir de agora, talvez deva parar de pensar na vidinha perfeita ao lado de Doyoung, apenas entender que com ele nunca vai haver nada além de uma boa parceria.

“Talvez você tenha um pouco de razão.” O ruivo disse e apagou o cigarro no cinzeiro na cabeceira da cama.

“Quer saber? Eu vou pegar uma pizza que tenho na geladeira.” Ten disse e Taeyong acenou, observando o moreno levantar e vestir os shorts antes de deixar o quarto.

“Aff... Que merda...” 

________________________________

Taeyong resolveu passar no apartamento de Jaehyun para saber como ele está; Apertou a campainha e a porta se abriu, mas quem apareceu foi SiCheng, usando uma camisa larga de Jaehyun que lhe cobre as coxas.

“Oi hyung!” Ele disse e abraçou o mais velho com força, deixando-o entrar. “Pensei que você tinha as chaves.”

“Eu acabei deixando em casa, cheguei de viagem ontem a noite e não peguei nada.” Taeyong disse e Jaehyun chegou na sala, usando apenas uma calça de moletom, as marcas na sua pele bem aparentes e isso vez o ruivo rir nasalado.

Ele não perdeu tempo.

“Hey, pensei que você ia ficar mais tempo fora.”

“Eu ia, mas resolvi voltar antes. Você pelo visto, parece bem.” Taeyong comentou e SiCheng foi abraçar o namorado.

“É, eu acho que sim.” Ele esfregou a mão no braço do mais novo. “Quer tomar café? Tem pizza de ontem, não é sua comida maravilhosa, mas da pro gasto.” Ele sugeriu e o mais velho acenou, então os três foram para a cozinha sentar-se para comer.

“Então, como foi a viagem?” Winwin perguntou e Taeyong tomou um gole do café quente.

“Boa, o lugar era incrível, foi legal.” Ele disse e viu como Jaehyun arqueou a sobrancelha.

“Você ta legal?” Perguntou preocupado e o mais velho sorriu amargamente.

“É, estou. Resumindo a historia, deveria ter te ouvido.” Taeyong respondeu e o outro suspirou.

“Que droga.”

“Pois é...”

“Eu acho que o Doyoung gosta de você.” SiCheng disse do nada e isso fez o mais velho encará-lo. “Como homem, não como melhor amigo.”

“Não acho isso Winwin, somos muito diferentes.”

“É, vocês são, mas... Eu vejo como ele olha pra você. Como morre de ciúmes do Chittaphon, Doyoung é a pessoa mais segura que eu conheço, ele sabe que é bonito e talentoso e que não precisa fazer nada pra agradar as pessoas, ou ao menos ele aparenta ser assim.” Ele disse pensativo. “E ele não tem medo de perder as pessoas, mas você é o único que ele tem muito medo de perder.”

Taeyong ouviu o loiro em silêncio, não sabendo se ele tem razão, afinal de contas é um pouco difícil  imaginar Doyoung com medo de perdê-lo pela simples razão de que ele sabe que isso nunca vai acontecer. O ruivo sempre engoliu seu orgulho por Doyoung, pediu desculpas mesmo quando tinha razão nas brigas, tudo por que nunca conseguiu ficar longe do mais novo.

É um amor bobo de infância, mas que sempre impediu Taeyong de se entregar a outros relacionamentos.

“É difícil de acreditar.” O mais velho comentou e Winwin sorriu.

“Mas você deveria.”

“Olha, talvez seja melhor você aceitar outras pessoas na sua vida.” Jaehyun sugeriu e o mais velho o encarou. “Eu sei que ama o Doyoung, mas você tentou, tentou e não deu certo, então... Deveria aproveitar que o Chittaphon realmente gosta de você.”

“Você tem razão... Mas eu não quero que o Ten se sinta a segunda opção, eu gosto dele e não acho justo.”

“Então faça ele se sentir o primeiro.” Jaehyun falou e Taeyong pensou por alguns segundos, acenando devagar.

Talvez seja hora de largar Doyoung de vez e se dedicar a alguém que realmente goste dele de verdade. 

________________________________

Taeyong decidiu voltar pra casa somente a tarde, já que provavelmente, a esse horário Doyoung já não estará mais em casa e ele precisa de um tempo para organizar os pensamentos, arrumar as roupas no closet e lavar as suas que trouxe da viagem.

Limpar a casa e cuidar das suas coisas sempre acalmou o ruivo, a mãe costumava brincar que ela não precisava mandar ninguém limpar seu quarto ou cuidar das coisas do filho, pois ele sempre foi muito organizado e limpo desde sua infância.

Chegou em casa e tomou um banho, então colocou roupas limpas e resolveu lavar as roupas. Pegou algumas que Doyoung deixou no banheiro e as suas, mas quando estava indo na direção da lavanderia quando algo caiu do meio das roupas de Doyoung e quando ele baixou o olhar viu que se trata de um cartão.

Taeyong pegou o papel do chão e checou para ver se é algo importante, virando o mesmo e franzindo o cenho quando viu o recadinho.

“Vou deixar meu número para você ligar, nos vemos na festa.”

O ruivo respirou fundo, então a porta se abriu e o moreno entrou por ela.

“Oi...” Ele disse em tom baixo e o ruivo estendeu o cartão, o que deixou o mais novo confuso, mas foi até ele e arregalou os olhos por ver do que se trata.

“Você pode ter sentido falta.” Taeyong disse sem muita emoção na voz, então seguiu na direção da lavanderia do apartamento e ouviu os passos de Doyoung logo atrás.

“Tae... A gente tem que conversar.”

“Acho que já conversamos o suficiente.”

“Não, não conversamos.” Doyoung o puxou pelo braço e ele finalmente o encarou. “Eu quero pedir desculpas.”

Isso pegou Taeyong de surpresa, mas ele não esboçou nada além da sua expressão séria.

“Eu fui um idiota com você, disse coisas que não devia e...”

“Você foi sincero.” Taeyong disse e ele piscou surpreso. “Eu prefiro sua sinceridade amarga às suas mentiras doces.” Respondeu e colocou as roupas de Doyoung na máquina, separando as suas para lavar a mão. “Ta tudo bem, eu entendi, nada além de amizade e companheirismo. Levamos essa historia até sua formatura e fazemos seus pais acreditarem que somos um casal feliz. Eu não toco em você e você não toca em mim, já anotei todas as regras.”

“Eu não...”

“Chega, Doyoung. Chega. Eu to cansado, não é sua culpa ok? Você nunca me iludiu ou coisa assim, eu fui responsável por tudo isso. Você não precisa se preocupar e nem se desculpar.” Taeyong firmou as mãos na pia. “Siga com a sua vida, saia com seus amigos, eu vou fazer o mesmo.”

“Saindo com aquela vadia?”

“Ele não é uma vadia. Chittaphon é uma pessoa incrível e seja com ele ou com qualquer outra pessoa, você não tem que se preocupar.”

Doyoung franziu o cenho, suas mãos tremeram e suaram, ele sentiu raiva e ao mesmo tempo uma sensação ruim de que está perdendo Taeyong; Nunca quis que as coisas chegassem a esse nível, que o melhor amigo fosse ríspido dessa maneira, afinal Doyoung nunca o iludiu, mas uma parte sua sente-se culpada por não poder retribuir esse sentimento quando o outro é um homem tão bom e generoso.

“É melhor você ir pra sua aula. Vai se atrasar.”

O mais novo suspirou e acenou, deixando a sala dizer se despedir, então Taeyong respirou fundo e sentiu uma vontade amarga de chorar, por tudo, por ser sentir estúpido, por desejar tanto uma coisa que nunca poderá ter.

Respirou fundo, se assustando quando o celular começou a tocar e quando ele pegou o mesmo viu que se trata da sua mãe.

“Alô?”

“Olá, querido. Como você está?”

“Bem, mãe. E você e o pai?”

“Estamos bem. Olha, venha jantar aqui em casa hoje e traga o seu namorado.”

“Mãe, eu... e-eu não sei se é uma boa idéia, podemos deixar pra outro dia?”

“Não, é que alguns tios seus chegaram de viagem e querem ver você, então vamos fazer um jantar. Estarei esperando, beijos meu amor.” Ela falou e nem deu tempo ao filho de dizer qualquer outra coisa, apenas desligou.

Taeyong suspirou, xingando baixo.

“Mais essa agora.” 

________________________________

“Eu to bem?” Doyoung perguntou, checando a aparencia na câmera do celular e Taeyong acenou e sorriu de leve.

“Você está lindo, vamos entrando?” Perguntou e o mais novo acenou, um tento nervoso, afinal é a primeira vez que ele irá jantar com os pais de Taeyong sendo seu ‘namorado’.

Taeyong estendeu a mão na sua direção e Doyoung segurou a mesma, apertando com um pouco de força, precisando senti-lo próximo, então os dois foram até a porta e entraram, sendo surpreendidos por alguns flashes que fizeram os dois ofegarem surpresos.

“O que...?”

“Querido! Que bom que você chegou.” A mãe de Taeyong foi até o filho, beijando seu rosto com carinho e logo limpando a marca de batom da sua bochecha. “Olá Doyoung, é bom ver você, principalmente junto do meu filho.” Ela sorriu e cumprimentou o ‘genro’, que sorriu sem jeito.

“É bom ver a senhora também.”

“Mãe, por que todas essas cameras e... fotógrafos?” Taeyong perguntou desconfortável e ela sorriu, chamando a mãe de Doyoung com a mão e as duas deram os braços e sorriram animadas.

“Essa é, oficialmente, a festa de noivado de vocês!”

Os dois arregalaram os olhos, não acreditando que suas mães tiveram coragem de fazer isso.

Festa de noivado? Agora sim as coisas estão complicadas.

 

 



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