História Married To a Stranger - Capítulo 6


Escrita por: e CrazyYoda

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Chen, Personagens Originais, Xiumin
Tags Chanchen, Chanyeol, Chen, Exo, Fanfiction, Jongdaefest, Kiim_haneul, Kim Jongdae, Kim Minseok, Lemon, Park Chanyeol, Políamor, Xiuchen, Xiumin, Yaoi
Visualizações 149
Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!!! Tenham uma ótima leitura 💕

Capítulo 6 - Confusão, carteira perdida e um café


Fanfic / Fanfiction Married To a Stranger - Capítulo 6 - Confusão, carteira perdida e um café

— Chen

Tudo o que sei é que, a cada dia que passa Chanyeol fica mais irresistível, bom ao menos deitado ao meu lado nessa cama.

Quando estamos sozinhos ele sempre dá um jeito de se aproximar e eu acabo sempre cedendo às suas provocações. Ainda continua chato, admito, mas não posso negar que Park Chanyeol é gostoso pra caralho.

Hoje, mais cedo ele saiu e como sempre me deixou um bilhete, quero dizer, vários. Um sobre levar as crianças na escola, outro sobre as roupas deles, um outro sobre buscá-los no horário certo e outro dizendo que me amava.

Cheio de recomendações!

— Appa! Arruma o meu cabelo, eu não consigo sozinha. — Mi-Cha veio correndo com uma escova na mão e um biquinho – fofo – nos lábios.

— Mas fi-... Mi Cha! Eu também não sei como fazer isso o seu pai, Chanyeol, não me ensinou isso.

— Mas appa, hoje eu tenho educação física não posso ir de cabelo solto.

Bufei enquanto pensava numa solução para isso.

— Já sei! — Peguei meu celular e pesquisei por vídeos de como prender cabelo de menina. Acabei rindo por ter feito tal estupidez. — Vem Mi-Cha, senta aqui. — Coloquei uma almofada no chão, na qual ela sentou. — Da Eul, vai tomar banho. — Berrei ao ouvi-lo correr no andar de cima.

— Já tô indo papai! — Ele gritou de volta.

Penteei o cabelo da minha princesa da mesma maneira que vi no vídeo, até que não ficou ruim para uma primeira vez.

— Vai no espelho, veja se gosta Mi. — Ela saiu em disparada pelas escadas para ver o seu cabelo e logo estava de volta, toda risonha.

— Aaai! Eu amei appa! Obrigada. — Ela me abraçou forte e me deu um beijinho na bochecha.

— Não foi nada princesa. Vai lá ver se o seu irmão já tá pronto, por favor. E não demore ou irão se atrasar.

Ela assentiu e voltou correndo de onde veio. Não demorou muito para que os dois me assustassem na cozinha enquanto bebia água.

— Então vamos pestinhas? — Olhei para os irmãos que riam do belo susto que haviam me dado.

— Vamos! — Da Eul falou entusiasmado.

Nós fomos a pé já que é muito mais seguro, para as crianças, considerando o fato de que eu não me lembro de boa parte da minha própria vida.

Ao chegar lá, havia crianças correndo, gritando e esperneando por toda parte. E caramba, como conseguem dar aula aqui? Como conseguem passar mais do que cinco minutos nesse lugar barulhento? Não sei como podem colocar tudo isso em ordem, mas sem dúvida é um dom, vem de alguém iluminado, iluminadíssimo com toda certeza.

*

— Droga! Droga! Droga! — Chanyeol vai me passar um belo sermão assim que pisar nessa casa.

Atrasado de novo, pra variar.

Eu dormi, não arrumei a casa como deveria, nem preparei um lanche pras crianças e estou atrasado para buscá-los. Droga!

Saí praticamente correndo pelas ruas, sem nem ver quem passava em minha direção.

Ao menos cheguei a tempo. Contudo, ao entrar no pátio da escola, menos barulhenta agora... Vi apenas Mi-Cha sentada num pequeno banquinho, sem sinal do Daeul.

— Princesa, o que houve? Aonde o seu irmão tá? — A pequena estava fungando, cabisbaixa, enxugou seus olhinhos e apontou para uma porta verde do outro lado do pátio. A qual eu fui sem pestanejar, sendo seguido pela pequena. Sem bater, abri a porta de madeira e me deparei com o Daeul – também cabisbaixo – sentado num puff próximo a outro menino que estava com os bracinhos arranhados. Ao levantar o olhar, vi um homem de cabelos negros e ondulados junto de uma mulher mais velha do que nós dois juntos, ou ao menos aparentava ter uns noventa anos.

— Creio que seja o pai do menino Daeul. — Referiu-se a mim com a voz tão tenebrosa quanto a aparência e um olhar de desdém que eu podia jurar que era mais preconceituoso do que outra coisa.

— Sim, sou eu. — E ao notar minha presença o Daeul levantou-se correndo e gritou "Appa" enquanto me pedia colo, que lhe foi dado com gosto. — O que houve aqui hum?

— E-e-eu. — Ele tampou os olhos e fez bico.

— Pode falar, não precisa ter medo, não vou brigar com você. — O pequeno me olhou como quem diz "jura?" — Eu prometo. — Ele assentiu, olhou o outro menino e me olhou novamente.

— É que eu... Briguei com o Sook. Ele pegou o meu lápis de cor sem pedir, e ainda por cima não quis me devolver. Você me disse que isso é errado, papai.

— Sim, isso é errado, mas o que fez também foi errado fil-... Daeul. Não deve bater no seu amiguinho, deveria ter chamado a professora.

— Eu sei, me desculpa appa Chen. — Ele afundou o rosto no meu ombro resmungando.

— Então... Senhor Chen? — A bruxa falou novamente. Eu assenti. — Espero que ensine ao menino o que realmente é errado, o Senhor Minseok espera que o problema entre os meninos não volte a acontecer ou eu terei que tomar medidas severas, mais severas do que as que já tomei.

— Que tipo de medidas? — Perguntei.

— Castigo, ele não vai participar do recreio amanhã e nem depois. Vai ficar na sala, com a professora.

— Creio que não seja necessário, senhora, o Daeul não fez por mal. Foi o Sook quem agiu mal primeiro. — O tal Minseok se pronunciou antes que eu pudesse sufocar aquela velha com um daqueles puffs.

— M-mas... — Ela olhou para mim, mas agora com o olhar confuso.

— Não será necessário. — Minseok falou em tom firme, pude vê-la tremer de puro ódio. — Sook vai ficar bem, e o Daeul tem uma boa educação, isso pode-se ver nitidamente, não vai ser necessário castigo algum. Entendido senhora diretora?

— Entendido senhor Minseok. — Ele assentiu, depois me olhou de uma maneira que me causou alguns bons arrepios.

— Agora eu posso levá-lo? — Questionei.

— Antes precisa assinar a ocorrência do menino.

— Não será necessário senhora diretora. — Ele disse pausadamente.

— Ah! — Ela bufou. — Tudo bem, podem ir. — Finalmente deu-se por vencida, velha bruxa.

Eu saí da sala com Daeul nos braços enquanto Mi-Cha vinha atrás de mim, apenas dei uma última olhada no homem que me causara arrepios anteriormente, fiz um pequeno gesto em agradecimento e seguimos então, direto para casa.

— Desculpa appa. — Daeul falou com a voz ainda triste.

— Não precisa pedir desculpas, você precisa pedir ao Sook, não a mim. Vai pedir desculpas pra ele?

— Uhum. — Ele assentiu diversas vezes, chegando a ser fofo.

— Ótimo, amanhã me conte como foi. Agora vai tomar banho e limpar essa boca suja de molho. — Nós dois rimos e ele foi correndo para o banheiro.

Não demorou para o Park chegasse, e digamos que me surpreendeu bastante com o que fez.

Estava lavando a louça que não lavei durante o dia e então agarrou minha cintura, beijou-me no pescoço e depois me virou de frente para ele. E então sorriu, e sem hesitar me beijou com avidez como se não houvesse amanhã. Como se não houvessem crianças em casa, e por longos dez minutos era como se não houvesse mesmo. Quando Mi-Cha nos surpreendeu eu estava sentado em cima da pia, Chanyeol sem camisa, levemente arranhado, além de ofegante e um tanto suado, nossas bocas vermelhas quase sangrando de puro desejo.

Mas enfim, ótimos dez minutos sem crianças.

*

Após colocar as crianças pra dormir eu desci para fazer companhia ao Chanyeol que estava lavando a louça do jantar.

— O Daeul brigou na escola. — Falei em baixo tom.

— O que?

— É ele brigou, com um menino acho que era Sook o nome. Daeul me disse que o menino pegou um lápis de cor nas coisas dele, sem pedir. O Dae pediu de volta e o menino não quis devolver, então o Dae bateu nele. O pobrezinho estava com os bracinhos arranhados, e o Daeul estava assustado por causa daquela bruxa velha da diretora.

— Mas ela fez o que com o Daeul?

— Nada, ela ia dar um castigo pra ele, mas o cara, acho que é pai do tal Sook não permitiu. Acredito que assim como eu, ele achou que era pesado pra uma criança tão pequena como o Dae. Até por quê ele não fez por mal. — Suspirei ao apoiar os cotovelos sobre a mesa. — Quando eu entrei na sala da diretora ele veio correndo pro meu colo e depois de contar sobre a briga, me disse que eu o ensinei que pegar as coisas dos outros sem pedir é errado.

— É, ele tem razão. Só quis se defender. O pai do garoto fez bem em não permitir o castigo.

— Ela queria privar o Dae do recreio por dias.

— Nunca gostei daquela mulher, ela sempre me olha estranho nas reuniões.

— Eu também notei isso pra cima de mim, eu juro que ia dizer um monte de coisas pra ela. Ela insinuou que nós não educamos o Daeul direito, por isso aquilo aconteceu. Sabe, como se não fossemos uma família de verdade.

— E nós somos uma família de verdade JongDae? — Ele me olhou com uma sobrancelha arqueada e um sorrisinho nos lábios.

— Por quê não seríamos? — Rebati.

— Até poucos dias atrás você me rejeitava, eu juro que cheguei a pensar que na primeira oportunidade você iria embora.

— Eu posso não me lembrar de nada, mas existem motivos mais fortes do que esse para eu ficar aqui. — Chanyeol sorriu e beijou-me delicadamente.

*

— Droga! Cadê a minha carteira? CHANYEOL! — Gritei. — Você viu a minha carteira? — Perguntei quando ele apareceu de toalha no quarto.

— Não, por quê? Não vai me dizer que perdeu, JongDae!

— Acho que sim, não a encontro em lugar nenhum. — Estalei a língua no céu da boca. — Droga!

— Deve ter sido ontem, no meio da confusão você nem percebeu que deixou cair, talvez ainda esteja na escola. Leva eles e pergunta se alguém encontrou.

Eu acabei concordando em levá-los, já iria fazer de qualquer maneira, Chanyeol estava procurando por emprego durante o dia todo, todos os dias então não há outra alternativa pra mim.

Nós três fomos apressados mais uma vez, já que novamente estávamos atrasados.

Ao chegar na escola, lá estava Sook e Minseok, o mais velho trazia no rosto um sorriso que o deixava extremamente fofo. O cumprimentei com um gesto tímido com a mão.

Eu deixei as crianças irem para a fila e fui atrás de alguém que pudesse me ajudar. Acabei falando com uma moça muito gentil a qual me disse que não havia encontrado nada durante a limpeza da escola. Desapontado, eu já estava saindo de lá quando ouvi uma voz familiar me chamar, ao me virar pude ver o Minseok tirando algo de um dos bolsos de sua calça jeans.

— Você deixou cair ontem, quando saiu da sala da diretora. — Disse ao me estender a carteira.

— Ah! Graças a Deus. — Balbuciei aliviado. — Obrigado. — Falei sorridente enquanto pegava a carteira.

— Mas... Só devolvo se aceitar tomar um café comigo. — Ele puxou-a de volta para si.

Eu tombei a cabeça para o lado, pensando, enquanto umedecia os lábios.

— Tudo bem.

— Ótimo, tem um café aqui perto. — Eu apenas assenti, estava apreensivo, afinal o que esse cara quer comigo?

Recordo-me perfeitamente da maneira como ele me olhou ontem, como parecia ver a minha alma somente através dos olhos.

Caminhamos por volta de cinco minutos, atravessamos a rua e entramos em um café com uma fachada simples. Todo o percurso que fizemos foi feito em silêncio. Até por quê, não tinha a menor ideia de como puxar assunto e a melhor opção me pareceu ficar calado.

Assim que entramos nos sentamos em uma mesa nos fundos e logo uma senhora de meia idade apareceu e para anotar nossos pedidos.

— Vai querer o mesmo de sempre? — olhou para Minseok sorrindo.

— Vou sim.

— E você gracinha, o que vai querer? — olhou para mim.

— Um Mocha, por favor. — logo ela anotou e saiu.

— Boa escolha. — Minseok comentou.

— Eu realmente aprecio um bom Mocha. — sorri fraco — Minseok, sem querer ser indelicado nem nada, mas por que me chamou para um café? — perguntei, afinal estava curioso com sua atitude. Quem hoje em dia chama um estranho para tomar café?

— Na verdade, não tenho um motivo específico, só achei te interessante e estava afim de jogar uma conversa fora. — deu de ombros — A propósito, não me chame de Minseok, soa muito formal, então me chame apenas de Xiumin.

— Tudo bem, Xiumin.

— Devo te chamar de Chen? — Minseok, ou melhor, Xiumin levantou uma das sobrancelhas.

— É, pode ser. — dei de ombros e Xiumin sorriu de uma maneira que por um segundo fez meus batimentos se descompassarem.


Notas Finais


Comentem aqui a opinião de vocês, isso nos ajuda muuuito! Obrigada por ler e por favor, visitem os nossos perfis. @_Kiim e @CrazyYoda 🌈


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