História Married until Monday - Namjin - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin)
Tags 2jae, Baekhyun, Baekyeol, Bangtan Boys (BTS), Boyxboy, Chanbaek, Chanyeol, Got7, Hoseok, Jackson, Jaebum, Jikook, Jimin, Junghoseok, Jungkook, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Mark, Markson, Mpreg, Namjin, Namjoon, Parkjimin, Romance, Seokjin, Yoongi, Youngjae
Visualizações 158
Palavras 2.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Capítulo 17


Fanfic / Fanfiction Married until Monday - Namjin - Capítulo 17 - Capítulo 17

Faltavan três dias para o casamento, e Namjoon ainda não tivera um momento sozinho com o seu noivo desde que ele aceitara seu pedido.

— Pensei que você tinha dito que íamos jantar fora. — Jin olhou pelo para-brisa do carro com o cenho franzido.

— E vamos. — Namjoon se aproximou do manobrista e saiu do carro. Em seguida deu a volta, ofereceu a mão a Jin e disse ao motorista que retornariam à meia-noite.

O piloto de Jungkook os encontrou na escada do jatinho particular.

Namjoon sabia que Jin já tinha pegado aquele avião em várias ocasiões ao longo dos últimos dois anos, mas o brilho em seus olhos não se apagava quando se tratava de coisas luxuosas.

— Vai me dizer para onde estamos indo? — ele perguntou enquanto prendia o cinto de segurança.

As mãos de Namjoon ficaram úmidas.

— Assim que estivermos no ar.

— Está com medo de que eu desista?

Ele riu.

— Talvez. — Exatamente.

O piloto taxiou na pista e anunciou a decolagem. A cabine pressurizou e, sem esforço, os motores os levaram ao céu. Quando o avião se estabilizou, Jin disse: — Você já deve ter adivinhado, mas eu não gosto muito de surpresas. Não me importo se for um presente, mas...

— Estou te levando para Tucson. Quero te apresentar para os meus pais.

— Ah. — O queixo dele caiu.

— Eu disse a eles que te levaria para o jantar.

— Eles sabem que vamos nos casar?

— Sim.

Jin começou a mordiscar a ponta da unha, e Namjoon achou aquilo fofo.

— Seu pai é policial aposentado, não é?

— Trabalhou no Departamento de Polícia de Nova York durante trinta anos.

— Foi por causa dele que você se tornou advogado?

Jin devia ter percebido que estava roendo as unhas e rapidamente tirou a mão da boca.

— De certa forma, sim. Percebi como ele trabalhava duro enquanto eu crescia e como gritava com a TV sempre que via seu trabalho indo para o ralo porque um advogado tinha ferrado com tudo. Meus amigos e eu costumávamos brincar de detetive e advogado.

Jin riu.

— Eu montava uma cena de crime e o meu amigo Roger colhia as evidências.

— Parece uma versão nerd de polícia e ladrão.

— E era. Meu pai trabalhou a vida inteira em prol de um sistema que está corrompido de muitas maneiras. Eu sempre quis ser alguém que ajudasse a consertar esse sistema por causa de homens como ele.

Jin se remexeu na poltrona de couro e tirou os sapatos.

— Eu sempre me perguntei como você pode se dar ao luxo de concorrer às eleições. Acho que a maioria dos homens como você vem de famílias abastadas. Não consigo imaginar seu pai ficando rico com o salário de policial.

— Não. Eu queria fazer faculdade de direito, mas sabia que o custo seria um problema. Estava procurando um investimento com retorno rápido quando conheci o Jungkook. Ele estava começando a empresa de navegação e buscava investidores. Fiquei seis meses fora da faculdade e dei o dinheiro das mensalidades para ele.

— Deve ter sido difícil.

— Foi mesmo. Mas o Jungkook era... o Jungkook. Ele não tentou me vender a ideia, só disse que triplicaria o meu dinheiro. Ele estava determinado a irritar o pai sendo bem-sucedido, e eu acreditava que ele conseguiria.

Os dois sabiam como tudo tinha acontecido. Os negócios de Jungkook prosperaram e renderam milhões.

— Então você é sócio do Jungkook?

— Sócio passivo. Peguei o que precisava para terminar de pagar a faculdade e dei a ele pleno controle do restante do meu investimento.

— Uau. Eu não fazia ideia. Pensei que vocês eram só amigos.

— Primeiro amigos, depois sócios. Eu nunca questionei o que ele faz com o meu dinheiro, como investe ou qualquer coisa assim.

— Isso me faz desejar ter dinheiro para investir.

Namjoon balançou a cabeça.

— A empresa dele não tem capital aberto, mas tenho certeza que o Jimin poderia te indicar.

— E o meu noivo? O esposo de um sócio passivo não devia servir para alguma coisa? — ele brincou.

Ele gostava de como aquilo soava. Seu esposo.

— Posso arranjar alguma coisa.

Eles riram. Quando o piloto disse que podiam soltar o cinto de segurança, Namjoon foi até o minibar e abriu uma garrafa de vinho.

— E a sua mãe? Como ela é?

— Minha mãe é ótima. Engraçada. Não se leva muito a sério. Ela desistiu de muita coisa quando se casou com o meu pai, mas nunca se arrependeu.

— Desistiu de muita coisa? Como assim?

Namjoon lhe entregou uma taça de pinot grigio e se sentou novamente.

Para qualquer um que se desse o trabalho de procurar, a história da família de Namjoon era de conhecimento público. No entanto, ele não mudou a expressão quando lhe disse: — Minha mãe é uma Hammond. Como o senador Hammond.

O semblante de Jin era vazio, mas logo mudou quando ele percebeu a quem Namjoon se referia.

— Maxwell Hammond?

— Sim.

Ele assobiou.

— Eles têm muito dinheiro e influência.

Namjoon tomou um gole de vinho e deixou o sabor revigorante flutuar em sua língua.

— E eles usaram tudo isso para tentar afastar os meus pais. Mas não deu certo.

— Que fofo. Quer dizer, é uma merda que a sua família tenha feito isso, mas que bom que não deu certo.

— Pelo que me disseram, foi feio. Ela e o irmão nunca mais tiveram um relacionamento de verdade, e ele é a pessoa mais fria que eu já conheci. Fora os grandes compromissos familiares, como casamentos e enterros, não temos contato com ele nem com ninguém da família da minha mãe. — De certa forma, o fato de Namjoon concorrer às eleições era exatamente o que a família da mãe teria desejado. Mas ele não estava fazendo isso por eles. Estava fazendo pelo pai. A piada eram os Hammond.

Jin perguntou mais sobre a família dele e seus anos em Nova York. Namjoon contou sobre Roger e a esposa. Sugeriu que fossem visitar os dois e o filho, que tinha nascido na semana anterior, assim que tudo se resolvesse.

— Sr. Namjoon, Sr. Jin, vamos aterrissar. Por favor, apertem os cintos.

Namjoon sentou novamente ao lado de Jin e afivelou o cinto. Jin olhou pela janela, começou a roer as unhas e Namjoon segurou a mão dele.

— Eles vão adorar você.

— Não estou preocupado — ele disse, na defensiva.

Sim, tá bom.

Jin não sabia direito o que o esperava, mas as pessoas responsáveis pela existência de Namjoon não eram nada do que ele havia pensado.

Kim Abigail era um jovem senhora de uns sessenta anos, com poucas linhas de expressão que denunciassem a idade. O cabelo loiro a vermelhado dava a impressão de que ela passava um bom tempo todos os meses no salão de cabeleireiro.

O pai de Namjoon se chamava Cash, e Jin pôde ver o humor por trás do olhar do homem quando ele o fitou na porta.

— Então você é o homem que amarrou o meu filho? — ele perguntou com um sorriso travesso depois da breve apresentação.

Abigail deu um tapinha no marido, e Jin aproveitou a oportunidade para ver se os pais de Namjoon eram como ele.

— E acho melhor só desamarrar depois do casamento.

Cash explodiu em gargalhadas, e o rosto de Namjoon ficou vermelho.

— Ah, gostei dele, Namjoon — o pai disse, conduzindo-o para a sala de estar modesta. A casa no Arizona ficava ao lado de um dos muitos campos de golfe que salpicavam a paisagem. Não era uma mansão, mas também não era uma casa típica de bairro.

— Estamos muito animados de te conhecer, Jin. Não sabíamos que o Namjoon estava namorando sério. — Abigail ofereceu bebidas, e Namjoon se sentou ao lado de Jin no sofá.

— Nós já nos conhecemos há anos — Namjoon explicou.

— Você contou ao telefone — Cash falou.

— Mas só começamos a namorar recentemente. — Jin percebeu que os pais de Namjoon estavam conduzindo as perguntas, então fez o que pôde para ser o mais honesto possível. Embora estivessem muito empolgados, havia também uma pequena dose de apreensão. Namjoon era filho único, e Jin não achava que seria normal os pais não questionarem a rapidez com que ele subiria ao altar.

— O Jin é o melhor amigo do Jimin — ele explicou. — Acho que nós dois evitamos nos envolver no início por causa dos nossos amigos em comum.

Jin pegou Namjoon sorrindo para ele e retribuiu. Aquilo com certeza era verdade para ele. É claro que Namjoon omitiu a parte em que eles discutiam a maior parte do tempo quando dividiam o mesmo ambiente.

— Parece que você superou essas preocupações — Cash comentou.

Namjoon ergueu o queixo.

— Você pode ver por quê — disse ao pai.

Jin sentiu as bochechas esquentarem com o elogio. Namjoon pareceu convincente até para ele.

— Então por que a pressa de se casarem?

A necessidade de roer as unhas aumentou, mas Jin ficou imóvel, tentou relaxar e deixou Namjoon responder à pergunta direta do pai.

— Por dois motivos, na verdade. O primeiro é que eu quero mostrar para o mundo todo que o Jin é meu homem.

— Que postura de homem das cavernas — Jin provocou. Mas era apenas para protegê-lo. Ele fez de tudo para não ler nenhum significado mais profundo em suas palavras. Namjoon segurou a mão dele.

— E o segundo motivo? — Abigail perguntou.

O rosto de Namjoon se suavizou enquanto seus olhos procuravam os de Jin.

— Acho que é óbvio.

Uau. O coração dele se acelerou. Namjoon realmente estava perdendo tempo ao não trabalhar em Hollywood. Se ele não estivesse ciente das verdadeiras razões do casamento, teria acreditado que Namjoon era um homem desesperadamente apaixonado.

Abigail soltou um longo suspiro. Cash se levantou e ficou ao lado do filho. Namjoon ajudou Jin a se levantar antes de aceitar o aperto de mão e o abraço de urso do pai.

— Parabéns, filho.

Jin sentiu uma pequena pontada de culpa quando Cash o abraçou e lhe deu as boas-vindas à família.

A conversa durante o jantar foi confortável. Abigail perguntou sobre a família de Jin, e ele contou que os pais haviam morrido quando ele era novo. Houve um lampejo de tristeza em suas feições, mas Namjoon mudou o rumo da conversa.

Jin não pôde deixar de pensar em seus pais. Eles teriam adorado Namjoon e aplaudido seu desejo de protegê-lo. Mas, se não fosse pela morte deles, ele não estaria se casando com aquele homem sentado a seu lado.

Abigail se dirigiu a Jin, arrancando-o de seus pensamentos.

— O Namjoon te alertou sobre o meu irmão?

— Ele disse algumas coisas.

— Ele é um político típico. Não acredite em nada do que ele diz — Cash comentou.

— Ei! — Namjoon repreendeu o pai.

— Nosso visitante aqui é uma exceção.

— Ele está certo, Jin. O Max acredita que pode mandar em tudo e em todos. Se você lhe mostrar uma única fraqueza, ele vai explorá-lo. — Abigail estava servindo café na sala de estar enquanto a advertia sobre o irmãoo.

— Ele conseguiu ofuscar o meu pai depois de anos tentando.

— Ele é realmente tão ruim assim?

— Pior. A única coisa pela qual eu posso elogiá-lo é a minha cunhada, Sally. Verdade seja dita, não sei por que ela continua com aquele homem. A Sally é muito doce e um capacho total. Perfeita para o Max.

— Que triste. — Jin não podia se imaginar sendo um homem submisso, permitindo que um homem o governasse.

— Se você tivesse a oportunidade, se daria bem com ela. Mas o Max provavelmente não vai deixar que vocês façam amizade, por isso não ache que é pessoal.

— Todos eles vão ao casamento? — Cash perguntou.

Jin sabia que Namjoon havia convidado os avós, além de Max e Sally. Depois de descobrir mais sobre o tio dele, não pôde deixar de esperar que o convite de última hora não fosse aceito.

— O Max e a Sally vão. Não tive notícias do John e da Carol. — Esses eram os avós de Namjoon, e Jin achou estranho que ele os tratasse pelo nome.

— Amanhã vou ligar para a minha mãe e perguntar, depois te falo.

No fim da noite, Jin já sentia como se conhecesse os pais de Namjoon há muito tempo. Ele estava ansioso para vê-los no casamento e sabia que seriam a âncora de sanidade enquanto ele navegasse pela família do futuro marido.

— Seus pais são surpreendentemente verdadeiros — Jin disse a Namjoon quando estavam sozinhos no carro, a caminho do aeroporto.

— Você esperava ver manequins de loja?

— Você sabe o que eu quero dizer.

Namjoon trocou de pista e seguiu até a rodovia.

— Todo mundo diz isso. Meu pai foi policial durante anos. Seria difícil não ser verdadeiro depois disso. E as pessoas esperam uma Kennedy quando consideram a criação da minha mãe.

Jin podia imaginar. Abigail era refinada, mas não era pretensiosa.

— Você tem sorte.

Namjoon olhou para ele, e sua expressão se transformou em tristeza. Namjoon segurou a mão dele e deu um aperto suave.

— Sinto muito.

— Não sinta.

— Mas eu sinto. Eu devia ter percebido que o encontro te traria lembranças.

— Os meus pais também eram felizes. Conversar com os seus me fez lembrar dos bons momentos.

— Gostaria que eles pudessem estar aqui para o nosso casamento — Namjoon falou.

— Se eles estivessem vivos, não estaríamos nos casando. — A tentativa dele de corrigi-lo o fez franzir o cenho.

— Acho que não — Namjoon murmurou.

O que ele quis dizer?

●●●

O voo para casa foi calmo. Jin não tinha certeza do que havia dito para perturbá-lo, mas pôde sentir o humor dele mudar. Entre o silêncio, o vinho e a madrugada, ele se viu cochilando no avião.

O segurança os acompanhou do aeroporto até a casa dele, onde Namjoon o deixou, despedindo-se sem ao menos um abraço.

Foi impossível dormir. As lembranças dos bons tempos com seus pais se transformaram no período que se seguiu à morte deles. O vazio em sua vida se transformara em sentimentos amargos e em um muro para proteger seu coração. Durante anos, ele não permitira que ninguém se aproximasse.

Mas, de alguma forma, isso tinha mudado. A amizade com Jimin e o afeto pelas pessoas que faziam parte da sua vida, por Namjoon, o tornaram vulnerável.

Mais uma vez ele se questionou se estava fazendo a coisa certa. Olhou para Zod, encolhido como uma bola ao lado da cama. Exceto pelos cães de guarda, ele nunca tivera animais de estimação. Isso significava criar raízes, e ele sabia que não era prudente agir dessa maneira.

No entanto, ali estava ele, quarenta e oito horas antes de seu casamento, com grossas raízes crescendo por todos os lados.

O que vai acontecer quando tudo acabar?, pensou. Ele sabia que isso podia acontecer a qualquer momento. A felicidade não dura para sempre.

Pare de pensar, Seokjin! Ele virou o travesseiro para que o lado frio encostasse no rosto e se curvou em posição fetal. Pare de pensar!



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