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História Married With The Fame - Capítulo 3


Escrita por: e Dreblack


Notas do Autor


Olá meus queridos!
Esperamos que curtam mais este capitulo feito com amor e carinho. Agradecemos o feedback de vocês nos capitulos anteriores, é de suma importância para nós e esperamos que continuem a fazer. Divirtam-se lendo!

Capítulo 3 - Capítulo 3: Página Virada


Fanfic / Fanfiction Married With The Fame - Capítulo 3 - Capítulo 3: Página Virada

Jon:

Os pingos de chuva caem do outro lado da janela do meu quarto enquanto observo sentado na poltrona branca no canto do aposento bem próximo a janela, não havia muito espaço ali mas era confortável, havia uma cama de solteiro macia, além da poltrona, uma luminária de chão ao lado para caso de leituras, uma mesa redonda com duas cadeiras estilo moderna em tom de branco, meu próprio banheiro pequeno e um armário para minhas roupas, nas paredes de tom verde água havia quadros de pássaros, e nos nichos estavam os meus livros favoritos enviado pelos meus familiares para meu tempo dentro desta clinica fosse menos "tedioso" segundo Sansa. Fecho o livro em minha mão após finalizá-lo pela segunda vez nos últimos meses e levanto-me aproximando-me da janela para ver os últimos resquícios da chuva que caíra fortemente mais cedo, enquanto eu a observava imaginando se quando eu finalmente deixasse esse lugar a tempestade que havia tomado conta da minha vida nos últimos tempos também teria finalmente terminado? O Sol finalmente tomaria conta da minha vida? Ou eu seria levado novamente pelo tornado? Como aconteceu com Grenn?

Meu amigo ex parceiro de boyband havia cometido suicídio, o que me abalou profundamente, no início da minha carreira embora eu amasse cantar me sentia muito inseguro em estar em um palco entorno de um grande público eu era muito novo então meu pai aconselhou que eu entrasse em uma banda em grupo, muitos grandes cantores solos adentraram no mundo musical dessa forma, então eu conheci Grenn ele tocou numa feira musical em Winterfell nos tínhamos muitos gostos em comum então nos aproximamos rapidamente logo estávamos compondo músicas juntos. Meses depois Theon e Pyp se juntaram a nós patrulha da noite foi o nome que demos ao nosso grupo, depois de lançarmos alguns singles que logo na primeira semana estavam no topo das paradas meu pai se propôs a gravar nosso primeiro cd, no final acabamos lançando quatro discos onde conquistamos as paradas, embora eu amasse meus amigos começamos a ter problema em relação ao estilo que queríamos seguir, então resolvemos que era hora de nos separamos para que cada um pudesse seguir seguindo seu sonho de acordo com quem gostaríamos de ser Pyp se tornou Rap, Grenn seguiu para o country Theon acabou não fazendo sucesso solo devido sua arrogância, inclusive hoje trabalhava na minha equipe musical graças aos deuses não era tão idiota como antes.

Grenn estourou tanto como eu na verdade fez até mais sucesso ganhando prêmios mundiais até deixando a gravadora do meu pai para ir para gravadora Glover cujos os artistas eram todos do meio country, tão rápido como ele conquistou o mundo com sua música o assedio da mídia triplicou sobre ele, diferente de mim que cresci lidando com repórteres e paparazzi por toda a minha vida meu amigo era uma pessoa anônima até formamos o nosso grupo, como éramos adolescentes na época meu pai sempre fez de tudo para que fossemos menos afetados possível pela mídia no entanto a nova gravadora de Grenn o jogou direto para os urubus, com a pressão meu amigo começou a beber e até usar algumas drogas pesadas para aguentar sua intensa rotina de shows, meu amigo chegava a fazer dois shows numa noite, e quando a mídia expôs sua homossexualidade de forma baixa foi demais pra ele, seu amigo entrou numa profunda depressão e pouco a pouco toda sua luz foi se apagando, cada vez mais a impressa se aproveitava de seu estado para ganhar dinheiro com matérias cheias de sensacionalismo, antes dele se enforcar na garagem de casa, eu tinha falado com ele, meu amigo tinha me garantido que estava melhor iria entrar na reabilitação estava pronto para recomeçar, até hoje eu não sei se ele mentiu pra mim ou se realmente acreditava naquilo, se foi isso o que mudou o que fez desistir? Tudo que ele deixou foi apenas um bilhete com os dizeres ame mais odeie menos.

Quando me deram a notícia eu me neguei acreditar que um dos meus melhores amigos tinha morrido daquela forma, nós havíamos passado anos trabalhando juntos na época do nosso grupo eu passava mais tempo com eles do que com a minha família, nós apoiando enfrentando a mídia lado a lado, deuses eu adorava cantar amava meus fãs no entanto ser famoso vinha com um peso muito grande, eu sempre odeie o assedio da mídia, durante minha adolescência tudo que Robb eu fazíamos virava notícia, ir numa festa beber com os amigos tinha um peso totalmente diferente quando éramos a gente os filhos do grande Ned Stark. Como eu odiava os malditos paparazzi sempre a espreita esperando por um deslize seu para que eles possam usar.

As vezes eu tinha medo de acabar como o Grenn de simplesmente não aguentar toda essa pressão, a morte dele não só quebrou meu coração mais também me encheu de dúvidas e incertezas sobre mim, minha vida, as pessoas com quem me relacionava e obviamente isso começou a me afetar como artista meus shows não eram mais o menos, comecei a ter crises de ansiedade durante as apresentações, me sentindo desanimado e depois do que aconteceu com Ygritte tudo só piorou.

Lanço o livro na cama de forma que ele cai aberto deixando a foto minha e dela cair sobre o colchão então eu pego a única foto ainda existente com minha ex já que todas eu havia deletado e as reveladas haviam sido rasgadas ou queimadas, no entanto essa havia sido mantida por todos esses meses, quando queimei as outras estava bêbado e possesso de raiva mas essa em especial eu mantive comigo, rasgo a foto separando dois e depois rasgo novamente ambas as deixando em pedacinhos. De fato era hora sair da tempestade que a meses caiu sobre mim, foi exatamente por isso que vim a Catarse, esta clínica tem sido por anos aclamada com seus trabalhos em reabilitação, seja para dependentes químicos ou problemas emocionais como aa depressão e outros, é a minha segunda internação aqui, neste lugar posso me desligar do mundo por meses e eles se desligam de mim, não há o que falar do primogênito de Ned Stark o nome principal na indústria musical, Jon Snow o cantor não há como aparecer em capas de revistas ou tabloides diários estando isolado desta forma, e por mais que falem de mim são poucas as especulações durante meu tempo de recuperação, agradeço ao resto do clã por chamar atenção também. A verdade é que quando estou em Catarse por mais isolado e sozinho que eu fique, longe dos meus familiares que tanto amo, sinto-me bem pois posso respirar sem o peso diário da fama, porém admito sentir falta da minha rotina, é contraditório mas este sou eu e eu amo o que faço, amo escrever musicas e cantar para meus fãs, amo ficar por horas no estúdio de dança com a equipe montando e aprendendo coreografias, rir com meu time e comer fast food, morrer de treinar como castigo do personal por me ver nos stories alheios comendo um grande X-burguer, mas os meses de paz são sempre bem vindos quando meu corpo já não esta legal devido o psicológico ficar fodido ao extremo como quando vim pra cá logo após meu rompimento com Ygritte, acabou que descarreguei muito da minha raiva e ressentimento no estúdio de gravação e logo havia um novo Cd a lançar mas eu não me sentia bem psicologicamente, sentia-me cansado fisicamente e esgotado emocionalmente para tentar uma turnê nova e optei por vir a reabilitação, foi uma boa escolha e agora estava feliz em estar indo embora.

— É aqui que vive lobo branco?—A voz do meu irmão surge fazendo-me tirar a atenção da janela e observo Robb Stark encostado na porta com os braços cruzados me olhando e sorrindo.

— Achei que não viria mais – Respondo pegando meu livro e jogando na mala junto aos outros antes de fechá-la , ele pega a mesma educadamente e solicito a ajudar, não nego a ajuda e apenas carrego a mala de mão que é pequena, seguimos pelos corredores do prédio de seis andares, ficava próximo as montanhas em Mereen, distante da Baía e do centro da cidade, estávamos rodeados de árvores, verdes e calmaria neste lugar.

— Eu demorei pois viajar de Helicóptero na tempestade é terrível, tivemos que esperar diminuir para levantar voo – Robb responde enquanto puxa minha mala ao lado do corpo, uma enfermeira passar por nós e sorri.

— Tchau Sr. Snow – ela é educada como sempre.

— Tchau Reese, obrigado por cuidar de mim – falo a abraçando e vejo ela corar, meu irmão segura o riso sinto vontade de brigar com Robb mas contenho-me e só o ignoro. Seguimos pelos corredores, descemos de elevador do sexto andar e ultimo até o térreo onde o psiquiatra e psicóloga local aguardavam com o diretor para despedirem-se de mim pela segunda vez, são todos educados e solícitos para comigo, desejam-me sorte ao sair daqui e eu agradeço todo o apoio e cuidado com minha pessoa antes de seguir com meu irmão até a aeronave no meio do grande campo verde da propriedade, já dentro do helicóptero e seguro após prender com cuidado o sinto por os fones, observo o campo ficar distante abaixo de nós conforme ela levanta voo sem problemas graças ao perito em pilotagem que comandava a máquina enquanto Robb e eu íamos atrás, vejo as rosas de diversas cores plantadas ao fundo da clinica e a área de recreação com mesas e cadeiras, balanços e a piscina coberta mais para a lateral, admito que é uma instituição e tanto, havia de tudo para que os pacientes ficassem confortáveis durante seu período de internação, até passeios a cavalo nós proporcionavam, me dando a oportunidade de me conectar mais com os animais, comigo mesmo, sinto que deixei para trás muitas das coisas tóxicas que me levavam pra trás, estava pronto para recomeçar um novo capitulo, na verdade estava ansioso para isso.

— Davos esta em Braavos nos aguardando. – Robb comenta e escuto sua voz através dos fones em meus ouvidos.

— Como o convenceu a não vir?.—pergunto curioso e ele ri

— Bom ... eu falei que viria te buscar ao meio dia – ele responde caindo na risada e a vontade de rir é maior que meu controle e sinto pena do piloto por ter que nos escutar rir feito duas hienas sem noção no banco de trás. Imagino a cara de Davos ao ver que foi enganado por Robb, ele sempre foi muito cuidadoso comigo, um PR e assistente muito eficiente ressalto e desde o meu inicio de carreira vem me acompanhando, qualquer outra pessoa já teria desistido, mas quando perceber que Robert Stark o enganou pobre Davos ficará puto de raiva.

— Vamos almoçar em um bom restaurante por favor. – Digo estava ansioso para por fim na dieta balanceada que tive nesse tempo vivendo na clínica.

— Eu quero tanto um filé mal passado – falo imaginando o prato a minha frente.

— E eu uma marguerita – Robb fala animadamente, meu irmão continuava o mesmo pelo visto.

— Não, sem beber no almoço – falo e observo ele revirar os olhos, meu irmão as vezes perdia a linha no consumo de álcool. Vejo Robb tirar uma selfie exibindo-me ao lado dele e enviando no grupo da família para expor ao restante do clã que já estamos juntos e os tranquilizar.

— Tudo bem, mas vamos sair e comemorar mais tarde. – Propõe.

— Não, eu quero ir embora de Braavos .. quero ver o resto da família e ver o Fantasma afinal – me explico

— Vou resumir o que aconteceu com a família, Rickon tirou a primeira nota baixa dele na vida e quase depois que Arya disse “realmente 6 não é uma boa nota” e ela andou se estranhando com uma blogueirinha que a acusou de copiar uma foto dela, e a Sansa andou se estranhando com as modelos da agência dela porque dizem que a nossa ruiva é mimada, o que ela é mas ninguém tem o direito de falar se não for um de nós, papai e mamãe estão ótimos tirando o estresse de todos os dias, e Bran bom.. ele é o Stark mais Relax da história dos Stark então ele esta ótimo e seu belo e lindo filho de quatro patas Fantasma esta bem mais cuidado que eu, mamãe o levou ao pet shop toda semana.

Escuto tudo através do fone e é impossível não sorri com o que escuto, eles estavam bem realmente, com seus probleminhas diários mas estavam bem. Durante este tempo na Catarse era restrito o uso de telefones, eu poderia me comunicar com familiar sempre que necessário mas o indicado era “desligar e purificar” então mantive o mínimo de contato com eles, não era fácil mas o fato de não nos falarmos todos os dias não me fazia pensar que eles não me apoiavam, pelo contrário em meus 25 anos de vida, nunca fui abandonado por minha família, sempre apoiamos uns ao outros,ser um Stark é um dos motivos para agradecer sempre aos deuses, há seus transtornos na fama mas há sua beleza também, e uma delas para mim é justamente esta, minha família unida crescendo juntos sempre apoiando uma ao outro em todos os momentos. Quando o helicóptero pousa no heliponto do hotel em Braavos cerca de duas horas depois de levantar voo sou agraciado pela visão da bela cidade a minha volta do topo de prédio conforme me afastava da hélice da aeronave que ainda girava diminuindo ritmo aos poucos. Aproximo-me da ponta e puxo o ar fortemente sentindo-me vivo e livre novamente, livre para começar a escrever as páginas deste novo capitulo em minha vida.

Deixo minhas malas no meu quarto reservado por Robb no mesmo andar que ele estava e Davos também e ambos seguimos a recepção do hotel para encontrar meu velho amigo e após o reencontro seguimos em um carro alugado para um bom restaurante onde conversamos e almoçamos sem pressa alguma.

— Quando estivermos em casa, quero uma reunião para vermos locais e datas de Turnê. – Digo empolgado finalmente me sentia pronto para retornar aos shows ao vivo, estar perto dos meus fãs sentindo aquela energia mágica novamente, sabendo que eles estão ali pela minha arte porque foram tocados por ela.

— Já? Tá com a corda toda lobo branco – Robb fala animado e faz um brinde com sua taça de vinho, aceito o brinde junto a Davos.

— Robb e eu já tomamos a iniciativa de começarmos uma lista com os prováveis locais de show. – Davos se pronuncia e meu irmão concorda de boca cheia.

— ainda bem que continuam eficientes, fiquei com medo de vocês amolecerem sem comigo por perto. – Brinco.

—Sempre fui eficiente. -- Davos se gaba fazendo meu irmão rir implicando com ele, era quase que o hobby oficial de Robb, tirar o juízo do meu assistente, admito que as vezes eu fazia a mesma coisa por diversão, e outras vezes sem querer, nem sei como Davos Seaworth não teve uma ataque cardíaco nesses anos de trabalhando pra mim.

— Jon, Ygritte tentou entrar em contato, ela queria falar sobre quão desrespeitosa foi a musica... – Davos começa a falar mas isso é o suficiente para me fazer rir.

— Ela me trai, o amante dela me conta isso ela acha desrespeitosa a musica que fiz?—sinto que os meses de descanso iriam por água abaixo se continuassem a citar minha ex-namorada desta forma.

— Qual delas? São tantas músicas – Robb zomba e bebe mais vinho

— Se Ygritte ousar em falar sobre isso, o bicho vai pegar – falo bebendo todo o meu vinho e eles se calam, safada brincou com meus sentimentos, me usou e tirou vantagem de mim e vem me cobrar respeito, Pelos deuses cadê a noção desta mulher? Escrevi sim musicas com indiretas a ela não minto, lancei e não me arrependo afinal são ótimas músicas e imaginar o baque dela ao ter escutado pela primeira vez as canções fez eu me sentir melhor. Eu nunca fui muito bom em expressar meus sentimentos sobre as coisas na verdade sempre fui do tipo de guardar dentro de mim, escrever canções sobre meus sentimentos foi uma forma de tirar esses sentimentos de dentro do meu peito, e bom não era porque iria incomodar essa traidora que eu iria parar. Já basta eu ter tido respeito e compaixão ao e não me pronunciar diretamente sobre o rompimento, ter mantido tudo embaixo do tapete para não causar transtornos a carreira dela, se a música serviu de indireta e ela a recebeu o problema era dela, se as pessoas imaginavam que certas músicas do álbum tinham a ver com ela isso já não me importava, sinceramente se as pessoas descobrissem que fui corno durante anos também não, acho que o peso do chifre ficou para trás com todo o resto na clinica, pouco me importava se saberiam ou não de toda a história.

Observo enquanto continuo minha refeição os dois se programarem para os próximos dias após retornamos a Harenhall. Vejo Robb dizer que Margery tinha ideias para os meus looks do show e que marcaria com ela uma reunião e reuniria a equipe no estúdio de dança para iniciar os ensaios logo em seguida. Vejo Davos falar que marcaria com meu pai para montarmos todos juntos o itinerário de shows para a gravadora aprovar e a equipe de construção e efeitos começarem toda a parte cenário e luzes, efeitos visuais de acordo com as cidades, afinal toda parte de transportes poderia ser um probleminha para certos equipamentos. Ouvir tudo isso estava me fazendo me sentir muito bem e já tinha algumas ideias na cabeça devido as horas disponíveis que tive na clínica, eu escrevi algumas ideias para a provável turnê do Dark Stark meu trabalho mais recente.

— As vendas do CD?—questiono curioso.

— Lá em cima, não esquenta com isso Irmão – Robb me tranquiliza e posso suspirar, eu amo cantar e faria isso de todo jeito mas ter o Feedback dos fãs de forma positiva e todo o suporte me faz permanece nesse meio.

— Sinto falta de interagir com meus fãs – Admito e vejo ambos sorrirem condescendentes a mim, Davos e Robb eram quem mais me acompanhavam na minha rotina em produção de CD, ensaios, tudo relacionados a turnê e divulgações eles estavam envolvidos e sabiam que eu gostava muito de ter interação com aqueles que me apoiavam e me colocaram onde estava agora, entre os mais escutados das plataformas digitais. Foi difícil não ter contato com eles nas redes sociais na mesma intensidade que foi difícil não ver meus familiares, porém meus familiares eu sabia que não me abandonariam nunca mas tinha medo de perder estas pessoas que diziam me amar, é bobo mas é verdade e isso costumava acontecer, precisava ser realista e esta parte me deixava inseguro.

Quando saímos do restaurante caminhamos pelo estacionamento do estabelecimento local a céu aberto em direção ao carro quando de longe vejo o homem com uma câmera em nossa direção fotografando atrás de um carro. Abaixo meu óculos escuro e sigo para o nosso veículo já imaginando as manchetes do dia seguinte, todos saberiam que eu já estava fora da reabilitação. Retornamos ao hotel e me isolo no meu quarto para descansar, eu visito minhas redes sociais mas não posto nada, vejo menções dos fãs no twitter e Instagram até pegar no sono na cama macia do hotel.

Quando acordo é com o celular tocando ao meu lado e ao atender Robert Stark estar a falar pelos cotovelos do outro lado da linha falando que não me livrarei da nossa noite de comemoração pós reabilitação. Levanto a contra gosto e após despir-me tomo uma longa chuveirada, coloco uma box preta com jeans da mesma cor, uma camisa de manga curta branca e minha jaqueta de couro preta, nos pés calço um tênis Gucci branco com detalhes na lateral, amarro meu cabelo para evitar sua rebeldia e após perfumar-me encontro com meu irmão na recepção do grande hotel. Robb pede ao motorista do taxi que nos deixe em um Pub e ao entrar no mesmo logo me recordo de ter estado aqui, havia acontecido umas pequenas mudanças mas ainda assim dava para associar o local em minhas memórias entrecortadas pelas bebidas, poucas as vezes que estive em Braavos andávamos em casas de show, poucos eram os locais que conseguíamos frequentar, não era toda boate, pub, bar ou restaurante que conseguíamos ter nossos momentos, curtir sem problemas e ainda assim mesmo naqueles que “poderíamos” estar havia o risco de na manhã seguinte estamparmos tabloides e sites de fofocas.

Não passou nem meia hora e eu queria estar no hotel novamente, não havia tanta vontade da minha parte mas meu irmão estava animado, e ele veio de Harenhall a Braavos somente para me buscar na clinica, eu poderia tentar aguentar um pouco mais por ele. Meu telefone vibra em minha calça e o nome de Davos surge na tela com sua foto emburrado me encarando, faço sinal a Robb que vou atender e subo a escadaria em espiral da parte privada do Pub para enfim estar dentro do verdadeiro “pub” e saio do mesmo indo a um cantinho na calçada atender com mais calma a ligação.

— Acabou de sair da reabilitação. – Sua voz rouca me repreende.

— Estou bem Davos, acredite estou bem – o tranquilizo e escuto ele resmungar do outro lado da linha. — O local é seguro, há seguranças e estamos em área privada longe de todas as pessoas, vai ficar tudo bem. – Garanto.

— É tem razão, não há motivos para surtar – Davos assume

— Isso, vai dormir pois esta necessitando, estamos bem e permaneceremos bem, sem transtornos—repito e escuto ele desejar boa noite. — Boa Noite Davos!

Assim que desligo o telefone guardo o mesmo no bolso e retorno para dentro do estabelecimento antes de ser cercado por pessoas ao me reconhecerem. Quando cruzo as portas do Pub a imagem de uma jovem loira, cabelos platinados para ser mais exato e vestida de noiva sentada em frente ao balcão me chama atenção e ela parecia ser a pessoa mais triste deste lugar, aproximo-me curioso da figura feminina e paro ao lado dela a observando de lado suspirar com o olhar baixo e aparentemente ela havia chorado, muito para ser mais claro.

— Não sou especialista em casamentos para não deveria estar na igreja agora?—questiono tentando brincar com ela e a mesma me olha, e puta merda como ela era linda seu rosto todo proporcional sem defeito algum, lábios carnudos, olhos claros , pele branquinha e sem manchas, sobrancelhas grossas mas perfeitas, queixo afilado , dentes brancos e bochechas perfeitas, sua beleza me rouba o fôlego pelos deuses antigos e novos essa mulher tinha uma beleza única, quando ela me encara com seus olhos lindos me estudando tal qual acabei de fazer com ela sinto uma força magnética nos envolvendo.

Horas Depois do encontro...

Acordo com um som oco, como se algo houvesse caído, com o susto havia sentado tão rápido na cama que minha cabeça deu um giro de 365° e tudo estava rodando assim como meu estômago. Quero xingar qualquer pessoa que tenha me acordado ou causado o som, até que eu a vejo caída no chão ao lado da cama me olhando assustada e perdida, quero rir de suas expressões faciais mas me seguro, e ao olhar seu corpo vejo-a somente em roupas intimas, e a vontade de soltar palavrões é maior por não lembrar que partilhei a cama com a dona deste corpo, pequeno e totalmente perfeito, coxas grossas, seios médios, barriguinha lisa, seria um castigo não recordar o que fizemos depois que chegamos ao hotel, os deuses estão me punindo? Mas com certeza eu estava disposto a consertar esse erro.

— O que você esta fazendo nesse chão floco de neve?-- questiono confuso e a expressão dela ao escutar a forma que a chamo me faz querer gargalhar mas isso só vai piorar as coisas.

— Eu sinto muito, eu .. quem é você?.--- ela questiona levantando e puxando o lençol para esconder seu corpo que eu provavelmente vi o que havia ali embaixo mas não me recordava, que grande merda. Levanto da cama somente de box e percebo a forma que ela me olha por inteiro, tentando não prender atenção no meu volume mas era tarde demais, eu havia percebi, me aproximo dela aos poucos. Confesso que ela não se lembrar de quem eu sou me mágoa a noite de ontem tinha sido mágica a muito tempo eu não me divertia tanto, e eu sabia que a deusa na minha frente era a única responsável por isso, me senti tão bem ao seu lado.

— O que não me diga que você não se lembra de nada? Ontem foi uma das noites mais divertidas da minha vida, embora eu devo confessar que não me lembro de muita coisa depois que chegamos aqui, não deveríamos ter bebido aquela champanhe, uma pena.-- lamento enquanto aproveito para passar a mão em sua cintura e ela me olha enquanto ela me olha calada e um pouco desnorteada.

— Mas podemos corrigir isso, o que acha? Sei de algumas coisas que podem nos ajudar a lembrar .— sugiro e não consigo conter ao morder meu lábio imaginando o que poderíamos fazer esta manhã já sóbrios, a mantenho próxima a mim e toco meus lábios na pele de seu pescoço roçando levemente minha barba ali e sinto a pele em seus braços arrepiar sob meus dedos, pelo visto apesar dela não se lembrar muito dos detalhes de ontem, ainda a afetava de alguma forma e eu já estava programando uma manhã maravilhosa ao seu lado, de preferência debaixo dos meus lençóis.

— Jon Snow abre a porta . - A voz de Davos soa do outro na porta conforme ele batia na mesma irritado e ele acabou com o momento, como eu queria matar Davos Seaworth neste exato momento.

— Jon Snow, o cantor Jon Snow? -- Daenerys questiona incrédula, suas expressões faciais demonstravam que não era fingimento, de fato ela não lembrava de nada e esta pequena confirmação me deixava levemente irritado, eu tinha esperança que ela apenas estivesse confusa sobre os acontecimentos da noite passada.

— Sim, eu mesmo -- Confirmo vestindo um conjunto de moletom preto para poder abrir a porta ao furacão Davos. Ela mais uma vez comenta sobre a amiga dizer que ela delirou como fez na noite passada ao descobrir. — Lembro de você ter dito isso ontem Daenerys.

Respondo indo ate a porta e ao perceber que ela estava somente enrolada em lençol paro no meio do caminho então.

— Jon, eu sei que você esta ai -- ele fala irritado me fazendo revirar os olhos e em seguida eu a olho dos pés a cabeça esperando que ela entenda.

— Precisa vestir algo, ou Davos a verá assim. – alerto não quero que ela fique mais constrangida do que parece estar agora.

— Quem é Davos? E eu nem tenho roupa além deste vestido imundo e rasgado -- ela responde e aponta para a peça no chão, de fato estava com a barra toda suja e o forro superior em tule estava rasgado em certas partes, aparentemente mandamos ver na noite passada para a peça esta daquela forma. Vou ao armário do quarto e resgato de dentro do mesmo um conjunto de moletom meu, jogo para ela e a mesma a agarra deixando o lençol cair, vejo Daenerys esconder-se atrás das peças de roupa totalmente sem jeito. — Fecha os olhos. – Pede nervosamente.

—Sério Daenerys? – Questiono embora levemente encantado com sua timidez, quanto mais tempo passo ao seu lado percebo como é diferente das mulheres com quem costumo me relacionar.

Ela me lança um olhar interrogativo e continua a esconder-se então eu faço que ela diz enquanto escuto as batidas na porta, em breve Davos iria mandar alguém derrubar aquele pedaço de madeira. Quando ela finalmente esta vestida eu posso abrir a porta do quarto e observo o homem passar por mim feito um furacão e logo atrás dele vem Robb escondendo-se atrás de um óculos escuros. Ray Ban Aviador, deixo que ele feche a porta atrás de si.

— Que história é essa de casamento? Eu decido desligar meu telefone por uma noite, crente que você e Robb saberiam se virar e acordo com as imagens que seu irmão tirou do seu casamento repentino com esta jovem desconhecida -- Davos explode irritado e antes que eu possa responder algo, Daenerys é a primeira a reagir.

—Casamento? -- ela grita chocada e eu a encaro confuso.

— Que maravilha, parece que nenhum dos dois lembra de nada, era só o que me faltava um casamento e os noivos tem amnésia, vai ser uma manchete maravilhosa para sua carreira Jon Snow -- Davos esbraveja caminhando de um lado ao outro e eu olho para ele por longos segundos antes de voltar a olhar para Daenerys, sua cara de choque ainda não havia mudado, e de repente eu a vejo fechar os olhos lentamente e aos poucos seu corpo desfalece, eu me lanço de joelhos no chão antes que ela caia por inteiro e meu corpo apoia sua cabeça, sua pele estava gelada quando toco seu rosto.

— Você fez a esposa do Jon desmaiar -- Robb comenta histérico.

— Alguém faz alguma coisa -- Falo irritado e Davos se aproxima juntamente com Robb que acerta um tapinha no rosto dela tentando a despertar — Algo útil Robert. – Brigo

— Eu não sou paramédico. – Responde dando os ombros me fazendo girar os olhos.

— Chama algum então, eu não sei -- grito preocupado ele esfrega os cabelos nervoso.

—Álcool sai pelo corredor e pede álcool a alguma camareira -- Davos fala óbvio após uns três minutos que ela desmaiou, ambos saem do quarto desesperado e seguem para lados opostos em busca de uma camareira. Eu aguardo o retorno e quem surge primeiro com o álcool é Robb, Davos entra em seguida de mãos vazias e é quem corre ao banheiro pegando algodão na gaveta da pia, eu observo ele passar o algodão molhado em álcool próximo ao nariz de Daenerys e lentamente ela reage, move a cabeça devagar tentando livrar as vias aéreas do odor forte e em seguida ela abre os olhos.

Eu a levo para a cama a deitando confortavelmente e a mesma nos olha calada e confusa por longos minutos.

— Não era um sonho? – Ela Pergunta parecendo ainda um pouco confusa.

— Não senhorita Targaryen não era -- Davos responde me deixando abismado ele saber o sobrenome dela, ninguém disse nada ainda afinal.

— Como sabe meu nome? -- ela questiona sentando na cama assustada.

— Eu trabalho para o Jon, sou assistente e PR dele então eu devo saber quem esta envolvida com ele, devo conhecer a pessoa pois sempre ajuda durante meu trabalho -- Davos responde calmo temendo que ela desmaie novamente.

— O que faremos sobre o casamento? Podemos nos divorciar ?-- ela pergunta olhando diretamente para mim.

— Espera esse casamento era mesmo real Davos tem certeza? Era apenas uma brincadeira Robb tinha me dito que homem era um ator. – Revelo esperando esclarecer todo esse mal entendido, no entanto meu assistente nega me pegando totalmente de surpresa, puta merda penso, quando tudo isso terminasse eu mataria meu irmão.

— Isso vai manchar sua carreira Jon -- Davos fala chamando minha atenção sei que ele esta certo, estou a beira de entrar em desespero no entanto puxo o ar com força tentando me acalmar e pensar em uma solução.

- Já está em todas as manchetes todos querem saber quem essa tal de Daenerys que roubou seu coração. – Avisa nervosamente. Deuses eles já tinham até o nome dela, então penso mais um pouco.

— Não, que tal se ... se permanecermos casados? Por um tempo é claro, nos fingimos um casamento perfeito, depois inventamos uma desculpa e nos divorciamos "amigavelmente" desta forma não manchará minha imagem, e eu posso te ajudar financeiramente Daenerys eu sei que seu noivo a deixou sem nada-- sugiro a primeira coisa que vem a minha mente e ela me encara incrédula.

— Não estou a venda Jon Snow. – Responde ríspida sua expressão deixando claro o quanto estava insatisfeita com minha proposta.

—Não tentando comprá-la, mas se vai me ajudar desta forma, eu a ajudarei da forma que posso e isso seria financeiramente – tento explicar quando ela me contou sobre o que o noivo fez com ela isso me comoveu pois sabia como dois ser usado enganado por alguém que amamos, ainda assim a mesma nega.

— Qual é moça? Não seja boba e aceite, assinará um contrato para garantir que vai cumprir o prazo estipulado e garantirá que Jon a compensará financeiramente ao fim da relação, seria como um divórcio normal afinal a esposa sempre leva parte do dinheiro do marido -- Davos argumenta a fazendo o encara ainda mais irritada.

— Por favor Daenerys, minha carreira é a minha vida, eu passei por muita coisa nós últimos meses, isso afetou muito a minha carreira esse disco que eu lancei essa turnê em que estou trabalhando pode ser um novo começo ou o fim da minha carreira, tudo que os repórteres querem uma chance para me destruir, eu juro é só por um tempo por favor, eu sei que você não se lembra de mim, mais eu lembro de quase tudo e eu sei que você é uma pessoa boa, se a minha carreira acabar agora eu não sei como vou sobreviver, isso é a única coisa que sei fazer. -- Eu imploro de joelhos na beira da cama segurando uma de suas mãos e então tenho a sua atenção novamente, eu a observo encarar-me quieta por longos minutos e sei que ela esta imaginando a melhor maneira de me enviar aos sete infernos e sair daqui correndo.

— Então você aceita? – Robb que até agora permanecia em silêncio pergunta, meu assistente, meu irmão, e eu trocamos olhares apreensivos enquanto esperamos uma resposta da mulher a nossa frente.


Notas Finais


Isso é tudo pessoal! Esperamos que tenham gostado do capítulo. Nos falem nos comentarios, nos vemos no próximo e beijinhos.

Link do trailer:

https://youtu.be/1DY_d8AIexM


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