História Marry Me - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Namjin, Sope, Taekook, Vkook, Yoonseok
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Palavras 2.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Isso me lembra quando eu era uma jovem autora empolgada e escrevia um capítulo por dia (sim, nessa época também não ficava mendigando tempo livre, mas vida que segue).
Gente, escrever de luvas é bem legal, ainda mais se ela tiver caveirinhas cor de rosa igual a minha.

Groselha, meu xuxu, espero que esteja gostando desse squad <3

Capítulo 2 - Pedido


Namjoon queria conseguir prestar atenção aos próprios slides, mas a todo momento, a lembrança do casamento atrapalhava seus pensamentos e acabou finalizando a aula mais cedo.

—Para a próxima aula, leiam o capítulo três e quatro e façam uma resenha crítica. Qual a necessidade da filosofia no dia a dia da sociedade e suas aplicações práticas – ditou enquanto tirava os óculos pesados – E não se esqueçam de aproveitar o final de semana!

—Boa noite, professor!

Os cumprimentos animados se seguiram até a sala esvaziar e Namjoon ficar sozinho. Recolheu o material e desligou o projetor, depois o computador, então apagou as luzes e saiu com sua pasta puída e os livros que precisava deixar na biblioteca antes de ir embora. Durante a semana, já que Jin raramente aparecia em casa, dava aulas de filosofia e matemática em duas universidades. Gostava muito de ensinar, principalmente sobre coisas que amava tanto, mas os dois empregos eram um dos motivos das férias dele e do namorado – logo, marido – nunca combinarem. Desde que moravam juntos, há quatro anos, estavam tentando viajar como um casal, mas estava complicado.

Passou na biblioteca, devolveu os livros, e estava caminhando com tranquilidade para o estacionamento, quando o telefone começou a vibrar no bolso. Pegou o aparelho sem vontade, mas se encheu de ânimo quando viu o nome do namorado ali.

—Amor?

— “Oi, Nam. Já saiu?”

—Estou saindo agora, e você?

— “Troquei de turno com a Jaehwa e posso ir para casa. Vem me pegar?”

—Cinco minutos! - a risada engraçada de Jin o fez sorrir enquanto se apressava pelo estacionamento ainda bastante cheio.

— “Estou te esperando, então.”

Namjoon praticamente jogou a pasta no banco de trás e ligou o carro, apressado. Fazia já alguns dias desde que pudera dormir com Jin, tranquilamente, e estava mais do que disposto a não levantar da cama até que fosse estritamente necessário.

Como esperado, Seokjin estava na entrada, encolhido dentro do casaco, e correu para entrar na porta do carona, mal a pick up mahinda scorpio verde militar estacionou. Inclinou-se sobre o banco do motorista e se beijaram rapidamente, apenas um cumprimento.

—Dia difícil? – perguntou Namjoon enquanto manobrava o carro grande que Seokjin preferia não conduzir.

—Não, hoje foi bem tranquilo. Acho que vou conseguir mais algumas noites de folga, porque meu banco de horas está exagerado – riu de novo, enchendo o carro com aquele som que fazia Namjoon sorrir sempre – Eu disse que podiam me pagar como hora extra, mas acho que ninguém vai me ouvir.

—Vai ser bom se tiver mais algumas folgas.    

—Vai enjoar de mim antes das férias.

—Garanto que não enjoo.

—Vamos ver, então. E o seu, amor, como foi?

—Ninguém perguntou onde iria usar bhaskara no dia a dia, então, foi bom – piscou para Jin, adorando o jeito como ele sorria ao lhe observar – E ver aqueles idiotas também me anima.

—Precisa sair com eles, Nam – era um assunto recorrente, mas Namjoon nunca concordava – Você sabe que eu sempre fico preso no hospital, não tem por que você não ir.

—Prefiro ficar em casa ou sair com você.

—Não podemos nos tornar aquele tipo de casal que vira uma unidade, ou eles vão nos socar.

—Nós já falamos no plural, o que você quer mais? – riram juntos, com conforto.

O apartamento que dividiam era simples e até pequeno, mas como raramente ficavam em casa, era o suficiente. Gostavam, ambos, de manter tudo organizado e com alguns toques de elegância. Isso não dava muito certo, no fim, porque Seokjin comprava vasos gregos, tapetes indianos, estátuas new age que não faziam sentido e quadros vintage coloridos demais. Namjoon gostava de vidro e metal, como cinzeiros que não usava, passadores cromados e móveis de madeira de demolição.

Talvez todos soubessem, desde o início, que casarem-se era o mais óbvio, porque naquele caos, eles se entendiam perfeitamente.

Foram direto para o quarto, maior que os outros cômodos, e Jin entrou no banheiro do casal, arrancando as roupas pelo caminho. Estava cansado do dia no hospital e um banho sempre lhe deixava melhor.

—Quer um chá, Jin?

—Quero!

Namjoon foi para a cozinha preparar um chá de ervas e não demorou a voltar, encontrando o namorado em frente ao espelho do guarda-roupas, secando os cabelos apenas com uma toalha na cintura.

—Seu chá – deixou a xícara sobre o criado mudo do lado dele da cama de casal. Ligou o abajur, como sabia que ele gostava, e foi para o banheiro – Vou tomar um banho também.

—Não demora! – pediu o médico com um sorriso largo – Eu nem vou me vestir.

Namjoon riu alto dentro do banheiro, mas realmente não demorou.

Quando saiu, também vestido apenas com uma toalha, Seokjin estava recostado nos travesseiros, lendo um periódico médico. Namjoon nunca havia mencionado, mas ficava louco quando o namorado se concentrava naquelas palavras difíceis, movendo os lábios fartos e macios sem perceber. Empurrou os óculos redondos de leitura e franziu as sobrancelhas, talvez incomodado com uma notícia ruim no ramo científico. Aquilo era o paraíso para Namjoon.

—Seque os cabelos também – disse sem tirar os olhos do texto.

—Vem secar para mim – pediu manhoso, virando-se para o espelho já com o secador em mãos. Fechou os olhos quando o vento quente atingiu seu rosto e começou a secar sem vontade.

Não percebeu, mas Jin realmente se levantou, agora livre de qualquer roupa sobre o corpo bonito, embora sem definição, e foi lhe ajudar. Pegou o secador de Namjoon, que abriu um sorriso largo, e começou a alisar os fios macios enquanto secava. Gostava absurdamente dessa rotina, que não era bem uma rotina, ao lado do namorado que havia conhecido ainda no ensino médio. Estavam juntos há mais de dez anos e haviam brigado feio apenas uma vez. Briga essa que foi resolvida no dia seguinte, quando perceberam que estavam os dois correndo para pedir desculpas. Não podiam mais viver longe um do outro.

  Todo mundo dizia que Seokjin era um beta metido demais para combinar com Namjoon, um alfa do tipo mais protetor e cuidadoso que podia haver, mas o médico era carente também, e amava ser protegido daquela maneira gentil. Namjoon, por seu lado, era apaixonado pela inteligência e dedicação de Jin, e desde o começo do namoro, foi o maior apoiador do seu desejo de ser médico.

Tinham uma boa vida.

—Amo você.

Seokjin sorriu e beijou seu ombro nu – Também amo você.

—Jin... você realmente não se vestiu?

Seokjin começou a rir antes de responder, desligando secador – Não.

Namjoon abriu os olhos e sorriu para aqueles ombros encolhidos, como se ele estivesse com vergonha e agora tentasse esconder sua nudez. Abraçou Seokjin assim que ele soltou o secador e o beijou, puxando-o na direção da cama.

Jin arrancou a toalha da cintura dele, fazendo força para tira-la de entre os dois corpos que não queriam mais se separar, e caíram na cama, o médico sobre o professor.

—Não está cansado?

—Eu durmo depois – Jin ainda ria, as olheiras escuras bem evidentes agora que Namjoon olhava tão de perto. Beijaram-se de novo, ao mesmo tempo que se ajeitavam nos travesseiros.

Depois de tantos anos, o sexo não era mais afoito e histérico, como parecia no começo da relação. Tinha se tornado um ritual de toques carinhosos e caminhos conhecidos, declarações sussurradas e a satisfação de se sentirem preenchidos pela paz de terem um ao outro.

Seokjin se ergueu sobre os braços, o rosto vermelho e quente, e mordeu a boca ao sentir Namjoon guiar o próprio membro para si. Não podiam desviar os olhos, mas os fechou por um momento ao se sentir invadido, ainda que devagar. Namjoon umedeceu os lábios com a língua e segurou o namorado pela cintura, ajudando-o a se erguer. O interior de Seokjin era quente e apertado, como nos seus sonhos, e seu quadril fazia movimentos circulares e lentos.

Em silêncio, apenas as respirações batendo uma na outra, Seokjin se movia com força, ditando o ritmo como gostava. Namjoon ficava deliciado com seu controle e autoridade, apenas obedecendo os comandos e pedidos sussurrados.

—Me beija.

Apoiou-se nos braços para sentar e ajeitou Jin no colo, fazendo-o ir ainda mais fundo. O médico se esqueceu do beijo ao sentir-se tão bem, tocado daquela maneira, e apoiou as mãos na parede, atrás de Namjoon, para continuar subindo e descendo com mais força.

Namjoon tomou seu membro ereto e tão duro que deveria estar dolorido, e começou a masturba-lo com força, duplicando os gemidos baixos. Seokjin ficava envergonhado quando gemia, mas Namjoon achava fofos os seus gemidos finos, quase suspiros.

Sentiu o corpo do médico se contrair e tremer e o sêmen escorreu entre seus dedos, o peso do corpo, por um momento, desabando sobre si. Seokjin respirou fundo algumas vezes até oxigenar o corpo exausto, e então se apoiou na parede de novo, finalmente beijando Namjoon. Voltou a se empalar com força, mesmo cansado e com as pernas bambas, e até sentir Namjoon se desfazer dentro de si com um gemido rouco, do fundo da garganta.

Separaram-se e, enquanto Jin se deitava de costas, o professor abriu a gaveta do criado mudo e pegou o pacote plástico de lenços umedecidos.

—Precisamos comprar lenços – disse numa tentativa de que, um dos dois, lembraria de fazer isso antes que acabassem todos.

—Vou pegar amanhã – prometeu Seokjin, rindo de vergonha quando Namjoon começou a limpar seu abdômen – Eu faço isso!

—Tem alguma coisa sexy em limpar a pessoa que você ama – o outro rebateu, afastando as mãos do namorado. Limpou seu membro agora flácido, apesar dos protestos envergonhados do médico, e jogou os lenços no lixo – Cesta!

Jin descobriu os olhos e se ajeitou no travesseiro, estendendo o braço para Namjoon deitar ali. Este não se fez de rogado e ajeitou-se no abraço dele, suspirando. Jin aspirou seu cheiro forte, amadeirado por causa da colônia pós banho, e sorriu para o quarto em penumbra. Apenas seu abajur iluminava o lugar.

—O que você quer fazer nas férias?

A palavra “férias” fez Namjoon ficar em alerta, mas manteve-se calmo – Não sei, amor. Estava pensando em viajar. O que acha?

—Eu adoraria. Tem algum destino em mente?

—Não – mentiu – E você?

—Posso pesquisar bons destinos turísticos para essa época do ano. Como é bem fora de temporada, acho que será tranquilo. Não quer ir ver os seus pais?

—Pode ser – com certeza os veriam no casamento.

Seokjin, infelizmente, perdera os pais bem cedo, então, considerava a família de Namjoon como a sua.

—A sua mãe podia fazer keran pang*.

—Se você pedir, ela faz – garantiu com um sorriso. A senhora Kim era tão apaixonada por Seokjin quanto o filho – Quando é sua próxima folga?

—Acho que na quinta.

—Se vamos viajar, podíamos conhecer o iate da Teresa na sua folga.

—Por mim, tudo bem. Você está ansioso?

—Nunca vi um de perto.

Seokjin não pode deixar de achar aquilo muito fofo. Abraçou Namjoon com força, esfregando o nariz no seu pescoço.

—Então fala com o Chim Chim e vamos logo conhecer o iate. Diz que eu quero champagne. Não da para andar de iate sem champagne.

 

 

 

Jimin estacionou o Mercedez Cabriolet vermelho e Namjoon ficou imóvel, lhe encarando sem acreditar.

—E esse? Roubou de quem?

—Também é da Teresa – Jimin acenou com irritação, o braço sobre a porta e a capota arriada deixando-o ainda mais elegante – Entra logo, Nam. Ela tem um iate, é claro que tem mais de um carro.

Namjoon meneou a cabeça e deu a volta pela frente, quase ofendido com aquilo.

—Ter dois carros é tipo ter dois sedans, ou um Fiat popular. Isso aqui é uma ofensa ao sistema de igualdade em que eu acredito de coração – alisou os detalhes em couro cinza claro – Mas é uma ofensa maravilhosa, pelo menos.

 Jimin riu e arrancou dali com o som absurdamente lindo do motor, fazendo Namjoon suspirar. O cais não ficava longe da universidade e Jimin levou o professor até lá na hora do almoço, naquela quinta, para ensinar o básico do barco.

—Sua sorte é que a Teresa é muito romântica e adorou essa história maluca de casamento – disse com um sorriso largo ao falar na namorada.

Estacionaram nos limites da área e seguiram pela plataforma de madeira até o iate recém comprado. Namjoon ficava nervoso só de olhar aquele casco branco reluzente, mas Jimin saltou para ele sem pensar duas vezes, então o imitou. Mesmo preso, o barco tinha aquele movimentar suave das marolas e o professor cogitou a possibilidade mudarem de local, mas depois de toda aquela comoção, não poderiam desperdiçar.

—O que você vai dar hoje com o pedido?        

—Encomendei um pingente – disse com mais tranquilidade, acompanhando Jimin pela lateral do iate – Com umas pedras lá que ele gosta.

—Legal. Esta é a cabine de controle, o Kang é o piloto da Teresa. Ele não está aqui agora, mas vai estar quando vocês chegarem. Ele vai ficar a disposição se vocês quiserem dar uma volta.

—Muito obrigado, Jimin.

—Só peça aquele idiota em casamento. Cuidado com a cabeça – avisou ao se inclinar na direção da escada que levava ao convés inferior – Aqui é a sala de jantar e aqui... A cozinha – Jimin abriu uma geladeira de inox acoplada à parede e mostrou os recipientes bem fechados e presos – Vou passar aqui no final da tarde e preparar o jantar de vocês.

—Jimin, não precisa.

—Cala a boca, porra! – riu com humor, voltando a fechar – Se eu deixar nas suas mãos, vai servir arroz queimado.

Namjoon sorriu, emocionado com a ajuda dos amigos. Todos eles estavam se empenhando tanto que, quando Jin soubesse, com certeza iria cair no choro.

Depois da inspeção no iate, despediram-se e Namjoon foi pegar o próprio carro enquanto Jimin desaparecia com aquela obra de arte. Recebeu uma mensagem no line e abriu após ler que era Taehyung.

“Dez dias e nove noites na Tailândia, Nam. Façam bebês! ╰(▔∀▔)╯”

Guardou o celular com o rosto um pouco quente, mas estava animado. Talvez não fizessem bebês, mas com certeza fariam muitas outras coisas.

 


Notas Finais


keran pang: literalmente pão com um ovo em cima.

Teresa gosta de carros vermelhos...

~comentários são amor <3


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