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História Marry you - Capítulo 1


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Notas do Autor


baseada sim no hino do bruninho mars pq eu sou apaixonada por essa musica e por johnten thats a fact
boa leitura, anjinhos

Capítulo 1 - Capítulo único: Sobre Mc Lanche Feliz e declarações


Chittaphon praguejou à si mesmo por ter saído de casa quando estava fazendo um frio congelante daqueles do lado de fora. Por Deus, quem, em sã consciência, sai do conforto de sua cama quentinha e cheia de cobertores, para se aventurar no inverno impiedoso de Seul?

Ten Chitttaphon, é claro. Porém, todo aquele esforço gigantesco tinha um grande motivo.

Literalmente.

Apenas Seo Youngho para fazer Ten cometer aquele tipo de loucura – porque, sim, aquilo era uma. E, afinal, não é como se o mais novo entre eles reclamasse.

A saudade que o menor sentia do namorado estava o matando, mesmo que tenham ficado apenas uma semana sem se ver devido aos diversos trabalhos da faculdade. O tailandês apenas queria o corpo do maior colado no seu, de preferência em uma cama quentinha e confortável, com direito a uma maratona da série preferida de ambos e comida suficiente para aumentar suas glicoses.

Mas os planos de Chittaphon de usufruir do conforto de sua casa foram por água abaixo quando recebeu uma mensagem do americano, o dizendo para lhe encontrar na pracinha – que costumava ser o lugar dos dois quando começaram a namorar – que ficava perto da casa do mais novo. E, mesmo com um bico emburrado nos lábios e as bochechas coradas pelo frio – desgraçado, vale ressaltar –, Ten sentia o coração quentinho só em pensar que iria matar a saudade que estava do americano.

Depois de mais alguns poucos minutos se arrastando pelas ruas quase vazias, avistara os bancos e as árvores – agora, cobertas de neve – da pracinha; um sorriso se apossando de seus lábios ao reconhecer a figura alta e espalhafatosa que tanto amava sentada em um dos bancos, as pernas longas balançando no chão coberto de neve e fazendo desenhos avulsos.

Céus, como amava aquela criança de quase dois metros de altura.

Logo seu olhar se encontrou com o do maior e o coração bateu forte na caixa torácica ao receber em troca um sorriso enorme, os dentinhos fofos e os olhinhos comprimidos pelas bochechas cheinhas deixando o mais novo todo abobalhado.

Afinal, ele era mesmo um bobo completamente apaixonado por Youngho.

Apressou os passos e foi de encontro ao mais velho, que já se encontrava em pé e de braços abertos, prontos para receber o pequeno. Os bracinhos apertaram o tronco do maior contra si e sua cabeça foi de encontro ao peitoral do moreno, se aninhando no americano e suspirando ao sentir os braços fortes o rodeando e o queixo encostando no topo de sua cabeça.

– Senti sua falta. – o menor pronunciou depois de alguns longos segundos naquele abraço, a voz um pouco abafada por ainda estar com o rosto afundado no peito do americano.

– Eu também senti a sua, amor. – enfiou o rosto no amontoado de fios castanhos e inspirou, o cheirinho de chocolate fazendo com que um sorrisinho de canto tomasse suas feições.

O mais novo levantou seu rosto e apoiou o queixo no peito do Seo, o olhando daquele jeitinho carinhoso que deixava o moreno suspirando de amor. As mãos grandes foram de encontro as bochechas rubras de Ten, logo o puxando para depositar um selar demorado nos lábios rosados, acariciando o rosto do menor no processo.

E Youngho sentiu seu pobre coraçãozinho pular dentro do peito quando se afastou e o tailandês permanecia de olhos fechados, aproveitando o carinho que recebia e mantendo um sorriso todo bobo no rosto.

– Suas mãos estão geladas. – Chittaphon quebrou o silêncio, abrindo os olhos e inclinando sua bochecha em uma das mãos do mais velho.

– E você, por algum motivo, gosta.

– Gosto porque é você.

– Que brega, Tennie. – riu baixinho, ainda com a mão na bochecha rubra do menor. – Sentiu tanto minha falta assim? – questionou retórico, o tom zombeteiro se fazendo presente em sua voz, levando o pequeno a revirar os olhos, ainda que este possuísse vestígios de um sorrisinho no rosto bonito. 

– Idiota. – deu um murro fraco no ombro do maior, sendo agraciado pela risada melodiosa do Seo. – Você sabe que sim. – sussurrou, mais para si mesmo do que para o moreno, logo sentindo um beijinho ser depositado em seu nariz, o fazendo levantar o olhar para o americano novamente.

– Eu também senti a sua, bobo. – bagunçou os fios sedosos do menor, recebendo um resmungo em resposta. – Mas foi exatamente 'pra isso que eu te chamei aqui.

– 'Pra quê? – arqueou a sobrancelha, num sinal de questionamento.

– Aguarde e você verá. – estendeu um braço para o tailandês, imitando um ato de cavalheirismo, levando o menor a rir e entrelaçar seu braço no semelhante do mais velho.

– Surpresas, jovem Seo? – brincou, acompanhando o maior à medida que ele caminhava.

– Das melhores, meu caro Chittaphon. – sorriu divertido, achando adorável como o menor balançou a cabeça negativamente, rindo baixinho, enquanto o seguia.

 [...]

– Sério, John? – perguntou retoricamente, num falso tom indignado, assim que chegaram no local indicado pelo moreno.

Se Chittaphon dissesse que estava surpreso por ser arrastado pelo Seo até ali, estaria mentindo. Conhecia muito bem a criança de 24 anos que namorava.

– O quê? – o americano questionou sem olhar para o tailandês, muito ocupado em tentar enxergar as pequenas letrinhas do menu na parede.

– Sua concepção de jantar romântico é um combo no Mc Donald's? – cruzou os bracinhos, quase divertido, olhando para o mais velho e admirando como ele ficava extremamente apertável com os olhos semicerrados, numa tentativa quase falha de conseguir vislumbrar o cardápio, visto que não usava seus óculos redondos de grau no momento.

– E tem coisa melhor que isso? – levantou minimamente o dedo indicador em direção ao menu, decidindo mentalmente qual lanche escolheria.

– A gente ter ido no Burguer King, por exemplo. – assim que as palavras escaparam de seus lábios, o tailandês recebeu o olhar incrédulo do americano em si.

– O que disse? – o moreno arqueou a sobrancelha, recebendo apenas um dar de ombros do menor como resposta. – O BK não tem Mc Lanche Feliz, Tennie. – falou, como se fosse óbvio.

– Você não acha que já tem muitos brinquedos do Mc Lanche Feliz ‘pra colecionar? – perguntou, referindo-se aos diversos bonequinhos que o americano já ganhara e que ficavam devidamente organizados na estante do quarto do maior (sem contar os que residiam na casa do tailandês, claro).

– Mas eu ainda não tenho todos os pokémons lendários. – fez um biquinho quase imperceptível, fazendo o menor rir soprado.

– Você ainda vai falir se continuar gastando dinheiro com isso, sabia? – provocou, um sorrisinho de canto adornando seus lábios rosados.

– Ficarei pobre e feliz. – deu de ombros, logo voltando seu olhar para o cardápio. – O que acha de um Mc Lanche Feliz 'pra você também?

– Você vai querer ficar com o brinquedo, 'né? – perguntou, mesmo já sabendo da resposta. – Tudo bem, vamos. – não esperou por um consentimento do maior, apenas segurou na mão do americano e o arrastou para dentro do estabelecimento.

Como esperado, devido ao horário e ao frio que assolava toda a capital, o local se encontrava praticamente vazio, contando apenas com o atendente que não aparentava estar feliz com o fato de estar trabalhando num final de semana congelante. Sua expressão tediosa foi substituída por uma – nem tão – animada ao avistar o casal, logo ajeitando a postura e preparando mentalmente a frase que saía de forma quase automática ao atender clientes.

– Boa noite, o que deseja? – perguntou o pequeno garoto de fios acobreados, e Youngho pôde ver no crachá que seu nome era Donghyuck.

– Dois Mc Lanche Feliz, por fa-

– Bebida é Coca-Cola, senhor? – interrompeu o maior, claramente afoito.

– Não, eu quero dois copos de Fanta U-

– Gostaria de aumentar a batata por apenas 800 wons a mais, senhor? – interrompeu novamente, e o Seo ouviu a risadinha contida do tailandês ao seu lado.

– Sim, eu acho. – respondeu rapidamente, já se sentindo meio pressionado pelo adolescente na sua frente.

– ‘Pra viagem, senhor?

– Sim, por favor.

– 'Pra viagem? – Chittaphon se manifestou, confuso. – 'Pra onde a gente vai?

– Já, já, você verá. – sorriu pequeno para o menor, vendo ele semicerrar os olhos em sinal de desconfiança.

– Deu 15 mil wons. – recebeu o dinheiro em suas mãos e procurou pelo troco na caixa registradora. – Obrigada pela preferência, senhor, logo seu pedido sairá. – rapidamente entregou a nota fiscal juntamente com o troco, sorrindo para o casal em sua frente, que sorriram pequeno em resposta.

Youngho logo puxou o mais novo para se sentarem em uma das mesas, sorrindo ao que o pequeno acomodou sua cabeça em um de seus ombros. Pegou uma das mãos pequenas do outro e levou em direção aos seus lábios, depositando um beijinho casto na palma e recebendo um sorriso bobo do menor como resposta.

– Como foi sua semana? – o moreno perguntou, fazendo um carinho suave com seu dedo na mão do tailandês.

– Exaustiva, principalmente sem você. – murmurou. – Mas produtiva, pelo menos. E a sua?

– Suportável, na medida do possível. – suspirou, lembrando-se de como foram cansativos aqueles dias sem o pequeno ao seu lado. – Acredita que o Yuta resolveu que é uma boa idéia fazer uma festa gigantesca no próximo final de semana, logo com as provas se aproximando? – perguntou com um tom incrédulo, fazendo o acastanhado rir soprado.

– E você vai?

– Você acha que eu vou largar uma festa dessas 'pra ficar em casa vendo Netflix? – viu o menor arquear a sobrancelha, zombeteiro. – Achou certo, então.

– Não esperava menos do maior sedentário do curso. – provocou.

– Só perco 'pra você, amor. – retrucou, rindo ao receber um tapa fraco no braço.

Antes que o menor pudesse responder de volta, ouviram o atendente os chamar, indicando que o lanche de ambos estava pronto. Agradeceram e pegaram os saquinhos com a comida dentro, segurando os copos com a bebida em mãos, logo saindo do ponto de fast-food.

– 'Pra onde vamos, Sir Youngho? – questionou brincalhão, acompanhando novamente o maior.

– 'Pro melhor lugar de Seul, depois do karaokê do centro. – respondeu divertido, puxando o menor e o arrastando assim que avistara a poucos metros o lugar que tanto falava.

Logo Chittaphon pôde visualizar as margens do Rio Han, sorrindo por já imaginar quais planos o estadunidense tinha em mente. O Seo segurou sua mão e o levou até certo ponto do gramado, numa área um pouco mais afastada da margem, logo sentando-se no chão e sendo prontamente seguido pelo mais novo.

– Realmente, o melhor lugar de Seul. – o menor enunciou, já abrindo o pequeno saco e retirando de lá seu hambúrguer.

– Eu disse. – o mais velho sorriu, imitando o ato do tailandês. – Qual pokémon veio no seu?

O pequeno mordeu seu sanduíche e procurou o brinquedo na caixinha com a mão livre, logo o achando e segurando entre seus dedos.

– Zekrom, acho? – deu de ombros e voltou a mastigar seu hambúrguer. – E o seu?

– Tornadus. – respondeu animado, pegando o pequeno brinquedo da mão do tailandês. – Mais alguns e vou ter todos os lendários.

– E vai falir, também. – bebeu um pouco de seu refrigerante com o canudinho, achando cômico como o maior só possuía tamanho, já que realmente parecia uma criança que cresceu demais.

– Você vai ficar comigo na sarjeta, junto com meus pokémons. – respondeu, pegando algumas batatinhas e degustando-as.

– Junto com as Meninas Superpoderosas, também. – roubou uma batata do americano, mesmo tendo as suas, fazendo o moreno rir fraquinho.

Chittaphon continuou saboreando seu sanduíche, aproveitando para admirar a vista do rio e do céu pouco estrelado, porém, ainda sim, magnífico em sua opinião. Se perdeu nos próprios devaneios enquanto observava a paisagem, sequer notando que também era observado pelo estadunidense.

O Seo contemplava como o menor parecia adorável naquele casaco enorme para seu corpo, os dedinhos de fora segurando o lanche em mãos e o olhar focado no vasto rio na frente de ambos. Sem que percebesse, perdeu-se nos próprios pensamentos de como amava aquele baixinho animado e de coração gentil, sorrindo bobo ao constatar como era sortudo por ter o menor ao seu lado durante todo aquele tempo, independente de qualquer coisa.

De repente, começou a divagar como seria se passasse a vida toda ao lado do pequeno. Não que já não pensasse e desejasse isso, mas imaginou se estivessem oficialmente casados, num cantinho só deles, com os bichinhos de estimação que sempre quiseram ter e, quem sabe até, um pequenino correndo e brincando pela casa.

Céus, como queria montar toda uma vida ao lado do tailandês, do jeitinho que eles sempre sonharam, naquele ninho de amor que ambos já dividiam há anos suficientes para que o americano fizesse o pedido que já rondava sua mente. E o Seo sequer tinha dúvidas sobre suas conclusões.

– Hey, amor. – John o chamou, tirando-o de seus pensamentos e recebendo o olhar dele em si, indicando que poderia continuar. – Eu acho que quero casar com você.

Chittaphon franziu o cenho, claramente confuso com a declaração repentina, terminando de mastigar o pedaço de comida que havia em sua boca. Tombou a cabeça para o lado, ainda com o cenho franzido, e Youngho se permitiu achá-lo a criatura mais encantadora que já pisou nessa Terra.

– Como assim, hyung? – questionou, tentando entender o porquê daquilo do nada.

– Quero casar com você, Tennie. Sabe, igual muitos casais fazem. – respondeu brincalhão, ainda que estivesse falando sério.

– Mas… Do nada? Tem certeza? – se virou para o maior, o encarando.

– Absoluta. – afirmou. – Eu conheço uma capelinha perto de onde trabalho, pode ser algo só 'pra nós dois.

– Sério? – o mais velho assentiu. – Mas, John… Você quer mesmo casar? Tipo, comigo?

– Claro, amor. Eu posso até arranjar os anéis do jeito que você quiser. – não desviou o olhar do menor nem por um segundo. – Por quê? Você não quer?

– Claro que não! Quer dizer, quero! – embolou-se nas próprias palavras, ligeiramente nervoso com a situação. – Quero muito.

– Sério? De verdade? – o mais novo assentiu sorrindo, sentindo seu coraçãozinho pular desenfreado no peito ao que o americano sorriu grande, logo o puxando para um beijo apaixonado, com gostinho de amor e batata frita.

E Chittaphon sentiu que aquela seria a melhor decisão de toda a sua vida, independente de qualquer coisa, pois ninguém o fazia mais feliz que aquela criança de 1,86 de altura e vício em brinquedos do Mc Lanche Feliz.


Notas Finais


its a bEAUTIFUL NIGHT we're lookING FOR SOMETHING DUMB TO DO

eh isso galerinha amo johnten bebam água e view em take off


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