História Marshmallow Coffee. - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lay, Personagens Originais, Xiumin
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Clichê, Cute Baek, Fluffy, Jaymin, Kaisoo, Marshmallow Coffee, Menção Sulay, Romance, Shin, Ulzzang, Xiumin
Visualizações 84
Palavras 14.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Lírica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláaaa~~~~
espero que curtam esse capitulo e esses dois. Briguem bastante com Shin Jaymin e ( me desculpem. Eu sou um desastre para fazer coisas como... vocês irão ver)
Sem demais! desculpem a demora aaa... Mas logo eu volto!
CHuu~~

Capítulo 12 - Capítulo Onze.


Fanfic / Fanfiction Marshmallow Coffee. - Capítulo 12 - Capítulo Onze.

Quando o amor é sincero ele vem com um grande amigo.

E quando a amizade é concreta ela é cheia de amor e carinho

 Suspirando cansado e com um pouquinho de calor apesar do ventinho fresco, caminhava por entre as pessoas naquela noite ao voltar para casa, rindo baixinho com seus pensamentos no que seu vizinho iria fazer para comer já que estava faminto.  

Ajeitando as roupas deveras desleixas e elegantes, Baekhyun caminhava para um ponto mais próximo de táxi, cansado de andar e das cobranças que Yoogie estava jogando em cima de si sendo que nada fazia de errado e sempre lhe dava o máximo para saírem perfeitos. 

A cada ela parecia estar ainda mais rigorosa e um mero descuido de sua parte estava sendo causa de um grande sermão por ter errado o mínimo. Ela estava pegando em seu pé e parecia ser o único já que com Minseok ela continuava a mesma. 

Parecia testar o limite de sua paciência até o ultimo segundo para que explodisse, mas havia segurado essa vontade. Afinal precisava de seu emprego e ela ainda era sua chefe. Porém não conseguia entender por que tamanha cobrança sendo que ao menos tinha feito coisas erradas dentre aquela semana.  

Oras! Estava extremamente bravo com o que havia ouvido de forma grosseira hoje. Se não fosse suas contas e comidas para pagar, teria saído dali sem olhar para trás e pediria suas contas. Mas era tão gratificante trabalhar com o que amava que poderia suportar muito ainda ali dentro da Céci. 

O que sempre lhe levava a ter uma grande dor de cabeça, por perder sonos e descanso para dar duro no que fazia. Precisava comer algum docinho ou iria louco com tantas edições e coleções que deveriam ser impressas.  

Estava com sua raiva atravessada na garganta tão amarga e mortal por ter sido chamado a atenção na frente dos dois modelos que fotografava, que até mesmo eles ficaram desconfortáveis por um simples, simples encaixe de câmera errado! Só de lembrar daquele fadigo acontecimento o deixava irritado. 

Até Sehun e Taemin acharam um tanto quanto desnecessário, mas eles eram os modelos e ela a dona para dizerem algo. Grande merda aquilo tudo! Queria beber. 

Apertando as bochechas em um bocejo, coçou os olhos por debaixo dos óculos, pedindo desculpa ao esbarrar em um rapaz. Porém não percebeu a intenção da malicia explicita que esse exibia em seu sorriso e que aquilo fora proposital, não conseguindo entender o que acontecia e aconteceu nos segundos seguintes. 

Sentiu seu mundo rodar ao ser empurrado para o pequeno beco daquela rua perto do ponto de taxi, batendo com a cabeça no muro. Ainda zonzo, ganhou um riso debochado de quem o segurava, sentindo uma ardência em seus lábios ao ganhar um soco potente que o fez tossir e se apoiar na parede fria. Mas o que diabos era aquilo?! 

Limpando o canto dos lábios ao recobrar sua visão perfeita, passou lentamente a língua pelos lábios - agora machucados – tentando buscar ar para entender o que acontecia e quem era aqueles homens a sua frente. Voltando o olhar para o chão, viu que seu óculos estava quebrado, porem o que lhe deixou irritado fora ver aquele sapato muito bem polido pisar neste sem paciência e carregado de deboche.

Pronto para gritar com quem quer que fosse, sentiu sua irá ficar muito bem alimentada ao fitar apático aquele filho da puta muito bem arrumado em sua frente. Rindo de lado, deixou um revirar de olhos sair enojado com o que conseguia lembrar ter passado com aquele rapaz. Não acreditava como havia sido um tolo por acreditar em tantas mentiras, e se culpava por até tempo atrás ainda guardar algo de lembrança. Iria fazer questão de queimar tudo e o enviar só as cinzas, já que não sentia nada além de repulsa.  

Suspirando pesaroso, negou tentando não acreditar no que via, sentindo um reboliço que envolvia raiva e estresse crescer em seu peito assim como teve vontade de vomitar ao ouvir aquela voz. Aquele rosto lhe dava náuseas.  

— Olá Baekhyun. Sentiu minha falta? – perguntando em um falso carinho, Jaymin sorriu – vejo que não. 

O dando apenas o silêncio como resposta para aquela pergunta tosca, ouviu esse suspirar e revirar os olhos. Tentando sair daquele local, fora segurado pelo mesmo que havia o socado, não perdendo tempo para lhe devolver aquilo que havia feito um roxo em seu rosto. Todavia não sabia que possuía mais um homem e esse o puxou pelo cabelo lhe macucando o rosto novamente em vezes seguidas.  

Suspirando tremido, tentou se reerguer, mas fora empurrado novamente para o chão com brutalidade, sentindo o estomago revirar ao passo que sua cabeça rodava e sentia aquele gosto horrível de sangue. 

Nunca sentiu tanta vontade de vomitar em Jaymin quanto naqueles instantes em que ele se sentiu em suas pernas naquele beco sujo, o encarando com admiração. Estava ofegante pelos socos levados e dor por ter um corte na testa.  

— Tantos anos se passaram e  você continua o mesmo. Acho melhor me responder bem direitinho – acariciando o rosto avermelhado, gostava de ver as expressões do pequeno Byun que tanto amava – ou será muito pior meu doce.  

—... Pior que vê-lo? – suspirou – só ver dois de você, seu nojento. Sai de cima de mim! 

— Sério Baekhyun? Não é tão forte agora é, porque não se solta? Opa! Esqueci. Ele não é forte coisa nenhuma. É apenas um bebezinho carente que já está abrindo as pernas para qualquer vagabundo que bata na sua casa para lhe faz- 

Se soltando com raiva do aperto que ele fazia em seus braços, cuspiu no rosto que antes achava a coisa mais bonita do mundo, rindo sarcástico ao ver aqueles olhos claros o fulminar. O Acertando com força no nariz naquele meio tempo em que ele o encarava, se levantando como podia para correr dali, tendo suas esperanças jogadas fora ao ter os braços e corpo segurados pelos dois homens que estavam com ele.  

— Você deveria ter mais respeito com as pessoas, Jaymin. O único vagabundo que eu vejo aqui é você. Se é que essa é a categoria que você pode entrar. O inferno não te quis, não é? Por isso que voltou para me encher a paciência. Vá embora! Me deixem em paz!  

Rindo daqueles dizeres, Jaymin limpou o nariz dolorido, cuspindo sangue após limpar esse. Encarando aquele rostinho que tanto gostava, suspirou sarcasmo ao seu redor, vendo que ele só aprendia mesmo na base da força bruta, pois não tinha jeito. 

Se recompondo, sorriu ao vê-lo tão encurralado e apertado ao ser segurado por seus seguranças, conseguindo sentir um cheirinho de pavor e medo no meio aquele doce perfume.  

— Você nunca aprende não é... Nunca aprendeu.  

Sussurrando ao caminhar para aonde Baekhyun estava, mostrou seu nariz sangrando em ironia, se divertindo ao vê-lo querer sair do aperto que tinha nos braços a todo custo, mas sem êxito completo. Era revigorante o ver desesperado, assim como gostava de o ver sem roupa numa cama o obedecendo como gostava sem contestar. Afinal, ele sabia o que acontecia quando o negava uma boa foda.   

Baekhyun estava irritado, todavia temeroso com o que ele poderia fazer. Sabia se defender, mas contra três era covardia. Era pequeno e Jaymin nunca fora menor que um e oitenta. E seus mais novos subordinados eram fortes para sequer o deixar mexer. Estava com dor e conseguia sentir a ardência dos cortes que ganhou. 

Tentando se livrar mais uma vez dos apertos fortes que faziam em seus braços ao segura-lo para trás, pisou no pé de um ganhando um bom palavrão, ficando estativo ao ter o rosto acertado por um tapa que de tão forte o roubou folego e os sentidos.  

Ofegante, conseguia ouvir o estralo ecoar por aquelas paredes sujas assim como seu rosto queimava como fogo, ganhando mais dois e um soco no olho que o fez perder a força das pernas, buscando o ar que lhe fugia aos pouquinhos do peito.

Sentindo o rosto arder como o inferno, abaixou a cabeça tonto e enxergando tudo turvo, sentindo nojo ao fitar o sapato borrado a sua frente, torcendo o nariz ao ter aquele filete grosso de sangue escorrendo por sua bochecha. Então era isso? Queria o ver humilhado? Ele era tão ridículo, uma verdadeira piada sem senso, que até para o bater precisava de mais duas pessoas.  

Rindo soprado, levantou o olhar para aquele que o encarava de cima a baixo, arqueando a sobrancelha machucada ao devolver um fitar sem vida ou o brilho que tanto encantava as pessoas com seus mistérios. Cuspindo sangue, tossiu em meio a seus ofegos, se lembrando como havia chorado um dia e pedindo de joelhos para ele ficar consigo.  

Sorrindo de sua própria desgraça, sentiu algo lá dentro ser quebrado e sapateado até não restar nada além de cortes abertos, álcool sendo jogado em cima e pedaços faltando. Seu peito estava sangrando demais, dolorido demais e implorando ajuda para quem quer que fosse o estender a mão. Aquela assombração iria sempre o perseguir? Por que quando estava tudo bem em sua vida toda errada e torta sempre tinha alguém para o chatear? Não aguentava mais... 

— Seu fraco... Você é mesmo um fraco. Sempre foi um inútil que se esconde na saia de seu pai rico! Mimado, covarde! Você tem medo de mim? Não aguenta me ver bem sem você? É?! 

Tendo o olhar sínico em sua direção, riu alto de pura raiva ao ver o quão ridículo ele conseguia, o deixando ainda mais enojado por ter tido coragem de beijar aquela boca e o jurar amor. Amor... Quem vê cara, não vê coração e nem caráter. A única coisa que não havia recebido desde o dia em que ele havia cruzado seu caminho era o que continha por detrás do significado daquelas quatro letrinhas. Mas sim muitos tapas, surras e ameaças de término quando se mostrava tão frágil e machucado por coisas que nem tinha culpa, escravo de algo nojento que se dizia chamar de amor. 

Abuso não é amor. A dor de cada surra que levou por puro capricho daquele homem nojento não era e nem nunca vai ser amor. E as tatuagens pintadas em sua pele lhe contava isso deveras bem. Se sentia um completo fracassado por ter percebido aquilo tarde quando tinha certeza de muitas coisas e já havia perdido tudo o que era de mais precioso. 

— Seu fraco! Filho da puta mimado! Me solta – gritou frustrado, tentando se desprender dos dois brutamontes que o segurava com força – até para me bater você é uma piada! Sempre foi!  

— Cala boca! Cala boca seu bastardo! Não era isso que você gemia para mim!

Sentindo um soco ser desferido em seu rosto seguido de mais alguns, fechou os olhos pela dor, não dando tempo de abrir a boca ou tentar se soltar quando sentiu outras agressões virem, o deixando em uma grande poça de dor e amargura ao ter o rosto machucado sem ao menos revidar, Estava sendo jogado em uma caixinha de lembranças que queria muito apagar.  

Sentindo o gosto ferroso chegar até seus lábios cortados ao ter o nariz sangrando, estava sem forças e o aperto em seus braços não ajudavam muito. 

— Quem é o fraco agora?! – deixando mais alguns socos no rosto branquinho que agora estava todo vermelho de sangue e roxos, ouvia os ofegos dolorosos que Baekhyun soltava tremido, devido sua dor – em! Me responda Baekhyun!

Embrenhando os dedos nos cabelos lisinhos, o forçou a olhado, reparando no quadro magico que havia feito – dos quais ele sempre amava – com tinta vermelha e roxa. Apertando o pequeno maxilar ainda tomado em raiva, sorriu ao ver os pequenos filetes transparentes escorrer pelas bochechas avermelhadas, gargalhando ao fitar os olhos opacos que o encaravam sem emoção alguma.  

— Por que não está dizendo nada para mim Baek? Eu já disse que odeio quando você não faz o que mando. O que eu disse sobre se envolver com outras pessoas sendo que você ainda é meu. Você não lê mensagens? 

Acariciando o rosto machucado em um falso carinho, riu ao vê-lo tentar se soltar mais uma vez de suas mãos. Queria encontrar aonde estava aquele Baekhyun tão valente que o bateu a meses atrás estava, já que ele não estava mais ali. 

— Onde está, Baek? Onde está você de meses atrás que me bateu? Achou mesmo que ia sair sem nada? Tão bobo meu Baeby.  

— Volte pro inferno! Não encoste em mim, Jaymin. Jamais serei seu novamente. Nem que eu morra por isso.  

— Tudo bem, me dê as chaves dos portões. 

Sentindo um soco no estômago, revirou os olhos tonto e acabou por cuspir sangue e tossir sem ar, abaixando a cabeça na tentativa de ter seus sentidos perfeitos de volta. Desgraçado! Ele iria o pagar caro. Fechando os olhos ao receber mais um tapa contra o rosto, teve o queixo apertado, cuspindo novamente aquele sangue no rosto que lhe causava náuseas, ainda mais por estar em um lugar abafado e todo dolorido.  

Já estava ficando tarde demais e passando de sua hora, preocupando-se no quarto Chanyeol deveria estar preocupado por deixa-lo esperando.  

— Me solta seu nojento! 

— Baekhyun me escute bem. Sentiu minha falta? Não?! Eu senti bastante a sua. Mas acho que você estava ocupado demais com o novo namoradinho ao seu lado. Eu não gostei de saber disso... Aliás você sabe que é só meu e eu o quero de volta. Por que procura outros? Por que?! Soltem-no.  

Tendo os dois braços soltos, Baekhyun cambaleou para frente por ainda estra tonto, sendo segurado em um abraço de Jaymin. Ele era tão antipático que teve vontade de gritar para que Chanyeol visse o socorrer. Suspirando raivoso, mantinha a cabeça apoiada no peito forte a frente, mordendo os lábios para segurar os soluços que gritavam e ardiam em sua garganta. Não poderia deixar ele saber quem era o Park, muito menos mexer com ele a fim de estragar toda sua carreira. Iria se culpar por toda a vida por sujar um rapaz que não fazia ideia do seu passado.  

Chanyeol era a parte mais calma e bela de toda sua vida e não queria que ninguém o importunasse ou atrapalhasse ser feliz. Se Jaymin achava que iria importunar seu atorzinho metido, estava bastante enganado. Preferia ceder a todos os seus caprichos ridículos e nojentos do que aquilo acontecer.  

Em hipótese alguma, o bispo deveria capturar o rei. E para isso não acontecer, a torre ficaria em sua frente.  

— Você esqueceu mesmo que eu tenho dinheiro? Eu tenho tudo o que quero e você vem nesse pacote, entende? Se envolver com outros não lhe é direito. Baekhyun, pode ter passado três anos, mas eu fui muito bobo amor, de ter te largado aquele dia. E eu te quero de volta e vou ter. 

Mordendo os lábios ao segurar a vontade que teve de gritar aos sete ventos o quão ridículo e de o bater, remexeu incomodado assim como suas lágrimas silenciosas caíram sem pressa, encarando o dono de voz rouca porem irritante com ódio queimando em seu corpo.  

— Você está me machucado... 

— Você deveria olhar seu rosto como está bonito agora. Tão vivo com esse vermelho. Eu gosto tanto desse vermelho... Mas só o seu vermelho.  

— Você é doente seu desgraçado. Você deveria ir para o hospício ou melhor, deveria virar coveiro e cavar sua própria cova, filho da puta. 

— Baekhyun me escute e não diga coisas que não sabe. Sei muito bem quem é- 

— Senhor? É o seu pai – murmurando baixo, um dos seguranças desligou o telefone com toda a calma que possuía, o que deixou Baekhyun irritado – ele quer que o senhor vá até ele. Negócios.  

— Ótimo eu já estava terminando. 

Soltando o abraço, observou o pequeno escorrer até o chão sujo, se agachado até ficar em sua altura para segurar nas bochechas machucadas, deixando um beijo lento na testa com os cabelos suados. 

— Você... É ridículo mesmo. Volte para o inferno de onde veio e vá embora de uma vez por todas de minha vida, eu não te quero nunca mais. Me enoja sentir seu cheiro e depois desse papel ridículo de me bater...  Me deixa ainda mais enojado. O que ganha com isso? Ah! Nada.  

— Você ainda vai me amar de volta, porquê eu sei que nunca me esqueceu. Assim como eu nunca deixei de amar você.  

— Nunca mais eu irei te dizer essas palavras.

— Bom... Então fique aí onde sempre deveria estar. No chão. Eu acho melhor você parar de ficar com aquele, hum... Como é mesmo o nome dele? Ah lembrei – sorriu sínico, ainda acariciando os cabelos do Byun – Park Chanyeol. Assustado? Oh! Meu anjo não fique. Ele é bem famoso, tem dinheiro e uma boa fama para seguir e estragar. E você não quer, não é? Bom... Se bem que depois que abrir essas pernas gordas para ele vai te jogar fora mesmo, então acho que entendeu o recado. Tenho que ir... Boa noite meu Baeby.  

— Não encoste seus dedos sujos nele, Shin Jaymin. Saiba que eu não vou deixar, e se um dia eu abrir as pernas para ele, vai ser melhor que todas as vezes que me levou a força para cama.  

Se levantando de onde estava, Jaymin encarou o pequeno Byun ainda sentado no chão com o rosto machucado com um certo incômodo no peito.

Sorrindo pequeno, deu as costas para esse ao sair do beco junto de seus homens como se nada tivesse acontecido, puxando a toca da blusa ao ver que o tempo havia fechado e começava a pingar. Odiavas chuvas de verão. 

— Vou fazer engolir essas palavras, Byun Baekhyun...  

Engolindo pesaroso, Baekhyun pode finalmente respirar direito depois de toda aquela cena ridícula, limpando o nariz que ainda sangrava com raiva, sentindo seu choro ecoar por aquelas paredes sujas na qual desejou serem as de sua sala para sumir embaixo das cobertas e nunca mais sair.  

Tentava controlar sua respiração junto de seu coração que por instantes, endureceu como um iceberg gelado. Sentia ódio e repudiava aquele homem asqueroso que um dia jurou seu mais fiel amor e carinho, sentindo nojo de si mesmo por ter tido tamanha coragem para dizer certas coisas que o fizeram vomitar um pouco de sangue. 

Sentindo dificuldade para respirar, se ergueu com a ajuda da parede, buscando o celular esquecido em sua bolsa sentindo o estômago revirar de fome ao ver que já havia passado mais de meia hora que havia saído do trabalho e possuía cinco chamadas e mensagens de Chanyeol.

Segurando no rosto ao caminhar para fora daquilo que viu ser o beco das lojas que havia passado, avistou a cidade noturna correr livremente com alguns carros e poucas pessoas passando apressadas pela chuva pesada que começou a cair. 

Ajeitando o sobretudo sujo e a bolsa, deixou um suspiro sair cansado por estar todo dolorido e machucado, puxando a touca preta para poder esconder aqueles roxos até que chegasse em casa e pudesse tomar um bom banho. Aquela chuva estava gelada demais para ser verão, e parecia ser lâminas na qual cortavam ainda mais seu rosto dolorido.  

Caminhando até o ponto de taxi que avistou lá na frente, conseguiu pegar um depressa, puxando a touca quando o homem que lhe sorriu simpático perguntando aonde ele queria ir. O indicando o bairro que morava, tentou de tudo para que ele não visse seus machucados, torcendo internamente para que Chanyeol ainda estivesse à sua espera.  

Encostando a caça no vidro, sentia essa latejar ao observar a chuva bater contra o vidro e seus machucados arderem mais um pouco, suspirando chateado ao ter que passar maquiagem para ir trabalhar ou teria que faltar para não aguentar as perguntas de Minseok. Não queria Yoogie em seu pé dizendo que estava feio e que precisava de uns curativos.  

Ótimo! O dia estava tudo muito horrível que até mesmo estava chovendo. Havia ganhando uma surra de Jaymin, xingos de Yoogie e seu óculos estavam quebrados. Maravilhoso! 

Apertando os braços ao redor do corpo pelo frio de suas roupas molhadas, esperava impaciente o taxi parar, para poder se assegurar que Chanyeol estava bem. Tudo bem... Não era para tanto. Ou era? Não importava, estava querendo muito o ver e ganhar um abraço quente.   

Descendo do carro, apressou suas pernas curtinhas em passos largos, sentindo frio ao ter aquela chuva nas costas. Preferiu não ligar para o Park, pois estava com certo receio e pensativo sobre o que aquele louco do Jaymin poderia fazer ou mandar as pessoas fazerem. Ainda mais com ele que possuía uma carreira com muito prestígio e reconhecimento. Não poderia deixar aquele bobo estragar tudo. Não agora que... Agora que estava gostando... Gostando de ficar perto dele o dia todo.  

Limpando o olho inchado junto de suas lágrimas, agradeceu aos céus por finalmente chegar na portaria, sentindo um alivio o apertar o peito. Dando uma pequena corrida até o elevador, sentia nitidamente que toda a calma que tentava manter estava indo por água a baixo todas as vezes que sentia o celular vibrar e o nome daquele ator chato aparecer. Quase escorregou ao segurar na porta de ferro para entrar. 

— Baekhyun meu jovem! O que foi isso no seu rosto? 

Sentindo um frio na espinha, parou os passos para dentro do elevador, piscando vagaroso ao tentar achar a explicação perfeita para seu porteiro. Sorrindo amarelo, passou as mãos nos cabelos molhados tentando abrir o olho que ficou um pouco inchado e vermelho.  

Abrindo a boca diversas vezes sem sair ao menos um assovio, ouviu o barulhinho do elevador ao querer fechar as portas, dando os ombros ao velho que estava o olhando deveras preocupado e assustado por vê-lo assim. Acontece, afinal, também estava ao reparar no estrago que aquele irresponsável havia feito. 

— E-eu Eu... Eu cai da escada senhor Jun. Veja como estou molhado, Hahaha – rindo falsamente, deu um pequeno aceno antes de entrar de vez na caixa metálica, suspirando ao ter as portas fechadas.   

Escorando a cabeça na porta fechada, fungou baixinho ao encarar os próprios pés e pingos que molhavam onde estava, sentindo aquele velho peso chegar a suas costas junto do bolo de choro que ficou entalado, com vontade de sair aos prantos. Todavia teria que deixar aquilo para mais tarde, afinal ainda teria que encontrar seu querido Chanyeol. Droga! Quando achava que iria tirar aquele fardo, ele sempre voltava ainda mais pesado. 

Ouvindo aquele maldito barulho que implorou silenciosamente para demorar chegar, abrir a porta lentamente, suspirou três vezes antes de sair daquela caixa fria e encarar aqueles olhos tão quentes e ter que mentir. Céus! Não sabia nem mais de onde estava saindo aquelas palavras e qualidades que poderia encaixar no mais velho depois de se tornarem próximos.  

Não queria simplesmente dizer que não havia acontecido algo para Chanyeol, não sentindo-se a vontade por ter que mentir.  

Saindo no corredor, não demorou a correr pelo espaço apertado e dar boas olhadas para trás até chegar em sua porta, mordendo os lábios ao encarar em sua frente. Lhe devia explicações? Não? Ah! inferno de dúvidas e sentimentos que pareciam estarem cada vez mais confusos.  

Ofegando baixinho pela adrenalina que corroía seu corpo dos pés à cabeça para fazer algo, xingou em chinês perfeito, deixando um soluço sair abafado por uma de suas mãos ao apertar os lábios machucados ao mesmo tempo que bateu na porta do mais velho com o restinho de dignidade que lhe restava. 

Tentando limpar o rosto sujo e tirar a água dos cabelos encharcados, não conseguia enxergar de um olho muito bem, ficando na pontinha dos pés para ver se conseguia ver alguém pelo olho magico, suspirando baixinho pela dor que sentiu no estomago.  

Se assustando ao ter a porta aberta no impulso, mordeu os lábios roxos do frio e machucados, sorrindo sem jeito a uma figura alta, e deveras brava. 

— Acho que irei... 

Fitando o mais velho que apenas usava uma calça de moletom, pantufas e segurava as chaves do carro, desceu o olhar para os braços fortes e muito bem malhados do Park, sentindo um queimar estranho em suas orelhas e coração. Oras! Desde quando ele havia ficado tão bonito e forte... E com um corte estilo que havia combinado perfeitamente com aqueles olh- Negando rapidamente, espirou alto chamando a atenção dele para si, já que parecia um pouco preocupado ao conversar no telefone.  

— Jongin ele ainda- Ele... Acabou de chegar – engolindo seco todas as falas para Jongin, o encarou chocado – depois eu... Depois eu te ligo.  

Desligando o celular lentamente, igualmente ao que disse bem baixinho ao notar o estado em que Baekhyun se encontrava, Chanyeol fechou a cara de um jeito que daria medo em qualquer um, menos a um baixinho de olhos chorosos e bochechas rubras que tentava inutilmente se segurar para não deixar o ultimo caco de seu coração cair.  

Dando os ombros como se fosse algo banal, Baekhyun sorriu sem mostrar os dentes ao olhar severo que recebia sem piedade ou culpa, sentindo o peso aumentar ainda mais em suas costas. Estava tão cansado daquilo tudo que não aguentou mais ao deixar um soluço escapar enquanto penteava os cabelos para trás, sem jeito de encarar um Park Chanyeol sério demais para brincadeiras. Estava com a face toda vermelha e inchada, tentando segurar o friozinho que sentia.  

— Oi – murmurou sem graça, limpando o nariz.  

Passando as mãos no rosto ainda desacreditado no que via a sua frente, Chanyeol riu sem ânimo algum ao bagunçar os cabelos de um jeito irritado ao reparar dos pés à cabeça como aquele ser pequenino estava na sua frente com manchas vermelhas, sangue alguns roxos e molhado da chuva que caia lá fora, rindo amarelo como se nada tivesse realmente acontecido. Ele estava deplorável todo machucado e a única coisa que sentia era desespero por não conseguir entender o que havia acontecido com seu pequeno Byun. 

Mordendo os lábios com força para não xingar nenhum palavrão ou brigar com ele, cruzou os braços ainda sem dizer uma palavra sequer, exibindo seus braços grossos e cintura larga por estar ainda mais forte que antes. 

Se parecia bastante com um namorado irritado daquele jeito protetor e pela preocupação que ele estava o dando, não querendo dar ouvidos a seus pensamentos bobos – que juntou com os dizeres de Yoora – que o deixou corado. Ele estava tão pequenininho dentro daquelas roupas largas que quis o guardar debaixo de suas cobertas e seu abraço quentinho.  

Estava pronto para o dar uma bronca daquelas ao bufar irritado por tamanha irresponsabilidade e por não ter atendido suas ligações preocupadas, porem quando reparou nas mãos finas apertando em um movimento nervoso a alça da bolsa resolveu esperar já que ele conseguia o roubar uma grande paciência que não tinha com Jongin. 

Vendo ele o encarar silencioso como se lhe falasse aquilo que não tinha coragem, sem todo o encanto que possuía naqueles olhos brilhantes que tanto gostava, o encarou a última vez antes de se escorar no batente da porta com os braços cruzados e face emburrada a espera de uma resposta.  

Queria saber o que o levou a ficar quase sem cabelo e um Kim assustado do outro lado, querendo o deixar lá fora ao formar um bico chateado, mas não conseguia o ver tremer daquele jeito.  

Ganhando um belo sorriso forçado e um tentar inútil de prender mais ainda as lágrimas que saíram junto de uma voz meia embriagada, ganhou um biquinho que era impossível resistir. Certo... Esse Baekhyun não era o mesmo que viu sair por aquela porta. 

— Eu me atrasei né... Má-mas eu conseg-  

O puxando pela alça da bolsa lentamente, deixou um sorriso triste bordar seus lábios ao o envolver em um abraço apertado, nem se importando se ele estava molhado ou não. Apenas não queria o ver com dor, e aquilo estava tão nítido em seus olhos opacos que poderia o proteger de tudo e todos naquela noite. 

Dentro de seus braços ele parecia ser tão pequeno que até mesmo conseguia o deixar apertadinho contra seu peito forte. Segurando nos cabelos molhados o acariciou a nuca enquanto tirava a bolsa de seus ombros e a deixava no chão, dando alguns passos para trás com ele pertinho para poder fechar a porta. 

Tentava segurar as batidas fortes de seu coração ao ter a blusa apertada e ser abraçado com tanta intensidade por ele em busca de abrigo que até mesmo estranhou. Baekhyun não costumava ser desse jeitinho tão frágil e aquilo passou a incomodar seu peito de uma maneira que não conseguia entender. Queria o proteger, cuidar para que aquela dor que ele parecia sentir passar, pois estava angustiado, bravo e confuso. Mas que raios era aquilo?! Que sentimento era esse que crescia em seu coração que parecia o sufocar dos pés à cabeça por vê-lo assim?  

Mordendo os lábios, apoiou o queijo na cabeleira molhada ao aperta-lo, inebriando com aquele fraco perfume ainda evidente em seu corpo frio, tendo cuidado para não o machucar mais – se é que ainda era possível.  

O afastando deixou um beija na testa molhada, fechando os olhos ao acaricias as bochechas machucadas com o polegar em um carinho sutil, ouvindo um soluço abafado contra seu rosto. Sentia a respiração entrecortada bater em seu queixo, segurando a vontade que estava de sentir a textura macia dos lábios trêmulos e se concentrar no que havia levado ele a ficar daquele jeito.

Estava com medo de o soltar e ele se desmanchar em seus dedos.   

Tentando o acalmar com aqueles carinhos, sorria doce ao pequeno que sempre fora durão e nunca dizia o que realmente sentia. Mas ao ser guardado dentro daqueles braços, passou aos poucos a se abrir com o mais velho que sempre tentava não brigar consigo por suas irresponsabilidades.  

— Baekhyun... Pode por favor me explicar o que foi isso? - perguntou calmo, avaliando os machucados do rosto pequeno em meio aos resmungos e empurros do mais novo – olha como está seu rosto!  

Bradou irritado ao sentir sua raiva aumentar, sendo encarado como se aquilo tudo não fosse o obvio e que aquilo fosse apenas mais uma de suas bobagens. Cruzando os braços após fechar a porta com força e o ver encolher, tentou manter a calma que tinha mandado ir embora naqueles instantes e ouvir o que ele tinha para dizer antes que gritasse e explodisse de preocupação. Mas quanto maus calado e o encarando ele ficava o deixava irritado ao ponto de não se controlar, andando de um lado para o outro.  

— Você não vai me dizer nada?! – perguntou indignado, bagunçando os cabelos irritado o encarando bravo – quem fez isso no seu rosto? Me diga alguma coisa, Baekhyun! 

— Para de gritar porra! Que saco Park Chanyeol! 

Embrenhando os dedos nos cabelos escuros, Chanyeol suspirou raivoso ao ver ele tremer pelo frio até seus lábios ficarem roxos, tendo um sentimento de raiva crescer em seu peito por quem havia feito aquilo, desgostando do que via naquela pele tão clara. Baekhyun estava pálido demais e aquilo não o agradava. 

Torcendo os lábios em uma face chateada, suspirou mais calmo após parar de bagunçar os cabelos. Dando passos lentos até o mais novo com certo receio ao vê-lo se encolher de frio e abraçar o próprio corpo, acariciou o rosto que tanto adorava ver as pintinhas por toda a parte, tomando cuidado com aquele quadro – que antes era tão perfeito com suas cores sobreas – mas que agora estava manchado por vermelho e roxos.   

Descendo os carinhos até a segurar na mão fria e sem cor alguma, a apertou tentando o passar conforto com aquele simples gesto, sendo devolvido com um aperto e um olhar carinhoso por parte do pequeno. Algo em seu coração trincou assim como o gosto de sua boca ficou amargo por não poder ver aqueles pontinhos brilhantes pela primeira vez dentre aqueles meses.

Encarando aquela expressão cansada, sorriu ameno, penteando os cabelos molhados para trás. 

— Eu estou aqui... Quero saber o que aconteceu, Baek – murmurou baixinho, encarando a mão pequenininha e quente dentre a sua – chegou aqui machucado e só me pediu para parar de gritar por que eu estou preocupado e agora lhe pedindo para me dizer e você não diz nada. Como quer- 

Ficando na pontinha dos pés, puxou a mão grande com certa força até que o mais velho estivesse bem pertinho de si novamente, fechando os olhos ao ter aqueles lábios rubros roçando os seus de levinho. Inspirando aquele cheirinho gostoso de shampoo, Baekhyun apertou ainda mais os dedos envolta dos seus, levando a mão livre aos cabelos lisinhos para os pentear em um gracejo.  

Encarando bem de perto aquele ator que parecia adorar brincar com aquela droga que nem sabia o que era ou como se chamava, apenas o fazia sentir coisas estranhas e o deixava arrepiado quando estava perto dele – como naquele momento – o levando a fazer coisas que não queria – ou talvez queria muito – como aquilo.  

Fitando os lábios cheinhos com aquele brilho avermelhado, moldou um sorriso de lado, se aproximando o suficiente para prender o inferior do Park entre seus lábios em uma provocação tão usada e lenta que o deixou sem reação. 

Sentindo aquele calor e maciez misturado em um gostinho que a meses não provava, descobriu como havia sentido falta desde a última vez que havia o beijado. Suspirando silencioso ao ter carinho em suas bochechas quentes o ajudando a voltar para a realidade do que estava fazendo e prestes a fazer.  

Mordiscando de levinho aquele pedaço chamativo e provocante, se afastou nervoso com um pigarrear, se esquecendo por instantes que estava machucado e com um olho inchado.  

— Baekhyun?... – ainda acariciando as bochechas quentes, sorriu ameno, tentando controlar seu peito acelerado e o reboliço que havia acabado de formar em seu corpo que até havia lhe faltado o ar, ao notar o que ele ia fazer, sem tirar os olhos dos lábios a frente. Por instantes achou que poderia os provar novamente.  

— Hum? – perguntou baixinho, umedecendo os lábios com uma leve careta de dor.  

— Vá tomar um bom banho e tirar essas roupas molhadas. Lave o cabelo e esses machucados eu... Eu vou cuidar de você. 

Mordendo os lábios ao assentir devagarinho para aproveitar a sonoridade de como aquelas palavras soavam agradáveis a seus ouvidos e as batidas descompassadas de seu peito o avisavam que algo estava muito errado, apertou os dedos grandes entrelaçados aos seus, que o fez um carinho.  

— Vou vestir algo seu. 

— Irão ficar grandes do jeito que você gosta. Mas eu tenho uma que ficou pequena. O moletom cinza.  

— Tudo bem. 

Murmurando baixinho, não sentiu vontade de soltar aquela mão grande que o aquecia por nada, e ele parecia conter os mesmos pensamentos já que ainda o segurava e deixava bons carinhos. 

Fechando os olhos devagarinho ao ter o ultimo carinho na bochecha antes dele se afastar, sentiu outro beijo em sua testa e ouviu aquele riso rouquenho, nem se comparando ao ser desprezível que pelo azar do destino havia o achado.  

— Vá! Temos que comer muitas comidas ainda.  

— Certo! Atorzinho metido.  

Resolvendo acordar daquela redoma que havia criado, Chanyeol sorriu, guiando Baekhyun ao banheiro antes que ele pegasse uma pneumonia. ... 

Depois de passar bons minutos embaixo do chuveiro quentinho, Baekhyun pode finalmente respirar tranquilo daquele pesadelo horrível, podendo limpar seus machucados que percebeu estarem inchados e arroxeados.  

Mordendo os lábios ao amarrar o roupão, caminhou silencioso por dentro do quarto quentinho do Park, rindo ao notar que ao menos ele era organizado com suas coisas e roupas, se inebriando com o perfume gasto que ficavam em algumas antes de abrir todo o guarda roupa para pegar uma que ao menos não ficasse tão grande.

Colocando a calça um tanto quanto folgada, tentava tirar aquelas falas da cabeça ou ficaria maluco. Ele não podia fazer nada a Chanyeol, já que não deixaria, porem... Porem estava cansado e aquilo havia lhe dado uma boa dor de cabeça. Não conseguia sequer pensar em algo estragando a vida daquele atorzinho bonitinho ou iria se culpar por toda a vida. Aliás, ele nem fazia tão parte dela assim. Ou fazia? Todavia- Bom.. Não sabia bem o que dizer. Eram só alguns beijos que não conseguia esquecer, bons, gostosos e que ninguém sabia e não iriam saber.  

Não queria Jaymin nem a dois passos perto dele, já que era influente dentro do ramo artístico e como um bom riquinho mimado que era, poderia com um estralar de dedos acabar com a vida e carreira de qualquer um, não sentindo vontade de colocar a única coisa que parecia o trazer paz naqueles dias em meio a sujeira que era seu passado – e esse parecia adorar o atormentar com as velhas dores de cabeça como um bom lembrete de que jamais iria esquecer.  

Inspirando baixinho, olhou para os pés descalços quase cobertos pela calça, rindo dolorido ao colocar a blusa na exata hora em que a porta foi aberta por um homem alto de sorriso largo que por instantes o deixou ofegante ao ponto de seu peito doer de um jeitinho nervoso, corando ao tentar engolir tudo o que sentia revirar em seu estomago.   

— Está melhor? As roupas ficaram – desviando o olhar para o outro lado a fim de segurar a risada baixinha, Chnayeol pigarreou diante os olhos semicerrados do mais novo e um pequeno bico moldado – ficaram boas em... Em você.  

— Aigoo... Pare de rir! Eu não tenho culpa se você é enorme. Mas obrigado atorzinho. 

— Não me chame assim. Você sabe que eu sou bom.  

— É, talvez eu saiba Kim Hyojon.  

— Esqueça isso! – rindo junto do Byun que sorria corado, pode suspirar com um sorriso ao reparar como aquelas roupas haviam ficado adoráveis em seu corpo pequeno – ao menos a cena o carro foi boa.  

— Chan?... 

Encarando o chão ao se lembrar novamente de horas mais tarde, fechou os olhos ao negar levemente em meio a seus pensamentos enquanto apertava o próprio braço, segurando a vontade que teve de chorar. Chorar por ter sido um fraco novamente e se deixado machucar por todos aqueles dizeres horríveis que o perturbavam.  

Se assustando com a mão do Park em seus cabelos ao traze-lo de volta a realidade, odiava quando ele fazia aquele tipo de carinho e bagunçava seus cabelos de um jeito que fazia de tudo para resistir e não pedir por mais um pouco, todavia naquele momento não fora capaz de negar ou sequer o olhar diretamente. Sorrindo fraquinho ao ter os cabelos acariciados, ouviu um suspirar do Park pertinho de seus cabelos, arregalando os olhos por ter ganho um beijo abaixo da orelha.  

— Está com muita dor? Seu rosto não ficou tão machucado... 

— Eu...  

— Sente na cama para mim poder fazer um curativo. Você deve estar com fome, vou buscar nossas sobremesas. Mas antes- 

— Não me peça para contar o que aconteceu. Por favor. 

— E como eu fico? O que fizeram com você, Baekhyun. Em que rua estava quando isso aconteceu? 

— Quase perto da barbearia. Chanyeol está tudo bem, eu- 

— Não! Baekhyun, não! Você chega todo machucado e molhado, e ainda vem me dizer que está tudo bem?! Eu não nasci ontem para não saber que você ganhou uma surra.  

Vendo o mais velho sair do quarto bravo ao ir pegar o que havia dito, esperou ele apenas fechar a porta em um baque para esconder o rosto nas mãos e desabar. Merda! Estava todo quebrado e sua sorte era que amanhã não tinha trabalho para fazer e ainda tinha aquela palpitação acelerada em seu peito por ganhar aquele beijo no pescoço. Mas o que diabos ele estava fazendo em seu corpo? Feitiçaria?!  

Sentindo uma raiva tomar conta de si por ter que mentir para o Park, chorou baixinho, ajeitando a roupa de um jeito todo emburrado, mas que ainda estava com o cheirinho de perfume. 

Ele era... Especial demais para ter conhecimento de Jaymin ou de suas ameaças chulas e fúteis que poderia simplesmente serem reais por ser um mesquinho, mimado e rico. Jamais iria deixar aquilo acontecer. Céus! Não conseguia nem pensar naquelas possibilidades que ficava assustado.  

Sabia que tudo o que ele iria fazer era apenas para o atingir já que aquelas malditas flores nunca paravam de chegar à sua porta, fazendo questão de jogar todas no lixo do corredor ou queima-las junto da boa vontade que tinha de ao menos olhar naqueles olhos novamente. E depois daquela cena ridícula que ele aprontou para poder o chamar a atenção preferia até ficar sem sair do que o olhar a distância novamente.  

Limpando as lágrimas rapidamente ao ouvir a porta ser aberta, mordeu os lábios ao fungar baixinho, não se sentindo culpado por não conseguir nem esconder que havia chorado para um par de olhos sérios e preocupados.  

Caminhando até a cama, se sentou no meio desta com as pernas cruzadas, fitando de soslaio o que o Park havia trago da cozinha em uma bandeja. O cheiro estava tão bom, que sua barriga roncou o deixando sem graça, e arrancando um arquear de sobrancelhas do mais velho. Bagunçando os cabelos em puro nervosismo, sabia que ele se segurava para não o encher de perguntas, mas preferia assim.    

— Acho que isso é tudo que fiz.  

— Parece muito gostoso.  

— Também vou comer dessa vez.  

Murmurou arrumando tudo, antes de puxar a maletinha que tinha para cuidar de alguns machucados. Se ele pensava que não havia notado aqueles dedos bem marcados em suas bochechas gordas, estava muito bem enganado. 

— Obrigado.  

— Hum? 

— Você. Obrigado por... Não se esquecer de mim. 

Encarando aqueles olhos com os pequenos brilhos que o deixava sem entender como ele conseguia ser tão... Tão diferente, mas bom ao mesmo tempo que era gostoso de ser sentido e tocado misturando com aquilo que remexia por dentro. Bakehyun parecia lhe jogar de um frio para o quente, e do quente para o morno em segundos e aquilo o deixava assustado. Mas um assustado que não conseguia importar. 

Arqueando as sobrancelhas ao pigarrear e fugir dos pensamentos que vinha correndo ao longo daquelas semanas, encarou aquele lábio cortado, olho inchado a tons de vermelho e roxo que não gostava nada de ver.  

Suspirando, caminhou até se sentar ao lado do pequeno avoado demais, passando a mão naquele corte que deveria até ser considerado um crime. Baekhyun era tão bonito que chegava a ser gritante para qualquer um que duvidasse, assim como aquelas pintinhas espalhadas por cada canto daquele rosto angelical parecia o deixar tonto. Ele era tão pálido e pequeno que suas mãos poderiam fechar contra seu rosto, e pensar naquele nariz redondinho o deixava abismado tamanha fofura.  

Passou a não gostar quando ele se metia em alguma encrenca ou até mesmo se machucava por pouca coisa, já que no fundo, não queria que ninguém tocasse com as mãos sujas aquele quadro de moldura preto e branco que havia conhecido pelo acaso.  

Não entendia porque sentia aquilo tudo ou até mesmo mais um pouco quando ele saia com alguns colegas e voltava tarde, se incomodando com as marcas que ele carregava no pescoço. 

Apenas não sabia de onde vinha ou sabia, mas não queria entender.  

Era tão complicado aqueles sentimentos em relação a seu vizinho de olhos bonitos e personalidade única que não gostava de olhar como ele estava agora com o rosto todo machucado por culpa de seja lá quem fosse. 

Abrindo a maleta, tirou de lá um pequeno algodão e o molhou no álcool com impaciência. Aquele silencio todo estava começando o deixar irritado. Ele sempre estava comentando algo sobre o trabalho e diante aqueles olhos tristes, queria o fazer sorrir.  

— Vire de frente para mim.  

— Não precisa fazer essas coisas, Chanyeol. Sei me cuidar – suspirou emburrado. 

— Sério?! – ditou rouco rindo de pura amargura – estou vendo. 

Revirando os olhos, Chanyeol segurou na blusa quentinha e o puxou para perto de seu rosto, encarando aqueles olhos raivosos. Umedecendo os lábios lentamente ao mirar os semelhantes, segurando pela vontade divina a vontade que teve de o puxar para um beijo e não o deixar perceber seu coração em um ritmo diferente. Estava tão alto que conseguia o ouvir.  

— Eu pedi para você se virar para mim! 

— Quem acha que é para tentar mandar em mim, Chanyeol? – perguntou baixinho, se soltando do aperto que ele fazia em sua blusa ao segurar nas orelhas grandes e macias, as apertando com graça – tão bom... 

— Alguém que se preocupa com você. Pare... Pare Baekhyun!  

O encarando severo diante aqueles apertos em suas orelhas, desviou o olhar para seu pé no chão ao vê-lo formar um bico amuado de pura raiva e cruzar os braços como a boa criança birrenta que era. Penteando os cabelos para trás ao buscar paciência para lidar com aquele Bull bravo, e brigando com ele não era algo que iria o fazer lhe dar respostas.  

Levando uma mão até os fios macios a frente ganhou um olhar bastante cansado ao colocar a toalha para secar aqueles cabelos cheirosos que queria tanto deixar afagos, os secou com cuidado em meio aquele silêncio confortável e troca de olhares com sorrisos bobos, não conseguindo resistir de tocar aquele rosto cheio de pintas ao descer os dedos lentamente em um carinho pelo rosto pequeno que o incomodava, machucava seu coração e o entristecia ver aqueles machucados ficando preocupado com aquelas angustias.  

Tendo o olhar curioso voltado para os movimentos que passou a fazer, gostou mais que deveria e lhe era permitido aquela maciez em sua pele que ficou arrepiada com aquele mero toque, começando a limpar aqueles machucados que estavam um pouco inchados e sangrando com cuidado ao ganhar alguns resmungos e ofegos bem baixinhos juntos de um contorcer de face. Deveria estar doendo, mas ele era teimoso demais para o contar o que havia acontecido e aquilo seria um castigo.

Colocando um prendedor nos fios que caiam sobre a testa pequena para ter livre visão, achou adorável como ele ficou todo fofo e vermelho com aquela aparência de criança chorona. Deixando um aperto na bochecha gorda com os dedos, limpou o roxo que estava na sobrancelha escura, ganhando um suspirar baixo junto de um olhar deveras bravo.   

— Ai Chanyeol – ofegou dolorido, suspirando – ai porra!  

Murmurando choroso e bravo ao ter os machucados limpos e ardendo pelo álcool, tentou segurar algumas lagrimas que escaparam de intrusas, sendo secas pela mão quentinha do mais velho que o puxou para um abraço confortável, seguro e tudo o que ele precisava ao ver que ele estava com dor.  

— Me desculpe... Me desculpe meu pequeno. Está doendo não é mesmo... 

Apertando aquele pequeno pedacinho raivoso com as bochechas vermelhas contra seu corpo, sentia seu sangue esquentar apenas por pensar em quem poderia ter feito algo como aquilo, mordendo os lábios com o ego lá em cima e seus sentimentos ainda mais agitados por ter o corpo apertado junto de sua raiva o cegar quando percebeu que aquelas pintinhas adoráveis haviam sido manchadas com sangue.  

Se afastando para poder continuar o que fazia depois de um bom cafune e um beijinho lento no nariz redondo, limpou os lábios róseos que tinham um corte fundo, engolindo pesaroso ao tentar não deixar que ele percebesse como estava encarando aqueles pedacinhos molhados, sentindo a macies que – a horas atrás pode experimentar de leve – ao passar o polegar para tirar o algodão que havia ficado, repetindo o carinho apenas para o ouvir suspirar baixinho.  

Terminando de limpar e fazer curativo no restinho que faltava, pegou um pequeno band aid e o colocou encima do olho inchado, tentando ter o mínimo de cuidado ao passar uma pomada nos roxinhos.  

— Tudo bem agora? – perguntou suave, virando levemente o rosto alvo para ver se encontrava mais machucados. 

Encarando-o mais tranquilo, soltou os cabelos do prendedor aproveitando para os pentear para trás, deixando mais uns beijinhos na testa cheirosa que foram respondidos com um pequeno riso gostoso de ser ouvido.  

Ganhando um aperto na blusa ao puxa-lo para mais perto novamente, acariciou os cabelos macios ao tê-lo com a cabeça encostada em seu peito que parecia brincar consigo ao dar fracas batidas, inspirando aquele perfume que o deixa ainda mais calmo naquele verão, rindo de seus próprios pensamentos bobos.  

Ele estava mexendo tanto com suas emoções que não deveria ter deixado aquilo acontecer, não agora. Não naquele instante e momento. Era tudo tão intenso e tudo tão... Baekhyun. 

— Baekhyun?  

— Hum?  

— O que aconteceu com você?  

Perguntando preocupado, Chanyeol esperou uma resposta convincente, pois palavrões e esquivos não iriam o deixar assustado ou fazê-lo desistir; muito menos aquele rostinho dolorido e todo vermelho. Se esticando para pegar a blusa que estava jogada na cabeceira de sua cama, o vestiu devagar pelo ar que estava ligado. Queria o deixar bem agasalhado já que havia tomado boa parte de uma chuva. 

Revirando os olhos por tamanha insistência do mais velho, Baekhyun tentou não xingar, mexendo no piercing que gelava em seu céu da boca. 

Ele não iria desistir de saber do que havia acontecido e precisava contar uma boa mentira ou se culparia eternamente por Jaymin encostar um dedo no Park. Não poderia simplesmente o contar tudo ou seria bem pior e não poderia aceitar ou admitir aquelas ameaças. Chanyeol não precisava se sujar com seu passado em pesadelo.  

Odiava mentiras, mentir... E ter que as contar era seu pior veneno.  

— Eu estava voltando para casa pela rua principal, e como lá fica cheio de fanfarrões no meio do caminho eu fui assaltado. Acabei revidando, mas eles eram dois e bom... Acabei com um olho roxo e alguns arranhões, mas eu estou bem! Pare de se preocupar com essas coisas... 

— Baekhyun! Filho da puta – gritando raivoso,  Chanyeol se levantou bravo da cama, passando as mãos pelos cabelos sedosos enquanto os jogava para trás aos nervos – poderia ter acontecido algo muito pior! Se eles... se eles quisessem tocar em você, Baek. Céus! Por favor me promete que não vai fazer mais isso. Olha pra mim, Baekhyun!  

Ditou em um misto de desespero enquanto encarava o mais novo encolhido a sua frente, apertando o próprio corpo antes de o encarar de volta.  

Encarando aqueles olhos que o transmitiam cuidado e preocupação, sorriu amargo por sentir culpa daquela preocupação voltada somente para si, se aquecendo por ter alguém como ele tão... Tão aconchegante, diria? Talvez, preocupado com algo que nem sabia a verdade. 

Chanyeol conseguia ser doce como um bom café melado, quando na verdade deveria ser amargo como um com cacau puro. Ele não deveria ser tão ele dessa forma, pois Baekhyun não conseguiria negar nada, nem mesmo um toque. 

Segurando na mão grande, a apertou com cuidado. Sorrindo silencioso ao brincar com os dedos grandes e bonitos, acariciou a palma lisinha que sempre estava ali para o segurar e proteger como se quisesse dizer tudo o que não conseguia.  

Inspirando vagaroso, encaixou direitinho seus dedos aos semelhantes que com a mão fechada conseguia esconder toda a sua. Ele tinha um toque agradável que conseguia ser inexplicável em seu vocabulário. Provinha de um tocar único de seus dedos longos e pele macia. Era tão grande... Mas extremamente gostoso que não conseguia evitar. Não conseguia evitar por que não sabia que era paixão, e tudo que ele tocava para si, o deixava encantado – mas em segredo.  

— Me desculpe... 

Ditou sincero, encarando triste a expressão chateada que havia causado, sentindo uma dorzinha aguda no peito. Não queria a ver novamente. Não por sua causa. Aquele rosto bonito e bem moldado para fotos e dono de um belo sorriso, era lindo para ter alguma expressão magoada. 

— ... – suspirando cansado, Chanyeol encarou a bonita mão entre a sua, tão pequenas e frias com algumas marcas do trabalho, mas que não perdia o toque suave e a magnitude de o deixar sem falas – eu fiquei muito preocupado Baekhyun, prometa para mim. 

— Eu prometo. Prometo a você que nunca mais irei fazer isso. Me desculpe... Me desculpe Chan. 

— Tudo bem. 

Ganhando um carinho lento no rosto, Chanyeol sorriu com o que preenchia seu coração e a sensação única que o fazia segurar os suspiros e reboliços em suspeito, tentando manter a calma de seus atos ou iria agir por puro impulso.

Certo... Algo estava muito errado, mas um errado tão aconchegante que preferia o deixar assim. Beijando a mãozinha em sua bochecha que ainda fazia os carinhos lentamente, encarou aquele rosto sério por segundos antes de ditar baixinho.  

— Quer provar as sobremesas? Estão tão- 

— Geladas? Quero!  

Sorrindo animado ao ver tudo o que ele havia lhe feito como prometido, segurou todo o balanço que seu coração dava para o puxar e deixar um beijo naquela covinha macia e cheirosa, ganhando um sorriso de canto ao deixar um selo bem entalado apenas para o deixar contente. Nem mesmo se importou se seus machucados estavam ardendo ou havia incomodado. 

Apenas queria comer um pouco de cada para ver aquele brilho vivido que Chanyeol possuía. Aquele ator parecia mesmo seguir um roteiro onde tudo se encaixarem e eles eram felizes para sempre. Pena que o mundo não era tão doce.   

Ficando na posição que estava antes, chegou uma tigela onde havia morando e algumas frutas colocando logo uma colher bem cheia na boca, formando um bico rubro ao degustar tudo com muita calma, apenas para sentir aquele toque especial de Chanyeol em cada cantinho.   

Ele havia conseguido o conquistar pela boca!  

Fechando os olhos ao soltar suspiros e ofegos em deleite enquanto enchia a boca de sala de frutas e alguns morangos, corava ao rir baixinho e deixar 

um Park maravilhado com cada expressão adorável que fazia. Estava divino! Por que ele conseguia o desarmar tão fácil como se fosse mesmo desdobrável? Aquilo o tirava do sério de um jeitinho bom que trazia um revirar em seu estomago. 

—  Está gostoso? – acariciando os cabelos lisos enquanto reparava naquela pele manchada, não conseguia segurar o impulso de apertar aquelas bochechas rubras, tão macias e gostosas que não resistia em prende-las em suas mãos grandes – Baekhyun... Por que faz essas coisas...  

— Tá muito – mastigando as frutas com aquele gelado bom em seus lábios, sorriu todo vermelho ao lembrar que não estava sozinho para fazer aquelas caretas – tão gos...oro. Hum! 

Murmurando tudo de boca cheia nem mesmo ligava para a bagunça que estava fazendo justo na frente daquele atorzinho que fazia tudo para o azucrinar os ouvidos, estreitando os olhos quando sentiu um balançar nos cabelos – de um modo que realmente detestava – parando de comer aquelas maravilhas apenas para o observar de boca e nariz sujo, com um bico emburrado por tentar parecer sério, coisa que Chanyeol teve que suspirar três vezes e segurar seu instinto ou iria o sufocar.  

Como ele o pedia para não o chamar de fofo sendo que ele agida desta forma por livre e espontânea vontade quando estava em casa ou em qualquer lugar? Era implicância consigo? Se fosse, queria que ficasse assim apenas para o ver com aquele bico “bravo”.  

O acompanhando comer silencioso tudo como se fosse uma criança, tentava manter seus pensamentos mais calmos ao ver que ele estava bem melhor, mesmo com todos aqueles machucados que estavam o ferindo internamente. 

Não conseguia entender quem poderia bater naquela pequena “criança” birrenta, rindo desgostoso ao imaginar o que faria com o desgraçado se estivesse com ele naquele caminho... 

Voltando da cozinha após ir levar as coisas que havia feito, encostou-se no batente para observar Baekhyun acariciando sua barriga cheinha com todas as frutas, sorvetes e mousse que ele havia comido naqueles instantes. Seu rosto estava mais corado e seus machucados com uma aparência melhor da que ele havia chegado.  

Puxando a coberta para o assustar, ganhou um olhar de soslaio, arqueando a sobrancelha enquanto ajeitava tudo para deitar ao lado daquele serzinho bravo que estava o deixando atarantado em seus mais sentidos perfeitos. Talvez apenas por respirar ao seu lado e bagunçar os cabelos desjeitoso em seu travesseiro, ostentando um bico manhoso ao se cobrir.  

Observando os pequenos pés se remexerem de um lado a outro em meio ao quarto, ainda não havia esquecido ou conseguido engolir a desculpa que ele havia dado por ter chegado naquele estado, porém não iria perguntar nada por hora. Ao menos era o que pretendia, sem xingar ou brigar com ninguém.  

Se deitando um pouco mais para cima do corpo miúdo do Byun, observou alguns dos muitos traços bonitos no braço branquinho, rindo baixinho ao se lembrar de algo que queria a muito tempo, mas que nunca conseguia ganhar por nada. 

— Quando vai me deixar... Me deixar ver todas as tatuagens que possui escondidas por debaixo da blusa?  

— Quando? – olhando para cima, sorriu divertido ao encarar o rosto sério, apertando seus olhinhos miúdos – nunca, atorzinho mimado que cozinha bem. 

— Insolente irresponsável – murmurou em um falso chatear, suspirando – desbocado... 

— Gigante mal- 

— Tudo bem! Não quero brigar com você assim todo machucado e dolorido. Agora venha aqui... Deita, hum... Do meu lado.

Encarando o mais velho com certa incerteza de que talvez seu coração não fosse aguentar aquelas batidas descompassadas e o revirar de estomago que trazia um friozinho em suas costas, riu ao concordar, passando a se arrastar para perto do Park que logo ligou a grande TV.  

Queria o dizer sobre seu novo Drama e como saíram seus personagens já que os melhores comentários vinham quando os assistia – como dizia o mais velho. Depois de ter passado longos meses o aturando, não fazia mal dormir ali... Ou fazia? Bom...  para um Park talvez.c

Cobrindo-se Chanyeol esperou Baekhyun se deitar ao seu lado para o cobrir também, rindo divertido ao ver que havia deixado apenas os pequenos olhos e a cabeleira preta para o lado de fora, o observando silencioso enquanto escolhia o que iriam assistir sem deixar de o fazer um cafuné sentindo aquelas mãos ágeis o apertar a roupa. 

Relaxando, suspirou cansado enquanto passava o braço pelo corpo pequeno o assustando quando o puxou para cima e apertou suas gordurinhas. Olhando de soslaio para Baekhyun que mirava seu rosto com aqueles olhos brilhantes, se remexendo desconfortável ao notar que ele estava reparando em seus traços e aquilo o deixou nervoso. Só esperava que ele não visse suas bochechas rosadas.  

Havia mandado mensagens para Jongin que parecia ter respondido, nem conseguindo ver o que seu amigo queria já que sua atenção estava toda voltada para o mais novo. Ele parecia estar aéreo demais e aquilo o incomodava. Seu Byun vizinho falante não havia se mostrado naquele dia.  

Puxando a coberta na marra para ganhar um xingo que fosse do pequeno emburrado a sua frente, se cobriu confortavelmente ao deixa-lo sem coberta, vendo que sua missão havia sido um sucesso ao ganhar aquele olhar desacreditado.  

— O que foi? – perguntou sínico, tentando segurar o riso ao reparar naquele band aid de bichinhos.  

— Você roubou toda a coberta Chanyeol. Me devolve minha parte agora! 

Levantando o braço Chanyeol apenas apagou as luzes do quarto, deixando apenas com o brilho da TV que passava seu novo drama, rindo divertido de como havia ficado charmoso com aquele cabelo, tentando não reparar naquele pequeno abismado em meio a cama o encarando.  

Fitando aqueles olhos que pareciam ter ainda mais brilho em meio aquele escuro, sentindo seu coração dar aquelas fracas batidas com a coragem que havia conseguido juntar em meio ao nervosismo por tentar dizer o que queria.

Oras! Era um homen de vinte e seis anos com medo de todos aqueles sentimentos e o que seu coração estava cansado de martelar e bater no mesmo ponto, sufocando ao tentar ignorar aquilo dizia que no fundo no fundo, estava gostando até demais de apreciar aqueles olhos e o dono que os carregava.  

— Deite aqui... – ainda nervoso, sorriu – deixe-me te fazer um cafune, Baekhyun.  

Com certo impasse, fez o que ele havia pedido com calma para que Chanyeol não ouvisse como seu sangue estava bombeando rápido e estava quente – pois suas bochechas ficaram avermelhadas até demais – e seu coração estava fora do compasso. 

Mas que merda de coisa estranha era aquela que parecia o abraçar em ansiedade quando ele estava perto? Por que tinha que ser daquela forma?  

Se deitando de mansinho mais próximo daquele corpo que exalava um calor gostoso e aconchegante, deitou com a cabeça em cima do braço forte onde reparou ter uma pequena tatuagem de macaco quando ele passou a acariciar seus cabelos, inebriando-se com aquele perfume.  

Estava tão confortável que poderia dormir apenas com aqueles dedos embolados em seus fios em um carinho lento, mas... Aquilo não parecia ser o suficiente para acabar com aquelas coisas que o balançava e o deixava arrepiado até a nuca. Não conseguia entender por que a vontade que sentia crescer era a de beijar aqueles lábios carnudos mais uma vez.  

— Baekhyun?... 

Concentrando no dorama na qual Chanyeol fazia o mocinho adorável para tentar esquecer aquilo tudo a sua volta e silenciar seus desejos, Baekhyun riu baixinho em algumas partes de comedia e nas quais Chanyeol sofria um pouco. Todavia o encarou de relance cheio de caretas e bicos com umas senas que não o agradarem e o deixou cheio de – ciúmes?.  

Se remexendo incomodado com toda aquela aproximação que passava na TV, tentava esquecer aquela vontade e até mesmo parar com aqueles reboliços que o faziam ficar fora dos sentidos quando estavam tão perto, não conseguindo parar de pensar no beijo que ele havia dado na figurante principal.  

Eram amigos, claro. Era normal sentir ciúmes? Não, não era normal. Até por que quem em sã consciência iria sentir raiva da garota que estava apenas em um papel que teria que beijar seu vizinho bonito e ainda por cima de um jeito... Ousado? Que indecência era aquela? Para que aquelas mãos? 

— Chanyeol que beijo... Que beijo! Perdi até vontade de continuar assistindo Kim Jongin brilhar mais uma vez – murmurou de pura raiva e ciúmes, pois sabia que ele ficava irritado quando ligava apenas para seu vilão favorito. 

— O que há com ele? – murmurou irritado – achei ótimo... Suave. 

— É? – perguntou em desdém, rindo desgostoso em seguida ao cruzar os braços irritado. 

Sentindo o toque suave da mão pesada que acariciava seu rosto e voltava para seus cabelos, encarou o mais alto em um misto de sono e raiva, próximos demais para seu juízo incerto. Aquele perfume parecia o instigar a fazer e imaginar coisas de adulto de um jeito diferente que agradecia ele não ter poderes para ver sua mente. Oras! Já era adulto e Chanyeol era... Bonito, forte e com uma voz rouca gostosa de se ouvir todos os dias – mesmo que por telefone. 

Fechando os olhos lentamente pelos movimentos que estavam o enfeitiçando e o deixando mole naqueles braços fortes, tentou o parar ao segurar na mão grande em meio aos risos trocados aquela brincadeira boba com seu ponto fraco, ganhando um beijo impulsivo porem lento, leve e com um gosto de querer mais nos lábios.  

— O que... O que está fazendo? – sussurrou ainda de olhos fechados, quase ronronando por aqueles cafunes e roçares em sua pele.  

— Por que não gostou do meu beijo? – murmurando rouco, observou aqueles olhos curiosos que varriam seu rosto a procura de algo que fizesse sentido naquele momento sempre encarando seus lábios com certo afinco.  

— Por que... Eu gostei dele sim... Só não foi bem feito e ela o apertou demais. Beijos assim são ruins. 

— Sabe – riu baixo, encarando aqueles olhos bonitos ao levar novamente o polegar até os lábios róseos e os alisar – ela me chamou para sair amanhã... 

Acariciando o rosto branquinho que mais parecia um pedaço de algodão borrado com tinta vermelha, Chanyeol sentia a ponta de seus dedos formigarem com o carinho que fazia por aqueles traços, passando a mão lentamente naquela pele lisinha que parecia preencher algo que faltava e transpirava junto daquele cheirinho de frescor. 

Era tão bom o ter pertinho daquele jeito que não conseguia desviar o olhar daquele pedacinho avermelhado de provocação, rindo de lado quando sentiu os dedos frios tocar sua covinha e seu rosto, se agraciando em como ele sorria corado por toda aquela situação deveras intima – porem gostosa demais para se afastar – sentindo aquele calor o incendiar por dentro como na segunda vez em que... Que o tinha em seus braços.  

— Posso... Posso te ensinar a dar beijos técnicos se quiser... 

Sussurrando de brincadeira, Baekhyun riu contra os lábios cheinhos, os roçando com certo desejo de o sentir e nunca os afastar dali. Mesmo com o barulho das vozes da TV conseguia tirar sua atenção dos lábios, olhos e de todo aquele carinho que estava ganhando. Droga... Ele tinha uma leveza tão boa nas mãos que parecia não ser real. Queria tanto o beijar...  

—... Não quero um beijo de mentira Baekhyun. Quero um beijo seu. 

Diminuindo a pequena distância Chanyeol apoiou um braço acima dos cabelos desgrenhados em seu travesseiro, segurando no rosto corado depois de o observar imóvel em meio aos carinhos que o fazia, se aproximando lentamente até juntar os lábios em um selo demorado, quente e com uma saudade que sequer sabia existir.  

Ouvindo um ofego escapar ao ser correspondido, se afastou minimamente para o fitar ainda de olhos fechados enquanto tentava segurar aquelas emoções que a muito tempo o surdeavam para sentir aqueles lábios e ter mais daquele baixinho, deixando mais alguns selos apenas para sentir aquela textura macia e se divertir com as reações que Baekhyun deixava escapar ao sorrir. Até sentir os dedos finos irem para seus cabelos e o puxar para baixo, deixando uma mordida provocante naquele pedacinho de pecado.  

Se acomodando melhor até estar deitado sobre o corpo quente – que assim como o seu – passou a compartilhar um calor diferente ao ser envolto por aquelas pernas roliças como apoio, conseguindo ouvir e sentir seu coração em um ritmo calmo. Calmo demais para os sentimentos que o reviravam o estomago em ansiedade para o que iriam fazer, não esperando mais que meias palavras ou ações para poder grudar naqueles lábios e ter passagem para se perder em um mundo completamente diferente.  

Não parando com o carinho sobre as bochechas avermelhadas, sentia a blusa ser puxada junto de seu corpo ao conduzi-lo em um beijo lento com um gostinho diferente de todos os outros que já haviam trocado. Ele tinha um gosto leve, de frescor e sem qualquer proibição. Haviam voltado a serem adolescentes que pulavam janelas na madrugada.  

Sugando os lábios inchados com volúpia, ouvia os ofegos de quem ansiava por mais, suspirando ao ter a língua morna deslizando sobre a sua como em uma boa dança ousada, o deixando extasiado por ter aquele piercing gelado o instigando ao proibido, colocando ainda mais pressão sobre o corpo miúdo que parecia querer e pedir sentir o seu sem todas aquelas vestes ao descer uma das mãos até as coxas grossas e a apertar. 

Ouvindo os arfares e barulhos gostosos que seus lábios faziam contra os do mais velho, Baekhyun segurava nas costas largas a disposição daquele ator que o deixava a cada segundo mais mole pelos moveres de boca e mordida, gostando da sensação que era aquele choque térmico de suas línguas em meio a estímulos ousados, tentando segurar as batidas que seu coração dava ou iria acabar enfartando com aquela mão pesada o apertando. Jamais havia sentido algo como... Como aqueles desejos.  

Não sabia dizer o que era aqueles sentimentos que sufocava e o excitava com aquele beijo faminto, o deixando arrepiado mesmo com tantas cobertas e o calor que ele emanava. Apenas entendia que suas bocas possuíam um encaixe perfeito e delicioso, que cobria e colava todos os seus cacos como nunca antes. Ofegando baixinho ao deixar um gemido deleitoso escapar por ter aqueles lábios grossos o mordendo, puxando seu inferior levemente apenas para o deixar tomar folego, apertou os cabelos lisos ao ter a perna presa nas costas largar voltando a beija-lo com afinco.  

Havia até esquecido que seu plano de não o beijar haviam dado errado e seu medo ainda era grande caso Jaymin quisesse fazer algo se descobrisse aquilo. Não poderia deixar sair dali, ou correria muito risco. Mas precisava tanto daquele toque urgente carregado de saudade e cuidado, que até seus problemas tinham sumido. 

Em meio aos beijos molhados, estalos baixinhos e murmúrios deleitosos, Chanyeol se afastava apenas para o deixar respirar em meio aos ofegos e já voltava a se derramar naqueles lábios que mais pareciam serem feitos de algo viciante que o deixou bêbado, pois não queria os soltar nunca mais, tendo a nuca acariciada pelos dedos finos a cada sugar e mordiscar que deixava com cuidado e uma lentidão apraz – com a sensação dobrada por ter aquele ferrinho na língua quentinha – que fazia o Byun estremecer e seu corpo se arrepiar junto de seu mundo dos avessos. Era bom demais beijar a boca daquele fotógrafo. 

Tendo a mão quente acariciando seu rosto depois de selos e algumas mordidas demoradas, Baekhyun sugou a língua morna junto dos lábios úmidos apenas para ouvir aqueles barulhos reconfortantes o chegar ao ouvido junto dos sopros do Park, sentindo seus fios serem penteados para trás entre um beijo a outro em seu rosto enquanto tomava folego.  

Fazia tanto tempo que queria sentir aquele calor o esquentar por inteiro apenas por ter aqueles lábios cheinhos e provar do carinho que ele sempre o fornecia, abrindo os olhos para fitar o mais velho que o admiravam em silêncio. Com toda certeza aquela visão era a mais adorável de toda sua vida de fotógrafo. Com lábios inchados e cabelos grandes, Chanyeol conseguia o deixar tonto. Não conseguia e nem tinha mais forças para correr. 

Ignorando tudo a sua volta ao se perder dentro daqueles olhos bonitos, sentiu o nariz ser apertado carinhosamente em meio a um riso baixo e ter o rosto puxado para mais alguns beijos. Arfando deleitoso ao ter aqueles pequenos pedaços de vicio em seu pescoço com mordidas fracas e puxares leves, ficou desnorteado e assustado por aquilo ser ainda melhor ao ser ele a fazer justo em seu ponto fraco. Park Chanyeol não estava tendo consequência de seus atos e depois teria que pagar por aquilo!  

— Ch... Chanyeol pare ou... Ou eu... 

Fechando os olhos com força a cada mordida que ganhava e roçar de lábios em sua pele, apertava os cabelos fraquinho, tentando manter controle de seus modos, mas estava incrivelmente difícil. 

Era bom... Quente, alucinante e extremamente excitante a seu corpo que a cada instante ficava ainda mais quente e bagunçado; todavia precisava parar e ir com calma ou iria quebrar todos os limites que havia imposto e perderia a cabeça. 

— Desculpe... – murmurou rouco com os lábios inchados em sua pele, o deixando absorto do que se passava e da gravidade que era aquilo – acho que estou mais fascinado do que deveria por... Esse cheiro inebriante... Por você Baekhyun. 

Se acomodando melhor ao lado do mais velho, tentava segurar suas emoções e sentimentos aflorados após ouvir aquilo, sentindo aquele gostinho bom que ficou em seus lábios. Ainda meio assustado com o que havia ouvido, riu baixinho e nervoso por imaginar o quão maluco estava sendo ao se envolver com aquele ator famoso e bastante adorado. Era apenas um fotografo amante de cafés, cigarros e um bom sexo. E se envolver com aquele homem estava o deixando estranho, confuso e ainda mais dependente de estar perto dele e de seus beijos calorosos.  

— Não sei o que é isso que passei a sentir por você, Baekyun, mas quanto mais eu tento mais forte fica e eu desisti de mentir para mim a um tempo atrás. Quero tanto o sentir mais vezes... Te beijar e encher de carinho que chega a ser... Estranho. É loucura! Eu sei que é, mas me deixe cuidar de você. 

Diante aqueles dizeres carregados de loucura e sinceridade, acabou por ficar sem reação ou respostas boas. E a última coisa que queria era ver o dono do sorriso mais bonito e olhar calmo, magoado novamente por não saber o que dizer. Entendia-o um pouco, pois sentia as mesmas coisas e talvez até mais, porem... Não podia o ter perto como estava desejando.  

Era perigoso, ariscado e ácido para ele ter Jaymin por perto, caso ele enlouquecesse e decidisse que iria fazer algo que fosse estragar a carreira incrível que ele possuía. E pensar naquelas coisas nervoso, machucava tanto seu coração e o enchia de mais trincas – no que lhe restava.  

Não queria o afastar ou o deixar ir quando ele se mostrava tão sincero com seus dizeres, todavia não poderia simplesmente jogar tudo para o alto e o colocar em risco como se fosse tudo muito fácil. Seu pior pesadelo estava virando realidade, e naquele momento nunca quis tanto estar em um dorama onde no final tudo acabava bem e ele ficaria com quem ama.  

Ama? O amava? 

Diante aqueles olhos sérios, mas carregados em turbilhões de sentimentos e sensações, seus dizeres haviam ido embora junto com as negaças que iria fazer a si mesmo e a ele. Tinha as engolido a seco junto daquela pequena confissão do mais velho que de tão sincera com seus sentimentos o deixou com tudo o que iria dizer atravessados, e por instantes quis o contar sobre seus problemas passados. Mas não poderia manchar aquele quadro bonito com suas tintas escuras e rabiscos. 

— Quer... Quer cuidar de mim? – murmurou assustado, arregalado os olhos para aquela ideia absurda que veio daquele ator. Ele só poderia estar fora de seus juízos! – Chanyeol olhe para nós agora! Para mim! É loucura tudo isso. Por favor não faça essas coisas comigo...  

— Eu sei! Eu sei! Mas... Mas porra Baekhyun!  

— Park Chanyeol olhe para mim! 

Se sentando na cama diante aquelas ideias absurdas que somente um louco como si mesmo concordaria, teve que segurar sua real vontade ou aquilo não iria dar certo e teria muito mais problemas.  

Bagunçando os cabelos, desejou muito ter um cigarro para poder dar boas tragadas e assimilar se aquilo era mesmo real ou só estava sonhando depois de ter levado aquela surra, tentando controlar seu vício. Ele não tinha esse direito de brincar com seus sentimentos justo na hora que deveria ficar longe. Justo no dia em que tudo estava dando errado! 

Cruzando as pernas, pensava em todos os prós e contras do que aquilo poderia causar e sempre o pior lado ficava para quem não merecia aquilo. Não iria estragar a carreira dele por um simples sentimento caprichoso e por outro lado ainda tinha Jaymin.  

Encarando o mais velho que ainda aguardava uma resposta, sorriu entristecido, tentando achar as palavras corretas para usar diante aquela situação ou iria o machucar e não se perdoaria. Mesmo que por dentro, onde estava machucando e sangrando implorava para ele ficar ali e dizer aquelas palavras doces novamente e poderia dizer um sim, sem nenhum problema.  

Mas o mundo não era um roteiro de dorama doce, onde tudo se resolvia no final. Ele era... Cruel e gostava de machucar as pessoas. Gostava de roubas suas chances e trazer seus pesadelos de volta.   

— Não...  

Deixando um sorriso segurar sua vontade de gritar o que o zumbia os ouvidos, suspirou pesado diante aquele olhar sério e sereno que recebia de volta. Por que parecia que tudo se tornava mais difícil?  

— Baekhyun eu não sou mais criança para não saber o que eu quero e sinto aqui... 

Apontando para o peito, sentou-se de frente ao pequeno que parecia estar preso em outra dimensão. Seus solhos estavam ainda mais brilhantes e aquilo o deixava irritado por ele... Por ele ser tão perfeito e único.

Poderia ser um louco ou qualquer coisa, mas sentia-se privilegiado por conseguir ver o quão lindo era aquele quebra cabeça.  

 — Quero ficar perto de você, de suas manias e defeitos mais que estou agora. Pareço egoísta, mas quando o vi desse jeito – acariciando onde havia os machucados, mirou os olhos brilhantes e expressão séria – percebi o quanto me preocupo e quero estar sempre perto de você. Cuidar e te dar mais bronca que eu já faço. Por que não pode aceitar? 

 — Chanyeol eu não posso... Não precis- hum...  

Cortando-o com um selo demorado, suspirou rente os lábios macios por estar temeroso diante aquele pequeno irritadiço que o levava a outras galáxias apenas por admira-lo.

O queria por perto e tentar entender que sentimento era aquele que tinha despertado e foi crescendo desde o primeiro dia que o avistou naquela empresa e no pequeno esbarrão na cafeteria. Depois de ter se aproximado ainda mais, algo ali dentro parecia transbordar em afeição e carinho por seu vizinho barulhento e atrevido.  

— Mas eu quero... – murmurando rente aos lábios mornos, o enchia de mordidas fraquinhas, suspirando ao ter o rosto acariciado – eu sei... É estranho sentir isso, só que depois desses meses eu... Aprendi a gostar mais de você de um jeito  diferente. Parece algo inexplicável, mas eu sinto isso a bons meses e só tive coragem de dizer agora por que não resisti o ter tão perto e me encantar ainda mais por seu sorriso e não poder beijar sua boca.  

Tendo os lábios mordiscados em uma provocação e um cheiro cheio de carinho nos cabelos, Baekhyun fechou os olhos ao ter selos demorados em cada cantinho de seu rosto e em seus machucados, segurando nos lábios rubros para ele parar e conseguir conversar ao organizar seus dizeres. Como eram macios... Céus! Como entendia aquilo tudo em mais perfeita ordem. 

— Eu sei o que sente, porquê... Eu... Sinto o mesmo. Talvez até mais que deveria entender Chanyeol, mas isso é errado. Não podemos, então por favor pare de fazer essas coisas comigo. Doí não poder o tocar e o beijar sempre que senti essa vontade – murmurou baixinho, fazendo um carinho no rosto bonito – mas olhe para você, alguém famoso com uma carreira a zelar, imagem, status. Tudo! E eu sou apenas... Um fotógrafo com mais defeitos que qualidades, amante de um bom cigarro, bebidas e que carrega desenhos pelo corpo, mas ninguém sabe quem ele é. Consegue entender como é diferente? Não é um conto de fadas com roteiro e figurantes onde serão felizes para sempre.  

— Entendo... – ganhando um sorriso chateado, sentiu mais uma trinca profunda que jorrou sangue e aquela parecia doer mais que as outras. Maldito Jaymin! Nunca havia o odiado e xingado tanto! 

— Chanyeol por favor – segurando em cada lado do rosto bonito, o deixou um selo no nariz, encostando suas testas. Aquilo parecia tão difícil e a única coisa que queria era dizer sim para aquele sentimento bom que o abraçava – me desculpe. Eu... Gosto de você, só... Não quero estragar sua vida por conta desse sentimento e um passado horrível.  

— Baekhyun... O beijar é tão gostoso – riu triste, acariciando os joelhos dobrados – passar as tardes com você também. Eu estou gostando muito de você, e entendo suas preocupações. Porém ninguém precisa saber, ver ou ouvir... Talvez Jongin, mas ele será um ótimo aliado. Quanto a minha carreira, bom... Não ligue com isso por hora. Sei me virar quanto a isso e bom, posso namorar você em casa e sair às escondidas.  

— Namorar? – quase gritou, apertando as bochechas do Park que formou um biquinho que quis muito morder – Chanyeol! Céus, o que você está dizendo...  

— Está com medo? Eu vou te proteger, Baekhyun. Não se preocupe... 

— Eu não sei. Loey! E se isso cair na mídia ou... Ou outra coisa? O que pode acontecer com você? Chanyeol não brinque desse jeito. Sei que eles sabem que você gosta de pessoas do mesmo sexo, mas a meses atrás terminou um namoro e eles ainda comentam e pedem para vocês voltarem. Imagine seus... Suas fãs! Iriam me comer vivo. Um novo relacionamento seria como uma bomba no grande ator desejado por todas as garotas de Seul.  

Murmurou cheio de gracinhas e nervosismo, tentando não pensar ou dar ouvidos para as ameaças que Jaymin havia o feito enquanto essas gritavam em seus ouvidos e o alertavam que aquilo não deveria acontecer. Todavia iria guardar aquele segredo e não estava a fim de chatear Chanyeol com aquele garoto e nem estragar seus próprios sentimentos. 

— Nada que eu não resolva ou possa dar meus jeitos. Agora, não se preocupe com essas coisas, por que a mídia sempre fala e pega no meu pé. Fofocas são normais no mundo dos famosos meu pequeno, só não dar muito a atenção a essas coisas. Eu só... Preciso saber se você aceita o meu pedido. Me resolvo com o resto, acredite em mim.

Ganhando um olhar desconfiado do mais novo, o puxou para voltar a se deitar ao seu lado, rindo do bico e expressão raivosa que ele formou. Baekhyun era alguém tão fofo que até mesmo suas expressões não o deixavam com medo – como antes. Estava bem daquele jeito. Seu coração estava aquecido e bastante açucarado após conseguir colocar ao menos um pequeno pedacinho do que sentia, conseguindo entender um pouco daquela bagunça que revirava seu estomago e o deixava curioso para descobrir mais sobre aquela caixinha de surpresas que começava com B.  

— Baekhyun? 

De olhos quase fechados, o mais novo se acomodou entre os braços fortes e o deixou um abraço apertado, carregado de carinho e palavras que não havia dito – e que gostaria muito – para nomear o que sentia. Seu coração estava quente, vibrante e gostava daquela sensação. Nunca havia sentido por ninguém e saber que era por aquele ator metido, bonito e... Bom. Adjetivos que o deixava abobado nas conversas trocadas.  

Estava dolorido e passar aquele tempo com Chanyeol o fazia respirar tão bem que poderia ficar ali todos os dias de sua vida. Quem diria que estaria daquela maneira... Somente seu bom e velho café amargo nas tardes de domingo.  

— Chanyeol o que quer de mim?

Ditou sério, esperando que a resposta fosse um nada bem sonoro e que tudo fosse brincadeira para poder saber que não estava o arriscando tanto por aquela bobeira que sentia. Estava começando a se culpar por gostar dele... Não queria afirmar aquelas coisas que por meses ficou entalado em sua garganta, como se já não tivesse feito. 

Sendo pego de surpresa por aquela pergunta, Chanyeol deixou um pequeno sorriso se formar assim como sua covinha que fora apertada. Sabia a resposta, todavia queria ir com calma naquilo que estava prestes a entrar de corpo e alma. Agora entendia que não deveria ter aceito aquele convite a meses atrás para tomar algo com ele. Ele era um vício que nunca cansaria de o surpreender e o deixar ainda mais alucinado. Havia sido seu grande fim/começo para coisas e sentimentos novos.  

Encarando o baixinho quase dormindo ao seu lado, apertou o bico gostoso que ele moldava, rindo divertido das bochechas coradas pelo beijo que havia roubado.

Sentia-se um adolescente de novo, mas com um sentimento para ser livre e ousado onde nascia um sentimento que nem mesmo havia sentido a anos atrás.  

Ainda sentia a boca quente e a pele formigar por aqueles beijos trocados, não conseguindo controlar o que estava crescendo em seu peito que o arrepiava e fazia um grande reboliço em seu estômago. Talvez... Só talvez desse dar créditos aquilo que sua irmã havia dito. E queria muito que aquilo fosse o primeiro passo para achar a chave da caixinha e que aquele sentimento que o tirava o ar se controlasse ou até lá estaria morto.  

Afinal, gostar era mais complicado que amar e a responsabilidade de amar era muito mais séria do que gostar.  

— O que eu quero? Você... Talvez seus beijos... 

— Chanyeol... Pense bem onde está se enfiando, por que desta vez eu não irei sair sem cabeça e você talvez sem as duas. 

— Está me ameaçando? – murmurando rente os fios cheirosos, riu.  

— Não – riu – estou apenas te avisando. Aliás, eu não sou tão fofo como pensa. 

— Baekhyun te conheço em defeitos, manias e algumas coisas a mais que aprendi sobre você quando estamos sempre juntos aqui. Mas agora eu quero te conhecer de um jeito onde eu possa ver, sentir e lhe tocar de verdade. Com palavras, beijos e carinhos. Eu... Aprendi a gostar de você, Baekhyun e sei que sente algo... 

— Não se acha muito convencido? Você não me conhece Park... 

— Vizinhos não beijam como... Nós nos beijamos. E não quase transam em cima de uma mesa por conta de um único beijo cheio de batom, pegam emprestado chuveiro e roupa e muito menos encobrem quase nudez de um ator no corredor.  

— Não me lembre dessas coisas, por favor... Não vale – corou – seu bobo.  

— Jongin foi o culpado. Mas o que quero dizer é- 

— Eu entendi muito bem seu atorzinho chato. E...  

Talvez aquilo fosse a coisa mais louca que iria  fazer, mas algo naqueles olhos brilhantes conseguiam o deixar bobo, perdido e abraçado naquele conto de fadas que não queria que chegasse logo a um final. Nunca havia seguido regras, então não seria agora que iria abaixar sua cabeça. Já que havia começado a escrever página por página...  

— Eu deixo você cuidar de mim, se me deixar beijar você.  

 

 

 

 

 

 

11...

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! aish! Esse jaymin é um saco, né? Abuso não é amor, por isso fiquem atentos.
GENTE EU JURO QUE EU DIVIDI /;/SOCORRO.

AAAAA espero muuuito de verdade que vocês tenham gostado e desculpem a demora, mas o outro já está em andamento ~*~ e perdoem meus errinhos. Se aparecer algum por favor me falem que eu arrumo junto dos espaços.*--*

obs: as coisas sobre tatto são de algo real. Uma mulher russa fazia tattos para esconder as cicatrizes de quando apanhava do marido. e ela nunca esqueceu, como ninguém esquece.
O Jay é quatro anos mais velho que o Baekhyun e ele tem 1,80 de altura. ou seja, eles namoraram quando o Baek ainda era bem novo. Apenas 15 anos. (mas eu digo com detalhes isso depois hihih)
e esse chanbaek? será que agora vai?hum...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...