História Martinelli - Linhagem de Sangue - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ambição, Luta, Máfia, Mafioso, Poder, Romance
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Palavras 631
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar."
- Sun Tzu

Capítulo 1 - Capítulo 1


Oito anos atrás 
          Mântua, Itália

É como se ainda não tivesse caído a ficha. Olho para o canteiro de rosas vermelhas escondido em seu jardim secreto, seu jardim, as lágrimas correm livres pelo meu rosto provavelmente pálido por conta do frio. Não me importo se ela não está mais aqui. Que se dane a morte e tudo que ela carrega consigo. Por quê? É tudo que me pergunto. Será que ela não era devota suficiente ao criador? Ou havia feito tanto mal a esse mundo que ele decidiu levá-la?

Uma simples doença, foi isso que o médico da família disse, alguns medicamentos e repouso absoluto para estar novinha em folha. Foi negligente. Um erro. Era mais que uma simples doença. Câncer. Foi o que disseram dias depois quando a doença se apossou dela, eu vi ela morrer todos os dias, vi a mulher que me deu à luz me deixar todos os dias. Cada parte dela. Ela tentou. Lutou como nunca havia visto antes, ela se agarrou a vontade de viver, mas era tarde demais. Não foi o suficiente. Não foi suficiente para vencer a maldita doença. Nada. Nada impediria seu fim ao anoitecer do meu décimo quarto aniversário. Ela caiu ao meu lado, em meus braços como a pétala de uma de suas rosas, me lembro claramente que sorria feliz para mim por finalmente ter me tornar parte daquilo que ela mais amava, tudo está tão vivo na minha mente que sinto que fui amaldiçoada. Fui sua última visão, vi seus olhos verdes perderem o brilho da mesma maneira que um vagalume se perde na vasta imensidão da noite.

Layla Martinelli, havia nos deixado. Dessa vez para sempre.

Sinto meus dentes se baterem um contra o outro. Tremo a cada vez que o vento gelado atinge meu corpo brutalmente. O que importa se ela não está aqui? Um mês. A dor que parece se apossar de mim não me permiti esquecer, não me permitir seguir em frente, tudo perdeu o sentido se não posso tê-la ao meu lado me ensinando cada coisa, me mostrando o preço que se paga para quem vive em um mundo feito esse. Um mundo impiedoso e sujo. O mundo da máfia.

— Por Deus menina! — a voz doce chega ao mesmo tempo que uma manta cobre meu corpo.

— Vai embora.

— ACHAMOS ELA, SENHOR! — ouço eles gritarem. Quem se importa? Ele não se importa, nunca se importou, quem dirá agora?!

— SAIAM DAQUI! — berro tirando a manta que cobre meu corpo.

Não aqui. Ninguém vai ficar aqui. Aqui é o lugar dela. Apenas dela.

Olho para entrada do jardim. Ele me encara com os olhos frios. Mais frio que a neve que nos cerca. Não vou parecer fraca diante dele. Ela disse uma vez: "Seja forte e mostre quem você é". Sua postura ereta e os olhos fixos em mim, até pode intimidar aqueles que estão ao nosso redor, mas não a mim, eu não o temo mais.

— Deixe-a — os homens se afastam imediatamente.

— Mas senhor...

— Eu mandei deixá-la — diz lançando seu olhar para mulher que se afasta de mim com a manta enrolada em suas mãos. — Deixe que se despesa — ele me dar as costas, disposto a ir embora. Mas para pôr um segundo e olha de mim para um dos seus homens parados ao seu lado. — Destrua este lugar.

— Não! Seu monstro — tento partir para cima dele, mas sou impedida por braços que me envolvem a cintura antes mesmo de ter tempo de chegar perto o suficiente.

— Não, Jade! O monstro aqui não sou eu — seu tom firme faz com que sinta o frio percorrer minha espinha. Ele me olha com pena.  — Parte hoje para o Vaticano, talvez, o papa a ajude supera. Já chega. Ela se foi e esse é o preço a se pagar.



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