História Martinelli - Linhagem de Sangue - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ambição, Luta, Máfia, Mafioso, Poder, Romance
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Palavras 1.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Atualmente 
            Roma, Itália.

Acordo ao sentir os raios de luz passarem pelas cortinas brancas. Era hoje. Levanto abrindo as cortinas e soltando o cabelo. Já estava tudo decidido.

Voltaria para Mântua ainda hoje. D'Angelo adorou a ideia que voltasse para casa e assumisse os negócios, claro, com Pietro no poder. Ele se sente ameaçado. Já comigo temos uma aliança. Apanho meu celular. Ainda são oito horas da manhã na capital. Ainda ficava impressionada com a cara de pau de D'Angelo em ficar em Roma à vista de todos, mas, ao contrário de muitos, ele não quer se esconder.

Aprendi isso conforme convivi com ele. Tudo que sou hoje, quem me tornei foi graças a D'Angelo. Sou filha de um rival seu e mesmo assim ele me estendeu a mão. Ele foi mais meu pai do que o próprio Pietro. Voltar a Mântua significa enfrentar o passado e tomar o que é meu por direito. Fiquei anos fora, pois Pietro acreditava que me mantendo longe iria conseguir pôr um pouco de juízo em minha cabeça. Tenho que dizer que ele falhou miseravelmente; a única coisa que ele conseguiu foi me deixar com raiva. Fui obrigada a deixar tudo: minha vida, minha irmã e minha casa.

Passei dois anos presa no Vaticano. Dois anos vivendo o inferno na Terra. Depois disso só precisei me envolver com as pessoas certas até chegar aqui. Acredite: depois que fui embora do Vaticano. Pietro nem fez questão de me procurar ou saber notícias minhas. A mansão Martinelli não era mais minha casa, o lugar no qual cresci não eram mais as paredes daquele lugar.

Aprendi coisas que homem algum ensinaria para mulher. Aprendi a ser forte, ambiciosa e sempre buscar poder, mesmo que signifique matar alguém que ame. Desde que cheguei em Roma, aprendi cedo que, quanto mais você sabe, mais valioso você é e que a morte anda no seu pé. Consegui confiança de pessoas importantes do mundo todo, tenho um nome a manter.

Vou em direção ao banheiro tirando minha camisa branca e entro no chuveiro sentindo a água quente relaxar meus músculos. Não tenho intenção de demorar. Assim que termino, me enrolo na toalha e sigo de volta para quarto, onde termino de fechar minhas malas. Tudo que tinha estava distribuído em cinco malas grandes, uma delas, em especial, tinha minha coleção de armas. Não precisava me preocupar com a segurança, D'Angelo, havia oferecido seu jato para me levar de volta para "casa".

Assim que termino de organizar tudo arrasto todas para perto da porta e vou me arrumar, ainda tinha alguns minutos antes do café da manhã, D'Angelo gostava que todos cumprissem seus horários.

Havia separado um vestido preto justo de alça. Ele tinha um decote não muito extravagante e vinha até metade da minha perna com uma pequena abertura na parte de trás. Assim que visto me sinto bem, arrumo meu cabelo o prendendo deixando só alguns poucos fios soltos, faço uma maquiagem praticamente natural, não era muito de usar e por fim ponho meus saltos pretos. Estava pronta para fazer a pequena surpresa para Pietro.

Me certifico uma última vez se está tudo em ordem, vejo se todos os documentos que preciso estão na bagagem de mão e arrasto em seguida, a deixo junto com as outras malas. Assim que sinalizasse, os empregamos iriam vim buscá-las.

Saio do quarto apenas levando meu celular, conforme andava pelos corredores daquele prédio vou sentindo o olhar atento de alguns homens que faziam a segurança e de algumas empregadas.

Assim que chego ao primeiro andar, sigo direto para a sala de jantar, onde D'Angelo já estava tomando seu café junto de seus convidados, membros da máfia e seu filho.

— Bom dia — falo andando até meu lugar de costume.

— Bella Jade — D'Angelo elogia assim que me sento ao seu lado.

— Obrigada — sorriu me servindo de café. Apesar de saber que ele me chama assim.

— Devo concordar com meu pai, Jade?! — Edmundo lança um olhar para mim.

— Não mando em você, Edmundo — sou grossa e recebo os olhares de todos. Não é de costume trocarmos farpas publicamente.

— Irei sentir falta disso, minha querida Jade — Edmundo aponta em minha direção com a faca de prata referindo-se do meu humor. — E de você também.

Sei o jogo dele. Ele até tenta se manter calmo por fora, mas por dentro está surtando. Porque é isso que provoco nele. Emoções descontroladas.

— Não minta, caro Edmundo — falo com desdém. — Está louco que eu vá de uma vez para assumir meu lugar. Nunca aceitou que eu fosse o braço direito de seu pai.

— O senhor vai permiti que ela fale comigo assim? — Edmundo questiona levantando em um sobressalto da mesa e encarando seu pai. Uma explosão e tanto.

— Não seja criança, Edmundo — D'Angelo manda. Olho para Edmundo enquanto como minha torrada. — Você é meu sucessor e Jade é apenas uma conselheira. Aprenda de uma vez a tê-la como aliada. Uma mulher enfurecida é ter o próprio satã como inimigo

Não me sinto ofendida por D'Angelo dizer que sou apenas sua conselheira e seu filho seu sucessor, pois era a verdade. Mesmo o vendo como um pai, nunca ousei em pensar em está comandando isso aqui.

— Sentirei falta, Jade — Brandon me lança um sorriso aproveitando a deixa para mudar de assunto.

— Também, Brandon — retribuo o sorriso percebendo o olhar de ciúmes de Emy para mim. Tão jovem e desperdiçando seu precioso tempo com um único cara.

Emy e sua amiga, Maria, foram trazidas para cá há algum tempo. No começo ela se rebelou não acreditando no que estava acontecendo, mas logo se acostumou e da maneira difícil, que me refiro. Maria foi apenas uma consequência, apesar de acreditar que ela não seja tão ingênua assim. O pai de Emy é um italiano importante e para D'Angelo conseguir o que quer precisa dela como refém.

— Sol — chamo a empregada que espreitava de longe, ela se aproxima parando ao meu lado. — Antes que me esqueça peça para alguém pegar minhas malas em meu quarto e colocar no carro. 

— Como desejar senhora — ela afirma em um gesto singelo.

O café da manhã ocorre sem mais dramas vindos de Edmundo, assim que todos terminam cada um segue para seus afazeres e postos, antes deu ir precisava tratar de um último assunto como consigliere de D'Angelo. Durante todos esses anos que estou aqui, D'Angelo sempre manteve meu nome fora de jogo, Pietro não precisava saber que eu morava aqui, cresci as sombras.

— É uma pena que vou perder meu melhor homem — D'Angelo diz abrindo uma garrafa de vinho.

— Tenho certeza que o senhor tem vários homens dedicados — digo recusando o vinho com um gesto de mão quando o mesmo me oferece a taça.

— Acredito que sim. No entanto, nenhum deles será minha bella Jade — ele fala se sentando em sua enorme cadeira.

— Antes deu ir preciso avisá-lo que o armamento vindo da Rússia chegará dentro de algumas semanas — falo apontando a papelada que estava em sua mesa.

— Preço? — ele coloca sua taça de vinho em cima da mesa pegando a papelada para analisar.

— Vamos dizer que foi bem doce.

— Devo pensar que usou de suas artimanhas? — ele questiona tirando atenção dos papéis e me encarando. — Espero que o Makarov não tenha nada a ver com isso.

Faço ar de ofendida. — Não o vejo desde da última vez que pisei na Rússia e fui expulsa por dizer boas verdades a Andrei Makarov — D'Angelo sorriu ao lembrar do acontecimento. Ninguém o mandou entrar no caminho. — E sim usei das minhas artimanhas, um carregamento bom com um preço doce — me levanto da cadeira. — Um último trabalho. Um presente, para falar a verdade, por tudo que o senhor fez por mim.

— Minha melhor consigliere — D'Angelo se levanta.

— Meu melhor mentor — vou até ele lhe dando um abraço. Um abraço tão íntimo que poucos acreditariam se ouvissem ou vissem. — Obrigada por tudo. Se não fosse o senhor jamais seria o que é hoje.

— Não seja por isso, Jade — ele retribui o abraço. — Será sempre bem-vinda em minha casa. Você foi mais que uma consigliere, foi a filha que eu nunca tive.

— Obrigada — me afasto.

Uma batida na porta e era Jon avisando que o carro estava à minha espera. Me despeço mais uma vez de D'Angelo e saio de seu escritório. Quando chego na parte de fora do prédio encontro os gêmeos Brandon e Barry, algumas empregadas e alguns poucos amigos que fiz aqui. Me despeço de todos e entro no carro preto blindado. Mais uma fase se encerra.

O trajeto até o aeroporto é tranquilo, já que o mesmo não é muito longe daqui. Assim que chegamos continuamos de carro até a pista que pegaria o jato e desço assim que o motorista estaciona em frente ao jatinho preto. Espero até que todas as minhas malas sejam postas dentro da aeronave.

Assim que terminam me despeço de Jon, que foi mais que meu segurança, foi um irmão que me ajudou a lutar e enfrentar todos as barreiras. Entro no jatinho disposta a encarar minha nova vida e comandar a máfia Martinelli.


Notas Finais


Capítulos inéditos todos os sábados. Espero vocês.
Beijão.


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