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História Mas afinal, o que é o amor? - Lerinn - Capítulo 11


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Notas do Autor


Olá! Aqui está mais um capítulo, espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 11 - Destreza élfica? Estranho ou interessante?


Fanfic / Fanfiction Mas afinal, o que é o amor? - Lerinn - Capítulo 11 - Destreza élfica? Estranho ou interessante?

A dama da luz adentrou o salão de refeições naquele momento. Vestida toda de branco, emitia uma luz única mais clara do que é comum para os elfos. Seus cabelos e olhos claros brilhavam e resplandeciam junto à luz prateada das estrelas.

Nesta noite estávamos apenas eu e Legolas sentados na enorme mesa cheia de pratos élficos (ou seja sopa, salada e pães diversos). Não que eu não gostasse daquele tipo de comida, mas... digamos que um peixe assado cairia bem.

Legolas se levanta e fez uma reverência educada. Eu tentei fazer o mesmo do melhor jeito que pude, e nos sentamos novamente. Nenhum de nós disse uma palavra nos primeiros cinco minutos, que eu permaneci extremamente concentrada na colher de sopa que passeava do prato até minha boca. Nesse tempo a senhora Galadriel não tirou seus olhos de mim nem por um segundo, o que me deixou muito constrangida e com medo de estar parecendo uma idiota que não sabe nem se alimentar devidamente.

- Pois me diga, senhorita Érinn, como conseguiu ver através do espelho de Galadriel? - disse finalmente, um tanto autoritária.

- Bem... não sei. Eu só segui a voz da minha mãe, de repente eu já estava lá. E quando olhei o espelho me mostrou tudo... aquilo. - falei encarando a sopa dourada à minha frente.

- Isso é de fato interessante. - eu olhei confusa para ela - O espelho, geralmente, não funciona sem que eu o tenha preparado.
Eu olhei ainda mais confusa para Legolas, sentado ao meu lado, ele apenas me fitava sem saber muito o que dizer.

- Mas então, como eu vi? Vi aquilo acontecendo? - a dama me fitou por uns segundos.

- Aquele espelho nada mais é do que a extensão de meus próprios poderes. Apenas um elfo com alta capacidade em adivinhação conseguiria usá-lo devidamente. Creio que a senhorita possui uma destreza fora do comum, Érinn, grandes feitos poderiam ser esperados de ti.

- Senhora Galadriel, está dizendo que Érinn tem dons de visão? Assim como os teus? - perguntou Legolas descrente.

- A adivinhação é um dom misterioso, eu mesma o desconheço por vezes. - respondeu ela - Visões são acontecimentos difíceis de se explicar, de certo meu espelho não mostra especificamente o futuro, ele também mostra possibilidades no destino, além de acontecimentos passados. Aquilo que presenciou, Érinn, pode não passar de uma visão deturpada do que pode acontecer, e não o que ocorrerá de fato. - explicou pacientemente a dama.

- Mesmo assim - falei - é algo perturbador. Não posso esquecer algo como aquilo, ainda que seja pouca, é uma possibilidade.

- Érinn, me ouça com atenção.  As visões mostradas no espelho muitas vezes deixam as pessoas que as deslumbraram loucas. Não deixe que isto aconteça a ti. Não abandone a esperança! Não deixe de buscar o que precisa para salvar tua mãe. - sorriu gentil para mim, enquanto eu fiz uma careta ao descobrir que a senhora já sabia o que eu estava fazendo em uma jornada pela Terra Média.

- É verdade, Érinn. - falou Legolas preocupado - Conheci algumas pessoas que perderam sua sanidade tentando mudar um futuro incerto.

Fiquei em silêncio por um tempo. Enquanto comia minha sopa, coloquei os pensamentos no lugar e meu espírito animado ressurgiu.

- Não se preocupem! - falei limpando a boca com a manga das vestes - Eu não deixarei que uma visão boba me aflija nem por mais um segundo. Eu mesma escrevo meu destino, isso ninguém poderá mudar! - disse toda imponente e confiante, os dois me lançaram sorrisos encorajadores.

- Ela é uma criaturinha realmente animada. - disse a senhora Galadriel me observando.

- É como eu lhe disse antes, senhora. - falou Legolas soltando uma gargalhada.

***************

Saímos de Lothlórien no outro dia bem cedo. Legolas insistiu para que eu ficasse por mais uns dias para recuperar completamente minha saúde, e é óbvio que eu neguei.

Então lá fomos nós novamente voltar para a estrada, com nossos suprimentos de lembas (que eu definitivamente decidi odiar) restabelecidos.

A cavalgada foi tranquila grande parte do caminho. Naquele dia não houve parada para a refeição, por isto eu estava um tanto cansada e uma dor de cabeça insistente me chateou o tempo inteiro.

De agora em diante, tudo o que precisávamos fazer era seguir pelas margens do Rio Celebrant até chagar na tal Dale, que se localizava sobre as cadeias de montanhas muito altas. Na verdade, eu jamais vira montanhas tão grandes quanto estas que já podiam ser visualizá-las ao longe.

Faltavam poucos dias para chegarmos a vila e mais alguns para encontrar a morada do aprendiz de mago. Para ser sincera, não pensei muito sobre esse homem, Melchior. Para mim, ele parece ser uma sujeito um tanto idoso, daqueles meios adoidados e fanáticos. Esse tipo de pessoa não me agrada muito, embora ele seja a minha esperança.

Legolas talvez soubesse mais sobre ele do que minha imaginação fértil poderia inventar, mas o mesmo estava ocupado em me deixar em paz. Penso que ele acha que se trocar qualquer conversa comigo, as lembranças daquela visão horrível voltariam, ao menos essa foi a conclusão que tirei.

- Legolas? - chamo guiando meu cavalo para o lado do dele.

- O que houve? Está cansada? Ainda está um tanto cedo, mas se quiser podemos parar para descansar...

- Não! Não, está tudo bem. Eu só queria lhe falar uma coisa.

- Pois então diga.

- Não precisa agir como se eu fosse uma criança que precisa se esquecer da dor de um machucado.

- O quê? - ele olhou descrente para mim, não sabia ao certo se ele ficou confuso ou irritado - Não estou fazendo isto!

- Está sim! Você não me chamou para conversar nem uma vez!

- Eu queria lhe dar um tempo para pensar.

- Eu não preciso de tempo nenhum para pensar. Já pensei o bastante sobre aquela baboseira de visão. Isso não existe! Eu mesma escolho o que vai acontecer!

- Mas é claro que visões existem. Tu mesma as teve.

- Foi como um pesadelo. Nada além disso! Além do mais, você ouviu a senhora Galadriel. Apenas elfos muito habilidosos conseguem usar aquele artefato.

- Mas tu é meio elfa.

- Isso não muda muita coisa. Nem mesmo seu pai me reconheceu como uma súdita.

- Meu ada é um tanto...

- Problemático! É isso que ele é!

- Ele só é um tanto estressado e irritadiço, por conta dos deveres que exerce como Rei.

- É, é. Tanto faz.

- Por que está chateada? O que fiz para gritar assim comigo?

- Nada! Eu só estou... não sei. Estou sentindo uma raiva que não vem de mim.

- O quê? Como assim?

- Não sei se é por conta da minha personalidade alternativa, mas eu sinto sentimentos que não parecem vir de mim. Isso já aconteceu algumas vezes antes.

- É como se sentimentos alheios a influenciassem? Ou algo do gênero?

- Talvez. Geralmente eu apenas vejo o que as outras pessoas estão sentindo. Foi como naquele vez em que você estava triste e magoado. Parece que eu consigo ler as pessoas e seus sentimentos como se elas fossem um livro aberto. Acho que é só um tipo mais forte de empatia.

- Senhora Galadriel também tem esta capacidade. Sentir emoções alheias é uma coisa rara de se acontecer, até mesmo entre os elfos. A raiva que está sentindo pode ser influência dos orcs que ainda rondam estas partes.

- Eu... nem sei o que pensar. Nunca notei muito esse tipo de coisa, mas você deve estar certo. E quanto as visões... é possível que tenha acontecido antes, apenas em sonhos, quando eu vivia um dia exatamente igual ao que eu sonhei.

- Isto é interessante...

- É estranho, isso sim! Como eu posso ter visões e essas coisas? Não acredito em destinos escritos e essas bobagens. Eu sou como o cavaleiro!

- Como quem?

- Ahh... deixa para lá.

De um jeito ou de outro, eu acabei me divertindo bastante o restante do dia. Nossa troca de pensamentos perdurou até o anoitecer. Paramos para alimentar os cavalos e a nós mesmos, então seguimos viagem no outro dia.

Mais e mais horas se passaram enquanto Legolas e eu conversávamos cada vez mais abertamente um com o outro. Ele não era apenas outro elfo sério e lindo, ele também era gentil, atencioso, engraçado, um tanto galanteador, além de ser muito estrambelhado com as palavras quando estava nervoso.

Nós finalmente chegamos na encosta das primeiras montanhas, onde cachoeiras e vales longínquos começaram a surgir.

Já não faltava muito para encontrar Dale e a moradia do Melchior. Inclusive, perguntei a Legolas o que ele achava desse homem e tudo o que ele me disse foi um tanto vago."É um bom sujeito. Um tanto excêntrico e esbaforido, mas tem uma alma gentil" era toda a descrição que ele fez sobre o mago.

As rochas enormes e musgosas surgiram ao nosso redor quando nos aproximávamos cada vez mais do dos altos picos montanhosos.

Era um lugar belo, sem dúvidas, e misterioso também.


Notas Finais


Até o próximo!


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