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História Mas afinal, o que é o amor? - Lerinn - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Aqui está mais um capítulo para vossas mercês.
Mais uma vez peço que relevem os erros e aproveitem!
Ps. A imagem é da mãe da Érinn, interpretada por uma atriz que a jumenta aqui esqueceu de anotar o nome.

Capítulo 3 - Uma decisão importante é tomada. Serei como o soldado!


Fanfic / Fanfiction Mas afinal, o que é o amor? - Lerinn - Capítulo 3 - Uma decisão importante é tomada. Serei como o soldado!

- Não desista minha filha amada...

- Mãe!!! - acordei atordoada com o sonho que tive. Nele minha mãe estava prestes a cair de um penhasco sem fim quando disse para mim suas últimas palavras "não desista minha filha amada".

Eu cochilei sentada na cadeira posta ao lado da cama de minha mãe.

- Érinn? - Newt entra no quarto carregando um lampião - Já está tarde da noite e todos dormem a esta hora. Talvez seja melhor levarmos a senhora Anne para minha casa agora.

- É... é acho que está certo. - falo um pouco aérea me levantando da cadeira e pegando as malas que eu havia preparado a pouco.

Newt pega minha mãe em seus braços a carregando em direção à porta de saída que eu abro para ele.

A senhora Souphi tinha voltado para sua casa antes para que preparasse uma cama confortável para Anne. Newt sempre tão gentil ofereceu sua própria cama e eu me senti acolhida por ele mais uma vez.

****

- Você não dormiu nada? - Newt senta ao meu lado em uma das cadeiras da cozinha.

- Eu não consegui sentir sono algum essa noite. - meu olhar vagava pela porta aberta do quarto de meu amigo, onde minha mãe repousava em um sono profundo - Ao menos dormindo ela não sente dor...

Começavam a se formar pequenas lágrimas nos cantos de meus olhos, mais uma vez, eu não conseguia engolir o que estava acontecendo.

- Você precisará ser mais forte do que isto se quiser continuar apoiando sua mãe, Érinn. - ele se aproxima enxugando uma lágrima que descia solitária.

- Eu sei mas... é tão difícil! Newt, eu gostaria de morrer agora mesmo! - toda minha angústia estava clara no tom desesperado de minha voz.

- E deixar que sua mãe morra solitária e com muita dor? - suas palavras me deixaram surpresa, foram como um choque de realidade.

Afinal ele estava certo. Como eu poderia desejar morrer se minha mãe estaria sozinha com tal acontecimento? Como poderia desejar morrer para que minha dor pare, se minha mãe está enfrentando uma dor pior do que a minha, mil vezes pior!

- Tem toda a razão Newt, obrigada por dizer a verdade. - agradeço a ele com um sorriso frouxo.

***************************

Como previsto, quando saí para reunir mais algumas coisas necessárias em minha casa, uma chuva de perguntas desceu sobre mim. Vizinhos e moradores de todos os lados me perguntavam incansavelmente "Por onde andas tua mãe?". Oras como se responder à todos fosse evitar que eles contem uns aos outros sua própria versão mentirosa da história.

Com muita paciência e delicadeza eu respondia que minha mãe recebeu uma carta do do Reino de Mirkwood informando-lhe que encontraram alguns dos velhos pertences de meu pai, e se fosse de seu desejo, ela poderia buscá-los.

Foi uma mentira bem arquitetada por Newt que está se mostrando um verdadeiro companheiro. Toda a calma e sensatez que me faltam estão presentes nele. Em um momento delicado como este um companheiro assim era tudo de melhor que poderia me ocorrer.

Voltei para a casa da senhora Souphi carregando mais algumas vestes e também alguns livros. Peguei um livro que estava pensando em ler já faz um tempo mas "não tinha tempo o suficiente" para fazê-lo.

Era, como quase todos os livros que lia, um romance medieval que contava uma história de amor proibido.

Passei o dia inteiro sentada no chão ao lado de minha mãe enquanto meus olhos deslizavam pelas páginas do livro. A história era envolvente e se tinha o papel de fazer com que os leitores sentissem os mesmos sentimentos das personagens, cumpria-o deveras bem.

Foi bem simples mas completamente intenso: uma princesa se apaixonou por um soldado plebeu, como o amor entre os dois era proibido eles fugiram para longe e depois se casaram. Por muito tempo eles viveram felizes escondidos em uma cidadezinha qualquer, até o dia em que uma doença tomou a princesa por completo. O soldado indignou-se contra a vida e amaldiçoou à todos que viviam sobre esta Terra Média.

Mas sua princesa não se abalou tão facilmente e pediu para que ele continuasse ao seu lado até seu último suspiro e depois que seguisse com sua vida. Mas o soldado não acatou ao pedido e pôs-se a começar uma jornada absurda em busca da cura da doença de sua amada, mesmo sendo desconhecida e mortal, ele prometeu à ela que a salvaria. Ele conseguiria alguém para curar sua enfermidade, e se não conseguisse completar sua missão em tempo, ele morreria junto de seu amor.

- Mas o quê?!! - gritei indignada com o final que o livro tomou.

Newt apareceu pouco depois à porta do quarto, sua respiração estava descompassada provavelmente porque veio correndo até aqui.

- O que houve Érinn?! - ele tomou fôlego para falar.

- Este livro tão bom se transformou em uma completa perda de tempo!

Minha indignação era aparente, não sei porque senti tanta raiva naquela hora, mesmo algo tão supérfluo conseguiu me tirar do sério.

- O que tem no livro que te deixou neste estado? - ele pareceu mais relaxado quando revelei o motivo de meu descontentamento.

- É ridículo o modo como o autor não conclui a história do livro! Como saberei agora das consequências que acarretaram sobre a escolha do soldado! - pensei em como a história poderia acabar e sem dúvidas eu não gostaria de pensar que a princesa morre no fim.

- Talvez o autor quisesse que seus leitores decidissem o destino que os personagens tomassem. Como ficaria se ocorresse algo do qual você não gostou? Você pode moldar o destino da história como bem quiser sem saber seu real desfecho. - Newt falava poeticamente para mim, suas palavras me deixaram pensativa.

Palavras que serviriam apenas para me acalmar perante a raiva que senti por conta do final inacabado do romance, serviram também para que um debate interno começasse em minha mente. Se eu não sabia o futuro da aventura... se não sabia seu desfecho... se era eu quem deveria decidir o destino... por que deveria ficar aqui a sucumbir a tristeza enquanto observo minha tão amada mãe definhar vagarosamente?

- Venham comer alguma coisa crianças, eu fiz uma sopa para vocês. - a senhora Souphi me desperta de meus pensamentos quando veio até o quarto nos chamar para o jantar.

Quando me sentei a mesa sem vontade alguma percebi que não comera nada o dia inteiro, fui tomada por uma fome quase insaciável, e a sopa que eu enfiava com voracidade goela abaixo estava ótima!

- O que a fez ter tanta fome assim repentinamente querida? - Souphi percebeu uma animação diferente em mim.

- Acabei de ter uma ótima ideia sobre o destino... - havia mais do que animação em mim, havia também uma esperança nova e ardente

- Sobre o destino daquele livro? - Newt pergunta sem entender muito sobre o que eu estava me referindo.

- Também! Mas eu pensei que se sou eu mesma quem molda o destino... por que devo continuar aqui sem fazer nada? - os olhos de ambos se arregalaram com minha declaração.

- Érinn a senhorita está falando sobre o que exatamente? - a senhora Souphi ganhou um quê de temor em sua voz, por vezes eu tinha a impressão de que ela podia ler as mentes dos outros.

- Estou falando sobre minha mãe Anne! Decidi que não vou ficar aqui sem fazer nada, eu serei como o soldado e irei até o fim do mundo para conseguir curar minha mãe! Eu a salvarei! - uma motivação desconhecida antes por mim invadiu-me me tomando por completo.

- O-o quê?! Érinn está louca? Como alguém como você poderia cumprir tal promessa? - Newt ficou atônito, algo que me deixou chateada.

- Isso não importa, sei que além destas fronteiras existe a resposta para salvar minha mãe. E eu não desistirei de procurar até encontrá-la! - lembrei-me das palavras de minha mãe no sonho que tive outrora.

"Não desista minha filha amada".

- Você não poderia cometer tal loucura! Sair do vilarejo é algo perigoso demais para um garota tão frágil como você! Quer morrer lá fora?! - as palavras de Newt que sempre foram consoladoras e amáveis se tornaram frias e desesperadas.

- Me admira ouvi-lo dizer estas palavras... logo você que sempre foi o amigo que me apoiou por toda a vida. - meu tom mostrou toda a decepção que senti para com ele.

- Érinn isto é diferente! Não é que eu não esteja lhe apoiando ou coisa do tipo, a questão é que, isto seria o mesmo que dizer que quer se jogar de um precipício! Não posso deixá-la ir... não permitirei! - ele se levanta da cadeira mostrando um comportamento que eu nunca tinha visto antes.

- Não pedi sua permissão para coisa alguma! Farei o que for preciso e você será a última pessoa com chances de me impedir! - esbravejei tão alto que senti minha garganta doer.

Pensei ter visto apenas raiva e insegurança nas ações de Newt, até o momento em que percebi seus olhos marejarem. Por mais que ele segurasse eram óbvios os sentimentos que ele guardava só para si. Sentia medo, pesar e uma tristeza profunda, eu não podia mais culpá-lo por seus atos estúpidos.

Eu me afastei sentando novamente na mesa e Newt permaneceu firme em seu lugar. Souphi apenas observava a cena sem dizer uma palavra.

Quando ele pareceu finalmente se acalmar jogou- se de joelhos à minha frente arrependido.

- Me desculpe Érinn! Não foi minha intenção chamá-la de fraca! Não é que eu ache que você não conseguiria salvar a senhora Anne, é que eu tenho tanto... medo! Tenho medo de perdê-la! - ainda saiam lágrimas de seus olhos quando ele me encarou suplicante - Perdão!

- Newt se acalme está tudo bem. - falo tranquila o ajudando a se levantar - Sei que não foi sua intenção me magoar ou me ofender.

- Obrigado, Érinn. - ele volta a se sentar na cadeira - Ainda mantenho minha opinião sobre sua jornada mas sei que tu és mais teimosa do que...

- Uma mula velha? - sorri ao usar as mesmas palavras que usei para descrever minha mãe à alguns dias.

- Sim uma mula velha. Então me deixe ao menos acompanhá-la em sua jornada! Eu a protegerei com minha vida se necessário! - ele agora ganhara um ar de confiança bem melhor do que o ar inseguro de antes.

- É muito prestativo de sua parte meu amigo. Mas você não poderia me acompanhar por mais que eu deseje, até porque quem cuidaria de sua avó e de minha mãe se tu as deixasse? - a confiança em seu ser se foi tão rápido quanto surgiu.

- Érinn conseguirá meu neto, disto tenho mais do que certeza. - senhora Souphi finalmente resolveu se pronunciar. Com simples palavras ela deixou o ambiente mais leve do que o vento, quando proferiu tais palavras tive a impressão de que ela piscara para mim além de exibir um sorriso enigmático.

Seria esta a tal sabedoria que os mais velhos adquirem devido a todas as experiências de vida? Se fosse era impressionante o modo como esta velha senhora pareceu sábia no momento. Eu poderia até mesmo jurar que ela era uma vidente que previu meu futuro para afirmar tal coisa com tanta convicção.

E naquele momento a decisão foi canonicamente tomada. Eu precisava encontrar a cura para a doença de minha mãe. Poderia começar procurando pelos elfos... afinal sou uma mestiça e eles não me negariam meras informações. A floresta das Trevas não fica longe, então pediria que Newt me acompanhasse até a borda da floresta. Mas e depois? Bem, então depois dependeria apenas de minha sorte ou até mesmo da boa vontade dos elfos.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Estou me divertindo muito escrevendo essa fic e já tenho várias ideias pros próximos capítulos!
Não se preocupem com os camentários há espaço para todos! Kkkkkkkk brincs.
Até mais ver, bjs


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