História Máscaras - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Killing Stalking
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Horror, Horror Psicológico, Killing Stalking, Sequestro, Síndrome De Estocolmo, Taegi, Terror, Vhope, Violencia, Yoonseok
Visualizações 25
Palavras 1.935
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sumi, eu sei. Desculpa.

Capítulo 3 - Capítulo 3: Limpeza


- Taehyung, obedeça o seu pai. Ele está estressado e precisa aliviar isso de alguma maneira. Por favor, não faça a situação piorar. - A bela mulher de cabelos negros sussurra, abraçada com o seu filho.

Taehyung tem 8 anos. Ele não entende o motivo do choro da sua mãe, tão baixinho e que ele só ouve quando sua mãe acredita que ele está dormindo. Ele também nota as marcas roxas no rosto dela. Ele se reconhece nela. O sorriso quadrado é igualzinho, o cabelo macio e a pele bronzeada também. O que ela evita falar é sobre os olhos de Taehyung, tão maldosos quanto o do seu pai. Nos seus 8 anos de vida, Taehyung sabe o que é sentir dor. Seu pai bate nele por qualquer coisa, mas o principal motivo é quando o seu pai acha que ele tem que virar homem.

Taehyung chora junto com a sua mãe. Homens não choram, seu pai sempre fala enquanto bate repetidamente em seus braços, suas coxas. Taehyung aprendeu a segurar as lágrimas. Na manhã seguinte, ele esconde as cicatrizes. Se alguém descobrir, vão levar a sua mãe embora. Taehyung ama a sua mãe mais do que tudo.

Taehyung odeia quando o seu pai decide transformar em um "homem de verdade". Eles não choram, Taehyung. Nunca, nem quando eles tem 14 anos, o que faz com que o seu pai o toque em lugares inapropriados, alegando que se ele for o primeiro, ninguém poderá transformar Taehyung em um "bicha". Ou com o bullying dos mais velhos (Alien é o apelido mais gentil entre eles), ou o fato de ser mais um solitário na multidão. Taehyung despe-se da sua dignidade, assim como faz com as roupas femininas que o seu pai o faz usar.

A mãe de Taehyung chora novamente.

Taehyung, quieto e sozinho, acha que vai morrer quando um dos valentões resolve enchê-lo de porrada. Ele é brutal, o ódio convertido em socos e chutes, além de palavrões. Ele sente o sangue quente escorrer pela sua pele. Aquela é a primeira vez em que Taehyung pensa em matar alguém. Ele acha que vai morrer, até que o franzino (mas desbocado) Yoongi aparece e afugenta os valentões.

Foi amor à primeira vista. Yoongi seria dele. Por bem ou por mal.

*

Quando drogado, Yoongi perdia totalmente a noção de tempo. Afinal, sua rotina consistia de injetar heroína e se prostituir para comprar mais. Era um ciclo interminável. Agora que ele estava preso, ele não precisava mais se preocupar com isso. Ele tinha um psicopata para lidar.

Ficar ali, acordado naquele porão enquanto Hoseok dormia silenciosamente, lhe transmitia uma sensação de solidão, há muito esquecida.

Na maioria das vezes, quando não estava sob a névoa da droga, tudo o que Yoongi sentia era uma constante raiva. Raiva do mundo, de si próprio, da sua família, dos seus "amigos", e de todas as suas lembranças.

Ele estava encurralado, e não podia contar com ninguém para sair daquela situação, exceto por Hoseok. Mas ele mal o conhecia, o outro poderia muito bem fazer qualquer coisa para poupar a sua vida. Yoongi tinha que planejar a sua fuga sozinho.

Hoseok estava quieto. Era estranho, o homem parecia mais calado agora do que antes de ter tirado a mordaça. Talvez fosse o efeito dos analgésicos, já que ele não gritava mais. De qualquer maneira, Yoongi não sabia como comunicar com ele, ele havia perdido toda a sua coragem, afinal, o rapaz era um colher de ouro*, enquanto Yoongi era colher de plástico.

Hoseok fez menção de se mover, tentando arrastar o próprio corpo lentamente para perto de Yoongi. Yoongi pode ouvir o som de corpo se arrastando. Ele sentiu repulsa ao ver que ainda estava encharcado de suor e molhado com a própria urina.

Levou algum tempo até Hoseok se aproximar de Yoongi. O outro homem fez uma pequena exclamação de surpresa quando encostou o seu corpo no de Yoongi. Hoseok tinha o corpo quente e seco, enquanto Yoongi sabia que ele estava molhado e cheirava mal. Ele queria afastar Hoseok para longe de si, mas o rapaz não se moveu.

Hoseok envolveu os braços (ou o máximo que conseguia) em volta de Yoongi. O mais velho se assustou, aquele estranho tendo um contato tão íntimo com ele. Talvez Hoseok precisasse de um pouco de contato humano para não enlouquecer, por isso, Yoongi deixou-se ser abraçado.

O abraço de Hoseok era reconfortante. Ele era caloroso e parecia ser uma boa pessoa, Yoongi não entendia o motivo de Taehyung ter sequestrado o outro homem. Ele parecia ser bem popular e certamente alguém sentiria a sua falta. E logo, as suspeitas cairiam sobre Taehyung.

Yoongi lembrou das palavras raivosas de Taehyung, mencionando algo sobre traição. Não era uma coisa certa a se fazer, mas ele não merecia ser sequestrado por isso.

- Que cena linda. - A voz de barítono de Taehyung ecoa enquanto as luzes são acesas. - Eu saio por um momento e o Hoseok começa a ser o que ele é de melhor, uma putinha. - Ele diz enquanto se aproxima de Hoseok, puxando seus cabelos. - Você gostaria de beijar o Yoongi, hyung? Afinal, são dois prostitutos.

- Não. - Ele diz com uma voz baixinha.

- Você precisa ver, Yoongi hyung, ele realmente é o melhor em fazer um oral. Você devia experimentar. - Taehyung faz uma careta. - Mas você está imundo demais para isso.

Yoongi olhou assustado. Hoseok fazia uma expressão de dor ao ter os cabelos puxados, o rosto com hematomas fazendo uma expressão de dor.

- Shh, Hobi, vamos deixar a diversão para depois. - Taehyung diz com calma. - Não por agora, quando vocês dois estão cheirando tão mal.

- Fique aqui, Yoongi. - Taehyung diz apontando para ele. - Você será o próximo.

Yoongi viu Taehyung pegar Hoseok e carregá-lo para fora do porão. Ele desejou que o outro não matasse o rapaz.

*

Yoongi sabe que está sendo observado. Ele sabe que isso começou depois que ele salvou aquele garoto que todos gostavam de bater, Taehyung. Ele sabe que o pobre garoto o vê como um Deus e que está querendo amizade. Yoongi não o culpa, afinal, ele foi o primeiro a tratar o garoto com gentileza. Por que não ser amigo dele? Yoongi sabe o que é conviver com a solidão. Ele suspira, talvez Taehyung seja uma das suas poucas boas lembranças que ele deixará em Daegu. Mais dois anos e ele se veria livre desse inferno. Yoongi desiste de fumar um baseado no fundo da rua, para relaxar, e decide desmascarar o seu stalker.

Ele anda em direção a Taehyung, que está escondido, enquanto está segurando a alça da mochila. A sua jaqueta alcochoada brilha no Sol, e para Yoongi parece brilhar ainda mais, pois foi conquistada durante uma briga com os alunos de outra escola.

- Não precisa se esconder, eu sei que você está me seguindo.

Taehyung olha assustado. Yoongi acha que o garoto está prestes a ter um colapso.

- Se você quer ser meu amigo, é só falar. - Diz estendendo a mão. - Os olhos do mais novo brilham ao ouvir a palavra amigo. - Você quer ser meu amigo?

Taehyung imediatamente aceita.

*

Yoongi fica surpreso quando Taehyung volta sem a presença de Hoseok em seus braços. Por um momento ele achou que o psicopata matou Hoseok, mas ele percebeu que o seu raciocínio era falho, certamente Taehyung não seria tão descuidado. Matar Hoseok no meio da casa seria desastroso. O mais velho ficou surpreso ao ver Taehyung sair e voltar com Hoseok algum tempo depois. Yoongi reparou que Hoseok usava um vestido curto e justo que marcava a sua virilha. Ele sentiu vergonha, e viu Hoseok ficar vermelho.

- Prontinho. - Taehyung dá um de seus sorrisos sacarinos, mas falsos. - Novinho em folha, você realmente precisava de um banho.

Hoseok o olha quieto, ainda sentindo vergonha por estar em uma roupa tão reveladora.

- O que foi, Hobi? Não gostou do vestido? Ah, eu achei que ficou tão bem em você, o vestido é da sua grife favorita... Vermelho fica bem em você, Seokkie, sabia? Seu cabelo é vermelho e combina com o vestido. Imagina quando você estiver coberto de sangue? Você vai ficar lindo com todo o sangue espalhado em você.

- Tae...

- Não comece com o seu "Tae", seu desgraçado! Isso tudo é culpa sua! Se você não tivesse saído com o Namjoon eu não precisaria gastar o meu tempo com você! Agora seja grato ao menos uma vez na vida, e agradeça por eu poupar a sua vida, coisa que você nunca fez, seu playboy mimado.

Yoongi temia que o psicopata fosse machucar a única pessoa que ainda tinha a sanidade intacta. Ele forçou a tosse, o que atraiu a atenção dos dois.

Taehyung se aproximou dele, em uma expressão que demonstrava raiva, e se agachou para olhar Yoongi.

- Você cheira a urina, seu nojento. Precisa de um banho urgentemente. Vamos. E você - disse apontando para Hoseok - Vamos conversar mais tarde.

Yoongi sentiu Taehyung o levantando. Do jeito que Taehyung fez, parecia ser facil carregá-lo. Yoongi não tinha forças, não quando sentia que o efeito da droga já tinha passado.

Taehyung subiu as escadas lentamente enquanto deixa Hoseok sozinho no porão. Yoongi pensa em como aquele rapaz ia se sentir ao contemplar e refletir sobre a sua situação naquele porão, enquanto está sozinho. Será que ele ia se conformar? Será que ele ia tentar escapar? Yoongi está determinado a sair daquele lugar, ou morrer tentando. Mas isso leva tempo. Tentar fugir agora só causaria problemas para ele e Hoseok. Ele ia observar calmamente, e bolar um plano.

O caminho até o banheiro foi curto. Entre os azulejos decorados, a pia extremamente ornada, os armários e espelhos, havia uma banheira bonita. Ela estava cheia e tinha espuma, como se Taehyung tivesse preparado o banho. Yoongi não deixou de sentir um pequeno arrepio. Ele não estava acostumado ao luxo e as regalias, e um banho de banheira certamente era.

Taehyung o colocou dentro da banheira. Yoongi estava nu, o que facilitava as coisas. A água estava morna. Yoongi fechou os olhos e tentou relaxar, esquecendo a sua situação por um momento, mas se assustou ao sentir água molhando a sua cabeça e a mão de Taehyung massageando o seu escalpo.

- O seu cabelo está bastante sujo e oleoso. Ele precisa ficar limpo.

Yoongi viu Taehyung pegar um frasco de shampoo e despejar uma quantidade do líquido em sua mão. Tinha um cheiro agradável de baunilha. Após passar o shampoo no cabelo de Yoongi e enxaguar, o rapaz terminou o seu banho.

Yoongi estava indefeso e em uma posição muito constrangedora ao ter sido retirado da banheira. Ele estava nu e molhado, roçando sem querer no corpo quente de Taehyung. O mais novo olhou com uma expressão de surpresa, ao perceber a ereção de Yoongi. Taehyung sorriu com malícia.

- Você é realmente uma puta, Yoongi. Ficando excitado por nada.

Yoongi ficou nervoso. Tinha sido sem querer, ele estava sensível e com medo.

Ao chegar no quarto, Taehyung lhe vestiu com uma saia e uma camiseta feminina, mas sem nada por baixo. Ele havia trocado os curativos.

- Sabe, Yoongi hyung, você é tão pequeno e magro, parece uma garota. Suas pernas são femininas - Sua cara fez uma expressão de nojo. - Tirando os pêlos.

Taehyung o levou até a cozinha, um pequeno rádio tocava a mesma música estrangeira que Taehyung cantarolou naquele dia. Ele foi colocado em uma cadeira de escritório.

- Eu vou buscar o Hobi e já volto. E nem pense em fugir. Você será um homem morto. - disse, beijando a testa do homem mais velho. - Você cheira igual a mamãe. Nós vamos ser uma família feliz para sempre.

Yoongi podia ouvir o mais velho falar "Eu te amo, mamãe" enquanto se distanciava.



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