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História Mascote dos Vilões - Capítulo 2


Escrita por: BabaluhS2

Capítulo 2 - Boneco de Porcelana


- É sério que você disse isso, Tomura? - Dabi encarou com repulso o grisalho que estava sentado no bar bebendo - Que idiota.

- Por que você não cala a porra da boca antes que eu faça? - Tomura rosnou irritado.

- Por que não vem aqui tentar? - Os olhos azuis fuzilaram as orbes vermelhas.

- Com prazer - Ele levantou do banco irritado e começou a ir em direção ao moreno, teria o alcançado se alguém não tivesse o impedido.

- Shicchan! - Midoriya o abraçou - Por favor, nada de violência no bar - Ele inflou as bochechas parecendo irritado - Já conversamos sobre isso - Os olhinhos de Izuku eram o suficiente para acalmar mesmo um demônio como Tomura, que de imediato desistiu da ideia de desintegrar Dabi e se focou em acariciar os cabelos verdes. Dabi não pareceu nem um pouco contente com aquilo.

- Foi mal - Resmungou tentando se controlar com as risadas dos outros.

- Izu-chan, continua! - Toga respirou fundo segurando a risada - O que aconteceu depois que o Tomura disse aquela meladeira?

- Como foi, não foi? " Seja meu" Não seja! - Twice repetiu, ou ao menos tentou.

- Fiquem quietos - Kurogiri os repreendeu não queria ter que limpar a bargunça depois da explosão de Tomura - Foram vocês que pediram a Izuku para contar como havia conhecido Shigaraki, então ao menos o deixem terminar.

- Bem - Ele parou de abraçar Tomura e virou para os amigos - Depois disso não aconteceu muita coisa - O maior apoiou a cabeça na do esverdeado, o que era possível por Midoriya ser deveras menor que todos - Eu conheci Kurogiri - Ele correu até a sombra negra e a abraçou, deixando o pobre Tomura sem seu apoio - E depois o Dabi! - Pulou no de cabelo preto, que riu e o agarrou - Depois Twice, Toga, e todos vocês - Sorriu apontando para os respectivos nomes já que o moreno não o permitiu sair de seus braços.

- Se eu tivesse na mesma escola que você, Izu-chan - Toga soltou uma aura maligna - Eu faria picadinho dos imbecis que maltratavam você!

- Mataria todos! Não mataria! - Twice gritou irritado.

- Essas crianças de hoje em dia estão ficando cada vez mais arrogantes - Atsuhiro, ou como era conhecido, Mr.Compress, discussou.

- Mas parando pra pensar, deveríamos agradecer por Izuku ter sofrido - Todos encararam a tartaruga ninja ambulante com raiva - Se nada tivesse acontecido, não teríamos a sorte de ter esse cérebro brilhante - Apontou para o pequeno que recebia carinho de Dabi - Do nosso lado - Riu - Já pensou o quão assustador seria lutar contra ele?

- Você só diz merda - Muscular se aproximou entrando na conversa - Mas as vezes faz sentido - Sorriu perverso - Chega de jogar conversa fora! Quando vamos agir? Quero mais ação, foi pra isso que entrei nessa merda - Ele recebeu olhares nem um pouco amigáveis de Tomura.

- Já expliquei - Midoriya começou a falar chamando atenção dos demais - O primeiro ataque tem que ser simples - Dabi o deixou escapar de seu abraço para que o menor pegasse um de seus famosos cadernos - Eles precisam pensar que você são fortes, mas que são poucos e não muito estratégicos - Ele tocou em sua cabeça - Vamos fazê-los ganhar propositalmente o primeiro ataque, para isso eles só precisam conhecer alguns de vocês - Sorriu travesso.

- As vezes a capacidade desse garoto me assusta - O mascarado riu - Pois bem, já que impacientes se esqueceram do nosso objetivo - Olhou para Muscular - Vamos repassar o que faremos.

- Shiccha e Kurogiri vão atacar a academia de heróis U.A - Ele folheou o caderno - Porquê? Porque nosso alvo está lá.

- All Might! - Toga respondeu eufórica.

- Exato - Ele prosseguiu - Sei que sua condição não está das melhores atualmente, mas conhecemos pouco do assunto - Ele mordeu o dedo como sempre fazia quando pensava demais - Preciso que vocês sirvam de distração para que eu possa entrar na escola e roubar alguns documentos que podem nos ajudar.

- E quando vamos fazer isso mesmo? Não vamos! - Twice perguntou - Me esqueci. Me lembro!

- Daqui a uma semana.

- Por que não atacar agora? - Muscular discutiu impaciente - Os pegamos de surpresa.

- Meu plano não pode ter falhas - Ele sorriu doce - Então preciso de uma semana pra ter um motivo para "estar" na escola, assim se alguém me pegar lá dentro não vai desconfiar - Guardou o caderno na mochila - Além disso, preciso reunir informações prévias dos alunos - Ele girou no centro da sala sorridente - Não quero que ninguém se machuque! O que aconteceria se algum de vocês fosse pego por uma individualidade desconhecida perigosa? - Perguntou preocupado.

- Mas se os alunos são fortes, e se está mesmo preocupado - Começou Kurogiri, mesmo ele não conseguia acompanhar o raciocínio de Midoriya - Por que nos deu aquela lista de quais vilões levar, se são todos fracos? - O esverdeado riu divertido.

- Não entende, Kurogiri? - Ele olhou travesso para Tomura que captou a ideia - É justamente por serem inúteis - A sala ficou em silêncio, apenas o garoto falava - Precisamos de alguns idiotas que sejam fracos e fáceis de capturar - Andou até sua fiel mochila amarela - Eles tem que achar que não passamos de um grupo amador e frágil - Colocou a mochila nas costas e se direcionou até a porta.

- Aonde vai, Izuku? - Tomura perguntou autoritário, não gostava quando o esverdeado saia sozinho.

- Só vou dar uma voltinha pela cidade - Ele sorriu - E ver se consigo meu passe livre - Piscou antes de sair e deixar todos no bar confusos.

- Pirralho irritante - Ele estalou a língua - Vou atrás dele - O grisalho estava prestes a seguí-lo quando foi parado por Kurogiri - O que foi? - Disse seco.

- Você não pode sair, se esqueceu do que Izuku disse? - Tomura socou a parede. Ele sabia que não podia sair nas ruas até o dia do ataque a academia, mas deixar Midoriya sozinho na cidade? Impossível.

- Sabe que ele é um boneco de porcelana - Shigaraki resmungou com raiva - Se o vento estiver muito forte ele pode cair e quebrar um braço.

- Exatamente por isso que eu vou - Dabi sorriu irônico - Eu não estou na lista dos nomes, certo? - Tomura o fuzilou - A não ser que queira mandar Toga ou Twice - Riu sarcástico, ele sabia que o grisalho acabaria aceitando, afinal aqueles dois eram muito irresponsáveis e adoravam fazer escândalo, não sabiam ser discretos. Quando não houve resposta ele simplesmente saiu e os deixou, assim como o menor fizera a pouco.

Izuku podia até não ter uma individualidade, mas não significava que ele era um fraco inútil. Bem, parcialmente sim já que seu corpo era frágil, coisa que ele não se orgulhava, no entanto, ele tinha uma inteligência formidável e uma sensibilidade fora do comum, seus sentidos eram extremamente aguçados, por isso pôde perceber que Dabi estava por perto. Ele diria que o moreno estava mantendo uns 20 a 30 metros de distância e o seguia por cima dos prédios, ele era tão previsível, era adorável o modo como vilões perversos e cruéis se preocupavam com um simples garoto, Midoriya gostava de se sentir necessário, a razão de sua atual existência era se manter útil para eles.

O sardento estava perdido em seus pensamentos e não percebeu que tinha entrado em um beco escuro e pouco movimentado, só notou quando três homens esbarraram em si, eles não aparentavam ser do tipo que aceitariam simples desculpas.

- Desculpe - O menor falou segurando a cabeça que dera de contra com o tronco de um deles - Eu tava meio distraído - Sorriu sem graça.

- Tá pensando que é quem seu muleque?! - O que estava no lado esquerdo empurrou o esverdeado bruscamente - Acha que pode esbarrar assim no Sr. Kimura e sair ileso?

- Você não passa de um vermezinho - O outro continuou - Vamos te ensinar uma lição - Os dois laterais se aproximaram, um deles agarrou a gola de Izuku e o suspendeu no ar - Vai implorar agora? - Os dois riram enquanto o do meio apenas sorria triunfante.

- Eu tenho certeza que vão implorar - Uma voz rouca como um sussurro ecoou pelo beco. O dono se mostrou quando subtamente pulou de cima de um prédio - Acho melhor tirar essa mão imunda dele, agora - Soou frio.

- Mais um pirralho - O chefe riu - Matem os dois.

Izuku segurou a risada, irritanto os três. Quando estava prestes a receber um soco no rosto uma chama azul o cercou, queimando tudo ao redor, menos ele. Cinco segundos, cinco segundos foram o suficiente para que o moreno simplesmente desistegrasse os homens. Em seguida ele voltou sua atenção para o esverdeado e apertou as bochechas dele de leve.

- Ai! Por que fez isso, Dabi?! - Choramingou esfregando o lugar vermelho.

- Por ter se metido em confusão, já pensou no que podia ter acontecido se eu não tivesse aqui?

- Mas a culpa não é minha se a cidade tá cheia de idiotas - Cruzou os braços emburrado.

- Então - Ele segurou a mão do menor e começou a andar para fora do beco que fedia a carne queimada - Pode me contar o que 'tá planejando fazer? - O sardento riu.

- Vocês são muito curiosos - As pessoas na rua encaravam o garoto de cabelos verdes andando de mãos dadas com uma aberração da natureza. Izuku odiava quando aqueles olhares hostis eram lançados em direção a Dabi, por mais que o moreno não se importasse, Midoriya fazia questão de ficar irritado por ele - Que merda - Resmungou grudando mais ainda no maior.

- Ignore, me interesso mais no que você vai fazer do que na opinião pública sobre mim - Piscou para o esverdeado tentando o acalmar.

- Bem, consegui um bico como auxiliar de um repórter que vai entrevistar a Academia U.A hoje, tive sorte em achar algo assim em cima da hora.

- Sorte? - O olhou sarcastico - Impossível, é provável que você tenha manipulado o repórter de algum jeito pra fazer uma entrevista na escola, e como bônus foi chamado pra ajudar.

- Nossa - Sorriu cutucando a bochecha do moreno - Você 'tá pegando o jeito.

- Não sou idiota - Mordeu levemente o dedo do sardento - Quanto tempo vai durar?

- Humm - Ele parou pensativo - Acho que até o dia do ataque - Mostrou a língua brincalhão.

- Quer dizer que não vamos nos ver por uma semana? - Izuku sabia quando Dabi estava triste, com raiva ou feliz, mesmo que tivesse um rosto totalmente inexpressivo, ele sabia diferenciar seu humor pelos pequenos detalhes, e naquele exato momento ele estava irritado.

- É só uma semana - Correu para ficar a frente do maior e subiu na ponta dos pés segurando o rosto do moreno com as mãos - Você não vai nem sentir o tempo passar - Ele riu ao ouví-lo resmungar alguma coisa baixa.

- Vai ser um inferno - Olhou para frente e percebeu que já haviam chegado ao local - Antes de ir, quero um presente - Dabi sorriu malicioso.

- M-Mas estamos em público - Ele corou. Era adorável o quão rápido ele mudava suas ações - Shicchan vai te matar se descobrir que fez isso em segredo.

- Ele não precisa saber - O moreno encurralou Izuku contra o muro da construção, desceu a mão até a cintura do menor e aproximou o quadril dele do seu, teve que se abaixar a fim de conseguir selar os lábios dele.

Dabi começou dando mordidas no lábio inferior lentamente antes de investir para algo mais quente. Pediu passagem com a língua que automaticamente foi cedida, o corpo de Midoriya já estava acostumado aquelas sensações, ele não tinha controle das próprias reações. O moreno adentrou a boca do sardento com desejo, a necessidade de sentir a língua de Midoriya era extrema. O beijo foi selvagem, Dabi apertava a bunda do menor possessivo enquanto a outra mão ligeiramente entrou na roupa dele passeando pela pele pálida. Midoriya o empurrava na tentativa de respirar, mas o moreno não o deixou escapar, enrolava a língua na do esverdeado roçando em uma voracidade quase palpável, ele só deixou que Izuku buscasse por ar quando foi mordido. Relutante, o maior aceitou sua derrota tendo de lidar com um lábio sangrando e um pequeno adolescente nem um pouco contente.

- Você é terrível! - Ele resmungou ofegante ajeitando as roupas bagunçadas - E se alguém nos visse?! Isso é constrangedor... - Dabi não pôde resistir às adoráveis bochechas rosadas de Midoriya, que agora se encontravam infladas como as de um hamster.

- Já disse que não me importo com o que os outros pensam - Ele acariciou o rosto do sardento - Mas seria divertido que pensassem que somos um casal - Roubou um selinho do menor antes de se afastar.

- Dabi! - Gritou envergonhado para o moreno, mas já era tarde para ser ouvido, Dabi desaparecera tão rápido quanto surgira - Você me paga... - Resmungou respirando fundo - Bem, vamos logo com isso - Ele encarou o grande edifício a sua frente e começou a andar em direção a entrada - Boa sorte pra mim - Ele riu do próprio comentário - Sorte.. Não é?



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