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História Masmorra. - Capítulo 19


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Notas do Autor


◊ Opa, povo bonito, magnifico e angelical! I AM HERE.

◊ Desculpem não postar por quase um mês, é que eu fiquei com um bloqueio criativo que não conseguia nem ver o bloco de notas, sabem? é péssimo, então pra não forçar nem nada resolvi deixar o tempo levar mesmo. E deu nisso né. Além disso, minhas aulas voltaram e essa semana foi um tanto difícil me organizar pelo app do governo, que é uma bosta hehe mas estou me acostumando e melhorando, eu espero.

◊ Esse é o penúltimo dia, se eu conseguir semana que vem, dia 28, teremos o último dia.

◊ EU JURO! que fiz o que pude! não estou acostumado a escrever lutas, mas fiz o que pude, mesmo. Espero que gostem e desculpem de não ficar na expectativa de final de fanfic.

Capítulo 19 - Dia 18



E mais semanas se passaram, quase um mês nos preparando, reunindo tudo que pegamos da primeira invasão, pensando e criando um plano para tentar finalmente derrubar o reinado de Magi. 

A parte mais complicada de pensar foi nas famílias influenciadoras que Shouto teria de cuidar quando assumisse o trono e poderiam dar problemas se fossem contra a queda, e claro que seriam. No fim, conseguimos trazer poucas para nosso apoio, as outras ficariam para depois. 

A guarda estava aumentando a procura, que se tornou execução para nós, e muito dinheiro para quem disse-se onde estávamos. O que só fez com que ficássemos mais discretos e atentos já que passamos a ir em duplas para a cidade, conversar, convencer e certificar quem estava do nosso lado e quem lutaria conosco, sempre mudando de ponto de encontro com as famílias claro. Às vezes, foram poucas, tivemos que ir atrás de alguns guardas que atormentavam uma vila, diminuindo minimamente o número de soldados para o futuro. 

Aqueles que não estavam indo ao vilarejo, como Shouto, Lida e Aizawa foram até o Reino Youruzo atrás da majestade Momo, de acordo com Shouto, assim que conversaram ela já disponibilizou um pelotão, para depois ir falar aos seus pais, os reis, sobre a ajuda. Seu apoio chegaria em dois dias.

Agora, estávamos já dentro da cidade principal, tudo seria colocado em ação.

Na noite anterior sendo mais uma das que não conseguia dormir, não pelos pesadelos e sim pela ansiedade que me corroía por dentro.
Fiquei me mexendo tanto que Kacchan ficava mandando eu ficar quieto, mas simplesmente não dava, nem para mim nem para ele. Então, no meio da falta de sono, eu tive uma ideia

- Quer fugir daqui? - Perguntei.

Nem precisei perguntar de novo, ele se levantou apressado o que me fez rir. Fomos até a entrada da tenda, a maioria deles talvez não também, Denki e Shinso estavam deveriam estar de vigia, Nemuri provavelmente estaria acordada também, então, sairíamos pela direção oposta. Rezando que Lida ou Nemuri não soubessem daquilo.

A lua estava encoberta, mas sua luz passava pelas nuvens brilhando levemente nosso caminho.
Eu e Kacchan corríamos lado a lado, sua mão quente encobrindo a minha no vento gélido, porém refrescante era bom de se sentir.
Depois de correr tanto passamos a apenas caminhar tomando cuidado para não ir muito longe e não cair em nada. 
Fazia quanto tempo que não saiamos escondidos a noite? 

- Eu senti saudades disso. - Comentei já sentado abaixo de uma árvore, ainda de mãos dadas.

- Se o quatro olhos tiver nos visto tu vai levar a culpa. 

- Você sabe que o discurso vai ser pra nós dois do mesmo jeito. - Respondi rindo e ele bufou.
Ficamos em silencio por um tempo apenas sentindo a brisa me acalmar, levando junto ao vento toda a tensão que tinha em comparação ao dia seguinte. 

Ficamos um curto tempo, apenas sentados na grama, em silencio. 

- Oe, tive uma ideia. - Disse si levantado, eu o encarei confuso o vendo pegar distancia, correr e saltar para alcançar o galho da árvore que estava apoiado, sua capa caindo do galho acima de mim. Ele apenas continuou escalando, se sentando no galho apoiando as costas no tronco alto, um pouco mais alto, me encarando.

Entendi o que queria propor. Me levantei sorrindo em desafio também, refazendo seus passos, mas, na diferença que ele conseguiu pular e alcançar o galho de primeira, quando fui tentar, por ser mais alto, ele teve que esticar a mão e me ajudar a subir até onde estava.

- Exibido. 

A vista era linda e o vento batia mais ainda.

Eu o olhei de canto, a luz deixava sua pele mais clara igualmente seus cabelos, mas deixavam seus olhos mais vermelhos, isso acontece muito quando ele fica à mercê da lua. Encantador. Às vezes me pegava o encarando, apenas deixando meu coração dançar de novo, pensando como tinha dado uma ótima sorte em o conhecer e o ter comigo, como as coisas haviam mudado apenas em alguns meses desde que eu, Shouto e Lida fugimos pela primeira vez. 

Já ele olhava para as árvores na nossa frente, sério.

- Ei, está tudo bem? - Perguntei chamando automaticamente sua atenção. - Parece que está pensando mais do que eu. 

Kacchan se virou para me encarar de frente, os olhos vermelhos brilhando, ele se inclinou um pouco, sua mão tocou minha bochecha e me puxou para mais perto, ele me encarou ainda sorrindo, desafiador e logo me beijou.

O beijo foi um pouco feroz, mas calmo também. Não consegui ter outra reação além de fechar os olhos, surpreso, ainda sentindo sua mão no meu rosto, o vento gélido, meu rosto esquentando e as folhas ao redor no silencio da noite. Sua boca era macia, mas brusca, um tanto intensa, meu coração batia forte, ainda sem o ver, um sentimento repentino de querer rir, como se algo se expandisse em meu peito. Passei o braço por trás de sua nuca segurando-o com a mão direita, mantendo a outra mão apoiando meu corpo em cima do galho, sentia-o acariciar minha bochecha com a mão direita, a esquerda também se apoiando no galho. O beijo foi intensificando, fui sentindo-o melhor, sua boca, sua língua e mesmo sem querer as vezes seu dente, quando sorria. O vento, o ar fizeram falta. No fim, ele ainda me encarava.

Katsuki, é péssimo com palavras, menos quando é para xingar ou amaldiçoar alguém, mas, com os acontecimentos recentes, se via encarando mais as sardas do rosto do que chamava de namorado, e como havia mudado desde que o viu quase morrendo de tanto correr até seu cavalo, ou segurando uma espada de uma forma tão desastrada que nem sabia que podia se segurar daquela forma. E como havia se deixado ser mudado por um arbusto ambulante. Era uma droga que havia se acostumado.

- Eu, to bem. - Confirmou sorrindo de canto. 

Estava recuperando o folego, mas a vontade de rir foi maior. 

- Faltou ar no grande celebro? 

- Não, não eu to bem - Respondi recuperando o folego. - Você que anda estranho, pensando demais até para minha opinião.

- Eu? não posso ser, como reclamam? carinhoso? Deku só reclama! nada está bom!

- Sem querer nada em troca? é suspeito, eu não vou te dar minha adaga pra amanhã não! 

- Eu lá quero sua adaga!? - Perguntou indignado, virando o rosto encarando a visão que tínhamos do galho.

Várias árvores, umas mais altas e outras menores do que a que estávamos, dava para ver, um pouco, de brilho na estrada principal, mas o ápice era a lua cheia e brilhante que tomava o céu, as estrelas e as nuvens do céu.

- Quer sim que eu sei que anda de olhos nela! - Rebati cruzando os braços ele voltou a apoiar as costas no tronco. Estava sentado com as pernas jogadas de cada lado de frente para ele. Sorrindo convencido. 

- Viu, eu sabia! 

- Depois eu que sou pão duro.

- Se queria emprestada poderia pedir! 

- Deveria te jogar daqui. E ficar com a porcaria da adaga.

Eu ri novamente. - Só me ameaça também! você nunca faria isso. 

- Eu te odeio, arbusto insuportável ambulante! E eu só não te jogo porque é o protegido de todo mundo daquele acampamento! 

- Odeia nada! e se achar ruim vai falar com a Nemuri. 

- E escutar um monólogo de como ser um melhor namorado do que já sou? estou fora. Se acostume com isso pelo resto de sua vida que é mais fácil. 

Meu sorriso aumentou ele não havia percebido - Resto da vida? jura? 

- Se inventar de morrer, eu mesmo te mato. - Respondeu sem jeito e por mais que negue, envergonhado. Logo, pulou de cima do galho aterrissando na grama. - Muito alto pro menininho descer? 


- Exibido! e fujão! - Respondi de cima, tentando pensar na melhor forma de descer. - Volta aqui e responde, resto da vida é?
Com aquele clima, nem parecia que na tarde seguinte iriamos atacar ao reino.

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Eu, Shinso e Mina estávamos escondidos dois becos de uma casa vazia, grande e bela do centro de Magi.
Eu respirei fundo, esperando Shinso me entregar rapidamente minha flecha, esta que teria fogo, na qual usaria para atear na grande casa branca que observávamos. Mina, observava o lado oposto que nós encarávamos.

Primeiro passo: Criar um tumulto. Iriamos mirar e incendiar uma casa vazia de um dos burgueses que nos apoiavam, criando uma confusão em chamas pela cidade, em vários pontos diferentes. O que, esperávamos atrair bastante guardas. Esperaríamos para sair assim que víssemos os demais pontos de fumaça.

Várias pessoas passavam abaixo de nós, estávamos escondidos no telhado de outra casa, uma mais alta que a que mirava. Abaixo, as pessoas em roupas desnecessariamente luxuosas e engomadas para o calor que batia, indo e vindo, sem perceber a movimentação de pessoas simples aumentado subitamente.  

Shinso me entregou a flecha com a ponta em chamas, eu não esperei nada. Respirei fundo, pensando em muitas coisas que faríamos e, caso desse errado, o que poderíamos fazer. Me levantei um pouco mais que os outros, mirei e soltei a flecha, logo vendo o telhado da casa branca pegando fogo. Não demorou muito para o fogo ficar visível por um cidadão que passava. 

- Vamos ficar mais um pouco - Disse, abaixado junto de Mina e Shinso. Que concordaram.

- Ei, não fica tão eufórico, vamos ver os outros mais tarde. - Disse Mina baixo ao meu lado, sorrindo largo.

- Den, deve estar gostando disso, isso sim - Comentou Shinso, vi um semblante de um sorriso passar em si. 

- Coloca Kacchan junto, pelo menos Lida os impede.

- Dois loiros que botam fogo em tudo - Riu Mina, voltando atenção em guardas do reino que corriam desesperados para apagar o incêndio que não tomava mais apenas o telhado. - Vamos descer, vi o sinal deles do outro lado.

- Minha casinha! - Gritava uma bela mulher ao guardas, chamando muita atenção - Isso vale mais que sua vida! apaguem esse fogo!

- Chamem mais pessoas! precisamos de mais água! - Gritava o guarda aos demais.

Sem disser mais nada, nós três descemos do telhado, saímos num beco, a mulher que gritava pela "casinha singela" nos viu, sorriu e voltou a gritar com um guarda, o que tomou tanta atenção e nos deixou a oportunidade de sairmos. Quando paramos e começamos a andar normalmente, ouvimos guardas correrem na direção que saímos falando " Outro incêndio?! Aonde?" " Do outro lado senhor!" " Mandem ajuda para lá, agora! e avisem os outros, isso não é coincidência" "Sim senhor" e uma guardinha correu, esbarrando em nos três.

- Saiam da frente, inúteis! 

- Temos que correr mais - Avisou Shinso. Eu e Mina concordamos e corremos, passando por cada vez mais plebeus.

Começamos a andar mais nos cantos das casas, passando por pessoas nobres, algumas sem entender nada e outras reclamando da movimentação. Víamos mais e mais pontos de fumaça. Entramos numa outra casa até que média comparada as demais. Não vi a casa toda, apenas a primeira ala, luxuosamente mobilhada. Lá, haviam Nemuri, Nezu, Eijiro e Shouto.

- Tudo bem com vocês? - Perguntou Shouto ao nos ver, parando de andar de um lado ao outro. Ele, usava um peitoral de ferro, sua espada média pendurada há sua esquerda, usava botas grossas e calça com um pouco de metal em algumas partes.

- Sim, foi tudo bem.

- Aonde estão os outros? - Questionou Shinso. 

- Aqui! - Disse Denki vindo dos fundos, atrás dos outros três, acompanhado de Katsuki, os dois sorriam estranhamente satisfeitos. 

- Foi tudo bem também - Confirmou Kacchan.

- Vamos esperar a confusão piorar, vocês vão conseguir sair logo após - Disse Nezu. 

- Momo deve chegar a qualquer momento no meio da confusão - Contou Shouto.

- Temos que tomar cuidado, os guardas estavam falando para avisar outros deles, acham que não é um acaso. - Avisou Mina preocupada. 

- Espero que os outros se deem bem - Murmurei vendo Nezu e Nemuri pegarem mais peitorais e uniformes, nossas espadas estavam penduradas onde deveria ser os quadros. 

Uma gritaria começou ao lado de fora. 
- Um ataque?! - Gritou alguém, em choque e surpreso. 

- Estão nos atacando! - Exclamava outro, mais sério - Esses inúteis! matem todos! Chamem mais!

- Eles estão armados! - Gritou em aviso outro homem, depois um grito agudo e nada mais.

E o som de guardas tomando as ruas foi a nossa deixa. Burgueses gritando pela confusão e mais vozes.

Passo dois: A revolta. No lado de fora, estavam Aizawa, Shinso e Sero, os dois infiltrados como simples comerciantes perdidos no caos. Mas, quando os vigias menos esperassem, eles junto dos outros comerciantes os atacariam, aumentando o caos.

Respirei fundo acalmando a mente, senti os dedos de Kacchan roçando no dorso de minha mão. Ele também estava sério. 
Quando Nezu abriu a porta, dispomos a correr em direção a entrada do castelo.

Eu, Katsuki, Shouto, Kirishima, Denki e Mina.

O plano começaria de verdade, naquele momento. 

Corremos com certa dificuldade pelo peso dos peitorais e as armas que usávamos, passamos por guardas que corriam indo para o lado oposto ao nosso. Eles nos ignoraram. Já, em dado momento, passamos em becos, chamando um grupo entre 12 plebeus que nos seguiam normalmente.

Eu e Denki nos separamos dos outros em dado momento, correndo a frente deles, outros quatro seguiam junto de nós. 

- Vocês três podem dar a volta, fiquem do outro lado, se puderem se distanciar um pouco das árvores um dos outros melhor - Ditou Denki enquanto corria com eles, - Até maninho!

- Te vejo mais tarde - Disse me despedindo o vendo sumir rapidamente com seu grupo na floresta. Me virando para os três que estavam comigo.

Todos entre a mesma idade, a garota tinha 17 anos. Um dos loiros tinha 19 anos e o namorado da garota também.

Um dos meninos, de cabelos loiros longos até seu ombro, ele tinha a altura de Denki, e nada discreto, seu arco mesmo nós o entregando um simples de madeira havia conseguido enfeitar o mesmo com pedrinhas do lago, igualmente suas flechas, com penas que havia pintado de coloridas. Seus olhos pareciam ser roxos e escuros como Shinso. Usava um sobretudo marrom, quase tão luxuoso (apesar de simples) quanto os de Shouto. 

- Conseguem subir?

- Desde que não rasgue minha roupa, não é fácil fi...

A menina, de cabelos curtos castanho, seus olhos eram bem redondos um pouco mais escuros que seus cabelos. Usava uma blusa branca com um moletom azul escuro em cima, e luvas azuis e brancas desbotadas, ela era a menor de nós. Seu arco e flechas simples. 

- Conseguimos sim - Interrompeu a garota sorrindo, já escalando indo escalar a árvore próxima. Distante dos dois meninos.

- Cuidado Toru! - Disse o rapaz ao seu lado, ela sorriu de volta enquanto ele corria para a outra árvore.

O Outro rapaz, seu namorado pelo que entendi, era o mais alto, cabelos loiros curtos penteados para frente, seus olhos eram finos e pretos. Ele usava um moletom cinza fechado por uma fita preta, também não havia mexido no arco.

Eu subi na árvore mais alta que as outras três. Lá, pude ver melhor o que acontecia. As muralhas intactas, com vários militares um pouco desnorteados indo de um lado para outro pelos ataques na cidade. A cidade, atrás de mim, um pouco tampada pelas plantas ao meu redor, diversos pontos cinzas de casas incendiadas tomando os céus, deixando o vento que vinha daquela direção calorosos, guardas correndo.

Estava num bom ponto, estrategicamente, vendo o nosso grupo falso levando os plebeus, se aproximando da entrada principal. Da distancia que estava não via eles diretamente. Estavam parados conversando com o guardião central, nas proximidades, em cima da muralha, pude ver perfeitamente o momento que um dos guardas maior de cima do muro esfaqueou o outro, jogando-o para baixo. A movimentação dos outros ao redor, parados, surpresos e mais um próximo foi esfaqueado e derrubado.

Passo três: A confusão de dentro. Lida, horas antes quando ainda estávamos arrumando tudo, conseguiu entrar lá dentro, usando as novas fardas de guardas que havíamos matado na defesa das aldeias. Assim quando menos esperassem, ele atacaria.

Antes que tenham alguma reação, o guardião central também foi esfaqueado, os plebeus também se revoltaram tirando espadas e adagas. Atirei uma flecha, acertando a cabeça de um vigia próximo de Lida, que corria acertando os outros atônicos. Mais cinco flechas surgiram, cada uma acertando um ao redor dele. 

Olhe, eu não gostei disso, não apoio essas mortes, claro. Mas, não tinha como vencermos isso sem matarmos alguém também, claro, os guardas eram, na maioria, inocentes apenas seguindo ordens do Rei, mas eles seguiriam até na morte e não hesitavam em nos matar. Não podíamos deixar de fazer o mesmo, mesmo dando opção de se entregarem, numa guerra, não havia como conversarmos pacificamente com eles.

A briga ia aumentando, nenhum dos nossos errava as flechas, chegavam mais e mais guardas e igualmente mais do nosso lado. Rapidamente, desci da árvore, aviando por meio de um assobio alto. Corri indo à entrada do palácio, vendo Denki passar por mim indo à cidade. Cheguei ao lado de Kacchan, adentrando a confusão.

- Vão vocês! tomamos conta daqui! - Gritou Eijiro. 

Eu, Shouto e Katsuki assentimos. 

- Não o deixem chegar ao rei! - Gritou um deles, antes de não falar mais nada.

Ignoramos os guardas tentando nos parar. Corremos rumo castelo a dentro. Rumo à procura do Rei.

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Na cidade, no meio do fogo e dos ataques. Estavam as cidades e alguns membros dos Teki ajudando e liderando o ataque e defesa.

- Matem esses ingratos! - Berrou um capitão, antes de Aizawa o perfurar com sua espada. 

- Capitão! - Gritou um soldado correndo ao lado oposto de seu superior dando de cara com Shinso, este que também o atacou. 
- Você deixou um escapar - Disse caminhando até o mais velho.

- Nem todos precisam ser pegos - Advertiu cansado como sempre. - Se correrem, deixe-os fugir.

- Menos trabalho então. - Concordou o mais novo, se separando de Aizawa. 

Cidades também morriam ao redor, no começo em maior número, os vigias do rei são excepcionalmente treinados afinal. Mas, os Teki levaram uma boa parte do início da batalha deixando os simplórios se reorganizarem. Os compradores que estavam lá foram botando mais fogo nas coisas. 

Shinso, estava concentrado em defender um grupo de três vendedores. Ele defendia os golpes dados contra dois guardas maiores. Aizawa estava do outro lado, os vendedores já haviam corrido, mais dois guardas chegavam. Nemuri também estava longe, ajudando outros do grupo simples. Olhou mais ao redor, tentando achar um plano de fuga. 

- EI! - Gritou alguém. Após isso, duas flechas rápidas derrubaram dois dos quatro, no susto, ele derrubou os outros dois com mais facilidade, deixando-os sangrando no chão.

- Boa mira, flechinha. - Disse aliviado também pôr o ver.

-Tudo bem? morto vivo. - Perguntou sorrindo pelos apelidos bestas  

- Sim. Aizawa e Nemuri estão em lados opostos, mais dos engomadinhos chegam a cada minuto e perdemos alguns vendedores. 

- Deve parar de chegar agora que tomamos o castelo. Só temos que esperar até a cavalaria chegar. Então, aonde vamos primeiro?  - Questionou Denki, colocando outra flecha em seu arco. Shinso o guiando para mais dentro da briga, ele na frente e Denki no fundo em sua cobertura.

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O castelo estava numa situação mais complicada que os demais.
Guardas e mais guardas saiam da grande construção como um formigueiro que havia sido derrubado.

- Atrás! Eijiro! - Gritava Lida de cima da muralha avisando aos companheiros sobre as posições dos inimigos. Lá era o lugar com menos brigas, onde facilmente foi tomado, os artilheiros que estavam nas árvores já estavam lá também, eles acertavam quase tudo, o que fazia suas flechas estarem acabando. - Mina, esquerda e atrás!

- Obrigada! - Agradeceu a garota, que lutava com um sorriso ao ver os homens caírem, atacando mais um homem, o derrubando

 - Quantos ainda?! - Gritou Eijiro preocupado e já ficando cansado.

- Não consigo saber!

- Dois pelotões, quase. - Gritou a garota, Toru, incerta. 

- Droga - Exclamou Lida olhando rapidamente a cidade com mais pontos cinza. - Vou descer! 

- Pode ir, damos conta - Assegurou o rapaz de moletom.

- Eles mancharam minha roupa de sangue, brutos! - Reclamou o outro loiro, irritado, mirando e acertando com mais precisão.

- Vem para cima! - Gritou Mina voltando a atacar.

 

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Em algum momento Shinso e Denki se separaram.

Denki não sabe dizer ao certo quando, já que corria atrás do namorado lhe dando cobertura, mas pela multidão acabou não o vendo mais.
Estava morrendo de calor dentro daquele peitoral, a cidade em chamas não ajudava em nada, mesmo que evitassem os locais incendiados estava ficando difícil já que eles só aumentavam. Pelo menos, achava que os guardas estavam diminuindo, esperava que sim. 
Mas, mudou de ideia quando viu algo que nunca iria sair de sua cabeça.

Estava correndo para a área que sensei estava cuidando. Acabou encontrando Sero atirando e acertando os outros ao lado de Nemuri.
Aproveitou e pegou o máximo de flechas que encontrou nos corpos de soldados caídos ou as que já até haviam acertado alguns.
Quando o viu, se arrependeu na hora. 

Ele estava cercado, junto de alguns outros simples plebeus. Cercados contra o fogo e os soldados que brandiam suas lanças e escudos. 
Tentou acertar os guardas, mas estes agora usavam capacetes, eram a última leva que haviam saídos mais preparados do castelo. A flecha se quebrou chamando atenção do mesmo, Shinso também o olhou. O mesmo, acreditando que tinha a oportunidade ótima de distração dos guardas, tentou avançar junto dos outros ao seu redor. 

Uma ação precipitada numa situação imprevista. 

Num movimento rápido, que aos olhos de Denki foi lentamente dolorido, o guarda central se virou com sua lança, cortando-o na lateral, aonde sabia que a armadura não defendia completamente. 

Kaminari, gritou querendo chamar atenção, o máximo que pode até sentir o peito parar sem o ar, mas o barulho de lutas e outros gritos ao redor o fizeram passar despercebido. Ficou platônico, vendo Shinso e os outros que estavam com o namorado serem mortos num simples gesto, como se não fossem nada. Seu peito subia e descia, nem se matasse todos ali se sentiria daquela maneira.
Nem notou, ou não fez questão de tentar notar o guarda que estava as suas costas, pronto para o espetar também.  

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Lida tinha machucados, havia sido derrubado e havia batido a cabeça e as costas, perdendo uma parte de seus óculos, sendo salva por flechas e por Mina. 

- Quanto mais - Reclamou a garota lhe dando as costas para defender quem pudesse aparecer. 

- Não sei, suponho que pouco, espero. - Respondeu se levantando, um de seus olhos ardiam, esperava que nada tivesse entrado quando perdeu a parte dos óculos

Já haviam levado boa parte dos vigias, mas não chegava a ser nem metade do que faltava, para ajudar, alguns haviam conseguido fugir para a cidade. 

- Os pontos de incêndio estão um pouco menores! - Gritou Kirishima de cima da muralha, derrubando mais um dos que lhe atacavam.

- Minhas flechas estão acabando! - Avisou o rapaz loiro colorido.

- Minhas também! - Avisou a garota no outro lado da muralha, disparando mais uma flecha.

- Desce e pega dos que derrubamos para fora, deve ter mais algumas! - Mandou Mina.

- Eu dou cobertura! - Avisou o namorado na menina.

Com os principais líderes ocupados, e ninguém realmente conseguindo prestar tanta atenção no palácio, não notaram o ponto cinza levantar aos céus, saindo dos fundos do lugar. 

- Vamos continuar, logo entraremos caso necessário. - Ditou Eijiro, sem realmente notar o ponto cinza se tornando mais denso aos céus.
Os outros também concordaram. Aguentariam mais um pouco naquela luta.

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Quando se virou, quase foi tarde, ainda não teve reação. 


- Denki! - Jirou, a guarda pessoal da princesa Momo estava parada na sua frente, sua espada completamente vermelha. 


Era estupidez, claro, mas um aponta de esperança lhe bateu. Pensou que poderiam salvar Shinso, a ajuda havia chegado e talvez, apenas talvez, não tenha sido tarde demais. Jirou se assustou com o olhar vazio que via no loiro que a deixava animada sempre que os via, agora a deixava preocupada. 


Ela estava despreocupada em relação as pessoas ao redor, seus guardas do reino de Yaoruzo lidariam com as coisas, ou o que sobrou para lidarem. Nisso ela não se orgulhava, havia chegado muito tarde pelas estradas estarem cheias de lama, conseguindo passar apenas um pequeno pelotão seu para ajudar, se apressou como pode.


- Não fique parado! vamos! ainda temos um reino a recuperar - Mandou deixando aquilo para se resolver mais tarde. 


Denki ainda não lhe respondia.


Pensava nos amigos, em seu sensei, como contaria sobre o filho para seu professor?


- Den?! - Rapidamente o puxou pelas mãos para o acordar, o puxando para o campo que ainda havia uma batalha se cumprindo. 


Passaram diretamente pelo grupo que havia visto morrer há pouco. Shinso ainda estava lá, num vermelho que nunca esqueceria. 


Logo depois de tudo mais alguma coisa chamou sua atenção. O grande cinza que tomava o céu vindo do palácio. 


- Colocaram fogo no castelo?! - Exclamou Jirou, seus soldados tomavam as ruas. 

 


Notas Finais


▯ É isso! kkkkkkkk espero que tenham gostado! Vós vejo semana que vem com o último capítulo dessa grande história.

▯Bem, eu não tive muita opinião formada...meio que gostei, em partes que não, mas é a vida né.

▯ Obrigada por tudo.

⇒Vós vereis semana que vem ⇐


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