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História Masquerade - Capítulo 1


Escrita por: e ProjectLoidBR


Notas do Autor


Sim, eu escrevi isso no primeiro dia do mês e estou postando no primeiro dia do outro mês(risos)... É bem óbvio que não vou conseguir terminar no tempo extra, mas vamos ter esperança do meu shipp cair nos próximos meses :'3

Ooh, um detalhe importante... Usei o Gakupo como um dos protagonistas pelo mês ter sido dele. Mas também adicionei outros dois que foram sorteados, que foi a Neru e a Ruby~ Mas elas só vão aparecer depois, enfim...

Boa leitura! ❤

Capítulo 1 - Noite de Halloween


Aquela era uma noite animada para todas as crianças, afinal, era Halloween: dia de pedir guloseimas saborosas – ou fazer divertidas travessuras. Vestidos com suas fantasias de monstros e criaturas das trevas, aquelas pequenas crianças brincavam pelas ruas e batiam nas portas com suas bolsas a espera de mais e mais doces. Pirulitos, balas ou chocolate, não importava qual fosse, o importante era ter bastante açúcar!

Kaito, um pequeno garoto de apenas nove anos andava naquelas ruas com dois de seus amigos. Ele estava com falsas presas, fingindo ser um vampiro. Sua melhor amiga, Miku, estava com um chapéu pontudo de bruxa. E seu melhor amigo, Kiyoteru, estava com roupas rasgadas e com a pele pintada de verde, fingindo ser um zumbi.

– Eu adoro quando dão doces, mas eu bem que queria fazer alguma travessura esse ano. – Reclamou Miku, com suas bochechas infladas.

A menina era baixinha e tinha lindos cabelos verde-água presos em um par de maria-chiquinha; seus olhos eram redondos e no tom ciano.

– Prefiro ter uma bolsa cheia de chocolate do que encher um quintal de papel higiênico. – Disse Kiyoteru, indiferente.

Ele era o mais velho entre os dois, seus cabelos eram pretos e lisos; usava óculos retangulares e possuía olhos acinzentados. Seu semblante era sério e tranquilo.

– Ninguém me deu bala de caramelo. – Ignorando os amigos, Kaito mexia em sua bolsa, triste por não encontrar seu doce favorito.

Seu cabelo era azul escuro; possuindo olhos ao mesmo tom. E diferente do mais velho, Kaito era animado.

Kiyoteru bufou com o comentário, abrindo sua bolsa para contar quantas balas das que Kaito mencionou ele ainda carregava, logo estendendo sua mão cheia delas. O azulado abriu um sorriso largo, pegando as balas que recebera e as guardando com muito carinho.

– Está me devendo o dobro de chocolates agora.

– O que você mais pegou foi chocolate, nem vem!

Miku riu dos amigos.

– Vamos logo, ou vamos perder mais tempo. Daqui a pouco vai amanhecer!

Após assentirem, os três voltaram a caminhar, procurando casas que ainda não tivessem visitado. Kaito olhou ao redor, encontrando muitos guardas de patrulha, mesmo naquelas ruas que eram próximas ao batalhão. Tal segurança reforçada já era o esperado, mas ainda assim, era comum sentir aquela ansiedade por ver tantas pessoas armadas ao seu redor.

Era de se esperar tais presenças pelo motivo daquela ser uma noite que muitas crianças andavam sozinhas nas ruas; as palavras “noite” e “crianças” não eram muito ditas na mesma frase, isso pelo motivo do perigo que corriam: aquele país em que viviam fazia fronteira com o império dos vampiros, fazendo com que fosse muito perigoso, pois sangue humano era o prato principal daquelas criaturas. E, principalmente, se tal sangue viesse de uma criança.

Porém, mesmo cientes de todo risco, crianças sempre aproveitavam aquela noite, pois era a única do ano que podiam juntar tantos doces.

– Ah, acho que não fomos ali! – Miku apontou para uma casa com a porta pintada de vermelho.

Com seu vestido cheio de babados, a garota correu na frente deles e subiu as escadas da varanda.

Os meninos se esforçaram para alcançá-la antes que a mesma ficasse com todas as guloseimas, enquanto pediam que Miku esperasse. Com um sorriso perverso, a garota tocou a campainha antes que eles chegassem.

– Isso não vale! – Avisou Kaito.

Miku respondeu dando língua.

Pela sorte deles, a senhora que vivia ali demorou para atender, dando tempo para que conseguissem pegar tantos doces quanto a garota.

– Tenham uma ótima noite de travessuras. – Sorriu a senhora de idade, fechando a porta depois de dar doces para as crianças.

– Seu plano não deu certo, bem feito. – Kiyoteru implicou.

Miku deu língua novamente, agora com as bochechas infladas.

– Uau, ela me deu várias balas de caramelo! – Kaito sorriu, mostrando as milhares de balas.

– Agora pode devolver as que te dei.

– Nem pensar, não se pega um presente de volta.

Brincando, Kiyoteru ameaçou pegar a bolsa de Kaito, fazendo-o agarrar a mesma com as duas mãos.

Resmungando, Miku desceu as escadas sozinha, procurando alguma casa que ainda não tivessem ido para tentar pegar mais doces que os garotos. Aquela vontade inusitada de ir na frente vinha da aposta que fizeram mais cedo: quem pegasse a menor quantidade de doces pagava um mico, e quem pegasse a maioria escolhia qual seria o mico. Mas mesmo que fossem rivais, as regras de que só podiam andar em grupos de três ou mais eram bem claras. Mas Miku não parecia dar a mínima. Sorrindo após encontrar uma casa que não haviam visitado, ela correu sem nem mesmo dizer nada.

– Espera! – Kiyoteru gritou, ao ver a garota se distanciando mais.

E logo o moreno começou a correr na direção da menina. Kaito desceu as escadas enquanto olhava ao redor; a rua estava vazia. Não havia outras crianças, e muito menos guardas. Algo estava errado, ele sentia que deviam fugir dali o mais rápido que podia.

Com aquele mau presságio, Kaito gritou:

– Voltem aqui agora!

Por ser sempre tão calmo e até mesmo bobo, tal ação fora algo realmente novo pros dois amigos, o que fez Miku e Kiyoteru pararem para encará-lo.

– Temos que sair daqui! – Avisou novamente.

No mesmo momento, ouviram um grito que vinha da casa em que Miku estava indo, junto de um pedido de socorro. Se encontrando de frente para a porta, a garota deu um passo para trás, sem saber o que fazer. Ela sentia que queria tentar ajudar, mas não podia fazer nada por ser tão nova – e estar com medo.

Kiyoteru gritou chamando a amiga, pedindo que ela corresse para longe dali o mais rápido que podia. Mas Miku permaneceu imóvel. No momento em que o mais velho ia correr na direção dela, a porta se abriu diante de seus olhos.

Um homem alto saiu da residência, suas roupas estavam rasgadas e cobertas por sangue, enquanto o mesmo escorria de seus lábios. Ao ver Miku parada diante de seus olhos, ele sorriu, com suas presas a mostra.

Os olhos da menina se arregalaram, quase saltando de suas órbitas. Com o medo tomando conta de sua mente, suas pernas se moveram por conta própria – mesmo que estivessem completamente trêmulas –, fazendo-a correr ao encontro de Kiyoteru. O moreno estendeu a mão para a garota, e ela o agarrou. Porém, os passos dos dois pararam no momento em que aquele vampiro surgiu bem de frente para ambos, mesmo que estivessem em outra direção.

A velocidade daqueles seres ia muito além dos passos de um humano.

Ele estendeu sua mão com unhas longas como garras e puxou Kiyoteru para si, mordendo seu pescoço e sugando seu sangue.

– C-Cor-re... – Tentou gritar, mas sua voz saiu mais como um sussurro.

Miku se virou, e no mesmo momento, Kiyoteu caiu ao chão.

– Para onde vai, pequenina? – Perguntou o vampiro, aparecendo na frente de Miku.

Após limpar o sangue fresco que escorria em seus lábios com as costas de sua mão direita, ele sorriu para a garota. Seus olhos vermelhos brilhavam, assim como aquele cheiro metálico exalava.

Sem dificuldade, o vampiro apanhou o braço direito de Miku, a pendurando para que ficasse em seu alcance.

– ME SOLTA! – Gritou a garota, mas tal reação apenas parecia satisfazer mais aquela criatura. – SOCORRO!

– É inútil, todos daqui estão mortos.

Com aquela frase, Miku engoliu todos os seus gritos. Ele havia matado todos os moradores daquela vizinhança? Tão rápido? Aquilo era possível? Mesmo com tudo que haviam aprendido sobre vampiros, encontrar com um de verdade era muito pior que um pesadelo.

E como fez com o outro, ele mordeu seu pequeno pescoço, pregando suas presas na pele de Miku e sugando seu sangue.

Kiyoteru ainda estava com vida, mas não possuía mais forças para se levantar. Em segundos, aquela criatura havia sugado mais que a metade de seu sangue. Com sua vista embaçada, ele encarou Kaito, que via toda aquela cena com uma expressão de pânico em seu rosto.

– Fu... F-fuja... – Disse, mesmo que achasse improvável.

Kaito não parecia estar ali, na verdade, ele estava em transe. Seus pés pareciam colados no chão, e sua mente não queria acreditar naquilo. Como em tão pouco tempo seus amigos haviam sido tirados de suas mãos? Segundos atrás eles estavam brigando por quem pegaria mais doces. Agora, aquelas bolsas estavam jogadas naquela estrada de pedras, com chocolates e balas manchados pelo sangue que pingava.

E logo, o vampiro soltou Miku, deixando-a cair ao chão. Seus olhos estavam mortos, assim como não havia mais sangue em seu corpo.

– Ops, acho que a matei. – Disse, em tom sarcástico.

Como um flash, o vampiro apareceu atrás de Kaito, enquanto o mesmo encarava o corpo da garota estirado.

– Faltou só você? – A criatura sorriu.

Aquilo não estava certo. Por que matar crianças inocentes? Aquela noite deveria ser divertida para eles. Qual motivo levava alguém a fazer algo assim? Os pensamentos de Kaito não paravam, enquanto apenas acumulava ódio em seu coração.

No momento em que o vampiro ia agarrar seu pescoço com as mãos, o pequeno desviou, fazendo-o levantar suas sobrancelhas. Mas ao invés de fugir, Kaito apenas correu contra o vampiro, dando uma cabeçada em sua barriga. O que obviamente foi inútil.

– SEU DESGRAÇADO! – Gritou Kaito.

Rindo, o vampiro puxou seus cabelos azulados, levantando-o no ar.

– Certo, isso foi divertido. Me deu mais vontade de provar seu sangue.

Aqueles olhos vermelhos que brilhavam eram penetrantes, encará-los deixava seu corpo sem forças, como um tipo de hipnose. Quando, finalmente, ele mordeu seu pescoço, tomando de seu sangue. Kaito sentiu sua vida sendo tomada, enquanto deixava de sentir seu corpo. Sua consciência estava prestes a ser perdida quando algo acertou o vampiro. Não deu tempo de saber o que era, mas o fez soltar Kaito, deixando-o cair.

O azulado levantou seu olhar, e notou a presença de mais um homem. Mas este era diferente, suas roupas eram bonitas, parecia um tipo de nobre. Seus cabelos eram púrpuras e bem longos, presos em um alto rabo-de-cavalo. E em sua face, havia uma máscara preta com bordas douradas.

– A caça foi proibida já faz anos. – Disse ele, seu tom de voz era tão grosseiro que arrepiou sua espinha. – E mesmo assim, continua aqui?

– A-Ah, era só você, Gakupo? – O vampiro deu um passo para trás, sua voz estava trêmula como quem estivesse com medo. – Seria perigoso se algum outro vampiro da alta classe viesse... Mas já que somos amigos, está tudo bem, não é?

– Amigos? – O outro tremeu – Não tenho amigos assassinos. O que fez nesse lugar foi cruel, e fere nossa aliança com o país dos humanos. Você sabe qual a punição por tais crimes, não é?

– M-Morte...

– Isso mesmo. – O mascarado sorriu.

O vampiro que havia feito tudo aquilo tentou fugir, sua velocidade fazia com que se movesse como flashs. Mas, o mascarado cujo nome era Gakupo, apenas estendeu seu braço, fazendo com que o outro surgisse em suas mãos como um tipo de magnetismo.

Seus olhos se arregalaram enquanto tinha seu queixo segurado por aquelas mãos. Ele tentou implorar por sua vida.

– Adeus. – Disse Gakupo, ignorando-o.

E com um aperto, ele estourou sua cabeça como quem quebrasse um frágil ovo. Sangue espirrou para todos os lados, também acertando as bochechas de Kaito. Se ele havia achado aquele poderoso, Gakupo era muito mais. Existia mesmo tal poder tão além de sua imaginação?

Depois de ser decapitado, seu corpo se transformou em pó, se espalhando pelo chão.

Gakupo retirou a luva que usava, jogando-a nas cinzas por estar suja de sangue. Não que suas vestes e máscara estivessem diferentes, mas continuar usando aquela luva parecia causar um tipo de repulsão. Em silêncio, ele se virou para Kaito, e sorriu. A máscara que usava cobria a metade de seu rosto, deixando apenas seus lábios expostos, tendo buracos em seus olhos que deixavam Kaito encarar os orbes violetas.

Embora também fosse um vampiro, Kaito não sentia medo. Por algum motivo, ele não parecia ameaçador.

Dando um passo para se aproximar, Gakupo se ajoelhou, estando cara a cara com o pequeno.

– Agora você me pertence.

Sem ao menor ter tempo de entender aquilo, sua consciência se perdeu pela anemia e Kaito desmaiou.


Notas Finais


Era pra isso ser um prólogo com menos de mil palavras e olha no que deu~ KSKSKKSK Estou gostando bastante de escrever isso e espero que tenham gostado desse cap! Já tenho mais dois prontos, então não devo demorar~ ❤

Como esperado, essa é uma fic pro @ProjectLoidBR, já deram uma olhadinha nele?? 👀👀

Ah, e claro, agradeçam a minha amiga @Mikasa_Cake por ter me dado um empurrãozinho nisso, e me ajudado a continuar escrevendo :'3 Muito obrigadinha!! ❤

❤ Até o próximo~


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