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História Masquerade’s Love - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoinhas, aqui estou eu de novo.
Como disse no capítulo anterior, perdoem meus errinhos, apesar de revisar, sempre escapa algo.

Quem já leu a série Perdida, talvez se lembre de algo em um certo trecho.

Kissus~

Capítulo 2 - The Unlucky Ones


  

 *“— E o que você recomenda para cultivar afeição?

  — Dançar, mesmo que o parceiro em questão seja apenas tolerável.” 

 — [📖] Orgulho e Preconceito 



A acompanhou para a pista de imediato, não tinha nenhum cartão de dança na festa, que tinham que assinar para marcar alguma dança com qualquer moça, enquanto os músicos deram uma pausa para tomar uma água.


  — Tem certeza que quer dançar comigo? — Disse num tom brincalhão. — Não está com medo de que eu pise nos seus sapatos lustrados?


  — Para ser sincero, estou um pouco. Mas é o único jeito de poder conversar com você longe de todos. — Se posicionaram, e pontualmente o primeiro acorde do violino sobressaiu.


  Tomou-a em seus braços e começou a girar juntamente com os outros casais. Quando deram uma volta inteira pelo salão, ela puxou assunto:


  — Deixando de lado nossa aventura, está desfrutando a festa?


  A resposta negativa de Adrien foi tão óbvia que antes de responder soltou um riso sem humor.


  — De verdade, cair no roseiral foi o ponto alto da minha noite. Mas imagino que sua noite foi pior.


  Ela riu, e o som encheu o corpo de Adrien com calidez.


  — Sim, nem me lembre. Que grande par formamos, não é mesmo? Os desafortunados do baile. — Adrien a girou e seu vestido deslizou de um modo que parecia que estava flutuando. — Mas me fale, o que foi tão ruim que aconteceu hoje?


  — O que ou quem? — Adrien disse.


  — Ora, o assunto ficou mais interessante. Quem?


  — Houveram vários “quem” esta noite. Mesmo me escondendo, algumas debutantes vieram falar comigo, e meu amigo ficou uns metros distante, rindo do meu azar. Se quiser, te passo a lista de todas as casadouras.


  Soltou um risinho, rindo da cara dele. 


  — Caso não saiba, faço parte das jovens casadouras.


  — Creio que a senhorita não irá conversar comigo sobre chapéus e laços durante quinze minutos.


  Nesse momento, a garota soltou uma gargalhada. 


  — Me desculpe, mas é engraçado ver o seu lado. Passo pela mesma tortura desde que debutei e alguns homens me perseguem, por esse motivo odeio bailes.


  Adrien sorriu, tinham outro ponto em comum.


  — Por que não se casa e acaba logo com isso? Tenho certeza que já foi cortejada.


  — É um pedido indireto, senhor?


  Adrien ficou gelado.


  — Se acalme, só estava brincando.


  Soltou a respiração que nem sabia que estava prendendo.


  — Mas para responder sua pergunta, quero analisar minhas opções. Não quero me casar com alguém que não me agrade, eu iria ter de lidar com meu erro pelo resto da vida. 


  Chegara o fim da dança, e ele queria muito a convidar para mais uma. Percebeu tarde demais o quanto a queria conhecer mais. Queria saber sobre sua infância, planos para o futuro, seu livro preferido...


  Deu um passo para trás ao se dar conta disso. Nunca sentira essa vontade de conhecer cada pedaço da alma de alguém.


  Mas antes que pudesse dizer algo, e ele sequer sabia o que iria falar, algo chamou sua atenção no outro lado do salão.


  Nino estava fazendo sinais que queria ir embora, e que iria sem ele se demorasse.


  — Tenho que ir. — Disse meio a contragosto. — Espero te encontrar em algum outro momento, senhorita.


  Se curvou para beijar o dorso de sua mão, o largando delicadamente depois. Marinette sorriu amplamente.


  — Até mais ver.


         ⊱⊰


  — Marinette, pare de devanear.


  A garota saltou no assento da carruagem.


  — Onde sua cabeça está essa noite? — Alya perguntou.


  “No salão de dança”, pensou.


  — Em nada. O que você estava dizendo?


  — No Sr. Lahiffe. Ele dançou duas vezes comigo, estou tão feliz!


  Antes que o Sr. Que-Não-Sabia-o-Nome a convidasse para dançar, Marinette vira Alya contente nos braços de um rapaz de pele e cabelos morenos. Era inevitável que Alya ficasse encantada, parecia um homem carismático.


  — Eu já tinha o visto uma ou duas vezes em outras ocasiões, mas só hoje pude conversar com ele. A conversa flui muito bem e ele é engraçado.


  Marinette estava feliz pela amiga, é claro. Só era difícil focar em suas palavras depois dessa noite.


  A festa já começara mal ao esbarrar naquela moça que parecia ter sua idade. Ela a xingou tanto que teve que sair para dar um alívio aos ouvidos. E piorou tudo ao pisar naquele maldito galho. Por que ela tinha que crescer e participar dessa  tortura que é ir a bailes?


  Ela e seus pais moravam em uma cidade no interior da França. Eles começaram uma pequena padaria antes mesmo dela nascer, e cresceu tanto que logo conquistou toda França. Tinham até que fazer entregas para a capital.


  Então há alguns anos decidiram vir morar de vez em Paris, para ficar tudo mais fácil, ainda mais para a mais nova, que acabava de debutar na época. Já tinham conquistado uma grande fortuna, e o dote de Marinette crescia cada vez mais.


  Estavam morando em uma grande propriedade, perto da casa dos Cesáire, que eram grandes amigos desde a pequena temporada que a família de Alya tinha passado na sua antiga cidade.


  Ao se mudar de vez, Alya e Marinette não desgrudavam mais, se encontrando para conversar e cavalgar pelas redondezas.


  Para a garota de olhos azulados, cavalgar era uma de suas grandes diversões. Algo engraçado sobre ela é que, diferentemente de todas as damas da região, usava calças para isso, preferindo colocar um pé de cada lado da sela.


  Esse hábito começou quando era pequena, que achava injusto os meninos conseguirem correr e nadar mais rápido por usarem calça, querendo usar também. Os pais, que eram babões pela menina, aceitaram e compraram algumas para ela.


  E Marinette achava confortável até hoje, usando para passear pela propriedade de sua família e para andar à cavalo. Em outros momentos, se via obrigada a usar os vestidos. 


  Mas usava calça por baixo da saia algumas vezes.


  Quando a carruagem parou na frente de casa, deu um beijo em Alya e desceu com a mãe, avisando que já iria se deitar.


  Em alguns momentos, se lembrava do jovem de cabelos perfeitamente penteados e olhos esverdeados. Se repreendia, era provável que nunca se veriam novamente.


  ~ x ~


  Notícias do dia

Foi descoberto que ontem, por volta da meia-noite, um jovem foi defender uma dama que estava sendo assaltada e quase lhe tirada as roupas por dois assaltantes na estrada. 

A dama em questão, que quer permanecer no anonimato, disse que não conseguiu ver direito na penumbra, mas que o homem estava usando uma máscara negra e estava com um instrumento cilíndrico na mão, partindo logo depois de nocautear os dois.

 E então, quem será o nosso herói misterioso? Será ele um novo parceiro da nossa querida Ladybug?

              Artigo por: Alya Cesáire

  

  — A fofoca voa por aqui. — Adrien reclamou ao ler o jornal do dia.


  Sim, fora ele que salvou a jovem ontem, mas não era de todo verdade o que estava escrito.


  A mulher estava sendo alvo de assaltantes, mas estava com todas as roupas no lugar, e os ladrões aparentavam querer somente seu dinheiro, visto que era óbvio que o tinha.


  Pois bem, ao ver aquilo, pegou uma barra de ferro que estava no chão e foi para cima deles, os atacando. Não tinha sido tão difícil, visto que já teve aulas de alguns tipos de luta para poder se defender. Quando os derrubou, a jovem em lágrimas o agradeceu, saindo correndo.


  Tinha feito um ato benevolante, mas não ao ponto de ser chamado de herói. Olhou de novo para o papel e viu uma tal de Ladybug... quem será essa?


  Deixou de lado o papel e decidiu tomar um café na padaria mais famosa da região, onde tinha os croissants mais gostosos que já comeu.


  Subiu em seu cavalo e teve uma viagem de alguns minutos até seu destino. Ao adentrar a Tom & Sabine Boulangerie Patisserie, sentiu-se flutuar com o cheiro de bolos quentinhos.


  Pediu para a atendente e pediu o de sempre, um café acompanhado de cinco croissants, os recebendo quentinhos. Sentou em um banquinho e ouviu o sininho da porta soar de novo, virando-se e vendo que era Alya... de braços dados com Nino.


  — Bom dia. — Se levantou para os cumprimentar, dando um breve selar na mão de Alya. — Srta. Cesáire, que surpresa te encontrar, ainda mais com Nino.


  Lançou olhares indagadores para Nino, que o ignorou. Quando saíram da festa ontem, o mesmo comentou que estava cogitando cortejar Alya.


  — Olá, Senhor Agreste. 


  — Hoje de manhã li seu artigo no jornal. — Ao ouvir sobre, Alya sorriu abertamente. — Eu fiquei curioso sobre a tal... Ladybug, se não me engano.


  — Ah, sim, o Sr. Lahiffe disse que se mudou há pouco tempo. Vou te explicar...


  — Primeiro sentem-se.


  — Obrigada... Continuando, dizem que Ladybug é uma dama que usa uma máscara vermelha e uma arma por baixo das saias, ajudando a proteger o povo parisiense.


  — Ora, o que ela fez até hoje? — Foi tomado pela curiosidade.


  — Pelo que eu noticiei, proteger os inocentes. Você deve saber que nem todo homem é um cavalheiro. — Alya pausou sua narrativa e deu um calafrio. — O maior crime que ela resolveu até hoje foi quando ela denunciou um lugar escrupuloso! 


  Alya fechou a boca, parecendo ponderar se poderia falar isso em voz alta. Mas seu senso jornalístico aflorou e ela falou baixinho:


  — Um bordel. Um homem detestável raptava garotas para se tornarem prostitutas. Um horror! 


  — Ela denunciou tudo isso? — Adrien parecia maravilhado e assustado com tanta coragem vindo de uma mulher misteriosa.


  — Oh, sim, foi uma bomba na época, meus jornais vendiam por cada canto da cidade. Era um lugar bem escondido em um beco imundo, os policiais disseram que era tudo vermelho, tanto pela tinta na parede quanto pelo sangue.


  Todos na mesa ficaram em um silêncio aterrador, digerindo as palavras de Alya.


  — Vou pedir algo para nós, srta. Alya. O que vai querer?


  — Você me chamou do quê?


  Nino ficou tenso, dava para ver em seus ombros.


  — Me desculpe, foi sem—


  — Tudo bem. — Alya o interrompeu. — Eu não me importo que me chame pelo primeiro nome, só tome cuidado para não me chamar assim na frente dos outros.


  — Claro, claro. — Os ombros dele relaxaram e ele soltou um sorriso aliviado. — Prefere chá de camomila, não é mesmo?


  — Você se lembra... — A garota que agora usava óculos de armação preta abaixou o rosto, encabulada.


  Adrien estava excluído da conversa outra vez. Mas não parecia se importar, admirando o casal.


  Passara uma manhã agradável, mas teve que se despedir. Não podia ficar muito tempo fora de casa.


  Chegando em casa, logo sentiu o cheiro de comida pela sala. Viu Nathalie, a secretária de seu pai.


  — Está uma manhã agradável, senhora Nathalie. Onde está meu pai?


  —  O conde está no lugar de sempre. Vou avisar que você chegou, para almoçarmos. — Fez uma reverência e subiu as longas escadas.


  Como de costume, seu pai estava no escritório. Nem Adrien sabia o que ele tanto fazia lá, já que era proibido de entrar no cômodo, provavelmente novas roupas. Mesmo sendo muito distante, parecia fazer questão de fazer as refeições na companhia do filho, e também administrar toda sua vida.


  — Filho. Vamos comer. — Gabriel desceu as escadas, passando direto para a cozinha.


  — Sim, pai.


  O almoço fora servido. Tudo ocorria em um silêncio sepulcral, tirando o som dos talheres de prata.


  Quando terminou de comer, Adrien  olhou para sua mão direita, que tinha seu anel com esmeraldas encrustadas. Ao vê-lo ali, repousado em seu dedo anelar, se lembrou de quando tinha ganhado, com 10 anos.


  — Isso não é certo! — O menininho loiro fez um beicinho. — Eu fui um menino obediente, mereço ganhar algo.


  — Te compro amanhã então. O que quer ganhar? Um carrinho?


  — Não pai, eu quero um anel! Você sabe, eu te peço desde o início do ano.


  — Já te disse que só rapazes crescidos ganham um, Adrien.


  — Mas eu quero, e com aquela pedra que vimos uma vez, que o senhor diz que tem a cor dos meus olhos.


  Adrien falava sem nem saber o quanto custava uma pedra tão pequena daquela. Mesmo quando os minérios preciosos estavam em abundância, tinham um preço exorbitante.


  — Hmmm, você quer dizer as pérolas?


  — Não essa parte do olho, papai! Estou falando da parte verde, como os da mamãe! — O pequeno se aproximou até encostar o nariz no de seu pai, com olhos arregalados.


  — Ah não! Eu comprei da cor errada, jurava que fossem azuis.


  — Gabriel Agreste! — A condessa, que estava penteando os cabelos ao lado do mais velho, o censurou. — Pare com isso. É lógico que ele te comprou um presente, querido.


  Emilie Agreste, condessa de Aligton e mãe de Adrien, tirou o pente de seus cabelos loiros e acariciou a bochecha do filho com a mão carinhosamente. O conde olhou para a mulher ao seu lado, sorrindo.


  — Sim. Como eu poderia esquecer, filho, se a cada vez que olho para seus olhos vejo sua mãe me observando de volta? — Pegou uma caixinha de madeira que estava escondida atrás de si e entregou aberta. — Aqui está. Feliz aniversário.


  Os olhinhos brilhavam olhando para para o anel negro com esmeraldas repousando dentro de uma fina corrente. Colocou afobado, admirando o presente.


  — Obrigado pai! — O abraçou forte e chegou perto da mãe. — Olhe mãe, que lindo.


  — É muito bonito. Só rapazes crescidos ganham um. 


  — Então eu sou um rapaz agora? Que legal! 


  — Sim você é. — Ela pegou em minha mãos. — Agora você pode usar como um colar, e quando crescer irá servir em seu dedo.


  O menininho colocou o anel no dedão, e o anel bambeava, estava muito largo.


  — Vamos comer algo para comemorar, querido. — A condessa pegou sua mãozinha e o puxou para a cozinha, seguidos pelo mais velho da família


  Este fora o último aniversário que comemorou com a mãe. E no próximo aniversário, assim como nos outros que vieram a seguir, seu pai não deu mais nada, todos os dias se trancava em seu escritório, se afundando no trabalho, e assim seguia até hoje.


  Seu pai nem chegava a o olhar mais, mas fazia questão de saber cada passo que o filho dava e que ele estivesse no quarto à meia-noite e durante as refeições. E se algo mudasse, deveria avisar antecipadamente.


  Quando queria conversar, primeiro precisava avisar Nathalie. E esse ritual ficava estranho, e Adrien foi se retraindo cada vez mais.


  Graças à mudança, tinha mais liberdade para passear e encontrara um bom amigo, então sentia que sua vida estava melhorando.


  Depois disso foi proibido de sair de casa, e no seu quarto começou a pensar no artigo sobre ele. Sabia que tinha uma dama combatendo o mal nas ruas, mas querendo ou não, era perigoso combater tudo sozinha.


  Portanto, ao badalar da meia-noite, encarou sua máscara num debate interno. Ao ponderar, colocou seu terno e sua máscara negra, junto de suas lentes amarelas. Para que fosse mais difícil que alguém que estava no baile o reconhecesse, bagunçou seus cabelos sempre arrumados. Não disfarçaria por completo, mas dificultaria.


  Saltou de sua janela para o galho de uma árvore que ficava logo na frente, pulando dela. Correu até o estábulo e pegou seu cavalo.


  Cavalgou até onde tinha deixado a barra de ferro no dia anterior, tinha percebido que era de grande ajuda para golpes. Prendeu o cavalo em um poste e começou a passear pela cidade.


  Poderia ser uma noite tranquila, mas não se arrependia de sua escolha. Era gratificante ficar ao ar livre em um horário que não podia.


  Ao passar ao lado de um beco, notou um movimento estranho, ficando em alerta. Se aproximou e...


  Um gato preto se espreitou das sombras, caminhando preguiçosamente até ele.


  Adrien baixou a guarda e se curvou para fazer carinho no animal, que aceitou de bom grado.


  — Um cavalheiro deste tamanho ameaçado por um gatinho fofo, que vergonha.


  Adrien levantou rapidamente, olhando para trás.


  Uma senhorita de máscara vermelha e vestido da mesma cor estava de braços cruzados. O vestido, ao contrário das damas da elite, não tinha nenhum enchimento ou babado, ficando mais murcho que os vestidos normais. Talvez sua escolha fosse por ser mais fácil de se locomover, mas também poderia por ser alguém da classe baixa.


  Não conseguia enxergar seu rosto, a luz naquele ponto estava precária e o seu chapéu escondia boa parte. Em passos lentos, se aproximou mais perto, a luz iluminando seu rosto a cada passo para frente.


  — O gato comeu sua língua? 


  Queria responder que sim, havia. Porque a moça em sua frente era a mesma que dançara no baile com ele, ontem à noite.


Notas Finais


Então é isso. Caso tenham alguma crítica ou quiserem falar qualquer coisa, podem comentar, estou disposta a ouvir!

Sobre os poderes, eles vão surgir só depois de alguns caps, quero que Chat Noir e Ladybug já estejam familiarizados um com o outro. Tenham paciência rs


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