1. Spirit Fanfics >
  2. Masquerade’s Love >
  3. Meetings in the middle of the night

História Masquerade’s Love - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Olá mais uma vez! Se ontem eu estava feliz por ter 5 favoritos, imagina minha surpresa ai ver que agora tenho o dobro!!!! Muito obrigada a todos

Ah, vai aparecer na história e, caso não saibam, ópio é uma droga que era usada antigamente que deu origem à heroína, se não me engano.

Aproveitem a leitura e ignorem meus erros. Kissus~

Capítulo 4 - Meetings in the middle of the night


* “ Só porque as mulheres não têm permissão de estudar em locais como Cambridge, não quer dizer que nossa educação seja menos importante.“ 

— [📖] Um Perfeito Cavalheiro


  — Por Deus, Alya! — Exclamou Marinette.


  A de óculos pulou, empurrando Nino para longe com o susto.


  — Eu... — Alya parecia prestes a se desfazer em lágrimas.


  — Fique calma. — Adrien falou, pousando uma mão nos ombros dela. — Não iremos fazer nada, só tivemos que avisar que deveriam tomar cuidado, qualquer um que passar por aqui veria isso.


  — Eu não pensei nisso, quando vi já estava... — Corou dos pés à cabeça.


  — Foi culpa minha. — Nino se pronunciou pela primeira vez, envergonhado. — Me extrapolei sem pensar nas consequências.


  Pela expressão de Alya, o que Nino dizia era mentira. Marinette reparou e achou o gesto nobre.


  Adrien se aproximou de Nino, sussurrando algo que as meninas não conseguiram ouvir, aproveitando a oportunidade, Marinette disse baixinho:


  — Não estou de julgando. Só acho que deveria fazer isso mais escondido, Alya. A não ser que queira se casar na próxima semana.


  — Não quero isso, não agora.


  — Então tá. Deveria conversar com ele. — Os rapazes se aproximaram delas, Nino ainda envergonhado e Adrien com uma expressão séria.


  — Temos que conversar. — O casal disse ao mesmo tempo.


  — Espero que se resolvam, vou para casa agora. 


  — Eu te acompanho até lá, Dupain-Cheng.


  Deram os braços e se afastaram do casal. Saindo do parque, Adrien puxou assunto:


  — Parece que haverá outro baile domingo à noite. Como eu sei que gosta tanto de festas como eu, estava pensando se queria me conceder suas duas primeiras danças.


  Marinette ficou boquiaberta com o convite.


  — Seria um prazer, milorde. Mas saiba que eu posso acabar pisando no seu pé.


  — É desastrada?


  — Você não tem ideia... — Caminharam tranquilamente, o sol batendo em seus rostos, deixando os fios de Adrien ainda mais dourados. — Seu pai trabalha com algo?


  — Ele é responsável por uma marca de roupas, não sei se deve conhecer, se chama Gabriel.


  — Tá de brincadeira! — Deixou soltar um palavreado informal. — Ele é minha inspiração.


  — Gosta de fazer o mesmo?


  — Eu amo, antes de te encontrar tive a agradável notícia que poderia desenhar para a loja da madame Catherine. Este vestido foi eu mesma que criei. — Abriu a sacola mostrando a parte do corpete.


  — Você tem mãos talentosas! Espero te ver usando-o no baile.


  — É claro. — Sentiu-se feliz por Adrien a elogiar. Porque era o filho do Gabriel Agreste e... Era Adrien que a elogiou, oras. — E sua mãe, como ela é?


  — Ela se foi quando eu tinha somente 10 anos.


  — Ai, meu Deus, me perdoe. Não deveria ser tão indelicada.


  — Tudo bem, não tinha como saber. 


  Adrien olhou para seus pés, esperando a parte constrangedora de quando falava disso com alguém passar rápido. Já vira pessoas ficarem em um silêncio constrangedor, outras soltarem um grito surpreso, teve pessoas que até choraram na frente dele.


  — Como ela e seu pai se conheceram? — Marinette disse com a voz branda, destruindo o hábito da pausa constrangedora.


  — Sabendo do sucesso do meu pai, ela pediu para que ele fizesse um para seu aniversário de 20 anos, eles dizem que se apaixonaram à primeira vista. Além disso, meu pai que fez o vestido do casamento deles, quebrando a tradição a pedido da minha mãe. Foi há 9 anos que ela se foi, mas ainda assim... — Engoliu em seco. — É difícil.


  — Entendo um pouco, meu avô morreu há alguns anos, não saí de casa por algumas semanas. Mas lembrei dele dizendo que um dia o encontraria nas estrelas. — Deu uma pausa e então o olhou, sorrindo de canto. — Eram palavras bonitas antes de ler que estrelas são bolas de ar gasosas.


  — Entendo sua frustração, fiquei decepcionado ao saber isso na universidade.


  — Cursou o quê?


  — Física, é a melhor coisa que existe depois dos doces de seus pais.


  — Eu queria cursar alguma coisa, é uma pena que seja proibido...


  Se compadeceu de sua dor, Adrien não saberia o que fazer se não pudesse estudar física em uma universidade.


  — Eu poderia te ensinar.


  Marinette virou o pescoço tão rápido que poderia ter o quebrado.


  — O que disse?


  — Eu não lembro de tudo, claro... — Adrien coçou a nuca, envergonhado. Marinette não pode deixar de achar uma graça. — Mas eu tenho alguns livros lá em casa, poderia te ensinar. Tudo de graça, claro.


  — Ah, Adrien...


  Com os olhos cheios d’água, dispensou formalidades e pulou em cima dele, o abraçando. 


  O mais alto ficou parado, sem saber onde colocar as mãos. Quando sentiu seu paletó ficar molhado pelas lágrimas, a abraçou de volta, colocando o queixo sobre sua cabeça.


  Se permitiu fechar os olhos e sentir o cheiro de shampoo dos cabelos de Marinette, ignorando os olhares tortos que recebiam de alguns cidadãos que ali passavam.


  Não queria soltar ela, fazia tempo que não sentia o abraço quente de alguém. Para sua tristeza, Marinette se afastou, limpando seus olhos, ainda fungando. Ela voltou a andar, não querendo falar com voz de choro, e Adrien não questionou.


  Quando chegaram na casa dos Dupain-Cheng, Marinette o agradeceu diversas vezes, falando por fim que na próxima vez que se encontrassem falariam sobre isso.


  E quando Adrien virou as costas para ir embora, Marinette imaginou se ele estivesse tão zonzo quanto ela.


                  ⊰❉⊱⊰❉⊱

 3 dias depois


  Como prometido, Adrien, ou melhor, Chat Noir, estava fazendo sua patrulha sozinho, já que era sexta-feira, procurando por alguma atividade suspeita.


  Já passava das 1:30 da manhã, até que notou algo estranho. Ouviu algumas risadas.


  Esgueirando-se pelas sombras, se aproximou do som que vinha de um beco. Tinham três homens, e um deles era gigante, estavam chutando um outro, que estava quase inconsciente.


  Se aproximou em passos silenciosos e bateu com a barra de ferro no mais próximo dele, que somente ria. Ele desmaiou na hora, tanto pela pancada quanto pelo susto.


  — Quem está aí? — O outro gritou para o escuro, onde Chat estava escondido. — Apareça agora.


  Quando viu que nada aconteceu, se aproximou do amigo caído, pegando uma faca na mão. Ao se aproximar o suficiente, Adrien deu o mesmo golpe da cabeça dele.


  Diferente do outro, ele só grunhiu, colocando a mão na cabeça. Chat saiu de onde estava para um ponto visível, brandindo o ferro como se estivesse em uma de suas aulas de esgrima.


  — En garde! — Brincou. Ao tentar bater nele novamente, ele pegou sua pequena faca e se defendeu.


  Só não contava que Adrien passara anos nas aulas de esgrima, se tornando um dos melhores, perdendo somente de sua antiga amiga Kagami.


  Quando o mesmo caiu desmaiado no chão, chutou a faca para bem longe, bem quando o maior deles vinha na direção para pegá-la. Mas ao tomar seu primeiro soco, percebeu que o grandalhão não precisava de nenhuma arma.


  — Isso é uma reunião de negócios! — Disse antes de o empurrar contra a parede.


  — E seus clientes não se importam com sua forma peculiar de negociar? Os parisienses são loucos. 


  Ainda sentado, o atacou com a barra pelas pernas, para que ele caísse, sendo bem sucedido. Subiu em cima dele e começou a distribuir socos no grandalhão, que em um intervalo falou:


  — Eles sabem o que acontece quando não me pagam pelo ópio.


  — Ópio? — Chat Noir parou com o punho no ar. 


  Durante a universidade, já ouviu falar de alguns colegas que utilizavam a droga para uso recreativo. 


  Aproveitando que estava distraído, o homem o derrubou no chão e se levantou, o chutando igual como fazia com outro desacordado.


  — Vo— Perdeu o ar quando recebeu um chute na boca do estômago. — Você parece ser o tipo de homem que não suporta perder de uma mulher em uma luta. 


  — O que quer dizer? — O homem estreitou os olhos.


  — Que a Ladybug está atrás de você, bigboy. 


  Tão rápido ao ponto de quase quebrar o pescoço, o homem se virou para trás. Percebendo que caiu em uma armadilha, não tardou a Chat Noir pular seu seu pescoço, o deixando com falta de ar.


  — Pa-pare. — Ele se debatia nos braços dele ao redor do pescoço. Deu alguns passos para trás, encurralando Chat na parede, que se segurou para não soltar.


  — Eu esquecerei tudo isso se você for embora agora. E se não fazer isso e mesmo se me desmaie na rua, farei o impossível para ir atrás de você.


  O homem rosnou, concordando. Ao passar pelo homem que estava batendo antes, o chutou mais uma vez e foi embora, partindo na escuridão sem esperar os amigos.


  Quando ele sumiu, Chat Noir caiu sentado, sem fôlego com tudo que acontecera.


            ⊰❉⊱⊰❉⊱


Marinette havia acordado no meio da noite sentindo calor, então desceu para pegar um copo d’água e na volta decidiu abrir a janela. 


  Sentindo a brisa no rosto, olhou para os campos e algo a atrapalhou de admirar a vista.


  Chat Noir estava ali, andando como uma barata tonta.


  Seu rosto perdeu a cor, será que tinha descoberto sua identidade? 


  Mas ao pensar mais um pouco, viu que era impossível, não havia se descuidado até agora. Então o que diabos fazia ali?


  — Chat Noir? — Falou em voz alta o suficiente para que ele ouvisse. O mesmo se virou para a janela.


  — O que faz uma dama acordar tão ced-Ai! — Ele ralhou de dor quando encostou a mão na cintura. 


  — Você está machucado! 


  Agora conseguia ver, seu terno estava sujo de terra e seu rosto não estava nas melhores condições.


  — Não é nada que um herói não aguente.


  — Não quero saber, suba aqui agora. — Ordenou.


  — Não acho que seja permitido um cavalheiro entrar no quarto de...


  — Suba logo, homem teimoso! — Indicou a escada que descansava atrás da árvore. Costumava a posicionar no seu quarto quando escurecia, para que pudesse descer tranquilamente.


  Quando ele entrou no quarto, Marinette o puxou para perto, analisando seu rosto.


  Seu olho direito iria ficar roxo, mas se pudesse cuidar desde já seria mais rápido de sumir. Na bochecha esquerda logo abaixo da máscara tinha um filete de sangue e seu lábio inferior ainda sangrava.


  — Prefere na cadeira ou na cama?


  — Hã? 


  O rubor subiu as bochechas de Chat Noir, mas se repreendeu por seus pensamentos. Marinette não seria maliciosa a esse ponto com um desconhecido.


  — Você quer que eu cuide de seus ferimentos com você na cadeira ou na cama? — Perguntou novamente, não percebendo o duplo sentido.


  — Ah, na cama...


  — Certo, fique aí que já volto. 


  Quando ela saiu, Chat se colocou a analisar o quarto, nunca tinha entrado em um feminino.


  As paredes eram revestidas por um papel de parede florido em tons pastéis. A cama de dossel ficava no centro do quarto, de frente para a porta. Ao lado esquerdo da cama ficava a grande janela pela qual chegou, e do lado desta janela tinha sua mesa de estudos. Uma porta aberta sugeriu que lá era o closet onde a mesma guardava as roupas. 


  — Pronto. — Marinette chegou com dois panos e um frasco com unguento.


  E por falar em roupas, ao começar a cuidar de seus ferimentos, Chat finalmente percebeu a camisola que a jovem usava. Era branca e chegava aos tornozelos, e quando se curvava igual agora, dava uma bela visão da parte de cima de seus seios.


  Com o rosto vermelho como uma pimenta, fez de tudo para olhar para qualquer outro lugar. Aquilo era muito mais pele do que antes vira em uma pessoa do sexo feminino.


  — Está tudo bem? Ficou agitado de repente.


  — Está, sim. — Disse procurando ar, o quarto ficava mais quente a cada segundo.


  — Certo, sua voz também está meio... — Ao terminar de estancar o sangue de seus lábios e passar a pomada, se afastou. 


  Ela estendeu o outro pano que estava molhado para ele.


  — Coloque este no olho.


  — Gosto quando é você que cuida de mim, princesa. — Piscou para ela.


  Ouvindo isso, tacou o pano na sua cara agressivamente.


   — Estou com muito sono para aturar brincadeirinhas agora. — “já não basta sendo Ladybug, tenho que ouvir na forma civil ainda” foi o que pensou.


  — Bem, muito obrigado por tudo, senhorita...? — Se lembrou da hora e onde estava e se levantou, fingindo que não sabia seu nome.


  — Marinette Dupain-Cheng.


  — Muito obrigado de cuidar desse gato ferido, doce Marinette.


  Quando ele pegou em suas mãos, as beijando delicadamente, Mari se sentiu corar.


  — Até mais, e durma bem, princesa. — Disse antes de sumir na escuridão, deixando uma Marinette ainda com as bochechas coradas e admirando sua mão que foi beijada sem nenhuma luva, ainda sentindo a sensação quente dos lábios dele.

 


Notas Finais


Finalmente uma interação marichat, não é mesmo?? É só o começo, rs

Favoritem e comentem, vcs não fazem ideia como isso faz o dia uma autora flopada :p


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...