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História Master, please, just f--- me... - Capítulo 1


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Notas do Autor


Please, peço que não me matem por demorar para aparecer no site. Acontece que por algum estranho motivo eu não conseguia de jeito maneira entrar no site, então isso atrasou algumas coisas mas enfim, águas passadas. Aproveitem o capítulo! ^^'

Capítulo 1 - Azul é a nova cor da estação


Reverse Falls - Mansão Gleeful.

02:47 Pm.


- Puta merda! - Disse uma voz feminina - Nós realmente conseguimos? - Perguntou com euforia, enquanto comemorava com pulinhos.

- Não comemore tão cedo assim, Mabel! - Outra voz, dessa vez masculina, pronunciou-se - Não se esqueça que estamos lidando com um poderoso demônio acima de tudo!

Estava tudo escuro - iluminado somente pela luz das velas que tinham ali. Eles estavam em um tipo de quarto. Apesar de tudo estar fechado e penumbrado, dava claramente de ver aquele cômodo: Era espaçoso e escuro, não só pelo fato de estar iluminado com velas mas sim por ser sua cor de parede natural, escura. Havia muitas estantes, quadros e outros tipos de objetos feitos apenas de madeira, o que dava um ar de rusticidade ao cômodo.

Embora rústico e belo, o lugar também possuía suas contrapartes que o deixavam com uma aura um tanto quanto obscura e assustadora, como as correntes ligadas à uma das paredes e as espadas presentes em outra. Parando para analisar melhor o quarto não era mais um simples quarto, os outros objetos que ali existiam provara isso. Era mais uma sala de tortura, um quarto de tortura para ser exato. No meio deste havia um círculo com símbolos nas suas extremidades. Tinham velas ao seu redor, e uma criatura dentro do círculo. Uma criatura incomum aos olhos humanos, um ser diferente de todos os outros, um ser peculiar, um ser único.

- Q-quem são voc-ês? - Tímido, perguntou a criatura encolhendo-se.

Parecia um... triângulo? É, é, parecia. Um pequeno, adorável e fofo triângulo azul de um olho só.

- O-o que dese-jam? - O pequeno esboçou uma face impassível, escondendo o medo que sentia no momento. Infelizmente os tremores involuntários de seu corpo e a respiração muito ofegante o deduravam.

- Tsc. - O garoto estalou o céu da boca.

Ao ver o seu estado, ambos - o garoto e a garota - deram um olhar cúmplice. Logo em seguida, um sorriso carregado de malícia ponderou em suas faces, assustando a frágil criatura à sua frente.


[...]


~ Merda...! ~ Disse trêmulo e assustado.

Já se faziam 5 meses. Cinco malditos e torturantes meses se passaram desde que tornou-se um escravo daquele par de gêmeos perversos. Que tornou-se submisso aos dois "bruxos" da cidade estranha e sem sentido a qual passou a viver.

Morar estando preso aquela mansão  já era considerado pelo mesmo como uma peça desgraçada do universo, viver com aqueles dois problemas então... um inferno na terra - isso quando não precisava aturar além dos gêmeos, seus tios que vez ou outra visitam-os por motivos suspeitos.

O que fiz pra merecer isso? Perguntava-se mentalmente.

Era vergonhoso e até desconcertante a forma como o tratavam naquele lugar. 

Lixo. Era como era tratado. Um animal em cativeiro, um peso morto que ninguém ousa cuidar, um lixo que ninguém pode se livrar, como quiserem imaginar. O submetiam a situações vergonhosas, perigosas e até traumáticas aos olhos de qualquer um. Assediado, judiado, privado de sua própria liberdade e até mesmo de pensamento se duvidar. Não comia e nem dormia direito com medo de algo lhe acontecer, era uma merda a vida que agora aderiu forçosamente para si. Se reclamasse era torturado, se desobedecia era torturado, se não fizesse nada também era torturado e mesmo quando não havia razão ou motivo algum pra coisa alguma, o torturavam.

Uma calúnia! Pensava novamente. Tudo isso era simplesmente injusto, muito errado, antiético, inadmissível e insuportável!

Já perdeu a conta de quantas e quantas vezes se pegou imaginando coisas como acidentes, homicídios, tudo, tudo o que tiver de relacionado a morte de ambos por duratne esse tempo todo. Imaginou-se os torturando lentamente até morrerem. E o pior é que isso não para.

- WILL! - Uma voz estridente berrou. Ela vinha dos andares de baixo da mansão - ONDE ESTÁ AQUELE INÚTIL? - Nada contente pelo visto - WILL!!!!

- S-sim? Senhorita? - Respirou fundo, na tentativa de cessar a gagueira. Sabia como aquilo a irritava e lutava consigo mesmo para não acabar apanhando no processo.

- ATÉ QUE ENFIM!! - De braços cruzados, batia os pés impaciente - ONDE ESTAVA? - Ele ia responder quando ela puxou-o pela gola de sua camisa - NÃ-NÃ-NI-NÃ-NÃO! - Um sorriso maléfico surgiu na sua face - SABE? EU ACHO QUE TENHO A PUNIÇÃO PERFEITA PARA A SUA INCÔMODA INCOMPETÊNCIA!! - Disse enquanto o arrastava até uma porta que tinha no final do corredor.

Aquela porta.

Ele conhecia muito bem essa porta, ó se conhecia. Afinal de contas, fora ali, bem ali, onde tudo começou. Sua tristeza, sua tortura, sua decepção, seu sofrimento.

Seu inferno pessoal.

- O que es-estamos faz-zendo aqui? - o menor perguntou já com os seus batimentos cardíacos acelerados.

O suor, por conta do nervosismo, se acumulava e aos poucos descia, seu coração, coitado, estava indeciso quanto a acelerar ou ter um infarto.

De fato ele tinha medo o lugar, melhor, ódio e um trauma incurável. E Mabel, como a psicopata obsessiva que é, sabia o quanto ele ficaria perturbado apenas pelo fato de estar em frente à porta.

- Você, escravo, irá entrar nesse quarto e vai pegar o meu secador que por causa do meu irmão, foi parar aí! - Verdade seja dita, ela conseguia ser pior que qualquer outro ser das trevas que existia. Era sádica, uma completa psicopata - E eu já disse para se referir a mim como mestra, seu estúpido!

- S-sim, mestra! - Fez reverência, e logo após, entrando no cômodo. Mabel, com um sorriso malicioso, voltou ao seu quarto.

Um, dois, três, quatro.

Passaram-se quatro minutos para que Will arranjasse coragem o suficiente para abrir aquela porta e adentrasse o cômodo. Quatro minutos para que as lembranças voltassem com mais força e destaque - não como coisa que tivessem sido apagadas ou algo assim. Quatro minutos para desabar e quatro minutos para  surtar.

É agora! Pensou consigo. Eu consigo!

Abrindo a porta e entrando no local, Will, com os braços apertando seu bruço e a sua respiração entrecortada, andava lentamente e cuidadosamente afim de ficar atento para o que viesse a ocorrer. Sabia que não podia confiar sob hipótese alguma em Mabel - pelo menos agora estaria "preparado" para mais uma de suas armadilhas.

De repente, um frio em sua barriga se instalou, logo em seguida, os pelos de seu braço se arrepiaram.

Droga! Praguejou. Sabia o que aquelas coisas significavam e eram um péssimo sinal caso continuasse ali. Tratou de achar o mais rápido que podia a droga da escova e sair o quanto antes de lá, o que não era se-lá uma tarefa muito fácil, visto que a cada minuto que passava lá dentro se sentia agoniado.

Passado algum tempo, observando as estantes do cômodo, viu uma coisa azulada por entre alguns livros. A escova! Pensou.

Infelizmente, para o azar do garoto o objeto estava muito distante de si e por causa de sua baixa altura não conseguiria alcançar a escova. Usar os poderes demoníacos? Fora de questão! Temia e muito por usar-los já que se tentasse, bem, já sabem o resultado.

Enquanto tentava alcançar a - maldita - escova de Mabel, novamente o frio na barriga se instalou por seu corpo e aquela sensação esquisita de quando chega perto do quarto surgiu. Sempre que passava por lá ou estava lá, sentia-se incomodado. Nunca soube ao certo o motivo da sensação.

De repente o garoto congela. Escutou passos curtos se aproximando.

Com o som dos passos estando mais altos, seu coração acelera mais uma vez; sua respiração falha, seu corpo todo estremece. Seu rosto fica pálido e os suores teimam em descer.

De costas, foi empurrado, ficando contra a parede.

- Shh! Fica quieto! - autoritário, uma voz "soprou" em seu ouvido. Sentiu um braço ultrapassar o seu, e o rosto aproximar-se do seu. Arrepiou-se - Ela te mandou aqui, não foi? - Ele nada disse, apenas afirmou com a cabeça. Deu um suspiro, sorriu e mordeu o lóbulo de sua orelha. Um grunhido baixo, quase inaudível, foi ouvido - Concentre-se na sua tarefa! - disse virando-o para si e abrindo a palma da sua mão, vermelha de tanto fechar.

Aquela voz. A voz que ele tanto teme, tanto odeia. Bem ali, na frente dele, perto dele, o pressionando contra a parede.

Will tinha seus olhos fechados, mas não é como se fosse grande coisa. Até porquê, era simplesmente impossível não reconhecer essa voz. A voz do seu "dono". A voz dos seus "sonhos". E também a do seu pior pesadelo, Mason. Mason Gleeful.

~ Me-mestre... ~ Abriu seus olhos com o coração praticamente pela boca.

Will estava encostado a uma parede. Mason, estava bem na sua frente porém. O pressionando levemente, encarando-o com os seus olhos azuis e penetrantes que davam um ar de mistério e malícia. Sua respiração batia de frente com a sua, estava calma diferente da sua. Em sua face um perverso e largo sorriso apareceu, de repente ele abriu sua boca e disse:

- Olá, Will.



| Continua |

Notas Finais


Novamente, peço perdão pela demora. Espero que tenham gostado😊. Bjs a todos 😘 e até o próximo capítulo! 👋🏻


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