História Matando Estranhos - Capítulo 6


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Categorias Marilyn Manson
Personagens Marilyn Manson, Personagens Originais
Tags Kill4me, Killing Stranger, Marilyn Manson, Matador De Aluguel, Nudez, Traição
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Palavras 1.414
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tive bloqueios criativos essas semanas.


Estou montando uma fic com uma amiga, o que tomou um pouco a criatividade dessa essas fic kkkk'

Enfim, consegui postar, desculpem pela demora dessa e da "Amor próprio" o proximo capitulo dela esta pronto, só vou postar depois...
Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 6 - Viúva negra


Fanfic / Fanfiction Matando Estranhos - Capítulo 6 - Viúva negra

-"​For the lives that I take, I’m going to hell

 

O gosto de sangue na boca, o bendito cheiro de ferro misturado com a dor, causado por um soco certeiro. Cai, desmaiei, quando acordei estava na ala hospitalar daquele maldito lugar. Médicos com cara de quem não ganha bem pelo que faz, cara de quem não teve uma noite boa, tampouco conseguiu dormir, atendendo de mal gosto os presos estirados nas macas e fazendo seu trabalho com desdém. “Não são dignos” eles devem pensar.

Me enfiei numa briga após um babaca tatuado me confundiu com um desses que são as “mulherzinhas” daqui tsc. Carimbei a cara dele na mesa de ferro do refeitório, fiz o “publico” adorar, o que o fez sentir mais raiva, no final de tudo, acabei com cerca de seis brutamontes desferindo socos e chutes em meu corpo.

Nada como uma bela surra para percebemos que infelizmente ainda estamos vivos.

Deitado naquela maca, soro na veia e ataduras pelo meu corpo, me veio na memória lembranças daquele dia, daquele maldito dia em que fiz o que ela me pediu.

 

--

 

“Eu a matei, vamos se encontrar naquele mesmo lugar para você me dar a última parte do dinheiro. ” Eu disse na ligação para o velho, usando o celular de Taylor. O gordo era tão burro que sequer perguntou porquê de eu estar ligando do celular dela, talvez a segurança era de mais para se questionar de tal maneira. Apenas concordou.

Taylor arrumava-se em uma de minhas blusas de manga longa que foi lavada novamente, estava de calcinha estilo cueca e descalça. Roupas feias, porém não deixou de se maquiar, pegou a case que eu havia lhe dado anteriormente e tornou-se vaidosa, cuidadosa com o delineado gatinho e o batom vermelho vivo.

Enquanto se maquiava, fui arrumando as coisas no porta malas do carro, não o meu, era o de seus pitbulls, fiz com rancor no sorriso ao olha-los, ajeitar coisas sob mira de armas não é algo bom.

“Faça o que eu digo e eles não atiraram em você, senhor Manson” Sorri amargamente ao ver a magrela saindo da cabana velha, jogando os cabelos curtos para trás, bagunçando-os de maneira sutil e sexy.

- Bela roupa, mademoiselle. – Brinquei ao vê-la pisar nas pontas dos pés, como bailarina, no chão de terra.

-Vamos passar em minha casa, preciso de algo descente. – Se encolheu abraçando o próprio corpo – E quente... – Tremeu. Em um gesto singelo, retirei meu sobretudo e passei pelo seu ombro, abotoei os dois primeiros fechos. As armas em prontidão.

-Obrigada. –Sorriu meio sem jeito. – Vamos. – Disse com voz mais séria e ligeiramente alta para que os 6 homens escutem e comecem a agilizar.

“Vai se encontrar com ele onde marcaram, dizer que já me matou e que quer sua grana, vai entregar isso”- Disse durante o trajeto, pegou uma tesoura e cortou a mexa de cabelo tingida de vermelho, desbotado. Enrolou o tufo de cabelo em um saquinho plástico e forjou uma pequena bagunça entre os fios soltou ali.  “Ele me pediu para pintar assim” relembrou com nojo, entregando-me o saquinho.

“Vai agir naturalmente e seguir o roteiro formado nessa sua cabecinha de cavalo”, sorriu depositando um beijo maroto em meus lábios.

“Estacione longe” ordenou. Fiz o que pediu, mais dois carros de seus rapazes estacionaram na rua a cima, só para garantir.

-E depois, o que quer que eu faça? - Eu perguntei saindo do carro e vendo-a se abaixar no banco traseiro.

-Só segue a dança, bebê. – Sorriu sumindo entre os espaços dos bancos, tão magra e pequena que cabia naquele buraco sem esforço. “Ai ai” soltei mentalmente um pouco perdido do que deveria ser feito.

Encostei no poste do lado oposto a rua, escura e úmida, o céu nublado e estava anoitecendo, o local era de pouco acesso, periferia da cidade e os únicos moradores eram usuários de drogas. Acendi um cigarro, traguei duas vezes quando o vi surgir da escuridão da rua, parou na minha frente com um saco médio nas mãos, consegui sentir o cheiro do dinheiro.

-Quero provas. – Disse sem rodeios, antes de me entregar o dinheiro.  Tirei do bolso do sobretudo que peguei novamente da magrela e estendi o saco transparente, com os cabelos sujos, bagunçados e com manchas vermelhas. “Ketchup?!” Pensei sozinho, indignado pela estupidez da garota. Ele sorriu, ego inflado e queixo erguido em uma vitória silenciosa. Estendeu o pacote, conferi as notas e assenti.

“Otário” Sorri me afastando em direção ao carro. Meu coração gelou ao ver a porta de trás aberta, e vazio.

“O que essa idiota pretende. ” Virei de costas e a vi, parada no meio da rua, calça preta, sapato de salto agulha e blusa social vermelho vinho, longa até as coxas. Em pé assim, a roupa que pegou em seu apartamento no caminho até aqui até que lhe caiu bem.

Como em uma cena daqueles filmes baratos de Hollywood, ergueu a arma na direção do gordo distraído que subia a rua e disparou. Arma com silenciador, só escutei um estalo oco e o barulho do cara caindo de joelhos. Me mantive distante, um pouco assustado, mas muito curioso com a cena.

Como ela era incrivelmente linda, nesse papel de assassina e vingadora senti-me um pouco excitado, acendi outro cigarro e apenas observei, andando na direção do cara ajoelhado e visivelmente atordoado, contornando seu corpo redondo, silhuetado pela luz do único poste.  Engoli seco, senti um arrepio e um pouco de orgulho ao vê-la erguer novamente a arma, apontada para sua testa e disparar duas vezes seguidas, sem pestanejar.

Ah, como eu queria ter escutado o que haviam conversado.  Guardou a arma e desceu a rua novamente, desfilando. Gisele Bündchen sentiria inveja se visse essa cena.

Parou a minha frente, estranhamente calma. Sorriu, um surto de adrenalina que se foi, deixou lugar a uma respiração sôfrega, rápida e de alguém que estava entrando em pânico, não sabia se chorava ou sorria, engolia a saliva e puxava os cabelos para trás, segurando a franja a cima da cabeça, um olhar perdido e descrente do que havia acabado de fazer. Repetia a mesma frase, em sentidos diferentes e fora de ordem. “matei... eu matei.. eu matei.. ele, eu matei...”

Encostou a testa no meu peito e ficou ali por longos segundos, tentando se recompor, com apenas uma mão acariciei sua nuca e beijei o topo de sua cabeça, não tinha muito o que ser feito, não iria "passar a mão na cabeça" dela tampouco dizer palavras carinhosas, não é de meu feitio. Soltei a mão e esperei que ela se afastasse.

-Vamos, antes que a poli- Antes que eu pudesse terminar a frase, escutei o bem conhecido barulho de sirene, podia contar muito bem, 3 viaturas se aproximavam. Meu coração gelou, comecei a me mover quando a senti prender a mão em meus braços.

-Desculpe, Manson. Você não vai a lugar nenhum. – Quando a olhei, estava com a arma apontada em minha barriga, sorrindo tristemente, uma lágrima escorrendo junto da maquiagem desfeita. Bufei em derrota. Era obvio que isso aconteceria, idiota eu de achar que ela me deixaria livre depois de tudo. É claro que colocaria a culpa da morte em mim, seria mais fácil o juiz acreditar que um procurado com um longo histórico de assassinatos havia matado seu esposo em uma tentativa de assalto, do que ela, coitadinha desse jeito ter feito tal crueldade.

Não questionei, não relutei, embora soubesse que se tentasse, conseguiria tirar aquela arma sem qualquer esforço de suas mãos magras.

Acendi um cigarro, apoiei-me em uma das pernas no carro e ali fiquei, tragando aquela nicotina até nos cercarem, saírem de seus carros desesperados, apontando armas e gritando de maneira exagerada. 

 

Prensado contra o carro, de costas enquanto me algemavam com uma brutalidade desnecessária, como se achassem que eu fosse reagir, tentar fugir. Me puxaram para o camburão aberto. No outro carro, dois policiais amparando a garota, que parecia inventar uma história sem pé nem cabeça. Abanei a cabeça desacreditado que é assim que vou ir para a cadeia. Seu burro, otário, escravoceta.

Antes de fecharem a porta do caro, ela me olhou lentamente, não sabia o que fazer, parecia mais perdida que criança em shopping quando se afasta dos pais. Movimentei os lábios em câmera lenta, de maneira que pudesse lê-los, ”vai ficar tudo bem.” E então a porta se fechou.

Coisas em que você nunca pode confiar: promessas de um coração magoado.

 

 

-Never wanted you to steal my heart


Notas Finais


até depois <3


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