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História Mating Policies - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá!

Sei que a promessa é atualização às terças, mas já que tinha terminado a tradução desse capítulo e a revisão, decidi postar de uma vez. É basicamente a partir desse capitulo que as coisas vão ter início... e outros personagens aparecem. Eu particularmente gosto muito das interações entre a InuKimi, a Michiko e o Hideki. Espero que vocês curtam também.

Como sempre, um mega agradecimento a todo mundo que comentou no capítulo passado (KarinaSesshy, Rosetta01, bianca_otaku007, k-re, isabelle36, RinaiAzhoi). Rosetta01 seja bem-vinda xD

Traduções:

Gobodo-sama = Senhora Mãe ou Lady Mother. Não lembro de no português usarmos tanto o termo, mas em Inglês é muito usado. Como achei que Senhora Mãe ficaria estranho, coloquei o termo em japonês;

Hanare = separado. Lembrando que aqui Hanare é um espaço separado para recém casados, em que a mulher fica completamente isolada;

Futon = colchão japonês

Shoji = tradicionais portas japonesas de papel translúcido;

Yukata = quimono mais leve, também utilizado para dormir.

Boa leitura!

Capítulo 4 - To Confuse a Demon - PARTE II


Fanfic / Fanfiction Mating Policies - Capítulo 4 - To Confuse a Demon - PARTE II

“MINHA SENHORA…” Rin curvou a cabeça num gesto polido, indicando o quanto ainda respeitava a mãe de Sesshomaru como a Senhora do oeste, como se ela própria não fosse a detentora de tal título agora.

InuKimi revirou os olhos e deu alguns passos em direção à garota, esticando a mão para tocar o queixo de Rin e observá-la mais atentamente. Não foi nenhuma surpresa ver a ningen dar dois passos para trás — seu filho fizera um bom trabalho ao lhe instruir a proteger a marca a qualquer custo. Isso... ou o gesto fora totalmente instintivo.

“Eu não vou machucá-la.”

“Eu sei...” disse rapidamente com os lábios trêmulos. “Eu só...”

“Agiu por instinto?”

Rin concordou com a cabeça.

Nem sabia por que reagira daquela forma. Só... o fizera. Não havia nenhum raciocínio por trás de sua reação. Se ela própria não podia tocar a marca, a marca de seu Senhor, então a mãe dele também não podia, certo?

“Perdoe-me, Gobodo-sama.”

"InuKimi."

Houve silêncio por um momento. Rin mordeu os lábios e franziu as sobrancelhas. Será que ela realmente queria—

“Sim,” InuKimi disse, como se estivesse lendo sua mente. “Me chame pelo meu nome apenas, Rin. Você é minha nora, afinal de contas.”

“M-Mas, minha Senhora! Eu não po—”

“Você é enfadonha. Chata.” A yokai revirou os olhos e se aproximou dela e levantou o queixo de uma vez. Estudou a marca por alguns segundos e inalou o ar. “Ainda está fresca e vai doer se você ou qualquer outra pessoa tocar. Peça a sua criada para tomar cuidado ao te ajudar a trocar de roupa.”

Rin concordou com a cabeça, muito ciente das garras afiadas que seguravam seu queixo. Esperava que uma mulher tão feroz tivesse um aperto mais firme, mas os dedos de InuKimi sobre sua pele eram mais suaves e cuidadosos do que esperava. Ela realmente sabia com quem estava lidando.

InuKimi certamente não queria despertar a fúria de seu filho — o que aconteceria caso acabasse por deixar um mínimo arranhão naquela pele humana perfeita.

“As marcas de yokais não são feitas para humanos. Geralmente, nosso veneno é tão poderoso que mata instantaneamente.”

Os olhos dourados estavam completamente fixos nos de Rin. A garota engoliu em seco, mordeu o lábio inferior e acabou comentando, antes mesmo que pudesse se controlar:

“É por isso que é uma marca temporária.”

Sua resposta teria despertado raiva em qualquer outra pessoa, mas InuKimi apenas riu.

“Oh, então você tem garras e sabe usá-las.”

A face de Rin ficou subitamente muito vermelha — alguém teria pensado que estava, de súbito, doente, completamente febril. Podia ter dito aquilo a qualquer um, menos à mãe de seu Senhor. Onde estava com a cabeça?

“Perdoe-me, Gobodo-sama. Eu realmente sinto muito pelo meu comportamento imprudente. Eu nunca deveria ter falado de tal—”

“Chata!” InuKimi exclamou, soltando seu queixo e dando alguns passos para trás para observar o hanare com mais atenção.

Era impossível não se lembrar da memória de seus dias como consorte do falecido InuTaisho. Não haviam acasalado por amor, mas ela aprendera a respeitá-lo, amá-lo, depois a odiá-lo e agora a se lembrar do passado com carinho.

Mesmo que nunca fosse admitir em voz alta, sentia falta daqueles dias. Sentia falta do começo de seu casamento, ou ao menos dos dias antes que a mãe de InuYasha chegasse intempestivamente em suas vidas. Sim, sabia que não podia culpar a mulher humana... Ninguém poderia ser culpado por se apaixonar por alguém tão charmoso quanto seu falecido consorte.

Até hoje, ela própria ainda se encontrava encantada com ele.

Encantada e apaixonada por um homem morto.

Tomou cuidado para não se perder nas memórias antigas — que não trariam nada além de dor a seu coração pesado —, encarou a garota à sua frente e perguntou novamente:

“O que você faria para que essa marca se tornasse permanente?”

Rin foi rápida ao responder:

“Nada.”

InuKimi soltou um som de escárnio.

“Você é teimosa, garota. Um traço que eu teria admirado.”

“Obrigada.”

“Não tive nenhuma intenção de te elogiar. Eu acho sua teimosia completamente desnecessária e irritante.”

Silencio se fez presente entre as duas por um momento. Rin abaixou a cabeça, envergonhada, mas, ao mesmo tempo, sabia que não podia voltar atrás em sua palavra.

“Não há nada que eu possa realmente fazer.”

“Tem certeza?”

Concordou com a cabeça. Era a única resposta que poderia dar. Por que a Senhora tentava tão desesperadamente confundi-la? Por que insistia tanto naquele assunto? Rin sabia que não passava de uma mera humana. Tinha certeza de que qualquer outra mãe só desejaria o melhor para seus filhos, então por que ela continuava a insistir naquela pergunta sobre a marca permanente? Que vergonha... Um grande daiyokai e uma humana...

Uma humana!

A criatura que ele mais detestava no mundo!

“Você vai se arrepender profundamente dessa decisão logo logo, garota.”

Rin inalou profundamente.

Não fazia sentido.

“Eu não entendo...”

“O que você não entende? Eu pensei que tivesse sido óbvia.” Suas palavras duras fizeram com que ningen estremecesse e mordesse o lábio inferior. Para Rin, ela era um mistério. Como Sesshomaru o era.

“Por que eu? Por que...” Escolheu as palavras cuidadosamente. “Uma humana... Eu sei que você odeia humanos e o Sesshomaru-sama também, então eu não consigo entender por que—"

Mesmo que tentasse finalizar a sentença, não conseguiu porque a risada alta e longa de InuKimi foi suficiente para calá-la. O que só a deixou mais confusa. Por que a Senhora ria tanto? Por que sentia tanto prazer em torturá-la?

“Eu pensei que os sentimentos dele fossem tão óbvios para você quanto são para mim, mas agora eu sei que você é tão cega quanto ele.”

InuKimi sacudiu a cabeça. Lá no fundo, sabia que deveria estar irritada com o comportamento estúpido dos dois, mas estava apenas se divertindo. Seria muito engraçado dar uma lição em ambos. Se pensava que Rin a ajudaria a dar uma boa lição em Sesshomaru, percebia agora que não poderia estar mais errada. A garota era tão estúpida quanto seu filho.

“Bem...” Virou-se em direção à porta e suspirou pesadamente. “Me procure quando você tiver entendido o significado das minhas palavras. Se é que você já não entendeu.”

Rin curvou a cabeça, sentindo-se muito cansada. A conversa com Sesshomaru-sama e sua mãe a deixaram completamente drenada.

“Nossa primeira lição começa amanhã cedo. Esteja pronta às sete.”

“Certo.”

“Eu não tolero atrasos. Então é melhor que você chegue no horário.”

♕♕♕

Sesshomaru olhou para os documentos em sua mão e então para a sombra que encobria a lua. Mesmo a semi ausência do satélite no céu noturno era suficiente para distraí-lo.

Costumava ser um homem concentrado, e quase nada conseguia tirar sua atenção do trabalho, mas naquela tarde e noite, ele se viu incapaz de se concentrar nos relatórios.

Se fosse ser bem sincero, diria que se encontrava incapaz de se concentrar desde que se casara com Rin, mas Sesshomaru era um especialista quando se tratava de mentir para si mesmo.

O que acontecera entre eles fora... inacreditável. Não conseguia encontrar as palavras para descrever — não que fosse muito bom as palavras tampouco; era horrível na verdade — o que sentira quando segurara Rin em seus braços naquela tarde.

Tinha que admitir ao menos para si mesmo que mesmo que pouco, desejava-a. Seu corpo apreciava muito a ideia de se juntar ao dela e ele morreria para tê-la sob ele em absoluto prazer.

No entanto...

No entanto, Sesshomaru sabia que nenhuma relação podia ser construída baseada apenas em intimidade física — e nenhuma relação entre ele e Rin deveria ser considerada —, mas não podia evitar imaginar quão bela ela ficaria completamente corada e arrebatada pelo mais absoluto prazer.

E ele sabia que era mais do que capaz de lhe dar o mais sublime dos prazeres.

Suas sobrancelhas franziram levemente ao se pegar considerando tal possibilidade. Fechou os olhos por um momento, soltando os relatórios sobre a mesa. Um minuto se passou enquanto tentava controlar a turbulência que se formava em seu interior. Claro que não adiantou de nada, tudo o que conseguia ver com os olhos fechados era os olhos de sua esposa completamente arrebatados pela luxúria.

Logo, ele abriu as janelas de seu escritório. Dali, observou o céu estrelado e então o jardim. No meio de diversas flores, Rin olhava também par ao céu, sua face perdida no cenário noturno.

Como era linda.

Provavelmente uma das mulheres mais formosas que ele já conhecera. Olhos castanhos expressivos, pele suave e um longo cabelo cor-de-corvo ainda mais belo e brilhante sob a luz da lua. Encantadora e tentadora — mesmo que não soubesse disso, Rin era uma tentação para ele.

Sesshomaru tinha dificuldade para acabar com a batalha que acontecia dentro de si. Queria ir até ela e fazer exatamente o que sua mãe dissera ao Conselho que ele fizera: tomar sua esposa em seus braços como qualquer outro marido o faria. Mas sua outra metade, o protetor dentro de si, demandava o mais absoluto autocontrole.

Rin era preciosa para ele.

Um tesouro.

Merecia muito mais do que ele poderia lhe proporcionar. Merecia se apaixonar por alguém — mesmo que a ideia de vê-la casada com outro humano o enojasse e o enchesse de raiva — e ter uma família. Uma família normal, algo que nem mesmo em seus sonhos, Sesshomaru poderia lhe dar.

E pensar que tudo que ele lhe oferecera fora uma marca temporária — uma que ele pretendia remover o quanto antes, porque sabia que era exatamente essa maldita marca que estava mexendo tão profundamente com ele e com ela também — e a posição de Senhora do Oeste que seria questionada por todos, inclusive sua própria mãe.

Era vergonhoso que um yokai como ele tivesse que se esconder atrás da figura de uma mulher frágil para descobrir que o seu próprio clã planejava contra ele. Ao menos, era o que Sesshomaru preferia acreditar. Era melhor do que se perder em pensamentos de desejá-la como mulher... Não apenas isso, mas como sua consorte.

Deixou tais pensamentos de lado e piscou ao perceber que ela não mais estava no jardim. Então, olhou de volta para os relatórios que ainda o aguardavam e deixou um suspiro pesado deixar seus lábios.

Não.

Não podia focar nisso. Não de novo. Sua mente seria preenchida com pensamentos sobre Rin e logo ele imaginaria aquele sorriso encantador, as formas suaves sob as suas. Os gemidos deliciosos que deixavam a boca deliciosa enquanto ele lhe proporcionava o mais intenso e sublime prazer...

A ideia de ter filhotes mestiços nunca lhe parecera tão atraente.

Sesshomaru fechou os olhos.

Não.

Não podia cultivar tais pensamentos loucos. A mera contemplação já era um absurdo. Como podia — sendo um grande yokai, mais poderoso do que seu pai — pensar em deixar seu trono para um vira-lata?

Não era apenas por conta de seu legado... Estava fazendo isso por ele... E por ela...

Rin lhe seria grata ao fim daquele... o que quer que eles tivessem. Sequer encontrava palavras para descrever seu atual relacionamento.  

Só tinha certeza de uma coisa. Não a desejava. Era apenas a marca nublando seu julgamento e fazendo com que desejasse coisas que nunca deveria desejar.

Sim...

Talvez, tudo que precisasse fosse de dormir.

Sim...

Com o novo dia, estaria mais propenso a lidar com os relatórios e as políticas da corte. E, com alguma sorte, mais propenso a lidar com Rin e a confusão de sentimentos que ela despertava em si.

♕♕♕

O aroma floral que desprendia dos longos cabelos prateados fez com que o ancião cheirasse o ar e fechasse os olhos em contentamento. Fechou as portas de shoji atrás de si e caminhou em direção à sua consorte. Michiko estava sentada diante da penteadeira, escovando suas mexas lentamente.

“O que você achou da reunião de hoje?”

Permaneceu em silêncio por um momento, pensando cuidadosamente em suas palavras. Na verdade, ela já sabia a resposta; os dois odiavam as reuniões do Conselho de Anciões, ainda mais agora que a Senhora do Oeste fazia questão de participar.

Hideki quase sorrira com o termo. Ancião... Passava a impressão de que não passavam de um bando de velhos tolos como InuKimi os chamava, mas eles pareciam tão jovens quanto a própria Senhora do Oeste, se não parecessem mais novos. Ao menos, nenhum deles passara pelo mesmo tipo de sofrimento que ela.

Colocou as mãos sobre os ombros de Michiko e correu os dedos por sobre as mexas prateadas, acariciando o coro cabeludo antes de puxar a cabeça para trás e expor o pescoço dela para si de forma submissa. Um som que era parte aviso e parte surpresa deixou os lábios cheios de sua consorte.

Logo, o quase rosnado se tornou um ofego quando ele correu as presas por sobre a pele suave e mordiscou a marca. Os olhos dourados se fecharam em completo deleite.

“Foi tão entediante que nem merece um comentário,” Hideki disse entre mais beijos e mordiscadas.

Sua vida sexual com Michiko não era tão empolgante quanto parecia, mas a verdade é que alianças e joguinhos políticos os deixavam... com fome um do outro. Ou o quão poderosos poderiam ficar caso colocassem as mãos na coroa imaginária que o líder de sua matilha usava.

“Nós não devemos subestimá-lo,” Michiko disse, afastando-se de seu abraço e se levantando da cadeira. “Lembre-se que ele se casou com uma humana e nós perdemos.”

Hideki sorriu e se aproximou de sua consorte para beijá-la, mas ela o interrompeu, colocando uma mão sobre seus lábios. Ele rolou os olhos e se afastou completamente.

“Ele só se casou, não acasalou ainda.”

“Não significa que ele não vá acasalar com ela o quanto antes. Agora que InuKimi está aqui, será bem mais fácil.”

“Agora quem o está subestimando é você, querida.”

Ela arqueou uma sobrancelha e o encarou com curiosidade. Para ela, era bem óbvio que Sesshomaru gostava da garota e que se cogitara a ideia de se casar com ela, era por duas razões principais: primeiramente, pretendia escapar o casamento e acasalamento com a Princesa do Sul e segundo, ele se importava com a garota. Talvez a amasse.

“Uma criatura tão orgulhosa quanto o nosso Sesshomaru-sama não vai acasalar com uma humana tão facilmente.” Aproximou-se novamente e voltou a beijar e mordiscar o pescoço suave de sua consorte. “Ele vai adiar o máximo que puder.”

A mão também deslizou por dentro da yukata, acariciando os ombros e se livrando do tecido inconveniente.

“Venha, minha querida...” Esticou a mão para ela. “Não vamos perder tempo com aqueles tolos,” disse entre beijos suaves. “Sesshomaru vai encontrar sua derrota logo. Seja pelas nossas mãos ou pelas mãos daquela garota ningen.”

Michiko não conseguiu não rir diante da ingenuidade de seu consorte.

“Aquela garota nunca vai machucá-lo. Ela se mataria antes.”

Hideki sorriu maliciosamente.

“Você superestima o laço deles. Agora, minha querida... O que eu disse sobre não perder tempo com aqueles tolos?”

Talvez você esteja certo, Hideki. Mas muito provavelmente está errado.  

♕♕♕

Já era tarde quando Sesshomaru se aproximou de seus aposentos. Olhou pelas portas de shoji entreabertas, procurando qualquer movimento no quarto, mas não encontrou nada. Tudo estava escuro e completamente silencioso. Se não fosse pela vela a lançar uma luz fraca sobre as paredes, tudo estaria na mais completa escuridão.

Silenciosamente, ele entrou no quarto e fechou as portas atrás de si. Rin estava deitada em seu lado no futon, coberta por um edredom de um bordado rico, olhos completamente fechados e uma expressão serena no rosto. Cheirou o ar e suas orelhas se moveram para captar qualquer som minimamente diferente, mas a única indicação que teve era de que ela dormia profundamente.

Removeu seu haori e se dirigiu ao quarto de vestir, onde trocou o quimono formal por uma yukata azul-escuro. Quando adentrou o quarto de novo, notou que Rin tinha se movido, mas ainda dormia.

Por um breve momento, considerou se juntar a ela, mas então desistiu. Ainda assim, sabia que deveria. Ao menos fora o que dissera na tarde anterior.

Nós devemos dormir juntos de agora em diante.

Antes que pudesse mudar de ideia, deslizou sob o edredom e a trouxe para o conforto de seus braços. Um som de protesto deixou os lábios dela ao se mover contra seu peito e então outro de aceitação ao deslizar as mãos sobre as suas.

Com os dedos entrelaçados, Sesshomaru não pode evitar pensar no quanto era bom ter a pele dela contra a sua daquela forma muito mais inocente. A respiração de Rin estava plácida. E um suspiro de deleite deixou os lábios dela quando ele percorreu com seu nariz o pescoço suave e inalou o cheiro doce que desprendia do longo cabelo escuro.

Suspirou também.

E renovou seu aperto contra ela antes de fechar os olhos.

Diferentemente do que pensara, o sono não chegara rápido para ele. Ter Rin em seus braços só tornava tudo mais difícil. Permaneceu acordado perdido em pensamentos... Contando estrelas imaginárias no céu noturno que não podia ver e pensando no que seu Clã planejava para ele.

No que sua mãe planejava para ele com aquela história de ensinar Rin nas maneiras dos inu yokais. 

E, sobretudo, o que o destino reservava para ele.

Nunca fora um homem propenso a acreditar no destino, mas mesmo ele podia reconhecer que havia coisas que não podia controlar. Como a vontade incontrolável que sentira de salvar Rin — era muito mais do que curiosidade, podia admitir agora — ou quando ele a deixara segui-lo ou quando viera buscá-la anos depois sem o devido contato.

Logo, estava sonolento; seus olhos estavam pesados. Pensara até não poder mais pensar e uma letargia começou a dominá-lo.

No entanto, antes que pudesse ser clamado pelo sono, sentiu Rin se mexer em seus braços, a respiração ritmada acariciou a abertura de sua yukata, fazendo com que ele pensasse que ela tinha acordado, ainda que os olhos castanhos permanecessem fechados.

Logo, a voz baixa, fraca e completamente carregada de sono o surpreendeu:

Se eu… cortejá-lo…

Não era mais do que alguns murmúrios que não faziam o menor sentido. A princípio ao menos. Quando tentou juntar as palavras, elas continuaram sem fazer sentido... O que ela queria dizer com cortejá-lo?

...Eu decidisse...

...Sesshomaru-sama...

...Cortejar...

...Você faria…

Ele levou um tempo até juntar as palavras com a sugestão de sua mãe de que instruiria Rin nas políticas de acasalamento... E então se lembrou da mesma Senhora maliciosa que ele chamava de mãe dizendo que ela, juntamente com sua esposa, lhe ensinaria uma lição.

Quando ele finalmente entendeu o que Rin quisera dizer, o sono o abandonou por completo.

O que você faria caso eu decidisse cortejá-lo, Sesshomaru-sama?

Sem que se desse conta, seus braços a seguraram com mais firmeza, fazendo com que Rin respirasse mais pesadamente e colocasse as mãos sobre seu peitoral para impedi-lo de esmagá-la contra si. E então os olhos expressivos se abriram, revelando uma expressão chocada.

“Sesshomaru-sama?”

“Rin,” ele respondeu, afrouxando seu aperto sobre ela. Observou como ela se sentou no futon e o observou com os olhos arregalados. Ele também se sentou e desviou a atenção para a parede oposta.

Podia sentir o desconforto dela... sentir o medo a dominá-la. Rin estava com medo dele? Franziu os lábios e deixou o futon. Sua voz saiu num comando frio.

“Volte a dormir.”

Rin engoliu em seco diante daquela voz profunda e sem emoção.

“Eu fiz algo inapropriado?”

Sesshomaru levou um tempo para responder, como se estivesse considerando suas palavras cuidadosamente.

Sim. Ela fizera algo que nunca deveria ter feito.

“Não.”

Um suspiro de alívio deixou os lábios de Rin ao voltar a repousar a cabeça sobre o makura e olhar para ele com os olhos carregados de sono. Estava tão cansada...

Tão cansada...

“Boa noite, Rin.”

“Você não vai se juntar a mim?”

Sacudiu a cabeça, mas se repreendeu tão logo percebeu que os olhos dela provavelmente já estavam fechados. “Não. Eu não preciso de dormir como você precisa.”

“Eu sei,” respondeu num tom suave. “Eu não deveria ter perguntado. Boa noite, Sesshomaru-sama.”

Sem outra palavra ou mesmo um olhar, ele deixou o quarto, fechando as portas de shoji atrás de si. Fechou os olhos por um momento, tentando controlar seus desejos mais íntimos... As palavras dela não deixavam sua mente, perseguiam-no como uma praga.

Eu fiz algo inapropriado?

Dissera não, por que o que mais poderia dizer?

Mas a verdade é que, sim... ela fizera algo completamente inapropriado. 

Rin errara feio ao dizer aquilo...

O que você faria caso eu decidisse cortejá-lo, Sesshomaru-sama?

O que ele faria? O que poderia fazer?

Deveria negar ou aceitar seus avanços?

O que deveria fazer lhe parecia muito claro, mas durante sua vida agira muitas vezes como não deveria, ter se casado com sua protegida fora apenas uma dessas ocasiões.

O que você faria caso eu decidisse cortejá-lo, Sesshomaru-sama?

Mas a questão evocava outro sentimento em seu íntimo que não tinha nada a ver com sua reação à ousadia dela... Mais como curiosidade nua e crua e um desejo profundo de vê-la tentar. Estava... esperançoso.

O que você faria caso eu decidisse cortejá-lo, Sesshomaru-sama?

Então você planeja cortejar este Sesshomaru, Rin?

De verdade?

 

 


Notas Finais


E é isso por hoje!

Espero que tenham gostado.

Beijinhos e vejo vocês semana que vem xD


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