História Matters of the heart - Capítulo 13


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henrique Fogaça, Paola Carosella
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Palavras 3.419
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pensaram que eu tinha desistido né?

Pois é, eu também mas fui surpreendida com uma imensa vontade de escrever ontem e saiu o capítulo abaixo para vocês!

Capítulo 13 - Treze


O barulho da chuva adentrava o ambiente silencioso deixando aquela situação ainda mais tensa. Paola soltou a pesada bolsa no chão e apoiou a mão em cima do sofá em busca de equilíbrio enquanto, aos poucos, voltava a realidade ao seu redor.

- Você... – a voz fraca e baixa não ajudava a terminar a frase. Pigarreou e tentou novamente falar. – Você não deveria estar aqui. – Apertou os dedos no tecido do sofá – Eu acho que to no lugar errado – seus olhos passeavam pelo ambiente, incapaz de entender a razão de encontrá-lo ali.

- Paola – sua voz grossa, pela primeira vez depois de todo aquele tempo, causou um arrepio na espinha da argentina que deu alguns passos para trás como se tivesse tomado um choque.

- No - o interrompeu. - Isso no tá acontecendo. Eu to no lugar errado - Abaixou a cabeça e se virou para a porta.

- Paola - Fogaça tentou novamente chamar sua atenção, mas só fez ela aumentar a velocidade dos passos e em segundos colocar a mão na maçaneta.

Novamente iria fugir. Estava a ponto de sair por aquela porta e sumir novamente. Enfrentaria a chuva que fosse se no último momento não tivesse sentido duas mãos tocarem seus braços por trás. Seu corpo tencionou e ela fechou os olhos prendendo a respiração.

- Por favor. – ele se limitou a dizer.

Sentia frio. Sentia seu corpo completamente gelado e o ar que entrava no pulmão, cortava seu peito por dentro. Os dois ofegantes e em silêncio. Ela tentando raciocinar a melhor saída e ele paralisado, com medo de qualquer ato a afastar dali.

Cada vez que puxava o ar, sentia os ombros encostarem levemente no peitoral de Fogaça. Os rápidos e quase despercebidos contatos esquentava um pouco de sua pele. Paola aos poucos soltou a maçaneta e virou o rosto para olhá-lo. Próximos, olhos nos olhos, Fogaça apenas afirmou com a cabeça e deslizou as mãos para longe do corpo dela, se afastando com alguns passos para trás.

- Eu ia tomar um banho - se limitou a dizer - Eu prometo te dar o espaço que quiser, Paola. Mas tá frio e chovendo, não sai nessa situação, por favor. - Sem esperar sua resposta e preferindo dar um tempo para ela, se virou saindo dali e voltando ao destino de seus passos há minutos atrás.

Paola permanecia estática. Sua mente trabalhava de maneira acelerada e seu corpo tremia. O primeiro impulso que conseguiu ter foi pegar o celular do bolso da calça e rapidamente fazer os toques necessários até chegar no número de Gabi. Precisava entender o que estava acontecendo. Nem mesmo teve tempo de colocar o telefone perto do ouvido, já conseguiu ouvir a caixa postal, indicando que ela havia desligado o aparelho.

Frustrada, fechou a tela do celular com força e o colocou de volta no bolso. Levou as mãos em seu cabelo e prendeu alguns fios molhados em seus dedos.

- Eu consigo isso. - Respirou fundo para se acalmar - Primeiro um banho, depois veremos. - Com mais firmeza nas pernas, andou em direção ao corredor. O barulho do chuveiro em que Fogaça tomava banho fez ela parar e olhar para a porta. Mesmo sabendo dos riscos que corria com esse encontro, não pôde deixar de morder o lábio inferior sorrindo fraco ao ter uma sensação de bem-estar por ter ele tão próximo novamente. Sentiu saudades. 

Prevenindo sua mente de criar mais pensamentos sobre aquela situação, balançou a cabeça e voltou a andar agora em direção ao quarto de Gabi, onde tinha um outro banheiro.

XXXXXX

Pequenos choques térmicos estremeciam seu corpo enquanto as gotas d’água do chuveiro caiam quente por sua pele gelada. Entreabriu os lábios, puxando o oxigênio com a boca enquanto de olhos fechados permitia que algumas memórias voltassem em sua mente depois de tanto tempo. O período em que ficaram sem se ver não foi longo, porém sentia ele diferente. Seu rosto estava com traços mais profundos e ele aparentava cansaço. Diferente das outras vezes, dessa não conseguiu enxergar o ar mais solto que tinha quando cozinhavam. Ele estava mais sério.

Abriu os olhos para poder alcançar o shampoo. Virou o produto para analisar qual era o tipo de hidratação que Gabi usava e após ler todo o conteúdo, despejou um pouco em sua mão. Com a esquerda guardou o pote novamente no lugar e em seguida, começou a espalhar por seu cabelo. Em movimentos circulares formava uma espuma entre os fios e por vezes aplicava um pouco de força com a ponta dos dedos massageando seu couro cabeludo. Todos aqueles movimentos contribuíam para que, aos poucos, pudesse relaxar e deixar o estresse do dia e o susto de encontrar Fogaça irem embora pela água que escorria pelo chão após ela enxaguar a cabeça. Repetiu os movimentos mais uma vez, para depois aplicar uma camada de condicionador nas pontas.

Quando chegou na parte em que ensaboava o corpo, voltou a fechar os olhos e novamente pensar no que acontecia ali. Fogaça tinha sido uma das únicas pessoas de sua vida que despertou nela uma energia positiva. Nos momentos que esteve ao seu lado, pôde sentir mais determinação, ousadia e disposição. Cada pedacinho de memória que guardava consigo era especial. Estar com ele despertou em seu coração sentimentos intensos que há muito tempo não tinha. Seria simples e fácil se ambos estivessem sozinhos e prontos para um recomeço. Mas, saber de seu casamento e posteriormente da notícia de que seria pai, contribuiu para que se afastasse. Sabia que ambos sofreram, mas não se arrependia. Por isso, estar ali sozinha com o seu passado sem ter planejado, causava sensações que não saberia se conseguiria disfarçar.  

Uma ardência em sua pele a fez abrir os olhos e voltar ao mundo real. Percebendo que os dedos já estavam enrugados e tinha uma vermelhidão pelo corpo, causado pela água quente, encerrou o banho, desligando o chuveiro e se enrolando em uma toalha.

Seu breve pânico a fez ignorar completamente a bolsa que tinha largado no chão da sala. Agora, se via nua no meio do quarto da amiga, sem ter o que vestir. Respirou fundo e caminhou devagar até a porta, abriu o suficiente para ouvir se o barulho do chuveiro de Fogaça ainda estava presente, mas como suspeitado ele já havia saído do banho. Fechou a porta novamente e encostou a testa tentando pensar como sair daquela situação.

- Bom – falou para si mesma – o jeito é colocar alguma roupa mais confortável, si? – virou o rosto para olhar ao redor do quarto, já a procura de alguma peça que pudesse ser o suficiente para vestir. – Mas antes, secar o cabelo.

Gabi tinha uma personalidade diferente de Paola. Enquanto a chef prezava o simples, ela gostava do mais chique e estiloso. Conseguiu encontrar uma calça de moletom na cor cinza e uma blusa preta de manga curta em uma gaveta e só se deu conta de que não tinha nem um sutiã e calcinha na hora de se vestir.

- Puta que lo pariu. – fechou os olhos rapidamente para logo em seguida voltar a abri-los e se vestir sem nenhuma roupa íntima. - No da para ficar aqui a noite toda – pronta, caminhou até a porta e respirou fundo – bem que eu gostaria.

XXXXXX

- Droga – soltou a frigideira no fogão ao sentir um pingo de óleo quente queimar seu braço direito. Desligou o fogo e se apressou até a pia, abrindo a torneira e deixando a água cair na área em que ardia.

- Tá tudo bem? – A voz carregada de um sotaque o fez virar o rosto imediatamente. Paola estava encostada na porta, de braços cruzados, encarando o que estava fazendo.

- Tá – sorriu fraco. – Eu tava fritando um ovo, daí caiu um pingo de óleo no meu braço, mas já passou. – Fechou a torneira e secou o braço com o pano de prato que estava jogado em seu ombro.

- Eu posso ajudar? – Ela entrou ainda mais na cozinha, ficando agora próxima ao fogão e como não recebeu uma resposta de imediato, olhou para Fogaça que permanecia estático a encarando. – Fogaça? – abriu um sorriso tímido, evidenciando suas covinhas. Observou o que ele vestia, passou os olhos rapidamente por sua camiseta do Oitão, jeans e como mantinha os pés descalços.

- Claro, claro – pigarreou – Você pode terminar de ver esse ovo aí. Ao menos que queira comer outra coisa.

- Ah – fez uma careta – Ovo? - levou as mãos até os cabelos e os juntou em um coque, prendendo com os próprios fios – podemos fazer um risoto.

- Quer risoto do quê? – ele deu um passo à frente, voltando a ficar em frente ao fogão.

Deu de ombros – No sei - levantou as sobrancelhas – decide pela gente.

Se não estivesse completamente confuso com a mudança de comportamento dela, diria que aquelas palavras tinham um significado a mais. Preferiu não pensar ainda mais no que estava acontecendo ali e em silêncio começou a abrir os armários a procura de uma panela.

Paola se divertia com o jeito perdido que ele tinha, claramente sem saber por onde começar. – Aqui. – Chamou sua atenção e abaixou um pouco o corpo para o armário que ficava embaixo da pia. Ali, pegou uma panela grande o suficiente para cozinhar. – Toma – esticou o braço para ele.

- Não. – Decidido a desafiá-la, cruzou os braços. – Você coloca água e eu continuo pegando o resto dos ingredientes. – Passou por ela, indo pegar alho que estava visualmente fácil, em uma cesta.

- Quem é o chef agora? – ela disse por trás e pode ouvir uma risada baixa de Henrique o que a fez abrir um sorriso ainda maior.

Sim, estava fugindo. Não fazia ideia se chegariam a conversar sobre tudo o que aconteceu no passado e nem se estava pronta para poder confrontar o que sentiu na época. – Suspirou enquanto pensava. – O que ainda sentia. – Corrigiu sua mente enquanto colocava a água para ferver. – Não se assustou com a facilidade que tinham de entrar em sintonia dentro de uma cozinha mesmo após anos. Sentia cada pedacinho dentro de si vez ou outra ser ocupado por um frio que percorria a espinha, mostrando sua clara ansiedade diante daquela situação tão inesperada e por fora, permanecia tentando aparentar calma, como se nunca tivessem parado de cozinhar, como se nunca tivessem se beijado e principalmente, como se nunca tivessem dado adeus.

Vez ou outra se encaravam enquanto faziam seus próprios preparos. Nos breves momentos que seus olhos se encontravam, em reflexo, sorriam timidamente. Paola, em algumas vezes, descia o olhar para as mãos de Fogaça, sentindo um imenso orgulho ao notar a habilidade e destreza que agora tinha ao manusear o alimento. Respirou fundo, sentindo seu peito encher de oxigênio e pesar de nervosismo. Sabia que as longas noites em que o ensinou tinham muito a ver com o que hoje ele conseguia realizar.

Não sabiam mais quais frases poderiam inserir para apenas continuar quebrando o gelo que tinham. Preferiram então continuar em silêncio até o fim do preparo. Mas, a pior parte ainda estava por vir e Fogaça sentiu o clima voltar a pesar quando se sentaram frente a frente na pequena mesa que ficava no canto da cozinha.

- Espero que goste. – Ele disse. – Confesso que melhorei um pouco desde quando comeu minha comida pela última vez.

Paola sorriu com a lembrança e focou no prato em sua frente. Um simples e cheiroso risoto de alho porró. Com o seu garfo, pegou uma quantidade suficiente e a colocou na boca. Enquanto mastigava, notou um nervosismo de Fogaça, que mantinha as pernas balançando e a encarava com expectativa. Decidiu brincar com ele. Permaneceu em silêncio degustando o máximo que podia da refeição sem deixar uma expressão positiva escapar de seu rosto.

Os segundos que ela ocupou comendo, eram torturantes para ele que nem sequer tinha conseguido tocar na comida. – Tá tão ruim assim? – perguntou quando ela enfim engoliu e o encarou sem sorrir.

Paola relaxou as costas na cadeira e tamborilou os dedos na mesa enquanto pensava nas melhores palavras para avalia-lo. – Isso aqui – levantou a mão para apontar para o seu prato. – tá delicioso – o seu sotaque o fez abrir um sorriso lindo e Paola não pôde deixar de refletir em seu rosto a mesma reação. Seu coração batia rápido no peito quando então percebeu o quanto havia sentido a falta dele.

- Pô, é sério mesmo? – pegou o garfo e provou do próprio prato, enquanto ela reafirmava com a cabeça.

Diferente da tensão que achavam que teriam, continuaram comendo em um silêncio agradável onde apenas desfrutavam da presença um do outro, ainda postergando o que uma hora seria inevitável.

XXXXXX

- Posso te fazer uma pergunta? – Paola perguntou a Henrique enquanto secava o prato que ele acabou de lavar.

- Claro. – Ele fechou a torneira para prestar atenção.

- O que você está fazendo aqui?

- Direta você. – Sorriu e respirou fundo – Tava chovendo muito e minha irmã ligou dizendo que tava alagado perto da minha casa e que não tinha como eu voltar pra lá. – Voltou a abrir a torneira e continuar a lavar o segundo prato. – Não sei se sabe, mas eu e a Gabi acabamos nos tornando amigos desde quando nos conhecemos.

- Eu sei. – Ela o interrompeu o que fez Henrique a encarar. – Ela me contou. – Deu um sorriso fraco que logo foi substituído por Paola olhando para baixo e apertando os próprios dedos. – Eu... – engoliu a própria saliva. – Eu te acompanhei mesmo de longe. – Voltou a encará-lo.

- Paola

- No – novamente o interrompeu. – No fala nada, Henrique. Por favor. – Respirou fundo. – Só vamos tentar seguir com essa noite, ok? – Colocou a mão direita em seu coque, rapidamente o desfazendo, deixando os fios caírem por seu rosto.

Fogaça não se importou em não responder. Estava perdido demais no balanço de seu cabelo e o quanto aquilo a deixava ainda mais linda. Chegava a ser amargamente cômico o quanto ela continuava mexendo com cada sentido seu. Balançou a cabeça negativamente, indignado com seu próprio sentimento e voltou a lavar a louça, novamente deixando o ambiente em silêncio.

Após tudo devidamente guardado, se afastaram indo cada um para um cômodo diferente. Paola levou sua bolsa para o quarto de Gabi e preferiu ir escovar os dentes e se preparar para dormir enquanto Fogaça deixava sua roupa molhada esticada na lavanderia para secar. Após separar peça por peça, apagou a luz dali e se direcionou novamente para a sala, onde encontrou o celular e o pegou para checar mensagens sobre a filha.

- No aguento esse silêncio – a voz de Paola novamente se fez presente e ele desligou o aparelho, o jogando no sofá e a encarando.

- Você quem disse que não era para falar mais nada. Eu só to respeitando tuas vontades, Paola. – colocou as mãos no bolso da calça.

- Eu sei, eu sei – mordeu a bochecha internamente – Como vai a banda? – balançou a cabeça indicando o nome Oitão na camiseta.

Era incrível como ela conseguia mudar de assunto em segundos. Se sentia frustrado por não conversarem e não sabia dizer se aquela era a melhor decisão. Bufou antes de responder – Tá indo. A gente tá começando a ter um pouco mais de reconhecimento, daí estão aparecendo alguns shows em barzinhos igual aquele em que estava.

- É – apertou os lábios – sobre aquele dia, olha Fogaça...

- Não – dessa vez a interrompeu. – Não precisa se explicar Paola. Eu já to acostumado com esses nossos esbarrões. – Se remeteu a primeira vez que a viu. – Você não me deve nada.

Era difícil ouvir aquelas palavras e sentiu seu peito pesar com a verdade que elas carregavam. Ela realmente não precisava se explicar, nunca se quer tiveram algo. – Paola olhou para baixo – mas como continuava se sentindo como se o que viveram foi o suficiente para desencadear diversos desejos e vontades?

- Eu soube sobre sua filha – ele franziu a testa com o rumo da conversa que ela novamente mudou. – Ela está bem agora?

Fogaça balançou a cabeça positivamente e suspirou – Está o máximo que conseguirá estar para o resto da vida. – Se sentou no braço do sofá e passou a mão por sua nuca. – É difícil Paola. É a pior sensação que já vivenciei em minha vida. Ter uma filha que tanto desejei e não poder fazer nada para a tirar dessa situação. – Lágrimas já conhecidas apareceram em seus olhos fazendo Fogaça passar a mão em seu rosto prevenindo elas de caírem.

- Eu sinto muito, Fogaça. – Ela se sentou ao lado dele, no pequeno espaço que sobrava. – Eu sinto muito mesmo. – Não sabia o que falar. Não tinha palavras que pudessem ajudar naquele momento. Com isso, decidiu colocar seu braço esquerdo por cima do direito dele e juntar suas mãos, entrelaçando seus dedos.

As peles quentes esquentaram ainda mais com aquele toque inesperado. O impulso de Paola não a preparou para a sensação de sentir o toque dele novamente. O formigamento que sentia era tão forte que precisou abrir a boca para respirar. Já conhecia a falta de ar que ele causava cada vez que se aproximavam. Como havia suspeitado no banho, não tinha forças o suficiente para prevenir tudo o que estava acontecendo, principalmente dentro de si. Se privou por tanto tempo de ir atrás dele, fugindo sufocada com os sentimentos mal resolvidos, que se via naquele momento completamente refém do destino. Não adiantava correr, viajar ou simplesmente pedir silêncio. Eles sempre se esbarrariam e dessa vez, estava cansada demais para lutar.

- Eu senti tanto a sua falta – o tom da sua voz não passava de um sussurro, admitindo pela primeira vez para ele um dos diversos sentimentos que tinha. Devagar, encostou a cabeça em seu ombro e fechou os olhos quando ele apertou sua mão.

Ter ela ali, novamente perto, parecia um sonho que ele tinha medo de despertar a qualquer momento. Virou o rosto para encostar o nariz no topo da cabeça de Paola e respirou fundo para sentir o perfume de seus cabelos. – Eu também senti. – Seu hálito quente percorreu até sua nuca, deixando seu corpo arrepiado.

Permaneceram naquela posição, Paola confortavelmente deitada em seu ombro e ele vez ou outra acariciando sua cabeça com a ponta do queixo. Suas mãos falavam por si só. Juntos acariciavam com a ponta do dedo o outro. Fogaça passava lentamente o dedão pelo contorno do indicador de Paola enquanto ela contornava com a unha uma de suas tatuagens nas costas da mão.

A calmaria de todo aquele momento, fez com que a mente de Paola a traísse. A cada toque que sentia dele, se tornava ainda mais viva a memória da primeira vez que deram as mãos na multidão daquele evento gastronômico, onde ele a puxava para longe das pessoas. Suspirou lembrando do quanto havia gostado daquele toque e do quanto estava gostando naquele momento. Mexeu um pouco a cabeça, tentando se desvencilhar dele para poder encara-lo e quando o fez, teve certeza de que estava pensando a mesma coisa.

Estavam próximos um do outro. Sua respiração batia na bochecha de Henrique que permanecia estático olhando dentro de seus olhos. A mão de Paola apertou a dele e pôde sentir que sua palma suava. Engoliu em seco e baixou o olhar para os lábios de Fogaça que instintivamente abriu a boca e passou a língua pelo lábio inferior a deixando ainda mais intrigada por aqueles movimentos. Automaticamente aproximou o rosto, deixando agora sua respiração cair sob os lábios de Henrique que suspirou ao sentir seu hálito quente.

Um relâmpago iluminou o céu logo seguido de um estrondo forte do trovão indicando que a chuva estava longe de ir embora e fazendo os dois se afastarem rápido e ofegantes. O movimento preciso de Paola fez com o que o celular de Henrique caísse no chão.

- Desculpa, eu pego – sua voz era completamente outra. Estava carregada de desejo.

Fogaça desceu o olhar para a argentina que estava com o tronco abaixado para pegar o aparelho. - Porra, Paola. – Ela se assustou com aquelas palavras e rapidamente subiu o corpo para olhá-lo e somente assim se lembrou do começo daquela noite, onde havia decidido ficar sem roupa íntima, entendendo ali que Fogaça acabara de ver boa parte de seus seios.

Se fosse qualquer outra pessoa, talvez se sentiria insultada com o olhar que estava recebendo. Mas, o que aconteceu a deixou ainda mais mexida. Sua mente mais uma vez a traindo e plantando cenas de como seria se ele abocanhasse seu seio ali naquele momento. O breve pensamento foi o suficiente para fazer ela sentir uma pequena pulsação entre as pernas o que a levou a apertar as coxas, não passando despercebido por Fogaça.

- É – pigarreou – Eu já vou dormir, Fogaça. – rapidamente jogou o celular novamente no sofá e em passos apressados saiu dali.

Henrique colocou as duas mãos no rosto, bufando enquanto ouvia ao fundo a porta do quarto de Gabi ser fechada violentamente.


Notas Finais


E ai? Valeu a pena ter esperado?

Obviamente a parte dois desse momento já está sendo escrita. Então quero pedir a você leitora que me ajude.

Para não quebrar todo o encanto desse capítulo, quando preferem que eu poste o resto? Lembrando que hoje não é uma opção.

Se você chegou até aqui, saiba que eu agradeço imensamente todo o carinho. Um beso. 💛


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