História Matters of the Heart - Capítulo 5


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Categorias Como Treinar o seu Dragão, O Segredo do Vale da Lua, Valente
Personagens Astrid, Coeur de Noir, Loveday de Noir, Maria Merryweather, Marmaduke Scarlet, Mérida, Miss Heliotrope, Personagens Originais, Robin de Noir, Sir Benjamin Merryweather, Soluço
Tags Amor, Bella Bomtempo, Brave, Como Treinar O Seu Dragão, Crossover, Drama, Fantasia, Ficção, Hiccup, How To Train Your Dragon, Julieta, Love, Maria Merryweather, Mericcup, Merida, O Segredo Do Vale Da Lua, Orgulho, Preconceito, Revelaçoes, Robin De Noir, Romance, Romeu, Soluço, Tragedia, Valente
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Palavras 2.959
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Dragons Have Moon Eyes


The Sun With no Youth

Mãos frias preenchiam meu rosto, agora na noite, a alucinação se tornara mais concreta, seu corpo duro e frio repousava a meu lado com um olhar acusador. O grito repudiado por meus pulmões assustou a mim mesma que nos segundos seguintes já não viu mais nada. Agarrei meu roupão de seda e o enrolei na camisola, naquele quarto tão isolado eu não queria mais ficar. Acatei um candelabro e com ele me dispus a perambular pelo palácio, os ecos de meus passos eram baixos quase inaudíveis, como se o castelo não quisesse ser acordado. Os cabelos completamente soltos pendiam atrás de minha cabeça juntos comigo, torcendo para não serem encontrados. Resolvi com pouco senso ir tomar um ar no enorme jardim, calcei botas dispostas ao pé da escada e cambaleando á direita caminhei. A terra molhada da garoa que antes dançava emitia barulhos irritantes e constrangentes. A lua lá em cima, brilhava como uma enorme fogueira abafando o ar frio da noite. Sorri para ela, Mamãe costumava adorar as noites de lua cheia. As quais naquele Vale pareciam não encontrar um fim.

De repente, como se a insanidade voltasse a bater nas portas de minha visão, vi Jackson mais uma vez, sentado ao longe. Sua montaria, reluzente e brilhante, relinchava como em um sussurro. Seus olhos pediam que eu lhes seguisse, mas suas mãos congeladas em torno do esguio pescoço da criatura apontavam em outra direção. Em direção da penumbra escura dos galhos. Ele começou a andar então, imergindo na escuridão desaparecendo como se sem o brilho da lua não pudesse existir. Sem hesitação os segui, mergulhando na noite densa, sem o calor da lua o frio acatou meu nariz que corado quase se partiu ao meio quanto tropecei em um tronco caído. Jackson e o cavalo continuavam andando quietos, sem deixar marcas flutuando sob o denso bosque. Não sentia mais medo de sua figura, pelo contrário a alma transmitida por ela me fazia querer parar de tropeçar e me arranchar em vinhas e galhos e montar com ele naquele cavalo por toda eternidade. Chegando em uma clareira aonde a lua mais uma vez brilhava ele e o cavalo voltaram a reluzir, com um meio sorriso ele caiu do cavalo, o cavalo correu e ambos se fundiram á grama como se afundassem em água. Gritei.

- Jackson!- minha voz rouca saia descontrolada. – Por quê está fazendo isso comigo?! Por quê me assombra?! Me diga!

Da mata nobre e regada com orvalho, galhos se quebraram como se algo pesado caísse acima deles. Minha respiração parou.

- Jackson? – sussurrei. – Me diga o que fazer... Por quê me trouxe aqui?

Das sombras um corpo saiu, este, não reluziu á lua tanto quanto seus olhos. Era um rapaz, vestido em peles cinzas e pesadas, seu corpo alto e esguio portava uma adaga. Os cabelos castanhos  se desgrenhara quando o capuz caiu por detrás. Andei para trás devagar me levantando como uma presa cercada. Seus olhos verdes assim como suas sardas salpicavam seu rosto, transluzindo tudo que pensava. Mesmo sem um olhar ameaçador indicado, ele transportava outro sentimento. O de cautela.

- Você é uma De Noir? – ele disse com um sotaque estranho. Sua voz grossa arrepiou meus os pelos de meus braços. – Não, não existem De Noir com este cabelo. Quem é você? Alguém á persegue?

- Não. – engoli em seco. – Eu perseguia alguém.

Começamos a rodar em círculos na clareira, um atento á cada movimento do outro. Ele muitas vezes coçava abaixo do queixo, onde mais sardas repousavam. Não era muito mais alto, mas ainda sim, sua sombra me cobria.

- Jamais te vi na aldeia. Veio de longe do Vale?

- Sim. – respondi. – Londres.

- Como a princesa. – ele respondeu. – Espere... – ele me encarou de cima á baixo. Seus olhos pararam logo abaixo de meu colo, aonde um rasgo enorme expunha minhas coxas brancas. Tentei cobri-las em vão com o que restara da camisola. Ele encarou o chão por alguns segundos. – Você é a princesa?

- Princesa? – respondi cínica. – Ela esta em Londres no momento, na corte posso supor. – dei uma risadinha. – E você? Quem é e o que faz aqui?

- Hiccup . – ele suspirou.

- O que ia fazer com essa adaga? – sussurrei com cautela.

Ele a alisou sob os dedos finos.

- Eu estava fugindo. - Seus olhos se tornaram opacos. O frio da noite cegou meus ouvidos, uivando como a própria voz de Jackson.

-  Em parte acho que eu estava também. – sussurrei de volta.

- Enquanto perseguia alguém? – ele pareceu desconfiado.

- Eu... Vai me achar insana se lhe contar.

Ele arregalou os olhos como se se impressionasse por alguns segundos

- Se lhe contasse do que fugia talvez também pensaria.

Não entendi de imediato, mas aquilo não poderia ser uma coincidência. Quantas pessoas divagavam em uma floresta naquele lugar no meio da noite? Analisei suas vestimentas, estranhas. Nórdicas.

-Você não é a princesa, quem é então? Já te disse meu nome. – ele recuperou o tom cauteloso.

- Merida. – respondi inconsequente, o correto para ambos no contexto da formalidade seria se apresentar com o título. No entanto, diante de tal situação, acho que sabíamos o quão desnecessário seria. Um barulho estranho ecoou na clareira, de longe, sob a luz da lua, dois olhos brilharam como duas chamas acesas.  Um rosnado foi ouvido logo em seguida, como se contado no relógio, uma bomba estivesse prestes a explodir. Estremeci, mas como não poderia estar mais impressionada naquela noite em particular apenas dei dois passos para trás. Soluço se dispôs á minha frente.

- Não faça movimentos bruscos. – ele sussurrou. Da selva inerte um leão negro saltou, com patas do tamanho de socos ingleses ele rosnava ao nos rodiar. – Ele havia sumido...

Os olhos do leão eram vermelhos como o sangue de meus arranhões. Soluço parecia estranhamente calmo apenas não se esquecendo de se dispor entre mim e o leão a cada passo dado pelo felino. Ele então, com uma última encarada, desapareceu na noite com sua pele de veludo negro como se pertencesse ás sombras, como se voltasse para casa. Soluço respirou alto.

- Sinto muito. – ele relaxou os ombros, a figura de olhos verdes se afastando enfim. – Levarei você de volta para casa, não posso deixar que volte com ele... solto por aí.

- Não irei contrariar. – engoli em seco.

- Esta em alguma estalagem?

- Não, estou no Vale. Na mansão.

Ele pareceu não compreender.

- Mas não é a princesa...?

- Do que está falando? – murmurei. – Sim é uma casa chique mas eu tenho condições de... – um vento gelado me acatou. Me abracei tentando me esquentar, sem sucesso.

- Aqui. – abaixo de seus olhos ele corou ,me entregando seu manto de coelho.

- O-obrigada senhor. – me enrolei rapidamente. As roupas de couro entregavam sua origem, junto aos símbolos nórdicos implementados em seu braço. Era forte, mas nem tanto. E por mais que impressionasse a mim mesma, não me assustava mais em nenhum quesito dada a gentileza tão delicada. – Jamais vi uma criatura igual a essa, ja vi um leão é claro mas meu ... antigo amigo comentou que apenas existem na África.

- Há coisas no Vale difíceis de compreender. – ele gesticulou parecendo cansado.

- Como assim? – apertei os olhos, talvez não estivesse tão insana.

- Além de nós, coisas que a lua controla.

- A lua... – encarei a enorme lua cheia. A lua que jamais mudava não importasse seu tempo. Lembrei-me da última vez em que a havia enxergado com tanta clareza, de joelhos em um lago congelado sem capaz de me mover. Estremeci. – Não posso voltar, não agora.

O rapaz parou de andar se apoiando em um tronco.

- O que quer dizer?

- Não posso viver lá... Sozinha com... – suspirei. – Com meus pensamentos. Está me matando.

- Vamos senhora apenas...

- Senhorita. – o cortei. Eu não era mais casada. Não seria mais casada.

- Apenas está cansada, acabou por se perder isto é...

- Ridículo! – aumentei a voz, ao proferir a palavra favorita de Jackson.– Eu não aguento mais a culpa, ver o rosto, o rosto dele! – as lágrimas caíram como cataratas da américa.

Ele parecia impotente, como se não soubesse o que fazer.

- O rosto de quem?

Estremeci mais uma vez.

- Consegue me levar á aldeia?

- Pensei que estivesse hospedada na mansão.

- Não consigo voltar, não hoje. – A verdade estava mais que clara para mim, o medo de vê-lo novamente de me fazê-lo seguir até... até outro lugar pior. – Por favor. – ergui meus olhos até os seus. Neles, apenas enxerguei tristeza. O que ele fazia naquela noite com uma adaga tão triste?Não queria pensar nisso, já tinha meus problemas no entanto, a empatia compartilhada era mais que suficiente.

- Não te levarei até a aldeia. Não vestida assim e á essa hora. Nos chamam de selvagens mas  deuses sabem o que eles fariam com você. Conheço um lugar... Uma cabana na floresta, ficará segura lá.

- Como posso confiar em você? – perguntei apenas pela razão. Já confiava naquele rapaz estranho. Mesmo com uma arma. Mesmo quase nua. Por quê?

- Já me confiaria a lhe levar na aldeia. – ele deu de ombros.

- Tem razão. – inspirei fundo. – Me leve então.

Ele começou a andar se virando de súbito ao ouvir um galho se partir sob meus pés. Um sorriso torto, familiar, se formou acima de seu queixo. Uma dejavu como um pássaro, brilhou rodeando meu corpo, o congelando gerando um desconforto confortável. Seu rosto, quando feliz...

Me recordava de meu marido morto.

The Underrated Viking

Poucos dias passados desde minha última tentativa, encontrei brechas nos intervalos de ronda de Astrid. Na noite do dia 5 ela faria uma ronda a noite ao sul. Com sorte, me esguearia pelos estábulos, pegaria um cavalo e conseguiria por um fim á meu próprio sofrimento. Com a lua lançada acima de meu rosto, dei início ao meu plano. A lama úmida sob meus pés devido a recente chuva fazia barulhos suspeitos. Já enxergando as árvores me encobri no tecido negro das sombras correndo como nunca fiz. Um sussurro foi se ouvido, estranho e quase inaudível. Pensei ser o vento mas novamente uma doce voz pareceu gritar muito ao longe.

Gritava meu nome.

Parei, meu estômago gelou como se tivesse parado de funcionar. Poderia ser? Os espíritos vivam o Vale era verdade,  no entanto, para que voltar?

- Aurora? – sussurrei. Sem medo, apenas com a ansiedade em cada célula de meu tronco trincando, como se já esperassem este momento e mal pudessem acreditar.

Novamente, a voz respondeu terna e instável. A segui, correndo e correndo até me deparar com um dos poucos momentos depois de sua morte, em que não pensava em meu túmulo ao lado do seu. Ela, pálida, sem pupilas, sorrindo. Com seus enormes  e longos dourados cabelos usando um vestido branco. Ela acenou , como se me esperasse. Das sombras, reluziu um cavalo branco, ela se aproximou dele calma e lenta até subir sob suas costas nuas. O cavalo começou a andar, começou a correr.

- Espere!- gritei, ouvindo minha própria voz desafinar. – Não!

Corri, sentindo minhas costelas quebrarem, sentindo minha respiração se esvair. Mas não parei, não até diminuírem. Aurora olhou para trás, parecendo melancólica. Luz brotou dentre os galhos e eu os observei adentrar em uma clareira. Uma voz gritou.

“ Jackson!” a voz parecia a beira do desespero. “Por quê está fazendo isso comigo?! Por quê me assombra?! Me diga!”

Tentei me aproximar, desta vez, intrigado pelo som e de como parecia mais vivo. Por quê Aurora gritava pelo nome de outro nome? Um nome cristão, certamente. Um galho se partiu sob meus dedos, doloridos e machucados. Hesitava em entrar na clareira. Hesitava em acordar e pensar tudo ter sido um sonho.

“Jackson?” – agora soava como um sussurro.– “Me diga o que fazer... Por quê me trouxe aqui?”

Contando até cinco, pulei para entre a luz da lua. Aurora não mais se formava presente, apertando meu coração. A garota dona da voz tão semelhante, se um pouco menor fosse seu corpo. Provavelmente a confundiria com uma raposa perdida. Longos, formosos e volumosos cachos laranjas pendiam em volta de seu rosto redondo. Olhos brilhando azuis e claros. Sardas dispostas desde seu rosto até seu busto, como estrelas salpicadas em um céu claro em plena luz do dia . O sol de tão inesperado céu? Não saberia dizer. Uma beleza nórdica, contrastando com sua postura reta de elegante mulher.

- Você é uma De Noir? –minha voz saiu mais rouca que o esperado. Ela tremeu.– Não, não existem De Noir com este cabelo.- pensei em voz alta.Notei que parecia assustada, como se recuada. Me preocupei. Alguém havia a machucado? - Quem é você? Alguém á persegue?

- Não. – ela respondeu quase que imediatamente.Sua voz idêntica á de meu amor perdido. – Eu perseguia alguém.

Não entendendo desenhei um círculo no qual seguiria na clareira. Ela seguiu a linha como se a enxergasse também. Os olhos se entre abriam a cada segundo me analisando.

- Jamais te vi na aldeia. – eu disse com voz suspeita. - Veio de longe do Vale?

- Sim. – ela respondeu. – Londres.

Arregalei os olhos. Londres? Como a famosa princesa? A salvadora?

- Como a princesa.Espere... – meus olhos caíram para suas roupas. Um rasgo enorme expunha suas coxas. Rezei para que não me notasse ruborizar.– Você é a princesa?

- Princesa? Ela esta em Londres no momento, na corte posso supor. – não compreendi. Na última vez que foi se sabido repousava na enorme mansão no entro do Vale da Lua. – E você? Quem é e o que faz aqui?

- Hiccup . – suspirei. O nome mais ridículo.

- O que ia fazer com essa adaga? – ela sussurrou.

Sem notar que a segurava em mãos me espantei e a alisei sob os dedos.

- Eu estava fugindo. - Seus olhos se tornaram opacos.

-  Em parte acho que eu estava também. – ela sussurrou de volta.

- Enquanto perseguia alguém? – perguntei sarcástico.

- Eu... Vai me achar insana se lhe contar.

Me lembrei de meu motivo de imediato para estar naquela clareira.

- Se lhe contasse do que fugia talvez também pensaria. – ou o que mais tarde encontrei,pensei. -Você não é a princesa, quem é então? Já te disse meu nome.

- Merida. – ela respondeu logo antes do leão rugir.

___

Dentro da antiga cabana escura, acendi uma vela, e como se ganhasse vida de volta ao passado, a chama falhou. Tão rápido quanto a vida de Aurora, ceifada pela brisa fria da noite. Sendo despreparado para tais situações pedi que a garota entrasse enquanto eu procurava um galho d’árvore para tentar extrair alguma faísca.

- Espere. – ela pediu. Com a pouca luz da janela proveniente da lua, vi seus olhos azuis se fecharem lentamente. Ela arrancou uma mecha completa de seu cabelo ruivo e avermelhado e a amarrou em volta da mão. Acatou o casco da árvore que eu usara e esfregou com força contra a mecha. Não demorou que uma pequenina fumaça começasse a sair e com metade da casca já em chamas ela ascendeu a única vela que tínhamos.

- Como...

- Não pergunte. – ela sussurrou. – Uma dama não deve falar sobre certas coisas, quem dirá mostrar.

- Uma dama... – repeti para mim mesmo. – Não conheci muitas. Uma, no máximo.

- E como ela era? – ela se sentou na antiga mesa de carvalho ao meu lado. Tudo permanecia no devido lugar, até a cama, dobrada com pelagens empoeiradas, como se Aurora tivesse apenas saído para caçar. Aquilo doía. Deus, como doía.

- Alta. - sussurrei. - Cabelos cor de milho e queixo fino. Os olhos...

- Olhos azuis. – ela bufou em resposta.

- Como sabe disso?

- É tudo que um homem quer. – ela olhou para baixo, sarcasmo brilhando.

- Te digo uma coisa. – murmurei fechando as cortinas. – Não é isso que torna alguém desejável.

- Me casei apenas uma vez, me diga você.

- O fogo em seus olhos, até mesmo nos azuis.

- Infelizmente apenas o possuo nas mãos. – ela tentou sorrir, mas parou no meio do caminho, como se se arrependesse.

Tentando mudar de assunto e determinado a ver seu sorriso pela primeira vez continuei.

- Então como ele era?

- Quem?

- Seu marido. Assumo que não... esteja mais por perto.

- Ele era... – ela perdeu o fôlego. – Não nos gostávamos muito para ser sincera. Foi mais algo arranjado, não sei se há algo assim... de onde você vem.

- Há. – assenti devagar.

- No entanto ele era tudo que eu não era, ou queria ser... eu acho. Ele era divertido, espalhafatoso, expressivo e animado. Era próximo de sua família, era alguém interessante de se observar. Mas todo dia... Todo dia era diferente.

Foi se ouvido apenas o vento.

- Não sei por que te falo isso. –ela sussurrou. – Não te conheço, não sei de onde vem... Não converso muito com ninguém o que estou fazendo? – ela encarou o escuro. Os olhos estavam cansados, talvez eu devesse-a deixar dormir.

- Eu também não. Não se preocupe. – suspirei. – Pode dormir, prometo que não irei mata-la. Cuidarei da vela.

Ela assentiu, o cabelo volumoso balançando a cada movimento como se dançasse. Merida se levantou até a cama e se cobriu com meu manto, se não fosse por seus cabelos ruivos, poderia jurar que Aurora estava naquela casa comigo. A mesma sensação de paz, de continuidade.

- Boa noite Hiccup. – Merida sussurrou mais uma vez.

- Boa noite Merida.

A fora, na dança da meia noite, os dragões cantavam tudo que eu não poderia ser. Mas a chama que habitava todas suas gargantas dormia á meu lado. A ironia poética dos espíritos, que eu sei, planejavam alguma coisa. E como em um sussurro algo respondeu meus pensamentos:

"Sonhem devagar."


Notas Finais


Oii, desculpem a demora como SEMPRE.
Mas enfim, espero não ter errado em nada, se algo estiver confuso deixam as dúvidas pois terminei de escrever na madrugada e estava muito cansada.
Beijão, espero que gostem.


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