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História May we meet again - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Eu, você, dois filhos e um cachorro


Fanfic / Fanfiction May we meet again - Capítulo 16 - Eu, você, dois filhos e um cachorro

— Amor, como anda a busca pelo novo local para o estúdio? — Pergunta amarrando o hobe de seda vermelho de modo a cobrir o corpo nu e coloca a perna esquerda em cima da cama para passar o hidratante. “Essa mulher é um pecado sem fazer um pingo de esforço! Como é que pode?”. Balanço a cabeça tirando os pensamentos da cabeça por hora e volto ao diálogo.

— Não encontrei nada que me agradasse. — Sinto-me realmente frustrada.

A tarefa de encontrar um local está sendo mais complicada do que pensei. Meses buscando e nada. Por conta disto optei por mudar logo para Polis um mês após o término das férias da loira, pois não aguentava mais ficar longe da minha mulher e dos meus filhos, deixando assim essa questão para ser resolvida posteriormente. Contudo, acabou que alguns dias depois acordamos em comprar uma casa bem maior para que Leash e Aden tivessem seus próprios quartos, além de um grande espaço externo para brincarem. Encontramos uma residência na rua debaixo de onde meus sogros moram e, passados dois meses, estávamos instalados em nosso novo lar... No final adotamos um cachorro também, o Scooby-Doo, o demônio comilão.

— Lexa, e se você abrir o estúdio aqui em casa? — Ajeita-se sentando na cama para ficar de frente para mim e coloca uma mecha teimosa atrás da orelha direita. Seus cabelos agora estão bem mais curtos, na altura dos ombros. — Pensa, há três meses que viemos para cá. Esse lugar é enorme! Você pode reformar a casa da piscina e transformá-la no seu estúdio, já até aproveita o local para fazer sessões externas. Pode contratar a empresa da Emma e da Regina para montar o projeto arquitetônico e de design. Ângelo pode fazer o marketing. Nome no mercado você já tem! Seu trabalho dando visibilidade para homens trans grávidos e o abandono de idosos por parte dos familiares é maravilhoso! Sem falar no das crianças autistas e com down... Além disso, você pode dar oportunidade para quem está começando... Dê uma sondada nos cursos de fotografia, publicidade e propaganda das universidades oferecendo cargo de assistência em fotografia. Eu conheço a coordenadora do Curso de Fotografia da Universidade Federal, ela foi minha professora na graduação e depois acabou que tivemos um rolo, porém hoje somos amigas. Segunda-feira procuro por Ângelo e Marina para tratar do assunto, caso você goste da ideia e aceite. — Finaliza guardando o hidratante e sentando-se na cama de novo.

— Gostar? Tá maluca? Amor, você é um gênio! Eu simplesmente adorei! — Seguro em seu rosto e deposito vários beijinhos a fazendo rir. — Contudo, duas perguntinhas aqui... Primeira: E nossos pestes? Segunda: devo me preocupar com esse seu ex-rolo?

A gaitada que ela dá ao ouvir a última parte é grande, meu pai. Nos últimos tempos tenho descoberto vários ex-rolos seus e tenho usado a informação para implicar com ela. Ela abraça-me colocando o rosto no meu pescoço e senta-se de frente para mim passando minhas pernas pelas laterais de seu corpo.

— Amor, conversando com os gêmeos tudo se ajeita. Explicamos na linguagem deles que ali será seu local de trabalho e que devem respeitar o espaço e seus horários. Como Octávia e Lincoln adiaram a viagem para Jamaica, não precisamos nos preocupar com uma babá por hora. Logo o ano letivo se encerra e eu ficarei mais tempo em casa... Só esses primeiros meses que têm sido mais puxados por conta de eu ter assumido a direção da escola, mas ainda bem que tenho Raven dentro da diretoria comigo. Fora que ano que vem as crianças estudarão em tempo integral. Já sobre a Marina, fique tranquila, nunca ouve sentimento da parte de ambas. Após o encerramento das aulas transamos casualmente algumas vezes, e antes que pergunte, sim, Anya sabia sobre ela... Nosso relacionamento já era aberto na época.  Hoje Marina está casada, e é louca pela Clara, sua esposa, o que realmente me surpreendeu já que aquela lá tinha mais fogo no rabiola que nossa amiga e eu juntas. Antes de você voltar nos falávamos mais e nossos filhos brincavam muito juntos. Apesar de Ivan ser dois anos mais velho que os gêmeos, eles sempre se deram bem. 

Após observar suas expressões faciais enquanto fala aperto-a em meus braços inalando seu perfume tão característico e único de canela.

— Hum... E foi bom com a Marina? — Pergunto tranquila. No entanto ela leva alguns segundos para continuar a conversa. Noto as engrenagens do seu cérebro trabalhando antes de responder.

— Para a experiência que eu queria na época? Sim... — Levanta a cabeça e morde os lábios, incerta se continua. — Depois do sexo casual, tornei-me contratualmente sub dela por quase um ano, logo após ter terminado com Anya... Dessa parte ninguém sabe, quer dizer, agora só você tem ciência. — Finaliza mordendo os lábios.

Sinto minha boca abrir levemente com a revelação. Minha amada é uma caixinha de surpresas. Apesar de por vezes uma pontada de ciúme bater, saber dessas coisas me deixa feliz. Dificilmente a mulher deixa-se prender às amarras convencionais impostas pela nossa sociedade, o que é uma das coisas que realmente admiro nela. Ontem discutiu feio com o vizinho escroto da O depois dele dizer que Aden é “bichinha” ao vê-lo recolher flores e colocar uma delas na orelha. Quando Lincoln e eu chegamos soubemos do ocorrido. A nossa vontade foi de ir tirar satisfação, mas a loira disse que não era necessário, pois ela fez com que o homem nunca a esquecesse... Clarke socou o nariz dele.

— Ok... Estou passada, real oficial! Isso explica muita coisa do seu comportamento na cama... Ela usava chicote? — Imito o movimento arqueando as sobrancelhas o que a faz dar risada passando as mãos pelo meu tronco nu. Toda a tensão que existia em seus músculos se esvai deixando seu corpo relaxado em meus braços.

 

--x—

 

 Na manhã seguinte acordo tendo um pé gelado da porra grudado na minha pele. Parece que as crianças adivinham quando nos esquecemos de trancar a porta... Alcanço o membro e começo a fazer cócegas até a risada de Aden preencher o quarto e acordar Alexandra e Alycia. Ambas resmungam qualquer coisa por causa do barulho e voltam a dormir agarradinhas. Mandei-o escovar os dentes e disse para ficar só com a cueca, caso preferisse. Aproveitei para responder a mensagem da minha mãe na qual dizia que ela e meu padrasto estão aqui em casa. Fiz minha higiene, vesti um short e uma regata, ambos soltinhos. Descemos para a cozinha, já encontrando Dona Abby e Kane tomando seu desjejum.

— Bom dia, minhas vidas! — Mamãe nos cumprimenta assim que deixamos um beijo em sua bochecha. — Demoraram a acordar... Estamos aqui já tem um tempo e fizemos o café da manhã para todos. Vocês dormiram bem?

— Dormimos, sim, vovó! Fomos para o quarto das mamas e ficamos abraçadinhos! — Aden ri fazendo uma carinha fofa. “Ô vontade de apertar!”.

— É, pensa num diacho de chulapa gelada e chulezenta na minha coxa... — Sorrio com o bico emburrado que meu filho faz antes de eu consumir outro dos meus vícios: o maravilhoso café preto sem açúcar.

— Vovó, isso é mentira! A senhora sabe que eu não tenho chulé!

— Mas tem um pé gelado horroroso. — Continuo com a implicância.

— Isso é verdade! — A criança sorri com a língua entre os dentes.

— Clarke! Você é a adulta, comporte-se como tal. — Faço uma falsa cara de ofendida para o homem que faz ele e o garoto rirem.

— Eu nunca entendi onde você aprendeu esses termos, tendo nascido menina rica. — Mamãe massageia as têmporas.

— Ah por aí. — Dou de ombros. “É bom nunca saber como e onde, mamãe.”. Sorrio com meu pensamento.

 — Então, quais os planos de vocês dois para hoje? — Meu padrasto indaga para desviar o assunto e me salvar da minha mãe.

— Ver desenhos e jogar videogame até a hora que Lexa e Leash resolverem parar de hibernar. A programação restante é com elas.

— Isso aí! — Aden fala com a boca cheia de cereal e faz high five comigo.

— Mas já são 9h da manhã! — Minha progenitora olha no relógio que fora do meu pai. A fala dela faz Aden arquear as sobrancelhas de um jeito tão familiar para mim... Isso é coisa de Lexa! Ele pode até não se parecer tanto com ela fisicamente, mas tem boa parte dos trejeitos da mãe.

— Até parece que você não conhece a nora e a neta que tem... Final de semana pode esquecer aquelas duas. E vocês, o que farão?

— Sairemos daqui a pouco para visitar Dona Olga e Edgar. — Kane responde.

— E como eles estão? Sua mãe continua deixando seu irmão louco lá na chácara?

— Mais do que você imagina... Ela agora resolveu que quer colecionar rosas do deserto. Comprou vasos enormes e botou Edgar para carregá-los. O problema é que a cada cinco dias ela pensa que não está bom e o aporrinha para trocar os vasos de lugar. Meu irmão está encrencado! A propósito, já deu nosso horário. Vamos, Abby? — Mamãe concorda e levanta-se junto do marido. Kane beija nossas testas. — Até mais tarde, crianças.

— Mas vovô... — Aden inicia fazendo os avós pararem para olhá-lo. — Agora pouco você disse que a mama é adulta e aí muda de ideia? Não faz sentido!

— Toma papudo! — Caçoo do homem que estreita os olhos para mim.

— Não, não faz muito sentido... Acontece que conheço sua mama desde que ela estava na barriga da sua vó, então, para mim, ela sempre será uma criança, mesmo quando for uma velhinha banguela ranzinza que caminha com a ajuda da bengala para cá e para lá ameaçando bater em todos. — O garoto ri alto e se despede dos avós mais uma vez.

Terminamos de comer e seguimos para a sala a fim de assistir vários desenhos; colocamos as almofadas no chão e deito-me primeiro para em seguida ele grudar em mim colocando a cabeça em meu busto. Olhos pregados na televisão. Afago seus cabelos, agora um pouco maiores, e cantamos as músicas da animação. Por vezes nossas risadas ecoam pelo cômodo.

 

--x—

 

Abro os olhos lentamente sentindo um corpo que não é o da minha mulher junto ao meu.

— Para que um quarto enorme só para você, se você não dorme lá, não é mesmo? Acho que Scooby fará um proveito bem melhor...

A criança se espreguiça virando-se para mim e deposita um beijo estalado em minha bochecha.

— Meu quarto é meu quarto! Scooby dorme lá de vez em quando, mas ainda é meu quarto. — Arregala os olhos por confessar algo que imaginava que eu não sabia. — Ops.

— Quer dizer que você tem colocado o cachorro para dentro sem pedir autorização, Alycia Jasmin Griffin Woods?

— Mamãe... Eu... O maninho também faz!

— Leash, você acha mesmo que me engana?! Eu sempre soube disso! — Toco em seu nariz. — Agora, não é legal dedurar seu irmão desse jeito, até por que ele não está aqui para se defender. Diga-me quem é sua melhor amiga ou seu melhor amigo. — Peço mesmo sabendo quem é.

— Aden! — Responde de imediato. Seus olhos brilham ao dizer o nome gêmeo.

— Então, ele sendo o seu melhor amigo, vocês devem proteger um ao outro, como melhores amigos fazem. Só me conte algo sobre seu irmão após você se perguntar se pode ser algo que o machuque ou machuque outra pessoa, fisicamente ou não. Se a resposta for “sim” para o questionamento, aí me fala. Ok? — Beijo sua testa.

— Está bem, mamãe! — Sua barriga ronca alto nos fazendo rir.

— Agora vai escovar seus dentes para comermos. Vou colocar uma roupa, mas se você quiser ficar só de calcinha sem problema.

Ao descermos os degraus da escada percebemos a TV ligada e ouvimos risos. Faço sinal de silêncio para Alycia. Meu peito transborda ao ver meus outros amores agarradinhos com o olhar preso nos desenhos. Pego o celular que está no silencioso, noto algumas mensagens de Roan, mas ignoro. Registro as duas figuras deitadas.

— Quer ir comer ou prefere deitar lá com eles, querida? — Pergunto baixo.

— Comer, mamãe! Estou morrendo de fome! Minha barriga já está colando nas costas. — Devolve no mesmo volume de voz.

— Exagerada. Vamos lá. — Me dá a mão e seguimos para a cozinha.

Após comermos, ajeitamos nossa bagunça e deitamos ao lado de Clarke e Aden pegando-os desprevenidos. Aden perguntou para a mãe se Scooby poderia ficar conosco e a loira autorizou. Passamos a tarde toda assim, até Abby e Kane entrarem trazendo pizzas. Em um momento de distração de meu sogro, o cachorro roubou um pedaço grande e saiu correndo para o jardim. Algumas horas depois o casal foi para sua casa.

Na manhã seguinte o sol veio em todo seu esplendor. Resolvi vencer minha preguiça de ficar na cama até mais tarde e arrastar todo mundo para ficar de preguiça na piscina.

— Grande mudança, Lexa... — Clarke revirou os olhos quando ouviu os planos para o dia. — Já que você tomou essa decisão por nós, eu escolho onde almoçaremos hoje! Será no Bistrô Burset. A comida de lá é fantástica! E a Sophia, proprietária, é maravilhosa.

— Ah não, amor. É dia de preguiça. A gente não pode sair de casa no dia da preguiça... Olha a função que é todo mundo banhar, se vestir, pegar o carro para se deslocar até um estabelecimento e depois voltar e tirar a roupa tudo de novo. Qual é o problema de atacarmos nossa geladeira e armários?

— Alexandra PramHeda Woods! — Cruza os braços e olha-me séria.

“O que não faço por essa mulher? Cadelinha demais dela, sim!”.

— Você dirige.

— Não, você dirige, Alexandra! — Ergo as mãos em rendição. Ela vira as costas para ir ao banheiro fazer a higiene matinal e corro até ela a agarrando. — Adoro quando você fica mandona!

Antes dela e eu chegarmos à piscina, três foguetinhos passam por nós sendo que dois se jogam lá dentro. “Bendita a hora que Abby obrigou Clarke a matriculá-los nas aulas de natação.”. Clarke se abaixa para ficar na altura de Scooby que latia sem parar como se reclamasse com os gêmeos por terem o deixado lá, e começa a acariciá-lo. Ela entra na água e me chama, mas digo que vou ver o que o loirão quer primeiro. Pego meu aparelho sentando na espreguiçadeira tendo o doguíneo deitado ao meu lado com a barriga e as patas para cima.

Roan: “Lexa! Cadê você, porra? Estou tentando falar contigo desde ontem... Lincoln disse que a loira quase descobriu sobre a surpresa. Veja a conversa lá no grupo”.

Entro na conversa do grupo “Niver da Clarke Caraio” e arregalo meus olhos ao ler o conteúdo. Começo a digitar.

Lexa: “Se um de vocês der bandeira novamente, eu mato! Não estou brincando! Principalmente vocês, Anya e Lincoln!”.

Lincoln: “Oxi o que foi que eu fiz? A culpa é toda da Anya! Ela que entrou no assunto casamento aqui falando alto e a Clarke chegou bem na hora ao ouvir o próprio nome. Luna que salvou desconversando.”.

Lexa: “Luna a única ajuizada no meio desse bando de malucos! Olha, eu não quero saber... Vocês estão avisados: Estraguem algo e eu acabo com vocês!”.

— Lexa! — A voz da loira chega aos meus ouvidos.

Lexa: “Tenho que ir. Conversamos outra hora.”.

Coloco o aparelho em cima da mesa e mergulho até a Clarke.

— Sou toda sua! — Abraço seu pescoço e ela me puxa pela cintura colando nossos corpos.

— Disso não tenho dúvida! O que acha de dar uma volta no parque hoje à noite? Quero ver o céu, mas não estou a fim de ir tão longe para isso. — Beija meus lábios.

— Acho uma boa, mas só depois do cochilo da tarde. — Revira os olhos em resposta.

Voltamos tarde do parque; tomo um banho após as crianças dormirem. Por estar fresco acabo optando por não colocar roupa; desço até a cozinha e me deparo com uma cena fantástica: Clarke só de blusa e calcinha dançando ao som de “Lady Marmelade” na voz de Mary Nelson! Evitando fazer barulho, encosto no batente da porta com os braços cruzados vendo-a de olhos fechados, completamente entregue a música que sai do seu celular. Estou vidrada nos movimentos do seu corpo e sinto a energia do ambiente mudar. Creio que ela também tenha sentido algo, pois na metade da música se vira para mim e sem dizer nada se aproxima dançando sem parar de me olhar. Meu corpo está estático e ao mesmo tempo sinto-o em chamas. Minha boca está seca, então passo a língua pelos lábios para umedecê-los e acabo mordendo-os. Ela sorri com meu gesto. Seus olhos escurecem de excitação. A música acaba e em seguida toca “Wild Thoughts” do Dj Khaled. Descruzo os braços e faço menção de segurá-la, contudo ela faz sinal de negativa para eu não chegar perto. Ela segue a batida. Meu sexo se contrai.

— Eu preciso tocá-la! — A rouquidão na minha voz é nítida.

Ela sorri e nega mais uma vez. A cozinha agora é preenchida pela próxima música: “Gorilla” do Bruno Mars. Ao avançar da melodia se despe completamente sem sair do ritmo. Ela massageia e apalpa os seios enquanto dança. Na metade da música leva os dedos até a buceta introduzindo-os e se estocando lentamente tendo gemidos escapando de sua garganta. Ela goza e depois chupa os próprios dedos sem parar de me encarar. Eu já não aguento mais! Sinto que vou explodir tamanho o tesão. Estou loucamente desesperada para tê-la gemendo enquanto se desmancha em minhas mãos! Com os olhos ainda mais escuros a loira se aproxima deixando um tapa em meu rosto e em seguida segura meu maxilar com força o lambendo.

— Clarke, por favor! — O desejo me consome.

Coloca o indicador nos meus lábios e sua voz sai mais rouca que o natural.

— Cala a boca e me chupa!



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