História Mayakashi - Capítulo 2


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Categorias Buck-Tick, The GazettE
Personagens Aoi, Sakurai Atsushi, Uruha
Tags Aoi, Aoiha, The Gazette, Uruha
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Palavras 2.687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi nenens <3

Mudei algumas coisinhas no primeiro capítulo, mas nada que altere a história, foram alguns ajustes na verdade, bem poucos mesmo... Eu to achando que a história ta fraca e que não to executando da maneira como gostaria, por isso a demora, mas eu vou me esforçar pra ela ficar melhor antes de terminá-la.

Enfim, boa leitura :3

Capítulo 2 - O encontro


O sol entrava pela janela e iluminava o quarto, a cama estava bagunçada e alguns papéis estavam espalhados pelo chão, o som do chuveiro que tomava conta do ambiente logo foi cessado, alguns segundos depois Yuu saiu do mesmo com uma toalha enrolada na cintura e com outra na mão que usava para secar seus cabelos. Ele pegou o celular que estava em cima do criado mudo para ver as horas e no mesmo instante a campainha tocou o assustando. Somente Sakurai sabia o seu endereço e ele sempre avisava antes de ir até lá. Desconfiado, Yuu largou o celular e a toalha sobre a cama, foi até o guarda-roupa e pegou uma arma que estava dentro de uma gaveta debaixo de algumas roupas.

 

O moreno caminhou em passos silenciosos até a porta, quando ele olhou pelo olho mágico e viu quem era, revirou os olhos.

 

- O que ele ta fazendo aqui? - sussurrou pra si mesmo.

 

- Eu te ouvi Yuu, abre logo a droga da porta! - Yuu destrancou a mesma e deu passagem para que o outro pudesse entrar.

 

- Como você descobriu meu endereço Akira?

 

- Caralho, que recepção! E sua pergunta foi no mínimo imbecil, mas eu vou ignorar. - ele caminhou até o sofá e apontou para o mesmo.

 

- É claro que você pode sentar. - falou Yuu indo em direção ao quarto. - Eu vou colocar uma roupa, já volto.

 

- É sério que você me recebeu armado? - falou ao notar que Yuu estava com uma arma na mão, o moreno apenas ignorou.

 

[...]

 

- Trouxe o que eu pedi pelo menos? - Perguntou Yuu enquanto se sentava de frente para Akira.

 

- Ta aí. - o loiro apontou para uma pasta que estava em cima da mesa de centro sem tirar os olhos do celular.

 

- Poderia ter me mandado por e-mail.

 

- Seja lá o que você pretende com todas essas informações, eu não quero estar ligado a isso, e meu pai pode descobrir, isso seria uma merda.

 

- Pensei que você fosse mais esperto Akira...

 

- Eu pensei o mesmo sobre você... - olhou para Yuu enquanto colocava o celular no bolso. - Na verdade eu vim até aqui por que preciso de um favor, recebi uma proposta de emprego aqui na cidade e preciso de um lugar pra ficar.

 

- Fala sério...

 

- To falando. - riu ao notar o cenho franzido de Yuu. - É só até eu achar outro lugar.

 

- Se você não quer estar ligado as coisas que eu vou fazer, não deveria estar aqui, e você disse a mesma coisa na época da faculdade...

 

- Está negando ajuda ao seu único amigo?

 

- É claro que não, você pode ficar...

 

- Você é o melhor parceiro que existe cara!

 

- Não força Akira. - Yuu se levantou e pegou a pasta que Akira havia trazido. - Mas tem uma condição, nada de ficar fuçando as minhas coisas.

 

- Tudo bem... Mas sabe Yuu, você tem um coração bom de mais, não acredito que consiga matar alguém.

 

- Você não me conhece. - Ele saiu em direção ao seu quarto e Akira sorriu negativando com a cabeça.

 

Ele realmente não acreditava nesse lado ruim que o Shiroyama demonstrava ter, os dois eram da mesma turma de direito quando estavam na faculdade, a amizade entre eles teve inicio quando passaram a dividir o mesmo dormitório na universidade. O loiro de estilo extravagante sempre foi muito curioso, então vivia mexendo nas coisas do outro quando ele não estava, até que certa vez Yuu saiu para comprar algo pra comer e esqueceu seu notebook desbloqueado em cima da cama, foi quando Akira descobriu a obsessão do moreno com a família Takashima. No inicio ele teve medo de estar dividindo o quarto com um psicopata, e por cursar direito ele acreditava que o certo seria denunciar Yuu as autoridades antes que ele fizesse alguma coisa, mas ele não tinha coragem, um lado dele apoiava o amigo, mesmo que aquilo tudo parecesse loucura. Com o tempo de convivência ele deixou de acreditar que Yuu fosse capaz de alguma coisa, para Akira, ele era mais como um stalker maluco e não passava disso. Como filho de investigador, ele sempre teve gosto por essa profissão, então havia aprendido muito com seu pai, e ver Yuu arquitetar seu plano de forma tão amadora o incomodava muito, por isso ele imaginava que o outro não faria nada do que dizia, ou então ele deixaria muitos rastros para trás.

 

O que Akira não sabia era que deixar rastros fazia parte de seu plano.

 

[...]

 

O som de alguém correndo na escada chamou a atenção do homem que estava sentado a mesa tomando café da manhã, ele já imaginava quem era, mas esperou até que a pessoa entrasse em seu campo de visão.

 

- Atrasado de novo Kouyou? - perguntou já sabendo a resposta, só queria chamar a atenção do outro.

 

- Pai... Bom dia.

 

- Bom dia. - Noboru encarava Kouyou que demonstrava desconforto, ele parecia querer dizer algo.

 

- Eu vou indo pra não me atrasar mais.

 

- Você já está atrasado, isso não vai mudar, então por que não senta e come algo antes de ir?

 

- Eu estou sem fome. - Noboru semicerrou os olhos e passou a olhar o notebook que estava sobre a mesa.

 

- Tudo bem, mas programe melhor seus horários, você já não é uma criança.

 

- Me desculpe. - Kouyou fez uma leve reverência e saiu em passos rápidos.

 

Noboru sempre se mostrou preocupado com o que acontecia na vida de Kouyou, mas as conversas entre eles não fluíam naturalmente. Quando tentavam se aprofundar em algum assunto acabavam discutindo, e no fim o mais novo acabava sendo oprimido por seu pai, e as vezes por seu irmão mais velho também.

 

Kouyou queria ter independência, mas suas escolhas sempre acabavam frustradas pelas vontades de seu pai. Noboru fazia chantagens emocionais usando o nome de sua esposa que havia falecido há seis anos, e mesmo que Kouyou sentisse que estava sendo manipulado não tinha forças pra dizer não ao seu pai. Ele sabe mais do que ninguém o quanto sua família é desajeitada, mas sempre foi ensinado a valorizá-los, por isso ele tentava fazer o que podia para não desapontar Noboru.

 

[...]

 

Kouyou estava tirando alguns livros de dentro do armário quando reconheceu a voz de Takanori por perto, ele olhou pro lado a tempo de ver o outro se despedir de uma pessoa que ele desconhecia. Um sorriso malicioso brotou no rosto do menor de roupas largas ao notar a presença do amigo.

 

- Não precisa me espionar, você sabe que eu te conto tudo. - falou Takanori enquanto se aproximava de Kouyou.

 

- Idiota. - riram.

 

- Hey, vamos dar uma passada rápida no shopping?

 

- Nunca é uma passada rápida Taka... Mas vamos sim, eu só preciso deixar esses livros na biblioteca, o prazo expira hoje.

 

- Só você pega livros naquele lugar... Bom, enquanto você vai lá eu vou pegar um refrigerante e te espero na porta, você sabe que eu não suporto a cara daquela bibliotecária.

 

- E quem suporta? - riram novamente.

 

- Não demora! - falou Takanori dando as costas e Kouyou apenas assentiu enquanto trancava seu armário para então sair numa direção diferente.

 

[...]

 

Cinco livros de tamanhos diferentes foram colocados sobre o balcão, os olhos cor de mel percorriam o ambiente em busca da bibliotecária que parecia não estar lá.

 

- Droga, era só o que me faltava... - Kouyou balbuciou para si mesmo e pegou o celular que estava em seu bolso para mandar uma mensagem para Takanori.

 

- Boa tarde. - uma voz masculina chamou sua atenção fazendo-o acompanhar com os olhos o homem que caminhava para trás do balcão. Kouyou manteve o olhar fixo aos olhos do outro a sua frente, a expressão séria naquele rosto bem desenhado havia o hipnotizado de alguma forma. - Precisa de ajuda?

 

- An... Não... Quer dizer. - os dois riram minimamente, e Kouyou estava se praguejando por estar fazendo papel de idiota. - Eu vim entregar esses livros.

 

- Qual o seu nome?

 

- Takashima Kouyou... - ele observava o homem a sua frente enquanto ele verificava se os livros que estavam sobre o balcão eram os mesmo que estavam registrados no sistema.

 

- Tudo certo. - falou com os olhos voltados para a tela do computador.

 

- Obrigado... É... Você é novo aqui na universidade certo? - a pergunta era óbvia, mas ele queria estender a conversa.

 

- Ah, sim, me desculpe os modos... Eu sou o novo auxiliar temporário da bibliotecária, meu chamo Shiroyama Yuu.

 

- Eu imaginei algo do tipo, você é muito bonito pra ser bibliotecário. - Kouyou sorriu, mas seu sorriso foi diminuindo aos poucos ao notar o semblante sério do moreno a sua frente.

 

- E você é muito bonito pra alguém que se interessa por livros. - Yuu continuava sério, mas sua fala saiu de forma sutil fazendo com que Kouyou se envergonhasse, mesmo que tenha sido ele quem começou a flertar com o outro.

 

- Fiquei confuso sobre considerar essa frase como um elogio, mas tudo bem... Eu vou indo, prazer em te conhecer.

 

- Prazer em te conhecer também Kouyou. - Yuu lançou um sorriso rápido que foi correspondido de forma igual pelo outro que deu as costas. - E foi um elogio... - falou antes que o outro saísse pela porta, Kouyou parou onde estava e olhou pelos ombros.

 

- Obrigado. - ele riu mais para si enquanto saia da biblioteca, aquilo foi estranho, mas ao mesmo tempo o deixou feliz...

 

A expressão de Yuu mudou assim que Kouyou saiu, ele não imaginava o quão ficaria irritado na presença de um Takashima, e também não pretendia tratar o outro tão bem, mas acabou entrando no jogo de Kouyou mesmo tendo ficado surpreso com o flerte.

 

Enquanto os olhos negros permaneciam voltados para a porta, Yuu divagava sobre como foi útil o fato de ele não conseguir demonstrar emoções, e que talvez ele conseguisse tirar proveito do outro.

 

[...]

 

- Nossa que demora Kou! - falou Takanori ao avistar o amigo vindo em sua direção. - E que cara de imbecil é essa?

 

- Taka, acho que eu to apaixonado.

 

- Não vai me dizer que é pela bibliotecária.

 

- Quase...

 

- Ta louco? - o menor riu e deu um soco de leve no braço de Kouyou.

 

- É sério, tem um cara novo trabalhando lá, ele é lindo de mais!

 

- Meu deus, você ta assumindo cem por cento o seu lado gay agora.

 

- Por aquele homem eu assumo qualquer coisa. - Takanori negativou com a cabeça enquanto Kouyou ria.

 

- Eu preciso ver esse cara pra ver se é tudo isso mesmo.

 

- Só não vai se apaixonar também.

 

- Ta com medo de perder pra mim?

 

- Não, to com medo de ter que matar meu único amigo por causa de macho. - Kouyou prendeu a cabeça do menor entre o braço direito e bagunçou o cabelo do mesmo com a mão livre.

 

- Meu cabelo não Kou, filho da puta! - falou Takanori ao empurrar o amigo, os dois começaram a rir e seguiram em direção a saída como se nada tivesse acontecido.

 

[...]

 

Yuu parou em frente a porta de seu apartamento e colocou a mão no bolso para pegar as chaves, mas parou assim que lembrou que provavelmente Akira estaria em casa, ele sabia que não tinha sido uma boa ideia deixar o outro ficar, mas ele nunca conseguia dizer não ao amigo.

 

Ao entrar ele estranhou a presença de seu tio, Sakurai estava fumando perto da porta que dava acesso a sacada, enquanto Akira preparava alguma coisa na cozinha.

 

- Estamos comemorando algo?

 

- Muito pelo contrário. - Sakurai falou sem olhar para Yuu, o moreno respirou fundo e caminhou até o sofá se jogando no mesmo. - Fiquei sabendo sobre seu novo emprego.

 

- É temporário...

 

- Você não precisa desse tipo de emprego Yuu, você é formado.

 

- Eu disse que é temporário, aliás, ainda não recebi nenhuma proposta, e ninguém quer contratar um novato para advogar. Eu preciso de dinheiro pra me sustentar.

 

- Se tem uma coisa que você não precisa como herdeiro dos Shiroyamas é dinheiro. - Yuu ficou um tempo em silêncio, quando ele sentia que poderia falar algo que magoasse Sakurai ele ficava quieto. - Meu sócio vai ligar pra você, não era pra eu ter te contado, mas você... Enfim, a empresa está precisando de um advogado e eu te indiquei.

 

- Isso não é meritocracia...

 

- E como é que você está buscando meritocracia? Trabalhando como auxiliar em uma biblioteca de faculdade? - Sakurai deu um trago em seu cigarro e jogou o mesmo através da sacada.

 

- Qual é o problema tio?

 

- O problema é que desde que nós voltamos pra cá, só sabemos discutir. - ele foi até Yuu fazendo-o se sentar para encará-lo. - Você ainda se comporta como um adolescente, e isso me obriga a fazer o papel do adulto chato, então chega dessa história de fazer o que bem entende, chega de querer perseguir os Takashimas. Ou você acha que eu não sei que o filho mais novo do Noboru estuda lá?

 

- Tio...

 

- Você não vai destruir a sua vida Yuu! Nossa família não existe mais, e vingança alguma trará eles de volta, entenda isso! - o mais novo franziu o cenho, Sakurai nunca havia falado daquela forma com ele.

 

- Eu sei que te devo respeito, mas não vou aceitar isso.

 

- Não estou pedindo pra você aceitar, eu sempre te deixei muito solto, você sempre fez o que bem entendeu, nem tanto que estamos de volta pra essa droga de cidade!

 

- Você pode simplesmente não se intrometer, não precisa mais se preocupar comigo se isso te deixa tão irritado!

 

- Eu cuidei de você como se fosse meu filho, e você quer que eu não me importe? - Yuu engoliu seco e desviou o olhar. - Eu estou ciente de todos os passos que você dá desde que chegamos aqui, e você faz tudo de maneira tão... Burra! Pelo amor de Deus! Talvez eu até apoiasse a sua vingança se você fosse um pouco mais inteligente. Por isso eu não vou mais deixar você bancar o justiceiro, nem que eu mesmo tenha que te matar. - Sakurai ficou um tempo encarando Yuu que mantinha o olhar em qualquer coisa que não fosse seu tio. - Espero que me leve a sério. - tendo dito isso ele deu as costas e saiu.

 

Yuu sabia que seu tio não seria capaz de matá-lo, mas sabia que ele era capaz de impedir qualquer plano que ele tentasse executar. Ele passou a mão sobre o rosto num sinal de nervosismo e levantou indo até Akira que preferiu permanecer calado mesmo após Sakurai ter saído.

 

- Por que você contou pra ele?

 

- Eu não contei, ele já sabia de tudo... - Akira falou de forma plena enquanto cortava uma cebola. Yuu por sua vez sabia que se fosse Akira quem havia contado ele teria dito a verdade, o loiro não tinha problemas em ser sincero mesmo quando se tratava de assuntos delicados.

 

Yuu se sentou a mesa e passou a observar o que o amigo estava fazendo, apesar de Akira ser um tanto quanto intrometido, ele sabia respeitar os momentos de silêncio do outro.

 

[...]

 

Kouyou estava sentado em sua cama mexendo em seu notebook quando a imagem de Yuu lhe veio a cabeça, um sorriso involuntário surgiu em seus lábios, ele fechou o notebook, colocou o mesmo de lado e escorregou seu corpo até estar deitado.

 

As características do moreno haviam o conquistado, o cabelo escuro e repicado contrastava com os olhos negros e os lábios fartos, mas não era só isso, algo a mais o intrigava em Yuu, estava além da aparência, ele queria saber mais sobre o outro, mesmo que algo dissesse que ele poderia se queimar.


Notas Finais


E ai, o que me dizem?

Até o próximo!


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