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História "maybe" - jikook - Capítulo 1


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Notas do Autor


boa leitura!!

Capítulo 1 - AH! ah...


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❝ Ao contrário do amor, a paixão tem prazo de validade.❞


Desde aquela noite, eu nunca poderia evitar meu descontentamento cada vez que te visse.

É péssimo olhar apaixonamente para a pessoa que você ama e não ver o mesmo sentimento nas lumes alheias. Você se sente vazio, incompleto, sentimental, emocionalmente fraco e psicologicamente quebrado.

Afinal, ela deveria ter te amado incondicionalmente na mesma intensidade em que você a amava, deveria ter cumprido todas as promessas que foram feitas, todas as juras de amor e planejamentos do futuro.

Ah, o futuro... sendo tão incerto, ainda existem corações que compartilham de sentimentos recíprocos, acreditando fielmente que ele os dará um amanhã cheio de alegria e serenidade.

Tolos.

Ele pode até ser guiado por um destino fadado ao companheirismo, banhado desse sentimento tão plurissignificativo e ao mesmo tempo tão único que é o amor. Mas, no final, não existe o "feliz para sempre".

Naquela noite, enquanto você me detonava com seu olhar pujante, eu estava em ulterior à ele, totalmente fumegante e morto de raiva.

Porque, jamais, em hipótese alguma, eu imaginaria ter que encontrar aquele que se auto denominava meu namorado, transando na mesma cama que um dia usara comigo. Ainda mais com uma mulher! Uma mulher, Jungkook?!

Uma... mulher.

Você não era gay, não, seu pedaço de bosta mal feita?! Caralho, puta que pariu, você é gay! Com todas as letras, sílabas e fonemas: H-O-M-O-S-S-E-X-U-A-L, só gosta de homem. H-O-M-E-M, Jungkook!

Será que eu fui tão insuficiente ao ponto de você, por uma mísera noite (ou até mais, vai saber, não posso afirmar mais nada) preferir uma mulher? Cara, eu acho ─ na verdade eu tenho certeza ─ que eu dou a bunda muito melhor que ela, que eu sento melhor que ela e que, com toda a convicção do mundo, eu chupo mil e um milhão de vezes melhor que ela! Na minha bendita concepção, você deve ter gemido meu nome em algum segundo enquanto a fodia, certeza.

Talvez, eu seja um bobo, idiota, trouxa e mais um trilhão de adjetivos ruins, em todas as línguas possíveis, por te amar tanto

Por, ainda, continuar te amando.

Eu acho que agora você vai dar uma de passivo, não? Você quer expreriementar coisas novas, certo? Porque só assim para explicar toda essa humilhação psicológica que eu estou tendo! E não venha dizendo que mulher é mulher, porque nem bitoquinha no canto da boca você não deu em uma ─ além de que essa fala seria um puta machismo.

Mas, ah!, talvez você seja pan.

À grosso modo, eu fui seu primeiro. Em tudo! Estou mentindo? É, eu sei que não.

Era eu quem estava lá quando você veio chorando aos prantos, mandando se fuder os quatro cantos da Terra, quando seu coraçãozinho foi quebrado pelo garotinho do primário. Naquela época, você era mais baixo que eu, então eu te peguei no colo e pus você deitado nos cobertores da nossa casa da árvore, enquanto fazia cafuné em seu cabelo, ouvindo você chorar.

Eu sempre fui um ótimo melhor amigo.

Mas namorado, talvez não.

Fui eu quem te machuquei fisicamente pela primeira vez quando, numa brincadeira amendrontadora de espadinha, fiz você cair no chão e quebrar seu dedinho anelar. Fui eu quem fiz você ter seu primeiro porre. Foi comigo com quem você teve seu primeiro beijo ─ nunca, até onde eu sei, você havia beijado uma garota. Bem, até aquela noite. Foi comigo que, numa noite de altas bebidas e músicas de estourar os tímpanos, você foi para cama, acordando sem nem lembrar do próprio nome e, muito menos, saber o que havíamos feito. Mas as marcas em ambos os corpos e a dor latente em meu quadril e entrada nos deu a certeza de que tivemos nossa primeira transa e não nos lembraríamos de nada.

Mas, ah... não foi só aquela transa de madrugada que fizemos no meu apartamento. Porquanto, depois que nos demos conta do que tinha ocorrido, você sorriu, tão inocente e genuíno que, no momento seguinte, eu nem me dei conta de que estava preso em meio aos seus braços enquanto minhas pernas rodeavam sua cintura.

Transamos naquela manhã, e nem precisamos nos livrar de roupas e adereços, pois estávamos completamente nus.

Para você, ah... sempre foi "fazer sexo" e não "fazer amor".

Será que desde aquela época você me usa? Talvez...? Eu não sei, eu nunca vou saber.

Agora, estou mirando nossa aliança de compromisso, aquela em que eu insisti em pôr em nossos dedos ─ você achava uma besteira, fescura minha, enquanto eu era um bosta de um romântico nato. E, olhando para ela, lembro-me dos nossos beijos, desde os mais leves até os mais selvagens, a melancolia e a autodepreciação tomando-me, surrando-me, apossando-se de mim, enquanto parece que ainda posso sentir seus lábios nos meus.

Ah... Sempre foi beijo na boca e não carinho.

Aqueles seus "eu te amo, meu bem", acompanhados de beijos em diversas partes do meu corpo ─ às vezes no pescoço, às vezes na clavícula e, muitas vezes, apenas um selinho na boca, selando aquilo que era para ser a mais bonita e pura verdade ─, nunca tiveram nenhum significado para você.

Mas, ah!, suas palavras sempre foram atrocidades enganosas, e não belas veracidades como eu gostaria que fossem.

A única coisa que você há de se gabar é desse seu pau que faz um ótimo trabalho. Do contrário, a única coisa que você tem a oferecer é um coração impiedoso, carregado de fingimento.

Você não é digno, nem mesmo, daquela mulher com quem você meteu de quatro.

E agora eu, deitado no estofado que um dia fora usado para nossa luxúria e prazer, eu choro. A frase "chora rios de lágrimas" nunca se encaixou tão bem em minha vida, porque, literalmente, está saindo uma cachoeira amendontradora para fora de mim.

Amanhã não sobrará água nem para o suor da axila.

Mas, quem se importa, não é, Jungkook? Amanhã, talvez, eu não exista. Amanhã, talvez minha mente possa pertencer a outro paralelo. Amanhã, talvez meu corpo estará frio e fedendo.

Mas, quem se importa? Você, Jungkook, de um jeito ou de outro, nunca se importou e eu, todo iludido, sempre te amei.

Desde sempre, eu te amei.

Mas, ah!, não amo mais.

Não tem mais como amar.

Literalmente.

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