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História Maybe in another life - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Muito obrigada pelos comentários e favoritos ❤️

Espero que gostem.

* Os personagens encontrados nessa história são apenas alusões das pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade.

* Vale lembrar que; PLAGIO É CRIME. Não haja de má intensão e nem utilize nada que não seja seu sem dar os devidos créditos e mediante a permissão.

Correção do capítulo: @japariga

Capítulo 5 - Capítulo Quatro


Fanfic / Fanfiction Maybe in another life - Capítulo 5 - Capítulo Quatro

Capítulo quatro

Estávamos andando pelo parque depois de terminarmos nossos sorvetes. E, o simples fato de estarmos caminhando juntos, o braço de Justin sobre meus ombros, me fez querer parar o tempo para ficar aqui. Eu senti tanta falta de só estar com ele, sem dizer nada, sem fazer nada, só nós dois, simples do jeito que era.

― Então, você quer me dizer por que não o basquete? – perguntei, ele me olhou e depois soltou um suspiro.

― Não quero falar sobre isso agora, só não fazia mais sentido. – ele me encarou brevemente após dizer, concordei com a cabeça.

― E sobre Aria? – tentei, mas ele se desvinculou de mim e começou a andar na minha frente. ― Justin? - chamei tentando alcançá-lo. 

― Você não vai jogar sua amiga surtada para cima de mim, Luna! – ele se virou para mim me encarando divertido.

― Ela não é surtada! – defendi Aria, rindo nasalado. Ele ergueu uma sobrancelha. ― Talvez um pouco, mas é só porque ela gosta de você. – ele caminhou até um banco se sentando nas costas do mesmo e apoiando suas pernas onde deveríamos sentar.

― E eu não quero nada com ela. – caminhei até ele, parando em sua frente.

― Justin é....

―Luna, eu disse não! – me sentei ao lado dele.

― Pelo menos todo mundo iria parar de pensar que você está apaixonado por mim. – esperava ele dizer algo, mas quando ele ficou em silêncio eu o olhei, e ele estava me olhando sério.

― Todo mundo?

― Sim, Lauren falou ontem, e Cici e Mabel hoje, mas eles estão vendo coisa onde não tem. – olhei para as crianças correndo no campo a nossa frente.

― E se elas estivessem certas? – encarei seu rosto, ele retribuía o olhar de maneira intensa.

― Eu seria muito burra de não ter percebido antes. – dei de ombros.

― Você com certeza é burra então. – ele olhou para frente, e eu continuei olhando para ele.

― Justin... – sussurrei, mas ele continuou olhando para frente.

― Desde que coloquei meus olhos em você nunca foi só como amigo Luna, eu não percebia isso antes, eu só percebi que te amava mais que uma amiga quando você foi embora! – ele continuou olhando para frente.

― Justin eu não....

― Eu sei. – ele me olhou me cortando. ― Eu não estou dizendo isso para você para que me diga que sente o mesmo, estou dizendo porque acho que você merece saber por mim, e não por comentários dos outros.

― Eu sinto muito que eu não sinta o mesmo que você. – sussurrei, ele sorriu passando o braço por meus ombros.

― Está tudo bem Luna, eu não quero que isso faça nossa amizade mudar – olhei para ele.

― Nunca, eu prometo! – ele assentiu, beijando minha têmpora, ficamos em silêncio por alguns minutos só olhando as crianças correndo e rindo.

― Eu acho que devemos ir. – o mais alto quebrou o silêncio depois de uns minutos, assenti me levantando. 

O tempo estava começando a ficar frio, então abracei meus braços para me aquecer. 

― Aqui. – ele me deu sua jaqueta do time que estava na bolsa, passei ela por meus braços sentindo o cheiro de Justin, e imediatamente mais quente.

― Então, você beijou mesmo a Aria. – soltei, ele revirou os olhos.

― Luna, isso foi a muito tempo atrás e eu nem usei a língua! – parei de andar fazendo ele se virar para me olhar.

― Ela colocou a língua? – ele assentiu e fez uma cara de nojo.

Alguns fios do cabelo de Justin voavam de maneira descontrolada para os lados, o deixando um tanto adorável. O vento batia sobre seu corpo, movendo um pouco sua camisa e fazendo ele se encolher levemente colocando as mãos no bolso. 

― Na época eu ainda achava nojento. – comentou, enquanto eu caminhava até estar do lado dele outra vez.

― Com quem foi? - ajeitava a jaqueta em meus ombros, voltando a encará-lo. 

― Uma garota nas férias de verão quando eu fiz 14. – concordei com a cabeça. ― E o seu?

― Um garoto que estudava comigo no Brasil, quando eu tinha 13 anos. – ele concordou com cabeça.

― Você sempre foi mais apressada. – empurrei ele com meu corpo, e ele fez o mesmo.

― Você que sempre foi lerdo demais! – ele negou com a cabeça, rindo fraco. ― Eu não sei como você consegue correr tão rápido no campo. - brinquei, vendo ele me olhar fingindo estar incrédulo.

― Você já viu o tamanho das minhas pernas, quer dizer, você deveria... você não passa muito longe delas. – provocou esperando minha reação, revirei meus olhos.

― Você é um idiota! – ele riu me abraçando.

Caminhamos até minha casa em silêncio, mas estávamos bem com isso, as vezes eu empurrava ele e ele fazia o mesmo e ríamos juntos, até que quase fomos os dois para o chão, então decidimos parar. 

― Aqui está. – Justin olhou para minha casa que estava toda iluminada, e seu corpo ficou tenso, mas ele tentou disfarçar. ― Agora que a princesa já está segura em seu castelo, eu vou me recolher. – ele se curvou na minha frente me fazendo rir.

― Você não quer entrar? Meu pai está fazendo um jantar. – ele negou, seu olhar parou em algo atrás de mim, olhei por cima dos meus ombros vendo papai na porta, encarando Justin. ― Hey papai, eu estava chamando Justin para jantar conosco, tudo bem? – ele me olhou, parecendo me notar.

― Claro querida, eu adoraria conversar com o Justin, saber como tudo está. – papai sorriu fraco para Justin, que olhava meu pai parecendo com raiva.

― Um pouco tarde para isso, você não acha Ralph. – olhei para Justin confusa.

― Hey, o que foi? – me aproximei dele, ele pareceu notar que eu ainda estava ali e sorriu fraco.

― Nada. – ele beijou minha bochecha. ― Te vejo amanhã. – ele virou de costas e começou a andar.

― Justin, espere! – meu pai o chamou, ele parou de andar, mas não se virou para nós. ― Você precisa me escutar, seu pai...

― Não! – ele gritou me assustando, quando se virou seu rosto estava vermelho de raiva, eu nunca tinha visto Justin daquele jeito. ― Você não vai falar do meu pai e você não vai fazer isso na frente de Luna.

― Você está certo, Luna não precisa saber disso assim, mas eu quero que você me escute, eu sei que...

― Você não sabe de nada! – Justin gritou de volta, me deixando assustada.

― Justin... – sussurrei, ele me olhou e negou com a cabeça, se virando e começando a andar rápido, quase correndo, dei um passo para ir atrás dele, mas papai me segurou.

― O que está acontecendo? – olhei para ele implorando uma explicação.

― Luna, isso não sou eu que tenho que te....

― Por que Justin está com raiva de você? Por que você não fala mais com o tio Tyler? O que está acontecendo? – ele me olhou por alguns minutos e depois suspirou.

― O pai de Justin morreu Luna. – o encarei esperando que ele me dissesse que era mentira.

Não o tio Tyler, não ele, não podia ter acontecido, tudo que Justin teve que passar, não Justin.

― Porque você não me contou? – me soltei de seus braços, ele passou a mão no cabelo nervoso.

― Luna, você tem que enten....

― Mas eu não entendo! – gritei. ― Ele era seu melhor amigo e você deixou ele morrer, enquanto você estava longe, só pensando em negócios!

Seus olhos me mostraram a dor que minhas palavras causaram, mas no momento eu só estava pensando na dor de Justin. Passei por ele, entrando correndo dentro de casa.

― Luna querida, sua tia está aqui. – mamãe disse assim que me viu, passei reto por elas indo para as escadas.

― Luna! – papai gritou vindo atrás de mim, corri mais rápido pelas escadas.

― Ralph o que está acontecendo? – ouvi mamãe dizer, tranquei a porta do quarto e logo ouvi papai bater nela.

― Luna abra, me deixe explicar querida! – fechei meus olhos.

Caminhei até o banheiro tentando não escutar ele me chamar. Me sentei no chão me apoiando na porta, o chão frio não me incomodou, coloquei minhas mãos no bolso da minha blusa para pegar meu celular então, notei que ainda estava com a blusa de Justin. Estava prestes a mandar uma mensagem para meu melhor amigo, mas lembrei que não tinha mais o número dele. Depois de alguns minutos, as batidas na minha porta pararam, suspirei em alívio, eu queria falar com Justin, mas teria que esperar até amanhã.

Quando acordei, bem mais cedo que o normal, a casa estava silenciosa, o que foi um alívio. Me arrumei rapidamente fazendo o máximo de silêncio possível, desci as escadas e nem papai ou mamãe estavam no andar de baixo. Escutei o alarme deles despertar e corri para a porta fechando-a devagar, não queria alertar eles. Ainda faltava uma hora para o ônibus passar, caminhando rápido para a rua de trás da minha casa, levou dez minutos antes de eu tocar a campainha da casa de Justin.

― Oh, Luna! – Tia Mary me olhou por alguns segundos e sorriu. ― Você cresceu tanto querida! – ela me puxou para um abraço, senti meus olhos arderem.

― Eu sinto muito. – ela me soltou, pegando meu rosto em suas mãos, secando a lágrima que escorreu.

― Querida, você não sabia de nada disso. – ela sorriu fraco, tentando me passar tranquilidade e dizer que não era minha culpa.  ― Tinha que ser assim querida. – ela me abraçou novamente.

― Luna? O que faz aqui? – Tia Mary me soltou, e quando Justin viu meu rosto, seu corpo ficou tenso. ― Você quer subir? – assenti, segui ele até seu quarto, assim que ele fechou a porta, me joguei em seus braços.

― Eu sinto muito, eu tinha que estar aqui com você! – ele me apertou mais em seus braços. Ficamos assim por alguns minutos.

― Você não poderia fazer nada, ele estava muito doente. – ele me soltou, indo se sentar na cama, segui ele me sentando ao seu lado. ― Ele estava com câncer, já estava muito avançado quando ele descobriu.

― Quando ele...

― Um ano depois que você foi, um mês antes do meu aniversário. – fechei minhas mãos em punhos, lembrando que papai tinha voltado para cá na mesma época e não quis me trazer junto.

― Eu queria ter estado aqui com você. – ele me olhou por alguns minutos.

― No dia que você foi embora, eu gritei com ele, eu disse que odiava ele. – ele soltou um suspiro olhando para a parede. ― Eu estava com tanta raiva dele.

― Justin... – segurei seu rosto fazendo ele me olhar. ― Ele sabia que você só estava com raiva, ele sabia. – ele assentiu.

― Eu só queria conseguir entender tudo. – encostei minha testa na dele.

― Eu também. – sussurrei, ficamos mais de dez minutos sem falar nada, os braços de Justin estavam em minha volta enquanto só estávamos escutando a respiração um do outro.

― Queridos? – a batida na porta, nos tirou do nosso mundinho. ― Vocês vão descer e tomar café, eu consigo levar vocês para a escola ainda! – ela colocou a cabeça para dentro do quarto.

― Nós já vamos descer mãe. – ela concordou saindo da porta. ― Vamos lá, se não ela vai fazer a gente correr até a escola, e você não vai aguentar isso.

― Não mesmo. – me levantei da cama, pegando minha mochila que estava no chão. ― Justin... – ele olhou para mim. ― Eu te amo. 

― Eu também te amo Luna. – sorri fraco para ele. ― Vamos! – saímos do quarto dele, e encontramos sua mãe na cozinha.

― Comam rápido que conseguem pegar a primeira aula ainda. – me sentei na mesa mesmo não estando com fome, peguei um pedaço de bolo e chá. 

Durante todo o caminho do carro tia Mary não parou de falar.

― Luna, apareça lá em casa qualquer momento para jantar conosco, tenho certeza que Justin gostaria disso. – ela provocou ele, me fazendo rir.

― Mãe, já chega! – ele desceu do carro.

― Te amo querido! – ele sorriu para ela.

― Eu te amo também, mãe. – desci do carro, dando tchau para sua mãe. 

Ela saiu com o carro e quando ele passou pela gente do outro lado estavam nossos amigos em uma rodinha, nos encarando.

 ― Sua sorte que Aria não tem raio laser nos olhos. – ele sussurrou no meu ouvido, encarei ele com raiva fazendo-o rir.

― Cala a boca! – ele passou pelo grupo dando um rápido oi e puxou John, quando ele já estava longe se virou e mandou uma piscada de olho para mim. Esse desgraçado vai me pagar por isso.

― Então você e Justin... - Aria cruzou os braços me encarando com muita raiva.

― O que? – ela ergueu uma sobrancelha. ― Não, eu fui tomar café com a mãe dele, ela queria me ver, então ela deu uma carona para gente até aqui. – seu rosto relaxou um pouco.

― Então você não dormiu na casa dele? – a olhei confusa.

― Não? – ela suspirou em alívio.

― Ok, vocês podem fazer isso no almoço, temos aula agora – Cici me pegou pelo braço, me levando da rodinha de garotas.

― Espera, você falou de mim para ele? – ela gritou enquanto Mabel revirava os olhos e puxava ela para a quadra.

― Essa garota está ficando insuportável! – Cici suspirou. ― Então?

― Então? – paramos na frente do meu armário.

― Você e Justin chegando juntos… – assenti. ― O que rolou ontem?

― Nada, nós fomos tomar sorvete depois fomos para casa, então eu fui tomar café com a mãe dele e foi isso. – ela me olhou desconfiada, mas não falou mais nada.

 

― Você é um idiota! – sussurrei para ele quando me sentei atrás dele na terceira aula.

― Fico feliz que você ainda tenha todos seus cabelos no lugar. – revirei meus olhos para ele.

― Não custa nada você pelo menos conversar com ela.

― Tudo bem. – ele soltou um suspiro, o olhei confusa.

- Sério? – ele concordou com a cabeça.

― Mas, depois disso você vai me deixar em paz sobre isso. – concordei com a cabeça. Aria se sentou ao nosso lado. ― A propósito, eu preciso da minha jaqueta de volta! – arregalei meus olhos para ele, que tinha um sorriso debochado no rosto, não me atrevi a olhar para o lado e para minha sorte o professor entrou na sala já dando ordens.


Notas Finais


Acho que agora já está explicado porque Justin tem tanta raiva do pai da Luna. Mas será que é tão simples assim?

Vejo vocês sábado que vêm ❤️


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