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História Maybe (MoonSun) by feomarzo - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Olá ~

Sabadou!

Boa leitura ;)

Capítulo 9 - Perdão


MOONBYUL

Depois de sair do banheiro, Moonbyul foi direto até Hani e a puxou pela mão para fora do apartamento. Hani perguntou o que havia de errado várias vezes antes de Moonbyul finalmente ouvir o que ela estava falando. Sua cabeça estava fervendo. Cada pensamento dando voltas e voltas em sua mente. Ela ainda podia sentir o calor dos lábios de Solar sobre os seus. Preferiu ignorar todas as perguntas de Hani até que sua amiga parou de perguntar. A volta para casa foi silenciosa. Quando chegou ao apartamento, Moonbyul foi para o quarto ainda sem falar nada. Ela imediatamente tomou banho na tentativa de lavar as impressões digitais que Solar deixou em sua pele. Esperançosa, ela esfregou a pele desejando que desta forma pudesse apagar a lembrança daquela noite.

SOLAR

Solar ficou parada no mesmo lugar, uma lágrima quente deslizava lentamente por sua face enquanto via a porta ser fechada com violência. Ela tinha perdido todo o controle. Foi por causa do álcool? Não podia ser. Não era. Ela tinha desejado beijar Moonbyul assim desde o dia em que terminaram. Um beijo que ela desejava que curasse toda mágoa e traição que ambas sentiam. Apesar da dor, elas se amavam profundamente. Terminar foi uma decisão que tomaram sem pensar bem o suficiente. Cegas pelas emoções intensas que sentiam naquele dia, nenhuma das duas enxergou a situação como um todo. Elas faziam parte uma da outra, elas pertenciam uma à outra de um jeito que faz com que alguém se sacrifique para salvar a pessoa amada. O amor delas era perigoso, quase tóxico. Era um tipo de amor que poucas pessoas vivenciam e elas abriram mão disso.

‘O que eu fiz?’

Solar podia sentir o arrependimento começando a sufoca-la. Ela não se arrependia de tê-la beijado. Por Deus, ela nunca iria se arrepender de ceder ao desejo de sentir os lábios da mais nova sobre os seus. Mas Solar percebeu, assim que foi empurrada, que ela tinha magoado Moonbyul. Elas ficaram juntas por tempo suficiente para que a mais velha fosse capaz de ler o que se passava na mente da outra só observando sua expressão. E o que ela viu momentos antes de Moonbyul sair do banheiro era a expressão que ela mais detestava. Ela queria esquecer aquela expressão. Ela queria esquecer o fato de que ela magoou Moonbyul. Solar saiu do banheiro depois de uns minutos e foi direto para a mesa onde estavam as bebidas.

“Whoa, unnie! Vai com calma, seu rosto já está vermelho!” Hyejin disse enquanto Solar começou a beber direto da garrafa de soju. Lentamente, o rosto da mais nova foi de um sorriso chocado para uma expressão de preocupação. Ela tinha visto Moonbyul sair correndo, o desejo de Solar de ficar ainda mais bêbada do que já estava só confirmava que algo havia acontecido entre elas.

“Unnie, já chega.” Ela disse firmemente, mas Solar continuou a sorver o liquido da garrafa sem parar. À medida que a garrafa esvaziava, a preocupação da mais nova aumentou.

“Unnie, pare!” ela disse pegando a garrafa e tirando do alcance de Solar. Hyejin levantou o braço para se defender assim que a mais velha começou a tentar bater nela. Depois de cinco tentativas de tapas, Solar caiu no chão.

Hyejin olhou para ela, Solar parecia uma criança com o coração partido. Vê-la assim fez com que o coração da mais nova doesse. Ela sentou no chão próximo à sua unnie e abraçou Solar enquanto esta chorava. De repente, Solar empurrou Hyejin.

“O que foi?” ela perguntou diante do semblante pálido de Solar. Sem dizer nada, Solar levantou e correu para o banheiro. Hyejin seguiu rapidamente e segurou seu cabelo enquanto ela vomitava.

“Que bom que você cortou o cabelo ou do contrário daria mais trabalho para segurar.” Hyejin brincou, tentando deixar a atmosfera menos tensa.

“Hey, eu acelerei um pouco as coisas e pedi para todo mundo ir para casa, então eu vou embora agora- MEU DEUS... ela bebeu demais?” Taeseob disse ao abrir a porta do banheiro.

“Só um pouco.” Hyejin respondeu, olhando para Taeseob enquanto continuava a segurar o cabelo de Solar. “Você se importa de ficar mais um pouco até que ela termine aqui pra me ajudar a leva-la pro quarto?” perguntou uma expressão esperançosa.

“Sim, claro que eu te ajudo!” ele respondeu imediatamente.

Depois que eles tiveram certeza de que estômago dela estava vazio, Hyejin e Taeseob a fizeram beber água e comer um pouco de pão. Eles levaram uma Solar semiacordada para a cama e a cobriram com o lençol. Hyejin agradeceu a Taeseob antes de ele ir embora. Ela não tinha tanta certeza antes, mas agora ela sabia que ele era um bom amigo.

*

No dia seguinte

12:05pm

Um raio de sol entrava por entre as cortinas, tirando Solar da terra dos sonhos. Lentamente, ela levantou a mão para cobrir os olhos. Não teve pressa para acordar, ficou deitada tentando resgatar as lembranças da noite anterior. Até lembrar que dia é hoje estava sendo difícil.

‘Hoje é... Primeiro de janeiro, certo eu sei disso.... Festa! Nós fizemos uma festa de ano novo e muitas pessoas vieram..... Moonbyul veio...... Moonbyul..... Nós........ Meu Deus!’

Tudo veio à sua mente de uma vez. Todos os detalhes da noite anterior começaram a inundar sua cabeça. Porque ela fez aquilo? Deus, por quê? Uma lágrima rolou por sua bochecha ao lembrar-se da mágoa presente na voz de Moonbyul quando esta a empurrou. Ela tinha que pedir desculpas. Mas como ela poderia? Como poderia olhar nos olhos dela agora? Solar sentou-se, a cabeça apoiada nas mãos. Querendo ou não, ela tinha que se desculpar. Deixar as coisas ainda piores do que já estavam não era uma opção.

‘Eu devo levar algo comigo? Flores? Não. Isso é ridículo. Café? Não... Ah, vou levar aqueles scones que ela gosta.’

Depois de decidir o que levar, ela foi até a cafeteria onde trabalha para pegar os mesmos scones que elas comeram no primeiro encontro. Os mesmos scones que elas comeram juntas diversas vezes. As memórias que aqueles pãezinhos carregavam eram agora tanto doces quanto amargas.

Ela parou diante da porta do apartamento de Moonbyul. Seus pés pareciam presos ao chão com o concreto feito de seu medo, a impedindo de se mover. Cada célula de seu corpo dizia para ir embora. No entanto, uma parte dela, que ela não sabia que existia, fez com que levantasse a mão e batesse na porta três vezes. Assim que sua mão bateu na madeira pela terceira vez, seus olhos se fecharam com tanta força que poderia ter machucado. Seu coração começou a bater tão rápido que ela receou ter um infarto a qualquer momento. Ela ficou ali esperando pelo o que pareceu uma hora. Então, sua coragem inicial começou a se esvair e Solar começou a andar em direção ao elevador.

 

“Oi?” ela perguntou com a voz profunda e confusa, já que não viu quem tinha batido na porta.

Solar se virou e olhou para a porta parcialmente aberta, o medo a impediu de se mover novamente. Quando a porta começou a fechar, algo a possuiu e a forçou a correr de volta e segura-la antes de ser fechada.

Moonbyul ficou em choque enquanto a mais velha segurava a porta mantendo-a aberta com uma mão, seus olhos estavam fechados, incapaz de olhar para Byul. A mais alta não conseguia encontrar nada que pudesse dizer então ela ficou em silêncio.

“Eu....” Solar começou a falar ainda com os olhos fechados. Ela respirou fundo e engoliu as lágrimas.

“Eu vim te pedir desculpas.” Ela disse surpreendo a si mesma por ter sido capaz de pronunciar a frase. Ela abriu os olhos e viu Moonbyul parada na porta, observando-a com atenção.

Lentamente, a fotógrafa deu um passo para o lado, indicando que iria deixar Solar entrar. Solar pensou que depois de passar pela possibilidade de rejeição, seu coração ia voltar a bater num ritmo normal. No entanto, só acelerou ainda mais depois que entrou no apartamento da sua ex. Suas mãos tremiam enquanto ela colocava os scones na mesa da cozinha.

“Eu trouxe scones.” Ela disse suavemente, quase um sussurro.

Moonbyul não disse uma palavra enquanto observava Solar colocar a comida na mesa. Em vez disso, ela entrou na cozinha.

“Você quer café?” perguntou.

“Ah...Sim. Por favor.” Solar respondeu hesitante. Ela possuía zero confiança agora e isso estava começando a ficar evidente. Ela sentou e esperou a outra voltar com o café. Seu coração pulou algumas batidas ao ver Moonbyul caminhar em sua direção, segurando duas canecas de café. Sua beleza era assassina. Somente seu sorriso tinha a capacidade de matar centenas. Solar estava começando a esquecer como era o sorriso dela. Sentiu sua garganta fechar diante da ideia de nunca mais ver aquele sorriso.

Moonbyul entregou o café com um meio sorriso. Aquilo quase trouxe lágrimas aos olhos da mais velha.

“Parece que o jogo virou.” Solar disse brincando.

“O que?” Moonbyul perguntou confusa com o comentário aleatório.

“Eu só... Digo, como eu sou a barista... Normalmente sou eu quem... serve café...” ela terminou a frase com vergonha.

“Ah...sim.” a mais nova respondeu, tentando tranquilizar Solar com um sorriso, mas falhando miseravelmente.

 

As duas ficaram sentadas em silêncio, bebendo o café. Moonbyul se recusava a ser a primeira a falar. Não era ela quem precisava se desculpar. Solar bebeu todo o café até conseguir encontrar as palavras certas para dizer. Depois de seu último gole, ela deixou a caneca sobre a mesa e colocou as mãos sobre suas coxas. Ela ficou brincando com os dedos, evitando contato visual quando finalmente começou a falar.

“Eu... Primeiro, eu quero dizer que sinto muito pelo o que aconteceu ontem à noite. Eu fui insensível e eu não levei em consideração como você se sentia. Como você se sente. Eu... Eu pensei que tinha superado tudo ao ponto de que seria capaz de te ver e ainda manter a compostura, mas baseado nos nossos encontros recentes, está óbvio não é esse o caso. Me desculpe por ser imatura. Eu só... Eu sinto muito.” Ela disse, finalizando a frase em um sussurro.

Moonbyul estava sentada diante dela sem conseguir se mover. Sem conseguir encontrar as palavras certas. Seus olhos estavam focados no seu café como se esperando que isso fosse ajuda-la a saber como responder.

“Eu não imaginei que seria fácil. E a gente se esbarrando com tanta frequência não tem ajudado. Eu não te culpo pela forma como agiu. Eu entendo. Tá tudo bem. Eventualmente, eu tenho certeza de que seremos capazes de estar no mesmo lugar pacificamente.” Ela disse, sua última frase contendo somente mentiras. Moonbyul nunca viu um futuro onde ela poderia estar num mesmo local que Solar e não sentir seu corpo em chamas. Cada parte dela iria sempre ansiar por Solar de um jeito que nunca seria pacifico. Era uma chama tão quente que não podia ser apagada ou controlada.

“Eu espero que sim.” Solar respondeu com um sorriso pequeno. Seu telefone vibrou com um lembrete de que ela tinha que trabalhar dentro de algumas horas. Ela olhou para baixo e leu a mensagem

“Eu deveria ir. Você já terminou?” ela perguntou.

“Sim, obrigada.” Moonbyul respondeu permitindo que Solar pegasse sua caneca de café.

Solar foi para a cozinha e começou a lavar as duas canecas à mão. Ela respirou fundo, parecia que estava prendendo a respiração há horas. De repente, uma sensação enviou choques quentes por seu corpo inteiro. Suas mãos pararam no ato de enxaguar as canecas e ela ficou imóvel diante da pia.

 

Moonbyul ficou sentada na mesa por um momento depois que Solar levantou-se. Mas uma força fora de seu controle compeliu-a a se levantar. Quando entrou na cozinha, ela viu a garota mais baixa lavando a louça. Uma visão que ela quase tinha esquecido. Lembrou-se dos dias em que elas faziam faxina e ouviam música. Dias que normalmente acabavam com as duas tendo uma guerrinha de água na pia que sempre levava a uma série de gargalhadas e beijos. A fotógrafa não queria nada além de ter aqueles momentos de volta. Alheia aos seus movimentos, Moonbyul começou a andar em direção à bailarina. Ela parou exatamente atrás dela. Lentamente, ela aproximou seu rosto da nuca de Solar, sentindo os músculos da mais velha tensionarem em reação. Moonbyul esperou que a outra se movesse e a rejeitasse, mas ela não o fez. Testando a sorte um pouco mais, ela colocou as mãos nos dois lados da cintura de Solar. Esta, por sua vez, fechou os olhos assim que sentiu a respiração quente em sua nuca. Ela não conteve o pequeno som que denunciava seu desejo. Aos poucos, a bailarina se virou e ficou de frente para a mais alta. Moonbyul observava atentamente enquanto ela abria os olhos. Elas se olharam e viram tudo o que costumavam ser. Solar levantou uma das mãos e a posicionou sobre o peito de Byul numa tentativa de manter o controle. Ela não queria arriscar mais nada. As duas tinham acabado de se entender. Mas a forma como Moonbyul olhava pra ela, como um cachorrinho abandonado, fez sua respiração perder o compasso. Havia tanta tristeza na expressão das duas.

De repente, Solar virou o rosto para o lado numa tentativa de resgatar a compostura.

“Nós-” ela começou a dizer, mas foi silenciada quando Moonbyul segurou seu queixo e a fez encará-la novamente. Um gesto tão suave e gentil que fez Solar derreter. Byul olhou pra ela com tanto desejo e amor. A mais velha fechou os olhos, não sendo capaz de lidar com a forma com que estava sendo olhada. Ela sabia que fechar os olhos significaria se deixar levar e deixar que a fotógrafa assumisse o controle. Lentamente, e sem fazer nenhum som, Moonbyul levou sua mão ao rosto de Solar para acaricia-la. Suavemente seu polegar deslizou pelos lábios dela. Ela podia sentir que a bailarina lutava contra a urgência e o desejo. E ela sentiu seu coração quase parar ao perceber que Solar se rendeu ao seu toque, permitindo que seu rosto descansasse contra a mão da fotógrafa.

Antes que perdesse a oportunidade, Moonbyul rapidamente levantou a outra mão, beijando Solar com as duas mãos no rosto da mais velha. Com todo o desespero e a saudade, o beijo foi intenso e poderoso o suficiente pra ofuscar quaisquer fogos de artificio. Elas se agarraram com vontade ao aprofundar o beijo, suas línguas se encontrando. Ambas estavam sem ar, não querendo interromper o beijo por tempo suficiente para respirar. De repente, Moonbyul levantou Solar nos braços, a menor envolvendo as pernas ao redor da sua cintura. As mãos de Solar desapareceram entremeadas no cabelo de Moonbyul enquanto elas continuavam a se beijar. Ela sempre amou o cabelo de Byul, era sempre tão macio.

Em noites difíceis, quando Moonbyul não conseguia lutar contra as memórias do passado, a única coisa que oferecia paz à fotógrafa era a sensação das mãos de Solar fazendo carinho em seu cabelo enquanto as duas deitavam na cama. Era um ato simples, mas que se tornou uma forma de cura para as duas. Algo que ambas foram privadas por seis meses.

Moonbyul chutou a porta do quarto e entrou ainda segurando Solar. Ela colocou a mais velha sobre a cama e elas conseguiram não interromper o beijo. Desesperada por sentir mais, Moonbyul tirou a blusa de Solar. Assim que se livrou da peça, os lábios da mais velha atacaram os da fotógrafa novamente, suas línguas brigando por dominância. As mãos da bailarina começaram a puxar a blusa de Byul, implorando que ela se livrasse daquela peça de roupa de inútil. Moonbyul sentou sobre os joelhos e tirou a blusa em menos de um segundo antes de Solar puxá-la de novo. As duas beijavam muito bem. Seus lábios se encaixavam tão bem quanto peças de quebra-cabeças, como se elas tivessem sido feitas uma para outra. Solar acariciou a cabeça de Moonbyul enquanto esta começou a deixar trilha de beijos quentes em seu pescoço, ocasionalmente mordendo antes de lamber. A bailarina começou a gemer alto. Ela estaria mentindo se dissesse que não sonhou com aquilo desde o término. Moonbyul parou somente para tirar o sutiã dela, não perdendo tempo e rapidamente capturando um dos mamilos de Solar com a boca, chupando e lambendo o máximo que conseguia. A respiração da mais velha estava incontrolável, suas costas arqueavam com a sensação da língua de Moonbyul massageando seu mamilo. Solar gemeu em protesto quando não sentiu mais a boca da fotógrafa em seu corpo. Mas assim que percebeu o que a mais nova queria, ela ajudou. Levantou seus quadris para facilitar a retirada de sua calça jeans. Moonbyul rasgou a calcinha e imediatamente separou as pernas de Solar, distribuindo beijos e chupões ao longo da parte interna das coxas. Com uma mão, Solar desesperadamente agarrou os cabelos da fotógrafa, enquanto com a outra ela massageava o próprio seio. Com o rosto entre as pernas da bailarina, Moonbyul segurou as coxas dela com força suficiente para deixar algumas marcas, mas nenhuma das duas ligava para isso. A dor foi transformada em prazer mais de uma vez durante a vida sexual do casal. Moonbyul olhou para a mais velha por um segundo para relembrar como era vê-la quando estava entre suas pernas. Ela tinha esquecido como Solar era linda e desejável quando estava à mercê dos seus toques. Então ela voltou sua atenção para o sexo úmido e quente da bailarina, lambendo os lábios antes de começar a chupá-la. Enquanto a língua de Byul dançava sobre seu sexo, Solar gemeu de um jeito que fez com que a fotógrafa agradecesse mentalmente por Hani ter decidido ir visitar os pais hoje. Os gemidos de Solar era um dos sons favoritos de Moonbyul, só perdia para a famosa risada de golfinho da bailarina.

Solar não tinha estado com ninguém desde o término do namoro delas. Sua vida sexual não tinha sido a mesma. Ela tinha se masturbado uma ou duas vezes, mas não tinha feito sexo com outra pessoa. Como resultado, ela não ficou surpresa quando sentiu seu orgasmo se aproximando. Moonbyul olhou para ela enquanto continuava a lamber e chupar seu sexo. A fotógrafa lembrava que sua ex costumava durar mais. Solar apertou ainda mais os cabelos de Moonbyul, enviando choques de excitação e luxúria por todo o corpo da mais nova. Ela acelerou os movimentos com sua língua e levou uma mão ao pescoço da bailarina, apertando. Ela não tinha esquecido como Solar gostava de ser sufocada enquanto gozava. Depois ela assistiu enquanto a mais velha se perdia nas intensas ondas de prazer. Solar gemeu alto enquanto a sensação fazia seu corpo inteiro tremer. A sensação elétrica causando arrepios ao longo da sua pele. Ela gemeu de novo antes de puxar Moonbyul para um beijo desesperado, gemendo na boca dela enquanto seu orgasmo se esvaia. E então, Solar mudou as posições, sentando sobre Moonbyul, que agora tinha as costas sobre o colchão. Ela beijou ao longo do pescoço da fotógrafa, parando na clavícula para provoca-la com os dentes. Moonbyul gemeu com a dor e o prazer daquela mordida, relembrando como era aquela sensação.

“Tire sua calça.” Solar falou sem ar, quase gemendo junto com Moonbyul. A fotógrafa rapidamente atendeu ao pedido.

Depois de chutar a calça junto com a calcinha, Solar a empurrou contra o colchão de novo. Moonbyul não podia evitar o sorriso em seu rosto, ela adorava o fato de a bailarina gostar das coisas um pouco mais brutas.

A mais velha dedicou sua atenção ao abdômen da fotógrafa, lambendo e beijando a área próxima ao umbigo. Moonbyul gemeu ao ver a bailarina assumindo o controle. Solar separou as pernas de Byul, correndo um dedo sobre o sexo dela e sentindo o quão molhada ela estava. Lentamente, ela a penetrou, fazendo com Moonbyul gemesse em surpresa. Solar sentiu falta da sensação de ter Byul envolvendo seus dedos. Não sendo capaz de resistir por mais tempo, ela começou a chupar o clitóris dela. Solar esteve com menos mulheres quando comparada à Moonbyul, mas ela era tão habilidosa quanto a mais nova no quesito dar prazer a uma mulher. Sua língua se movimentava com determinação. Ela queria que Byul sentisse prazer. Queria fazê-la sentir tanto prazer quanto ela mesma sentiu momentos atrás. Moonbyul gemeu baixo, a voz rouca enquanto gozava na boca de Solar. A bailarina não parou o movimento circular que sua língua fazia sobre o clitóris e continuou a penetrá-la enquanto assistia Moonbyul gozar.

“Vem aqui.” A fotógrafa disse em um sussurro sem fôlego. Solar engatinhou sobre ela e a beijou com paixão e desespero.

 

Ambas queriam dizer aquelas palavras, mas nenhuma das duas se atreveu. Quando Moonbyul relaxou, elas ficaram abraçadas. A cabeça de Solar descansando sobre o peito de Moonbyul, suas pernas entrelaçadas. Automaticamente, como se nada de ruim tivesse acontecido entre elas, a fotógrafa acariciou as costas da bailarina com as pontas de seus dedos, enquanto Solar traçava as cicatrizes na outra mão de Moonbyul. Cicatrizes da noite em que foi salva do ataque do síndico.

“Eu lembro que você costumava demorar mais.” Moonbyul brincou quebrando o silêncio pacifico.

“Já fazia um certo tempo...” Solar respondeu defensivamente, batendo de leve no braço da outra.

“Faz seis meses. Você não esteve com ninguém em seis meses?” a mais nova perguntou incrédula.

“Não. Não estive com ninguém. E você?” Solar hesitantemente perguntou. Uma parte dela temia a verdade.

“Não. Também não estive com ninguém.” Moonbyul respondeu, a mentira fluindo com tanta facilidade.

Depois de alguns minutos deitadas se abraçando, Solar olhou para o relógio na mesa de cabeceira de Moonbyul.

“Eu tenho que ir trabalhar.” Ela disse com pesar.

“Não, não tem.” Moonbyul respondeu numa tentativa de fazê-la ficar.

Solar riu com tristeza, se sentindo mal por ter que ir.

“Eu preciso, infelizmente. Sinto muito. Eu preciso pagar o aluguel.” Ela adicionou.

“Eu te ajudo a pagar. Só me dizer a quantia e eu te dou.” A sinceridade na voz de Moonbyul fez com que Solar se sentisse pior. Ela riu suavemente antes de responder.

“Eu não preciso do seu dinheiro, Moon Byulyi.” Ouvir Solar pronunciar seu nome fez com a fotógrafa sorrisse incontrolavelmente.

Depois de pedir mais algumas vezes, Moonbyul finalmente aceitou o fato de que Solar precisava ir embora. As duas concordaram em se encontrar em breve. Moonbyul sugeriu que fosse em algum lugar bonito onde pudesse fotografar Solar e atualizar o portfólio da bailarina, a mais velha concordou. Antes de leva-la até a porta, Moonbyul a segurou pelo braço, puxando-a contra si. Solar colocou uma mão sobre o rosto dela enquanto as duas se beijavam. Elas sorriram uma para outra com amor suficiente para curar todas as feridas.


Notas Finais


Antes de tudo, devo dizer que me alegra a interação de vocês, comentários e feedbacks são sempre bem vindos! Muito obrigada!!

Agora me digam: Moonbyul mentindo descaradamente é suficiente pra te deixar menos feliz com esse capítulo? hahah



Gente, lembrem de ficar em casa o máximo possível, lavem bem as mãos e evitem tocar o rosto. Cuidem de vocês e cuidem para que seus pais e avós ou qualquer outra pessoa do grupo de risco na sua família não contraia o coronavírus!
Se cuidem!
Fiquem saudáveis!

Se o mundo não acabar essa semana, nos vemos no próximo capítulo! :*


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