História Maybe Someday (Adaptação Clexa) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Anya, Clarke Griffin, Costia, Lexa, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clexa
Visualizações 519
Palavras 2.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, pessoas. Bom, essa é uma adaptação de um dos meus livros favoritos. É uma história linda e divertida, e eu quis adaptar para Clexa já que é meu casal preferido. Se você vier aqui procurando capítulo com muito sexo, sinto muito, essa não é uma história assim. Porém, leia, não custa nada. Como eu me apaixonei, você também pode.
Enfim, é isso. Não sou muito de falar hehe
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


 

Eu acabei de dá um soco na cara de uma garota. Não foi de uma garota qualquer. Foi da minha melhor amiga, com quem divido o apartamento.

Bem, cinco minutos depois, eu acho que devo chamá-la de ex-colega de apartamento. 

O nariz dela começou a sangrar quase imediatamente, e por um segundo, eu me senti mal por ter batido nela. Mas, então, lembrei-me de que ela era uma traidora filha da puta e me deu vontade de lhe dar outro soco. Eu teria feito isso se Finn não tivesse evitado, se colocando entre nós duas. 

Então, em vez disso, eu dei um soco nele. Mas infelizmente, não o machuquei. Não tanto quanto a minha mão.

Socar alguém dói muito mais do que eu imaginava. Não que eu gastasse uma quantidade excessiva de tempo imaginando como seria a sensação de socar pessoas. Embora eu esteja tendo essa necessidade de novo enquanto eu encaro o meu celular com a mensagem de texto de Lexa. Ela é outra que eu gostaria de tirar as coisas a limpo. Eu sei que ela tecnicamente não tem nada a ver com a minha situação atual, mas ela poderia ter me alertado um pouco antes. Portanto, eu gostaria de dar um soco nela, também. 
 

Lexa: Você está bem? Você quer vir aqui até a chuva parar? 

É claro que eu não quero ir. Meu punho já dói o suficiente como está, e se eu for até o apartamento de Lexa, iria doer muito mais depois que eu acabasse com ela. 

Eu me viro e olho para sua varanda. Ela está encostada em sua porta de correr de vidro, me observando com o celular na mão. Está quase escurecendo, mas as luzes do pátio iluminam seu rosto. Seus olhos encontram os meus e seus lábios se abrem em um sorriso suave e arrependido, o que quase me faz esquecer por que eu estou chateada com ela. Lexa passa a mão livre pelo cabelo para afastar uma mecha do rosto, revelando ainda mais sua expressão preocupada. Ou talvez isso seja apenas arrependimento. Como deveria ser.

Eu decido não responder e ignorá-la. Ela balança a cabeça e dá de ombros, como se dissesse ''eu tentei''. Depois volta para dentro do apartamento e fecha a porta.

Guardo o celular no bolso antes que o aparelho fique molhado e dou uma olhada em torno do pátio do condomínio de apartamentos onde moro há dois meses. Quando nos mudamos, o verão quente do Texas devorava os últimos resquícios de primavera, mas esse pátio ainda parecia se apegar à vida. Vibrantes hortênsias violetas e azuis ladeavam os caminhos que levavam às escadas e à fonte do centro do pátio.

Agora que o verão havia chegado ao seu auge nada atraente, a água na fonte já tinha evaporado. As hortênsias não passam de uma lembrança triste e murchas de animação que senti quando Harper e eu nos mudamos pra cá. Olhar para o pátio neste momento, derrotado pela estação, é um paralelo sombrio em comparação com a forma que estou me sentindo. Derrotada e triste. 

Estou sentada na beirada da fonte vazia de cimento, com os cotovelos apoiados sobre as duas malas que contêm a maioria dos meus pertences, esperando o taxi me buscar. Não faço ideia para onde vai me levar, mas eu sei que prefiro estar em qualquer lugar que não seja este aqui. Que basicamente é sem um teto para morar. 

Eu poderia ligar para os meus pais, mas isso apenas lhes daria munição para começar a jogar na minha cara Nós avisamos
 

Nós avisamos para não se mudar para tão longe, Clarke. 
 

Nós avisamos  para você não namorar sério com aquele cara. 
 

Nós avisamos que se você tivesse escolhido Direito ao invés de música, nós teríamos pagado por isso. 
 

Nós avisamos para quando socar alguém, deixar o polegar para fora do punho.

Tudo bem, talvez nunca tenham me ensinado as técnicas adequadas parar socar alguém, mas se eles sempre têm razão, bem que deveriam.

Cerro o punho e, em seguida, estico os dedos. Então cerro novamente. Fico surpresa com o fato de minha mão estar tão dolorida e tenho certeza de que eu deveria colocar gelo. Sinto pena dos lutadores. Socar é uma merda.

Sabe o que mais é uma merda? Chuva. Sempre encontra a pior hora parar cair, como neste momento que estou sem teto.

O táxi finalmente chega, e me levanto para pegar minhas malas. Eu as puxo atrás de mim, enquanto o motorista abre o porta malas. Antes mesmo de entregar para ele minha primeira mala, sinto o coração afundar no peito quando percebo que nem estou com minha bolsa.

Merda.

Olho em volta para onde eu estava sentada com as malas, depois apalpo meu corpo como se a bolsa fosse aparecer num passe de mágica pendurada em meu ombro. Mas sei exatamente onde ela está. Eu a tirei do ombro e larguei no chão logo antes de acertar um soco em Harper bem no meio do nariz caro, parecido com o da Cameron Diaz.

Suspiro. E começo a rir. É claro que eu tinha que ter largado minha bolsa. Meu primeiro dia como sem teto teria sido fácil demais se eu estivesse com ela no ombro.
­­­

—  Desculpe — digo para o motorista do táxi, que está carregando minha segunda mala. — Mudei de ideia. Não preciso de um táxi agora.

Sei que tem um hotel a menos de um quilômetro daqui. Se eu ao menos conseuir tomar coragem parar entrar e pegar minhas bolsa, vou até lá e pego um quarto até decidir o que fazer. Eu não tenho como ficar mais encharcada.

O motorista tira as malas do carro, coloca-as à minha frente no meio fio e segue para porta do carro sem sequer olhar para mim. Ele apenas entra no carro e vai embora, como se meu cancelamento fosse um alívio.

Será que pareço tão patética assim?

Pego as malas e volto para o lugar onde eu estava antes da chegada do táxi. Olho para o meu apartamento e me pergunto o que aconteceria se eu voltasse para pegar a minha bolsa. Eu meio que deixei as coisas caóticas quando saí. Acho que preferia ficar sem teto na chuva do que ter que voltar para lá.

Eu me sento novamente em cima da mala e penso em minha situação. Eu poderia pagar para alguém subir lá no meu lugar. Mas quem? Não tem ninguém aqui fora, e vai saber se Harper ou Finn entregariam minha bolsa para a pessoa.

Que merda. Sei que vou ter que acabar ligando para algum dos meus amigos, mas, agora, estou envergonhada demais para contar a alguém como fui ingênua durante esses dois anos. Fui pega totalmente de surpresa.

Eu já estava odiando estar com 22 anos, e ainda tinha 364 dias pela frente. 

Estou tão na merda que comecei a... chorar?

Que ótimo. Estou chorando. Sou uma pessoa chorona, violenta, sem bolsa e sem ter onde morar. E por mais que eu não queira admitir, acho que também estou com o coração partido.

Sim. Estou soluçando. Acho que é assim que as pessoas se sentem quando estão com o coração partido.

— Está chovendo. Ande logo.

Ergo o olhar e me deparo com uma garota diante de mim. Ela está segurando um guarda-chuva e me olhando um pouco agitada, alternando o peso do corpo de uma perna para outra enquanto espera que eu faça alguma coisa.

— Estou ficando ensopada. Rápido.

O tom dela é um pouco ríspido, como se me fizesse um favor e eu estivesse sendo ingrata. Ergo a sobrancelha enquanto a observo, protegendo com a mão meus olhos da chuva. Não sei por que ela está reclamando de se molhar, considerando que não está usando muita roupa para molhar. Está praticamente nua. Olho para sua camiseta cuja parte inferior é inexistente e percebo que ela está usando o uniforme sensual das garçonetes do restaurante Hooters.

Será que esse dia poderia ficar ainda mais esquisito? Estou sentada em cima de praticamente tudo o que eu tenho debaixo de uma chuva torrencial, e recebendo ordens de uma garçonete arrogante do Hooters.

Ainda estou olhando fixo para a sua camiseta, quando ela agarra minha mão e me puxa, irritada.

— Lexa me disse que você ia fazer isso. Tenho que ir trabalhar. Venha comigo que eu mostro onde fica meu apartamento.

Ela pega uma das minhas malas, levanta a alça e a empurra para mim. Pega a outra e sai andando depressa pelo pátio. Eu a sigo apenas porque ela está levando uma das minhas malas e a quero de volta.

Ela grita por cima do ombro enquanto começa a subir a escada:

— Não sei por quanto tempo você pretende ficar, mas tenho só uma regra. Fique longe do meu quarto.

Ela chega a um apartamento e abre a porta sem sequer olhar para trás para confirmar se eu a segui. Quando chego ao topo da escada, paro do lado de fora do apartamento e observo uma samambaia aparentemente não afetada pelo calor. Suas folhas frondosas e verdes demonstram a recusa de sucumbir ao calor. Sorrio para a planta, sentindo certo orgulho dela. Mas depois franzo o cenho ao perceber que estou com inveja da resistência de uma planta.

Balanço a cabeça, desvio o olhar e dou um passo hesitante para entrar naquele apartamento desconhecido. A planta parece com a do meu apartamento, só que este tem quatro quartos. O meu e de Harper só tinhas dois quartos, mas a sala é do mesmo tamanho.

A outra diferença notável é que não vejo nenhuma vadia mentirosa e com o nariz sangrando por aqui. Nem a louça suja e as roupas sujas de Harper espalhadas pela casa.

A garota deixa minha mala ao lado da porta, depois dá um passo para o lado e espera que eu... Bem, não sei o que espera que eu faça.

Ela revira os olhos e agarra meu braço, me puxando.

— Mas o que é que tem de errado com você? Você fala? — Ela começa a fechar a porta atrás de si, mas para e me encara com os olhos arregalados. Ela ergue um dedo. — Espere aí. Você não é... — A menina revira os olhos e dá um tapa na própria testa. — Ai, meu Deus. Você é surda.

Hein? Qual é o problema dessa garota? Nego com a cabeça e começo a responder, mas ela me interrompe.

— Sério, Raven — murmura ela para si mesma. Depois esfrega o rosto e resmunga, ignorando completamente o fato de eu está balançando a cabeça. — Às vezes, você é uma escrota insensível.

Uau! Essa garota tem sérios problemas para lidar com pessoas. Ela é mesmo um pouco escrota, mesmo que se esforce para não ser.

Agora ela acha que sou surda, nem sei como responder. Ela meneia a cabeça como se estivesse decepcionada consigo mesma, e então olha diretamente para mim.

— EU... TENHO... QUE... IR... TRABALHAR... AGORA! — berra a plenos pulmões e bem devagar. Faço uma careta e dou um passo para trás, o que deveria ser uma grande dica de que eu consigo ouvi-la praticamennte gritando, mas a garota não nota. Ela aponta para uma porta no fim do corredor. — LEXA... ESTÁ... NO... QUARTO... DELA!

Antes que eu tenha a oportunidade de pedir para que pare de gritar, ela sai do apartamento e fecha a porta.

Não sei o que pensar. Nem o que fazer. Estou em pé, toda encharcada, no meio de um apartamento desconhecido, e a única pessoa além de Finn e Harper que tenho vontade de socar está a poucos metros de distância em outro quarto. E por falar em Lexa, por que diabos ela mandou sua namorada maluca ir atrás de mim? Pego meu celular para mandar uma mensagem para ela no instante em que a porta do seu quarto se abre.

Ela anda pelo corredor carregando cobertores e travesseiro. Assim que faz contato visual comigo, eu arquejo. Mas espero que ela não tenha notado. É que eu nunca a tinha visto assim tão perto, e ela é ainda mais linda próxima do que quando eu a via do outro lado do pátio.

Acho que eu nunca tinha visto olhos capazes de falar. Nem sei ao certo o que quero dizer com isso. Apenas parece que se ela me observasse por um instante com aqueles olhos verdes, saberia exatamente o que precisavam que eu fizesse. São penetrantes e intensos... Ai, meu Deus, estou encarando ela.

Lexa sorri com o canto da boca ao passar por mim e segue direto para o sofá.

Apesar de sua expressão atraente e um pouco inocente, sinto vontade de gritar com ela por ser uma traíra. Ela não deveria ter esperado mais de duas semanas para me contar. Eu poderia ter a chance de planejar isso tudo um pouco melhor. Não entendo como foi possível conversarmos por duas semanas sem ela ter sentido a necessidade de me contar que minha melhor amiga e meu namorado estavam transando.

Lexa joga os cobertores e o travesseiro no sofá.

— Não vou ficar aqui, Lexa. — Digo numa tentativa de impedir que ela perca tempo com hospitalidade.

Sei que ela está com pena de mim, mas mal a conheço, e eu me sentiria muito mais a vontade em um quarto de hotel do que dormindo em um sofá estranho.

Mas preciso ter dinheiro para ficar em um quarto de hotel.

Algo que não tenho no momento.

Algo que está dentro da minha bolsa, do outro lado do pátio, em um apartamento com duas únicas pessoas do mundo que não quero ver agora.

Talvez o sofá não seja uma ideia tão ruim afinal de contas.

Ela o arruma e se vira, dando uma olhada nas minhas roupas encharcadas. Olho para baixo e noto que há uma poça se formando no chão.
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— Ah, desculpe ­— murmuro. Meu cabelo está grudado no rosto, minha camiseta é apenas uma patética barreira transparente para o mundo ver meu sutiã rosa totalmente perceptível. ­— Onde fica o banheiro?

Ela indica a porta com a cabeça.

Eu me viro, abro uma das malas, e começo a remexer nas coisas, enquanto Lexa volta para seu quarto. Fico feliz por ela não fazer perguntas sobre o que aconteceu depois da conversa que tivemos mais cedo. Não estou a fim de falar sobre isso.

Escolho uma calça de yoga e uma regata, depois pego minha nécessaire e sigo para o banheiro. Fico incomodada com o fato de que tudo neste apartamento me faz lembrar do meu, com apenas umas sutis diferenças. Este é o mesmo banheiro, tipo suíte canadense, com porta para os dois quartos ao seu lado. Um deles obviamente é o de Lexa. Estou curiosa para saber a quem pertence o outro quarto, mas não o bastante a ponto de abrir a porta. A única regra da garçonete do Hooters é ficar longe do seu quarto, e ela não parece o tipo de pessoa que você queira enfrentar.

Fecho e tranco a porta que dá para a sala, e faço o mesmo com as portas que dão para os outros quartos, para me certificar de que ninguém vai entrar. Não faço ideia se mais alguém, além de Lexa e da garçonete, mora neste apartamento, mas não quero correr o risco.
Tiro minhas roupas encharcadas e as jogo na pia para não molhar o chão. Ligo o chuveiro e espero a água esquentar. Vou para debaixo da ducha quente e fecho os olhos, grata por não estar mais sob a chuva. Ao mesmo tempo, não estou muito feliz por estar aqui.

Nunca poderia imaginar que meu aniversário de 22 anos fosse terminar comigo tomando banho em um apartamento desconhecido e dormindo no sofá de uma garota que conheço há apenas duas semanas, e tudo isso por causa das duas pessoas com quem eu mais me importava e em quem mais eu confiava no mundo.

 


Notas Finais


Qualquer erro, só avisar.
Posso continuar?


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