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História Maybe, we - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá olá como estão? Espero que todos bem e bonitos hehehe ♡


O plot nasceu de I won't mind, do Zayn e vou deixar o link lá em baixo porque é una música muito bonita.

Leiam com carinho, pois fiz com muuuuuito amor ♡

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Maybe, we - Capítulo 1 - Prólogo


Maybe, we

Prólogo


Na primeira vez em que Park Jinyoung e Im Jaebeom se conheceram foi há tanto tempo que nenhum dos dois conseguia lembrar. Foi em algum momento da vida em que tinham cinco e quinze anos, respectivamente. 

Kim Yoona começou a trabalhar na mansão da família Im, levando junto seu filho pequeno e o marido, moravam na casa simples, mas confortável ao fundo da mansão. 

Num daqueles dias, Jinyoung não foi para a escolinha porque estava doente e mãe precisava trabalhar. Yoona não imaginou que o pequeno ficaria entediado na cama e resolvesse sair para explorar o novo território com sua curiosidade incontrolável de criança. 

Não foi nada agradável quando o pequeno Jinyoung invadiu o quarto do filho adolescente dos Im, e Jaebeom, em fase tão complicada, brigou feio com o menino. 

Foi a primeira e poderia ser a última vez que se viram, porque depois daquele episódio, o menino Jinyoung quase mijava nas próprias calças só de pensar em subir para os andares superiores da mansão. Nunca mais entrou em um quarto sem bater, e Jaebeom nunca mais deixou uma porta destrantrancada.

Enquanto Jinyoung crescia e vencia o medo do segundo andar da mansão Im, Jaebeom crescia e criava problemas que o levaram para longe de casa, adiando seu reencontro com Park Jinyoung. 


*



As primeiras flores da primavera começavam a desabrochar, o sutil perfume era trazido pela brisa e estudantes cheios de expectativas e sonhos se agrupavam naquela sala de aula do segundo andar, no prédio onde a maioria das aulas sobre ciências humanas eram ministradas e também as do curso de Arquitetura e Urbanismo.

Sentado perto da janela, na segunda mesa daquela fileira estava Park Jinyoung, um estudante cheio de sonhos como todos os outros. Os olhos brilhantes miravam o campus, sorvia sem moderação toda a vista, pequenas ruas, alguns campos com grama, flores e pessoas, tantas pessoas diferentes. No topo tudo aquilo, os prédios, arquitetura moderna em sua melhor forma, todos feitos para impressionar em cada linha e ângulo.

Park podia sentir a empolgação queimando em suas veias, sempre quis aquilo, estar ali e finalmente estava acontecendo. 

O estudante passou a primeira aula, de história da arte, dizendo a si mesmo para não ter um infarto só por estar empolgado demais — e por ter tomado café demais, três copos e meio — e sabia que mesmo não sabendo nada de urbanismo ainda, aquela aula seria tão incrível quanto todas as outras porque era o primeiro dia de um futuro melhor.

Estava checando seu material uma outra vez, brincava com seu transferidor quando a porta da sala foi fechada e o pequeno som atraiu imediatamente sua atenção, o objeto nas mãos dele caiu e os colegas de classe a sua volta olharam para ele. Ele se abaixou para pegar antes de poder olhar para seu novo professor, quem tinha acabado de fechar a porta.

— Bom dia a todos, eu sou o professor Im. — Apresentou-se com a voz levemente rouca, pigarreou brevemente e se desculpou por isso. Jinyoung ergueu o olhar para o professor e não conseguiu desviar, mesmo com a sensação incômoda que olhar para ele lhe causou. — Eu vou introduzir urbanismo para vocês e gostaria de começar lhes deixando ciente de algo importante, apenas cinquenta por cento do total de alunos vão se formar. E por mais que magoe meus sentimentos, três quartos de vocês vão me odiar e rezar para eu morrer num acidente até o fim do semestre. Não tolero corpo mole e atrasos resultam em reprovações diretas, gastem sua energia em estudar e não em inventar desculpas e podem ser que façam parte da metade vencedora do grupo. 

Alguém começou a tossir em uma das últimas fileiras, e Jinyoung não tinha certeza se estava piscando. O sangue pulsava nos ouvidos e aquilo lhe deixou enjoado.

— Não fiquem tão surpresos, fechem a boca e deixem apenas uma caneta em cima da mesa. Vamos começar com um pequeno teste diagnóstico, preciso saber quanto conhecimento prévio tem nessas cabeças jovens e confusas.

Os olhos de Jinyoung não saíam de cima do professor. O homem parecia estar na casa dos trinta, Jinyoung daria menos se não fosse seu professor e o encontrasse casualmente num supermercado. Tinha cabelos negros que caíam feito ondas ao redor do rosto, os olhos escuros e pequenos, felinos e intimidantes, eram de alguma forma familiar, o que causava uma sensação estranha e ambígua.  

O professor Im não se demorou olhando para todos aqueles rostos estranhos e buscou as folhas separadas em sua bolsa, era o quinto semestre lecionando ali, e embora amasse o trabalho, não possuía grande simpatia pelos alunos preguiçosos e cada vez menos desinteressados que chegavam.

Park ainda estava congelado no lugar, olhando para aquele estranho familiar, quando o professor se aproximou e deixou uma pilha de folhas na mesa da garota à sua frente. Os olhos deles se encontraram por um breve instante, até que ele olhou para a mesa ainda cheia de objetos, um notebook e um copo meio cheio de café. 

— Apenas uma caneta. — Repetiu, sério. 

Jinyoung arregalou minimamente os olhos e percebeu que era o único que ainda não tinha acatado a ordem, e de maneira atrapalhada juntou suas coisas jogando de qualquer maneira na mochila, que ele colocou no chão aos pés da cadeira.

Encarou o copo sem saber o que fazer, não podia jogar café na mochila. Sabia que estavam  todos olhando para ele, muito provavelmente julgando por estar atrasando toda a turma logo no primeiro dia. Virou-se ansioso para a janela e tinha uma expressão penosa, realmente cogitando jogar café morno em pessoas inocentes. Não era certo desperdiçar comida, decidiu colocar no chão, que sua mãe paranoica por limpeza nunca sonhasse com isso, foi quando o professor resolveu aquilo antes dele, pegou o copo e jogou na lixeira perto de sua mesa. 

O estômago de Jinyoung estava gelado e uma sensação de irritação passou por ele num segundo, não estava gostando de ter suas expectativas destruídas daquela forma.

 Não reclamou, porque continuava com a sensação fria em sua barriga e o coração estava disparando sem precisar de esforço. 

Ele recebeu as folhas e depois de tirar a sua, passou o restante para trás. Acompanhou de cabeça baixa a movimentação do senhor Im, ele estava escorado na lateral da própria mesa, os braços cruzados na altura do peito e um olhar impassível. 

Depois de respirar fundo algumas vezes, Jinyoung resolveu ler algumas questões daquela prova e percebeu que não fazia ideia de como respondê-las. Se o professor Im planejava intimidar toda uma turma, tinha conseguido, pelo menos Jinyoung pensou que sim. Achava que esse era o plano dele, pois estava definitivamente nervoso e só piorava quando olhava para ele. 

Até a maneira que ele se vestia deixou o aluno ansioso, usava uma camisa azul claro de botões, fechados até em cima, mangas arregaçadas e uma calça jeans escura. O homem usava All Star! Era casual, bonito demais e o cérebro agitado do Park pensava que só podia ser um tipo de armadilha. Parecer inofensivo enquanto distribuía testes super difíceis logo na primeira aula. 

Jinyoung estava ferrado, não tinha a menor chance de ir bem naquela matéria. Ouvia a voz decepcionada de sua mãe num lugar remoto de sua cabeça e talvez vomitasse na prova em branco, pois ele via seu futuro brilhante desmoronando ao som da risada diabólica do seu professor de urbanismo. Risada essa que ele nunca realmente ouviu, mas que em sua cabeça soava muito semelhante a de Cruella DeVil.

— O tempo acabou, espero que tenham pelo menos assinado o nome de vocês, pois farei a chamada por ali. — A voz de Im Jaebeom soou outra vez, era firme e causou um arrepio na nuca do Park. Ele engoliu seco percebendo que nem isso tinha feito, céus, estava apavorado. — Passem a folha para a frente. 

A caneta esferográfica de tinta preta riscou rapidamente o papel, uma assinatura trêmula e nada caprichada. Jinyoung recebeu as folhas de seus colegas e pode espiar por um breve segundo as respostas alheias antes de passar para a frente. Se houvesse um ranking, ele sabia, tinha largado em último lugar. 

O professor Im recolheu as folhas e guardou outra vez, estava agora diante da lousa, passava uma pequena tabela sobre como distribuiria os créditos durante o semestre e Jinyoung não conseguia prestar atenção. 

Os ouvidos zuniam e o peito estava doendo, sentia o braço formigando, tudo queimando dentro de si. Eu fodi tudo ele pensou, porque além de ter garantido um belíssimo zero em sua primeira avaliação, tinha conseguido também um infarto aos vinte e cinco. E sua mãe ficaria sozinha no mundo com sua irmã, e muito provavelmente morreria também porque Jimin achou que uma bota nova era mais importante do que a compra do mês. 

Mil cenários em que sua mãezinha, inevitavelmente morria ao fim, cada um mais triste do que o outro, rodavam na cabeça do Park. Tudo porque um professor rabugento decidiu que era legal dar um teste no primeiro dia de aula, quando ninguém, absolutamente ninguém espera. 

— Essa aula acabou. — Professor Im anunciou, e Jinyoung ergueu a cabeça outra vez, percebeu que estava debruçado sobre a mesa e não havia mais ninguém ali. — Não me ouviu? A aula acabou. 

— Eu acho…. Eu acho que estou tendo um infarto. — Disse, tentando respirar fundo. 

Os olhos do professor dobraram de tamanho e foi naquele instante, enquanto ele se aproximava de Jinyoung, demonstrando um pouco de emoção pela primeira vez, é que o Park entendeu a sensação estranha e familiar que sentiu quando olhou para ele. O conhecia, conhecia Im Jaebeom há muito tempo. 

— O que você disse? — perguntou, o cenho franzindo enquanto analisava aquele aluno, pálido e suado demais para o clima fresco daquele dia. Sinceramente ele parecia muito mais sob o efeito de alguma droga super estimulante do que com problema cardíaco. 

— Eu… — Prendeu a respiração. 

Arrepios intensos não permitiram que se concentrasse, a náusea voltou mais forte e antes que pudesse dizer qualquer coisa, saiu correndo da sala, só para vomitar na lixeira mais próxima, do outro lado do corredor.

O professor Im apanhou a mochila que permaneceu no chão, pegou sua bolsa em sua mesa e saiu atrás daquele aluno. Se ouviu corretamente, ele precisaria de socorro médico, céus, que inferno seria explicar para o reitor uma morte na sua turma. 

Encontrou o estudante apoiado nos joelhos, tocou um dos ombros dele brevemente e Jinyoung ergueu o corpo. A respiração estava visivelmente acelerada e ele piscava rápido demais, cada batida de seu coração doía como uma facada.

— Preciso chamar uma ambulância? — Indagou, embora estivesse dando crédito a afirmação do aluno, uma pequena parte dele duvidava e muito daquela história de infarto.

Jinyoung hesitou bons segundos considerando a pergunta, o olhar sério sobre si não ajudava seu coração a bater mais devagar, afinal aquele professor foi o estopim de todo o nervosismo. 

Jinyoung continuou tentando respirar de maneira controlada, um minuto depois o peito doía bem menos e agora que tinha colocado para fora tudo o que incomodava seu estômago, a náusea tinha passado. 

Quase riu da própria estupidez, porque queria ter energia para ir bem em suas primeiras aulas, e acabou tendo energia demais depois de quase se afogar em tanto café. Deveria ter antecipado a tragédia, sua mãe sempre lhe avisava do mal que o café fazia a ele, que já era agitado sem a bebida.

 O professor continuava com o olhar sério, uma sobrancelha arqueada, aguardava resposta. Além de ter arruinado aquela primeira aula, estava gastando o tempo de alguém que deveria ser muito ocupado. Sua estupidez não deixava de lhe surpreender. Engoliu seco e desviou o olhar para seus sapatos, seu Vans surrado parecia ridículo perto do All Star novíssimo a menos de um metro de distância. Ergueu o olhar e se arrependeu, corando feito um idiota.

— Excesso de cafeína — disse baixo. Se curvou várias vezes seguidas se desculpando pelo tempo perdido e pegou sua mochila da mão do professor. Ele saiu dali andando o mais depressa que podia, envergonhado o bastante para o resto da vida. 

Agora que sabia de onde conhecia aquele professor, a sensação esquisita inicial fazia sentido. Ele era o mesmo Im Jaebeom cujo quarto havia invadido sem permissão na infância, o mesmo que o expulsou de lá com gritos histéricos e raivosos sem dar a oportunidade de se desculpar. 

Ele estava tão diferente agora, não que Jinyoung não tivesse mudado nada nos últimos vinte anos, mas conhecia a versão assustadora e escandalosa dele, aquela versão de tom baixo e voz sóbria era assustadora num nível completamente diferente. 

Por que cada encontro com Im Jaebeom era intenso e traumático de um jeito difícil de superar? 



Notas Finais


Espero que tenham gostado 🤧
Se puderem dar favorito e deixar comentários para eu saber o que acharam vai ser muito legal, amo ler seus comentários gentes ♡

A musiquinha: https://youtu.be/3a7bY24n1Eo

"Isso é tudo pessoal." 😙✌


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