História "Maybe We Know Somewhere II" - Capítulo 2


Escrita por: , _Nalu_13 e Elisa16

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 7
Palavras 1.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem, meus amores.❤🍵

Capítulo 2 - "Maldito seja A.M P.M"


Fanfic / Fanfiction "Maybe We Know Somewhere II" - Capítulo 2 - "Maldito seja A.M P.M"

Dei-me conta de que meu cigarro havia se esvaido. Puxei o maço, quase vazio, retirei mais um, o acendi e traguei uma parte da fumaça, acalmando-me. Ana Luiza continuava ali, parada. Encarei-a com uma expressão nada agradável, estava começando a perder a paciência com a mesma.

- Como você... Onde você...

---Mandei entrar na merda do carro.- Minha paciência havia voltado ao limite zero.

-Como sabe onde eu moro?

---Essa não é a questão. A questão é, por que você ainda não está dentro deste carro?

-Não pode estar falando sério!

---Futuro amor da minha vida, entre no carro antes que eu carinhosamente a faça entrar.- Levei a mão esquerda à trava da porta, mais um minuto e eu arrastaria Ana para dentro daquele veículo.

-Está sendo sarcástica ?

---O que você acha?- Revirei os olhos e voltei a me acomodar ao banco.

-Eu vou pegar meu moletom.

---Ande.

Passaram-se dois minutos e cinquenta e sete segundos, até que ela voltasse. Entrou no carro, não colocou o cinto, fechou a porta e eu dei partida. Lembrei-me de que a mesma fumava, não tanto quanto eu, mas fumava, deslizei o maço pelo meio-fio fazendo-o parar à frente de Ana, no entanto, perdida em seus pensamentos nem reparou.

-Agora vai me contar onde conseguiu esse carro?- Encarou-me esperando uma resposta.

---Talvez depois. – Não a encarei, apenas continuei a prestar atenção no caminho.

-Realmente achei que estivesse brincando.

---Não é de hoje que quero dar na cara da Maria Elisa.- Já estava sonhando com esse delicioso momento.

-Ah, não me diga.

Peguei mais um cigarro, e estendi o maço para ela, desta vez, ao menos, pegou o maço, e correu os olhos pelo carro.

---Está no porta-luvas.-Apenas proferi e pelo canto do olho, vi-a fazer aquela cara de: "Mas...Como ela sabia?".

Respirei fundo e me concentrei no caminho. Algumas lembranças invadiam minha mente e não, nenhuma delas vinha com culpa como acompanhamento.

-Coração, para que você precisa de uma faca?-Senti certo medo em sua voz e, sinceramente, não era para menos. Era uma faca de caça com o punhal negro, sua lâmina não era plana, feita de Molibdênio Vanádio, uma original "Muela Predator 14n", de longe, uma das minhas favoritas.

---Precauções.-Em fato, eu não estava a fim de conversar.

-Ta né... Onde aprendeu a dirigir?

---Te conto outra hora.-Naquele momento, eu já estava me arrependendo de trazer Ana.

- Porra! Tem alguma coisa que você pode me dizer agora?- Levantou a voz, só poderia estar ficando louca.

Virei-me à mesma, entortei levemente a cabeça, contando mentalmente até dez para não a agredir.

---Claro, Ligue o GPS.- Sorri sarcasticamente e voltei os olhos à estrada.

-É sério?-Havia certo desapontamento em sua voz.

---Quero saber o caminho mais rápido, não vou gastar gasolina à toa com Maria Elisa.

Peguei o isqueiro e acendi meu cigarro.

O silêncio, finalmente, reinou.

Meus pensamentos voltaram a rondar minha cabeça, a imagem de quando vi Maria Elisa pela primeira vez veio à tona. O cabelo solto à frente do corpo, o uniforme da escola, a camiseta xadrez, a calça jeans e até mesmo o tênis all-star, tudo perfeitamente encaixado com seu largo sorriso branco... Lembro-me de que meu primeiro pensamento foi: "Como é linda"...

Respirei fundo. Certas lembranças doem. Concomitantemente, o sinal fechou, obrigando-me a parar. Senti os olhos de Ana Luiza pairarem sobre mim, e caro leitor, aqueles olhos analisaram-me de uma maneira deveras... Intensa.

---Nalu?-Chamei-a.

-An? Eu.-Desviou os olhos, em uma tentativa falha de disfarçar.

---Está tudo bem?

-Está, tudo bem... Podíamos pegar um lanche.

---Temos coisas importantes a fazer.

-Ah coração, Maria Elisa sumiu a 4 dias. Tenho certeza que sobreviverá alguns minutos.

Revirei os olhos, e soltei: "Até que eu a encontre".

-O que foi?

---Nada. Vamos até o posto.

-Qual deles?

---Perto da Café com Pão.

-“A.M/ P.M”, Ok.

Já estávamos muito perto do local, então não demorou para que chegássemos.

No destino, o relógio marcava 00:08h, estacionei próximo à uma das bombas de gasolina, com a intenção de completar o tanque.

---Seja rápida.

-Ok, vai querer alguma coisa?

Peguei o maço de cigarros, restavam apenas três.

--- Um Marlboro

-Ok, vou adicionar “Cancêr” à lista kkkk, algo mais?

--- Café.- Nada como um bom café para me acalmar.

-Imaginei, adicionando então “Ficar acordada a noite toda”.

Esperei-a entrar, corri os olhos pelo recinto e avistei o Frentista, chamei-o.

Senti o vento tocar meu rosto, decidi, então sair do carro, para tomar um ar. Foi o tempo, do frentista chegar até o carro.

---Encha o tanque, por favor.

--Claro, senhorita.

Fiz uma conta rápida 67,30R$, dei-lhe 70,00R$. Ele sorriu e me devolveu o troco.

Ana estava demorando. Dei uma leve olhada para a loja, e meus olhos não acreditaram. Ela estava flertando com a atendente.

Respirei fundo e deixei o Frentista sozinho. Andei firmemente até a loja. Adoraria estar errada.

Ao entrar, os risinhos e a voz aguda da atendente, irritaram-me ao máximo. Parei um pouco atrás de Ana Luiza, cruzei os braços e esperei.

--Tão linda e fumante?

 É.. kkk não é só pra mim.- Ainda sem notar minha presença, sorria sem jeito.

--Hmmm ... é sua namorada?- A atendente me encarou com aquele sorriso cínico.

- Não.- Respondeu entre sorrisos.

--Ah entendi, desculpe.

- Tudo bem.

"Chega", pensei. Dei dois passos à frente, posicionando-me ao lado de Ana.

---Estou atrapalhando alguma coisa?- Proferi sem a encarar.

-Atrap... AH Oi coração, eu ... não vi você ai...

---Percebi o quanto estava ocupada.

--Moça, seu café e o Marlboro...- Encarou-me sem reação.

-Ah, obrigado...- Falou encarando o chão.

Ana fez menção de pegar o pedido, mas dei um passo à frente e peguei primeiro.

-Coração eu vou pagar e te vejo no carro.- Estava claramente sem jeito.

---Eu pago -disse pegando o dinheiro-Já se esforçou muito por hoje, apenas vá para o carro. - A encarei, levantando uma das sobrancelhas.

-Ok..

Ana Luiza saiu à francesa, deixando apenas a atendente e eu. Olhei-a de cima a baixo.

--- Qual o valor da compra?

--De...Dezenove e cin... cinquenta.- Disse exalando medo.

Peguei o dinheiro e o coloquei sobre a mesa. Quando a mesma fez menção de pegá-lo, peguei seu pulso impossibilitando-a de sair, encarou-me arregalando os olhos.

--- Deixe-a em paz, ou eu juro que acabo com você.- Sorri e soltei seu pulso, percebendo a marca vermelha.- Tenha uma boa noite, querida.

Ao sair, fui direto ao carro. Abri a porta e bati-a com força, ao entrar. Não falei uma só palavra, apenas dei partida.

-Meu bem..?

Não a respondi, meu desejo era que a mesma calasse a boca.

-Está tudo bem?

Não resisti.

---Vai ficar tudo ótimo depois que eu enterrar minha mão na sua cara!

 


Notas Finais


Hihihi... 🍵❤


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