História Maze Runner - A última variável - Capítulo 7


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Categorias The Maze Runner
Personagens Alby, Gally, Minho, Newt, Personagens Originais, Teresa, Thomas
Tags Themazerunner
Visualizações 17
Palavras 2.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Não comporte-se como a líder


O que Aris os contou era basicamente a mesma história, só que papéis trocados. Eles eram um experimento bem elaborado constituído de dois lados: um grupo só de garotos e outro só de garotas até que no fim um membro do outro sexo se juntou a eles. Aris não comentou se havia um segundo garoto na sua Clareira.

Não importava no momento.

Havia um pequeno grande problema para resolver agora. Estavam presos em um lugar que só tinha a grande área comum, mais aquele quarto, o dormitório que  eles passaram a noite e algumas portas que dão para o exterior, de onde desceram do ônibus. Todas trancafiadas com correntes. Nenhuma outra porta ou saída além destas. Sem comida ou saída e aparentemente todos eles acordaram com tatuagens no pescoço.

A primeira a ser notada foi a de Aris. 

Propriedade: CRUEL. Grupo B, Indivíduo B1. O Parceiro.

Dos outros era iguais, por leves diferenças, a maioria delas não tinha uma designação adicional. Minho. Grupo A, Indivíduo A7. O Líder. Newt. A5. O Grude. Amelia, A8, A Benção.Thomas, A2. A ser morto pelo Grupo B.

Sem resquício, e de forma estranha e misteriosa, os corpos na área comum sumiram. Eles desmontaram as beliches, Minho como sempre não parava de falar.

— Como um bando de garotas conseguiu sair melhor do que nós do Labirinto — Minho disse, e se arrependeu quase que se imediato — Não quis dizer isso por maldade Mellie, só estou curioso.

— Bem eu tenho uma teoria de como — ela disse afofando o travesseiro. 

— Como? — o Clareano questionou.

— Menos disso — ela disse batendo de leve no bíceps de Minho — e mais disso — ela deu um tapinha de leve com os dois dedos no meio da testa do garoto, ele reclamou — Aris pode até me corrigir se estiver errada.

— É foi isso mesmo — o garoto concordou — Elas tinham um plano muito bem pensado de como iam enfrentar os bichos. O que vocês fizeram? Entraram lá com a cara e a sorte?

— Na verdade, sem Amelia, era esse o plano mesmo — Newt admitiu — Sem contar que teríamos metade do grupo desde o começo o que teria atrapalhado muitíssimo. O plano consistia no fim, o caminho até lá foi todo dela.

— Hey, calma lá Newt. Não sobrevivemos apenas por causa da sua namorada — Winston reclamou.

Alguns garotos concordaram com ele bem baixinho.

— Pode até ser verdade — Caçarola cruzou os braços — Mas que ajudou. Ajudou. Vocês são uns trolhos muito ingratos. A garota daria a vida por vocês e ficam com essa frescura de admitir que ela é importante. Como Zark disse uma vez... 

— Meninos — Amelia  suspirou, ela ainda não estava bem para ouvir sobre Zark — Não vamos discutir agora está bem. Eu realmente não fui a única responsável e não importa, era só uma brincadeira. Vamos descansar um pouco, não sabemos o que vai vir a seguir.

Era difícil manter os garotos calmos, mas parecia estar tudo sobre o controle depois que eles ajeitaram os beliches. Boa parte deles acabou capotando de novo, o que era bom já que não tinham comida, era como guardar energia. Como sempre não havia cama para Amelia, ela havia se encaixado no meio das pernas de Newt, o tronco encostado no dele que havia se ajeitado num travesseiro entre o estrado da cama e a parede. Enquanto o garoto deixa o rosto descansar no cabelo dela. Provavelmente ele havia dormido já que ficou ligeiramente mais pesado na cabeça dela. 

Os meninos não pareceram se importar muito como de costume, mas Aris parecia impressionado com a situação, ele olhava de relance pro dois às vezes enquanto Amelia fingia dormir.

— Cara, para alguém que foi parar num lugar cheios de mulheres, você parece que nunca viu uma garota na vida — Minho comentou, ele tentou parecer descontraído, mas Amelia sabia que estava incomodado.

— Vocês lidam com bastante naturalidade com um casal no meio de vocês né? 

Minho ficou encarando o garoto por alguns instantes, talvez escolhendo qual resposta afiada daria a ele, no fim, embora gostasse da maioria delas não foi o que aconteceu.

— Estamos a dois anos juntos — ele deu um sorriso fraco ao garoto — Não posso falar em nome dos outros, mas Amelia e Newt  são meus amigos, e sim, se isso os visse-se felizes eu mesmo os casava. Então não me importaria se eles namorassem.

— Eles não?

— Não, Amelia decidiu isso na nossa primeira semana, nada de namorados na Clareira. Pelo menos com ela — ele se mexeu na cama — Mas já peguei os dois trocando alguns flertes, de qualquer forma, se estava interessado pode ir tirando o cavalinho da chuva. 

— Não é isso, só que… eu não me lembro de ter visto outros casais antes.

— Bem vindo ao grupo A colega — ah, agora sim era Minho falando.

Ela dormiu pouco tempo depois.

Um menino segurava sua mão com força, os dois acompanhavam uma mulher por um corredor branco. Amelia viu seu reflexo por um instante, não sabia exatamente que idade tinha, sempre fora mal em descobrir a idade das pessoas, mas não se lembrava de ter tido o cabelo tão curto quando tinha naquela memória pois era pouco maior do que o cabelo de Minho.

O menino parecia muitíssimo triste, quase se arrastando ao lado dela, Amelia parou alguns instantes e o pegou no colo, mesmo não sendo muito mais velha que ele seu braço conseguia suportar o peso da criança. A mulher olhou para trás quando ela voltou a acompanhá-la.

— Seu irmão? — a menina concordou com a cabeça, mas algo dentro dela disse que era mentira — Ah sim, bem isso explica  por que não haja problema de dividirem o quarto. Sabe, as meninas dormem bem longe dos meninos.

Ela abriu a porta, os dois entraram e assim que a porta fechou o menino a encarou nos olhos.

— Acha que isso vai ajudar a ficarmos juntos? O homem disse que éramos especiais, mas e se formos para lados separados por isso.

— Não se preocupe — ela sorriu — Você realmente é meu irmão agora.

— O que isso significa?

— Que ficaremos juntos e que farei o necessário para te proteger, principalmente de fazer coisas ruins que dem pesadelos a noite — ela afofou o travesseiro — Vem aqui, você está uma bagunça.

Ele se sentou, Amelia ajeitou o cabelo dele. O garoto caiu nos braços dela de novo, voltando a chorar. Ela sabia o por que, ele não queria uma irmã ou uma amiga, apenas queria os pais de volta, principalmente a mãe. Mas Amelia não tinha o que fazer, se o garoto precisava e queria era uma mãe ela nunca poderia dar isso a ele. 

— Vamos dormir, quem sabe o que vai acontecer amanhã — passou as mãos em volta de seu rosto limpando as lágrimas — Pode dormir comigo se quiser.

...

Os guardas entraram com um estrondo da porta, Amelia segurou o menino em seus braços com força, e ele embora pequeno agarrou sua cintura da melhor forma que pode.

— Lutar é inútil, o melhor a vocês é se separarem pacificamente, vai ser o melhor para ele — um homem de jaleco branco disse, ele era o único que não era um guarda, falava calmamente — Por favor Am... 

Ele se inclinou para ela, e estendeu a mão, Amelia a empurrou pra longe.

— Esse não é o meu nome! Não adianta nos chamar assim, e dizer que sabe o que é melhor para nós seu cretino.

O homem suspirou.

— Tirem-na daqui — nenhum guarda se mexeu — Agora! Pode usar a força se necessário, ela não quer parecer um garoto? Que apanhe como um então.

E eles usaram a força. 

Com os braços roxos e a voz em plenos pulmões ela lutava contra os guardas, dois deles seguravam o menino que gritava seu nome, mas Amelia não conseguia ouvir.

— Stephen! Stephen! Me soltem! — ela socou um guarda no estômago e quase escapou quando outro lhe socou o rosto, ela caiu um pouco desacordada no chão — Stephen me desculpa… Eu…

Amelia acordou com o movimento brusco de Newt, a sensação que ela tinha na cabeça era a de que haviam batido estacas pelas orelhas adentro, e de alguma forma, tivessem chegado ao cérebro dela. Dois Clareanos haviam levantado, eles estava verificando a sala de tempos em tempos, os dois voltaram com um ar alarmante no rosto.

 — Trouxeram comida.

Precisou de muito esforço para convencer os garotos que não deveriam atacar a comia até passar mal, e que ela não desapareceria se eles comecem devagar, mas funcionou, ninguém passou mal além de Amelia que quase desmaiou antes de perceber que para por ordem neles ela não havia comido nada. Thomas continuava dormindo todo o instante, ela havia se sentado na cama onde ele estava imaginando se estava tão fraco quanto ela, e uma onda de dor e culpa tomou conta dela quando percebeu que possivelmente ele estava morrendo de fome. Newt pareceu notar.

— Não se preocupe, Minho deu comida a ele — ele anunciou — Logo ele vai acordar e fazer milhões de perguntas de mértila como sempre — Amelia deu um sorrisinho, ele ficou sério — Você teve febre essa noite, uma bem forte aliás.

— Não notei.

— Bem, nós notamos… Sei que não é a primeira vez que acontece, mas já faz algum tempo desde a última vez. Nós deveríamos nos preocupar? — ela fez que não instintivamente — De qualquer forma, por que não vai comer mais alguma coisa com Minho? Tem remédios com ele, estavam junto com a comida. Eu cuido de Tommy.

— Tá, mas se você e Minho se tornarem aquele tipo de casal que fala “nós” para tudo eu juro que a nossa amizade acabou.

Newt sorriu.

— Nós podemos tentar parar.

...

O homem rato era estranho, ele ficou ali parado lendo seu livro por longos minutos antes de dar a eles terríveis notícias, primeiro eles nunca haviam fugido do CRUEL, e segundo estavam doentes e para encontrarem uma cura tinham que cruzar e sobreviver a um maldito deserto, era tudo uma grande mértila.

Minho era o que mais havia irritado o homem, até desistir de vez e se acomodar do lado dela.

A garota brincava com os dedos dele quando o homem rato encarou um ponto da sala onde ela se encontrava.

— Srta. Amelia — ele disse sem emoção — Já notamos sua impressionante influência ao grupo, creio que você seja o motivo pelo qual  a razão impera nas ocasiões mais críticas, mas sinto informar, você não é mais a Líder. Aconselho que não tome a voz dele — Minho segurou  mão dela com força, como se temesse que aquela fosse uma nova ameaça de separá-los.

— Sinto muito se dei essa impressão, mas vocês tentaram nos matar de fome e não queria que os garotos passassem mal.

— Controle suas emoções garota, ou vai causar mais mortes como antes — esse comentário a deixou pálida, ele se virou para outra pessoa — As regras são muito simples. Encontrem a saída para o exterior, depois sigam direto para  norte por cento e sessenta quilômetros. Cheguem ao Refúgio seguro dentro do prazo de duas semanas e terão completado a Segunda Fase. Se não conseguirem estão condenados.

O salão deveria ter sido interrompido por discussões, perguntas, pânico. Mas nada aconteceu. O homem rato os encarou.

— É bem simples. Não há orientações, vocês tem poucos suprimentos e não há nada para ajudá-los ao longo do caminho. O que me lembra, Newt, você acredita ainda que Amelia morreria por você? 

— Eu sei que não — Newt respondeu secamente.

— Bom isso. Sem Amelia também.

Minho se levantou, nervoso e querendo saber o que aquilo queria dizer, mas o homem rato o ignorou, terminou o que tinha para falar e sumiu. Os garotos começaram a falar loucamente, Newt os mandou calar a boca em vão.

— Por que você disse uma mértila dessa? — Minho disse frustrado.

— Você não sabe da história, não fique bravo comigo! — Newt respondeu nervoso.

— Minho acalme-se — Amelia disse colocando a mão sobre o peito dele, afastando-o de Newt, mas ninguém pareceu ouvir, os garotos continuaram discutindo — Minho... Minho! 

— Será que poderiam escutar  a garota, ela está gritando — Aris disse.

— Como é? — Minho a encarou, o choque  tomou conta do seu rosto.

— Mas eu não…  Alguém além de Aris consegue escutar a voz da Amy? — Newt questionou, uma onda de não’s percorreu o cômodo  — Mas que...

— É tudo sua culpa! — Minho disse irritado a Newt.

O garoto pareceu desistir de discutir, ele já estava habituado a personalidade do Clareano para saber que não adiantava nada. 

— Aris, por favor, pode ser minha voz? — ela disse.

O garoto concordou, eles encararam Mim.

— Não é culpa de Newt, muito menos de ninguém além de minha. Você ouviu o que o homem Rato disse, tenho me comportado como uma líder, quando esse posto não foi dado a mim. Possivelmente voltaram a me ouvir logo — ele fez menção de responder — Minho eu te amo, mas preciso que você se acalme e se preocupe com essa coisa do deserto agora — ela acariciou o rosto dele.

O garoto pareceu se acalmar, ele respirou fundo.

— Está bem — ele disse mais calmo — Mas eu preferia ouvir isso da sua boca.

— Eu também, sei lá, me sinto mal por falar desse jeito com um garoto que mal conheço— Aris disse.

Amelia riu com a forma como o rosto dele avermelhou ao dizer aquilo, os Clareanos ficaram em silêncio de novo.

— Alguém mais ouviu isso? — Caçarola disse. 

— Sim — Newt mexeu no cabelo, ele encarou Amelia como se pedisse desculpas — Minho ela sente cócegas na barriga — ela ia impedir, mas o Clareano foi mais rápido, a garota caiu nos braços dele rindo — É isso é bem interessante, vêm cá, vamos resolver nosso problema de comunicação.

 



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