História Me After You - Capítulo 2


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Notas do Autor


e aqui está mais um capítulo e eu garanto que ele é o último cap. curto de MAY, pois eu não pretendo deixar a fic com mais de quinze cap., e para concluir a estória tão rápido os poucos capítulos devem ser grandes.

obs¹.: nem o anterior e muito menos esse capítulo foram betados – apesar de eu ter dito que só retornaria quando ambos estivessem completamente revisados e tal –.


por fim, boa leitura ^^~

Capítulo 2 - Intemporal


Fanfic / Fanfiction Me After You - Capítulo 2 - Intemporal


CAPÍTULO DOIS

INTEMPORAL



"Você está apenas tentando fugir de si mesmo
É óbvio que você está falando em linguagens que não consigo decifrar
Você apenas se esconde sem confiar em ninguém [...]"

Calm Snow, I See Stars



Março de 2007

Seul, Coréia do Sul



  A manhã de sexta-feira começou de forma, inesperadamente calma, já esperava por um vendaval ou uma tempestade, felizmente nada do tipo aconteceu. Meus pais estavam entretidos em assuntos dos quais não fui obrigado a participar, as sete da noite teríamos o primeiro culto na nova igreja e meu pai contava sobre pessoas importantes que estariam presentes para prestigiar seu trabalho como reverendo. Não houveram questionamentos sobre o colégio, ou sobre como retornei sozinho para casa. 


 Talvez eu estivesse no lado bom de um karma ruim, e o melhor obviamente, seria aproveitar.


  Na escola minha atenção foi disputada por um Dohyon insistente  – em relação a "reunião" dos veteranos populares de sábado em um karaokê – , e um Dongpyo histérico, por motivos que eu nunca entenderia, como o que ele iria usar no sábado a noite se às únicas roupas que ele nunca tinha usado em algum evento da escola eram para ser usados durante a primavera.


 Definitivamente eu nunca sofreria por um motivo desses, pra’ mim uma jeans sem rasgados não propositais e uma camiseta bem passada, já eram sofisticados o bastante além de ser um tipo de combinação que serve para ir a qualquer lugar, desde uma volta no supermercado até um jantar no mais luxuoso restaurante francês. Por um bom tempo, fingi estar prestando atenção nele mas, meu olhar fixo na lousa branca se perdia entre as fórmulas de cálculo intensivo e meus pensamentos insistiam em levar aos garotos do dia anterior.


 Deveria sentir raiva, eu sei. Não que bolinhos recheados fossem algo de extrema importância, mas de qualquer forma eles tinham roubado, e eu só me sentia ainda mais intrigado e curioso.


 Quando o sinal indicando o fim das aulas soou, todos saíram da sala apressados, os corredores se encheram em uma questão de meros segundos e, ainda sim ele conseguiu me encontrar. Tentei colocar um sorriso no rosto assim que ele me alcançou, como Dongpyo havia dito sabiamente, Dongpyo era uma pessoa boa e eu deveria ser bom com ele. 


  —  Já está indo embora?  — Perguntou ficando ao meu lado. 


  —  Sim.  — Olhei-o rapidamente vendo seus olhos sorrindo como seus lábios.  — Provavelmente o meu motorista já deve ter chegado. 


  —  Oh, claro.  — Seu rosto ruborizou.  — Então... nós nos vemos amanhã? 


 Concordei sorrindo para o garoto alto que não hesitou em retribuir. 


[...]


   — Jeongsik-ssi.  — Chamei-o assim que o carro começou a andar. Inclinei-me entre o vão dos bancos da frente.  — Quando estávamos vindo mais cedo, notei que tem uma cafeteria no quarteirão de cima. Poderia passar lá para mim comprar algo para comer? 


  —   Sim, menino Junho. 


  Jeongsik desceu, comprou meu café e a torta, voltou para o carro, e não vi sinal algum de nenhum dos cinco garotos. De certa forma, me senti desapontado e um tanto estúpido. 


[...]


   Um semana e três dias;


 Estava quase desistindo de encontrá-los. Decidi que seria minha última tentativa e então, depois da aula pedi para Jeongsik levar-me a cafeteria para almoçar, felizmente a cozinheira estava em seu dia de folga e meus pais, como sempre ocupados demais com seus respectivos trabalhos, não precisei de uma desculpa muito elaborada. 


  No balcão, ao lado de Byungchan, estava um garoto consideravelmente alto e de pele alva. Não foi difícil reconhecê-lo apesar de estar com roupas mais limpas do que as que vestia na última  – e também primeira – vez em que eu o vi. 


 Ele estava com o garoto que roubou meus doces. 


   —  Olá, Cha!  — Byungchan disse se curvando, fiz o mesmo. 


   —  Oi hyung.  — Cumprimentei-o vendo ele sorrir envergonhado. Olhei para o garoto que eu já conhecia, me esforçando para não transparecer o quão contente estava por vê-lo.  — Olá.


   —  Se apresente.  — O Choi murmurou acertando o punho fechado nele. 


   —  Sou Han Seungwoo.  — Sua voz demonstrou o nervosismo que ele sentia. Fizemos uma pequena reverência ao mesmo tempo. 


  Me sentei na banqueta ao lado dele, usando a única disponível para colocar minha mochila. 


   —  Vai querer o mesmo de sempre?  — Referiu-se à semana anterior na qual eu não passei um dia sequer sem passar por ali para comprar um café gelado com creme. 


   —  Hoje não Byungchan-ssi. Só um cappuccino, por favor. 


   —  Ok. Vou trazer uns pãezinhos para você também. 


 O Choi mal entrou na cozinha e o garoto ao meu lado, se esticou visivelmente desconfortável, olhou para mim e então para a porta onde o Choi havia entrado. 


   — Não conte ao Byungchan sobre o que aconteceu naquele dia.  — Pediu apoiando os cotovelos no balcão. — Ele não gosta desse tipo de atitude, na verdade nós evitamos esse tipo de coisa é bastante chato, mas aquele garoto burro insiste em agir dessa forma. 


  Olhei para a porta vermelha na qual uma parte na ponta superior era de vidro, dando uma visão parcial da cozinha incrivelmente branca onde o hyung conversava com outra pessoa, ambos de costas. Voltei encarar o moreno ao meu lado. 


   — Porque se preocupa com a opinião do hyung? 


   — Eu gosto dele. Não quero que ele saiba de certas coisas.  — Disse sorrindo lado e balançou os ombros. — Seria difícil conquistá-lo caso ele soubesse de tudo. Chan é muito certinho. 


   — Ok. 


   — Você vai contar? 


   — Não. De qualquer forma, você não teve culpa.  — Mordi o lábio inferior. — Digo, eu acho que não.  


 Ele riu.


   — Ok. Obrigado por isso. 


   — Mas...  — Ele me olhou como se já esperasse por algo do tipo. Eu ri.  — quero que me faça um favor. 


    — Posso tentar. Desde que não seja nada extravagante, não costumo gastar minhas economias. 


    — Não tem nada haver com dinheiro.  — Bufei. Até parece que eu iria pedir dinheiro para um garoto de rua, ele quem deveria o fazer. 


    — Até porque você parece ter mais que o suficiente. 


    — Exato.  — Imitei seu gesto apoiando meus braços no balcão e o encarei, seria mais fácil para analisar suas expressões e saber se ele estava mentindo ou não, sem descrição alguma retirei do bolso do casaco o pingente.  — Quem é Kim Yohan? 


  Vi seus olhos escuros indecisos oscilaram entre mim e o objeto recém polido que brilhava sob a iluminação ambiente do estabelecimento. A face corada não demonstrava qualquer tipo de reação. 


   — Aonde você encontrou ela?  — Em um movimento rápido sua destra avançou em direção a corrente dourada, porém consegui guardá-la novamente antes que ele alcançasse.


   — Isso não importa. 


   — Me devolve.  — Pediu e neguei imediatamente balançando a cabeça.  — Não deveria ficar com os pertences dos outros. 


   —   Eu não quero ficar com ela. 


   —   Então me devolva.  — Insistiu visivelmente irritado. Ri de lado negando outra vez. 


   —   Sinto muito, não vai ser tão simples. 


   —  O que você quer garoto?  — Perguntou entre dentes. 


   —  Se quiser mesmo que eu devolva ela, terá que me levar até ele.  — Suas sobrancelhas se inclinaram deixando claro que ele estava confuso.  — Me leve até esse tal de Yohan. 


 Seungwoo articulou diversas palavras mais não teve tempo para dizê-las em voz alta. Byungchan se aproximou um pouco atrapalhado com uma bandeja cheia de novas guloseimas e meu chá. 


   —  Desculpe-me pela demora Chacha.  — Disse me entregando a xícara.   — Seungsik-ya está muito ocupado e a nova cozinheira não é tão boa ainda.


   —  Não se preocupe hyung.  — Pedi sorrindo. Então olhei para o moreno ao meu lado.  — Seungwoo-ssi me fez uma ótima companhia, não é?


  —  Sim, sim.   — Disse forçando um sorriso.


 Byungchan pareceu acreditar, e iniciou um assunto aleatório prendendo tanto a mim quanto ao Han, em si. Todavia, o moreno parecia saber que o nosso assunto ainda não tinha acabado, e que eu realmente não iria entregar a tal correntinha sem que minhas condições fossem atendidas.



Notas Finais


~ views em flash

➜ calm snow (música citada no início do capítulo) https://youtu.be/LXvkrEwy0Xs
➜ engel & joe https://youtu.be/dCVmgakDqE0


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