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História Me after you. - Capítulo 52


Escrita por:


Notas do Autor


Olha quem conseguiu aparecer mais cedo pra vocês hoje!!! Felicidade é pouco pra descrever o carinho de vocês no último capítulo, muito muito muito obrigadinha, de coração💛

Antes de liberar vocês para a leitura, queria dizer que esse cap. também está grandinho e muito fofo por sinal 💛 sem muitas brigas e desentendimentos por um breve tempinho rs.

Aos leitores novos, sejam muito bem vindos e sintam-se em casa para comentar e deixar a opinião de vocês. Amo me sentir próxima de cada um de vocês e saber o que estão achando da história.

Boa leitura xuxus e até as notas finais💛

Capítulo 52 - Our home.


Fanfic / Fanfiction Me after you. - Capítulo 52 - Our home.

Allisson.

“Diz que vai escutar o que digo, ou não vou deixar você gozar.”

Ele não pode estar falando sério. “Justin...”, eu digo, e tento me movimentar mais depressa, mas ele me impede.

“Tá... Agora, por favor...”, imploro, e ele ri. Não quero que faça isso. Ele está usando meu momento mais vulnerável contra mim, mas não consigo me irritar. Tenho consciência de seu corpo nu contra o meu, sei que apenas minha calcinha nos separa.

“Por favor”, repito, e ele assente.

“Boa menina”, Justin diz em meu ouvido e deixa meu quadril se mover de novo enquanto me penetra com os dedos.

Sinto que chego ao limite, e muito rápido. Justin sussurra indecências no meu ouvido, e as palavras desconhecidas me excitam de um jeito que não sei descrever. São sujas, mas deliciosas, e aperto os braços dele para não cair da cama enquanto perco o controle com seu toque.

“Abre seus olhos, quero que você veja o que só eu consigo fazer com você”, ele diz, e eu faço o melhor que posso para manter os olhos abertos enquanto o orgasmo toma meu corpo.

Em seguida, encosto a cabeça no peito de Justin e passo meus braços por baixo dos dele, então o abraço forte enquanto tento recuperar o fôlego.

“Não acredito que você tentou...”, começo a repreendê-lo, mas ele me silencia passando a língua pelo meu lábio inferior. Minha respiração está entrecortada e ainda me recupero do orgasmo. Estico a mão e o seguro. Ele se retrai e mantém meu lábio entre os dele, sugando levemente. Decido puni-lo seguindo suas próprias regras, e o aperto mais forte.

“Pede desculpas e vou dar o que você quer”, digo do modo mais sedutor que consigo em seu ouvido.

“O quê?” Sua expressão é impagável.

“Você ouviu.” Mantenho o rosto neutro e o masturbo com uma mão, deslizando os dedos da outra por cima da minha calcinha molhada.

Ele geme quando o esfrego contra mim.

“Desculpa”, ele diz, com o rosto corado. “Agora me deixa comer você... por favor”, ele pede. Dou risada, mas sou interrompida quando ele se estica para pegar um pacotinho em cima da cômoda ao lado da cama. Justin não perde tempo, coloca o preservativo e me beija de novo.

“Não sei se você está pronta para ficar por cima. Se for forte demais, é só dizer. Está bem, linda?” Ele volta a ser o Justin delicado e carinhoso.

“Sim”, respondo.

Ele me levanta levemente e sinto o preservativo raspar em mim, e então o preenchimento quando volta a me abaixar.

“Ai...”, solto, fechando os olhos.

“Tudo bem?”

“Sim... só é... di-diferente”, gaguejo.

Dói, não tanto quanto antes, mas a sensação ainda é desconfortável e estranha. Mantenho os olhos fechados e movimento o quadril um pouco, tentando diminuir a pressão.

“Diferente bom ou diferente ruim?” Sua voz está tensa e a veia em sua testa aparece.

“Shh... para de falar”, eu digo e me movimento de novo.

Ele geme e se desculpa, prometendo me dar um minuto para me adaptar. Não faço ideia de quanto tempo se passa até eu movimentar o quadril de novo. O desconforto diminui quanto mais me mexo, e em determinado momento Justin passa os braços pelas minhas costas e me abraça, erguendo-se um pouco. Desse jeito é muito melhor, com ele me segurando enquanto nos movimentamos juntos. Uma das minhas mãos está apoiada em seu peito, e minhas pernas começam a cansar. Ignoro meus músculos ardendo e continuo a me mexer sobre seu corpo dessa maneira. Mantenho os olhos abertos para observar Justin quando uma gota de suor escorre por sua testa. Observá-lo assim, com o lábio inferior entre os dentes, os olhos tão concentrados em meu rosto que posso sentir seu ardor em minha pele, é arrebatador, da melhor maneira.

“Você é tudo para mim. Não posso te perder”, ele diz enquanto meus lábios sobem por seu pescoço e seu ombro. Sua pele está salgada, úmida, perfeita. “Estou quase lá, linda, quase mesmo. Você está se saindo muito bem.” Justin geme e começa a subir e a descer as mãos pelas minhas costas, enquanto tento aumentar o ritmo. Ele entrelaça os dedos nos meus e a intimidade do gesto me enfraquece. Amo seu apoio, e amo Justin.

Sinto um aperto na boca do estômago quando ele segura minha nuca com uma mão. Continua a sussurrar que sou muito importante para ele, mas seu corpo fica tenso. Totalmente tomada por suas palavras, fico olhando seu polegar pressionar meu clitóris, causando um orgasmo rápido e forte. Nossos gemidos se confundem quando terminamos, assim como nossos corpos. Ele praticamente cai para trás, deitado na cama, e me leva com ele. Mal percebo o momento em que tira a camisinha enquanto volto para a realidade.

“Ainda bem que você desceu a escada atrás de mim”, digo finalmente, depois de um longo e agradável silêncio. Com a cabeça encostada em seu peito nu, ouço seus batimentos cardíacos diminuindo.

“Também acho. Não ia fazer aquilo, mas tive que fazer. Desculpa por te mandar embora. Posso ser um idiota de vez em quando”, Justin diz.

Levanto a cabeça e olho para ele. “De vez em quando?” E sorrio.

Justin faz uma cara engraçada, e eu dou risada. “Você não estava reclamando há cinco minutos”, ele diz.

Balanço a cabeça negativamente e volto a me deitar em seu peito suado. Passo o dedo pela tatuagem de leão perto do ombro e percebo que sua pele fica arrepiada.

“Você é bem melhor nisso do que nessa história de namoro”, provoco.

“Não vou negar.” Ele ri e afasta os cabelos do meu rosto. Uma das coisas que faz de que mais gosto é acariciar meu rosto. A ponta de seus dedos é grossa, mas parece seda contra minha pele.

“O que aconteceu entre você e Dan? Antes de hoje?”, pergunto. Provavelmente não deveria, mas tenho que saber.

“O quê? Quem disse que aconteceu alguma coisa?” Justin vira meu rosto para olhar para ele.

“Khalil, mas ele não disse o que era. Só que a briga estava para acontecer há muito tempo. O que quis dizer com isso?”

“Ah, foram só umas coisas idiotas que aconteceram ano passado. Nada com que você deva se preocupar. Eu juro”, ele diz, e dá um sorriso meio forçado, mas não quero pressionar mais. Estou feliz por termos nos resolvido e por estarmos nos comunicando melhor.

“Você vai me encontrar depois que sair da editora amanhã? Não quero perder aquele apartamento”, ele diz.

“Mas não temos nada.”

“Ele vem mobiliado. Mas podemos colocar mais coisas ou mudar o que quisermos quando mudarmos”, ele diz.

“Quanto é?”, pergunto. Sei que não quero ouvir a resposta. Fico só imaginando o preço de um apartamento mobiliado.

“Não se preocupa com isso. Você só precisa se preocupar com o preço da TV a cabo.” Ele sorri e beija minha testa. “E então, o que me diz? Ainda aceita?”

“E do mercado”, digo, e ele franze o cenho. “E ainda estou dentro.”

“Você vai contar para sua mãe?”

“Não sei. Vou acabar contando, mas imagino o que ela vai dizer. Talvez devesse esperar até que se acostumasse com o fato de que estamos juntos. Somos jovens demais para morar juntos, e não quero que ela seja mandada para um manicômio.” Dou risada, apesar de uma leve dor no peito. Gostaria que as coisas fossem simples com minha mãe e que ela se sentisse feliz por mim, mas sei que isso não vai acontecer.

“Sinto muito que isso esteja acontecendo entre vocês. Sei que é minha culpa, mas sou egoísta e quero que isso aconteça.”

“Não é sua culpa. Ela só... bem, ela é como ela é”, digo, e dou um beijo no peito dele.

“Você precisa dormir, linda. Tem que acordar cedo amanhã e já é quase meia noite”, ele diz.

“Meia noite? Pensei que fosse muito mais”, digo, deitando de costas para ele.

“Bem, se você não fosse tão apertada, talvez eu tivesse durado mais”, ele diz em meu ouvido.

“Boa noite”, resmungo, envergonhada.

Ele ri e beija minha nuca antes de rolar para o lado e apagar a luz.

...

Na manhã seguinte, bem cedo, percorro o quarto de Justin recolhendo minhas coisas para tomar um banho.

“Vou com você”, ele geme, mas dou risada.

“Não vai, não. E ainda são seis da manhã. O que aconteceu com sua regra das sete e meia?”, provoco, pegando minha bolsa.

“Eu te acompanho.” Adoro a voz rouca dele logo cedo.

“Até o banheiro?”, eu o repreendo. “Já sou bem grandinha. Consigo atravessar o corredor sozinha.”

“Você não está se saindo muito bem em escutar o que digo...” Ele revira os olhos, mas vejo que está se divertindo.

“Certo, papai, pode me acompanhar até o banheiro”, resmungo de um jeito brincalhão. Não pretendo obedecer às suas ordens, mas posso ser engraçadinha por enquanto.

Justin ergue a sobrancelha e sorri. “Não me chama assim de novo, ou vamos ter que voltar para a cama.” Ele pisca e eu saio correndo do quarto antes que sinta vontade de ficar.

Justin me segue e fica sentado no vaso sanitário enquanto tomo um banho. “Pode ir com o meu carro”, ele diz, o que me surpreende muito. “Vou de carona até o campus para pegar o seu e ir ao apartamento.”

Não pensei em nada disso ontem à noite, o que me deixa ainda mais chocada, já que costumo planejar tudo tão bem. “Você vai me deixar dirigir seu carro?”

“Sim. Mas se você bater nem precisa voltar”, ele diz.

Sei que está falando um pouco sério, mas dou risada e digo: “Eu é que deveria estar preocupada com a possibilidade de você bater o meu!”.

Justin tenta abrir a cortina, mas eu a fecho de novo e ele ri. “Imagina só, linda, você vai poder tomar banho no seu banheiro toda manhã.” A voz dele é suave como a água que enxágua o xampu dos meus cabelos.

“Acho que só vou cair na real quando estivermos lá.”

“Espera até ver o apartamento. Você vai adorar!”, ele diz.

“Alguém sabe que estamos alugando um apartamento?”, pergunto, embora saiba a resposta.

“Não, por que saberiam?”

“Sei lá, perguntei só por curiosidade.”

A torneira do chuveiro range quando a fecho. Justin pega uma toalha e envolve meu corpo molhado quando saio.

“Conheço você bem o suficiente para saber que acha que estou escondendo dos meus amigos que vamos morar juntos”, ele diz, e não está errado.

“Bom, me parece um pouco estranho você estar saindo daqui e ninguém saber.”

“Não é por sua causa. É pra não ouvir um monte de bobagem porque estou saindo da fraternidade. Vou contar para todo mundo, até para Caitlin, depois que mudarmos.” Ele sorri e passa um braço pelos meus ombros.

“Eu quero contar a Caitlin”, digo, e o abraço.

“Fechado.”

Depois de várias tentativas de manter Justin longe de mim enquanto me arrumo, ele me entrega a chave do carro e eu saio. Assim que entro no carro, meu telefone vibra.

Dirige com cuidado. Te amo.

Pode deixar. Cuidado com meu carro :) Te amo. Bjo.

Mal posso esperar para te ver de novo. Te encontro às cinco. Sua lata-velha vai ficar bem.

Melhor tomar cuidado com o que diz ou posso bater seu carro acidentalmente em um poste. Sorrio sozinha ao enviar a resposta.

Para de encher e vai trabalhar antes que eu desça aí e arranque seu vestido.

Apesar de ser uma ameaça muito interessante, deixo o telefone no banco do passageiro e ligo o carro. O ronco do motor é diferente do meu, que é barulhento. Apesar de ser um carro esportivo, ele anda com muito mais suavidade. Justin é cuidadoso com ele. Quando entro na estrada, meu telefone toca.

“Meu Deus, você não consegue ficar vinte minutos sem mim?”, atendo, e dou risada.

Alli?” A voz é de homem. Dylan.

Afasto o telefone da orelha e olho para a tela para confirmar. “Hum... desculpa. Eu pensei...”, gaguejo.

Pensou que fosse ele... Eu sei”, Dylan diz. Parece triste, mas nem um pouco bravo.

Eu não nego. “Desculpa.”

Tudo bem”, ele diz.

“E aí...?” Não sei o que dizer.

Vi sua mãe ontem.”

“Ah.” Ouvir a dor na voz de Dylan e pensar em minha mãe fazem meu peito doer.

É... Ela está bem brava com você.”

“Eu sei... Ameaçou parar de me ajudar com a faculdade.”

Ela vai superar isso, sei que vai. Só está magoada”, Dylan diz.

 “Ela está magoada? Você está brincando?” Não acredito que a está defendendo.

Não, não. Sei que está lidando com isso da maneira errada, mas ela só está brava por... por você estar com... ele.” O nojo que sente fica evidente em sua voz.

“Bom, minha vida amorosa não diz respeito a ela. Foi por isso que me ligou? Para dizer que não deveria estar com ele?”

Não, não... Alli, não foi por isso. Só queria saber se você está bem. Foi o maior tempo que já passamos sem conversar desde que tínhamos dez anos”, ele diz. Consigo imaginar sua testa franzida.

“Sinto muito por descontar em você, mas é que tem muita coisa acontecendo e pensei que estivesse ligando para...”

Só porque não estamos mais juntos não quer dizer que não estou do seu lado”, ele diz, e meu coração dói. Tenho muita saudade dele. Não do namoro, mas Dylan sempre foi uma parte muito importante da minha vida. É difícil esquecê-lo totalmente. Ele sempre esteve comigo, e eu o magoei, e nem telefonei para me explicar ou me desculpar. Sinto-me péssima pelo jeito como deixei as coisas, e meus olhos se enchem de lágrimas.

“Sinto muito por tudo, Dylan”, digo baixinho e suspiro.

Tudo bem”, ele diz, igualmente baixo. Mas, então, como se precisasse mudar de assunto, ele diz: “Fiquei sabendo do seu estágio...”, e nossa conversa continua até eu chegar à editora.

Antes de desligar, Dylan promete conversar com minha mãe sobre seu comportamento, e sinto que um grande peso foi tirado de meus ombros. Ele sempre conseguiu acalmá-la melhor do que ninguém quando fica nervosa.

O resto do dia é bom. Termino meu primeiro manuscrito e faço anotações para o sr. Jack. Justin e eu trocamos mensagens para combinar onde vamos nos encontrar, e, quando percebo, o expediente já acabou.

Quando chego ao endereço que ele mandou, fico surpresa ao perceber que fica no meio do caminho entre o campus e a editora. Eu demoraria apenas vinte minutos para chegar ao trabalho se morasse aqui. Quando morar aqui. Morar com Justin ainda me parece uma ideia muito abstrata.

Não vejo meu carro quando entro no estacionamento. Telefono para Justin, mas cai na caixa postal. E se ele mudou de ideia? Ele me contaria, não?

Começo a entrar em pânico, mas Justin surge com meu carro e para ao meu lado. Pelo menos parece meu carro, mas tem algo de diferente nele. A tinta não está mais riscada, e ele parece brilhante e novo.

“O que você fez com meu carro?”, pergunto quando saio.

“Também estava com saudade”, ele sorri e beija meu rosto.

 “Sério, o que você fez?” Cruzo os braços.

“Mandei pintar. Você poderia agradecer.” Ele revira os olhos. Mordo a língua por causa de onde estamos e pelo que estamos prestes a fazer. Além disso, a pintura ficou muito boa. Mas não gosto da ideia de Justin gastar dinheiro comigo, e pintar o carro não pode ter sido barato.

“Obrigada.” Eu sorrio e entrelaço os dedos nos dele.

“De nada. Agora, vamos entrar.” Justin me guia pelo estacionamento. “Você fica bem dirigindo meu carro, principalmente com esse vestido. Não consegui parar de pensar em você o dia todo. Gostaria que tivesse mandado as fotos nuas que pedi”, ele diz, e eu dou uma cotovelada nele. “Só estou dizendo. A aula teria ficado bem mais interessante.”

“Ah, então você foi à aula?”, digo, e dou risada.

Ele dá de ombros e abre a porta do prédio para mim. “Aqui estamos.”

Sorrio diante do gesto tão incomum e entro. A recepção do prédio não é o que eu esperava. É toda branca: piso branco, paredes brancas, cadeiras brancas, sofás brancos, tapetes brancos, lâmpadas brancas sobre mesas vazias. Parece elegante, mas muito intimidador. Um homem baixo e careca de terno nos recebe e aperta a mão de Justin. Parece nervoso perto de nós, ou talvez só perto de Justin.

“Você deve ser Allisson.” Ele sorri. Seus dentes são tão brancos quanto as paredes claras.

“Alli.” Eu sorrio enquanto Justin tenta controlar seu próprio sorriso.

“Prazer. Vamos à assinatura?”

“Não, ela quer ver o apartamento primeiro. Como assinaríamos se ela nem viu?” Justin diz com seriedade.

O pobre homem se assusta e concorda. “Claro, vamos subir.” Ele faz um gesto em direção ao corredor.

“Seja gentil”, digo a Justin enquanto caminhamos até o elevador.

“Não.” Ele sorri e aperta minha mão de leve.

Olho para ele, mas seu sorriso de fica maior ainda. O homem me conta que a vista é linda e que esse é um dos melhores e mais diferentes prédios na região. Concordo e escuto com educação, e Justin se cala quando saímos do elevador. Eu me surpreendo com o contraste entre o lobby e a entrada. Parece que entramos em um prédio totalmente diferente... em uma época diferente, até.

“Aqui está”, o homem diz, abrindo a porta à nossa frente. “Há só cinco apartamentos neste andar, por isso vocês terão bastante privacidade.” Ele faz um gesto para que entremos, mas desvia o olhar de Justin. Com certeza está com medo dele. Não posso julgá-lo, mas é divertido observar.

Eu me surpreendo com o que vejo. O piso da sala é de concreto antigo e manchado, exceto por um quadrado grande de madeira maciça no espaço que imagino que seria a sala de estar. As paredes são de tijolos aparentes e bonitas. Mal conservadas, mas perfeitas. As janelas são grandes e a mobília é antiga, mas leve. Se eu pudesse planejar o espaço perfeito, seria este. Tem um toque de outra era, mas é moderno ao mesmo tempo.

Justin me observa com atenção enquanto olho ao redor, entrando nos outros cômodos sozinha. A cozinha é pequena e tem azulejos coloridos acima da pia e do balcão, dando um toque descontraído. Amo tudo nesse apartamento pequeno. A recepção lá embaixo me assustou, então pensei que odiaria o lugar, que seria apertado e caro, mas estou feliz por ter me enganado. O banheiro é pequeno, mas grande o suficiente para nós, e o quarto é perfeito, como todo o resto. Três paredes são de tijolos aparentes e uma é coberta por uma estante que vai do chão ao teto. Tem uma escada para acessar as prateleiras de cima, e eu não consigo parar de rir, porque sempre me imaginei morando num apartamento. Só não pensei que seria tão cedo.

“Podemos encher a estante, temos muitos livros”, Justin diz, nervoso.

“Eu... é...”

“Você não gostou? Pensei que gostaria. Parecia perfeito para você. Droga!” Ele franze o cenho e passa os dedos pelos cabelos.

“Não, eu...”

“Vamos ver outro”, Justin diz ao homem.

“Justin! Se esperar eu terminar, quero dizer que amei.”

O homem parece tão aliviado quanto Justin, cujo franzir de testa se transforma num sorriso enorme.

 “É mesmo?

Sim, eu estava com receio de que fosse um apartamento frio e cheio de frescura, mas é perfeito”, digo a ele com sinceridade.

“Eu sabia! Bem, estava ficando meio nervoso, mas assim que vi este apartamento pensei em você nele...” Justin aponta o banco perto da janela. “Imagina sentar ali e ler um livro. Foi quando soube que queria que você morasse aqui comigo.”

Sorrio, sentindo um frio na barriga ao ouvi-lo dizer isso na frente de outra pessoa, ainda que de um corretor desconhecido.

“Então, vamos assinar?” O homem se remexe desconfortavelmente.

Justin olha para mim e eu concordo. Não acredito que estamos fazendo isso, de verdade. Ignoro a voz que lembra que é muito cedo, que sou jovem demais, e volto para a cozinha com ele.

Justin assina no pé de uma página que parece ser interminável antes de passá-la para mim. Pego a caneta e assino logo, antes que me arrependa. Eu estou pronta para isso. Nós estamos prontos para isso. Sim, somos jovens e nos conhecemos há pouco tempo, mas sei que estou apaixonada por ele, e ele por mim. Desde que tenha certeza disso, o resto se ajeita.

“Certo, aqui estão suas chaves.” Robert, cujo nome enfim descobri lendo a papelada, entrega um molho de chaves, despede- se e vai embora.

Justin – apartamento.

 

“Então... seja bem-vinda ao lar”, digo quando o corretor sai do apartamento, finalmente. Pensei que ele nunca mais iria embora. Alli ri, cobrindo a boca com as costas da mão, e caminha na minha direção. Eu a abraço, agradecendo a quem quer que a tenha dado a mim por deixar que fique um pouco mais antes de ser arrancada de minha vida. Mereço um pouco de felicidade, não?

“Nem acredito que moramos aqui agora. A ficha ainda não caiu.” Os olhos dela estão curiosos, animados e vivos de um jeito que só vi quando a conheci. Eu dei a ela liberdade num sentido muito amplo. Dei a ela um lindo apartamento, onde pode ser quem é, a versão que ninguém pode julgar, nem exigir coisas. Sua mãe não está aqui para dizer que ela deve escovar os cabelos, e Steph não está aqui para pensar em modos manipuladores de nos magoar.

“Se alguém me dissesse que estaria morando com você, ou até namorando você, dois meses atrás, teria dado risada ou um soco na cara da pessoa... ou as duas coisas.” Dou risada e seguro seu rosto entre as mãos. Ela está muito quente, e as faces estão coradas de alegria.

“Ah, mas que gracinha.” Ela apoia as mãos no meu quadril e se inclina para mim. A cabeça pesa em meu peito, minha âncora. Minha vida está perfeita pela primeira vez, até onde me lembro. Estou ignorando totalmente a catástrofe que se aproxima, mas, por enquanto, minha vida está perfeita.

“É um alívio ter um espaço só pra gente. Chega de festas, colegas de quarto e chuveiros coletivos”, ela comenta. Meu coração bate forte, e fico me perguntando se ela consegue perceber minha paranoia crescente.

“Nossa própria cama.” Escondo a sensação com bom humor. “Vamos precisar comprar algumas coisas, tipo pratos e tal.” Quanto mais coisas ela tiver aqui, mais difícil será quando precisar ir embora. Merda, estou preso nessa mentira, e me enrolando cada vez mais enquanto conversamos. Essa garota linda nunca vai me perdoar, não vai.

 Vou pensar nisso depois. Vou dar um jeito.

Ela toca minha testa e aplica uma leve pressão. “Está se sentindo bem?” Ela sorri. “Está tão bonzinho hoje...” Seu sarcasmo me deixa ainda mais interessado nela.

Levo a mão dela aos lábios e a encho de beijos. “Só quero ter certeza de que você vai gostar daqui. Quero que se sinta em casa... comigo.” E quero mesmo. Nunca experimentei a sensação de ter um lar antes de Alli assinar aquela linha pontilhada para morar comigo. Acordar com o alarme irritante dela todos os dias passou a ser algo de que preciso, algo que me faltava e eu não sabia.

“Mas e você? Está se sentindo em casa aqui?” A voz dela está muito esperançosa. Espero que seja uma esperança boa... ela está esperando que eu dê uma opinião sincera a respeito de nossa situação. Consigo ver em seus olhos; está esperançosa, mas espera o pior de mim porque é o que sempre recebe.

“Para minha surpresa, sim”, respondo com sinceridade enquanto tento fazer com que minha voz pareça convincente. Eu adoro tudo aqui com ela.

“A gente precisa ir buscar minhas coisas”, diz ela, e então me conta que são livros e roupas, que já peguei.

“Feito.” Abro um sorriso.

Ela inclina a cabeça, confusa. “Quê?”

“Já tirei todas as suas coisas do dormitório. Estão no seu porta malas.” Não consegui esperar.

Queria que ela visse o apartamento e nunca mais tivesse que ir embora. Preciso que ela nunca vá embora, por isso tenho que deixá-la o mais confortável possível.

“Como você sabia que eu ia assinar o contrato? E se eu detestasse o apartamento?” Ela ergue o queixo para mim, curiosa e desafiadora.

“Se não gostasse, eu ia procurar outro melhor”, respondo.

Ela assente, reconhecendo que estou falando sério. “Certo... Mas e suas coisas?”

“A gente pode ir buscar amanhã. Tenho umas roupas no porta malas.”

“Por que isso, aliás?”

“Sei lá. Acho que porque não tenho paciência de ficar fazendo mala com roupas limpas todos os dias que tenho treino.” Ela é intrometida, muito intrometida. Deixo roupas no porta malas por muitos motivos; a maioria ela certamente não gostaria de saber. “Vamos até o mercado comprar comida e coisas de cozinha”, sugiro.

Alli se vira para mim quando saímos do apartamento. “Certo. Posso dirigir seu carro de novo?”

 “Não sei...” Eu a provoco. Mas é claro que ela pode dirigir meu carro.

Allisson

“Você mandou pintar meu carro sem minha permissão. Acho que ganhei esse direito.” Estendo a mão, e Justin revira os olhos antes de me entregar a chave.

“Então você gostou do meu carro? É bom de dirigir, né?”

Lanço um olhar malicioso para ele. “É legalzinho.”

Mentira, é uma delícia de dirigir.

Nosso prédio não poderia ter uma localização melhor. Estamos perto de uma porção de lojas, cafés e até de um parque. Decidimos ir à Target, e em pouco tempo o carrinho está cheio de louças, potes, panelas, copos e outras coisas que nem sei se vamos precisar, mas parecem úteis. Deixamos para comprar comida depois, porque já pegamos coisas demais. Eu me ofereço para ir ao mercado saindo do estágio amanhã e peço a Justin uma lista do que gosta de comer. A melhor coisa de morar junto por enquanto é descobrir uma porção de detalhes sobre Justin que eu não teria como saber. Ele costuma fornecer informações a conta-gotas, e é bom ficar sabendo de algumas coisas sem precisar brigar. Apesar de passarmos quase todas as noites juntos, só de fazer uma lista aprendo muito. Por exemplo: Justin gosta de comer cereal sem leite; a mera ideia de ter louças que não combinam entre si o deixa maluco; ele usa dois tipos de pasta de dente, um de manhã e outro à noite, e não sabe por que faz isso; e prefere esfregar o chão mil vezes a encher uma lava louças.

Disputamos na frente do caixa para ver quem paga as contas. Sei que ele teve que fazer um depósito para alugar o apartamento, então queria pelo menos pagar isso. Mas Justin se recusa a me deixar pagar qualquer coisa que não seja TV a cabo e comida. A princípio, tínhamos combinado que a conta de luz seria minha, mas ele só confirmou que estava inclusa no aluguel quando o questionei com o contrato na mão. O contrato. Tenho um contrato de aluguel com meu namorado no primeiro ano de faculdade. É loucura.

Justin olha feio para a mulher do caixa enquanto passo meu cartão de débito, mas ela nem dá bola. Tenho vontade de soltar um risinho de triunfo, mas sei que ele já está irritado, e não quero estragar nossa noite.

Justin fica mal humorado durante todo o caminho de volta, e eu permaneço em silêncio, porque na verdade estou achando tudo divertido. “Podemos fazer duas viagens e ir comprar o resto das coisas”, sugiro.

“É mais uma coisa que você precisa saber: prefiro ter que carregar cem sacolas de uma vez a fazer duas viagens”, ele responde, enfim abrindo um sorriso.

“Vamos ter que fazer duas viagens de qualquer jeito, porque as louças são pesadas.” A irritação de Justin aumenta, assim como meu divertimento.

Guardamos as louças, e Justin pede uma pizza. Por educação, eu me ofereço para pagar, e ganho em troca um olhar hostil e um gesto obsceno. Dou risada e ponho o lixo nas caixas em que vieram as louças. O anúncio dizia que o apartamento era mobiliado, e estava cem por cento correto — tem tudo de que precisamos, até latas de lixo e cortina no chuveiro.

“A pizza vai chegar em meia hora. Enquanto isso vou pegar suas coisas lá embaixo”, ele avisa.

“Eu vou também”, digo, e começo a segui-lo.

Justin pôs minhas coisas em duas caixas e um saco de lixo, o que não gosto nem um pouco de ver, mas não faço nenhum comentário. Ele apanha uma calça e algumas camisetas no porta malas e joga dentro do saco com as minhas roupas.

“Ainda bem que temos ferro de passar”, digo por fim. Dentro do porta malas, uma coisa chama minha atenção. “Você não jogou fora esses lençóis?”, pergunto.

“Ah, é... Não, eu ia jogar, mas esqueci”, ele responde.

“Certo...” Fico um pouco desconfortável com a reação dele.

Carregamos uma porção de coisas lá para cima, e assim que terminamos o entregador toca a campainha. Justin vai até lá pegar a pizza e quando volta o aroma que sai da caixa é divino. Não percebi que estava com tanta fome.

Comemos à mesa, e é estranho e ao mesmo tempo gostoso jantar com Justin na nossa casa. Devoramos a pizza deliciosa em silêncio, mas um silêncio bom. Do tipo que faz as pessoas se sentirem em casa.

“Eu te amo”, ele diz enquanto ponho as coisas na lava louças.

“Eu te amo.” Meu telefone começa a vibrar ruidosamente sobre a mesa de madeira. Justin bate de leve na tela. “Quem é?”, pergunto.

“Dylan?”, ele diz, respondendo e perguntando ao mesmo tempo.

“Ah.” Sei que isso não vai acabar bem.

“Ele disse que foi bom conversar com você hoje.” Justin cerra os dentes.

Vou até lá e pego o celular, praticamente arrancando-o da mão dele. Posso jurar que estava tentando esmigalhar o aparelho.

“Pois é, ele me ligou hoje”, digo com uma tranquilidade fingida.

Eu ia contar, só não encontrei a oportunidade ideal para isso.

“E...?” Justin ergue a sobrancelha.

“Ele disse que encontrou minha mãe e queria saber se estava tudo bem comigo.”

“Por quê?”

“Sei lá... para manter o contato, eu acho.” Dou de ombros e me sento na cadeira ao seu lado.

“Ele não tem por que manter contato com você”, Justin resmunga.

“Não tem nada de mais. A gente se conhece desde criança.”

Os olhos dele ficam mais frios.

 “Foda-se.”

“Você está sendo ridículo. A gente está morando juntos e você está preocupado com uma ligação do Dylan?”, ironizo.

“Você não tem por que falar com ele. Aliás, ele deve estar pensando que você está querendo voltar, se atendeu à ligação dele.” Justin passa as mãos pelos cabelos.

“Está nada. Ele sabe que estou com você.” Faço de tudo para controlar minha raiva.

Justin aponta para meu celular com um gesto exaltado. “Então liga agora e pede para ele nunca mais procurar você.”

“Quê? Não! Não vou fazer isso. Dylan não fez nada de errado. Ele já sofreu o suficiente por minha causa — por nossa causa. Não vou dizer isso para ele. Não tem problema nenhum sermos amigos.”

“Tem, sim”, Justin retruca, levantando a voz. “Ele se acha melhor que eu, e vai tentar tirar você de mim! Não sou tonto, Alli. Sua mãe também quer que você volte com ele... Não vou deixar ninguém tirar o que é meu!”

Dou um passo atrás e o encaro com os olhos arregalados. “Escuta só o que você está me dizendo! Está parecendo um louco! Não vou maltratar ninguém só porque você acha que é meu dono!” Saio da cozinha pisando duro.

“Não vira as costas para mim!”, ele esbraveja, seguindo-me até a sala.

É típico de Justin arrumar briga comigo logo depois do dia maravilhoso que tivemos. Mas dessa vez não vou ceder.

“Então para de agir como se mandasse em mim. Posso me comprometer a ouvir mais a respeito de como você se sente daqui em diante, mas não em relação a Dylan. Se ele tentasse alguma aproximação ou dissesse alguma coisa inconveniente, eu seria a primeira a cortar relações, mas não foi isso que aconteceu. E está na cara que você não confia em mim.”

Justin fica me olhando, e por um momento chego a pensar que sua irritação está se dissipando, mas então ele diz: “Não gosto dele”.

“Tudo bem, eu entendo, mas você precisa ser mais razoável. Dylan não está tentando me roubar de você. Não é o tipo de coisa que ele faria. Foi a primeira vez que falou comigo desde que terminei com ele.”

“E vai ser a última!”, grita Justin. Reviro os olhos e vou para o banheiro. “O que você está fazendo?”, ele pergunta.

“Vou tomar um banho, e quando sair espero que você tenha parado com essa criancice”, respondo. Sinto orgulho de mim mesma pela maneira como o enfrentei, mas não consigo deixar de me preocupar. Sei que só está com medo de me perder, que morre de ciúme da minha proximidade com Dylan. Em teoria, Dylan é a pessoa ideal para mim, e Justin sabe disso, mas não sou apaixonada por Dylan, e sim por Justin.

Ele me segue até o banheiro, mas, quando começo a tirar a roupa, vira as costas e sai, batendo a porta atrás de si. Tomo um banho bem rápido, e quando saio Justin está deitado na cama de cueca. Abro a gaveta para pegar meu pijama em silêncio.

“Você não vai usar minha camiseta?”, ele pergunta baixinho.

“Eu...” Percebo que Justin tinha deixado a camiseta dobradinha sobre o móvel ao lado da cama. “Obrigada.” Eu a visto, e seu cheiro familiar com um toque de menta quase me faz esquecer que estou brava com ele. Mas, quando vejo o mau humor estampado em seu rosto, me lembro de tudo na hora. “Que noite mais agradável”, digo com uma bufada enquanto levo a toalha para o banheiro.

“Vem cá”, ele diz quando volto.

Com movimentos hesitantes, caminho até ele, que se senta na beirada da cama e me puxa para perto, deixando-me de pé entre suas pernas.

“Desculpa”, Justin diz, olhando para mim.

“Pelo quê?”

“Por me comportar como um homem das cavernas”, ele esclarece, e eu solto uma risadinha. “E por estragar nossa primeira noite juntos”, Justin acrescenta.

“Obrigada. Precisamos aprender a conversar sobre essas coisas, em vez de brigar.” Fico remexendo os cabelos de sua nuca com os dedos.

“Eu sei.” Ele abre um meio sorriso. “Podemos conversar sobre você nunca mais falar com ele?”

“Hoje não”, respondo com um suspiro. Sei que precisamos encontrar um meio-termo, mas não vou abrir mão do meu direito de falar com alguém que conheço desde criança.

“Olhe só para nós dois resolvendo nossos problemas.” Ele solta uma risadinha.

“Espero que os vizinhos não façam questão de silêncio absoluto.”

“Ah, isso eles já não teriam de jeito nenhum.” Justin abre seu para complementar o efeito do que disse, mas ignoro o comentário obsceno.

“Realmente não queria estragar nossa noite”, ele repete.

“Eu sei, mas ainda não estragou. São só oito horas.” Abro um sorriso.

“Queria ter tirado pessoalmente aquele seu vestido”, ele diz, com um olhar mais sério e concentrado.

“Posso pôr de volta”, digo, em uma tentativa de ser sexy. Sem dizer nada, ele se levanta e me põe sobre o ombro. Dou um grito e tento dar um chute nele. “O que você está fazendo?”

“Estou indo buscar o vestido.” Justin dá risada enquanto me carrega até o cesto de roupas sujas.


Notas Finais


Ainnnn, eles estão morando juntos oficialmente agora😍💛 Meu pequeno coração não aguenta.

Xuxus, queria perguntar uma coisa pra vocês, estou pensando em fazer outra temporada dessa fic, pra não ficar tão extenso em uma história só... vocês gostam de mais de uma temporada ou preferem que eu faça tudo na mesma?

Beijinhos da Ju e até o próximo cap💛


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