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História Me Ame - Capítulo 18


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Notas do Autor


Boa noite.
Sei que demorei, então hoje vou postar dois capítulos para vocês.

Capítulo 18 - Capítulo Dezoito


P.O.V Lucifer

 

Chloe está no banheiro tomando seu banho, então saio do quarto depois de organizar tudo afim de ver como está o nosso café. A aeromoça vem logo de encontro comigo pelo elevador com uma bandeja em mãos.

— O café, senhor. — Anuncia ela entregando-me.

— Grato. — Dou-lhe um sorriso gentil e volto para o quarto em seguida.

Essa tripulação que contratei é um porre e intrometidos. Tenho vontade de despedi-los antes mesmo que minha lua de mel chegue ao fim.

Sento-me na cama e ligo a TV enquanto fico a espera de Chloe. Iremos ficar duas semanas inteirinhas na Grecia e semana que vem é aniversário de Chloe, o ultimo fui para Las Vegas e só nos vemos no final da noite, mas desta vez irei fazer diferente. Como um bom marido irei fazer desta noite inesquecível.

Logo Chloe surge com um roupão assim como eu e cabelos em um coque.

— Estou tão ansiosa para chegar. — Comenta ela juntando-se a mim na cama.

Sorrio me aproximando mais dela. — Vai ver como o lugar que vamos ficar é lindo. — Digo e não consigo parar de olhar para ela.

Minha esposa. Minha mulher.

— Quando chegarmos lá, o que vamos fazer primeiro? — Pergunta.

— Depois de deixar nossas coisas no lugar onde ficaremos, como vamos chegar no fim do dia, podemos ver o sol ir embora na praia e depois fazer no chuveiro e então jantarmos, sei de um lugar que é propicio para casais, é simplesmente lindo o lugar. — Lhe sirvo de suco e entrego-lhe o copo em seguida.

Chloe fica da cor de um pimentão enquanto pega o copo. — Meu Deus, Lucifer! — Solta uma risada e mordisca o lábio inferior sem graça.

Rio. — O que foi? Fui sincero, ué. — Dou de ombros.

— Sinceridade em pessoa. — Chloe maneia a cabeça em negativa enquanto ri.

— Sempre. — Concordo bem humorado e mergulho um morango no chantilly. — Aceita? — Ergo o mesmo.

Chloe assente e então lhe dou na boca.

— Nossa, é muito bom.

— Muito bom! — Concordo e beijo-lhe, um beijo com gosto de morango com chantilly, o que é melhor ainda.

 

[...]

 

Em frente ao espelho que há no nosso quarto um terno todo negro, o avião estará pousando daqui meia hora e já estamos nos aprontando para conhecer um pouco da cidade, ao redores de onde ficaremos para então ver o sol ir embora na praia.

Chloe finaliza uma maquiagem leve, ela está com um vestido de cor flamingo bem claro, sapatilhas bege e cabelos soltos. Simplesmente linda. Ainda mais com sua barriga de gravida.

Caminho lentamente até ela e a abraço por tras, sentindo seu aroma doce com meu nariz cravado na curva de seu pescoço.

— Ah, não sabe por quanto tempo esperei por tê-la assim comigo, Chloe. — Murmuro com minha voa carregada de sentimentos.

— Assim como? Casado?

Abro meus olhos e sorrio pausando minha mão sobre seu ventre. — Sim, porém não exatamente. Quero dizer, não sabe o quanto esperei por tê-la assim comigo, você me maltratava, sabia, Detetive? — Brinco fazendo-a virar-se para me encarar.

— Não fazia por mal, mas você também não ajudava, sabia?

Assinto achando graça do seu comentário, colo nosso corpo e levo minhas mãos até seu rosto. — Eu sei, mas você sempre foi paciente, sempre me entendia e sempre me fazia me sentir humano, normal... Fazia com que eu me esquecesse de quem eu realmente era... Realmente sou. — Chloe fita-me com atenção. — Cada vez que eu chegava aquele Departamento e te via, meu coração dava saltos e combalhotas, que eu simplesmente não entendia.

Chloe apenas sorri prestando atenção em cada palavra que eu dizia.

— A cada piada que eu fazia, era para te chamar atenção, ter sua atenção somente para mim e mais ninguém. — Digo. — Ficava te olhando disfarçadamente e às vezes também de longe sem que percebe-se e me punha a imaginar, se um dia eu poderia lhe ter como desejava, se um dia seria digno em tê-la ao meu lado. Mas ao mesmo tempo eu morria de medo de começar algo com você, porque não sabia como proceder diante das circunstancias, então quando eu via que estava quase, eu me afastava da maneira Lucifer imbecil de ser. — Colo nossas testas. — Fico aliviado e orgulhoso de mim mesmo em ver tudo que eu superei, onde estou hoje, onde estamos hoje. — Chloe afunda sua mão em meus cabelos. — Não sabe quanto medo eu tive de que, quando souibesse a verdade, fugisse e me desprezasse.

Chloe afasta-se um pouco para fitar-me, seus olhos estão umedecidos, ela está emocionada. — Estou feliz, assim como você, em ver também onde estamos hoje. Aqui casados e a ponto de formar uma família juntos.

 

[...]

 

Abro a porta da casa de praia que tenho em Santorini, tudo está impecável como eu havia pedido ao pessoal que cuida do lugar que arrumasse.

— Esse lugar é lindo demais, Lucifer. — Chloe exclama analisando cada detalhe do lugar, que é totalmentr aberto, estilo de praia mesmo, moderno, tem uma ilha da cozinha enorme e a casa é de conceito aberto.

Tem bastante charme.

— Fico contente que tenha gostado. — Digo colocando nossas malas ao lado do sofá.

— É simplesmente demais. É charmosa, moderna.

Assinto.

— E ainda tem vista para a praia.

— A praia mais linda da cidade. — Digo.

Chloe sorri largamente em resposta.

— Vamos ver o por do sol? — Miro-na na expectativa erguendo minha mão.

Chloe a segura em seguida sorrindo. — Vamos.

Caminhamos pela praia lado a lado de mãos dadas. O lugar está totalmente calmo e ao horizonte pode-se ver o sol se pondo, lindíssimo e glamuroso. Não poderia se rmelhor estar em um lugar assim, com Chloe, minha mulher, minha esposa. A mulher que amo e sempre amarei.

Respiro o ar com uma felicidade que toma conta de mim por completo. Nos sentamos na areia a espera de que o sol termine de se pôr por completo, é um verdadeiro espetáculo, um show ao horizonte.

Volto meu olhar para Chloe ao meu lado, que observa atentamentr o horizonte diante de nós, nem percebe que a fito.

Caramba... É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música. Se tenho Chloe comigo, não precido de mais nada, nem ninguém, ela é minha fonte de vida.

 

[...]

 

Ao escurecer, eu e Chloe voltamos a casa de praia. Não sei explicar o que estou sentindo, é uma paz imensa, uma felicidade que não sei descrever em palavras.

— Pode ir para o banho, vou ter que fazer uma ligação, ainda não trouxeram o carro que eu aluguei para cá, e temos que sair daqui a pouco. — Digo a Chloe pegando meu celular sobre a mesa de centro.

Chloe em resposta caminha ao meu encontro. — Pensei que havia dito que iriamos tomar banho juntos. — Recorda sorrindo.

Rio. — E assim pretendo. — Coloco uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

Seus lindos olhos azuis fitam-me com uma docura que mexe comigo, meu coração dispara do nada. Há um lindo sorriso em seus lábios. — Espero que cumpra o que está dizendo. — Toca a ponta de meu nariz.

Sorrio de modo provocante e então inclino-me em sua direção de modo que lhe sussurro em seu ouvido: — Ora, Detetive, o Diabo sempre cumpre sua palavra. — E mordisco sua orelha de leve, provocando-a.

 — Não demora. — Murmura ela engolindo em seco afetada com minhas palavras e ações.

— Jamais, não é do meu fetio. — Digo, ela se vira para ir até o quarto, então aproveito o momento e lhe dou uma palmada na bunda.

Hoje estou bem provocante!

Chloe fita-me estarrecida e rindo com pura perplexidade. — Lucifer!

Dou-lhe uma piscadela e sorrio de modo cafajeste. Ela então maneia a cabeça e se vai.

 

P.O.V Chloe

 

Sem Lucifer começo o meu banho, enfio minha cabeça em baixo da ducha, a agua quente percorre meu corpo, relaxando-me. Acaricio meu ventre que está saliente, é apenas o começo de uma longa jornada, estou com apenas 6 meses, minha barriga ainda irá crescer bastante, apesar de já estar consideravelmente grande.

A ansiedade em conhecer o rosto do meu filho, do meu Jack, cresce a cada momento.

— Será que eu poderia me juntar a minha esposa? — Lucifer abre a porta do BOX, se revelando totalmente nu, para acabar com minha sanidade mental.

Ele a fecha em seguida, então fica diante de mim, seus olhos negros cravados em mim. Suas grande e firmes mãos vão até meu ventre, onde ele começa uma caricia terna.

— A mulher que me faz ser o homem mais feliz da existência. — Murmura intensamente.

Sorrio. — Admito que eu também seja uma mulher de sorte.

Minhas mãos passeiam pelos gomos de seu tanquinho duro, ergo meu olhar que interliga-se com os dele.

Lucifer toma minha boca com a sua em um beijo quente e sensual. Com cuidado pressiona-me contra a parede fria do banheiro, colocando seu corpo totalmente a mercê da agua quente que sal da ducha.

Suas mãos passeiam por meu corpo, e logo ele para nos seios, dá leves beliscadas, me provocando, enquanto sua boca domina a minha, em um beijo quente e sensual de língua.

Minhas mãos vão para o seu cabelo molhado, onde afundo meus dedos e dou leves puxadas em seguida.

Ele cessa seus beijos, mas logo dá toda a tenção aos meus seios, que estão mais grande do que o normal devido minha situação atual. Sua boca os chupa e sua língua os contorna sem piedade, ele está me provocando hoje, mais do que normalmente faz.

Sem dificuldades, ele me ergue em seus braços fortes, coloco minhas pernas ao redor de sua cintura e mais uma vez nossas bocas se encontram de uma maneira faminta, cheio de desejo e volúpia.

— Ah, Detetive, você me deixa louco! — Murmura ofegante, mantendo sua testa colada a minha, enquanto tenta acalmar seus pulmões.

Não lhe respondo, ao invés disso colo minha boca a sua, com um beijo feroz, cheio de desejo. Afundo meus dedos em seu cabelo, Lucifer acaricia-me e em seguida penetra-me lentamente.

Agarro suas largas contas com minhas mãos, enquanto nos movimentamos juntos, nossas bocas uma junto à outra, não se separam um só segundo.

Nunca me cansarei de estar assim com este homem, ele é o amor de minha vida, o meu marido e saber disso, pensar nisso, faz com que eu me sinta feliz, plena. Finalmente conquistei minha felicidade, estou vivendo a felicidade plena, pois o que me faltava antes, não me falta mais.

 

 

[...]

 

 

Finalizo meu banho – Digo, meu banho de verdade desta vez – Lucifer já está ao lado de fora do box em frente ao espelho do banheiro fazendo alguns reparos em sua barba sempre perfeitamente cortada, com uma maquininha, ele está com seus cabelos molhados e com apenas uma toalha em sua cintura. É uma visão do oásis.Suas costas largas exposta... Não é bom tê-lo assim, aqui nessas situações. Desligo a ducha e saio do box já enrolada em uma toalham com meus cabelos lavados. Lucifer desliga a maquiinha e fita-me, inclinando a cabeça para o lado e com um sorriso maroto nos lábios diz: — Ora, tirei mesmo a sorte grande, não?

Coro violentamente e reviro os olhos, é um modo de disfarçar que na verdade estou muito sem graça.

Lucifer sai rindo.

Meu marido é muito sexy, provocante e romântico. Eu sou uma mulher de sorte também, concluo.

Pego o secador a fim de finalizar meu cabelo.

 

[...]

 

Estou finalizando minha maquiagem e roupa, quando Lucifer coloca sua cabeça para dentro do banheiro, ele já está vestido com um terno negro e camisa cor vinho por baixo, seu cabelo perfeitamente peteado. Elegante como sempre.

— Amor, o carro chegou, vou pagar o serviço. — Anuncia.

Assinto. — Tudo bem.

Ele some, então finalizo tudo e pego uma bolsa com meus documentos. Pego meu celular e resolvo ligar para Trixie, lá é mais cedo do que aqui, e aqui são exatamente 20h30min. Seu telefone chama, e logo atende.

— Mamy! — Ela animadíssima por eu ter ligado.

— Oi, meu amor. Como está tudo aí?

— Bem, a Maze está cuidando muito bem de mim, e quando ela está trabalhando tem a vovo e o Papai, eles estão indo muito bem. — Responde.

— Otimo. — Sorrioa aliviada.

— E como está ai mamãe?

— Bem, muito bem, meu anjinho. Estou com saudades.

— Eu também, mas a senhora merece um descanso. — Diz.

Até minha filha é mais sensata que eu.

Rio. — Eu sei.

— Mamy, desliga e vai se divertir, tá?

Rio, desta vez incrédula. — Trixie, quando você cresceu tanto?

Em resposta ela ri.

— Tchau, querida.

— Tchau, mamãe.

E assim desligo.

— Carro a nosso dispor. — Anuncia Lucifer voltando com uma chave e documentos em mãos. — Pronta para curitir à noite em Santorini? — Sorri de canto.

Guardo meu celular na bolsa e vou até ele. — Mais que pronta.

— Ah... — Lucifer dá um longo suspiro fitando-me de cima em baixo. — Está linda. — Fica diante de mim e segura minha cintura com as duas mãos.

— Digo o mesmo. — Sorrio de volta.

Ele então beija-me os lábios de um modo doce.

— Santorini nos espera. — Diz animano.

Saimos então de mãos dadas. Lucifer fecha a casa e ao lado de fora vejo um lindo carro conversível vermelho, estiloso, de época, a cara do Lucifer.

— Nossa, que carro lindo, Lucifer. — Falo embasbacada.

Ele ri. — É um Imperial Crown Convertible de 1960. Uma relíquia. — Diz a mim empolgado.

— Você gosta mesmo de carros, hein? — Fito-o.

— Um pouco, mas esse quem vai dirigir é minha esposa querida. — Joga a chave para mim, pego em seguida.

— Sério? — Indago sem acreditar.

— Sério. — Sorri.

Adentro o carro, ele é elegante, assim como Lucifer. Ele faz o mesmo que eu, coloco a chave na ignição dando em seguida a partida, o motor ronca. É demais.

— Aonde iremos?

Lucifer ergue seu celular. — Estou usando o GPS, vou lhe dizendo.

Assinto.

 

[...]

 

Chegamos ao local, chama-se ‘Casa di Te Santorini” e pelo que soube é um dos melhores locais da cidade, mais conhecido e frequentado. E a vista é espetacular, de tirar o folego.

Já fizemos nossos pedidos, enquanto esperamos Lucifer bebe um vinho, e eu fico somente com uma agua com gás.

— Como vai ser como dia amanha? — Pergunto a Lucifer entusiasmada, aqui é simplesmente lindo, quero conhecer cada canto e detalhe.

Lucifer bebe seu vinho e por fim responde-me. — Bom, há vários lugares turísticos aqui, e teremos tempo de sobra. Estava pensando de irmos na parte da manhã na praia de “Vlychada”, é muito bem comentada. — Ele tem em mãos um papel com os pontos turísticos que podemos ir. — E então, podíamos almoçar em um restaurante que há na praia e depois irmos a Antiga Thira.

— E o que há nesse lugar? — Questiono interessada.

— São ruínas, elas começaram a ser construídas no século 9 pelos gregos. Porém, lá são encontrados não só restos de templos e estruturas helenísticascomotambém vestígios de construções romanas e bizantinas. Lá se tem incríveis vistas. Bom, pelo menos foi isso que li aqui. — Ri.

— Você tem uma casa aqui, mas não conhece a cidade? — Franzo o cenho.

— Quando eu vinha aqui, não saia muito na realidade. Só ficava na casa de praia e naquela mesma praia mesmo. — Dá de ombros.

Oh... Isso me faz lembrar o velho Lucifer, ou seja, ele ficava na casa de praia com as gregas de Santorini. Não saia do quarto.

— Entendi. — Murumuro.

— Ainda bem que você apareceu, Chloe. — Ele sorri de canto colocando sua mão sobre a minha na mesa.

Sorrio. — Você acha?

— Tenho certeza, eu estava totalmente perdido antes, procurando por algo, que nem mesmo eu sabia do que se tratava. — Seus olhos ficam intensos, há um brilho neles, que mexem comigo.

Sorrio derretida de volta para ele.

— Seus pedidos. — A garçom surge com nossos pratos.

 

[...]

 

Voltamos para a casa de praia, mas não acabou nosso dia ainda, com roupas mais leves e apropriada para praia, vamos para fora, para a praia que a luz da Lua é simplesmente linda. Está vazia, não há ninguém, até porque as casas de praia daqui são bastante distantes uma da outra, e as pessoas não atravessam a “barreira” que há, ou seja, ninguém invade o local do outro, o que dá uma privacidade enorme para um casal em lua de mel assim como nós.

— Acho melhor aproveitarmos essa lua linda como se deve! — Lucifer exclama de repente e quando dou por mim estou sendo carregada em seus braços rumo a agua, as ondas estão um pouco agitadas, mas nada que passe do normal.

— Lucifer, seu maluco! — Caio na risada surpresa por sua ação.

Ele ri de volta, logo estamos totalmente dentro do mar, a agua não está tão fria. Lucifer sorri ainda e sobre o luar ele é ainda mais lindo, o que não pensei que fosse possível.

— Minha esposa. — Murmura e beija a aliança em meu dedo, há muito amor em seu olhar.

Suas mãos então vão até meu cabelo, ele deixa uma mecha atrás de minha orelha, de uma maneira delicada e se inclina colando seus lábios nos meus, lentamente e de um modo prazeroso Minhas mãos pousam em seu peitoral, onde a camiseta que usa gruda em seu corpo por estar molhado, evidenciando seus músculos.

Sua língua adentra minha boca e acaricia a minha em seguida, é doce, prazeroso. Nunca me cansarei disso, de suas caricias ternas e seus toques gentis.

Pensei que isso jamais aconteceria comigo, mas acabamos nos entregando em plena luz do luar. Simplesmente fantástico.

Tudo com Lucifer é possível e é ainda melhor do que se poderia ser.

[...]

 

Desperto e sinto o aroma dele. O homem que amo. Abro meus olhos lentamente, o sol adentra o quarto pelas enormes janelas de vidros, as cortinas não foram o suficiente para impedir. Estou com minha cabeça sobre o peito de Lucifer, que dorme ainda tranquilamente. Estamos exaustos, aqui há tanta coisa para se fazer, que não sabemos o que fazer primeiro.

Depois de ficar o observando dormir por não sei quantos minutos, tiro com cuidado seu braço de minha cintura, saio da cama, pego no chão uma camisa social sua e abotoando-a vou rumo a cozinha preparar um café da manhã para nós. Ainda bem que há comida disponível aqui, Lucifer sabe que gosto eu mesma de preparar o café da manhã.

 

[...]

 

 

Finalizo a mesa e o café da manhã, não há mais louças para lavar, tudo está pronto. Termino de colocar os pratos sobre a mesa e então Lucifer surge na cozinha, seus cabelos bagunçados, apenas com uma cueca samba-canção.

— Por que não me acordou? — Vem até a mim e aplica um selinho de bom dia.

Maneio a cabeça em negativa. — É que você estava dormindo profundamente, não quis te acordar. — Coloco a jarra de suco na mesa.

— O cheiro está muito bom. — Comenta, parece que está faminto, eu também estou.

 

[...]

 

Chegamos a praia de Vlychada e de fato é lindíssima. O céu está extremamente azul, aqui tudo é lindo, e o azul do céu com o extremamente branco das casas, hotéis e resraurantes deixa tudo ainda mais lindo.

Lucifer está com um calção preto e óculos escuros, deixamos nossas coisas na areia branca da praia, ele procura por algo na bolsa que trouxemos, enquanto forro a areia com uma toalha, já estou apenas com um biquíni e óculos escuros também, meu cabelo está preso em um coque.

— Ah, aqui está! — Lucifer comemora ao encontrar o protetor solar. — Será que eu poderia? — Arqueia as sobrancelhas enquanto despeja um pouco em suas mãos, há um sorriso travesso ali, de malicia.

Sorrio de volta. — Claro. — Então me deito de bruços na toalha.

Lucifer então passa bastante protetor e espalha por minhas costas e principalmente nadegas, sei bem suas segundas intenções. — Prontinho. — Finaliza aplicando um beijo em meu ombro.

— Quer que eu passe em você? — Ergo-me.

Ele então dá de ombros. — Tudo bem.

Dou atenção aos seus braços, costas e finalizo em seu tanquinho duro. Não sei como Lucifer ficou tão forte assim, mas quando vi, já estava.

— Cuidado com a mão boba, Detetive. — Murmura ele sapeca sorrindo.

Maenio a cabeça em negativa. — Só estou passando o protetor. — Digo fingindo inocência.

Ele alarga ainda mais seu sorriso. — Sabemos muito bem. — Ajeita seus óculos escuros e olha para o lindo mar a nossa frente. — Pronta para entrar no mar? — Fita-me na expectativa.

Nego. — Pode ir, irei depois. Quero pegar um pouco de sol aqui.

— Tudo bem. Se demorar venho te buscar. — Beija meus lábios de um jeito quente e sensual e sai rumo ao mar deixando-me com gostinho de quero mais.

Volto para a minha toalha a fim de curtir um pouco o sol da Grecia.

 

[...]

 

Ao longe avisto Lucifer sair do mar, já faz cerca de meia hora que ele foi para lá. A agua escorre por seu corpo, e essa cena é uma perdição, e pelo visto não só para mim, pois as mulheres de plantão o comem com os olhos, mas quer saber? Ele é meu, nem ligo.

Lucifer se aproxima de mim, seu corpo todo molhado com a agua do mar, assim como seus cabelos.

Perfeito...

— Não acredito que não irá aproveitar esse mar comigo. — Comenta ele fazendo bico, então em seguida pega os óculos escuros novamente colocando-o.

Fito-o, ainda deitada em minha toalha. — Aqui está muito bom. — Brinco.

Ele me encara, apesar de não poder ver seus olhos, percebo que está um pouco aborrecido.

Tiro meu óculos e me levanto de minha toalha. Ele continua a me encarar com atenção.

Tiro seu óculos também e digo por fim: — Bobo, pensou mesmo que eu não ia aproveitar esse lugar com o meu marido? — Sorrio travessa, Lucifer então solta uma risada enquanto maneia sua cabeça, mal acreditando na brincadeira que acabei de fazer com ele.

— Ora, me enganou mesmo. — Coloca suas mãos ao redor de minha cintura, colando mais nosso corpo.

Sorrio ainda mais, e acaricio seu peitoral. — Vai ficar aí só me olhando ou vamos mesmo aproveitar esse paraiso?

— Paraiso? — Repete ele e revira os olhos fazendo-me rir. — Vou fingir que não escutei isso. — Brinca.

Juntos, lado a lado de mãos dadas caminhamos pela areia até o mar, ele está um pouco agitado, mas nada que ultrapasse o limite normal. Mergulhamos e nos beijamos, a felicidade é imensa. Nossa felicidade.

— Hoje tenho uma surpresa para você. — Anuncia, ainda estamos dentro da agua.

— Surpresa? — Indago supresa.

— Por que está surpresa? É tão raro assim eu ser romântico? — Ri.

Nego. — Não é isso. — Rio também. — É que eu só não esperava. — Explico.

— Vá se acostumando, pois comigo será assim, Chloe Decker, todo dia uma surpresa. Nada de dias monótonos. Alias essa palavra “monotodo” nem combina comigo. — Se aproxima de mim aplicando um beijo com direito a mordidinha no final.

Com a respiração ofegante e meus olhos fechados concordo. — Acho que eu já percebi isso, na verdade. — Murmuro abrindo meus olhos novamente.

Lucifer com a ponta dos dedos tira uma mecha de meu cabelo que escapa do coque e paira sobre meu rosto, colocando-a atrás da orelha. Ele adora fazer isso e eu simplesmente amo seu jeito carinhoso de ser.

 

[...]

 

Com o carro alugado por Lucifer, o qual eu dirijo, chegamos ao nosso primeiro lugar que iremos conhecer, chamado: Antiga Thira. Estaciono o carro. O lugar é lindo, há vários ruinas onde estamos, e o lugar é tão antigo e histórico. Chega magico estar aqui.

Tiramos varias fotos, aproveitamos mesmo o lugar. Há também, logo a seguir uma vila, muito antiga e linda igual. E mais fotos tiramos do lugar. Tomamos um sorvete, que estava simplesmente delicioso e somos obrigados a ir embora quando o sol se põe.

 

[...]

 

Termino o banho, estranhamente Lucifer hoje não insistiu em tomar junto comigo, deve estar interligado a tal surpresa, enquanto ligo para Trixie ele toma o seu banho. Tudo está bem em Los Angeles o que me deixa mais aliviada, Maze às vezes pode ser pior que uma criança de nove anos de idade.

Com o fim da ligação termino de me arrumar, desta vez opto por um vestido leve de cor branca, simples, mas ao mesmo tempo elegante. Mantenho meus cabelos soltos e finalizo com uma leve maquiagem.

Lucifer surge com um terno negro acompanhado de uma camisa branca. Seu clássico.

— Está muito misterioso com essa tal surpresa. — Comento.

— Surpras são surpresas. — Murmura se aproximando, há um sorriso maroto em seus lábios. — Pronta? — Ergue sua mão em minha direção.

— Sim, muito pronta. — Respondo animada.

 

[...]

 

Seguindo as instruções de Lucifer paro o carro em um porto. Está um pouco frio e estou tremendo.

— Chegamos? É aqui? — Questiono olhando ao redor, vejo bastante pessoas caminhando rumo a um navio enorme, daqueles que se faz cruzeiro pelo mundo.

Lucifer sorri. — Sim, o que acha de passarmos a noite e o dia de amanhã em um pequeno cruzeiro por Santorini?

Fico boquiaberta.

Isso foi uma surpresa e tanto.

— Lucifer isso seria... – Fico sem palavras. — Céus... — Sorrio largamente.

Ele sorri ainda mais.

— Mas, como vamos fazer? Eu não trouxe minhas coisas e nem você... Como vamos passar a noite e o dia todo no cruzeiro assim?

— Calma. — Segura minha mão. — Eu planejei tudo e escondido coloquei nossas coisas no porta-malas do carro. — Solta uma risada sapeca.

Maneio a cabeça em negativa. — Nossa, que esperto, hein?

Ele dá de ombros. — Não é atoa que sou o Diabo.

Ele sai do carro, faço o mesmo. Fecho a porta, já ele pega as malas no porta-malas.

— Ele parece lindo e enorme. — Comento deslumbrada.

Lucifer se coloca ao meu lado. — E de fato é enorme e acho que lindo também. — Ri. — Está com frio? — Questiona deixando as malas de rodinhas no chão.

De fato está um pouco frio o vento de hoje, estou toda arrepiada. Gentilmente ele tira seu terno cobrindo-me.

— Obrigada. — Sorrio derretida.

— Disponha. Marido é para isso, não? — Arqueia as sobrancelhas em questionamento.

Ele doméstico é lindo de se ver. O hmem mais fofo que conheci. Sabe aquele ditado? Lobo em pele de cordeiro? Lucifer é o contrario disso, cordeiro em pele de lobo.

 

[...]

 

Depois de deixar nossas coisas em uma suíte que luxuosa não a definiria bem, pois é muito mais que isso, resolvemos caminhar pelo enorme navio. Nele há um restaurante, sala de games enorme, há também um minio shopping , que mesmo sendo mini é enorme, onde há um cinema. Um local próprio para lazer, onde há piscinas e toboaguas. Outra piscina com direito há um palco com DJ e tudo mais, e ela é enorme. Bares e mais bares. Ou seja, muitas coisas para se ver, muitas distrações, além da própria em nosso quarto a noite. Uma hidromassagem, academia e uma sauna. Um lugar para se sair relaxado, caso esteja estressado.

— Qual o cronograma, Sr. Morningstar? — O encaro entusimasmada, estamos agora no local onde há as piscinas que nem a noite é calma.

Caminhamos de mãos dadas.

— O que acha de jantarmos? O restaurante aqui me pareceu de ótima qualidade e o serviço também, além do principal, o cardápio. — Sugere.

Assinto. — Claro, para mim parece perfeito, mas sabe como poderíamos finalizar essa noite?

Ele franze o cenho atento. — Como?

— Um cineminha.

— Como quiser, meu amor. E com direito a filme meloso, que eu sei que gosta. — Ele finaliza dando uma piscadela.

— Nossa, desse jeito vai chover, sabia? — Brinco fazendo-o retorcer a boca e rir também. — Brincadeira. — Acaricio sua nuca, quando de repente paramos um na frente do outro.

— Está desculpada. Sabe que não resisto a você, aos seus olhos e claro, sua boca. — Segurando meu rosto com as suas enormes mãos, Lucifer cola nossos lábios, um beijo calmo e terno. — Mas é sério que quer finalizar a noite com o cinema? — ele me encara depois de se separar de mim, para fitar meus olhos.

É impossível não rir de seu comentário.

— Tem outros planos para finalizar a noite? — Arqueio minhas sobrancelhas.

— Na verdade sim, tenho vários. — Responde.

— Já posso até imaginar quais sejam eles.

Lucifer assente. — Sei que pode, afinal o Diabo é o ser mais... Como vou dizer? Com mais luxuria que se existe, Detetive! — ele sussurra a ultima palavra em meu ouvido só para me provocar e claro, funciona como uma luva.

Engulo em seco.

— Minha Detetive... — Complementa fitando-me de um modo sapeca. — Algum problema? — Se faz de inocente com sua cara de cachorro sem dono.

Depois de respirar fundo e fechar os olhos algumas vezes e abri-lo, o encaro.

— Você gosta de fazer isso, não é?

Um sorriso enorme surge em seu rosto, mostrando seus lindos dentes. Perfeitamente alinhados.

— O que foi? Só porque disse “minha Detetive”?

Coloco o meu dedo indicador em seus lábios, calando-o.

— Não fale mais nada, ou não jantaremos e muito menos iremos ao cinema, tá bom?

Não sei o que está havendo, não sei se não os hormônios de gravida, ou o fato de estarmos em nossa lua de mel sozinhos, mas eu estou muito, muito mais... Como vou dizer? Fora de mim do que normalmente estaria.

Mas a verdade é que desde que conheci Lucifer me sinto assim, ele causa disso em mim. Um fogo sempre cresce dentro de mim pelo simples fato de vê-lo.

No começo o achava repulsivo, e sim, era verdade, eu não estava tentando mostrar algo que não era. Sempre fui sincera com ele. Mas com o tempo as coisas foram mudando, Lucifer se mostrou ser um cara que se importava com as pessoas ao seu redor, apesar de não querer demonstrar isso.

Então ele me salvou do Malcon, ajudou a recuperar a Trixie das garras daquele maluco e então comecei a vê-lo com outros olhos. De repente eu já não sentia repulsa por ele, ao contrario, no lugar veio um carinho e até um desejo por ele. Seu sorriso era sincero quando estava comigo, seus olhares carinhosos, e so comigo. Lucifer sempre me fez sentir-me especial, msmo com toda esssa “casca” escondendo-o.

Voltando ao mundo real escuto-o dar uma grande risada.

— Tudo bem, vamos ao resraurante, então?

Assinto e voltamos a caminhar.

 

[...]

 

Falar que o lugar é luxuoso não é digno o suficiente para descrevê-lo. Ele tem uma elegância própria, é muito clássico e romântico. Grande quantidade das mesas é de apenas dois lugares, redondas com forros brancos, tão clássico, cadeira estofada de cor vermelha e vê-las pela mesa.

É enorme, iluminado com enormes lustres por todo o espaço e um pequeno palco onde uma orquestra toca ao vivo e a cores.

Lucifer afasta a cadeira para que eu me sente, e em seguida se junta a mim a mesa.

— Boa noite, senhores. O MENU. — O garçom nos entrega. — Qualquer coisa estou a disposição. Com licença. — E então ele se vai.

— Pode pedir por mim. Confio em você. — Digo fitando-o.

— Tem certeza, não quer fazer o seu próprio pedido? — Questiona-me com toda atenção que só ele consegue.

Assinto. — Sim, você tem gostos ótimos, Lucifer.

— Tudo bem. Espero lhe agradar, então. — Sorri de canto.

 

[...]

 

Depois de um jantar agradável, com musica clássica, e um bom prato com risoto de frutos do mar, vamos rumo ao cinema, para finalizar a noite, pelo menos ao lado de fora do nosso quarto.

— Já escolheu o filme? — Lucifer questiona-me olhando os cartazes, com as mãos no bolso de sua calça.

— Estou em duvida. Me ajuda? — Digo.

Ele dá de ombros. — Se eu conseguir.

— Estou em Duvida entre esse. — Mostro o cartaz de “Como eu era antes de você” ou esse “ Cidade dos anjos”.

O cinema que há no cruzeiro não é de filmes de lançamentos e sim antigos mesmo, como estes, um de 2016 e outro de 1998.

— Me parece que esse, — ele aponta para a “Cidade dos Anjos”. — É bem a nossa cara, no nosso contexto. — Solta uma risadinha no final.

— Nunca viu esse? — O encaro.

Ele então nega.

— É um clássico do romance.

— Ah é? — Indaga surpreso. — Agora fiquei ainda mais curioso.

— Que ótimo. — Agarro um de seus braços e juntos caminhámos rumo à fila para comprar os ingressos e a pipoca.

— Esses dias estão sendo maravilhosos com você, sabia? — Lucifer murmura e aplica um beijo no topo de minha testa.

Sorrio apaixonada em resposta. — Eu te amo, meu anjo caído.

Ele sorri de canto de volta. — Te amo também, meu milagre divino.

 

[...]

 

Lucifer passou o filme todo vidrado no telão, na historia em si. Só se mexia para comer a pipoca e beber seu refrigerante.

— Caramba, aquela parte de pular do prédio para virar humano é meio maluco, mas tudo bem, pode se relevar, mas poxa, que final é aquele? Muito injusto! — Resmunga.

Rio de sua reação pos filme. — Isso se chama Drama, Lucifer. Nunca nada dá certo no final.

Ele maneia a cabeça. — E aquele Anjo só usa aquele sobretudo? Devia estar fedendo já, Anjos tem que tomar banho, os humanos pensam o que?

Ele é muito engraçado quando está assim todo bolado com alguma coisa.

— Mas você gostou do filme? — Pergunto-lhe na expectativa.

— Foi bem melhor do que eu esperava. Gostei sim. — Responde. — Vocês mulheres gostam de sofrer? Só gostam de filmes assim.

— Não é verdade, há filmes de romance com final feliz também, sabia?

— Então me apresente. — Exclama.

Rio.

Ele realmente ficou animado com esse filme. Parece uma criança descobrindo coisas novas.

— Acho que tudo que irei lhe apresentar agora é a cama a nossa espera. — Digo provocando-o.

 

P.O.V Lucifer

 

A nossa lua de mel está sendo magnifica, a cidade é linda, eu já conhecia, mas estar aqui com Chloe torna tudo ainda mais especial. Tudo com ela é ainda melhor.

Ela dorme em meus braços serenamente, sua respiração é calma. Não consigo descrever o que sinto por essa mulher. Não há palavras.

Meus olhos começam a pesar, amanhã o dia será cheio assim como hoje foi.

 

[...]

 

Nossa lua de mel transcorre perfeitamente bem, romântica e calma. Posso dizer que estou sendo um marido exemplar, mas não é difícil esse feito, Chloe é simplesmente uma mulher que qualquer um quer ao seu lado. É o final de mais uma tarde em nossa casa de praia e estamos sentados na areia lado a lado vendo o sol de por, fazíamos isso todos os dias.

Amanhã é o aniversário de Chloe, e já tenho um dia todo programado para ela.

Primeiro: Spar, para relaxar o dia todo, enquanto isso, organizo a casa de praia, que é quando chegamos ao segundo: Jantar a luz de vê-las, feito por mim, um clima todo romântico entre vários outros detalhes, que fará o dia dela perfeito, pelo menos é o que eu espero.

Só que acho melhor surpreendê-la logo no café da manhã mesmo, com um belo banquete feito por mim também.

 

P.O.V Chloe

 

Lucifer e eu estamos no mesmo sofá, juntos, grudadinhos, como eu amo estar com ele. Compartilhando momentos íntimos e simples, que significam tanto. À noite na Grécia e extremamente fria, estamos enrolados em uma coberta, enquanto assistimos TV e mantemos a lareira acesa.

— Amanhã é seu dia, hun? — Lucifer murmura enquanto afaga meus cabelos, meus olhos estão começando a pesar, mesmo que o filme que esteja passando na Tv seja muito, muito bom.

Isso se chama: gravidez.

Sorrio preguiçosamente. — Sim, estou ficando mais velha amanhã. Não tenho mais 20 anos, como o tempo passa.

Escuto-o dar uma risada. — Ora, fala como se existisse desde sempre. O que sobra para mim? — Brinca.

Rio. — Um velho rabugento!

— Assim me ofende! — Aplica um beijo em minha testa.

Lucifer sendo o meu amado, Lucifer.

— É sério, amanhã é o seu dia e vai ter surpresas. — Ele continua a dizer.

Viro-me para fita-lo. — Surpresas? Alem das que você sempre faz todos os dias?

Ele sorri. — Sim, além delas.

Maneio minha cabeça em negativa não contendo um sorriso em meu rosto. — Eu te amo.

 

[...]

 

 

Desperto preguiçosamente, ainda sm conseguir abrir meus olhos direito por conta da claridade que adentra o quarto nesse instante, mas com meus olhos semiabertos consigo ver Lucifer diante de mim, com um sorriso enorme em seu rosto e uma bandeja em mãos.

— Bom dia, minha Detetive. — Ele diz com a voz baixa, quase um sussurro.

Bocejo e depois de abrir totalmente meus olhos me sento na cama. — Café na cama?

— Hoje o dia será perfeito, assim como você merece. — Diz ele entregando-me um Iorgute.

— E como seria esse dia perfeito? Nós dois juntos? — Questiono entusiasmada, só de imaginar.

Ele nega. — Primeiro: Café da cama. Segundo: Spar. Terceiro: Surpresa que não revelarei. — Sorri sapeca.

— Dia no spar? Sabe que nunca tive tamanha mimo, não é?

— Por isso. — Ele coloca a mão em meu rosto e acaricia meu queixo. — Você merece isso e muito mais, sabe muito bem. Vai tirar um dia só para você em um spar, para relaxar, ok?

— E nossa lua de mel?

— Estamos em nossa lua de mel sim, mas já estamos faz alguns dias, hoje é seu anversário, podemos sair da rotina pelo menos por hoje, amanhã continuará sendo nossa lua de mel. — Sorri de canto.

Assinto. Ele tem razão.

[...]

 

Lucifer me deixa em um spar enorme, nunca havia frequentado um, ainda mais desse tamanho. Mal chego e logo sou tratada como uma princesa, com toda atenção que se pode ter.

Tudo é muito relaxante, o lugar em si é muito calmo.

Lucifer tinha razão em dizer que seria algo bom para mim, ainda mais estando no estado que me encontro. A calma tem que morar dentro de mim. E aqui é o lugar mais que perfeito.

 

[...]

 

 

Já é final de tarde, o dia passou tão rápido, nem percebi. Despeço-me das mulheres – que graças a Deus sabem falar minha língua – e saio do spar. Lucifer está a minha espera, já com outra roupa, um terno totalmente negro, todos os detalhes. Está simplesmente lindo.

Ele sorri largamente ao me ver saindo do lugar.

— Então, como foi? — Pega minha mão e a beija.

— Me sinto renovada. — Respondo-lhe sorrindo largamente assim como ele.

Lucifer ri. — Viu?

— Você tinha razão. — Acaricio seu rosto, sua barba rala pinica em minha mão.

Lucifer é lindo, de uma maneira que não consigo e nem há como descrever. Como amo esse homem, e é visível somente por seu ollha sobre mim que o que sinto é reciproco na mesma intensidade.

Ele então dá de ombros. — Sempre tenho, querida. — Diz de uma maneira bem humorada.

Maneio a cabeça em negativa.

— Pronta para mais surpresas do seu marido? — Arqueia uma de suas sobrancelhas.

Sorrio largamente, é impossível não o fazer.

Esse homem é demais. Demais.

— Mais que pronta.

Lucifer então entrega as chaves do carro para mim, para que eu o guie.

 

[...]

 

O sol se põe ao horizonte vagarosamente. Saio do carro, Lucifer logo vem ao meu encontro, todo atencioso, mais do que o normal, ou seja, ele está aprontando alguma, não que ele tenha escondido que faria algo.

— Surpresa é surpresa. — Diz ele de repente me vendando.

— Oh! — Murmuro surpresa.

Lucifer então me guia, não sei aonde iremos, onde estou. Não sei nada mais. Até que ele para, fico ainda mais ansiosa.

— Está pronta? — Sussurra em meu ouvido.

Meu coração quase sai pela boca.

Ele ainda me pergunta?

— Resta duvidas ainda?

— Feliz aniversário, Chloe.

Ele cai na risada e então retira a venda. Ao fazer isso me deparo com a casa de praia totalmente enfeitada, dos pés a cabeça de uma maneira muito mais do que romântica. Há pelatalas de rosas espalhadas pelo chão em todo a casa e velas, muitas velas. Uma enorme placa escrito: “Feliz aniversário, Chloe. De seu marido.”

— Lucifer... Não sei nem o que dizer diante... disso. — Murmuro pasma.

— Ficou assim tão ruim? Tudo bem que foi eu mesmo que decorei e tudo, eu fiz tudo sozinho... Ficou ruim mesmo? — Fita-me atendo.

Nego. — Não é isso, ao contrário, isso está lindo demais.

Percebo bilhetes de várias cores no chão também.

Franzo o cenho pegando um diante de mim.

— O que é?

— Tem vários pela casa. — Emcolhe os ombros. — são declarações, lembranças de como nos conhecemos, reflexões do quanto eu te amo e do quanto me faz feliz. Essas coisas. — Ele diz, seus olhos brilham intensamente.

— Você existe mesmo? — Indago perplexa com o papel em mãos, não consigo dizer nada mais que isso.

— Existo. — coloca uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha. — Sim, existo. E sou totalmente seu, Chloe. Só seu. — Encosta sua testa a minha, e ficamos ali, apenas sentindo algo tão forte chamado: Amor, mas na verdade nem sei se esse é mais o nome certo para o que sentimos um pelo outro.

Vai além.

Muito além.

É algo surreal.

Magico.

Celestial.

Tudo é simplesmente demais. Meu coração transborda felicidade.

—Vamos à mesa? — Lucifer entrelaça nossas mãose guia-me rumo à sala de hantar com uma mesa posta, com velas e tudo que se tem direito.

Lucifer afasta a cadeira para que eu me sente.

— Você cozinhou? — Fito-o.

Ele dá de ombros.

— Por que não? — Sorri de canto dando de ombros. — Sabe que até que sou um bom cozinheiro.

Assinto.

— É sim.

Às vezes bem melhor que eu até.

Ele então sorri novamente, enquanto coloca a mesa. Um aroma delicioso começa a se fazer presente.

— Seu prato predileto, salada de Quinoa, espero que goste. — Serve-me em seguida.

— Parece estar ótimo. — Digo com agua na boca.

Lucifer se junta a mim a mesa.

— Você é mesmo o marido ideia, sabia? — Comento depois de dar a primeira garfada na salada, que está uma delicia.

Ele beberica seu vinho branco e sorri em seguida. — Já ouvi muito isso! — Brinca.

Caio na risada.

Lucifer sendo Lucifer.

Como o amo.

— Hoje é seu dia, Detetive. Só estou o fazendo ser especial, assim como você é. — Coloca sua mão sobre a minha.

 

[...]

 

Depois de um jantar delicioso, uma sobremelsa de chocolate melhor ainda, de ler até me cansar os bilhetes de Lucifer pela casa e de fazer amor de modo louco e apaixonado no carpete da sala, Lucifer e eu estamos agora conversando sobre nossa vida futura juntos.

Confesso, não vejo a hora de voltar a rotina e ter a vida de casada com meu marido .

Sorrio boba ao imaginar tal feito.

— Sério mesmo que quer isso? Não está curtindo nossa lua de mel aqui? — Questiona ele enquanto acaricia meus cabelos.

Maneio minha cabeça em negativo achandi graça de sua pergunta.

— Claro que estou, alias, estou amando, seu bobo, mas não quer ver logo nossa vida de casados? Eu estou ansiosa. — O encaro na expectativa.

— Sim, claro. Com você tudo é só maravilhas. — Beija minha testa.

Meu celular começa a tocar e simplesmente não sei onde ele está.

— Ai não, deve ser a Trixie. — Me levanto indo à procura do aparelho por todo o canto.

Finalmente o encontro e por fim atendo a ligação, de fato é Trixie.

— Oi, meu amor. — Atendo.

— Oi, mamãe. To ligando para dar parabéns para a senhora. — Diz.

Sorrio.

— Oh! Obrigada, minha querida.

Ficamos conversando não faço ideia de quanto tempo, mas tempo suficiente para começar a matar a saudade que estou sentindo de minha pequena.

— Como ela sua prole? — Lucifer pergunta quando finalizo a ligação.

Suspiro.

— Bem, parece estar se dando bem sem mim. — Comento pensativa.

Ele então ri maneiando sua cabeça em negativa.

— Não precisa ficar com ciúmes. — Se levanta vindo até a mim, está totalmente desnudo. — Ela te ama, você é a mae dela e ninguém te tira esse posto. — Beija meus lábios.

Sorrio concordando.

— Eu sei.

— O que acha de assistirmos um filme? — Sugere.

— Uma ótima ideia, mas devo lhe adiantar que vista algo, ou não veremos nada.

Lucifer fica boquiaberto figindo surpresa.

— Está surpreso? — Pergunto.

— Totalmente, com sua audácia.

Rio.

— Sabe que não estou mentindo.

Ele assente.

— É, eu sei sim. — Dá uma piscadela e some rumo ao nosso quarto.

 

[...]

 

Com o final do filme, resolvemos dançar um pouco, hoje Lucifer estava extremamente romântico. Uma canção lenta toca ao fundo, enquanto dançamos juntinhos.

De repente ele fita-me nos olhos, há algo neles que não sei identificar muito bem, mesmo que eu verdadeiramente tente e tente muito.

— O que foi? — Questiono.

— O quê? — Dá de ombros. — Nada... Por que pergunta? — Sorri, mas não é nada verdadeiro ou expontaneo.

— Lucifer, eu te conheço e sei quando está escondendo algo, ou quando está estranho, o que no caso está acontecendo ambas às coisas agora. — Não paramos de dançar, conversamos enquanto o fazemos.

Ele franze o cenho, fá um longo suspiro desviando seu olhar do meu.

— Ei. — Faço com que ele me fite. — Não confia em mim?

— É que... — Hesita e ele raramente faz isso. —Eu não quero estragar a nossa lua de mel e aniversário com tolices.

— Não são tolices se te atormenta desta maneira. — Comento.

Luicifer retorce a boca e não me responde.

— Não vai mesmo me dizer o que é?

Ele engule em seco.

— Tudo bem. — Pausa. — É que agora entendo completamente o Pierce/Caim.

Franzo o cenho.

Por que Lucifer foi lembrar-se dele assim do nada?

— Como assim?

— Ele queria morrer, porque não queria mais ver as pessoas que ele mava morrer, certamente ele havia passado por isso uma, ou mais vezes. De fato, o que interessa que agora o entendo, é angustiante ficar a espera de tal feito. Você está feliz, mas no fundo, sabe que um dia essa felicidade chegara ao fim, e não terá nada que você possa fazer para mudar isso.

Assinto.

Agora tudo faz sentindo.

Sua angustia.

— Lucifer, sei que nunca se apaixonou antes, sei que nunca sentiu nada que está sentindo agora, que é novo e você tem medo, mas não se esqueça que nosso amor, o que sentimos vai muito além da morte, ou do que for, ok? — Envolvo seu rosto com minhas mãos.

Ele finalmente me dá um breve e tímido sorriso.

— Você sabe o que dizer no momento certo.

Sorrio de volta.

— Agora, deixe disso e, por favor, me mostre Santorini de cima? — Tento fazer com que ele esqueça essa historia.

Seus olhos negros brilham no mesmo instante que lhe digo tal coisa.

— Te dou o mundo, se assim desejar. — Murmuro inebriado de paixão.

Ele dá um passo para trás e com uma mexida de ombros apenas suas asas se fazem presentes. Enomes, lindas e brilhantes.

Fico como sempre que as vejo: fascinada.

É uma beleza que não sei descrever.

Lucifer ergue sua mão em minha direção, a qual a pego se hesitar. Ele então me levanta em seus braços sem dificuldades.

 



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