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História Me Ame - Capítulo 19


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Notas do Autor


Mais um!

Capítulo 19 - Capítulo Dezenove


P.O.V Lucifer

 

Nossa lua de mel chega ao fim, depois de duas perfeitas semanas com Chloe naquele paraiso na Grécia. Coloco nossas malas dentro do porta-malas de meu Corvette, Chloe já adentra o carro, então entro nele também dando a partida.

Daqui iremos para noss a nova casa, Chloe não sabe, mas preparei uma surpresa para ela, contratei um pessoal que levasse todas as coisas dela para a nossa nova casa e de Trixie e minhas coisas da LUX, para que quando chegássemos já tudo estivesse organizado.

— Para onde estamos indo? — Questiona-me ao perceber o caminho diferente que estamos tomando.

Fito-a com um sorriso sapeca no rosto.

— Lucifer, o que está aprontando? — Indaga atenta.

— Uma surpresa, claro.

Ela sorri.

— O que é agora?

— Nossa casa, ela está pronta. Suas coisas, as coisas da Trixie, do bebe e minha já estão lá, é só chegarmos e começarmos a nossa nova vida. — Digo.

— E a Trixie? — Ela está surpresa mesmo.

— Já está lá com a sua mãe. — Respondo.

— Nossa, você realmente planejou tudo, não foi? — Comenta embasbacada.

Assinto.

— É uma mania que eu tenho. — Dou de ombros.

Meu humor está melhor, mas ainda tenho aquela paranoia na cabeça. Vou marcar uma terapia com Linda, estou precisando.

— Você e suas manias, as quais amo. Vive me surpreendendo.

Rio.

— Eu gosto de te surpreender. — Explico simplesmente.

— Eu sei. — Concorda ela derretida.

— É o modo que tenho para sempre te dizer sem palavras o quanto te amo. — Sorrio de canto.

 

[...]

 

Estaciono meu Corvette em frente a nossa casa, o sol começa a ir embora timidamente, abro a porta para que Chloe saia do carro, a casa já está com um jardim devidamente organizando, com várias plantas e flores, assim como Chloe queria.

— A casa está do jeito que eu queria. — Comenta ela boba.

Rio fechando a porta do carro.

— Ué, mas ainda nem entramos.

Começamos a caminhar lado a lado de mãos dadas, Chloe está mais do que animada com a situação.

Adentramos a casa e encontramos logo de cara com Trixie e Penelope, ambas estavam a nossa espera.

— Mamys! — Trixie corre até Chloe e a abraça.

— Ah, fico tão feliz que tenham voltando. Estava sentindo a falta de vocês já. — Penelope vem ao nosso encontro.

Sorrio.

— Olá, minha sogra. Agora posso chamar assim não é? — Encaro Chloe que sorri de volta.

— Por que não? — Dá de ombros.

Sorrio ainda mais com sua resposta.

— Minha filha não poderia ter escolhido alguém melhor, Lucifer. — Penelope vem até a mim e me baraça.

Correspondo o contato e sorrio de modo amargo.

E se ela soubesse quem sou de verdade?

Teria ainda essa maneira de ver sobre mim?

Acho que não.

Penelope se separa de mim indo até Chloe, já Trixie vem ao meu encontro.

— Lucifer, senti saudades! — Ela agarra minhas pernas.

E a Trixie?

Ela obviamente nem faz ideia de que o que falo realmente é verdade. Tipo, tudo bem, não precisamos contar a verdade para a mãe de Chloe, mas para Trixie? Que é minha enteada? Irmã do meu filho? Ela tem que saber a verdade...

— O que foi? — Ela ergue o olhar em minha direção.

Engulo em seco e nego.

— Não é nada, pequena. — Dou-lhe o meu melhor sorriso.

Trixie corresponde.

 

[...]

 

Depois de olharmos todos nós juntos detalhe por detalhe da casa já pronta, pegamos nossas malas e por fim podemos viver no nosso novo lar. Amanhã de manhã, Penelope já pertira e começaremos nossa rotina normal no Departamento.

Trixie já está em seu novo quarto, o qual ela amou muito mesmo, como era o esperado, já que fizemos do seu jeito, da maneira que ela desejou. E sem falar que em seu quarto tem até o cantinho do “bichano” o gato que lhe deu depois de usarmos no nosso caso.

Chloe toma banho e eu? Bom, eu assisto TV, mas nem sei do que se trata, pois minha mente está longe. Acho que chegou o momento de colocar as cartas na mesa em relação a algumas pessoas importante em minha vida, ou seja, Trixie, ela tem que saber a verdade sobre mim e sobre seu irmão que irá nascer.

— Nossa, você está tão pensativo, Lucifer. — Comenta Chloe ao sair do banheiro, nem havia percebido tal ato.

Pego o controle desligando a TV em seguida e a fito.

— Senta aqui. — Indico com minha mão ao meu lado na cama.

— Tudo bem. — Murmura, parece desconfiada.

Ela o faz, ficando ao meu lado e mantendo o olhar sobre mim, curiosa e atenta.

— Eu estava pensando e... — Respiro fundo. — Não acho certo que Trixie não saiba sobre mim, por que... Bom, vamos conviver como uma família, e tem que haver sinceridade, não acha?

— Lucifer, você está querendo dizer que quer contar a verdade a Trixie? — Chloe encara-me séria.

— Sim. — Confirmo.

Ela então se coloca de pé e comaça a andar de um lado para o outro.

— Não sei, não. Ela é apenas uma criança.

— Eu sei. — Assinto e travo minha mandíbula. — E eu sei também que sou um monstro, pelo menos na visão de uma criança de sua idade. E sei que você como mãe não quer isso para ela, mesmo que se trate de seu marido. — Digo enquanto algo me dilacera por dentro, mas fazer o quê? Chloe tem razão, não posso lhe tirar a razão.

— É complicado, Lucifer. — Murmura angustiada.

Sorrio de canto indo até ela e acariciando seu rosto.

— Tá tudo bem. O que acha de conversarmos com Linda sobre isso? — Sugiro.

— Eu me sentiria melhor, mais tranquila com a opinião de uma profissional. — Chloe suspira aliviada.

— É claro que sim. Eu te entendo. — Aplico um beijo em sua testa.

Tento não deixar transparecer o quanto isso mexe comigo.

— Ela é minha filha, Lucifer. — Murmura fitando-me.

Assinto.

— Tudo bem, Chloe. Eu sei disso, tá bom? Não se preocupe. — Sorrio de canto. — Iremos escolher o melhor para ela, confie em mim.

— Eu confio. — Diz e então me abraça em seguida.

 

[...]

 

Chegamos ao consultório de Linda, depois de deixar Trixie no colégio e Penelope no aeroporto, depois daqui, iremos para o Departamento.

— Então querem saber se já é o momento propicio para dizer a Trixie sobre o Lucifer?

— E sobre a Maze, consequentemente também. — Complemento.

Linda assente.

 — Eu creio que sim, está no momento certo. Parece-me que a Trixie é uma criança esperta e madura.

— Sim, de fato ela é sim. — Concorda Chloe que está do meu lado atenta.

— E você diria a ela? — Questiono.

— Não, vocês mesmo. Os dois, Lucifer. Não há pessoas mais apropriadas a isso.

Engulo em seco.

— Eu também? — Espanto-me.

— Sim, você.

— Mas... — Hesito ficando sem palavras.

— E se ela de repente não conciliar bem as coisas? — Choe está visivelmente preocupada.

Certamente ela está arrependida de ter se casado comigo. Um mosntro, com todas as palavras.

— Sempre é prefirivel a verdade. — Linda ajeita seus óculos nos encarando. — Vocês não acham? — Pausa, então eu e Chloe nos entreolhamos. — E vocês? Não iriam desejar saber a verdade logo de uma vez ao invés de descobrir quando já for adulta?

Chloe assente.

— Claro. Iria ser horrível ela saber disso somente anos mais tarde.

— Ela se sentiria muito enganada. — Concordo.

— Exatamente. — Linda diz gentilmente. — Chloe, não gostaria de ter se enterado da história de Lucifer antes?

Chloe acena com a cabeça enquanto reflete por alguns instantes.

— Sim, muito na verdade.

— Então é isso, é só se colocarem em seus devidos lugares.

Chloe dá um longo suspiro.

— Acontece Linda que não quero que Trixie pense que a enganamos, não quero que ela pense mal do Lucifer, que tenha medo dele. Ele é meu marido e quero minha família unida. — Vejo lagrimas em seu olhar, está muito afetada com a situação. — Acho que tínhamos que ter pensado nisso antes do casamento. — Limpa a lagrima antes que escorra por seu rosto.

A encaro.

— Está arrependida?

Minha expressão é péssima, posso até me imaginar no reflexo de um espelho.

— O quê? — Ela arregala seus olhos azuis no mesmo momento. — Obvio que não, eu só queria não ter que pensar nisso agora, não ficar angustiada agora, quando poderíamos estar só aproveitando nossa vida de casados, Lucifer. Eu te amo e nunca me arrependeria do que fizemos, tá bom? — Agora percebo uma certa magoa.

Não falo nada, não tenho nada para falar, na verdade.

Pigarreio e volto o meu olhar para a Linda que nos fita com atenção, daquela maneira de terapeutra que ela sempre faz.

— Essa etapa que estão passando no momento é para melhorar as coisas e não causar conflitos, então se acalmem, por favor. — Diz camalmente.

Assinto sem graça.

— Tudo bem. — Exclama Chloe.

— Acho que a história da Trixie já está tudo certo, não? Falem com ela hoje à noite, vocês dois juntos. — Sorri docemente.

Chloe então suspira.

— Iremos fazer isso.

Esfrego minhas mãos nas calças.

— Tudo bem, Doutora.

Nos levantamos em seguida, Linda faz o mesmo.

— Lucifer, temos uma consulta hoje no final da tarde, não se esqueça. — Recorda-me ela.

Assinto.

— Estarei aqui

[...]

 

Estaciono meu carro e logo quando o faço, Chloe abre a porta para sair do mesmo. Não falamos nada durante todo o trajeto. Pisei na bola, eu sei e agora tenho que concertar isso.

Abro a porta, ela já pisa duro rumo ao prédio do Departamento.

— Chloe! — Consigo por fim a alcançar e pego seu braço de modo delicado, mas o suficiente para intervir-la.

— O que é, Lucifer? — Me encara com cara de poucos amigos.

— Não fique chateada comigo.

Ela cruza os braços e me encara ainda mais irritada, até bate o pé.

— Eu já estou!

— Eu sei que falei besteira, mas tente entender que as coisas para mim não são fáceis. — A raiva de mim só aumenta mais a cada palavra dela.

— E para mim são? — Comprime os olhos enquanto me encara duramente. — Estamos nessa juntos, Lucifer. E se você se acha um monstro, tudo bem, mas não se esqueça de que eu sou casada com esse tal monstro, por tanto, se as coisas não são fáceis para você, também pode ter certeza absoluta, que não são para mim também! — Posso até escutar seus dentes rangindo, tamanha sua raiva.

Caramba... Não mexa com uma mulher gravida...

Respiro fundo.

Ela tem razão.

Sou conhecido por ser dramático, mas acho que ela também está sendo. Só fiz uma pergunta básica. Nada demais.

— Não precisa ficar emburrada assim, Chloe. Eu somente lhe fiz uma simples pergunta. — Tento amenizar a situação.

— Uma pequena e simples pergunta, mas com tantos siginificados que magoam, sabia? — Diz ela mais calma, pelo menos isso, só que eu seu olhar vejo que realmente a magoei.

Droga!

Coloc minha mão na cintura e encaro o chão.

O que vou fazer agora?

Como poderei corrigir esse erro?

Inferno!

— Vamos logo. Temos muito trabalho a nossa espera. — Chloe diz virando as costas para mim e já começa a caminhar.

— Não, não, não! — Me coloco em sua frente a impedindo mais uma vez de ir para o Departamento, sei que se isso acontecer, só iremos conversar no final do dia e eu não suportaria ficar o dia todo brigado com ela.

— Lucifer, não estou brincando.

— Nem eu. — Garanto, então sem hesitar fico de joelhos diante dela.

— O que pensa que está fazendo? — Arregala seus olhos perplexa.

— Vou pedir desculpas.

— Levanta e para com isso, tem gente olhando. — Ela murmura entre os dentes olhando ao redor, está travada com a situação.

— Quem liga? — Indago dando de ombros.

— Eu ligo!

— Chloe, me perdoe, é sério! — Agarro suas mãos.

— Lucifer, não é para tanto! — Chama minha atenção?

Franzo o cenho.

— Sério? Por que há minutos atrás, parecia bem sério, Chloe. — Digo sério.

— Levanta, e aí conversamos, anda! — Ordena e no mesmo instante o faço, mais aliviado por ela querer me escutar. — Tem 5 minuitos, ou iremos chegar atrasados no Departamento.

— Prciso de menos. — Digo aliviado.

— Sério? — Fita-me revirando os olhos. — Convencido, hein?

Rio.

— O tempo está correndo, sabia?

Fico sério novamente.

— Chloe, eu sei que você me ama, não tenho duvidas disso, ainda mais depois de tudo que passamos juntos, mas essa história da Trixie me coloca maluco, porque ela também é importante para mim, vocês são a minha vida. — Seguro mais uma vez sua mão.

Ela retorce a boca, parecendo que irá seder logo, logo, para meu alivio.

— Não fique mais chateada, sabe o quanto te amo. Não iremos começar nossa vida de casados assim, nesse clima ruim. Não iremos deixar mais essa barreira nos vencer, afinal já derrotamos tantas. — Sorrio de canto.

Finalmente ela me dá um sorriso e sei que ganhei a batalha.

Ufa!

— Eu te amo. — A beijo, Chloe então me corresponde, deixando-me ainda mais aliviado.

— Eu também te amo, sei ingrato. — Ela sorri derretida.

— Não sou ingrato. — Nego rindo.

— É sim. — Ela me beija novamente.

Agora tudo está de volta como se deve ser, e nunca me senti mais aliviado do que agora.

 

[...]

No Departamento tudo continua do mesmo jeito. Dan está bebendo seu café da cozinha, Ella em seu laboratório e a Tenente em sua sala, aparentemente bastante concentrada.

— Tudo igual. — Comento olhando ao redor.

Chloe assente fazendo o mesmo.

— Então, saudades? — Fita-me.

Sorrio de volta.

— É bom estar aqui. — Digo. — Ainda mais assim. — Entrelaço nossas mãos. — Casado com a mulher mais estonteante do mundo. — Sorrio de canto.

Chloe cora em resposta.

— E fica ainda mais linda quando cora. — Rio.

— Bobo! — Revira os olhos.

Chloe vai para o laboratório onde Ella está e ao longe vejo que a Tenente ainda está em sua sala, ela fita-me, mas finge que não estou ali.

O que é ótimo.

— E aí, Dan. — Vou até a cozinha.

— Lucifer. — Sorri. — E aí, como foi sua lua de mel, cara?

Sirvo-me de café também. Hoje esqueci de trazer meu cantio, então café há de servir.

— Foram ótimas, muito mais que isso, mas vou lhe poupar os detalhes. — Sorrio.

Ele sorri aliviado.

— Te agradeço.

— Como está tudo aqui no Departamento?

— Ah, igual, só a Tenente que está mais estranha do que nunca.

Franzo o cenho.

— Estranha?

— É, tipo, caladona e menos chata do que o normal. — Dá de ombros.

— Que bom.

— Isso é. — Ri.

— Caso novo?

— Que bom que perguntou. — Pega alguns documentos sobre a mesa. — Novo caso para nos dois.

— Iremos trabalhar juntos?

— Sim.

Sorrio.

Funcionou mesmo a Tenente ser descoberto a verdade.

— Adoravel. — Começo a folear os papeis.

 

P.O.V Chloe

 

Quando chego ao Departamento vou diretamente para o laboratório, onde Ella analisa algumas evidencias.

— Chloe! — Exclama com entusiasmo quando me ver entrar pela porta.

Sorrio de volta.

— Oi, Ella.

— Nossa, mas está mesmo revigorada, hein? A sua lua de mel fez mesmo bem. — Me olha de cima em baixo.

Rio.

— Ah é?

— Então, como foi a lua de mel, hun?

— Ah, mas eu também quero saber! — De repente Charlotte entra no laboratório do nada.

— Oh, Charlotte, oi. — Digo surpresa.

— Como vai querida? — Vem até a mim e me abraça.

Desde que ela descobriu a verdade sobre Lucifer e começou um relacionamento com Dan, estamos construindo uma amizade muito boa, coisa que não se é comum comigo, não tenho muitas amizades.

— Eu estou ótima.

— E quem não estaria? Passando uma lua de mel inteira da Grécia, é perfeito. — Comenta ela.

Sorrio boba.

— Foi muito bom. Demais, tudo perfeito, gente.

— Conta, Chloe, anda! — Os olhos negros de Ella chegam brilham na expectativa.

— Bom, para começar o Lucifer foi perfeito, todo dia era uma surpresa diferente, ele sempre me surpreendia cada dia mais, não há tédio com esse homem.

— E seu aniversário como foi? — Questiona-me Ella.

— Não, nossa... O Lucifer, ele me surpreendeu ainda mais nesse dia, ele cozinhou, enfeitou toda a casa e espalhou bilhetes românticos por toda a casa. Foi simplesmente magtnifico.

— Nossa, que fofo!

— É, o Lucifer é um marido bem a moda antiga mesmo. — Concorda Charlotte.

— Seu enteado. — Comenta Ella sorridente.

— Meu o quê? — Charlotte indaga confusa.

— Bom, tudo bem que é ex- enteado, né? Mas é um pequeno detalhe. — Ella ri.

— Oh, sim, claro. — Charlotte se dá conta da situação.

 

[...]

 

Lucifer está em pleno caso com Dan, então como já é horário de almoço fui almoçar com Ella e Charlotte.

— Chloe e como está a gravidez? — Questiona Charlotte.

Estamos já no restaurante próximo ao Departamento.

— Bom, essa semana irei ao médico, mas eu estou me sentindo bem, melhor do que nunca. — Sorrio contente.

— E já escolheu o nome? — Pergunta-me Ella.

— Sim, o nome vai ser Jack.

— Nome lindo. — Elogia Charlotte.

— Obrigada.

— sua barriga tá enorme e isso é tão emocionante! — Ella quase explode de entusiasmo.

Ela é tão feliz com a vida.

Sorrio acariciando minha barriga.

— Já sentiu ele chutar? — Charlotte questiona.

Nego.

— Ainda não, mas Lucifer está quase morrendo de ansiedade. — Rio.

— Homens. — Revira os olhos achando graça.

 

P.O.V Lucifer

 

Com o fim do dia, Chloe com o carro-patrulha, já eu vou a caminho do consultório de Linda que me espera.

— Olha só, hoje você foi bem pontual. — Comenta olhando em seu relógio quando passo pela porta.

Franzo o cenho.

— E quando não sou? — Arqueio minhas sobrancelhas em questionamento.

— As ultimas vezes não muito.

Retorço a boca.

— Eu estava um pouco atolado com as coisas do casamento. — Sento-me no sofá.

— Tudo bem. — Ela cruza suas pernas e fita-me. — Podemos começar?

Assinto.

— Me diga Lucifer, o que te atormenta desta vez? Ainda sobre a Trixie?

Nego.

— Não exatamente. — Me ajeito no sofá para começar a me expressar, afinal Linda sempre me ajuda e para isso acontecer sempre tenho que contar cada detalhe. — É que algo que eu pensei que estivesse ficado no passado de repente voltou a me assombrar, para ser mais exatato, na minha lua de mel.

— E o que é?

— Uma palavra, Doutora: Morte. — É tudo que eu digo e logo sua feição muda, ela entendeu onde queria chegar.

— A morte é algo inevitável, você sabe.

Assinto.

— Então vou ser breve também, Lucifer. — Dá uma pausa. — Confie no seu Pai, ele a colocou no seu caminho por um proposito, ele tem um proposito final e sei que independente do que aconteça, vocês terminaram juntos, sei pai lhe disse não foi?

Assinto.

— Disse Linda. Ele disse que me quer com a Chloe.

— Então, esqueça e viva a sua vida. — Sorri.

E mais uma vez ela está certa.

— Chloe sempre estará ao seu lado e vice-versa. Não se preocupe. — Pausa. — É com o dizem: O que Deus uniu, ninguém separa.

Sorrio.

Boa colocação.

 

[...]

 

Chego em casa e sinto um delicioso aroma de espaguete a molho bolonhesa que Chloe faz perfeitamente bem ao forno.

— Boa noite. — Fecho a porta e encontro Chloe na cozinha e Trixie na sala brincando com seu gato.

Chloe apenas sorri e continua seus afazeres.

— Lucifer que bom que chegou, mamãe disse que depois do jangar vamos ter uma conversa de família. — Trixie diz vindo até a mim.

Engulo em seco e fito Chloe.

— Vai ficar tudo bem. — Garante ela.

— É isso aí, prole. — Tento dar-lhe meu melhor sorriso.

Em seguida vou até Chloe, a tensão tomou conta de meu copor totalmente.

— Vai dar tudo certo. — Ela segura minha mão em seguida.

Suspiro.

— Espero que sim. — É tudo que digo.

P.O.V Chloe

 

Coloco as louças na maquina, Lucifer e Trixie assistem desenho na sala, ambos no mesmo sofá e conversam animadamente. Caminho rumo aos dois me sentando do outro lado de Trixie, de modo que ela fique no meio.

— Hora da conversa. — Anuncio.

Lucifer então pega seu cantil e dá um grande gole em seu Uisque.

Ele está nervoso.

— O que é? — Trixie me fita. — É sobre meu irmãozinho?

— Não meu amor, é sobre o Lucifer.

Ela então encara o mesmo.

— O que é que vocês têm?

Lucifer então se ajeita no sofá.

— Trixie, lembra aquela historia que eu te contei sobre “A Bela e a Fera”?

— Sim, gostei mais da sua versão da história, na verdade.

Lucifer sorri.

— O que tem aquela historia?

— Acontece que aquilo que eu te contei é realidade, não é uma historia de contos de fadas, é verdade. — Diz ele todo tenso.

— Ah, vocês estão querendo me dizer que o Lucifer é o Lucifer? — Trixie me fita em seguida e volta a olhar para ele.

— Bom... Sim, por que? — Questiono sem entender.

— Bom, acontece que eu sempre acreditei no Lucifer, sempre soube da verdade. — Dá de ombros.

— O que? — Lucifer fica pasmo.

— Sim.

— Está falando sério, filha?

Estou em choque.

— É claro, mamãe. — Ela sorri. — Eu sei que o Lucifer é o Diabo, que o Amenadiel é um anjo e que a Maze é um demônio.

Fico boquiaberta e Lucifer sem ação.

— Podemos ver um filme? — Ela então vai até a enorme estante em busca de um.

— Essa prole só pode estar de brincadeira... — Murmura Lucifer.

Rio totalmente em choque.

— Dessa vez ela me surpreendeu mesmo. — Digo.

— O que acha desse filme? — Ela ergue um filme como se nada tivesse acontecido.

Dentro de mim passa um alivio enorme, depois do choque claro e surpresa.

[...]

 

Estamos em nossa vigésima e não sei quantas rodadas de “Monopoly” que começamos a jogar depois do filme que assistimos escolhido por Trixie.

Como criança é prura, não?

Ela de fato não liga a mínima para quem eu sou ou deixo de ser.

— Hora de dormir, Trixie, ou amanhã não acorda para o colégio.

A mesma faz uma enorme carranca.

— Tudo bem... — Se coloca de pé. — Amanhã você, o Papai ou a Maze que irão me buscar?

— Bom, ainda não sei, mas pode ter certeza que alguém irá. — Responde Chloe atenciosamente.

— Lucifer, conta historia para eu dormir? — Ela sorri docemente me pegando desprevenido.

Minha boca se escancara no mesmo momento.

— Quer que eu... Conte uma história para você?

— Sim, não fazia isso antes? — Ela dá de ombros.

— Tudo bem. — Murmuro atonico.

Trixie sobe as escadas indo para o seu quarto. Fico ali parado, sem ação, totalmente sem ação.

— Tudo bem?

— Não, não mesmo.

Chloe sorri e beija-me meus lábios.

— Acho melhor você ir, ou ela vem te buscar.

Assinto e vou então até o seu quarto.

Chegando lá a encontro já em sua cama, deitada como se deve somente a minha espera.

— Então o que quer ouvir hoje? — Sento-me na poultrona ao lado de cama.

— Uma história legal.

— Legal, é? Tipo o quê? — A encaro.

— Tipo a sua história. — Sorri.

— Quer ouvir mesmo minha história?

Ela assente.

— Não tem medo de mim?

— E por que eu teria? — Indaga confusa. — Você é um anjo.

— Não é bem assim. — Digo.

— É assim sim, você que é teimoso. — Cruza os braços. — Vai me contar ou não?

Caio na risada.

Ela é mesmo uma figura.

— Tudo bem. — Cruzo minhas pernas pronto para começar.

 

[...]

 

Preparo-me para dormir, Chloe e eu estamos lado a lado escovando nossos dentes. Em seguida me deito à cama, e fico a sua espera, que logo aparece se juntando a mim na cama.

— Olha, vou ser sincero, Trixie me pegou de surpresa. — Comento.

Chloe então se coloca de frente para mim e acaricia meu rosto.

— Ela também me deixou sem ação. — Sorri.

— Para ela tudo continua igual, ela sempre acreditou no que eu dizia e nunca teve medo. — Murmuro.

Chloe assente.

— Está cansada? — Mudo de assunto pegando sua mão e a beijando.

— Só um pouco. O dia foi um pouco cheio hoje. — Sorri preguiçosamente, seus olhos começam a querer pesar.

Pauso a mão em seu ventre e Chloe coloca a sua mão sobre a minha.

— Descansa. — Sussurro serenamente começando uma caricia em seus cabelos.

Tudo se torna um silencio, até que sinto algo em minha mão, tipo um cutucão. Chloe no mesmo instante abre os olhos.

— Sentiu isso?

Assinto confuso.

— O que é?

— O bebe, Lucifer. Ele chutou. — Diz entusiasmada.

Sorrio como um bobo, esse sorriso se parece muito como quando vim a terra pela primeira vez. Parecia uma criança com seu brinquedo novo.

— Ele... Ele chutou? — A felicidade está estampada em meu rosto.

— Sim. — Chloe concorda emocionada.

Continuo com minha mão ali no mesmo lugar a espera de mais chutes por vir, mas nada acontece.

— Acho que ele ficou tímido. — Resmungo.

Chloe ri.

— Se ele puxar o Pai não sofrerá de timidez. — Me provoca.

— O que quer dizer com isso, Chloe Decker?

 — Isso mesmo que escutou, Sr. Morningstar.

Sorrio indo em busca de sua boca junto a minha, coloco meu corpo sobre o seu, enquanto nossas línguas danças em uma sincronia perfeita. Sei bem como essa noite irá terminar, e sinceramente temos que aproveitar isso enquanto podemos, pois logo, logo Chloe estará com a barriga enorme, sem nem conseguir andar direito.

 

[...]

 

Meses se passam. Muitos meses. A vida de casados entre mim e Chloe estava muito mais que perfeito, sabe aquela frase: Se melhorar estraga? Pois bem, exatamente assim que eu me sentia. Tudo ia muito, muito bem. A gestação de Chloe também, o bebe, o nosso Jack estava perfeitamente saudável e já estavam com seus oito meses de gestação, estava quase chegando o nosso querido bebe e eu não via a hora desse momento chegar. A ansiedade era dona de mim já alguns meses.

As coisas no Departamento estava a mesma coisa, tirando o fato de agora Chloe não estar trabalhando nem mesmo no laboratório, sua gestação agora necessita de cuidados a mais, por estar em seu final. E sinceramente sem ela, aquele lugar é um verdadeiro porre.

— Ei, cara. — Dan chega depois de mim o que não é muito comum.

Estou na mesa de Chloe.

— Ora, finalmente Daniel. — Se coloc de pé e ajeito meu terno luxuoso.

— Teve uma reunião de Trixie, eu tive que estar presente, Chloe não pôde, sabe muito bem que ela nem está saindo de casa. — Beberica seu café amargo.

Assinto.

— Sim. — Suspiro. — Meu lugar tinha que ser ao lado dela, mas essa Tenente é um verdadeiro porre. — Bufo.

Dan então assente.

— Sim, ela quer você aqui, cara. — ele organiza sua mesa. — Mas não se preocupe que a Penelope está cuidando bem dela.

— Cuidando está, mas deixa a Chloe muito mal humarada, sabe que a mãe dela e ela às vezes dão uns discutidas.

— Ah, Lucifer, mas isso é normal. Aquelas duas vivem brigando, mas não se desgrudam. — Ri.

 — Tenho que concordar.

— Garotos, ficaram sabendo da novidade? — Ella surge com seu animo contagiante de todos os dias.

Franzo o cenho.

— O que é?

— Não sei de nada, Ella.

— Tem um novo Detetive na área, ele é gato e é super misterioso, sabiam? — Sorri encantada.

— Está no lugar da Chloe?

— Não, só resolveram aumentar a frota. — Responde ela.

Assinto.

— E onde está ele? — Olho ao redor e não vejo ninguém novato.

— Está em um caso já, mas certamente deve aparecer depois do almoço.

— Que seja. — Pego meu cantil. — Vamos ao caso, Daniel?

— Vamos lá.

 

[...]

 

Finalizamos uma investigação na metade do dia, por tanto eu estava liberado. Agradeci mentalmente por isso, queria estar ao lado de Chloe.

— Por tanto estou liberado suponho? — Ergo-me da cadeira mais que satisfeito.

— É, acho que seu dia acabou sim. — Concorda Dan.

— Ótimo. — Viro-me e então dou de cara com um homem da mesma altura que eu, cabelos loiros, olhos azuis, bastante angelicais e com um sorriso audacioso nos lábios. — Olá? — O encaro confuso.

— Sou Steve Harris, o novo Detetive. — Ergue a mão. — Lucifer, não é?

Assinto e pego em sua mão.

— Extamanete.

— Ouvi muito falar em você.

— Ah é? — Inclino minha cabeça de lado.

Algo nele não me cheirava bem, na realidade ele me parecia bastante conhecido, não me era desconhecido, nem um pouco.

Por que estou sentindo isso?

— Claro, seu nome é peculiar. — Solta uma risada breve, então atola suas mãos dentro das calças jeans surradas.

— Verdade, mas enfim, meu nome é único.

— Sim, verdade.

O analiso.

Que inferno...!

De onde o conheço?

Ele é tão seguro de si, parece alguem, me faz lembrar de alguem, mas eu simplesmente não consigo saber de quem se trata. Está na minha mente, mas não sai.

— Eu vou indo, tá bom? — Digo por fim.

— Oh, não. Antes pode me ajudar no meu caso?

— Ah, sério? Eu estava indo embora, meu caro. — Respondo-lhe.

— É coisa rápida. Ouvi dizer que você é um dos melhores aqui, tirando sua mulher.

Assinto meio contragosto.

 

[...]

 

Quando finalizamos o tal caso, já é noite, tarde da noite e isso me deixa bastante contrariado. Dan já não se encontra no Departamento, somente a Tenente e a Ella, além de nós dois que estamos finalizando o maldito relatório.

— Ouvi falar bastante de você e da Decker, grande história, hein? — Ele fita-me, seus olhos azuis cintilam.

Sinto que o conheço, ainda estou com essa ideia fixada em minha mente, mas de onde?

— Bom, sim é uma grande história. — Respondo.

Ella e a Tenente caminham em nossa direção.

— Boa noite, meninos. — Murmura Ella derretida para o tal Steve que lhe sorri de volta.

— Boa noite, Ella.

— Boa noite a todos. — A Tente se vai sem me olhar direito e isso faz com que eu segure um riso de satisfação.

— Nossa, mas ela está muito estranha. — Comenta Ella.

Dou de ombros apenas.

— Boa noite de novo — Ella murmura mais uma vez.

— Boa noite, Srta. Lopez. — Respondo-lhe achando graça da situação.

Nunca tinha visto ela “apaixonada” por ninguém.

— Boa noite, Ella. Nos vemos amanhã. — Responde Steve, então Ella se vai com um sorriso de orelha a orelha no rosto.

Maneio a cabeça em negativa.

— Ótimo que ficamos sozinhos, Lucifer. — Diz Steve quando a porta se fecha enquanto fita-me e coloca os ducomentos sobre a mesa perto de nós.

Fito-o confuso e franzo o cenho.

— Como assim?

— Eu tenho uma conversa com você, séria. — Diz.

Comprimo os olhos o analisando com cautela.

O que ele é?

— Você me deve uma vida, Samael meu irmão. — Exclama e então suas enormes asas brancas e brilhantes se fazem presentes.

Minha mandíbula se trava. — Miguel?

— Sim, — Ri irônico. — Essa casca não é demais? — Abre os braços. — Esse coitado estava morrendo no hospital depois de levar dois tiros, então eu achei que seria o momento perfeito de colocar meu plano em pratica, uma vez que o cara era Detetive. — Explica.

— Plano? — Indago.

— Você só não está com a sua Detetive, como também ela espera um filho seu. — Se aproxima de mim ficando frente a frente. — Tem noção do que isso significa? — Me encara sério. — Sangue humano misturado com o celestial. Um Nephilim, isso nunca, jamais aconteceu antes. E isso eu não poderia permitir, nem eu e muito menos todos os nossos irmãos que estão por vir.

Meu coração dispara fortemente no peito.

— Os outros estão vindo?

— Sim, e acredite isso não vai acabar bem, — Dá duas cutucadas em meu peitoral. — para você. — Completa.

— O que vocês pensam em fazer, Miguel?

— Nossos irmãos, todos eles, menos Amenadiel e Azrael, é claro. — Revira os olhos. — Estão furiosos, irmão, e em busca de justiça divina, paz celestial, que tudo fique em ordem como se deve e estão sendo liderados por mim, é claro.

— Mas o Pai deseja que eu e Chloe fiquemos juntos, Miguel. — Digo.

— O Pai? — Ele gargalha. — O Pai está confuso e se ele realmente quisesse isso, estaria me intervindo agora, Samael.

Fecho minhas mãos em punhos.

— Está falando em uma guerra celestial?

— Finalmente está falando minha língua irmão.

— E essa guerra celestial levaria a morte do meu filho? — Engulo em seco.

— E a morte de sua esposa também. Nada mais justo. — Ele dá de ombros, há tanta serenidade em sua maneira de falar, chega ser frio.

Meu corpo começa a tremer de fúria, mas me controlo. Não posso fazer nada de errado nesse momento, tenho que agir de cabeça fria.

— E o que poderia reverter essa situação?

Miguel sorri sinico. — Você indo embora para o inferno e deixando ela e seu filho, o que sabemos que não irá fazer, não é? Da ultima vez você não o fez e nem estava casado com um filho à espera. — Toca meu ombro.

Fico estático.

— Não pode matar um humano. — Recordo.

— As regras vão vale mais, Lucifer, você quebrou várias delas, por que eu não poderia, hun? — Dá um tapinha em meu rosto me provocando.

Miguel está maluco, não sabe mais o que faz ou diz.

Fecho minhas mãos em punhos.

— Sabe que jamais irei permitir que toque em um fio de cabelo sequer da Chloe.

Miguel assente.

— Eu sei sim, é o que torna ainda mais interessante, Lucifer. — Sorri e começa a andar pelo Departamento. — Pensa bem, três anjos e um demônio contra um exercito de Anjos? Vocês tem chance? Chloe se salvará? — Diz sascastico.

Trago a saliva.

O medo toma conta de mim pela primeira vez em tempos.

— Admita, irmão, pelo menos deta vez admita, eu vou vencer.

— Até pode vencer, Miguel, mas eu vou lutar dia após dia, para manter Chloe a salvo. Minha família a salvo. — Deixo claro.

 — Tudo bem, mas saiba que você tem 24 horas para o apocalipse.

— Apocalipse? Você é maluco, Miguel? Vai provocar um apocalipse? — Indago incrédulo.

— O que você quer? — Diz furioso, mas com a voz calma. — O filho do Diabo está sendo gerado, é o fim dos tempos!

Assinto de um modo amargo.

— É uma pena que você veja assim, porque o que há entre mim e a Chloe é o mais puro amor, e Jack, meu filho é o resultado do que sentimentos. Um amor abençoado pelo Pai.

— 24 horas. — Diz somente recolhe suas asas e some.

O que fazer?

Não sei como agir...

Estou em choque.

Em meu bolso da calça meu telefone vibra e ao pegá-lo vejo que é Chloe que está me ligando. Não atendo.

O que vou dizer a ela?

Guardo meu celular novamente e saio do Departamento às pressas. Vou em busca de Amenadiel, ele vai me ajudar.

Enquanto dirijo a ansiedade é tanta que ligo para ele.

— Luci, tudo bem?

— Não, nada bem. — Respondo rápido. — Me encontre no anrigo apartamento da Chloe? Estou indo para la, temos que conversar você e a Maze.

— Tudo bem, mas não pode me adiantar? — Sua voz é preocupada.

Nego.

— Me encontre lá.

— Tudo bem, irei para lá.

Desligo o telefone sem dizer mais nada.

 

[...]

 

Chego ao antigo apartamento de Chloe, e Amenadiel e Maze já estão a minha espera.

— O que aconteceu? Por que me mandou aquela mensagem estranha? — Maze vai logo perguntando.

Fecho a porta e então me aproximo deles que estão na sala.

— Miguel está de volta, ele está no corpo de um jovem Detetive e ele disse que está recrutando nossos irmãos para uma guerra celestial por causa do bebe, do meu filho. — Digo tudo de uma vez.

Amenadiel empalidece.

— Está falando de guerra celestial?

Assinto enquanto começo a andar de um lado para o outro. Estou em pânico, com medo e sem saber o que fazer nessa situação extressante.

— Sim, Amenadiel. É isso que ele planeja. Falou até em apocalipse.

— Mas isso é impossível, Luci, nossos irmãos jamais se sujeitariam a isso e o nosso Pai?

Passo minha mão entre meus cabelos aflito.

— O Miguel fez a cabeça deles, certamente, ele está no comando, não sei. Vai saber o que Miguel disse a eles, e enquanto ao Pai... — Suspiro forte. — Eu não falo ideia, não sei o que pensar, só sei que temos 24 horas para agir, antes que ele o faça, temos que bolar um plano, não sei.

— Lucifer, está maluco? — Maze indaga incrédula. — Qual seria o plano? São somente dois anjos e um demônio contra um batalhão!

— Agora são três! — Azrael surge do nada.

— Mesmo assim! — Maze retruca.

— O Pai ainda não sabe dessa loucura de Miguel. — Diz ela.

— Então vamos dizer, ué.

— Ah, como ele não sabe? — Indago incrédulo e possesso agora. — ele é Deus, ele sabe de tudo, caramba!

— Luci, o Pai nunca age, nunca, jamais apareceria na terra ou qualquer outra loucura. — Recorda Amenadiel.

— Tudo bem, é só ele me decepcionando mais uma vez. — Digo com amargura.

— Qual é o plano maluco? — Questionada Maze.

Fico de costas olhando pela janela, o céu está escuro, mas amanha a essas horas estará vermelho como sangue.

— O plano é levar Chloe para longe de mim para que eu não fique vuneravel. — Os encaro. — Você, Maze irá fazer isso, levar a Chloe para um lugar seguro e escondido, Amenadiel e Azrael irão me ajudar nessa guerra.

— Certamente vamos morrer, mas tudo bem eu não ligo. — Minha irmã dá de ombros.

Assinto.

— Certamente.

— Não podemos deixar esse apocalipse se tornar realidade, Lucifer. É perigoso. — Amenadiel diz sério.

— Eu sei, antes que essas 24 horas se completem eu vou dar um jeito de fazer algo. — Garanto.

Ele assente.

— Eu vou falar com Chloe agora, ligo para vocês mais tarde.

 

 

P.O.V Chloe

 

Lucifer não atende minhas ligações e não responde minhas mensagens, e isso jamais aconteceu antes, começo a me preocupar.

O que está acontecendo?

Não consigo dormir. Trixie já está deitada e minha mãe também, ambas não fazem ideia do que está acontecendo e acho melhor continuar assim.

Estou na sala quando escuto o barulho do carro de Lucifer, suspiro aliviada e então ele entra pela porta, sua roupa toda desgranhada.

Isso nunca é algo bom.

— Lucifer, o que aconteceu? Por que não me atendia? — Com dificuldades me levanto do sofá e vou até ele.

— Está tudo bem, não se preocupe. — Responde na tentativa de me acalmar, vem ao meu encontro e beija-me com fervor e paixão. — Se acalme.

Estou tremendo, o medo passando por dentro de mim e indo embora.

Lucifer está aqui.

Ele está aqui e está bem.

— Dia difícil no Departamento? — O encaro.

Ele então pega minha mão e guia-me até o sofá, fazendo com que eu me sente novamente.

Franzo o cenho.

— O que há de errado?

— Meu irmão Miguel está de volta, mas não quero que fique com medo, eu estou aqui e tudo vai ficar bem, respire, tudo bem? — Ele beija as costas de minha mão, e fala com cautela.

Meu coração dispara.

A última vez que Miguel cruzou nosso caminho quase perdi Lucifer.

— Ele veio por causa do bebe, não foi? É aquela história de guerra celestial, não é? — Digo atordoada.

Lucifer segura meu rosto com suas duas mãos.

— É, mas se você confia em mim, vai fazer o que eu peço e o que eu quero é que vá com Maze, ela vai te proteger, leve a Trixie e sua mãe, tá bom? — ele me garante enquanto fita-me com seus olhos negros sinceros.

Assinto freneticamente, o pânico está comigo agora.

— Tudo vai ficar bem, Chloe, respire, tá bom? — ele sorri, mas seu sorriso não é sincero é temeroso, e ele teme por mim e por sua família.

— Ele vai ficar bem, não vai? — Digo com as lagrimas escorrendo por todo o meu rosto e coloco minha mão em meu ventre.

Lucifer faz o mesmo, colocando a sua sobre a minha.

— Prometo que nada vai acontecer, ok? Vamos sair dessa juntos. — Garante sério. — Eu sempre vou te proteger, aconteça o que acontecer, Chloe, sempre estarei ao seu lado de protegendo.

Assinto.

— Como vai ser agora?

— Maze vai vir de buscar.

— Mas e você? — Limpo as lagrimas.

— Eu vou lutar com meu irmão, e você não pode estar por perto. — Explica.

Claro, é aquele lance de vunerabilidade, mas isso não me parece certo.

— Lucifer, mas e você? E se eu te perder? — Entro em desespero.

— Ei, se acalme, isso não vai acontecer. — Garante, logo a campanhia toca.

Lucifer vai até a porta e a abre revelando Amenadiel, Maze e Azrael.

— Ainda não concordo isso é suicídio, sabiam? Não vão poder com um exercito de anjos! — Maze vai logo dizendo.

— Se a Chloe ficar longe sabe muito bem que posso conseguir.

— Pode? Esse é o problema, Lucifer, essa pequena palavra aí PODE, ou seja, não é certeza! — Ela está visivelmente abalada.

— Tenho outra escolha Maze? — Lucifer estoura.

Ela fica calada.

— Não se preocupe, Chloe, que tudo vai acabar bem. — Vem até a mim e pega minha mão em seguida. — Eu te amo e logo vamos estar juntos.

Tento me manter calma, mas é quase impossível, o desespero toma conta de mim por completo.

— Eu estou com muito medo. — Digo, minha garganta se apertando a angustia me domina.

Lucifer se abaixa diante de mim, ficando de joelhos e segura minhas mãos.

— Eu sei que sim. — Murmura docemente. — Mas faça o que eu digo, confie em mim, e faça o que eu peço, Chloe, sabe que eu nunca, jamais deixaria que algo lhe acontecesse e obvio que quero você do meu lado, mas sabe que as coisas entre nós não é tão simples assim, infelizmente com você por perto eu jamais poderia te proteger.

Não tenho outra escolha, afinal Lucifer sabe o que faz e quer meu bem.

Assinto.

— Eu sei, sei disso.

— Qual é o plano? — Questiona Maze com seus braços cruzados.

Lucifer se levanta indo até ela.

— Chloe, Trixie e Penelope vao fazer as malas, levar coisa essenciais somente, então você vai levá-las até o aeroporto e ai vai comprar uma passagem para qualquer lugar, mas que seja longe, um lugar na Europa, mas que não seja conhecido, como as capitais, tá bom? Me ligue dizendo qual lugar vão. — Pega um bolo de dinheiro de dentro de seu terno. — E quando chegarem neste tal lugar, escolha um Hotel bom, Chloe necessita de todo o conforto no estado em que se encontra. Vocês quatro vão ficar no mesmo quarto, não deve se separar delas um segundo sequer, Maze, então pegue um quarto presidencial e alugue um carro, não usem taxi, não andem nas ruas a pé. — Entrega mais um cartão com um papel, certamente anotado sua senha.

— Tudo bem. — Ela concorda séria.

Quanto mais Lucifer lhe dá instruções mais percebo o quão a situação é séria. Mantenho-me quieta, apenas analisando tudo com meus pensamentos longe, muito longe. O medo me domina. Tenho medo do final disso tudo.

— Chloe, arrume as coisas, tá bom? Diga a sua mãe e a Trixie que vão viajar. — Diz ele a mim.

Assinto atonica e então resolvo primeiro anunciar a tal viagem.

 

[...]

 

— Viajar assim do nada e sem seu marido? — Questiona minha mãe confusa e desconfiada, certamente ela pensa que eu e Lucifer discutimos ou algo parecido.

Até porque ela tem razão, com essa viagem do nada, eu acordando a Trixie e ela e as reunindo no meu quarto realmente é estranho, muito estranho.

— Mãe, não está acobtecendo nada. Não se preocupe, confie em mim, tá bom? — Digo a ela e tento manter a calma, para que ela não perceba nada de errado, além do que já está imaginando. — Lucifer acha que eu preciso relaxar, e eu também acho. Vai ser bom essa viagem, e ele só não vai porque tem muito trabalho no Departamento, e então ele quer que vocês vão comigo. — Dou-lhe um sorriso forçado.

— Nossa, seu marido é tão atencioso. — Murmura boba.

Assinto.

— Sim, ele é sim. — Pauso e encaro Trixie. — Filha, vá para o seu quarto e pegue o que você acha que é importante. Vocês duas.

Então ambas saem do meu quarto, depois disso, pego uma grande mala, coloco sobre minha cama e começo a dobrar algumas peças de roupas para colocar lá dentro, estou aflita, em pânico. Tremo muito, não consigo evitar.

A porta se abre lentamente, é Lucifer. Sem fazer barulho ele fecha a porta atrás de si e vem até a mim. Segura minhas mãos, fazendo com que eu pare meu serviço.

— Respire, Chloe. — Sua voz soa delicada e serena. — Eu estou com você e estarei mesmo quando você ir para o outro lado do mundo. — Se aproxima mais de mim e coloca a mecha de meu cabelo atrás de minha orelha. — Não gosto de te ver assim. Fique bem e se acalme, por mim.

Engulo em seco e assinto.

— Eu vou tentar, mas não garanto nada.

— Shhh, — Coloca o dedo indicador em meus lábios. — Sente-se e deixe isso comigo. — Completa.

Sento-me na cama, Lucifer então continuaa arrumar minhas roupas, com uma agilidade impressionante.

— Sei que teme pelo pior, mas não deixarei que que causem mal, Chloe. — Murmura depois de fechar a grande mala.

— Meu medo também é por vocês, Lucifer. — Deixo claro.

Ele se senta ao meu lado na cama e fita-me com um sorriso de canto nos lábios.

— Eu já imaginava. Você tem o coração tão grande, minha Detetive Decker. — Murmura com sua voz intensa, cheia de amor.

Sorrio de volta.

— Logo, estaremos juntos e felizes. — Coloca sua mão sobre meu ventre.

Um alívio se apodera de mim com tal gesto.

 


Notas Finais


Não sei quando voto, para falar a verdade gente, ando meio bloqueada de ideias para essa fic :(


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