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História Me ame com todo o seu ser ( Kaneki e SN) - Capítulo 4


Escrita por: ClaryGrigori

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Me ame com todo o seu ser ( Kaneki e SN) - Capítulo 4 - Capítulo 4


Abro meus olhos, estou em uma casa , está tudo escuro, começo andar em direção a porta, sinto que já estive aqui antes, mas não me lembro quando, vejo uma luz iluminar um corredor, sigo em sua direção ouço algumas vozes para em frente uma porta:
" O que vamos fazer? quero que ela viva uma vida normal, mas logo que olharem para ela saberão que ela não é comum." Uma mulher chorava enquanto desabafava, sua voz soava tão melancólica, tão nostálgica:
" Calma querida, ensinarei ela a controlar, também quero que ela tenha uma vida tranquila, vamos enfrentar tudo juntos, sei que conseguiremos."
Não consigo entender o que está acontecendo tentei sair dali o mais rápido possível sem fazer barulho, quando me virei vi uma garotinha também ouvindo a conversa, tomei um susto, mas ela não pareceu estar surpresa, parecia que eu não estava presente ali, ela se virou na minha direção e pude notar seu olhar, levei as mão sob a boca quando percebi seu olho direito, era igual ao do Kaneki, tente me aproximar da garota, quando me aproximei, tudo a minha volta mudou, a casa estava queimando, tentei me mover mas meu corpo não se movia do lugar:
"S/N, corra querida, corra."
" Quem está aí, quem está me chamando."
As chamas aumentaram, eu não conseguia respirar, cai no chão, alguém estava se aproximando, pude ver botas negras, e uma maleta branca:
" Socorrooo!!"
Olho a minha volta, foi só um sonho, o que está acontecendo? venho tendo esses sonhos com muita frequência, deixo isso de lado por um instante, vou ao banheiro e tomo um banho para relaxar, volto para o quarto, me aconchego na cama e me pergunto onde está aquele que não sai dos meus pensamentos quando a porta do quarto se abre, um sorriso surge no meu rosto, as lembranças da noite passada invadem minha mente, e quando aqueles cabelos platinados, se balançaram ao cruzar a porta do quarto coro ao lembrar de como sempre comparo sua aparência com a de um anjo:
" Bom diaaaa."
" Bom dia, dormiu bem? Ele me olhou meio tímido, seu rosto corou levemente, não pude deixa de sorrir:
" Impossível não dormir bem do seu lado." olhei pra ele com um sorriso, ele ficou vermelho igual um pimentão:
" Você é muito fofo, desse jeito meu coração não aguenta." Eu comecei a rir, mas de repente ele ficou sério, subiu na cama e começou a se aproximar de mim lentamente, ele ficou de frente pra mim, segurou minhas mãos e jogou seu corpo sob o meu na cama, me deu um beijo e sussurrou no meu ouvido:
" Você é tão linda, que tenho que me controlar para não te atacar agora." Eu senti meu rosto corar, ele começou a rir, o que me fez ficar ainda mais vermelha:
" Ah garota, se você soubesse o quanto você está fofa." ele aproximou seu rosto do meu e me beijou suavemente, aos poucos nossos beijos começaram a ficar mais possesivos e quentes, ele deixou minha boca para que eu respirasse um pouco, passei minhas mãos por seus cabelos, adorava a sensação deles em minhas mãos, ele beijava o meu pescoço com carinho, eu o o conduzi novamente até minha boca, nosso beijo dessa vez foi calmo, mas cheio de paixão, então o meu celular tocou:
" Alô?"
" S/N, aqui é a coordenadora da faculdade Kaminai, estou te ligando para te avisar que o último semestre está acabando e você ainda não entregou o ultimo trabalho antes de apresentar seu  TCC."
" Sim, eu ia entregar ontem, mas tive um imprevisto."
" Precisamos que seja entregue hoje, além de alguns outros assuntos que temos que finalizar, estarei te esperando até depois de almoço, tenha um bom dia."
" Espera, eu..." Ela desligou antes que eu pudesse contradize-la:
" DROGAAAAA!"
" O que foi?"
" Tenho que voltar a faculdade para entregar alguns papeis ainda hoje depois do almoço."
" Tudo bem, eu tenho alguns assuntos para resolver também, nos encontramos aqui á noite, quero conversar com você, tudo bem?"
" OK, Tenho que fazer algumas perguntas, mas podem esperar até a noite." Dei um beijo nele e me levantei, peguei minha bolsa, olhei ás horas eram dez e meia, olhei desanimada para ele que me acompanhou até a saída, chamei um táxi e fui em direção a minha casa tomei um banho, e fui direto para a faculdade, quando terminei de resolver toneladas de papeis que me traziam a cada minuto, já eram três e meia, a responsável pela secretaria me avisou que uma escritora famosa estava dando um apalestra e distribuir autógrafos na biblioteca, quando ela disse que era Takatsuki Sen, fui correndo para a biblioteca, mas o evento já tinha terminado sentei em uma mesa, desanimada, quando percebi uma mão em meu ombro me virei e vi um a jovem bonita de cabelos verdes me olhando curiosa:
" Posso ajudar?"
" UH, já nos conhecemos antes? você me parece familiar"
" Não, acho que não."
" Puxa, em todo caso te achei interessante, tem algo em você que me chamou a atenção, mas ainda não sei o que é. Bom não vou te atrapalhar, nos vemos por aí."
" Tá, até." Eu me distraí um pouco mas pude notar um sorriso estranho nos seu rosto antes de sair da sala, todos os meus sentidos ficaram em alerta, Saí da faculdade animada, queria correr para casa para encontrar logo com o Kaneki, logo o seu rosto surgiu em minha mente, e quando vi eu estava sorrindo, ainda dava tempo de tomar um café então resolvi passar naquela cafeteria do outro dia, adorei o café de lá. Eu estava cruzando a ultima esquina para a cafeteria quando me deparei com uma cena que me quebrou por dentro, e despedaçou me coração.
P.O.V Kaneki:
Terminei de conversar com o SR. Yoshimura, estava voltando para casa quando ela gritou meu nome, ela estava ofegante, deve ter corrido até aqui, sua expressão está furiosa, antes eu pensava que o que sentia por ela era igual o que sinto pela a S/N, mas agora vejo a diferença agora eu penso nela mais como uma irmã do que algo amoroso:
" Touka-chan?"
" Kaneki, o que faz aqui?.."
" Vim conversar com senhor Yoshimura, ele me pediu para voltar para a Anteiku." Ela parte na minha direção e tenta iniciar um confronto me defendo e esquivo dos seus ataques:
" Se você  não pode ser sincero, prefiro que não volte." Me distraio com o que ela acabou de dizer, ela me acerta um soco no rosto, quando caio ela se coloca em cima de mim com lagrimas no rosto:
" Seu idiota!" Ela aproxima seu rosto do meu, seus olhos se fecharão, ela está tentando me beijar, não posso fazer isso, não posso corresponder ao seu sentimento, alguém já possui o meu coração, ela continua em minha direção nossos rostos estão próximos.
P.O.V S/N:
" Kaneki." 
Só de pronunciar seu nome já sinto a dor, lá estava ele no chão beijando a garota que vi na cafeteria aquele dia, meu coração se despedaçou, as lágrimas descem pelo meu rosto, não posso acreditar, os dois se viraram ao mesmo tempo, ele me olha mas não espero sua explicação corro na outra direção, a ultima coisa que ouvi foi ele chamando meu nome enquanto eu cruzava a esquina, passei em meio a multidão de pessoas que saiam do trabalho, eu nem sabia mais para onde estava indo, só conseguia chorar e pensar em como a felicidade na minha vida não dura, como os bons momentos se despedaçam e se transformam em dor, como pude pensar que seria feliz, como pude achar que alguém me amaria nesse mundo cruel, ele me decepcionou, não, era pior que isso ele partiu meu coração em pedaços, segui correndo até chegar em uma praia, já estava escuro, sentei a beira da praia me encostei em uma rocha enquanto as lagrimas caiam, as ondas seguiam seu ritmo. A água sempre me acalmava, mas dessa vez a dor não ia embora, meu peito queimava como se a dor fosse uma chama que não se apagava, como alguém estivesse jogando gasolina nesse fogo para que o fogo crescesse e destruísse tudo ao redor, passei as mão envolta do meu corpo e fiquei assim por um tempo, senti alguém se aproximar, o vento bateu e seu cheiro invadiu minhas narinas, eu reconheceria seu cheiro em qualquer lugar, a dor só aumentou ao reconhecer quem estava ali, não precisei ouvir sua voz nem vê-lo para saber quem era, eu não queria olhar pra ele nem ouvir o que tinha a dizer, mas meu coração me traiu e deu um pulo no peito quando senti sua mão em meu ombro, mas eu não ia me render tão fácil:
" Vai embora, não quero te ver nunca mais."
" S/N, me ouça por favor." Não me virei, sua voz parecia triste amargurada, me levantei com raiva de mim mesma por não conseguir odiá-lo:
" Eu entendi, você ainda gosta dela, fui eu quem insisti desde o começo, agora eu entendi que seu coração já tinha dona."
Eu tentei sair dali mas ele me abraçou pelas costas, o calor do seu corpo no meu só piorou a dor, como ele podia fazer isso comigo, desesperada me forcei a sair do seu abraço e corri pela areia no escuro, tropecei, ele me segurou pelo braço e me puxou contra seu peito, novamente sinto seu cheiro, seu calor, as lágrimas descem pelos meus olhos ele me abraça mais forte, sinto seu coração batendo forte, sua respiração acelerada:
" S/N, me ouça eu não a beijei, ela tentou me beijar mas antes de seus lábios tocarem os meus eu coloquei a mão entre nos dois, eu achava que o que eu sentia por ela antes era diferente, mas não é, com o tempo vi que o que eu sentia por ela era semelhante ao que um irmão sente por uma irmã."
" Você jura?" Eu fiquei imóvel diante de tudo isso, tantas coisas vinham em minha cabeça, mas no fundo eu sabia que ele não estava mentindo não que poder é esse que ele tem sobre mim, mas ao mesmo tempo que me assusta me enche de felicidade:
" Juro, sua bobinha, meu coração pertence somente a você." Ele levantou meu rosto, se aproximou lentamente de mim e me beijou, em poucos minutos de lente o nosso beijo passou intenso, quente, desesperado, como se não nos víssemos a muito tempo, o calor de seu corpo aumentava a medida  que nossos corpos pareciam desesperadamente precisar um do outro, isso não estava longe da verdade, eu sentia que destruiria o mundo se ele me pedisse, nos separamos para respirarmos, nos olhamos:
" Você poderia tirar o tapa-olho?"
" Porque?" Ele virou o rosto, não parecia seguro, não queria deixa-lo desconfortável mas precisa olhar em seus olhos, e só assim me sentiria completa:
" Quero que confie em mim, quero vê-lo, quero que se sinta a vontade comigo."
" Não gosto desse meu lado, sinto que posso perder o controle e te machucar, isso acabaria comigo, se eu te machucar, nunca me perdoaria."
" Não me preocupo com isso, sei que nunca me machucaria, não de proposito, por favor, me mostre."
" Ahh, tudo bem." Ele se sentou na areia, eu também, ele tirou o tapa-olho, fiquei admirada eu tinha visto antes mais agora a luz do luar, aquele olho lhe dava uma aparência linda, o fazia parecer surreal:
" Lindo..."
" O que?"
" Você já era lindo, mas é diferente, é perfeito, de uma maneira imperfeita, entende?"
" Não, mas entendo o quanto você é incrível."
" Então, me conte sua historia, porque só um de seus olhos é diferente? se não se sentir confortável não precisa falar"
" Não, tudo bem, eu quero te contar."
Então ele explicou sua história, desde o encontro com Rize até o seu sequestro e tortura, nessa parte senti uma dor profunda no coração, como alguém gentil como ele sofreu tanto, então ele falou da sua decisão de entrar na Aogiri, de seus amigos e de como ele se afastou de seu melhor amigo para deixa-lo seguro, e como ele ficou com medo em meio a tudo isso:
" Kaneki, eu sinto muito, você deve ter sofrido muito, passar por tudo isso, carregando esse fardo sozinho?"
" Sim, mas tive bons momentos, e se eu não tivesse passado por tudo isso talvez não tivesse te conhecido." Ele falou com uma dor no olhar, mas também com uma voz doce e melancólica:
" Você é bom demais para esse mundo, você é como um anjo."
" Não, eu me pareço mais com alguém que vai destruir e não salvar esse mundo."
" E quem disse que os anjos, só salvam, eles destroem também, quando preciso."
" E você? qual sua história?"
" Bem, isso foi inesperado. Eu perdi os meus pais em um incêndio quando tinha 8 anos, perdi parte da minha memoria depois do acidente, não me lembro dos seus rostos ou de suas vozes mas as vezes tenho algumas memorias em sonho, mas não vejo os rostos deles, só ouço vozes mas no fundo sei que são eles, fui mandada para um orfanato, fui adotada apenas uma vez, o casal que me adotou pareciam ser bons aos olhos dos outros, mas eu vivi um inferno com eles, o homem bebia muito, e chegava em casa todos os dias embriagado, sempre que algo ruim acontecia ele descontava em mim, a mulher me obrigava a fazer todas as tarefas da casa enquanto ela passava o dia nas casas de outros homens, sempre que eu podia eu fugia de casa era sempre trazida pela policia, que nunca encontrava imperfeições naquele casal, um dia eles sofreram um acidente de carro e morreram, eu estava no carro mas fiquei ilesa, desde netão as pessoas ficavam com medo de me adotar, achavam que eu atraía má sorte e então fiz dezoito anos e me tornei responsável por mim mesma, não vou mentir pra mim foi um alivio quando aquele casal morreu, mas tive que fingir tristeza por um certo tempo, porque as pessoas achariam estranho se eu dissesse que estava feliz com a morte de duas pessoas que para o resto do mundo eram perfeitos, nesse mundo em que vivemos, as aparências valem mais do que nossas ações."
" Eu sinto muito, você também sofreu bastante."
" Está tudo bem, ficou no passado, o que acha de entrarmos na água um pouco, já que estamos aqui?"
" Agora, deve estar um pouco frio." 
Eu mal ouvi o que ele tinha a dizer, tirei minhas roupas e entrei no mar de lingerie, ele tinha razão estava fria, já ia sair quando ele entrou na água e me abraçou de repente não havia mais nada, não havia frio, não havia tristeza somente nos dois, quando nossos corpos se tocaram senti um desejo desesperado de me agarrar a ele e nunca mais soltar. Eu levei meus lábios ao seus, sua língua invadia minha boca com voracidade, ele me agarrou pela cintura e me puxou para mais perto dele nossos corpos irradiavam um desejo desesperado, ele me pegou no colo e me levou para onde a areia se encontrava com a água, ele tirou minhas roupas íntimas ali lentamente enquanto enchia meu corpo de beijos, então foi minha vez de tirar sua cueca box lentamente, eu tocava sua pele, e beijava onde podia, sua pele era macia e cheirava a jasmim fresca, ele me pegou no colo novamente e me levou para uma parte mais funda da água, seus braços apertavam-se contra meu corpo e eu cruzei minhas pernas em volta de seu quadril, apesar da agua fria eu podia sentir seu corpo quente e receptivo às minhas caricias, ele penetrou em mim lentamente, eu subia e descia com leveza sob seu membro que crescia a medida que entrava mais fundo em mim, a sensação era maravilhosa, a cada ímpeto de prazer meu corpo estremecia, agarrei seus cabelo quando ele começou a beijar meu pescoço e se perdeu em meus seios, ele estocava mais rápido e nossas respirações perfeitamente sincronizadas aumentavam a cada instante, ele me apertava mais contra seu corpo, em um momento de puro êxtase ele beijou minha boca com fervor passei minhas unhas pelas suas costas, enquanto éramos arrebatados por uma onda de prazer, ficamos assim por um tempo, abraçados e nos beijando, apenas com a lua como testemunha do nosso amor. Voltamos á praia e vestimos nossas roupas, ele me disse para subir nas suas costas, então ele me levou para sua casa assim, enquanto eu sentia o cheiro de seus cabelos misturado com o cheiro do mar, chegamos na casa dele, tomamos um banho para tirar o sal de nossos corpos, eu vesti uma de suas camisas, nos deitamos de conchinha, ele me abraçou apertado, e sussurrou em meu ouvido:
" EU TE AMO S/N." 
Eu fiquei surpresa com suas palavras, quando ia lhe falar algo, ouvi sua respiração pesada ele havia dormido, ao contrário de mim que ficaria meditando essas palavras a noite toda pensando o significado delas.
Continua....

 


Notas Finais


Espero que estejam gostando, do fundo do meu coração, Obrigada por seguirem comigo até aqui. Beijoss


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