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História Me apaixonei pela morte - Capítulo 1


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Notas do Autor


Nova fic :3

Esspero que gostem!

Capítulo 1 - A ressurreição da luz


-Eu não lembro da última vez que consegui sorrir de verdade.- Dizia a ruiva em frente a foto de seu falecido irmão.

Orihime olhava para a foto com tanta tristeza.

- Foi só você ir... Que tudo piorou...- Ela cobriu o rosto com os duas mãos e começou a chorar.


Inoue Orihime, nunca conheceu os pais, mas soube que eles não eram pessoas boas... Sua única família era seu irmão mais velho, Sora... Mas um acidente acabou levando seu irmão de si.

Depois disso, teve que se virar, tinha uma tia distante, mas essa que jamais veio visitar a garota, apenas mandava dinheiro todo o mês.

Ela estava sozinha, não podia contar com ninguém, mas foi aí que conheceu sua melhor amiga... Arisawa Tatsuki.

Orihime logo depois foi aprendendo a sorrir, se tornou uma garota alegre e animada, um anjo de verdade que todos amavam.

Mas logo sua desgraça chegou, com nome e sobrenome.

Kurosaki Ichigo, o primeiro amor de Orihime.

A garota ficava nervosa só de pensar nele, sentia suas pernas bambas quando o via e seu coração quase saltava para fora de seu peito.

No primeiro ano do ensino médio, Orihime se declarou graças à ajuda de sua amiga, não demorou muito e eles estavam saindo.

Se sentia a pessoa mais feliz do mundo! Tinha uma amiga perfeita e um namorado perfeito, pelo menos foi isso que ela pensou.

-Ei, você ouviu sobre o Kurosaki?-

- Não, o que, o que foi?- Perguntava a garota empolgada.

Orihime estava passando pelo corredor da escola nesse momento.

-Parece que alguém do segundo ano viu ele e a Arisawa juntos no terraço! Parece que eles vão se encontrar lá todo dia depois da escola para ficarem juntos!-

-Eh? Mas ele não namora a Inoue?-

-Ele deve ter se cansado! A Inoue é muito sonsa! Garota ridícula.-

Orihime sentiu seu coração despedaçar de vez, deixou os livros que estava carregando caindo no chão.

-Droga! Vamos embora.- Dizia a garota puxando a amiga depois que viu Orihime parada ali.

A ruiva levou a mão até a boca, estava tremendo... Não podia acreditar nisso!

-I-Isso deve ser mentira! Eles nunca fariam algo assim... Eu tenho certeza.- Dizia para si mesma na tentativa de se acalmar.

Ela confiava cegamente nos amigos, mas suas paranoias falavam mais alto dessa vez. E foi assim, ela fingiu ir embora e depois de um tempo foi ao terraço da escola escondida.

-Tudo bem... Não tem nada aqui, eles nunca fariam isso.- Pensava ela, estava prestes a abrir a porta para ter acesso ao terraço, mas...

- Para! Ichigo! Vai deixar marcas!- Dizia Tatsuki.

Orihime arregalou os olhos quando escutou a voz da amiga, abriu a porta e teve a pior cena de sua vida.

Tatsuki estava sentada no colo de Ichigo, o clima entre eles... É óbvio que eram amantes.

-Entendo...- Sussurrou jogando a bolsa no chão.

Logo os dois se assustaram com o barulho da bolsa, mas se assustaram mais ainda ao verem quem era é que jogou a bolsa no chão.

-O-Orihime...?- O desespero estava estampado na cara de Tatsuki agora.

-Inoue-San... I-Isso não...- Ichigo parecia não conseguir achar as palavras nesse momento.

-E eu pensando que a culpa era minha...!- Ela levava a mão até o rosto e deixava algumas lágrimas rolarem. -E eu pensando que não era boa o suficiente para você! Então é por isso que você nunca me beijou! Você não me amava!- Gritou ela.

Ichigo se levantou ainda assustado, nunca tinha visto Orihime desse jeito, nunca tinha visto ela gritar.

- Eu posso explicar.- Tatsuki se aproximou de Orihime com lágrimas nos olhos. -Hime, eu...- Ela levantava a mão para segurar os ombros da amiga.

Orihime não pensou duas vezes quando viu Tatsuki tentar lhe tocar... Foi mais rápida e bofetada na cara da amiga que caiu pra trás na hora.

- Eu sinto nojo de você.- Dizia ela de maneira fria.

Tatsuki não podia acreditar no que estava vendo, jamais tinha visto Orihime levantar a mão para alguém.

-Já chega Inoue!- Ichigo corria até Tatsuki para acudir ela.

- Eu sinto nojo de vocês dois.- Dizia por fim e pegava sua bolsa. - Vocês dois se merecem mesmo, dois filhos da puta.- Dizia ela virando de costas e indo embora.

Não deixou nenhuma lágrima escapar até chegar em casa... Quando abriu a porta, se jogou para dentro da casa e fechou a porta. Depois disso, Orihime chorou até não conseguir mais, gritava e xingava os dois traidores.

Ela se sentia destruída, não conseguiu ir para o colégio por alguns dias, mas quando voltou... todos pareciam a olhar com desprezo.

-Então foi ela que agrediu a Arisawa e o Kurosaki?-

- Sim, parece que de Santa só a cara.-

Por mais que ela fosse a única vítima, todos ficaram ao lado de Tatsuki e Ichigo, os mais populares da escola... Ou quase todos.

-Renji! Pare!- Dizia a baixinha, Rukia tentava controlar o namorado.

-Me deixe! Eu vou quebrar a cara desse desgraçado!- Dizia Renji enfurecido, tinha acertado um soco na cara de Ichigo agora a pouco. -Quem pensa que é para fazer isso com a Orihime?!- Gritou ele, A ruiva era como sua irmã mais nova.

Foi graças à ela que ele conseguiu encontrar seu amor, conseguiu ficar com o seu amor... Sempre foi tão gentil e justa, sempre foi uma boa amiga.

-O que eu fiz de errado?! Eu gosto da Tatsuki, mas Orihime estava no meio, eu apenas aproveitei a chance e...- Ele parava de falar quando era acertado mais uma vez por Renji.

-Cale a boca!- Gritou Renji.

Orihime chegou na sala de aula, ela estava uma zona, quase não acreditou no que estava vendo.

-R-Renji!- A ruiva correu em direção à ele. -Pare!- Dizia segurando o braço dele.

- Boa hora, Orihime.- Dizia a baixinha, Renji era forte demais, nunca que iria conseguir parar ele.

-Como eu posso parar? Esse desgraçado te traiu!- Falou ele olhando para Orihime.

-Não... Não vale a pena!- Gritava ela.

Logo depois o diretor da escola chegava e acabou levando Renji para a diretoria. O ruivo foi suspenso por 1 mês, mas ele não se arrependeu nem um pouco, ainda achou que deveria ter batido mais em Ichigo.

- Eu sinto muito... Rukia...- Dizia Orihime com lágrimas nos olhos.

- Tudo bem, se eu pudesse... Também teria batido no Ichigo, mas Renji foi bem mais rápido que eu.- Falou a baixinha. -Mas... Como você está?- Perguntou ela preocupada.

- Eu... Eu estou destruída.- Falou começando a chorar, se abaixou e chorou novamente.

Rukia só podia está ao lado da amiga.

- Eu vou superar... Eu sei disso!- Falou ela entre os soluços e lágrimas.

Ah, pena que as coisas só foram piorando...

Todo tipo de rumor começou a se espalhar pela escola sobre Orihime, todo tipo de história estava sendo inventada. As coisas só pioraram quando começaram a vandalizar seu armário, sua lugar na sala de aula amanhecia só lixo.

-Lugar de lixo é na lixeira.- Dizia uma das garotas na sala de aula.

Tudo isso, apenas por Ichigo ser popular, tudo o que ele dizia, absolutamente tudo, todos acreditavam em suas palavras.

Ele fez isso primeiramente em forma de vingança, mas depois ele não conseguiu controlar mais a situação, ele perdeu o controle da situação.

Mas não era só a ruiva que estava sendo vítima disso, seus amigos também estavam, quem quer que seja, quem andasse com ela... Todos seriam vítimas.

-Eu... Eu procurei isso... Eu preciso passar por tudo isso sozinha.- Pensou ela.

Afastou seus amigos e depois os ignorou, não podia permitir que eles também fossem vítimas.

Sem família e agora sem amigos, Orihime era uma presa fácil para todos, ela não tinha a quem recorrer... Ninguém iria a ajudar, ela não precisava mais de ajuda.


-Eu sinto muito, irmão...- Ela abraçou a foto dele, depois foi para o outro lado da grande.

O forte vento batia em seus longos cabelos, esses que brilhavam mais que o sol no verão... Mas que agora estavam mais sem cor que os dias chuvosos do inverno.

Não deixou carta e nem nada, não tinha nada para deixar... Mas talvez uma mensagem para seus únicos amigos, que mesmo os afastando, ainda se importavam com ela.

-Obrigada...- Dizia olhando para trás quando viu a porta ser aberta bruscamente. -Obrigada por estarem ao meu lado.- Ela deu seu último sorriso.

-Orihime!- Renji e Rukia correram em direção à ruiva, mas essa que foi mais rápido e se jogou.

A plateia lá em baixo estava assustada... Como se eles não fossem culpados disso.


Já em outro lugar...

- Cadê meu filho?- Perguntou o rei, estava sentando em seu grande trono.

- Ele já está vindo, vossa majestade.- Dizia um dos servos.

Não demorou muito para que as grandes portas do salão fossem abertas, uma figura com chifres e olhos esmeralda surgia.

-Diga, pai, o que deseja?- Perguntava fazendo uma pequena reverência.

-Soube que você ainda não decidiu com quem se casar.- Dizia o rei.

Ulquiorra fechou os olhos e suspirou.

- Não preciso de ninguém, muito menos uma esposa.- Dizia ele com o seu típico tom frio.

-Ora! Não diga bobagens!- Falou o rei. - Você herdará esse trono! Precisará de uma rainha para está ao seu lado! Você é meu filho, filho do deus da morte!-

Ulquiorra nada falou, parecia ignorar totalmente o pai.

-Tsk, filho idiota.- Resmungou o rei, mas ele logo sentiu uma nova alma chegar em seu mundo. -Já que é assim, você irá ceifar a alma de um mortal para mim.- Dizia ele

-O quê?! O senhor sabe que odeia me aproximar desses mortais!- Dizia Ulquiorra levemente irrirado.

-Hump, já tenho uma para você.- Ele mostrou para o filho uma alma brilhante, mas ao menos tempo triste. -Vá logo.-

Ulquiorra bateu o pé, colocou as mãos no bolso e depois saiu da sala do trono.

- Ele está fazendo isso para me irritar, pois bem, não deixarei essa alma se juntar com as outras.- Ele dizia vestindo uma capa preta, logo estalou os dedos e apareceu em um lugar completamente escuro e vazio.

- Eu vim para buscá-la.- Dizia ele ao ver uma jovem jogada no chão, ela brilhava mais que qualquer coisa, sua alma era brilhante.

-Me buscar...?- Ela se levantou aos poucos, seus olhos derramavam lágrimas.

- Sim, você morreu e estou aqui para buscá-la, então não se desespere...- Ele foi cortado pela voz daquela alma brilhante.

-Ainda bem...- Dizia ela, sua luz ia se apagando aos poucos. - Eu morri... ainda bem...- Ela dizia com a voz chorosa.

Ulquiorra raramente iria ceifar as almas, mas já tinha conseguido lidar com almas escandalosas, almas que não aceitavam morre, que queriam voltar a viver... Mas essa é a primeira vez que ele estava lidando com uma alma que desejava a morte.

Ele levantou a mão e uma nuvem negra se formava se formava nela, logo a vida da alma à sua frente passava aos seus olhos.

Enquanto isso, o rei observava tudo por um crânio que ele segurava.

-O que você fará, Ulquiorra?- Pensou o rei, estava pondo o filho à prova.


-Você é idiota?- Sussurrou ele.

Orihime, a alma que ia se escurecendo cada vez mais, levantou o olhar para ele, mas apenas conseguiu ver sua mão, estava tudo complementa escuro.

-Por isso odeio humanos! São seres fracos, não sabem lidar com nenhum tipo de situação!- Gritou o cefeiro irritado.

Orihime não sabia o que dizer para ele, seus olhos apenas imploravam para que fechassem e nunca mais abrissem.

Ele sabia agora tudo o que passava pela pequena cabeça dela, seus pensamentos o deixavam mais irritado ainda.

- Não podia simplesmente ignorar eles? São apenas um bando de lixo! Você desistiu da própria vida para fugir! Deveria ter se vingado, deveria ter os matados, eu teria menos trabalho ceifando as almas deles! Agora...- Ele fechou seus dois punhos com força. O que ele estava fazendo? Queria apenas levar a alma dela para outro lugar, para dar trabalho ao pai... Mas... O que se passa com essas besteiras que ele dizia?! Nem mesmo ele sabia a resposta.

-Eu...- Orihime tentava dizer alguma coisa, mas parecia não encontrar palavras.

Ele dava alguns passos para frente, se aproximava dela um pouco mais.

-O amor destruiu sua vida, assim como vai destruir muitas vidas. Você deveria desistir dele, mas humanos não vivem sem isso. Você deveria ter valorizado mais as coisas ao seu redor, deveria ter dado a volta por cima... Deveria ter mostrando que estava ótima sem eles.-

Ela se lembrou de todas as vezes que seus amigos a ajudaram, que a apoiaram. Ela foi fraca, percebeu isso agora, mas não podia fazer mais nada... Já estava morta.

-Então... Eu lhe pergunto...- Ele se abaixava e encarava ela. -Deseja viver, humana? Eu posso levá-la comigo, mas você deseja desistir de tudo? Assim? Tão facilmente?- Sua voz saiu mais grave que o normal.

Orihime arregalou os olhos por causa das palavras dele, logo depois voltou a chorar novamente. -S-Sim... Por favor.- Dizia tentando limpar suas lágrimas, porém parecia que elas voltavam cada vez mais.

A alma da ruiva voltava a brilhar, um brilho bem mais forte que antes, porém tinha um detalhe... A alma dela começava a evaporar.

-Pois bem.- Dizia se levantando, mas foi pego de surpreso pela ruiva.

-Obrigada...! Muito obrigada!- Dizia depois de agarrar ele, o abraçava mais forte que nunca... Ficou assim até desaparecer por completo.

Inoue Orihime voltou de volta à vida, mas deixou um certo ceifeiro para trás completamente confuso.

Ulquiorra odiava humanos, talvez por sua mãe ser uma humana que foi levada para aquele mundo pelo seu pai. Porém morreu por uma doença desconhecida. Ele achava humanos seres fracos e débeis, mas ele jamais esqueceu o olhar de agradecimento que aquela alma lhe direcionou, ou o toque quente que ele sentiu quando ela o abraçou.

Ele foi pego de surpreso pelo por aquele estranho sentimento, nem ao menos se deu conta de quando invadiu seus olhos quando ela dormia.


Essa é uma história de amor entre uma humana e o filho do deus da morte 



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