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História Me apaixonei pelo meu padrinho - Capítulo 19


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoal. Sejam muito bem-vindos a mais um capítulo!

Espero muito que gostem do capítulo de hoje. Escrevi com muito carinho.

Me contem o que estão achando da história.

Boa Leitura!

Capítulo 19 - Capitulo 19


Fanfic / Fanfiction Me apaixonei pelo meu padrinho - Capítulo 19 - Capitulo 19

Alguns dias se passam, depois daquela conversa. Helena permanecia na casa de sua amiga, enquanto não encontrava um apartamento onde pudesse alugar, a convivência com Otto continuava como antes, fria. E tempestuosa. Eles simplesmente não conseguiam entrar num acordo, nenhum dos dois queria dar o braço a torcer numa discussão ou tentar evitá-la.

Há alguns dias ela estava trabalhando de casa, não pretendia dar de cara com Otto, já que ele estava indo diariamente para a empresa.

 Levantando pela manhã Helena caminha até o banheiro faz as suas higienes e, caminha até a cozinha para tomar o seu café da manhã. Ligando a cafeteira ela prepara um café forte para despertar do sono, bebendo alguns goles daquele café amargo a morena se recorda da última conversa com o seu padrinho.

                 Flashback  on*

— Agora eu sei, Otto. Agora eu sei o motivo da Alice ter te deixado e fugido com outro! — Você não tem sentimentos, nem se quer ama a si mesmo, como quer que eu acredite que você me ama? — seu coração batia freneticamente. —A única coisa que você se importa é com essa sua empresa de merda e foi por isso que a Alice foi embora, porque você nem se quer a apoiou depois da perda da sua filha. Você não ama ninguém, Otto. —gritou Helena. — Ninguém. - repitio pausadamente.

Ouvindo aquelas palavras Otto senti seu peito despedaçar por dentro, a dor era tão grande que o mesmo não conseguia encara-la nos olhos. Baixando o rosto ele fecha os olhos e balança a cabeça sentia o seu peito latejar de tanta tristeza.

- Você tem razão, Helena. — concordou ele. — Talvez foi por isso mesmo que a Alice deixou-me, porque não dei apoio a ela. E nunca foi minha intenção fazer isso, eu estava tão ocupado sentindo a dor da perda da Estela... que eu não conseguia encarar ela nos olhos, porque eu achava que tudo aquilo era minha culpa. Até hoje eu me culpo por isso. E talvez eu tenha perdido os meus sentimentos, a forma de amar alguém… — falou com a voz embargada.

—E foi você, que trouxe todos esses sentimentos de amor de volta, mais você tem razão Helena, eu não amo ninguém. Nem a mim, nem a Estela, e nem a você! — sua voz demorava uma certa tristeza, e Helena percebeu isso e imediatamente a sua feição muda, aquela feição de raiva e desprezo, havia desaparecido. E uma expressão calma se reflete em sua face.

César eleva a sua mão até aos seus fios grisalhos e acaricia aquela região antes de falar as suas últimas palavras.

—Eu sou um frio calculista como você diz e definitivamente não sei amar ninguém.   Desculpa mais uma vez, por te amar de forma errada.  -diz o grisalho.

               Flashback off*

— Porque eu me apaixonei por você César? Tanta gente no mundo... - risos. — Mais meu coração escolheu você. — sorriu ao lembrar do rosto de seu amado. 

Levantando da cadeira onde estava sentada, ela caminha até o sofá pega o netbook e começa a trabalhar, no intuito de ocupar sua mente e assim parar de pensar em seu padrinho. Larissa que já estava pronta para mais um dia de trabalho sai do quarto, se aproxima da geladeira, e pega uma jarra de suco de laranja que estava dentro do esfriadouro. Ela coloca em cima da bancada de mármore e fala.

— Quer um copo de suco amiga? - perguntou olhando para Helena.

Tirando o olhar do laptop ela encara sua amiga.

— Quero sim, obrigado. - respondeu.

Colocando  o líquido nos copos, Larissa anda até o sofá, sentando ao lado de Helena e lhe entrega a taça.

— Não vai trabalhar hoje, amiga? — perguntou a mulher, bebendo um gole de soco.

— Vou sim, Lary. Prefiro  trabalhar de casa hoje. — respondeu. — Não quero encontrar o Otto.

— Helena, você precisa sair de casa, uma hora ou outra você vai encontrar ele. — falou Larissa.

— Eu sei...

— Eu entendo o seu lado e sei que não deve ser fácil perdoar alguém que nos magoou. Você e o Otto são uma família, não podem ficar brigados! Perdoa ele amiga, dá pra ver o quanto ele está arrependido. — aconselhou Larissa.

-Você tem razão! — afirmou. — Você acredita que na última conversa que tivemos, ele falou que me amava. - falou entusiasmada.

— Mentira? - falou colocando as mãos sobre a boca. — E ele falou mais alguma coisa.

— Falou... - e logo Helena conta toda a conversa tida com Otto à alguns dias atrás. Larissa ficar surpresa com cada detalhe dito por Helena…  

— Eu acredito que você deveria perdoa-lo. Esse ressentimento só vai fazer mau para você e, pelo o que você me contou ele parece estar arrependido.

Helena permanecia em silêncio, apenas refletindo em tudo que sua amiga estava dizendo, sua mente fervilhava com lembranças vividas com Otto. Todo o amparo dado por ele quando seus pais se foram. Ele foi a cura para todo o seu sofrimento.

Relembrava das inúmeras noites passadas acordada, aos prantos, abraçada com Otto, as lágrimas de desespero e de angústia escorriam sobre a camisa de seu padrinho enquanto ele o abraçava forte.

Seu coração estava partido em mil pedaços, e ele a  ajudou a recuperar casa pedacinho, Otto foi sua cura, sua alegria e sua esperança.

— É, você tem razão! — admitiu. — Apesar do erro cometido por ele, o Otto e um homem bom. Ele me deu suporte em um momento difícil, onde eu jamais pensei que conseguiria suportar.  -falou Helena.

— Por esse motivo e muitos outros, que vocês não devem ficar brigados. Era exatamente isso que Fernanda queria, ver vocês dois longe e, isso seria uma ótima maneira dela se aproximar do  Otto.  Manipula-lo e assim fazer ele ficar contra você.  -falou Larissa.

— Aquela mulher é uma falsa. Fingia ser amiga do César, mais pelas costas vivia falando meu dele, para toda a equipe da 0110. - Helena falou tomando um gole de suco. 

— Não temos o porquê de  estamos falando dessa mulher, ele nem merece o desgaste da nossa saliva. — Falou Larissa levantando do sofá. — Agora vamos trabalhar que ganhamos mais. — Falou dando risada pegando sua bolsa em cima da mesa.

— Vamos comigo, ou você vai mais tarde para a empresa? - perguntou a mulher prendendo o cabelo em um rabo de cavalo.

— Talvez eu vá a tarde, tenho algumas planilhas para organizar. César me pediu para lhe entregar ainda hoje. — respondeu.

— Aliás, irei para o coquetel que terá na praia hoje a noite. — acrescentou.

— Nossa amiga, me desculpa. Acabei esquecendo de te avisar, César me pediu para falar com você, mais acabei esquecendo.

— Tudo bem amiga, não se preocupe. - falou Helena.

— Ok, então. Já vou indo, mais tarde nos vemos. - disse Larissa saindo.

                        (...) 

Descendo do táxi, ela caminha até o interior da empresa, todos já estavam exercendo suas funções. Sentando em sua cadeira a morena começa a trabalhar.

Há alguns dias havia conversado com William irmão de Otto, ela não conseguia esquecer a intensidade daqueles olhos, o desejo refletido neles, sentia suas pernas estremecerem ao lembrar da voz grave e do perfume amadeirado. Respirando fundo ela balançava à cabeça no intuito de tira-lo de seus pensamentos. E assim ela volta a trabalhar.

Otto permanecia em seu escritório, trabalhar era a única forma de distrai-lo já que o mesmo não consiga parar de pensar em Helena.  Torcia para que ela fosse até a empresa naquela tarde, para que assim pudessem fazer as pazes.

Com o tablet em mãos ele finaliza  algumas papeladas em pdf que precisaria enviar para os novos acionistas l. Quando é interrompido por Sérgio seu funcionário batendo na porta.

— Pode entrar! — respondeu com uma voz grave colocando  o tablet em cima da mesa.

— Conlisença senhor Pendlenton, não queria incomoda-lo, apenas gostaria de lhe mostra o projeto do próximo jogo. Que eu e a equipe de design estamos desenvolvendo.

— Hum! E como anda o processo? - perguntou o encarando.

— Estamos criando às dez primeiras fases, e eu gostaria de saber o que o senhor acha. A Joana está cuidando dos figurinos e da forma física dos personagens. - falou o homem dando um leve sorriso.

— Ok Sérgio. Hoje mesmo darei uma olhada e, depois informarei minha opinião sobre o projeto, em uma reunião com toda a equipe. - disse o homem o encarando.

— Mais alguma coisa?  - perguntou.

— Não senhor. Era apenas isso. — respondeu andando até a porta e saindo.

Otto apenas o observa sair, direcionando o olhar para as folhas que o homem havia deixado em sua mesa, ele começa a analisar e se agrada bastante do que vê.

Terminando de ver a papelada ele levanta da cadeira e caminha até a área de projetos da empresa, e começa a observar  o modo de como todos estavam trabalhando, mais alguém que entrava na sala tira totalmente sua atenção, conseguia sentir de longe cheiro do perfume, o doce aroma floral, que só Helena usava. 

Inalar aquele cheio doce fazia seu corpo ferver," em sua mente se passa todos os momentos onde pôde sentir esse aroma de perto, e um sorriso travesso se forma em seus lábios.

 Ao olhar para a porta, vê Helena entrando, seu coração acelera de forma frenética fazendo o mesmo perder o ar, com a boca entre aberta ele admirava a beleza de sua afilhada. Seu olhar era excitante e quente, ele deslizava o olhar por todo o corpo dela, a olhando desde dos ombros até os pés.

Percebendo o olhar malicioso de seu padrinho ela o encara imediatamente, fazendo as pernas do mesmo ficarem bambas. Ela sabia muito bem como provoca-lo, como deixá-lo louco, completamente sedento a ela, e Helena está disposta a fazer isso. Queria seu corpo, ansiava em te-lo em sua cama, e sentir todas as carícias que ele pudesse proporcionar. 

Assim ela caminha até a escrivaninha de sua amiga, sua feição refletia alegria e levesa, diferentemente dos dias anteriores onde tudo que ela sentia era tristeza.

-Oi amiga! — comprimentou Larissa.

— Oi Lar! - falou sorrindo.

— Fico feliz em te ver sorrindo desse jeito. Há tempos que não te via assim. - falou retribuindo o sorriso.

— Pois é. - riu.  - Estive pensando em todas as nossas conversas e decidi que vou perdoar o Otto. - disse a mulher um tanto aliviada.

— Que bom amiga! Não aguentava ver vocês dois brigados.  -riu.

— Nem eu. - retribuiu a risada.

— E quando pretende conversar com ele? — perguntou Larissa.

-Pretendo conversar com ele na praia amiga, aqui não é lugar para falarmos sobre vida pessoal. E sim de trabalho. - falou ela.

— Certíssima. — falou Larissa. 

— Agora vou para minha bancada, preciso revisar as planilhas. - falou saindo e se direcionando a sua mesa.

                               ***

Algumas poucas horas depois, todos haviam acabado o expediente, e toda a equipe já estava se direcionando ao local da festa.  Ao chegarem na praia de  Itaguaré os funcionários se dirigem á área aonde aconteceria o coquetel.

Enquanto todos aproveitavam as comidas e bebidas servidas ali, Otto admirava a beleza do mar, era uma tarde de sexta-feira a praia estava deserta. 

Sentindo a brisa do mar tocar sua pele, ele fecha os olhos, e em seus pensamentos se passava o rosto e sorriso de Helena. Abrindo os olhos ele observava a beleza do por do sol.

Helena que estava conversando com Larissa direciona seu olhar para onde Otto estava e sorri ao vê-lo.

— Acredito que agora seria uma ótima oportunidade para vocês conversarem. Aproveita que ele está sozinho, e vai lá. - falou sorrindo olhando para Helena.

— Vou sim. Me deseja sorte? - falou sorrindo segurando nas mãos de Larissa.

— Boa sorte! - retribuiu o sorriso abraçando a amiga.

Helena caminha em rumo ao seu padrinho, seu coração batia forte a cada passo, sentia suas pernas temerem a cada passada.  César estava tão boquiaberto com aquela paisagem encantadora que nem percebe a presença de Helena.

— Linda paisagem não acha? - falou a morena olhando para ele, após um breve silêncio Otto fala.

— Sim... — respondeu em um suspiro.

— Eu queria te pedir perdão por tudo que falei aquela noite. Sei que fui grossa e insensível, e tudo que eu menos queria era te magoar. - apelou o olhando para ele.

— Eu entendo o porque você agiu assim,  Helena. Eu também errei. - disse ainda olhando para o mar.

— Eu não quis falar aquilo... Eu agi muito por impulso, foi a raiva falando, eu estava magoada também! - tentou explicar Helena.

— Tudo bem, Helena. — falou olhando para ela com um sorriso de canto. — Você não precisa me pedir desculpas, eu que errei.

— Não é hora de ficar decidindo quem é o certo ou errado, eu só quero ficar de bem com você César... - timidamente ela pega na mão de seu padrinho e a acarícia.

— E eu com você... - falou, e ambos se olham intensamente.

Helena por sua vez encosta a cabeça no ombro de Otto, e ele entrelaça seus braços em volta da cintura dela. Fazendo a mesma o abraça-lo em seguida, ficam  assim  por alguns segundos, apenas curtindo a companhia um do outro.

— Helena... - com uma voz suave Otto chamou por ela.

— Hum! - resmungou inclinando à cabeça para cima, olhando para ele.

— Isso significa que você vai voltar a morar lá em casa? - pergunta continuando a abraçar a mulher.

— Sim! — respondeu sorrindo. César apenas retribui o sorriso e a abraça mais forte.


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