História Me apaixonei por um delinquente - Capítulo 15


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Delinquente
Visualizações 32
Palavras 4.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aqui está o outro capitulo como eu prometi, divirtam-se e boa leitura!

Capítulo 15 - Minha pessoa mais importante


Fanfic / Fanfiction Me apaixonei por um delinquente - Capítulo 15 - Minha pessoa mais importante

Nakayama Heiji:

- ... E então... você está mesmo me ouvindo?

- Hum? – Eu olhava fixamente para um ponto especifico a minha frente, totalmente distraído, quando Shou chamou minha atenção.

- Veja, eu estava falando sobre as garotas que eu peguei essa semana, uma diferente a cada dia, foi realmente divertido. – Ele se gabava.

- Humm... – Balancei a cabeça e voltei a olhar para o mesmo lugar.

- Parecia um arco-íris, todas as 7 tinham o cabelo de cor diferente, impressionante, não é? Eu deveria arrumar alguma para você? Você só fica atrás desses livros, é por isso que não chama a atenção das garotas! Você poderia ser bem popular se quisesse.... Ei, você está me ouvindo!?

- Uhun... – Minto sem nem prestar direito atenção em suas palavras.

- O que você tanto olha, hein?! – Posso não ter ouvido direito o que ele falou antes, mas essas últimas palavras eu ouvi muito bem. Me levantei na mesma hora tentando tampar sua visão.

- Não é nada! O que você estava falando mesmo? Garotas arco-íris? Cara, isso é demais, muito show, você é realmente um playboyzinho de muita sorte! – Eu até tentei desviar sua atenção me movendo de acordo com os seus olhos, mas como sempre não deu certo, ele me empurrou para o lado, e de primeira conseguiu descobrir o que eu tanto olhava, ou melhor, quem eu olhava.

 - É aquela de cabelo preto curto, não é? Você está afim dela, né? Uou, você tem um bom gosto, pensei que você não estava interessado em garotas, você vai rir de mim, mas estava considerando novamente que você fazia parte do outro time...

- Cala boca, Shou! Viu, é por isso que eu odeio falar sobre isso com você, só diz bobagens! – Me sentei novamente na cadeira farto das brincadeiras ridículas de Nishimura.

- Okay, vou parar. Agora me diz, qual é o nome dela, Hum? – Olhei para ele desconfiado – Vai, você pode me dizer, somos amigos não somos? – Suspirei, não queria dizer, mas se tratando de Shou, ele não ia me deixar em paz se eu não falasse, então cedi.

- Ela se chama Yoshida Yuka, ela é a representante feminina da classe. Saberia disso se viesse mais vezes a aula. – Ele revirou os olhos – Ela é uma garota legal, e fofa, está sempre sorrindo para todos, ela é alguém que realmente chama a atenção, me surpreende que não tenha colocado os olhos nela ainda.

- Bem, ela parece ser do tipo que se namora, e você sabe que eu não sou desses, não é? – Pois é, Nishimura nunca ficava com a mesma pessoa por dois dias seguidos, apenas quando estava afim de brincar com alguma garota que não gostava dele, ele não poderia aceitar que alguém do sexo oposto não fosse atraído por ele. Apostava com sigo mesmo quanto tempo bastaria para que ela se apaixonasse, um comportamento que como amigo, eu não aconselhava que fizesse, mas quem disse que ele me ouve? São raras as vezes que ele faz o que eu peço.

Estávamos tão presos ao assunto que não percebemos que estávamos, todo esse tempo, encarando Yuka, que percebeu nosso olhar e olhou para nós de volta, seu rosto parecia surpreso, mas logo acenou para nós com um sorriso no rosto. Eu não sabia o que fazer corei quase de imediato, olhei para toda parte pensando em como responder seu aceno, até que meu estupido amigo fez isso por mim, acenou de volta com um sorriso idiota na face. Puxei a sua mão que acenava para baixo e o repreendi com meu olhar, que ficou confuso. Ouvi a risada fraca de Yuka, e olhei para ela acenando envergonhado com uma rápida saudação de cabeça que ela devolveu.

- Vem! – Disse puxando Shou para fora da sala, paramos ao lado da porta e eu comecei a repreende-lo. – O que deu em você? Por que acenou de volta?!

- Você estava agindo que nem um idiota, em tive que agir em seu lugar, me agradeça depois.

- Não faça coisas desnecessárias, Shou.

- Eu posso fazer ela ficar caidinha por você, é só deixar comigo, eu vou... – Ele andava de volta para a sala de aula não prestando atenção em nada do que eu disse.

- Você ouviu o que eu acabei de dizer!? – Puxei ele pela parte de trás da gola de sua camisa, impedindo que desse mais um passo. – Não se meta nisso Shou! Eu nem disse que gosto dela, só a acho bonita, okay?

- Eu também achei ela bonita, tudo bem se eu for e chegar nela então? Você disse que não gosta dela. – Ele sorriu de um jeito que eu não gostava nada, por que ele tinha que ser desse jeito?

- Não se atreva a fazer isso Shou! Ela não é como as garotas que você costuma sair. – Digo em um tom ameaçador, e ele dá um risinho como se já soubesse de tudo. Suspirei, não dava para esconder nada desse panaca! – Okay, eu gosto dela ta legal? Mas não faça nada por favor, eu quero fazer as coisas sozinho.

- Okay meu amigo, não farei nada, juro, mas se precisar de um conselho eu posso... não, acho que não posso, não sei como lidar com romance, tudo o que eu sei é como pegar garotas, mas você não quer só ficar com ela, não é? – Olhei para ele sério, e ele sorriu. – Vai em frente, vou te apoiar em tudo o que você fizer. Não se preocupe, tenha mais auto estima, você até que é bonitinho.  – Ele piscou para mim e continuou seu caminho de volta a sala de aula.

- Não quero ouvir isso de você, é nojento. – O acompanhei para dentro, agora com um sorriso em meu rosto.

- Só não dá uma de bobão de novo, ou ela vai rir de você.

- Ei!

*****

Andava pelos corredores da escola a procura da sala dos professores quando ouço uma voz um tanto familiar para mim.

- Ah! Nakayama-san! – Ela chama as minhas costas.

Olho para a direção da voz e vejo o dono dela. Yoshida-san carregava uma pilha de livros em seus braços que era tão alta quanto ela, por isso, ela tinha que se esforçar para enxergar a sua frente, ela veio até mim e sorriu gentilmente.

- Para onde está indo? – Ela pergunta ainda sorrindo, fico sem reação, a tempos pensava em como começar uma conversa com ela, e é Yoshida-san que dá a iniciativa, nunca pensei que isso aconteceria – O que houve? – Seu sorriso gentil logo se transformou em um sorriso triste, ela olhou para baixo chateada – Entendo, você não deve querer falar comigo quando o assunto não é sobre as atividades de representante de sala... eu entendo.  “Para onde está indo”? Que jeito mais intrometido de começar uma conversa...

- NÃO! – Digo espantado com suas palavras, nunca pensei que ela poderia pensar assim. Ela se assusta com meu grito, e me olha novamente. – Quero dizer... não é assim, só fiquei surpreso Yoshida-san, não é como se eu não quisesse falar com você ou algo assim... e também, eu não achei que você tivesse sido intrometida... – Ela olhou para mim prestando atenção as minhas palavras, virei rapidamente o rosto para baixo envergonhado, ouvi uma risada fraca proferida por ela.

- Okay, então me deixe começar de novo. Para onde está indo, Nakayama-san? – Seu sorriso é doce.

- Estou indo para a sala dos professores, e você Yoshida-san? – Respondo um pouco mais calmo do que da última vez.

- Que sorte estou indo para o mesmo lugar! O sensei me pediu para levar esses livros na mesa dele. – Ela olhou para os livros em seus braços, e pude perceber que fazia um grande esforço para mantê-los fora do chão.

- Aquele professor estupido, como ele pode deixar uma garota sozinha, levar todos esses livros? – Eu pego os livros delicadamente de seus braços – Vamos ao mesmo lugar mesmo, então eu os carrego para você, e nem adianta negar, okay?

- Obrigada Nakayama-san! Você é tão gentil! – Vejo um lindo sorriso se formar em seus lábios, e como era lindo, até agora nunca encontrei um lado feio nessa garota, tanto por dentro quanto por fora. – Ah sim, agora que eu me lembro, você não tem muitos amigos, não é? É incrível que alguém com uma personalidade tão doce quanto a sua, não atraia pessoas para perto... Ah, é mesmo, você tem aquele garoto que está sempre perto de você. Digo, o garoto do aceno.

- Ahh... Você diz o Shou? Bem, ele não tem muitos amigos, e se não sou eu para cuidar dele, ele ficaria perdido novamente, e vamos concordar que com alguém como ele ao meu lado fica meio difícil se relacionar com qualquer um. Mas bem, ele pode ser daquele jeito, mas é um bom amigo, o único que eu preciso. – Digo com convicção a última parte.

- Entendo... então se eu pedisse para ser sua amiga, então eu seria rejeitada, não é? Quero dizer, você não precisa de mais ninguém... – Ela faz uma cara triste.

- Não! Claro que não rejeitaria! Digo, é você Yoshida-san! Quem no mundo não ia querer ser amigo de uma pessoa doce, gentil e ainda por cima extremamente bonita!? – Digo desesperado para ela, que ri ao ver minha reação exagerada, mas logo depois cora levemente.

- Que ótimo, então... tudo bem em ser meu amigo por agora? – Ela me olha inocentemente.

Meu deus, isso realmente está acontecendo? Eu não estou sonhando? Yoshida Yuka quer ser minha amiga! Nem em cem anos eu imaginaria isso! E esse “por enquanto”? Será que tem algum significado a mais!? Cara, essa garota está me deixando maluco!

- É-É claro que sim! – Ela sorriu novamente, e eu a segui para a sala dos professores.

Depois desse dia as coisas entre eu e Yoshida-san melhorou muito, conversávamos há todo momento, pude conhece-la ainda melhor, e quanto mais tempo eu passava com ela mais eu via como ela era maravilhosa, ela era como um anjo na Terra, meu coração estava completamente entregue, mas nunca pensei que o dela também estaria entregue para mim até aquele momento...

- Eu gosto de você Nakayama-kun! Por favor saia comigo! – A vejo se curvando a minha frente esperando a minha resposta que não veio, continuo desacreditado no lugar, não acreditava no que eu havia ouvido.

Percebendo meu silencio ela se levantou e olhou para mim confusa e triste.

- Você... não quer? – Ela me olhou com seus olhos brilhando – Entendo, é compreensível, visto que sou eu perguntando isso para você, quero dizer, nós somos amigos, a culpa é minha por ter me apaixonado por você... Por favor, esqueça tudo o que eu disse! – Ela se virou para ir embora, mas eu não podia deixa-la sair desse jeito, eu tinha que dizer o que eu sentia, eu deveria finalmente expressar meus sentimentos sem que a vergonha me parasse.

- É claro que eu quero! Que garoto em sã consciência não iria querer?! Yoshida-san, você é linda, fofa, gentil, doce e adorável, eu seria louco se eu não aceitasse! Mas a verdade é, desde tempos atrás eu venho nutrindo sentimentos por você, isso é, eu gosto muito de você! Se estiver tudo bem para você, um cara sem muita experiência em relacionamentos, por favor me deixe ser seu namorado! – Dessa vez foi minha vez de me curvar, essa era minha primeira confissão, eu não sabia se tinha ido bem ou não, o que importava era que eu a tinha feito, se ela me achar um idiota e ir embora depois disse, darei razão a ela.

- D-desdê que seja com Nakayama-kun... eu não me importo! Eu também não tenho muita experiência, mas vamos aprender juntos!

- S-sim! – Me ponho de pé ao seu lado, nunca pensei que eu poderia ficar tão perto dela, eu nunca pensei que esse dia poderia chagar e que eu seria o seu namorado, se eu pensasse seria mais como um sonho distante que nunca seria alcançado, mas hoje eu posso ver, que esse sonho não é tão inalcançável quanto eu pensava, e que agora eu viveria num sonho.

Foi assim a maior parte do nosso relacionamento, no começo nós nos estranhávamos um pouco, mas logo nos acostumamos a nos chamar de namorados, comecei a chama-la por seu primeiro nome, e ela pelo meu, logo depois veio os encontros e os passeios de mão dada, no final deles, sempre vinha a vontade de ficar mais tempo um com o outro. Me lembro que no final do nosso primeiro encontro eu dei meu primeiro beijo, foi doce e macio, me fez sentir vontade de nunca mais me soltar daqueles lábios que eu tanto amava quando sorria, e agora mais, quando me beijava.

Nossa relação ficava cada vez mais forte, fizemos todas as nossas primeiras vezes juntos, eu não poderia estar mais feliz e mais apaixonado, tanto que se ela me pedisse para dar minha vida para que ela vivesse, eu faria sem pestanejar. Fiquei preocupado no começo por causa de Shou, ele era um delinquente, poderia assustar alguém como Yuka, mas ela não pareceu se importar, pelo contrário, ela passava muito tempo com nós dois, Shou não falava muito com ela por perto, mas ela mostrava um grande interesse em conhecer um amigo meu, visto que ele era meu único amigo, e era curioso ele ser tão diferente de mim.

Todos os dias eram maravilhosos, nós não brigávamos, ou discutíamos, éramos um casal exemplar, mas é claro, que nada, eu repito NADA dura para sempre, tanto uma amizade quanto um relacionamento. Eu pensava que eu e Yuka ficaríamos juntos para sempre, nos casaríamos, teríamos filhos e envelheceríamos juntos (pensamento típico de alguém em seu primeiro relacionamento), idiota, não? Eu fui muito inocento quanto a isso, eu sabia que teríamos obstáculos como um casal para enfrentar, mas nunca pensei que meu melhor amigo seria um deles, ou que ele seria o motivo para que eu perdesse tudo, que eu perdesse ela.

Eu procurava por Yuka que havia sumido da sala no horário de aula dizendo que não se sentia bem, queria acompanha-la, mas ela recusou minha oferta, dizendo que eu precisava prestar atenção na aula para ensina-la depois. O normal seria que ela estivesse na enfermaria, mas não tinha nem sinal que ela esteve lá, procurei por toda a escola, mas não há encontrei, onde ela poderia ter ido?

Me lembrei que ainda faltava um lugar para procurar, o quarto de equipamentos de educação física, é, eu sei, também não acho que ela poderia estar lá, mas o que eu poderia fazer? Estava preocupado com ela, seu celular estava desligado, ela havia reclamado de dor a alguns minutos atrás, e eu não sabia onde estava, precisava ver se ela estava na escola antes de ir a sua casa, ou poderíamos nos desencontrar.

Me aproximei do quarto e ouvi duas vozes, uma delas eu tinha certeza que era de Yuka, eu a ouvi gritando, mas não entendi direito o que ela dizia. Desesperado decidi abrir porta para saber o motivo de uma garota que nunca levantava a voz, gritar daquele jeito.

O que vi me surpreendeu de uma maneira tão grande que eu pensava que não passava de uma ilusão, antes fosse, eu preferiria que fosse assim, desse modo eu não perderia o amor da minha vida, ou meu melhor amigo, me tornando uma pessoa diferente da que eu era anteriormente, com um coração amargurado, e preenchido só com o desejo de vingança. Mas no final, aquela era a mais pura verdade, incontestável, inegável e irrefutável.

Lá estava meu melhor amigo de peito nu, com minha namorada seminua, apenas de sutiã e saia. Ele segurava seus braços fortemente, e assim que percebeu minha presença a empurrou surpreso derrubando a no chão.

- Heiji! – Gritou chamando a atenção de Yuka para mim, ela pareceu surpresa por me ver ali, mas logo depois eu pude ver lagrimas escorrerem de seus olhos despertando ainda mais minha fúria. O que esse desgraçado fez com meu anjo!!?

- Não é o que você está pensando Heiji, mantenha a calma.

- MANTENHA A CALMA? MANTENHA A CALMA? Como pode me pedir isso?! Meu melhor amigo agarrado a minha namorada!!

- H-Heiji-kun! – Yuka correu atrás de mim, ela parecia muito assustada – Eu estava com tanto medo! Estou tão feliz que você que você esteja aqui! Eu... eu pensei que você não ia vir me salvar, estou tão feliz! – Ela chorava segurando meu braço com força.

- Não a escute, Heiji, eu não a ataquei, deixe-me explicar, não é nada disso. Eu não faria isso com você, cara.

- Como pode mentir assim Nishimura-san? Eu pensei que você era uma boa pessoa, você me chamou até esse lugar escuro para se aproveitar de mim, eu acreditei em você e vim! Você é uma pessoa realmente cruel fazendo isso com a namorada do seu amigo! – Nishimura pareceu verdadeiramente irritado, fazia tempo que eu não via aqueles olhos possuídos pela raiva.

- Você é mais vadia do que pensava, sua puta desgraçada!

- Cale a sua boca... para falar da minha namorada Shou! – Falei friamente para ele que pareceu confuso com minha resposta.

- Heiji... Você acha... que eu fiz isso que essa vadia está me acusando? – Falou desacreditado.

- Já falei para não chama-la assim. – Disse bravo, de todo o tempo que estivemos juntos como amigos, eu nunca falei de modo tão sério quanto esse com ele, brigávamos sim, muitas vezes, mas as nossas reconciliações eram rápidas, dessa vez parece ser algo realmente sério.

- Confie em mim Heiji, eu não fiz o que você pensa que eu fiz! – Shou parecia desesperado para impor sua verdade, eu quase acreditei em suas palavras quando meu doce anjo me recobrou a minha consciência.

- Então... se você não fez nada... quem fez... fui eu? – Ela me olhou nos olhos e naquele momento eu tive certeza de quem eu deveria ouvir.

Eu não queria acreditar, eu queria acreditar que tudo aquilo não passava de um mal-entendido ou de um sonho, o que for, mas aquela era a realidade, e eu sabia qual era a verdade, meu amigo havia me traído, e dá pior maneira possível.

- Por que fez isso Shou? – Perguntei incrédulo, ele desacreditou no começo, parecia que uma faca lhe havia acertado o coração, mas depois ele apenas deu riso e pegou sua camisa se vestindo.

- Não sei, quem sabe. – Ele disse entre o sorriso. – Talvez seja por que eu sempre tive essa natureza, sabe? Sempre gostei de vadias, por que elas se entregam fácil para mim. – Ele dá um sorriso provocativo, olhando diretamente para Yuka que engole em seco.

- Pensei que éramos amigos. – Apertei minha mão com ódio, o que eu significava para ele? Ele estaria então brincando comigo todo esse tempo? É claro que sim, ele adora fazer isso, eu já deveria saber, como fui idiota, como fui capaz de deixar o amor da minha vida perto dele? Meu deus! Ele tocou nela, ele ia estuprá-la! Com que tipo de monstro eu estava andando?

- Pois é, eu também pensei que fossemos. Quem traiu quem? – Ele me olhou pela última vez, e foi embora rindo daquela situação, era isso que ele queria desde o começo.

Olhei para minha Yuka ainda seminua e tirei o casaco do meu uniforme colocando por cima dela, ainda não acredito que consegui chegar na hora, antes que aquele monstro tocasse no meu bem mais precioso.

- Você está bem meu amor? Ele te machucou em algum lugar? Não precisa mais ter medo, eu estou aqui para você. – A abracei forte mostrando que eu não deixaria que mais nada acontecesse com ela enquanto eu estivesse ali, mas algo estranho aconteceu, ela me empurrou para longe dela me deixando atônito.

- Desculpe... me desculpe Heiji-kun, eu acho que eu não posso mais fazer isso. – Ela me olhou com os olhos em lagrimas. – Eu sinto que eu não devo mais ficar com você, quando você me toca eu me lembro dele, eu me sinto suja por ser tocada por um homem que não é você! Se eu continuar ao seu lado, só irei me machucar me lembrando do que houve hoje. – Levou um tempo para que eu entendesse o que ela quis dizer, mas logo eu entendi tudo, e aquilo me abalou completamente.

- Não! Nós podemos superar, nós podemos superar isso juntos! Então... por favor, não diga isso de novo, fica comigo meu amor. – Foi minha vez de chorar, a ideia de não poder mais ficar com meu anjo era insuportável, eu não podia aceitar aquilo. Segurei seu braço delicadamente, em uma forma de faze-la ficar.

- Desculpe, sinto muito. – Ele retirou delicadamente minha mão de seu braço, e me olhou com seus olhos gentis pela última vez – Adeus.

Depois daquilo, ela saiu pela mesma porta em que eu entrei, eu estava sozinho agora, eu perdi tudo, aquilo não podia estar acontecendo, quando as coisas se encaminharam para isso? Quando tudo começou a dar errado? Eu tinha tudo sobre controle, eu iria passar toda a minha vida colegial estudando para passar na universidade que eu queria, ia arrumar um bom emprego, arranjar um casamento planejado, ter filhos e morrer com a vida feita sem muitas preocupações, estava tudo planejado, eu não teria coisas simplórias como amigos ou namoradas, então por que deu tudo errado? Quando eu comecei a achar que ter pessoas a minha volta, era importante?

Eu já sabia a reposta, o causador disso tudo foi ele, a pessoa que destruiu e deu tudo o que eu tinha, foi ele, é por culpa dele que eu ligo para coisas como amigos e relacionamentos, é culpa dele que eu me sinto sozinho agora sem nenhum dos dois, fui traído por ele. A pessoa que eu amava me deixou por sua culpa, e eu... eu não posso fazer nada para mudar. Eu estou quebrado, me sinto um lixo, e mesmo assim ele ri, por que? Ele é o causador de todas essas emoções de merda dentro de mim, então por que só eu tenho que sofrer? Isso não é injusto? Sim, isso é, muito injusto. Não sou só eu e Yuka que deve sofrer nesse momento, é ele que deve sofrer, agora mais que nunca, eu... eu não vou deixar isso assim, ele vai pagar por aquilo que ele destruiu.

Corri para onde eu sabia que ele deveria estar, o terraço. Subi as escadas mais rápido do que eu poderia contar, abri a porta e ali estava ele de pé olhando para o céu, sem saber que eu estava indo atrás dele.

- Ei! – Ele se virou para me olhar e eu corri até ele e desferi um soco contra seu rosto o derrubando no chão, eu sabia que algo como aquilo não o machucaria, ou se compararia com o que eu estava sentindo, mas eu tinha que fazer aquilo, ou eu não conseguiria falar nada. – Você destruiu minha vida, sabia seu monstro? Você é sem sombra de dúvidas a pior pessoa que eu já tive o azar de conhecer, parabéns seu lixo. – Ele sorriu de cabeça baixa limpando o sangue em sua boca – Mas não ficará assim Shou, nem que eu me torne o mesmo lixo que você, eu tirarei de você, a pessoa mais importante, custe o que custar. Até lá, manterei distancia de você.

- Faça o que quiser. – Ele ri entre o sorriso – Não existe, e nem nuca existira uma pessoa assim para mim. – Ele me olha com convicção, como se suas palavras fossem irreversíveis.

 E com essas palavras ele se foi, me deixando novamente sozinho, mas dessa vez não estava escuro, era tudo mais claro no terraço e no meu coração, eu sabia o que fazer, eu precisava esperar, não importa quanto tempo fosse, eu iria me vingar por ele ter me tirado o que era mais importante e ter me deixado com esses sentimentos. Eu vou mudar e voltar, não deixarei que ele tenha paz, pagará com a mesma moeda, e dessa vez meu plano não irá falhar.

Me aguarde,

Nishimura Shou.

Fim do Flashback

- E foi isso que aconteceu, ele me enganou, assim como enganou você Maya, eu sei que o que ele fez a Yuka, foi a mesma coisa que eu fiz a você, mas eu prometi que faria o mesmo que ele fez a mim, e isso tudo está ligado a você, sinto muito. – Ao olhar para ela percebo lagrimas descerem dos seus olhos, não entendi o motivo daquela reação, isso é muito menos do que eu planejei contar a ela, para que meu plano estivesse pronto, então por que dessa reação?

- Eu... eu... eu sou uma pessoa horrível. – Meu deus, por essa eu realmente não esperava, essa garota tem o dom de me surpreender. – Nakayama-san, nós... eu e você, fizemos algo horrível!


Notas Finais


Lembrem-se deixar sua opinião e suas perguntas para o capitulo especial! Até mais!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...