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História Me apaixonei por um mortal (Park Jimin) - Capítulo 11


Escrita por: e Barbie_Noona


Notas do Autor


Voltei mais rápido que o Suga cantando rap 😅
Boa Leitura!!!!

Capítulo 11 - Capítulo 11.


Fanfic / Fanfiction Me apaixonei por um mortal (Park Jimin) - Capítulo 11 - Capítulo 11.


 

Mordê-lo? Matá-lo? Sumir com ele? Arrancar o colar do pescoço pálido e o hipnotizar? Fingir um “acidente”? 

.

.

Penso nas possíveis possibilidades do que fazer com o garoto que se mantém prendendo a respiração até o momento. Solto o pobre animalzinho e limpo minha boca com a manga da blusa.

—Respira Jimin. —Digo agora bem próxima da sua orelha.

—E-Eu estou-tou sonhando, na-não é? —O garoto aperta os olhos e sussurra trêmulo.

—Eu preciso que você se acalme e respire. —Mantenho minha voz pacífica.

O silêncio se instaura e agora só ouço sua respiração voltando ao normal. Suspiro aliviada e observo cada movimento que Jimin tenta fazer com cuidado. Como pensei em sumir com ele se não consigo nem lidar com o fato dele prender a respiração? 

—Está pensando em correr? Sinto em te dizer mas eu corro muito mais. —Brinco.

—E agora você tem senso de hu-humor? —Sua voz ainda está um pouco trêmula.

—Desculpa, só quis descontrair. —Dou de ombros.

—Por que inferno você estava bebendo o sangue de um animal, sei lá? —Jimin ainda não me encara.

—Acho que você sabe a resposta. 

—Não, isso não é verdade! Isso aqui é mundo real! —Ele tenta se convencer e me olha brevemente.

—Sim, mundo real com monstros reais. —Ainda tento manter a calma, mas minha cabeça está pensando em mil possibilidades de como mudar a situação.

—Por favor Rose. —Vejo os olhos do garoto se enchendo de lágrimas.

—Fica calmo Jimin, não vou te machucar. —Passo meus dedos na bochecha gelada e o garoto recua.

—P-Por que não? —Ele mantém a cabeça baixa, tão vulnerável.

—Porque eu... —Minha garganta queima. —...Gosto de você. —Digo por fim me sentindo liberta por admitir tal sentimento depois de tanto tempo.

Obviamente esse não era o único motivo, mas dada a circunstância eu poderia sumir com ele sem peso na consciência.

—Go-Gosta de-de mim? —Sua voz quase não sai e ele me olha com total receio.

—Gosto. —Passo mais uma vez minha mão pela pele sensível e dessa vez Jimin não se afasta.

Bem lentamente aproximo meu lábios dos rosados e os selo. Sinto o choque no corpo do maior com o meu ato inesperado. Deposito minhas mãos no pescoço dele e as suas, ainda trêmulas, vão para minha cintura. Quem diria que nosso primeiro beijo de verdade seria depois dele descobrir que sou uma vampira sugadora de sangue. Admito que o garoto tem coragem, deve estar no sangue dele.

O beijo não passa de algo calmo e suave. Por mais que nossas línguas brinquem uma com a outra, não queria arriscar de mordê-lo e acabar sentindo o sangue humano já quase desconhecido por mim. Me afasto quando percebo que o moreno está sem ar e o encaro.

—Desculpa Jimin. —Digo fazendo-o me olhar confuso.

Rapidamente tiro seu colar e o encaro nos olhos.

—Você não sabe o que eu sou, nada aconteceu entre nós. Você veio aqui e me viu procurar lenha para levar ao acampamento. —Digo na tentativa de hipnotiza-lo.

—Não seja ingênua Rosalie Hale! —Uma voz masculina me faz ficar em posição de ataque, na frente de Jimin.

—Quem está aí? —Grito olhando cada canto da floresta.

—Não lembra de mim? Sou o Jasper, nos conhecemos lá no hospital. —O garoto de cabelos loiros aparece na minha frente.

Sinto o corpo de Jimin entrar em um quase colapso. Deve ser muita coisa para ele assim do nada.

—O que você quer? —Olho séria para o vampiro que brinca com um sorriso debochado nos lábios.

—Sabe, é icônico ver uma vampira apaixonada por um caçador. Você por acaso é masoquista Rose? 

—Quem é você e o que você quer? —Digo ríspida já sem paciência!

Park Jimin não deveria ouvir nada disso.

—O Jeremy não te contou? Sou filho do Stefan, do antigo clã dele da Itália. —Ele estende a mão para mim. Eu a arrancaria fora se não tivesse com receio de sair da frente de Jimin.

—E o que você quer aqui? 

—Não está óbvio? Quero organizar as coisas já que a incompetência do Jeremy não permiti. 

—Do que está falando? 

—Vim terminar meu serviço que deveria ter feito há três anos. —Concluo algo que já suspeitava.

—Você matou o pai dele? —Minha voz sai alto demais.

—O-O que? —Jimin dita confuso querendo passar na minha frente. O seguro mantendo ele protegido atrás de mim.

—Eles são os inimigos Rose! Pare de achar que isso aqui são como esses filmes idiotas dos humanos. Se não os matamos, eles nos matam.

—Você não vai encostar um dedo nele! —Me coloco ainda mais em posição de ataque.

—Sou mais velho que você, logo, tenho mais força. —Seus lábios expõem os dentes afiados e o sorriso sádico.

—Não tenho medo de você! 

—Vai mesmo morrer por conta de um caçador? —Ele parece não acreditar.

Eu protegeria Jimin com minha própria vida se fosse possível! Chega de me arrepender por coisas que eu deveria ter feito mas fui covarde demais para tomar tal atitude.

—Eu o protegerei com minha própria vida! —Entrelaço minha mão ao do coreano.

—Olha, vou fazer de forma rápida e indolor. Não teria nem graça beber o sangue cheio de verbena dele. —O olho surpresa. Não era só o colar? —Pois é, acho que está desinformada. A avó dele era uma bruxa, assim como a mãe dele. E os homens são de uma linhagem de caçadores, já já ele vai virar um e matar você e o doutorzinho. 

Jimin aperta minha mão tão confuso como eu. Como assim a mãe dele é uma BRUXA? Será que Jeremy sabia disso o tempo todo? Ele não é tão ingênuo ao ponto de.... ou é?

—Eu imaginei mesmo que era você. Stefan fez um péssimo trabalho como o esperado. —A voz bem conhecida por mim soa agora do meu lado.

O loiro mantém uma expressão calma e uma voz firme diante do vampiro que não parece tão corajoso agora.

—Não pior do que o seu! Criou uma vampira tão patética como você. —Jasper diz ríspido.

—Acha patético querer levar uma vida normal? Ajudando as pessoas e não machucando ninguém? —O loiro se mantém tão calmo que me admira, mesmo eu o conhecendo há anos.

—Somos vampiros doutor! Nosso alimento vital é o sangue humano! 

—Leva Jimin daqui e a doutora Park também. —Jeremy sussurra para mim.

Rapidamente os dois somem da nossa vista. Meu coração se aperta ao saber que Jeremy lidará com o vampiro sozinho. Sei que o loiro ficará bem, mesmo com a ética em primeiro lugar, ele é um vampiro experiente e sabe lidar com todas as situações sem exceção.

Volto a mim quando Jimin aperta minha mão. 

—Você ouviu seu pai, precisamos ir. —Seu tom agora calmo me surpreende.

—Você está bem? —Analiso seus lindos olhos puxados.

—Vou ficar, tem uma vampira muito linda que me protege bem. —Ele consegue dar um sorriso estonteante.

—Bobo! —Selo sua bochecha e caminho com nossa mão ainda entrelaçada.

 

Tivemos que dar uma boa desculpa para que a mãe do coreano fosse embora conosco. Ela fez diversas perguntas sobre “onde está o Jeremy” e muito mais. Levei os dois para minha casa e insisti para que doutora Park ficasse lá, alegando que Jeremy queria muito falar com ela e que não demoraria. Fiquei um pouco preocupada com o loiro e com sua demora, mas sei que ele está bem e seguro, eu sinto.

—Está preocupada com seu pai? Aliás, vocês vampiros tem pais? —Jimin se senta ao meu lado na mesa da cozinha.

—Onde está sua mãe? —Pergunto preocupada. Se Jasper escapasse, poderia usar a mãe dele para nós ameaçar.

—Ela cochilou no sofá. —Ele ri fofo.

—Hm. —Respiro aliviada. —Sim, temos pais. Normalmente nosso “criador” é nosso pai. Mas Jeremy é mais do que isso para mim. Ele salvou minha vida de todas as formas existentes. Acho que hoje consigo ver isso. —Desabafo ficando de repente melancólica.

Sempre culpei o loiro por ter me “salvado” e me transformado em vampira sem me perguntar se eu queria mesmo isso. Mas talvez se eu não tivesse me transformado em uma, jamais admiraria esse rostinho na minha frente. Certamente nunca poderia fazer isso.

—Minha cabeça está um loucura, parece que usei uma droga pesada que me levou para outro mundo. —Jimin ri. —Mas a coisa que mais tenho certeza é que eu gosto muito de você Rose, você sendo uma vampira ou não. —Sua mãozinha passa no meu rosto aquecendo meu coração.

—Você não existe garoto! —Sorrio selando seus lábios grossos.

A porta se abre e assim que ouço já estou nela vendo quem causou o barulho. O loiro entra com a expressão preocupada.

—Cadê o Jimin? 

—Estou aqui. —O garoto vem até nós e se curva.

—Você o pegou? —Pergunto levemente angustiada.

—Não, o segui até a cidade próxima. Ele iria mais longe e emboscaria vocês no momento mais oportuno. —Jeremy explica indo até a doutora Park que ainda cochila.

—O que vamos fazer agora? —Agarro o pulso de Jimin só para mantê-lo perto.

—Temos que mantê-los aqui, a salvo. —Jeremy olha para mim e para o moreno. 

—Acha que consegue convencê-la de ficar aqui?

—Posso ajudar se precisarem. —Jimin fala prestativo.

—Como ele soube? —O loiro olha desconfiado.

—Ele me viu no ato. —Mordo o lábio culpada.

—Rose! —Jeremy me repreende e vem até nós. —Está bem com tudo isso Jimin, acha que pode lidar tranquilamente? —O loiro pergunta cauteloso com sua voz calma de sempre.

—Posso. Rose está me ajudando. —Ele ri singelo me olhando ladino. Sorrio boba.

—Tudo bem então. Fica de olho Rose, olhos abertos e ouvidos atentos. 

—Ok. Vou subir e deixar o Jimin tomar um banho. —Jeremy assente com a cabeça.

 

Subimos e eu entreguei uma toalha ao moreno e algumas peças de roupa de Jeremy. Dada as circunstâncias ele não reclamaria. Enquanto o coreano tomava um banho no banheiro do meu quarto, dei um pulo correndo na sala de Jeremy e peguei alguns de seus livros, sobre bruxas e caçadores. Precisava de informações mais completos do que apenas “lendas”.

 

—O que está fazendo? —Jimin enxuga os cabelos úmidos. O conjunto de moletom da Puma caiu bem nas suas coxas fartas e o tronco definido.

—Estudando sobre vocês. —Sorrio para o maior que também se senta no meu tapete felpudo.

—Posso ajudar? —Seu cheiro suave invade minhas narinas, me sinto embriagada.

—Não está com sono? —Noto suas pálpebras passadas. Foram muitas emoções para um humano barra caçador.

—Queria te fazer algumas perguntas. —Ele diz sem jeito.

—Se forem complexas eu só respondo amanhã quando tiver descansado. Foram muitas emoções para você. —Massageio sua bochecha gordinha.

—Quero saber o que é um caçador, como se tornou uma vampira, se minha mãe é mesmo uma.... bruxa. 

—Prometo te contar tudo amanhã. —Selo seus lábios.

—Tá bom, me convenceu. Mas, só se deitar comigo. —Selamos nossos lábios novamente.

Deitamos na cama de frente para o outro. Massageio os cabelos pretos admirando o sorriso lindo que o garoto dá.

—Você poderia ter dito que gosta de mim antes de eu ser ameaçado de morte por um vampiro. 

—Desculpa por isso, mas admitir esse tipo de coisa é difícil para mim. 

—O importante é que agora você disse. —Ele beija minha testa.

Depois de mais alguns minutos acariciando os fios do garoto, ele entra em um sono tranquilo. Massageio sua bochecha e sorrio sozinha. Eu o amo e nada nem ninguém irá machuca-lo.

—Rose. —O loiro sussurra da porta do meu quarto. —Precisamos conversar. —Ele diz depois de olhar para Jimin que dormia.

Me levantei devagar para não acorda-lo e fui para o corredor junto com o loiro. Realmente tínhamos muito o que conversar.

 

 


Notas Finais


O que acharam do cap?

Estou tentando atualizar rápido para logo finalizar a fanfic. Estou com várias ideias quentinhas de mais histórias pra vcs! Aguardem ❤️

Até loguinho!


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