História Me Before You - Steroline (ADAPTAÇÃO) - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Como Eu Era Antes de Você
Tags Candiceaccola, Comoeueraantesdevc, Paulwesley, Steroline, Tvd
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Palavras 2.306
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei... Tenham uma ótima leitura 🙆

Capítulo 7 - Capítulo 6


Saí dá sala, com o coração batendo forte. Na segurança da cozinha, saquei meu celular e digitei uma mensagem de texto para minha irmã.

É horrível. Ele me odeia.

A resposta veio em segundos.

Você só está aí há uma hora, sua covarde! Mãe e pai muito preocupados com dinheiro. Segura a onda e pense em quanto ganha por hora. Bj

Fechei o celular com um estrépito e suspirei. Fui até o cesto de roupa suja no banheiro, tentando calcular meio quilo de roupa, e fiquei alguns minutos verificando as instruções da máquina de lavar. Não queria desprogramar nem fazer qualquer coisa para Stefan ou a Sra. Salvatore me olharem de novo como se eu fosse idiota. Liguei a máquina e fiquei lá, pensando o que mais poderia legitimamente fazer. Tirei o aspirador de pó do armário e limpei todo o corredor, mais os dois quartos, pensando que, se meus pais pudessem me ver, insistiriam para tirar uma foto comemorativa. O quarto extra estava quase vazio, como um quarto de hotel. Desconfiei de que Alaric não costuma dormir lá. Pensei que eu provavelmente não poderia culpá-lo.

Hesitei do lado de fora do quarto de Stefan Salvatore, e enfim concluí que o local precisava ser aspirado como qualquer outro lugar da casa. Uma das paredes era coberta por uma estante embutida com uns vinte porta-retratos.

Enquanto aspirava ao redor da cama, eu me permiti dar uma olhada neles. Havia um homem saltando de bungee jump de um abismo, os braços abertos como uma estátua do Cristo. Uma foto de um homem que poderia ser Stefan numa espécie de selva, e outra ele em meio a um grupo de amigos bêbados. Os homens estavam de smoking, uns com as mãos nos ombros dos outros. 

Lá estava ele numa rampa de esqui, ao lado de uma garota de óculos escuros e longos cabelos escuros. Parei para vê-lo melhor de óculos de esqui. Estava com o rosto barbeado e, mesmo na luz intensa, exibia aquela luminosidade cara que os endinheirados conseguem ter ao saírem de Férias 3 vezes ao ano. Tinha ombros largos e fortes, o que dava para ver mesmo sob o casaco de neve. Coloquei a foto com cuidado na mesa e continuei a aspirar ao redor da cabeceira da cama. Finalmente, desliguei o aspirador e comecei a enrolar o fio. Quando me abaixei para tirar o plugue da tomada da parede, notei um movimento pelo canto do olho e pulei, dando um gritinho. Stefan Salvatore me olhava da porta.

- Estação de esqui de Courchrvel. Há dois anos e meio. 

Corei.

- Desculpe. Eu estava só...

- Você estava só olhando as minhas fotos. Pensando como deve ser horrível ter tido uma vida assim e depois virar um aleijado.

- Não. _ corei ainda mais intensamente.

- O restante das minhas fotos estão na gaveta de baixo, caso você fique de novo muito curiosa. _disse ele. 

Então, com um leve zunido, a cadeira de rodas virou à direita e sumiu.

A manhã resolveu durar anos. Eu não me lembrava da última vez em que as horas e os minutos tinham se esticado tão interminavelmente. Tentei encontrar o máximo de ocupações e entrei na sala tão raramente quanto possível, sabendo que estava sendo covarde, mas não me importando com isso.

Às onze, levei água num copo especial, parecido com um copo de treinamento para crianças, e o medicamento antiespasmódico, como Alaric me ensinara. O copo era decorado, de plástico opaco, o tipo da coisa que Thomas tinha usado, só que sem a estampa de Bob, o Construtor. Stefan engoliu com certo esforço e fez sinal para que eu o deixasse sozinho.

Tirei o pó de algumas prateleiras que não precisavam realmente ser espanadas e pensei em limpar umas janelas. O anexo estava silencioso, exceto pelo zunido baixo da TV na sala onde Stefan estava. Não me senti segura o suficiente para ligar o rádio na cozinha. Tinha a impressão de que ele ia fazer alguma crítica ríspida sobre a minha escolha.

Ao meio-dia e meia, Alaric chegou, trazendo consigo o ar frio da rua, e levantou uma sobrancelha.

- Tudo bem? _ perguntou

Poucas vezes na vida fiquei tão contente de ver alguém.

- Sim.

- Certo. Você pode parar meia hora, agora. O Sr. S. e eu precisamos fazer algumas coisas nesse horário. 

Praticamente corri para pegar meu casaco. Não tinha planejado sair para almoçar, mas quase desmaiei de alívio por deixar aquela casa. Levantei a gola do casaco, pendurei a bolsa no ombro e caminhei a passos ligeiros pelo caminho para carros, como se realmente tivesse algum lugar para onde ir. Na verdade, apenas andei pelas ruas ao redor durante meia hora, a respiração formando nuvens quentes no meu cachecol bem enrolado.

Depois que o café fechou, não existiam mas lugares naquele ponto da cidade. O castelo estava abandonado. O lugar mais próximo em que se podia comer era um Pub elegante, o tipo de lugar onde eu provavelmente não conseguiria pagar uma bebida, muito menos o almoço rápido. Todos os carros no estacionamento eram enormes e caros, com placas novas.

Parei no estacionamento do castelo, certificando-me de que não seria vista da mansão Salvatore, e liguei para minha irmã.

-Oi.

- Você sabe que não posso falar no trabalho. Você não largou o emprego, largou? 

- Não. Só precisava ouvir uma voz amigável. 

- O homem é tão ruim assim? 

- Kath, ele me odeia. Ele me olha como se eu fosse uma coisa que o gato trouxe na boca. E ele nem toma chá. Estou fugindo dele. 

- Não acredito que eu esteja ouvindo isso. 

- O que?

- Fale com ele, pelo amor de Deus. Claro que ele se sente infeliz. Está preso a uma maldita cadeira de rodas. E você certamente está sendo inútil. Apenas fale com ele. Conheça-o. Qual a pior coisa que pode acontecer?

- Não sei... não sei nem se aguento. 

- Não vou contar para a mamãe que você desistiu do emprego depois de apenas metade do expediente. Não vão lhe pagar nada, Care. Você não pode fazer isso. Não podemos deixar que você faca isso. 

Ela estava certa. Percebi que odiava minha irmã. 

Houve um breve silêncio. A voz de Kath ficou estranhamente conciliatória. Aquilo era mesmo preocupante. Significava que ela sabia que eu estava mesmo no pior emprego do mundo. 

- Olhe, são só seis meses. _ disse ela. - Fique os seis meses, tenha algo útil no seu currículo e pode conseguir um emprego de que realmente goste. E, ei... veja as coisas por esse lado, pelo menos você não está trabalhando no turno da noite na fábrica de frango, certo?

- Noites na fábrica de frango parecem férias comparadas com...

- Estou indo, Care. Nos vemos depois. 

****

- Gostaria de ir a algum lugar esta tarde? Podíamos ir de carro, se você quiser. 

Alaric tinha saído fazia quase meia hora. Eu tinha prolongado a lavagem das xícaras de chá pelo tempo máximo humanamente possível e achava que, se passasse mais uma hora naquela casa silenciosa, minha cabeça explodiria. 

Ele virou-se para mim. 

- O que você tem em mente?

- Não sei, dar uma volta pelo campo?

Eu estava fazendo uma coisa que costumo fazer às vezes; fingir que sou Katherine. Ela é uma pessoa totalmente calma e competente, por isso ninguém jamais se irrita com ela. Aos meus ouvidos, eu soava profissional e animada. 

- O campo. _ ele disse, como se considerasse a ideia. - Para vermos o quê? Árvores? Céu?

- Não sei, o que você costuma fazer?

- Eu não faço nada, Srta. Forbes. Não posso mais fazer nada. Eu fico sentado. Apenas existo.

- Bom. _ falei. - Disseram que você tem um carro adaptado para cadeira de rodas, não?

- E você acha que vai parar de funcionar se não for usado todos os dias?

- Não, mas eu...

- Está dizendo que eu devia sair?

- Eu só pensei ...

- Que uma voltinha de carro me faria bem? Um pouco de ar fresco? 

- Estou apenas tentando...

- Srta. Forbes, minha vida não vai melhorar muito se eu ser uma volta pelos campos de Storfold. _ ele virou-se para o outro lado.

A cabeça estava enfiada nos ombros e me perguntei se ele estava se sentindo bem. Não era hora de perguntar. Fiquei calada. 

- Quer que eu traga seu computador?

- Acha que eu podia participar de um.bom grupo virtual de tetraplégicos? Tetra-Nós? O Clube das Rodas de Metal?

Respirei fundo e tentei fazer com que minha voz soasse confiante.

- Certo... bom... Já que vamos ficar o tempo todo juntos, talvez pudéssemos saber um pouco um do outro...

Alguma coisa no rosto dele me fez vacilar. Olhava firme para a parede, com um tremor maxilar.

- É que... é muito tempo para ficar com alguém. O dia inteiro. _ prossegui. - Talvez, se você puder me contar um pouco o que quer fazer, do que gosta, então eu poderia... garantir que as coisas sejam como você gosta?

Desta vez, o silêncio foi doloroso, ouvi minha voz lentamente engolida pela ausência de sons, e não sabia o que fazer com as mãos. Katherine e seu jeito competente sumiram.

Finalmente, a cadeira de rodas zuniu e ele virou-se lentamente para mim.

- Eis o que sei a seu respeito, Srta. Forbes. Minha mãe disse que você é falante. _ ele disse isso como se fosse um incomodo. - Vamos combinar uma coisa? Daqui por diante, pode ser desfalante? 

Engoli em seco, sentindo o meu rosto em chamas.

- Claro. _ respondi, quando consegui falar. - Estou na cozinha. Se quiser alguma coisa, chame.

*

- Você não pode desistir.

Eu estava atravessada na cama, com as pernas esticadas na parede, como eu fazia quando adolescente. Estava assim desde o jantar, o que não era comum para mim. Desde que Thomas nasceu, ele e Katherine passaram para o quarto maior e eu fiquei no quartinho, que era tão pequeno que dava claustrofobia se alguém ficasse lá mais de meia hora.

Mas eu não queria ficar no andar de baixo com a mamãe e vovô porque ela ficava me olhando preocupada e dizendo coisas como "vai melhorar, querida" e "no primeiro dia, nenhum emprego é maravilhoso" como se ela tivesse tido um único emprego nos últimos vinte anos. Eu me sentia culpada. E não tinha feito nada para isso. 

- Eu não disse que ia desistir.

Katherine entrou no quartinho sem bate, como fazia todos os dias, embora eu sempre tivesse que bater no quarto dela, para o caso de Thomas estar dormindo.

- Eu podia estar nua. Você podia pelo menos avisar antes de entrar.

- Já vi coisas piores. Mamãe acha que você vai pedir demissão.

Escorreguei as pernas pela parede e me sentei na cama.

- Céus, Kath. Aquele trabalho é  pior do que pensei. Ele é péssimo.

- É paralítico. Claro que se sente péssimo.

- Não, ele é sarcástico é mesquinho comigo. Toda vez que digo ou sugiro alguma coisa, ele me olha como se eu fosse idiota, ou diz algo que me faz sentir com dois anos de idade.

- Provavelmente, você disse algo idiota. Vocês precisam apenas se acostumar um com o outro.

- Não disse nada idiota. Eu tomo muito cuidado. Quase só digo " quer dar uma volta de carro?" Ou "quer uma xícara de chá?"

- Bom, vai ver que no começo ele é assim com todo mundo para ver até onde a pessoa aguenta. Aposto que ele já teve dezenas de cuidadoras.

- Ele não quer nem que eu fique no mesmo cômodo que ele. Não sei se aguento, Kaitherine. Não sei mesmo. Sinceramente ... Só indo lá para você entender. 

Katherine não disse nada, ficou me olhando. Levantou-se e olhou para a porta, como se quisesse conferir se tinha alguém no andar.

- Estou pensando em voltar à faculdade. _ ela disse, por fim. 

Meu cérebro levou alguns segundos para registrar a mudança de assunto. 

- Ah, meu Deus. Mas... _falei

- Vou pedir um empréstimo para a anuidade. E posso conseguir algum benefício especial porque tenho Thomas e a faculdade oferece preços menores porque eles ... _ ela deu de ombros, um pouco constrangida. - Eles dizem que posso me destacar. Alguém largou o curso de administração, então eles me aceitam no começo do próximo semestre letivo.

- E Thomas? 

- O campus tem uma creche. Passaremos a semana nos apartamentos subsidiados e voltaremos para cá nos fins de semana. 

- Ah.

Notei que ela me observava. Eu não sabia o que fazer com a minha cara.

- Estou louca para usar a cabeça de novo. Fazer arranjos de flores está acabando comigo. Quero estudar. Quero melhorar de vida. E não aguento minhas mãos sempre geladas por causa da água. 

Olhamos as duas para as mãos dela, que estavam rosadas mesmo no calor tropical do interior da casa.

- Mas...

- Sim. Não vou trabalhar, Care. Não vou dar nada para mamãe. Pode... pode ser até que eu precise de ajuda deles. _ nesse ponto, ela pareceu bastante desconfortável. A expressão, quando olhou para mim, era quase de desculpas.

No andar de baixo, mamãe ria de alguma coisa na TV. Falou com o vovô. Ela costumava explicar a história para ele, mesmo que sempre disséssemos que não precisava. Não consegui falar. As palavras de minha irmã foram ganhando sentido de forma lenta, mas inexorável. Eu me sentia como uma vítima da máfia vendo o concreto endurecer em torno de seus tornozelos. 

- Tenho de fazer isso, Care. Quero mais para Thomas, mais para nós dois. O único jeito é conseguir alguma coisa é voltando a estudar. Não tenho um Tyler. Nem sei se um dia terei, já que ninguém tem o menor interesse por mim depois que tive Thomas. Preciso fazer o melhor sozinha.

Como eu não disse nada, ela acrescentou:

- Para mim e para Thomas. 

Concordei com a cabeça. 

- Care? Por favor?

Nunca vi minha irmã assim. Fiquei muito sem jeito. Levantei a caneca e dei um sorriso. Quando minha voz surgiu, não parecia minha.

- Bom, é como você diz. É só questão de se acostumar com ele. É sempre difícil nos primeiros dias, não é?

[...]


Notas Finais


Xoxo amores. Espero que estejam gostando 😘❤️


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