História Me Cative - Capítulo 15


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Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Charlotte, Debrah, Iris, Personagens Originais
Tags Akira, Ambre, Amor Doce Gender Bender, Amour Sucre, Andre, Cassandra, Douglas, Gender Bender, Gênero, Iris, Isaac, Kendall, Kevin, Leo, Leornado, Lysandra, Marcos, Nathalie, Pansexualidade, Robert, Takahiro, Troca, Troca De Gênero, Tsukihiro, Vinícius, Yaoi, Yuri
Visualizações 133
Palavras 3.334
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Diga o que quiser, mas Nathalie e André são muito bonitos.
Nossa senhora, odeio o pai deles e a mãe deles odeio metade porque meu ódio gosto de focar no pai, mas nossa, eles sabem fazer filhos.

Peço desculpa novamente pela minha demora em voltar a fanfic, mas já que voltei, lá vem mais um capítulo para vocês.

Além do que... como vão? Superaram o que aconteceu no anterior? ∑(O_O;)
Sorry, but, foi necessário (」。≧□≦)」
COMENTEM!

André = Ambre
Nathalie = Nathaniel
Pedro = Peggy
Anthony = Anne (docete)
(logo não vamos precisar disso kkkk)

Créditos: Fanart © Citgepolol

Capítulo 15 - Unida com meu Irmão


Fanfic / Fanfiction Me Cative - Capítulo 15 - Unida com meu Irmão

Nathalie

Anos atrás…

Naquela tarde voltei para escola junto ao meu irmão, André, porque esqueci de ajeitar a assinar alguns documentos na sala do grêmio. Queria mesmo ajudar Mike com suas coisas e se um dia eu pudesse passar de representante de turma para do grêmio, seria ótimo.

Queria que meu pai percebesse meu esforço quando visse quanta responsabilidade eu conseguia tomar conta e quem sabe num futuro tirasse sua má visão quanto a mim. E minha mãe também.

Já que estava escurecendo, André foi comigo a contra gosto, porque seria perigoso. O que não fazia sentido, eu conseguiria me defender melhor do que ele sem dúvida, mas isso o irritou mais ainda quando disse e ele fez questão de vir comigo.

Claro, querendo tirar proveito da situação.

Ele folheava uma revista com produtos cosméticos, com uma caneta atrás de sua orelha que de vez em quando ele usava para circula o produto da revista que ele queria. Mascava o chiclete — que me irritava — ouvindo alguma música pelos fones de ouvido, sentado numa cadeira se curvando para trás, com os pés em cima da mesa.

— Você poderia tirar os pés da mesa, por favor? — Perdi entredentes, irritada.

Ele me olhou, pegou seu celular só para aumentar o som, cruzou as pernas virando mais uma página da revista de forma exagerada, me encarando entediado e estourando uma bola de chiclete. Esse garoto sabia como me provocar melhor que qualquer um.

E como estava falando de tirar aproveito, ele tirou um dos fones para me perguntar e ser capaz de ouvir minha resposta:

— Nathalie, você não vai mesmo ajudar seu querido maninho com as notas?

— Claro, — Ele me olhou chocado. — posso te ajudar com os estudos. — E suspirou, frustrado.

— Sabe que não falo disso.

 — Voltou a olhar para revista.

— Se está falando sobre eu aproveitar minha posição tendo acesso as provas para conseguir modificar suas notas, não, não vou.

— Não precisa modificar, só pegar algumas respostas.

— Ajudar a você gabaritar colando? — Fechei a gaveta já abrindo outra e pegando algumas pastas. — Sem chance.

— Não preciso gabaritar, isso daria muito na cara. Só algumas…

— André… — Folheava a papelada, achando mais um dos papeis sem carimbo, que fiz questão de carimbar dando uma olhava novamente. — Não.

Bufou.

— Você é tão chata.

Sim, nossa relação como irmãos não era um sonho, mas era meio o tradicional de ficarmos nos irritando.

Mas é como diz minha namorada Cassandra: karma é uma vadia.

Eu atormentei meu irmão por anos e o pessoal do jardim de infância e primário (sim, eu era uma peste), e quando ganhamos mais idade chegou a vez dele de fazer isso comigo e com outros também. Deveria ser o DNA que dava chance para nos tornarmos insuportáveis em algum momento da vida.

Tive que mudar quando meu pai começou a agir diferente comigo, em vez de passar a mão na minha cabeça, ele se tornou mais exigente e com impulsos violentos, porque não sabia lidar com o fato de uma jovem colega na empresa dele subiu de cargo e ele não.

Além de achar que ela só conseguiu porque a chefe é uma mulher que as pessoas desconfiam ser lésbica…

Preciso falar da ironia do machismo e homofobia do meu pai, sendo que teve gêmeos: uma garota extremamente inteligente bissexual e um garoto gay afeminado?

Karma is a bitch.

Entretanto se tivesse a oportunidade, gostaria de melhorar a relação com meu irmão, mesmo que nunca tivesse sido a melhor do mundo, nos entendíamos do nosso jeito e querendo ou não, eu amava minha família. Minha mãe e meu irmão, no caso.

E sei que me amam. Mesmo que de certa forma sinto também raiva de minha mãe por sua incapacidade de me proteger. Nosso medo maior é em relação ao André, que meu pai trata com tanto esmero.

Ele fica escondendo sua sexualidade em casa, com muita dificuldade, preciso dizer, porque André não é discreto, mesmo que ele tente muito. Não sabe que nosso pai pode chegar a agressões físicas, pensa que me machuco na academia e eu prefiro manter ele no “escuro” assim.

Porque sei que se fosse com ele, por ser um garoto e gay, sem chance nenhuma de levar uma garota pra casa… ah, meu pai não pensaria duas vezes em acerta ele ao ponto de termos que manda-lo pro hospital, ou expulsa-lo de casa, ou os dois, ou pior.

Até fico imaginando que se eu fosse um garoto seria até pior comigo… nem gosto de imaginar. Provavelmente André iria querer me proteger o que só pioraria a situação, então, melhor não envolver ninguém em meus problemas.

Agora naquela sala do grêmio estávamos cada um dos dois em seu mundo, com André de vez em quando pedindo alguma coisa para mim:

— Pelo menos na volta você me paga um sorvete então.

Girei os olhos:

— Do que? — Dei um sorriso maldoso. — Amendoim?

Ele fechou a cara me encarando:

— Você é uma monstrinha.

E foi quando ouvimos um sons altos vindo de longe.

André quase caiu pra trás da cadeira, mas rapidamente colocou o braço contra a parede para manter o equilíbrio e eu fiquei estática parada olhando para a porta, tremendo.

Ele se levantou fechando a revista e colocando rapidamente na sua bolsa masculina.

— O que foi isso? — Perguntei olhando seus olhos turquesas que pareciam duas bolas de gude de tão arregalados.

— Viaduu… não sabia que tinha fantasma nessa escola. Era só o que me faltava…

— Não é hora pra brincar, André.

— Olha pra minha cara. — Ele estava pálido. — Pareço tá brincando?

Girei os olhos, enquanto ele caminhou até ficar ao meu lado atrás da mesa me ajudando a colocar tudo nas pastas e guardar nas gavetas. Até reclamei que algumas não estavam no lugar certo:

— Quem se importa, Nathalie?! — Sussurrou querendo gritar. — Vamô embora desse lugar logo.

— Esse negócio de fantasma não existe. — Disse trancando a últimas gaveta e prontamente colocando minhas coisas na minha mochila.

Ele já estava na porta olhando para os dois lados do corredor, atônico:

— Tá, tá, diga o que quiser, eu não quero ficar aqui pra comprovar nada. Arruma isso logo.

Mordendo a bochecha, ansiosa e assustada também, lhe disse meio que querendo ser durona:

— Se está tão assustado pode ir na frente.

Ele estreitou os olhos me encarando mexendo a cabeça:

— Você é tão… vai logo, merda, tá tremendo também, senhora valente. — Mostrei a língua. — Nossa, como ela é madura, ela. — Comentou fazendo graça de mim.

Peguei minha mochila e ouvimos os ruídos novamente, dessa vez mais alto e iam ficando cada vez mais altos, com som de madeira batendo.

De começo nos assustamos e André entrou de novo e já ia fechando a porta pronto para nos trancar dentro do grêmio, até que os sons foram ficando mais claros para serem entendidos. Meu rosto foi ficando vermelho e meu irmão ia se agachando no chão com as mãos cobrindo a boca, os olhos arregalados, tentando não gargalhar.

Quando conseguiu se recompor, ainda com o som atravessando as paredes, ele disse entre risos, tão vermelho quanto eu, apontou para o corredor:

— Tão fudendo aqui na escola.

Inflei minhas bochechas, irritada, pegando minha mochila e saindo junto com André do grêmio, trancando a sala logo em seguida. Com passos pesados segui o caminho sendo acompanhada por ele que estava confuso:

— Não é por aqui a saída.

— Estou acompanhando os… gemidos. — Fiquei constrangida só de dizer. — Parecem vir da biblioteca.

— Por Britney Spears, cê só pode tá brincando? Vai empatar a foda alheia? — Tentava argumentar comigo, tentando me acompanhar, porque eu não iria parar para conversa.

— Sou a única aqui para representar o grêmio, então que assim seja, é meu trabalho.

— Seu trabalho você fez com aquela papelada, o pessoal só está vivendo. — Riu. — Realizando a fantasia de transar na escola, quem nunca?

Parei, já estávamos mais próximo — A biblioteca era próxima do grêmio. — para encara-lo de forma reprovadora. Ele ergueu as mãos para se mostrar inocente:

— Eu não fiz, Deus me livre, mas quem me dera.

Demos alguns passos e congelamos ao ouvir um:

— DIEGO! — misturado num gemido alto, acompanhados de ruídos forte de uma possível mesa, ou cadeira de madeira balançando e batendo contra o piso, com uns sons molhados.

Rapidamente nos escondemos atrás da parede de um corredor que dava para ver a porta da biblioteca.

André me sussurrou:

— Essa voz… não era do Mike?

Meu queixo caiu olhando para meu irmão que estava tão abismado quanto eu, só que ao contrário de mim, ele se divertia com aquela situação.

Ficamos ali encolhidos por um tempo ouvindo mais alguns ruídos. Pensando que não podia acreditar que ouvir o presidente do grêmio gozar e pior, com o namorado do melhor amigo da minha namorada, que pior, era vocalista da banda que ela tinha com eles.

Pedro morreria para estar no meu lugar e descobrir essa fofoca.

Que horror.

 

Depois os dois saíram ainda ajeitando suas roupas e cabelos bagunçados. Mike parecia muito satisfeito e feliz. Mas muito mesmo. Eu me encontrava ainda abismada, não imaginava que ele seria capaz daquilo.

Podíamos ouvir a conversa deles ainda por cima:

— Vou sentir sua falta. — Falou o Mike.

— Eu também sentirei a sua, você sempre foi minha grande paixão platônica, uma pena que isso só aconteceu agora. — André e eu nós entre olhamos sem entender o que Diego queria dizer com aquilo. Como assim Mike era o crush dele de longa data?

Nada fazia sentido.

— Mas tudo bem. — Mike passou suas mãos pelos braços do Diego, os acariciando e logo pegando em suas mãos, encostando suas testas como um casal apaixonado. What the fuck?! — Você irá atrás de seus sonhos e é isso que importa, precisa seguir seu caminho que é lá no alto. Nasceu para brilhar como uma estrela.

Me segurei para não rir vendo André colocando o dedo na boca fazendo menção como se fosse vomitar.

Nossa, Cassandra adorava o Diego, vivia falando como ele era um ótimo, cara de caráter exemplar e que estaria sempre ali para eles, mas ouvindo aquilo me parecia que ele estava pronto para mete o pé pra algum lugar e ninguém da banda sabia ainda.

—  Fico triste em deixar minha banda para trás, mas só vão me contratar, não eles.

Novamente ficamos abismados com aquela revelação. Como assim não iriam contratar minha namorada e o Isaac? Eles são tão talentos ou mais do que o Diego e davam um duro danado.

Só esse babaca que saia pela escola se exibindo.

Meu irmão passava as mãos nos meus ombros tentando me acalmar, porque ele sabia que qualquer momento eu iria levar e mete a mão na cara daquele patife.

Mike concordava com tudo, me dava vontade de dar uma paulada naquele fanboy imbecil.

— Entendo, entendo. Afinal só você que deu duro.

Movendo os lábios com pouquíssimo som para eles não nos ouvir, André comentou só para mim, tirando sarro:

— Ele deu “duro” mesmo nele. — Só meu irmão para me fazer querer rir naquela situação.

E o presidente do conselho estudantil prosseguia falando:

— Cassandra é uma exibicionista e Isaac nem sabe o que quer, como você mesmo falou com o agente de vocês.

Virei para meu irmão falando quase sem som querendo gritar:

— Ele falou ISSO pro agente?!

— Puta merda! — Foi que o André num sussurro mínimo consegui dizer.

Mike ainda se inclinou para beijar o maxilar do falso, tirano:

— Você merece o melhor, o seu agente entendeu sua posição e tudo dará certo. Se seus “amigos” só tiraram aproveito de você, você precisa sair dessa situação quanto antes.

Diego lhe sorriu pegando suas mãos e as beijando:

— Tão bom que você me compreende. Não é todo mundo que me entenderia como você, em como é uma situação difícil, mas o que está feito, está feito. Vou embora fazer meus shows em outro lugar, viver do meu trabalho que é meu sonho, criar uma banda descente dessa vez. — E riu.

O filho da puta riu ainda.

E ambos congelaram ouvindo eu bater palmas enquanto me aproximava. Meu irmão estava adorando:

— Bonito, muito bonito, senhor Diego.

— Na-Nathalie? — Pude ver os dois empalidecerem e se soltarem na mesma hora, cada um com sua culpa por terem sidos pegos no flagra.

— O senhor agora é cobra criada, seu duas caras de merda?

— Uou! — André até bateu em minha mão num high five. — BURN BITCH! — Como eu disse, ele estava a-do-ran-do.

Mike que tomou a dianteira:

— E-eu posso explicar, não é o que estão pensando…

— Tarde demais, santo do pau oco. — Disse André, agora batendo as costas da mão na palma da outra, sugerindo “aquilo”. — Deu pra ouvir vocês dando duro, se é que você me entende. — E piscou, descarado. — Você podia gemer baixo na próxima, segura essa puta ainda dentro de você, viu?

Ele ficou enfurecido e André aproveitando olhando Diego de cima a baixo:

— Se bem que… né… tinha mesmo uma puta dentro de você.

Meu irmão deu uns passos para trás quando Diego vez menção de avançar nele, bravo pela ofensa.

Eu já tomei a frente apontado o dedo na cara dele:

— Como você ousa mentir sobre Cassandra e Isaac para o agente deles, seu filho da… não, nem sua mãe merece essa ofensa, seu saco de escroto doente desgraçado arrombado de merda?!

Meu irmão olhou para mim preocupado colocando uma mão em meu ombro:

— Mulher, respira fundo.

Fiz o que me aconselhou, abrindo e fechando minhas mãos, tentando recuperar minhas postura. O sangue já tinha subido a cabeça e eu queria até chorar de raiva, porque enquanto o Mike estava apavorado, — sendo que nem irritada com ele eu estava, ele nem era o centro da questão ali — Diego estava dando um sorriso mais cínico do mundo.

Desde então, a minha antipatia virou um ódio tremendo por aquele cara.

— Nathalie, você não entende! — Dizia o presidente, representante. — Foi difícil para o Diego fazer isso! — Girei os olhos me desviando das mãos de Mike que tentou colocar em meus ombros. Eu ri sem humor da burrice dele. — Você precisa abrir seus olhos, lhe disse que Cassandra não era uma boa companhia, só de olhar pra ela dá pra ver que ela não se esforça em nada.

Meu irmão, a única pessoa que estava sendo sensata ali além de mim, jogou os braços para o alto:

— E você acha que esse babaca não está usando você?! Olha pra ele! — Apontou para o Diego. — Tá ai como se nada tivesse acontecido, preparando suas malas sem avisar a ninguém e se fosse lá flor que se cheira não iria trair o namoradinho com você.

Entretanto a lavagem cerebral que meu caro amigo tinha sofrido deveria ser das boas, porque não importava o que disséssemos, ele prosseguia do lado daquele sujeitinho de sangue ruim (… não sei, me veio Harry Potter assim do nada, estou ficando sem ideia para ofensas).

— Ele vai terminar com o Isaac, André!

André riu alto:

— E você acreditou? Ou pior, se caso ele vier a termina, você acha mesmo, mesmo, que vai ser por você, senhorita amante? Side chick? Quebra galho? Opção dois? Substituta? — Olhou Mike de cima a baixo. — Minha irmã falava que você era esperta, bicha. Ela deveria tá é louca.

— Ah! Vocês não entendem! Diego não fez nada de errado! Ele só…

E foi interrompido por quem tentava defender:

— Mike, melhor você ir embora, conversamos por mensagem depois. — Disse ele já meio que empurrando o garoto, que desconcertado deu ouvidos a ele, mesmo preocupado e foi caminhando olhando para trás.

André cruzou os braços:

— Mandou o seu fã embora para não ouvir seus planos maldosos, vilão?

O vocalista da banda que ele estava querendo destruir, sorriu adorando pelo o que meu parente tinha o chamado. Ele queria mesmo se comporta como um:

— Oras, André, você adoraria ser tão esperto e tão manipulador quanto eu.

— É, nossa, todos te invejam, Diego. — Girou os olhos falando sarcástico. — Fala comigo quando souber se vestir sozinho e não precisar de pender de gosto de agente, porque você não tem opinião própria. — Meu maninho sabia disso por minha causa e fiquei contente dele usar essa informação para esfregar na cara do sem-vergonha.

— Só responde pra nós o que ele te pegou fazendo para você seduzir ele pra cair na sua lábia.

Diego ficou até surpreso com minha suposição, o que me deu certeza que eu estava certa:

— Esperta como sempre, Nathalie. — Acariciou meu queixo, o que me fez afastar enojada e André ficar na minha frente cara a cara com o ele.

Mesmo sendo mais baixo, segurou a mão do Diego e pude ver vê-lo fazer careta de dor puxando sua mão de volta e a acariciando. Deveria estar dolorida. Não sabia que André tinha tanta força.

— Mantenha essas mãos sujas pra você. Não se atreva a encostar na minha irmã, verme.

Uma luzinha no meu coração se acendeu ouvindo-o me defender daquela maneira. Acho que esse era um daqueles momentos felizes nossos em que tínhamos uma conexão familiar, que falava mais alto que as desavenças.

Adoraria contar para o Anthony sobre isso depois, ele adorava também quando eu e meu gêmeo nos dávamos bem.

Diego jogou a cabeça para o lado contrariado, mas voltando a sorri para não perde a pose.

— O que pretende então, Nathalie? Contar para sua namorada?

— Mas é obvio.

Ele gargalhou e ficamos nós dois nos olhando sem entender o que se passava na cabeça daquele louco.

— Acha mesmo que ela vai acreditar em você?

— Mas é claro que sim! — Respondi prontamente.

— Veremos. — Piscou, aquela mania insuportável, e com as mãos no bolso foi caminhando indo embora.

 

Ficamos só eu e meu gêmeo naquele corredor.

 

— Isso parece até aquelas novelas mexicanas que o Akira assiste. — Comentou André quebrando o longo silêncio. Eu só concordei com a cabeça. — Vem, Nathalie, eu pago o sorvete hoje. — O encarei surpresa e novamente baquela luzinha no meu peito estava ali. — Não se empolga.

Tarde demais, pensei envolvendo seu braço no meu e saindo com ele dali.

André podia ser muitas coisas, mas ele me entendia e eu o entendia acima de tudo. Estávamos um do lado do outro quando fosse necessário, mesmo brigando em boa parte do tempo, nos irritávamos com outros e nos defendíamos.

Infelizmente, Diego estava certo, ele era um bom manipulador e minha namorada não acreditou em mim.

Nem tive a chance de contar para o Isaac.

Tudo foi de mal a pior depois e por isso André e Cassandra se detestavam mais que tudo no mundo.

Ela o achava irritante, prepotente e mentiroso por contar aquelas coisas sobre o Diego, e ele achava que ela não era boa nem de longe pra mim, que não tinha o porquê estar com alguém tão cego, que não confiava em mim, que era idiota (e que se vestia muito mal).

Amava os dois.

Foram tempos difíceis.

 

Mas o que importa é que naquela noite tomamos sorvete juntos, fazia calor. Não sou muito fã de doce, mas adoro sorvete. Meus favoritos são os de pistache ou de morango, assim como os do meu gêmeo. Ele comeu o de morango, falou que era bem gay, e eu ri com o meu de pistache que era da cor do seus olhos e de nossa mãe.

Tínhamos alguns gostos parecidos.

É uma conexão nossa.

 

Contínua…


Notas Finais


Diego = Debrah
Mike = Melody
(coloquei aqui pra evitar spoiler)

Deu tempo de sentir falta do Diego? Porque aqui está ele novamente hahahaha
Aaaaaah, ele é bem presente, não é mesmo? (ꐦ ಠ皿ಠ )
Matem essa desgraça, pelo amor de Deus (ꐦ°᷄д°᷅)

Pelo menos a boca grande e cruel do André serviu pra alguma coisa (≧∇≦*)

Ah, devo admitir, adoro o André e detesto, mas adoro, mas detesto, mas adoro mais do que a Ambre (mas quando Ambre xinga a Debrah eu adoro, mas depois quero acerta a cara dela. Mas odeio mais a Debrah sem dúvida, mas no ep dela baba eu tinha superado, ai ela voltou e voltei a odiar. Mas no ep do Nath n odiei a Ambre, mas depois sim, no mangá o especial dela e da Lynn achei divertido e q elas podiam ficar amigas, depois voltei pro jogo e xinguei ela na frente do Nathaniel...) confunde isso... (゚ー゚;)

OPA, Cassandra não acreditou!
Gente, sério que vocês não se perguntavam por que André e Cassandra não se davam bem? (∩▂∩)
Não culpo, os dois têm personalidades difíceis, então poderia ser algo natural.

Até a próxima, meus amores (∗ᵕ̴᷄◡ᵕ̴᷅∗)՞
(Nathalie fez referência ao Malfoy, que mundo é esse, meu chessus?)
André folheava a revista, seria da Avon ou produtos Ivony pra ficar com essa cara bonita, desse sem vergonha?


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