História Me chame pelo seu nome - Capítulo 4


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Mina Ashido, Ochako Uraraka (Uravity), Tenya Iida, Toshinori Yagi (All Might), Tsuyu Asui
Tags Bakuraka, Kacchako, Kirimina
Visualizações 84
Palavras 1.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Alguém pra ajudar


Ochaco chegou ao IML, odiava o fato de saber que os corpos de seus pais seriam enterrados em um cemitério qualquer, onde enterravam pessoas que não eram reconhecidas. A sala de necropsia não tinha mal odor e nem corpos espalhados como se fosse um açougue, mas a sensação naquele local era horrível, Ochaco tremia levemente e sentia seus pêlos arrepiados. Ela conversava com a auxiliar daquele local.

Ochaco: Não tenho dinheiro para funerária moça, quando um automóvel do local poderá levar minha mãe e meu pai para o cemitério?

Auxiliar: Me desculpe moça mas não posso adiantar isso, se não tem condições de tirar os corpos por conta própria, terá que esperar o próximo carro, só vai chegar depois de amanhã.

*****: Vou sair com os corpos agora mesmo, prepare os papéis para mim por favor.

Aquela voz rouca preenchia o local, do lado dele estavam mais três homens, Ochaco olhava boquiaberta para Katsuki e a auxiliar se sentiu profundamente encantada por aquele homem exalando poder ali.

Ochaco: O que pensa que está fazendo?

Katsuki: Preparei tudo para o enterro de seus pais, sei bem como essas coisas são difíceis.

Ochaco: Não é necessário!

Katsuki: Tem certeza? Quer que seus pais sejam enterrados em um lugar onde se quer vai poder visitá-los direito? O máximo que os ossos deles vão ficar lá vai ser por três anos, depois disso sabe-se lá pra onde levarão, quer mesmo isso?

Ochaco não queria aceitar nada de Katsuki, mas de fato ele tinha razão, queria deixar seus pais descansarem em um lugar digno. Pela expressão no rosto dela Katsuki entendeu que ela havia aceitado e os homens ao lado dele pegaram os corpos e colocaram no carro da funerária contratada por Katsuki.

Katsuki: Tem alguém que queira trazer para o enterro?

Ochaco: Eu tenho minha tia, mas ela mora em outro estado e eu ainda não avisei nada.

Katsuki: Me passa o endereço dela e avisa que eu vou mandar um jatinho para buscá-la.

Ochaco pensou em negar, mas se sentiu no direito de ganhar aquilo dele, não estava usando nada para próprio lucro mesmo.

Ela passou todo o endereço e Katsuki começou as ligações, assim como Ochaco que ligou para tia e avisou tudo. No seu celular tinham várias ligações de seus amigos, mas não iria explicar nada para eles no momento.

A morena ficou parada na porta do hospital olhando para os carros que passavam, as ambulâncias entrando e saindo, até que sentiu uma mão pousando em seus ombros, revirou os olhos ao ver Katsuki.

Katsuki: Estão preparando a transferência da sua irmã, você precisa assinar.

Ela assinou os papéis e foi com sua irmã até a ambulância do hospital particular que por si só já era preparada até mesmo para uma cirurgia as pressas, Katsuki insistiu para que ela fosse no carro dele, mas ela recusou, iria para o novo hospital na ambulância do lado da irmã. Segurou a mãozinha dela ali em cima e chorou.

Ochaco: A Akemi, por favor aguente, não consigo viver se te perder também, você é a única coisa boa que me restou, só estou aguentando tudo por você.

Um enfermeiro a tirou de seus pensamentos dizendo que haviam chegado. Era de fato o melhor hospital do país, tudo completamente diferente do local que estava antes, subiu para o elevador junto com os médicos e enfermeiros, e assustou quando os viu subindo para a cobertura. Sabia que Katsuki pagaria algo bom mas a cobertura era mais do que ela esperava. Quando chegou na ala onde seria a cirurgia, Katsuki já estava lá conversando com alguns médicos. O quarto arrumado para que sua irmã ficasse depois da cirurgia era preparado para qualquer emergência e também muito confortável, um berço enorme, sofás aconchegantes, uma tv gigante, era bem arejado e todo em tons de rosa, alguns ursinhos de pelúcia deixavam o local mais fofo. O que Ochaco não sabia era que aquele quarto não era preparado assim mas Katsuki pagou para decorarem para uma menina.

Katsuki: Vão examinar ela e qualquer novidade irão me avisar, acho melhor você ir para casa e tomar um banho para o enterro.

Ochaco assentiu, quando estava saindo sentiu Katsuki segurar sua mão e puxa-la para algum lugar, ela tirou a mão com raiva.

Ochaco: Pelo o que pude perceber a saída não por aí Sr Bakugou- fez a maior expressão de raiva que podia.

Katsuki olhou para ela querendo xingar por toda aquela ignorância, mas sabia que ela estava sofrendo e não queria piorar.

Katsuki: Só vou te levar para tomar um café, dá pra ver que não dorme a horas.

Ochaco: Eu estou muito bem não preciso.

Katsuki: Qual é o problema em aceitar tomar um café?

Ochaco: Tch!- ela disse e começou a andar em direção ao restaurante/lanchonete do hospital.

Katsuki colocou uma das mãos nos olhos, seu pai havia escolhido a mulher mais difícil de lidar no mundo para ele se casar.

No restaurante tudo era muito elegante assim como todo o resto do hospital. Ochaco se aproximou de uma garçonete e pediu um café, a moça olhou Ochaco da cabeça aos pés, mas abriu um belo sorriso ao ver Katsuki aproximando atrás da morena, todos naquele lugar sabiam quem é ele, afinal era um sócio muito importante.

Garçonete: Somente um café srta?

Ochaco: Sim

Ochaco se sentou em uma cadeira ao lado das paredes de vidro, a vista era do jardim do hospital, muito bem cuidado por sinal. Katsuki se sentou em frente a garota.

Katsuki: Acho melhor a gente se conhecer um pouco melhor afinal serão dois anos convivendo juntos.

Ochaco: Suponho que sua casa é grande o suficiente para não precisarmos ficar grudados um no outro Sr Bakugou

Katsuki: Da pra parar de me chamar assim caramba, eu também não queria me casar mas precisei, não eram motivos como os seus mas eram importantes pra mim, então pelo menos finja melhor e me chame de Katsuki.

Ochaco revirou os olhos, a figura em sua frente tornava tudo pior.

Ochaco: Como quiser Ka-t-su-ki.- disse o nome dela pausadamente encarando as orbes vermelhas. Katsuki queria esganar aquela mulher fofa e brava em sua frente, ninguém o desafiava e ela estava deixando ele louco embora se conhecessem em apenas algumas horas.

Katsuki: Qual o nome que você escolheu para ela?

Ochaco: Akemi, foi minha mãe que escolheu.

Katsuki: É um nome lindo.

O café de Ochaco chegou e ela tomou lentamente olhando o jardim, não percebeu que estava chorando, era um choro silencioso, só se tocou quando Katsuki estendeu um lenço pra ela, agradeceu baixinho.



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