História Me dear half brother ( Ver. Jayheon ) - Capítulo 10


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Categorias Black Pink, Jay Park, Monsta X, Seventeen
Personagens Jay Park, Jisoo, Joo Heon, Lee Jihun "Woozi", Rosé
Tags Changki, Jay Park, Jayheon, Jisoo, Rose, Woozi
Visualizações 29
Palavras 2.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Capítulo Nove


Eu fiquei irritado que ele nem ao menos comentou sobre a carta depois de alguns dias.

Kihyun também não me deu escolha a não ser finalmente contar a ele sobre meus sentimentos por Jay. Ele não parava de falar sobre como não entendia porque Jay nunca o chamou de novo para sair depois que se beijaram no jantar. Não aguentei mais e disse a ele tudo que aconteceu entre nós. Ele ficou chocado, mas pelo menos funcionou para fazer com que parasse de falar sobre ele de uma vez por todas.

Jay continuou me ignorando durante a semana seguinte. Ele pegou mais horas extra na oficina e no resto do tempo ficava no quarto com a porta fechada. Ele obviamente sabia que eu tinha ouvido a garota no seu quarto naquele dia, porque eu deixei o livro no chão em frente à sua porta. Estava claro que ele não se importava em se desculpar ou saber como eu me sentia.

Então, quando Park Chanyeol me chamou para sair naquela semana, eu disse sim. Chanyeol era um dos caras mais doces da escola. Na verdade, eu não estava atraído por ele, mas precisava de uma distração e sabia que ao menos nos divertiríamos juntos. Era um dos poucos meninos que eu considerava amigo, apesar dele obviamente querer mais.

A sexta à noite chegou. Arrumei o cabelo e coloquei uma calça jeans azul que comprei numa promoção no shopping, mas o meu entusiasmo era o mesmo que tinha quando fui assistir ao filme com Kihyun.

Quando Chanyeol chegou, minha mãe abriu a porta para ele e gritou.

— Jooheon, seu encontro está aqui!

Uma música baixa vinha do quarto de Jay e a porta estava fechada. Uma parte de mim queria que ele me visse saindo com Chanyeol , mas outra parte não queria lidar com ele.

Chanyeol estava esperando no final das escadas com flores, e isso me deixou constrangido. Nunca poderia imaginar Jay esperando alguém com margaridas. Vamos admitir, ele não precisava.

— Ei, Chany.

— Ei, Jooheon. Você está maravilhoso.

— Obrigado.

— Se importa se eu usar o banheiro antes de sairmos?

Hesitei em mandá-lo lá para cima no caso de Jay sair do quarto.

— Claro. É lá em cima. Vire à esquerda, no fim do corredor.

Esperei por ele num banquinho.

— Ele parece legal. — Minha mãe disse.

— Ele é. — Eu disse, colocando as flores em um vaso.

Esse era o problema. Eu me acostumei a amar a maldade misturada com a bondade.

Depois de cinco minutos, Chanyeol tinha um olhar esquisito no rosto quando retornou.

— Está pronto? — Perguntei.

— Claro. — Ele disse sem me encarar. Andou na minha frente em direção ao Focus estacionado na garagem.

Ele ainda estava agindo estranho quando entramos e antes de ligar o carro se virou para mim.

— Me encontrei com seu meio-irmão lá em cima.

Engoli o bolo que se formou na minha garganta.

— Mesmo?

— Ele disse para te entregar isso, que você tinha deixado em seu quarto. — Ele me deu uma cueca rosa, uma das peças que Jay ainda escondia.

Peguei e encarei a rua sem acreditar, sem saber se estava com raiva ou lisonjeado.

Quando me recuperei, virei para ele.

— Ele só está tentando te provocar... E a mim. É o que ele faz. Sei que parece bobo, mas ele pegou todas as minhas cuecas como uma brincadeira e não quer devolvê-las, só isso.

Ele suspirou, mas ainda parecia desconfortável.

— Ok. Só foi muito esquisito.

— Eu sei. Acredite. Sinto muito.

Chanyeol estava olhando para frente, então peguei meu celular e discretamente mandei uma mensagem para Jay.

Jooheon: Porque você fez isso???

Jay: Não fique “de cuecas na mão”. Foi divertido, admita.

Jooheon: Não foi divertido para ele.

Jay: Você nem gosta dele.

Jooheon: Como você sabe disso?

Jay: Porque você gosta de mim.

Jooheon: Você se acha.

Jay: Você quis me achar também uma vez, lembra?

Meu queixo caiu.

Jooheon: Porque você sempre faz isso?

Jay: Isso o quê?

Jooheon: Volta a ser um babaca.

Jay: O babaca de quem, hein?

Jooheon: Você não presta.

Jay: Eu presto… Muito. Vou te mostrar.

Jooheon: Por que você está fazendo isso?

Jay: Porque não consigo parar.

Eu não ia responder. Mas ele mandou outra mensagem.

Jay: Venha para casa.

Jooheon: O quê?

Jay: Venha para casa. Fique comigo.

Jooheon: Não!

Desliguei o celular e olhei para Chanyeol que ainda estava silenciosamente olhando para frente.

Jay estava louco. Quem ele achava que era, me impedindo de namorar enquanto ele continuava a galinhar por aí? Jay tinha estragado a noite, e enquanto conversávamos besteiras no restaurante mexicano, sabia que Chanyeol tinha se desinteressado depois do que Jay fez. O doentio era que eu nem estava zangado. Se fosse honesto, admitiria que secretamente fiquei satisfeito por Jay se importar o suficiente para sabotar meu encontro.

Tentei focar a atenção unicamente em Chanyeol e estava falhando enquanto comia minha sobremesa. Só conseguia pensar em Jay . Ele não apenas tinha me afetado essa noite, mas tinha bagunçado toda a minha cabeça.

Meu celular vibrou no momento que nos preparávamos para ir embora.

Jay: Eu preciso que você venha para casa.

Jooheon: Não.

Jay: Eu não estou brincando. Aconteceu algo.

Meu estômago esfriou .

Jooheon: Está tudo bem?

Jay: Ninguém está ferido ou algo assim. Precisamos conversar.

Jooheon: Ok.

Jay : Onde você está? Será mais rápido se eu for buscá-lo?

Jooheon: Não, Chanyeol me levará.

Jay: Ok. Não demore.

Meu coração estava acelerado. O que será que aconteceu? Inventei uma desculpa e perguntei a Chanyeol se ele se importava em me levar para casa. Ele não ficou feliz, mas a noite inteira estava arruinada depois do que Jay fez.

Parecia que eu nunca chegaria em casa.

Chanyeol nem esperou que eu entrasse antes de ir embora. Fui direto para cima e bati na porta de Jay antes de abri-la.

Ele estava sentado na cama me esperando com um olhar preocupado. Na verdade, nunca o vi tão chateado. Ele saiu da cama e me pegou de surpresa quando imediatamente me abraçou.

— Obrigado por voltar.

Seu coração estava acelerado enquanto me abraçava. Meu corpo pedia que ele me apertasse mais forte.

— O que houve, Jay?

Ele me soltou e me levou até a cama, onde sentamos.

— Tenho que voltar para a Califórnia.

Parecia que toda a comida que tinha acabado de comer queria voltar.

— O quê? — pus a mão em seu joelho porque parecia que estava perdendo o equilíbrio. — Por quê?

— Minha mãe voltou.

— Não entendo. Ela deveria ficar na Inglaterra até o verão.

Ele olhou para o chão e hesitou antes de me olhar com olhos melancólicos.

— O que vou te contar não pode sair desse quarto. Você não pode contar para sua mãe e muito menos a Woozi. Prometa-me.

— Eu prometo.

— Minha mãe não estava na Inglaterra. Pouco depois de vir para cá, ela se internou numa clínica de reabilitação no Arizona. Deveria ser um programa de seis meses, e ela ficaria com uma amiga pelo tempo restante até o fim do ano escolar.

— Porque você não disse a verdade a Woozi?

— Minha mãe é uma pintora talentosa. Sabe disso. De qualquer forma, ela recebeu a oportunidade de ensinar em Londres por um ano e usou isso como desculpa para Woozi. Ela tem vergonha de dizer o quão ruim as coisas estavam. Antes de decidir se internar, ela teve uma overdose com pílulas para dormir, e a achei no chão. Achei que ela estava morta.

— Era esse o pesadelo que você estava tendo.

— O quê?

— A noite em que você estava gritando enquanto dormia, você dizia ‘mamãe, acorde’.

— É. Isso faz sentido. Na verdade sonho muito com isso. Minha mãe é fraca. Desde que Woozi a deixou, nunca mais foi a mesma. Tive medo de perdê-la. Ela é tudo que eu tenho.

Eu apertei seu joelho.

— Acha mesmo que nossos pais tiveram um caso e seu pai deixou sua mãe pela minha?

— Sei que ele traiu minha mãe, porque hackeei seu computador. Ele conheceu sua mãe online enquanto ainda era casado com a minha. Ele dizia que viajava a negócios, mas na verdade ia a Boston visitar Rose. Eu não mentiria sobre isso.

— Eu acredito em você.

— Eu não sei que história ele contou a Rose. Talvez tenha dito que já era separado. Sabe quando você disse que seu pai foi o amor da vida de sua mãe?

— Sim...

— Bem, foi isso que Woozi foi para minha mãe, apesar de não ter sido recíproco. Ele era um pai horrível, mas ela não se importava com isso. Ela era obcecada por ele e sempre colocou a vida dela nas mãos dele. Ela é obcecada com Rose agora também. É uma doença. Existe tanta coisa nessa história, mas só vou lhe dizer o que diz respeito a nós dois.

— Quando disse que eu era proibida... É só porque sou filho da Rose?

Ele sorriu e acariciou minha bochecha.

— Você é a cara da sua mãe. Minha mãe acha que o casamento dela terminou por causa da Rose. Ela odeia sua mãe mais que qualquer outra pessoa. No fundo, sei que ele se separaria de minha mãe de qualquer forma, mas ela está mal. Nunca aceitaria se soubesse que eu tenho algo com o filho da Rose.

— Por que ela voltou mais cedo?

— Ela acha que está melhor. Ela não está, Jooheon. Pude sentir em sua voz, mas a deixaram sair de qualquer forma. A amiga que deveria ficar com ela desistiu e nem está na cidade. Tenho medo de deixá-la sozinha. Por isso estou indo amanhã pela manhã. Já reservei o voo. Woozi acha que o trabalho não deu certo e não se importa se estou voltando.

Uma lágrima escorreu pela minha bochecha.

— Eu não esperava isso. — Me recostei em seu peito e ele me envolveu com o braço. Ficamos em silêncio até que o encarei. — Não estou preparado para vê-lo ir.

— Engoli o meu orgulho e vim morar com Woozi para que minha mãe pudesse melhorar e não precisasse se preocupar comigo, foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Foi um inferno no começo, mas você foi um pedaço de paraíso no meio disso tudo. Não imaginava que iria de não querer vir a não querer ir embora, mas é como eu me sinto. Eu quero ficar aqui por sua causa. Eu quero protegê-lo e não como irmão, e isso é uma merda.

Peguei sua mão.

— Eu entendo.

Ele enlaçou os dedos com nos meus e se aproximou, pressionando os lábios na minha testa.

— Sinto que você me vê de forma que a maioria não consegue. Fazê-lo me odiar não funcionou porque você sabia que era uma atuação. Obrigado por ser esperto o suficiente para ver além disso.

Não pude evitar. O envolvi com meus braços enquanto inspirava o cheiro de sua pele e seu perfume, querendo gravá-los na memória. Ele vai embora amanhã.

Talvez nunca mais o veja. Sua respiração acelerou e ele me soltou.

Olhei para suas malas e percebi que ainda tinha muita coisa para guardar.

— Quer que eu te ajude?

— Por favor, não entenda errado.

Mordi o lábio inferior.

— Ok.

— Preciso que você volte para o seu quarto. Não porque não queira ficar com você. Mas porque não confio em mim mesmo.

— Eu quero ficar aqui.

— Eu não posso ficar no mesmo quarto que você do jeito que eu me sinto agora. Eu fiquei chateado quando você saiu para o encontro com aquele cara. E isso foi antes de descobrir que estava indo embora. Então você entra aqui tão lindo nesse jeans . Eu já não tenho mais muito controle.

— Não me importo se acontecer algo. Eu quero que aconteça.

Ele olhou para o chão e balançou a cabeça.

— Não pode acontecer. — Jay ficou em silêncio, então me olhou.

— No outro dia, você sabe que tinha uma garota aqui. Nada aconteceu. Ela tentou, mas eu não consegui sentir tesão. Não parecia certo, e isso vem acontecendo já há um tempo, desde aquela noite no seu quarto. Você acha que eu não fantasiei em fazer o que você me pediu, sabendo que seria o seu primeiro? Você sabe o que fez comigo ouvi-lo dizer “me mostre como você fode?”. Isso me arruinou.

— Eu prefiro ter uma noite com você a não ter nada.

— Você não quer dizer isso. Se eu achasse que você está falando sério, não estaríamos conversando agora. — Ele colocou ambas as mãos nos meus ombros, me arrepiando. — E só para constar, eu gosto que você não esteja falando sério. — Ele deixou sair um suspiro que senti no meu peito. — Mesmo que você diga que pode lidar com isso... Eu não tenho tanta certeza.

Ficamos em silêncio por alguns segundos nos encarando antes que eu levantasse.

— Ok. Eu vou embora. — Meus olhos se encheram de lágrimas porque parecia uma despedida. Ele podia ver que eu estava começando a chorar.

— Por favor, não chore.

— Desculpa. Eu não posso evitar. Vou sentir sua falta.

Ele me abraçou uma última vez e enterrou o nariz no meu cabelo. Falou no meu ouvido.

— Também sentirei a sua. — Nossos corações estavam acelerados antes que ele se afastasse. — Meu voo só sai às 10. Talvez possamos tomar café da manhã.

Andei de volta para meu quarto sem acreditar em quão rápido as coisas tinham mudado. Mal sabia eu que as coisas com Jay mudariam de novo num piscar de olhos, ou melhor, no meio da noite.



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