História Me deixe ser quem eu sou. - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lesbicas
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Palavras 1.686
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!❤️

Capítulo 6 - Será que faz tanta diferença?


                              P.o.v Alexa

Eu não queria parar, eu não ia parar. Melissa estava me deixando louca, eu sentia como se precisasse mais daquele beijo do que precisava de ar, mas a felicidade durou bem pouco.

- Alex, a Mariana deve estar voltando.

- Deixa ela pra lá Mel. -Disse ofegante tentando retomar seus lábios.

- Não dá pra ficar de bobeira, vai mais pra lá -Ela se sentou na cama, longe demais.

Depois de uns segundos, Mariana atravessou a porta.

- Mel, olha seu livro aqui. -Ela colocou o livro entre nós, e continuou. -Alex, eu e a Melissa vamos pra uma festa no sábado, o que você acha de ir também? Tem espaço no carro.

- Onde você foi arranjar um carro Mariana?! Perguntei, curiosa.

- Bom, meus pais meio que deixam um motorista disponível pra quando eu preciso. -Ela tava com vergonha, sei lá por quê.

- Caramba ein ricaça! Mas acho que vou sim na festa, você vai né Mel?

- Sei lá, meu pé acho que não vai estar bom ainda. -Ela estava tentando arranjar uma desculpa esfarrapada, o jeito como ela sempre olhava pras próprias unhas quando mentia a entregava.

- Sem essa, eu te carrego a festa inteira, não ouse me deixar sozinha lá -Ela entendeu que eu estava apelando pra não ter que ficar sozinha com a Mariana. Aquele episódio do banheiro foi estranho.

- Taaaa, eu vou. Se eu morrer na pista de dança, mando a conta do funeral pra você. -Impossivel não ficar com vontade de fazer piada perto dela.

- Vira essa boquinha linda pra lá, ou quer que eu vire pra você? -As duas perceberam o tom de flerte, Melissa ficou corada e Mariana ficou séria.

- O papo tá bom, mas é melhor a gente passar pra lição de casa né. -Eu olhei pra Mariana, irritada.

- Ai, deixa isso pra amanhã, vai aproveitar a vida, Mari. Tomar um sorvete, sei lá -Queria mesmo era que ela saísse do quarto, mas então me ocorreu, se ela não sai, saímos nós. -E-é na verdade, Mel, lembra aquilo lá que você tinha dito que ia me dar uma força, tô precisando de ajuda agorinha. Urgente de mais. Socorro. -Forçei uma pressa, pra ela se tocar.

- Que história é essa? Eu ein... - Nem dei tempo pra ela terminar, peguei a mão dela e sai puxando.

- Ai aí meu pé! Anda devagar sua doida!! -Ela reclamava enquanto eu a conduzia pra... Não sei ainda.

- Mel, vc não percebeu mesmo né? Queria tirar a gente de lá.

- Mas Alexa, me tirar de lá e ir aonde?

- Ai Melissa, só você. Queria te tirar de perto da Mariana pra te ensinar a fazer equação do segundo grau! Não tá óbvio?

-Hãm? -Ela não entendeu nada Mesmo! Eu queria era te dar uns pegas sua lerda! Se toca que eu tô na sua!!

- Vem cá, vou te explicar como se faz esse tipo de equação... - Eu a puxei pra perto e apliquei um beijo em seus lábios, procurando sua língua e quando ela me deu passagem eu movi a mão para seus cabelos, puxando-os e aprofundando ainda mais o beijo. A língua dela explorava minha boca com desejo e eu podia sentir gosto de chiclete de blueberry na sua boca. Quando eu comecei a tocá-la, primeiro em suas costas e depois um leve toque na sua bunda, ela se afastou.

- Alex, eu não posso.

- Não pode o que Melissa? Pra que se importar tanto com seu namorado babaca, se o que a gente sente é mais forte?

(Música do momento: Lukas Graham - Lie)

- Eu te conheço a dois dias, e o Gabriel tá comigo a um ano. Você quer que eu jogue minha vida pro alto e fique com você, é isso?

- Sim, é isso o que eu quero. Tô querendo isso desde que te vi naquele quarto, de pijama e nervosinha.

- Não dá, para com isso. A gente tá no meio de um corredor aleatório discutindo que nem loucas. Eu não posso decepcionar meus pais, e eu e o Gabriel, a gente tem a-alguma coisa.

- Não Melissa, não me venha com essa! Vocês não tem "alguma coisa", seu namoro é um contrato que você quer rasgar há muito tempo, não minta na minha cara! Se você vai desistir da gente antes mesmo de começar, que seja por alguma coisa sincera.

Eu virei as costas e sai dali, segurando as lágrimas, não sabia pra onde eu iria agora mas amanhã eu não ia mais ficar no mesmo dormitório que ela, só ia fazer tudo ficar ainda mais difícil. Saí do colégio deixando o gosto das lágrimas se misturar com o gosto daquele maldito chiclete de blueberry que ela sempre tinha! 


                  P.ov Melissa


Depois daquela explosão, eu estava paralisada.

E o pior era que ela tinha razão. Eu realmente estava blefando quando disse que o Gabriel e eu tínhamos alguma coisa, e eu nem me importo se conheço ela a dois dias ou um ano, eu queria ela!

Então por que afasta-lá toda vez que ela tentava alguma coisa? O que EU tenho na cabeça? Meus pais nunca nem me deram a minima e eu tô aqui, sofrendo pra cumprir as vontades ridículas deles!

Mas agora não adianta chorar pelo leite derramado, Alexa provavelmente já estava começando o processo de me odiar e o melhor que dava pra fazer a essa altura do campeonato era tentar esquecer tudo e seguir em frente. Mas como? Esse ano escolar mal começou e já está tudo uma loucura! Já beijei duas garotas, me apaixonei por uma, tomei suspensão, abandonei meus amigos antigos... Falta o que pra completar, fugir da polícia?

Eu comecei a caminhar de volta pro dormitório, um buraco aberto no peito, pés descalços e pijama. Apenas um dos três me incomodava.

Ao chegar no dormitório, uma pontada de dor me atingiu ao ver a cama de Alex vazia, onde ela tinha ido?

- Amiga o que foi? Tá com uma carinha...

- Nada, A Alex teve uns problemas, deu uma saída... -Eu não podia contar nem a pontinha da verdade.

- Ihh, coisa séria? Essa daí tá sempre envolvida em problemas, mas eu confesso que ela fica sexy pagando de bad girl! -Mariana riu, e eu me senti pior ainda, se é que era possível.

- Nada sério, só não sei direito o quê! Vamos dormir logo, vai. - Deitei na cama e cobri a cabeça com o cobertor, finalmente deixando algumas lágrimas caírem.

- Tá bom, boa noite estressadinha.

- Boa noite. -Agora o choro era livre.

P.o.v Alexa

Depois da briga, eu andei a porta de saída e me deparei com ela trancada, claro!

Decidi bater na porta da supervisora, que se foda ela vai me arranjar uma chave pra agora, tenho que sair daqui.

- Supervisora, emergência! -Comecei a bater na porta do quarto dela, já bolando uma história.

A senhora Wigman saiu meio despenteada e de camisola.

- Senhorita Jonhson o que está fazendo aqui?!

- Meu pai ligou, tenho que ir pra casa, é minha vó!! - Por sorte fingir era uma coisa que eu aprendera desde cedo.

- Tudo bem, vamos confirmar com ele então!

- Não dá tempo, ela tá no hospital, pode ser minha última chance de ver ela!! Me deixa sair.

- Tá bem, vamos.

Corremos para a saída e ela abriu a porta.

- Obrigada, eu volto de manhã.

- Senhorita, eu estou quebrando o protocolo, não conte isso a ninguém.

- Deixa comigo! -Corri em direção a rua.

Fui andando até não poder ver mais o colégio, pra ser seguro ligar pro meu pai. Mal sabe a supervisora que minha vó já morreu a uns 3 anos.

O telefone tocou antes de ele atender.

- Alô?

- Oi pai, sou eu.

- Ae Lexinha, o que foi?

- Tem como me buscar na rua de trás da escola? Tive uns problemas e tive que sair rapidinho, vou dormir aí hoje.

- Filha hoje tá complicado, a rapaziada tá toda aqui, tamos de negócio novo!

- Pai, eu não tenho pra onde ir, eu entro num quarto e finjo que não existo.

- Beleza, em 10 minutos tô aí.

Me sentei no calçamento, esperando. Hora de rever a família, que delícia.

Eu detestava ter contato com meu pai, o "negócio" novo dele com certeza era relacionado a drogas ou coisa pior. Me enfiei nesse colégio pra tentar fugir deles um pouco, e Melissa me fez recuar de volta à toca do Leão.

Ninguém podia saber sobre minha família, nem da onde vinha o dinheiro que pagava a mensalidade da escola. Muito menos sobre mim.

Aquela escola era minha fuga, um lugar pra recomeçar, onde eu podia esquecer as pessoas que meu pai já matou, e devia conseguir esquecer a época com a minha mãe. Ela era só mais uma prostituta, que por acaso conheceu um traficante rico, engravidou e ficou com a criança por 4 anos, e de repente largou ela na porta do pai. Eu.

Com minha mãe, eu passava fome e ela me batia, até que ela resolveu que a pensão do meu pai não valia o esforço de me aguentar e me largou na porta dele, segurando um coelhinho de pelúcia e nada mais.

Pelo menos com meu pai, eu tinha babás pra me alimentar e garantir que minhas roupas estivessem limpas e meu boletim escolar impecável. Mas as coisas que eu tive que ver, não tem dinheiro nenhum que apaga.

Bloqueio essas lembranças, como fiz nos últimos anos e espero pelo Senhor José Diaz, é isso ai, direto dos cartéis do México pra Nova York.

Pelo menos o sobrenome eu tinha o da minha mãe.

Esperei mais alguns minutos, Melissa não saía da minha cabeça, eu sempre voltava ao nosso beijo, e acaba chegando na briga, em suas desculpas esfarrapadas... Por que ela não me queria? Será que eu era tão ruim assim? Eu podia tratar ela melhor do que o Gabriel, isso eu sabia. Podia dar a ela orgasmos e todo o amor do mundo, será que ser homem fazia tanta diferença?


Notas Finais


Vcs não imaginam o perrengue kkkk
Quase que não saiu, mas foi

Obrigada por acompanhar ❤️


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