História Me diga, o que é amar de verdade - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Hizashi Yamada (Present Mic), Shouta Aizawa (Eraserhead), Yagi Toshinori (All Might)
Tags Erasermight
Visualizações 94
Palavras 1.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei, hoje não tenho muito o que falar então...

Boa leitura, a tiazinha vê vocês lá nas notas finais.

Capítulo 2 - 2


" Então...?"

" Não sei... Desculpe, Aizawa"

" Tudo bem... Pode vim na minha casa..? Preciso desabafar, sabe..."

" Entendo, chego ai daqui a algumas horas"

" Tchau..."

" Tchau"

O loiro suspirou e levantou da cama, ainda mal-humorado direcionou-se ao banheiro, onde se despiu e entrou na banheira, deixando o corpo relaxar na água que continha alguns sais, passado alguns minutos. O loiro saiu da água e foi para debaixo do chuveiro, onde se enxagou, quando saiu pegou uma toalha felpuda e se secou, se vestiu, pegou as chaves do carro e, então saiu de casa.

Passou um tempo dirigindo,

A casa do moreno não era longe, mas também não era perto e;

Custava muito dirigir quando se estava cansado.

Chegou em uma casa de coloração cinza, estacionou o carro e antes mesmo de por os pés na calçada, a porta foi aberta de forma abrupta, revelando um moreno com o rosto vermelho e os olhos inchados de tanto chorar. O loiro ao ver a situação em que o amigo se encontrava, se compadeceu e caminhou na direção da porta, Eraser se afastou para que o herói número um passasse e assim o loiro fez.

Quando entrou viu algumas coisas bagunçadas, diferente do normal já que uma vez quando visitará a casa do moreno viu as coisas perfeitamente arrumadas, até o momento nenhuma palavra tinha sido proferida. O silêncio no local era extremante desconfortável, porém, logo esse silêncio fôra quebrado quando o moreno disse;

— Obrigado... Por... Sabe, ter atendido a ligação e vindo aqui... Ouvir meu desabafo – A última frase soará mas como um sussurro, todavia, o loiro pôde ouvir. Ele direcionou o olhar para a porta, onde o moreno se encontrava, naquele momento percebeu o quanto o colega estava fragilizado, os fios negros cobriam o rosto abaixado, contudo Toshinori podia jurar ter visto lágrimas alí.

— Eraser, mantenha a calma certo, me conte tudo o que aconteceu... Digo, se quiser contar.

— Lhe chamei aqui para desabafar, certamente eu iria contar o que ocorreu – Disse com um pouco de desdém na voz, o dono dos olhos azuis ficou constrangido ao perceber, quê havia dito algo tão óbvio, que soará desnecessário;

— Irei começar contando o que ocorreu ontem e só depois seguir para hoje.


OoOoO


Era quase noite quando Hizashi veio em minha casa, eu estava me preparando para ir trabalhar e ao receber uma visita sem aviso, fiquei um tanto surpreso, ele tocava a campainha insistentemente, o que me deixou um pouco irritado, pois ele sabia que eu odiava aquilo. Quando abri a porta, vi que Hizashi portava um buquê na mão esquerda, na direita tinha uma caixinha de veludo preta, ele estava ajoelhado e ao me ver se levantou rápido.

— Aizawa, tem algo que quero lhe perguntar... – Ele disse, do jeito que proferia cada palavra mostrava que ele estava nervoso, pois estranhamente não havia usada palavras em inglês, como de costume.

— Então, vamos, pergunte logo... Tu sabes que eu não suporto esses rodeios.

— Aizawa, estamos juntos a tanto tempo... Seria quase inevitável isso não acontecer, afinal, como resistir a alguém como você? Acabei me acostumando com tua presença, com seus carinhos e cuidados, Querido, você gostaria de casar comigo? Aceitaria passar o resto da vida ao meu lado...

Naquele momento meus olhos já haviam se enchido d'água e, provavelmente eu já estava a chorar, pois quando ele terminou de falar. Veio e me abraçou, um abraço rápido que continha carinho.

Sem nem pensar duas vezes, eu disse sim, sim para a coisa que mais tarde me faria sofrer, ambos ficamos um tempo conversando, depois ele foi embora alegando ir a casa da tia visita-la. Quando ele partiu, fechei as portas e janelas da casa e então, parti rumando ao trabalho, eu estava feliz, tão feliz que até o fato de ter preso alguns vilões me deixou extremamente animado, quando cheguei em casa era quase de manhã então, não achei necessário dormir, tirei somente um rápido cochilo, quando acordei.

Fiz os afazeres de casa, cuidei de meu gato e fui tomar banho, nada diferente do normal, quando terminei fui ver a TV mas não tinha nada interessante, busquei ler um livro, mas já tinha lido todos os da estante, voltei para a TV e fiquei mudando os canais. Quando já era tarde, resolvi sair, tentar "socializar"... Fiquei um tempo andando até ver uma cena avassaladora, Hizashi estava nos braços de uma mulher qualquer, naquele momento meu coração se partiu... Fiquei paralisado, senti o meu mundo cair.

As lágrimas poderiam escapar a qualquer momento, porém eu segurei a vontade, tentei me manter firme, neutro. A dor que eu havia sentido quando presenciei a cena, era pior do que qualquer surra que eu já tinha levado, o meu peito ardia, tudo o que havíamos passado não tinha significado nada, absolutamente NADA. 

Liguei para ele, somente para ver o que ele diria e, adivinha, ele falou que estava trabalhando! Seria melhor se tivesse abrido o jogo logo, mandei ele olhar para trás e quando ele me viu, pareceu ficar abismado, entreguei a aliança de noivado a ele e parti. A cada passo eu sentia meu corpo ceder, a vontade de chorar estava me vencendo aos poucos, tudo simplesmente não significou nada para ele e, pelo que parece aquela não foi a primeira vez. A dor de uma traição é capaz de matar por dentro a pessoa mais feliz do mundo, fiquei vagando pela cidade até chegar naquele bar, bebi para esquecer a dor, mas ela sempre voltava, cada vez pior...


OoOoO


— O resto já sabe...

Toshinori estava estático, surpreso, o loiro tentava processar toda a informação, mas falhava inutilmente.

— Er... Bom... Foi muita coisa, poderia especificar o que está sentindo?

— Sim, claro... – O moreno suspirou e prosseguiu — Me sinto cansado, abatido, meu peito doi sempre que lembro, minha cabeça doi por conta da quantidade de álcool que tomei... Quando vi aquela cena, tudo ficou em branco, meu mundo foi destruído, aquilo que eu achava ser verdadeiro, não passava de uma ilusão...

— Entendo, tente conversar pacificamente com ele..

— Eu... Eu não consigo... 

O moreno deixou o corpo escorregar, fazendo o mesmo ficar sentando no chão com as costas na porta, permanecia com o semblante baixo, melancólico.

Uma lágrima,

Duas;

Três;

Quatro;

Várias e várias lágrimas vinham sucedidas;

Deslizavam pela pele alva para só depois pingar no piso branco.

O dono de orbes azuis eletrizantes, olhava atentamente o colega, nunca imaginária ver o moreno naquele estado, levantou e então seguiu até a porta, andava a passos lentos, quando se viu na frente do moreno. Abaixou, ficando na mesma altura que o outro, passou as mãos pelos fios negros donos de uma maciez incontestável, olhou para o outro por um bom tempo e depois abraçou aquele corpo que no momento, parecia estar frágil.

— Calma, vai passar... Qualquer coisa pode contar comigo, lhe ajudarei no que for preciso, tu estás a precisar de amparo... Estás como uma criança que perdeu aquilo que tinha de mais precioso.

— All Might, não toque em uma pessoa imunda como eu, por favor, solte- me.

— Imunda? Por quê?

Ele me beijava e usava meu corpo para satisfazer os desejos mundanos, mesmo tendo tomado inúmeros banhos e limpado minha boca várias vezes... Me sinto sujo, imundo... Como pude deixar ele  me tocar?...

— Você não é imundo, não irei solta-lo, você esta fragilizado psicologicamente.

— Não faz sentido...

— Não tem que fazer...

Ficaram em silêncio, o dia já estava clareando, All Might ainda abraçava o corpo menor, porém. Ambos foram retirados daquele momento quando a campainha tocou.


Notas Finais


Olha eu aqui, capítulo curto mas é o que temos pra hoje.

Críticas e elogios são bem vindos.


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