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História Me Enamoré - Luotto - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Nono Capitulo


“Se o amor existir e for verdadeiro não desista

de lutar por ele, pois talvez

não esteja totalmente perdido”.

 

Otto Monteiro

 

Eu sempre vivi sozinho até conhecer Luísa, foi como se tivesse encontrado a minha alma gêmea, e quando ela foi embora voltei a ser o que era, uma pessoa considerada fria, pois, havia perdido o que considerava a minha felicidade, porém, preciso mudar já que agora moro com minha afilhada.

 

Ester é filha de dois amigos meus que infelizmente haviam perdido a vida em um grave acidente de carro, e para piorar tudo ela não se lembra de nada, perderá toda a memória, e só se recorda de coisas recentes.

 

Ela é uma considerada estranha, apenas por se prodígio e ser uma menina extremamente inteligente, o mais estranho é que os médicos explicaram que por conta da perda da memória ela esqueceria tudo, ela esqueceu quase tudo, mas, lembra-se de todas as coisas que leu e que estudou.

 

Os pais de Ester eram renomados cientistas, e talvez tenham algo a ver com isso, já que possam ter feito alguns experimentos com a própria filha, mas, para isso eu teria que investigar essa história mais a fundo.

 

Neste exato momento estou pensando em como terminarei com a Nadine, o nosso relacionamento não está dando mais certo, e também quero ter mais tempo para pensar em como irei reconquistar a mulher da minha vida, Luísa D'ávila, mas, tenho medo de me magoar.

 

Sei que ela está em um novo relacionamento, mas, sinto que algo está errado apenas pela forma que ele a tratou, com tanta violência quando fui fazer a matrícula da Ester na Ruth Goulart, se não me engano eu ainda tenho o telefone da Luísa aqui nos meus contatos.

 

Espero que ainda seja o mesmo número, e para não perder tempo resolvi entrar em contato agora, tomara que não recuse a minha ligação e aceite ir jantar comigo para que possamos conversar, e quem sabe nos acertar.

 

O telefone deu dois toques e uma pessoa atendeu.

 

Inicio da Ligação (Otto/Luísa):

 

Luísa: Alô! Quem fala? — Pergunta Luísa, e como era bom escutar a sua voz outra vez, já que na escola, nós não tivemos muito tempo para conversar, o idiota do Marcelo resolveu aparecer na hora.

 

Talvez eu tenha acordado a Luísa por conta da sua voz de sono.

 

Otto: Luísa! Boa tarde...tudo bem? — Perguntei a Luísa — Espero que não tenha te acordado — Completo.

 

Luísa: Otto! Estou bem sim  — Responde Luisa...confesso que fiquei surpreso que ela tenha reconhecido a minha voz, mas também ficamos casados por muito tempo, que era meio difícil de isso não acontecer — Acordou sim, mas, eu estava já há muito tempo dormindo, só fiquei surpresa com a sua ligação, tudo bem? — Pergunta Luísa

 

Otto: Estou bem também! Obrigada por perguntar — Falo a Luísa — Eu realmente precisava ligar para você, sabe que precisamos conversar urgentemente, certo? — Pergunto a Luísa.

 

Luísa: Sim! Se preferir podemos nos encontrar em algum lugar para conversar? — Pergunta Luísa — Eu realmente preciso esclarecer algumas coisas...só espero que não tenha problemas com a Nadine — Informa Luísa.

 

Otto: Luisa! A Nadine é somente a minha namorada...pelo jeito te contaram que estou namorando? — Perguntei.

 

Luisa: Sim! Vim visitar o Durval por um tempo...ele me contou que você está namorando com ela — Fala Luisa, pude perceber pelo seu tom de voz que a mesma parecia estar com ciúmes — Espero que você esteja feliz...só não acredito que você teve coragem de namorar a mulher que infernizou a sua vida, e a de sua família — Completa Luisa...realmente ela estava com ciúmes.

 

Então resolvi provocá-la.

 

Otto: Hum! A senhorita pelo jeito está com ciúmes — Falo no intuito de irritá la.

 

Luisa: Otto! Nada a ver ter ciúmes de você...só estou comentando que não acredito que você se envolveu com ela — Fala Luisa, pude perceber que ela havia ficado triste...só espero que não seja por falar comigo.

 

Otto: Tudo bem! Luisa! Você realmente está bem? Percebi pela sua voz que você parece estar triste — Pergunte — Se desejar posso te buscar em algum lugar...assim podemos jantar e esclarecer as coisas...o que você acha? — Completo com outra pergunta.

 

Luisa: Otto! Realmente estou bem agora, mas, isso não vem ao caso — Responde Luisa...parecia que ela estava com a voz embargada...confesso que fiquei com medo do que poderia ter acontecido...me pego pensando, será que Marcelo havia feito algo contra ela — Podemos jantar no Francis...você ainda sabe onde é? — Pergunta Luisa, e é claro que sei onde fica, já que foi lá que fiz o pedido de casamento para ela.

 

Otto: Claro que sei! Foi onde te pedi em casamento...não tem como esquecer o lugar que marcou as nossas vidas — Respondo — Se o Marcelo não foi implicar conosco pelo jantar...achei uma ótima ideia, e poderei te buscar as 19:30...você pode me passar o seu endereço? — Perguntei a Luisa...até porque tenho medo de que Marcelo possa fazer algo contra Luisa.

 

Luisa: Otto! Não moro mais com o Marcelo...não sei se você sabe, mas, a Glória, mãe do Marcelo descobriu que está com mal de alzheimer...e foi fazer um tratamento em Nova York, Marcelo foi acompanhar a mãe — Responde Luisa, então quer dizer que a Glória conseguiu convencer o filho a leva-la para fazer esse tratamento em Nova York que foi sugestão minha...não posso mentir que talvez tenha ficado contente, pois, ainda sou apaixonado por essa mulher — Agora estou morando na casa do Durval — Completa.

 

Otto: Que bom! Assim fica melhor porque evitamos qualquer aborrecimento, e você sabe do que estou falando — Falo, pois, me lembrei do modo que Marcelo a tratou na escola.

 

Luísa: Otto! Não é momento para falarmos sobre isso — Fala Luísa, ela deve ter ficado sentida e antes que eu pudesse pedir desculpas ela completa — Mas, eu ainda não terminei com ele, e nem sei como irei fazer — Informa Luísa com medo.

 

Agora tenho mais certeza ainda que tenho que protegê-la desse monstro que não merece ser chamado de namorado.

 

Otto: Luísa! Não irei insistir, mas, lembro a forma que Marcelo te tratou — Eu disse a Luísa — Ele fez aquilo outras vezes, ou te agrediu… você pode confiar em mim, você sabe disso, né? — Perguntei a Luísa.

 

Luísa: Otto! Sei me virar eu não preciso da sua ajuda — Fala Luisa — E me desculpe não quis ter sido grossa, mas, obrigada pela sua preocupação — Completa Luísa.

 

Otto: Ok… não irei insistir, mas, espero que fique bem — Falo de uma forma bem calma para que ela perceba que não desejo o seu mau — Passo na casa do Durval, ou prefere me encontrar no restaurante? — Pergunto a Luísa.

 

Luísa: Otto! Prefiro que venha me buscar aqui se não for nenhum incomodo para você — Responde Luisa — Estou sem carro, ele está na manutenção — Ela completa.

 

Otto: Você não precisava nem perguntar — Falo — Será um enorme prazer te buscar — Digo dando ênfase na palavra Prazer, algo que foi sem querer, mas, antes que pudesse me corrigir ela fala.

 

Luísa: Ok… vou começar a me arrumar, já são 17:30 — Fala Luísa — Agradeço pelo seu contato e tenha um ótimo final de tarde...Otto — Completa Luísa.

 

Otto: Foi muito bom conversar com você Luísa, mesmo que tenha sido por pouco tempo — Falo — Espero que possamos nos acertar e esclarecer todos os fatos… fico muito contente em você me chamar de Otto...você não sabe que saudades que estava de te ouvir me chamando assim — Completo.

 

Poucas pessoas sabem que meu nome completo é Otto Cezar Monteiro Pendleton, todos me conhecem somente como Pendleton, mas, é somente meu sobrenome. Sou dono da 0110, uma empresa de games muito famosa no mundo todo. As únicas pessoas que conhecem meu segredo é Luísa e Durval, seu irmão.

 

Luísa: Para falar a verdade acredito que foi força do hábito te chamar de Otto...nos fomos casados durante muito tempo — Fala Luísa — Mas preciso desligar, preciso realmente começar a me arrumar, nos falamos quando você vir me buscar aqui — Completa.

 

Otto: Claro minha delícia… Desculpe, força do hábito — Falo… sempre a chamei assim quando éramos casados, tenho certeza que ela irá ficar brava comigo por chamá-la assim.

 

Luísa: Tchau! Otto...confesso que não fiquei brava — Fala Luísa — Se quiser me chamar assim mais vezes, não irei achar ruim — Sussurra Luísa, ela pensa que não escutei, fiquei feliz em saber que ela ainda quer que eu a chame assim.

 

Fim da Ligação (Otto/Luísa):

 

Logo após a nossa conversa, encerramos o nosso contato e assim resolvi ligar para a Nadine e Pedir para que ela fosse a minha casa, precisava terminar com ela, por mais que não sinta nada por ela e nosso relacionamento não seja oficializado não quero magoar os seus sentimentos.

 

Inicio da Ligação (Otto/Nadine):

 

Nadine: Oi! Meu amor, tudo bem? — Perguntou Nadie.

 

Otto: Oi! Nadine. Tudo sim — Respondi — Mas precisamos conversar, você pode vir aqui em casa agora por favor? — Perguntei a Nadine.

 

Nadine: Ok, amor. Já estava a caminho mesmo — Diz Nadine, e dei graças a Deus.

 

Fim da Ligação (Otto/Nadine):

 

Não me levem a mal, gosto da Nadine apenas como uma distração, ela é uma pessoa legal, mas, não quero ter nada sério com ela, ainda mais que agora a Luísa está solteira e preciso reconquistá-la.

 

Passagem de tempo:

 

Cerca de meia hora depois, escutei a Nadine tocando a campainha e Sara, minha governanta-Robô perguntou se poderia abrir, que rapidamente liberei.

 

Assim que a porta foi aberta, Nadine veio tentar me beijar, mas, não deixei, apenas quero terminar logo com isso para não magoar muito os sentimentos dela, mas, sei que isso será impossível e logo começamos um breve diálogo.

 

Nadine: Meu amor, estava com tantas saudades suas — Diz Nadine — Você está bem? Parece preocupado — Pergunta Nadine.

 

Otto: Nadine, realmente estou preocupado — Respondo — Preciso conversar com você, é o assunto é sério — Completo.

 

Nadine: Meu amor! Você está me deixando preocupada — Diz Nadine.

 

Otto: Então — Falo, e respiro fundo pensando em quais palavras usar, mas, preciso ser o mais breve possível — Quero terminar o nosso relacionamento, mas apenas para deixar claro, o problema não é você, sou eu — Completo.

 

Nadine: Pendleton! Como assim? Você não pode terminar comigo, estamos juntos a tanto tempo — Diz Nadine.

 

Otto: Nadine, realmente estamos juntos a um certo tempo — Ela e eu estamos juntos a um ano — Mas, você sabe que eu nunca fui apaixonado por você, apenas gosto como amiga...e a minha verdadeira paixão sempre foi e sempre será a minha ex mulher  — Completo.

 

Nadine: Porque Pendleton? — Perguntou — Qual o motivo que você não quer mais ter nada comigo? — Pergunta Nadine.

 

Otto: Como disse antes, eu nunca fui apaixonado por você — Falo — O nosso sentimento não é recíproco e que eu sempre amei a Luísa — Completo.

 

Nadine: Pendleton! Isso eu já sei, me fala algo concreto por favor — Fala Nadine nervosa.

 

Otto: Ok, Nadine por favor tenha calma — Falo, pois, vejo o quão nervosa ela esta — Minha ex mulher apareceu, e você sabe de todo o problema que aconteceu, e estou pretendendo conversar com ela para esclarecer tudo — Completo.

 

Nadine: Pendleton… você não pode fazer isso comigo — Fala Nadine — Depois de tudo que passamos juntos, você vai simplesmente terminar comigo assim? — Pergunta Nadine.

 

Otto: Nadine, por favor, você sabe que gosto muito de você, mas, não é da forma que você quer — Respondo — Eu sempre deixei claro isso a você, que se acontecesse algo desse tipo, era isso que ocorreria. Eu terminaria com você, e cada um seguiria a sua vida — Completo.

 

Nadine: Ok, Pendleton. Se é assim que você quer, assim será — Fala Nadine, e antes que eu pudesse falar alguma coisa ela completa — Não fala comigo nunca mais, esquece que eu existi na sua vida — Completa Nadine e logo em seguida ela vai embora.

 

Confesso que fiquei sentido pela Nadine, pois, apesar de tudo, ela era minha amiga e realmente me ajudou nos últimos anos desde que a Luísa foi embora, mas, tinha que ser assim, não queria a magoar mais ainda, já que nunca fui apaixonado por ela.

 

Preciso começar a me arrumar para jantar com a Luísa, seja o que Deus espera, pois, estou bem nervoso com o que possa acontecer hoje.

“Neste mundo existem.

Mulheres amadas.

Violadas na mente.

Violentadas na alma.

Castradas no corpo.

Sem voz, sem liberdade.

Acorrentadas em dor.

Cansadas, tristes.

Desesperadas, mal amadas.

Laços atados, em nós de ferro.

Mãos geladas e frias, feitas num mundo cruel".



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