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História Me Encontra - Capítulo 16


Escrita por:


Notas do Autor


Booom diiaa passarinhadaaaaaa
Então vamos lá, vai ter att aqui e agora!? Siim!!! O que acontece foi o seguinte, algumas pessoas vieram falar comigo a respeito do comunicado que postei aqui, falando que era fake news etc. Eu até agora não sei o que achar, mas vou estar dando um voto de confiança pro wattpad e continuar postando postando lá . Então você que criou conta no sweek ou aqui mesmo no spirit fique tranquilx a fic vai ser postada aqui msm e lá tbm pq eu realmente amei a plataforma do sweek. Vou manter atualizada em todas as redes. É isto, booa leitura!!! Até breve. ❤️ @JuShepherdS2 pra você!

Capítulo 16 - Capítulo Quinze



  Point Of View Ana Clara


  – Que raios foi aquilo tudo? – Júlia pergunta.


  – É bom que ela tenha uma boa desculpa pra ser tão imbecil – Gabriela acrescenta antes de bater com a bebida na mesa.


  Cara, as mães solteiras com certeza sabem como se divertir inten­samente.


  – Ela meio que tinha – digo a elas.


  E é verdade. Depois de ter visto a atualização de status de Ellora e ter mandado a Vi a mensagem de "vai se foder", conversei com Nina e ela me pôs a par de toda a situação. Entendi, entendi mesmo, mas ainda ficou um gosto ruim na minha boca. Mesmo que Vitória estivesse assumindo uma responsabilidade e sendo uma mulher maravilhosa em relação à coisa toda, de repente tive muito medo de que isso fosse o fim. Não haveria mais chances. Ela moraria com a Ellora para sempre, ela voltaria a se apaixonar, e as coisas que ela havia me dito seriam esquecidas por completo.


  Passei a semana inteira alternando entre sentir pena de mim e maldizer Deus, o destino e então Ellora por viver numa espelunca tão péssima que foi condenada.


  Estava tão acabada e relegada ao estágio de ficar tomando sorvete de calcinha, que, é claro, tive que pôr Júlia e Gabriela a par da situação. Na verdade, não queria contar a mais uma pessoa que sentia alguma coisa pela minha cacheada, também porque Júlia já tinha tido uma amostra dos benefícios, mas era bom contar com um pequeno grupo de apoio feminino. Na verdade, Júlia tinha rompido seu noivado havia um mês, então estava numa posição em que, de fato, queria odiar todas as pessoas com quem poderíamos nos relacionar, Vitória em especial, que transou com ela algumas vezes e nunca mais telefonou.


Sábado era nossa noite de vamos-tomar-todas e-encontrar-uma-boa-transa, então sugeri o OutroEu, achando que não tinha como Ellora querer estar lá, entre os amigos da Vi, sobretudo depois do último fim de semana. Fazia apenas uma hora que estávamos lá, agradavelmente altas, fofocando sobre sabe-se lá o quê, quando Vi apareceu. Ver os rostos de Júlia e Gabriela só confirmou a verdade.


  Vitória veio até mim como alguém saído de um sonho. Vestia uma camiseta cinza justa, short jeans escuro que se amoldava em todos os lugares certos mostrando as pernas dela que eu nem sabia que amava olhar. Funcionou.


Xinguei por dentro, com cada palavrão de que pude me lembrar. ­Estava furiosa por ela estar ali e ainda mais furiosa por estar tão loucamente atraída por ela que era preciso muito autocontrole para manter meus olhos fixos em qualquer outra coisa que não fosse seu corpo firme.


  Mesmo que quisesse guardar rancor e ficar brava, não deu. Ela ainda era Vitória Falcão . Ainda era a mulher que eu conhecia melhor do que ninguém. Nunca poderia dizer não para ela, e ao que parecia não conseguia guardar rancor também.


  Então, Júlia e Gabriela deixaram-nos sozinhas. Fui tomada de imediato pela força da natureza que ela é.


  Ela agarrou minha mão e foi como se partes do meu corpo estivessem voltando a se juntar. Expirou seu hálito quente no meu pescoço, e senti como se fosse entrar em combustão espontânea. Disse coisas que nunca pensei que fosse ouvir dela, e coisas que mal podia esperar para ouvir de novo. Depois, falou que aquilo tudo era segredo. Júlia e Gabi voltaram, e ela se mandou para o outro lado do bar.


  É lá que está agora. É lá que eu quero estar. Nada mais do que isso. Quero estar debaixo de seu corpo nesta mesa, exatamente como ela disse.


  – Você tem certeza de que está bem? – Júlia pergunta pela centésima vez. – Não consigo entender o que se passa no seu rosto. – O que há de errado com o meu rosto?


  – Bom, está parecendo um pouquinho mais sacana do que o normal – Gabi diz pensativa, e estende o braço por sobre a mesa para alisar a ruga profunda entre minhas sobrancelhas. – Você também parece um pouquinho assustada.


  – Ela está com medo da Vitória– Júlia cochicha (em voz alta) para Gabi.


  – A gente te protege, meu bem – Gabi diz e mostra seu bíceps, sur­­preendentemente bem definido. – Devo a Vitória vários tapas, por falar nisso.


  – Ninguém vai bater em ninguém – digo a elas. Posso precisar desse corpo no futuro próximo. – Vocês duas estão bêbadas.


  – Tem razão – Júlia diz com um suspiro, recostando-se dramática em seu assento. – Você sabe que bastam dois drinques pra me colocar de joelhos. Malditos genes asiáticos.


  – Então, talvez você deva ir pra casa – rio.


  Gabriela fixa os olhos em mim.


  – Tenho a sensação de que você está tentando se livrar de nós.


  Abro a boca para protestar, mas as palavras não saem.


  Gabriela suspira e joga algumas notas antes de cutucar Júlia para fora do reservado.


  – Vamos lá, gata. De qualquer modo, você não vai achar nenhuma pessoa aqui pra te deixar de joelhos. – Depois, ela reprime uma risadinha. – Bom, talvez uma, mas aposto que você já esteve de joelhos pra ela


  – Não tem graça – grito, e Júlia fica ainda mais vermelha de raiva.


  Então, elas se vão, e estou sozinha, sentada no reservado, acalentando uma sidra morna, sem graça e sem gosto, e sei quem está esperando do outro lado do bar.


  Cato as notas e as enfio no frasco de gorjetas mais próximo; Dan me faz sinal de positivo. Júlia e Gabi nunca precisam pagar nada por estarem comigo, mas sempre pagam, e eu sempre ponho o dinheiro delas no frasco de gorjetas. Pelo menos, isso garante que a equipe fique feliz toda vez que entramos no bar.


  – Ei, Aninha – Mike me chama quando contorno o canto para o outro lado do balcão. Está servindo cerveja a Vitória , sentado em frente a ela, no seu lugar costumeiro. Nosso lugar costumeiro.


  Por um instante, volto no tempo para nosso aniversário de 25 anos, em que nós duas sentamos no bar e fizemos um pacto de bêbados de um dia nos casarmos uma com a outra se não tivéssemos mais ninguém.


  Os olhos turbulentos de Vitória encontram os meus, e lhe dou um sorriso lento e sensual, como se ela soubesse o que estou pensando. De uma hora pra outra, estou totalmente aterrorizada para continuar andando, mas meus pés não percebem. Vão até ela e me sento no banquinho ao seu lado, meus ombros encostando nos dela.


  – Você voltou a gostar dela? – Mike pergunta, enquanto me passa um Angry Orchard sem nem me perguntar.


  – Às vezes fico de mau humor – digo com um sorriso e dou um longo gole.


  – Fala sério! – Ele vai para a outra ponta do bar atender alguém que estala os dedos feito louco.


  Agora, apesar do bar e das pessoas à nossa volta, estou sozinha com Vitória . É como se não houvesse viva alma ali. O calor que se desprende do seu corpo é inebriante, e estou muito ciente de que, se me ajustar no assento o mínimo que seja, meu braço nu vai roçar no dela.


  Arrepio só de pensar nisso.


  Vitória inclina-se um pouco mais para perto, sua boca quente a apenas alguns centímetros do meu ouvido.


  – Na sua casa ou na minha?


  Meus olhos se arregalam. Isto está indo rápido demais. Ainda nem sei o que isto significa.


  – Deixe-me beber alguma coisa e pensar a respeito – respondo, e minhas palavras saem todas fragmentadas e roucas, como se eu tivesse engolido um balde de serragem. Afasto-me um pouco para poder olhar nos seus olhos. – Você não acha que isto tudo é um pouco... esquisito?


  Ela me dá um sorriso descontraído:


  – Ninhaa ... – A maneira como diz isso me faz focar seus lábios e a ponta da língua que aparece. – Isto vai ser o oposto de esquisito.


  Não tenho tanta certeza.


  Ela continua, inclinando-se para mim: 


– Não consegui parar de pensar em você.


  Posso sentir meu rosto corar:


  – Agora, você está sendo brega. Não precisa ser brega comigo.


  – É, sei que não – ela diz. – Mas é a verdade. Sabe quanto tempo esperei pra te dizer a verdade? Me toquei todos os dias desta semana pensando nos seus lábios perfeitos em volta do meu corpo.


  E, de alguma maneira, meus olhos arregalam-se ainda mais.


  Ai, meu Deus.


  Que diabos?


  – Ficou muda? – ela pergunta depois de um tempinho. – Gosto disso.


  Viro a cabeça para ver se alguém mais pode ouvir isto. Pode parecer que estamos sozinhas, mas sei que não estamos. Mike ainda está na outra ponta do balcão, e percebo, da parte de Vitória , que esta é principal razão de mantermos tudo isto em segredo. Mais uma vez, seja lá o que tudo isto queira dizer. Não faço ideia. Mas sinto que Vitória vai me mostrar e sem a menor piedade.


  Engulo em seco, sentindo o nervoso na boca do estômago, com vontade de rir, chorar ou fazer alguma coisa. Até gritar.


  – E quanto ao pacto? – pergunto a ela.


  – O que tem? Poderíamos chamar isto de primeiro estágio.


  Ela se inclina mais para perto agora, e sei que, se alguém estiver nos observando, vai parecer que é mais do que um sussurro inofensivo.


  – Tipo querer fazer um test drive antes de embarcar no desconhecido? – brinco baixinho.


  – Ah, vamos experimentar – ela murmura. Seu hálito cobre meu pescoço e faz meu cabelo arrepiar. Fecho os olhos enquanto ela me dá um beijo rápido debaixo da orelha. – Vamos tentar muitas – beija um lugar mais baixo –, muitas – e mais baixo –, muitas vezes.


  Ai, Deus do céu. Tudo o que quero é que ela continue, mas recuo, numa última tentativa de autopreservação, ou, no mínimo, calcinha limpa.


  Ponho a mão no seu braço, envolvendo firme seu músculo com os dedos, de modo que ela saiba que não estou brincando. Por fim, ela recua e me olha. Com um olhar suave.


  – Estou sendo desagradável?


  Não posso deixar de soltar uma risada de alívio. Aí está a Vitória que eu conheço.


  – Mais ou menos – digo. Seu rosto se abate um pouco, então acrescento: – Mas só porque isto é tão... isto é tão imenso. Isto é imenso, não é?


  Ela levanta a cabeça e ri, confirmando com um gesto de cabeça:


  – Bom, parece que as mulheres acham isso quando se envolvem comigo.


  Reviro os olhos, convencida.


  – Estou falando sério – digo. – Num minuto somos amigas, no outro...


  – No outro, estou beijando você. E percebo que fui uma idiota por não fazer isso antes.


  Concordo com a cabeça, sabendo bem como ela se sente.


  – Não tenho ideia do que você quer de mim. De nós – digo.


  Ela franze o cenho:


  – O que você quer de mim?


  O que eu quero dela? Sério?


  – Quero... – digo lentamente, pensando. Dou um gole na minha bebida e deixo que ela se espalhe na língua. Não tenho outra escolha a não ser a sinceridade. – Quero saber por que aquele beijo pareceu tão bom. Quero saber o que mais andei perdendo.


  – Isso é tudo o que eu quero também.


  – E vale a pena arriscar nossa amizade?


  Uma expressão grave aparece no seu rosto, e ela dá uma breve olhada pelo bar.


  – Acho que já arriscamos, Ninha. No minuto em que nos beijamos e se tornou mais do que um beijo, foi aí que nossa amizade, da maneira como a conhecemos, terminou. Agora, só estamos explorando o próximo passo. – Ela puxa uma mecha do meu cabelo para detrás da orelha, com um toque firme e delicado. – Tudo isto, eu e você, é muito novo, você tem razão. Vamos dar um passinho de cada vez.


  – Esses passinhos incluem sexo, certo? – brinco e depois enrubesço ainda mais, porque não posso acreditar que tenha dito isso. Já fiz brincadeiras desse tipo com ela, mas agora que ela está envolvido, que nós estamos envolvidas, e é real, tudo o que eu digo tem potencialidade.


  Ela esfrega o lábio inferior com os dentes:


  – Eu te beijaria agora mesmo se pudesse, se o mundo todo não estivesse olhando. Bem na boca. Com tanto calor e doçura que você pensaria que eu sou mel. Faria você querer se afogar nele.


  Tenho que confessar, nunca havia estado com uma mulher eloquente, mas estou começando a gostar disso. Muito.


  – É? – Respondo bem idiota.


  Este jogo não dá pra ser jogado por duas pessoas. Rendo-me a ela, e decido deixá-la com a palavra de agora em diante.


  Ela se inclina como se fosse me contar um segredo.


  – Não quero nada além de tirar você daqui e te levar pra minha casa – ela murmura com a voz muito rouca e perigosamente baixa. – Vou fazer tudo sem pressa, vou tirar devagarzinho a sua camisa, seu sutiã, beijar seus mamilos até que eles fiquem tão duros que você me peça para mordê-los. Depois, vou tirar seu jeans, um torturante centímetro por vez, desfrutando o aparecimento das suas coxas, antes de chegar na sua calcinha. Aposto que ela está ridícula de tão molhada. Mesmo agora, aposto que está ensopada. Também aposto que tem um gosto bom. Depois, vou foder tão bem sua xoxota molhada que você vai se perguntar como sobreviveu tanto tempo sem mim.


  Sem palavras.


  Excitada como o diabo.


  E sem palavras.


  Ah, Deus do céu, que raios foi isso?


  Não sei se estou mais surpresa com o que saiu da sua boca ou por ser Vitória quem disse. Provavelmente os dois. Dado seu desfile de mulheres com longas pernas e sua abertura em relação a sexo, não é que isso me surpreende de jeito nenhum. Apenas é um pouco chocante ouvi-la dizer isso em relação a mim.


  E um tesão. Já mencionei esse ponto, não mencionei?


  Ajusto-me no assento, e imediatamente percebo que ela está certo quanto à previsão da calcinha ensopada.


  – Já está se contraindo pra mim? 


Ela então se endireita e volta a beber sua cerveja no balcão como todos os outros. Enquanto isso, estou me contraindo, pulsando, as palavras dela circulando pela minha cabeça e fazendo com que minhas pernas se pressionem uma contra a outra. Tenho certeza de que nunca quis tanto foder com alguém.


  Tivemos anos e anos de preliminares.


  – Noite cheia, hein? – Vitória diz, e eu tenho que sacudir a cabeça para voltar pro jogo.


  Ela fala com Mike, que, de volta à nossa frente, lhe serve mais uma cerveja. Tenho a impressão de que Vitória não tem problema de faltar tesão por causa de bebida.


  – É – Mike diz –, mas é bom pros negócios. – Ele me dá uma olhada e franze o cenho: – Tudo certo aí, Aninha?


  – O que, por quê? – pergunto, ligeiramente em pânico.


  Ele indica seu próprio rosto:


  – Você está toda corada, como se estivesse com febre.


  – Ah – digo, e deixo meus ombros caírem um pouco, tentando entrar no jogo. – É, não estou me sentindo muito bem.


  – Eu te disse, você está trabalhando demais – Mike me provoca.


  – Eu sei, eu sei – respondo.


  Quero dizer a ele que acabei de tirar um fim de semana de folga, para poder ir para Petrópolis com eles, e que agora vou contratar alguém para aliviar minha carga, mas não tenho vontade de começar uma conversa com ele. Só quero conversar com Vitória, pensar em Vitória , descobrir qual será o próximo passo, se sou corajosa o bastante para entrar nessa e se os atos dela estão à altura de suas promessas.


  Talvez Vi perceba isso, porque põe a mão no meu ombro, e, como nos velhos tempos, diz:


  – Ei, Ninha, Túlio tem razão, você não parece bem. Vamos te chamar um táxi.


  – É pra já. – Mike pega o telefone e me passa meu casaco, guardado atrás do bar.


  Visto-o e me despeço com um aceno enquanto ele aguarda na linha, e então Vi me agarra pelo cotovelo e me leva até a porta.


  Do lado de fora, réstias de nevoeiro circulam à nossa volta e algumas pessoas fumam e riem. Sei que demorará no mínimo alguns minutos até que o táxi chegue. Não posso deixar de imaginar se estou mesmo sendo mandada para casa, mas Vitória desce a mão do meu cotovelo até a minha mão e a segura. Aperta-a uma vez e depois a solta.


  – Vou com você – diz, e seus olhos brilham na iluminação da rua. – E primeiro nós vamos pra minha casa. Só pra você saber.


  – E o Mike ?


  Ela inclina a cabeça, considerando:


  – Não quero que Mike fique nervoso com nada do que estamos prestes a fazer. Não quero foder com nossa pequena trindade. Mas isto, eu te levar até um táxi, nós duas dividirmos um táxi, é algo que já fizemos um milhão de vezes. Nada mudou de fato, Ninha. Só vai ficar melhor.


  Nada mudou de fato, mas a antiga Vitória, minha amiga Vitória , não me molestaria no banco de trás de um táxi.


  Se bem que não é isso o que acontece. Quando o táxi enfim encosta e entramos no banco de trás, há uma distância considerável entre nós. Eu, sem dúvida, pensava que ela ia aproveitar a oportunidade para terminar o que havia começado, mas Vi apenas olha pela janela as fileiras de casas e o brilho laranja do nevoeiro refletindo as luzes da cidade.


  É uma viagem de táxi que beira o desconfortável, e não gosto de me sentir desconfortável perto dela. E então percebo como as palmas das minhas mãos estão úmidas e como estou uma pilha de nervos em relação ao que pode acontecer. Estou mesmo prestes a fazer sexo com Vitória Falcão ? Sinto-me mais como uma menina do que como uma mulher.


  Gostaria de saber se ela também está nervosa. Parece fria e calma; não que isso seja fora do comum, não para ela.


  Quando o táxi para em frente a seu apartamento, contudo, ela paga o taxista e me pega pela mão, conduzindo-me pela escada até o lobby. Não é tão tarde, mas nossos passos ecoam e, quando ela passa seu cartão para abrir a porta, olho para a rua atrás de mim. Está assustadoramente quieta, com o nevoeiro que abafa os sons da cidade e faz tudo parecer maior do que a vida.


  Talvez tudo seja maior do que a vida neste instante.



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