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História Me entope de borboletas - Jenlisa - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!
Sejam bem-vindxs!
Estou realmente com medo de flopar a fanfic, mas espero que gostem, eu não sei escrever muito bem, então por mais que eu tente sempre vai passar alguns erros de ortografia, eu escrevi outra fanfic Jenlisa “Lágrimas de um sorriso.” recentemente então se quiserem ler :) ficarei feliz em ter você como leitorx.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Fones de ouvido


Fanfic / Fanfiction Me entope de borboletas - Jenlisa - Capítulo 1 - Fones de ouvido

Muitas pessoas têm problemas na vida para lidar, o real problema está em como você tenta resistir a eles, seguir aquela simples regra:

Sorria e acene.

Já não funciona tão bem, por isso as pessoas andam na rua com a cara emburrada, pisando forte e chutando o que der na teia.

Todos têm um jeito de livrar-se da dor, cigarros, drogas, remédios, cortes e algo sobre cordas que é melhor arquivar sobre, a vida é surpreendente às vezes, de jeito ruim ou bom, isso ela que escolhe.

Aliás, o que é a vida?

Vida.

Substantivo feminino, propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte.

Os seres sempre guardam algumas coisas, Jennie, por exemplo, acumula rancor, sentimentos, palavras e pessoas, sua cicatriz maior é interna, é lá dentro que está todas as grandes feridas e algumas têm nome e sobrenome.

Hoje o dia estava agradável, Jennie no que lhe concerne estava atrasando-se para o estúdio de fotografias, não que fosse a modelo, ou a fotógrafa… era a maquiadora na realidade,a ganhava bem, então pouco se importava, gostava do que fazia e fazia muito bem, reconhecia isso.

Mas um de seus verídicos prontos fracos estava a pouco metros de si, um ou dois, seu coração acelerava quando a garota ousava piscar lentamente, era apaixonante, ela sempre sentava no mesmo lugar, no mesmo horário e conforme seus lábios se moviam sem sair som mostrava que escutava as mesmas músicas também, ela era bem monótona. Jennie todos os dias observava ela de longe sem ter a coragem de falar com a mesma, ela tinha orbes escuros, cílios claros quando batia o sol e cabelos curtos e fofos.

Ela não parecia totalmente coreana. Nesse momento, algo soprava em seu ouvido um incentivo, okay, talvez fosse ela mesma que estivesse sentindo-se derrotada dos medos e coragem demais habitasse nela. A garota encarou-a um ínfimo de segundo e logo baixou a cabeça, ela era aparentemente bem tímida ao contrário da moça, Kim apesar dos vinte e dois anos recém-feitos parecia uma adolescente fracassada com compromissos a cumprir, porém, assemelharia que havia dormido demais por assistir séries até tarde da noite, tinha cabelo um pouco bagunçado, camiseta rosa de manga passada numa saia preta rodada que ia até os joelhos e uma pequena mochila em suas costas que combinava com os conturnos de salto preto que usava, era péssima com moda também.

A dose de coragem tomou a alma da menina fazendo com que ela caminhasse pelo vagão até o assento vazio ao seu lado, apesar do medo de ser invasiva apena o fez. Sentou-se e observou a garota com os olhos atentos no caderno em seu colo, desenhava muito bem, era ela mesma com um cachorro fofo nos braços, apesar de não entender sobre, ela tinha seus próprios traços ou algo assim. Virou por um segundo na expectativa dela notar a presença de Jennie e olhar para ela, mas ainda tinha a cabeça baixa, os fios extremamente lisos, porém, com uma pequena curva caía de trás da sua orelha sob os ombros largos, mas nem tanto.

Ruby estava tão nervosa que mal conseguia achar uma posição confortável no banco e provavelmente a outra já havia percebido, aliás, qualquer pessoa que olhasse perceberia. A moça de conturnos tinha finitas borboletas no estômago e a ponta dos dedos gelados — e suadas—.

O trem parou abrindo a porta, mas logo fecha voltando a se mover.

— Olá. — soltou num meio fio, arrependendo-se em pequenos e minúsculos segundos. Mas ela ignora suas palavras, olhou atentamente seu rosto voltando a atenção aos fones, havia esquecido desse detalhe. O que ela escutava? Parecia ter bom gosto musical, músicas românticas e calmas combinavam com seu estilo. Em receio tocou levemente o ombro da garota que deu um pequeno pulo, direcionou o olhar para o peitoral, o crachá escrito em negrito e de tamanho grande: “Kim Jennie.” — O que está ouvindo?

A moça segurou o fone branco os colocando com delicadeza na orelha de Jennie que poderia ter o coração dançando na sua frente e não dentro de si. A música baixa tocava, com palavras em inglês das quais poucas compreendeu, era algo como:

“Estou desejando, desejando ainda mais

que a animação venha.

É só que eu preferia estar causando o caos”.

Jennie já não entendia mais, estava encantada pela música, como pensou, ela tinha um bom gosto musical, mas ela retira o fone devagar os colocando em si e saindo.

Por que os bons momentos sempre duram menos?

Será que a veria outra vez? Questionou em pensamentos vendo a garota de cabelo curto ir embora, não sabia seu nome e nem escutou o som da sua voz, apesar de que parecia angelical, talvez sua hipótese estivesse certa, ou não? Ao descer na sua estação, caminhou até o trabalho. Era perto, mas parecia estar longe agora, apressou seus passos na expectativa de chegar mais rápido ao estúdio repleto de plantas e de portão rosa chamativo, queria escutar menos reclamações — o que foi um plano mal sucedido—.

— Isso são horas, madame? — reclamou Jisoo primeiro, assim que Jennie adentrou correndo em direção a penteadeira onde a modelo esperava. O olhar incrédulo fixava em seu rosto.

— Tive um pequeno contratempo.— explicou mentindo, acordar tarde por preguiça e paquerar uma estudante não parecia um contratempo. O lugar apesar da música estava sem graça, ou era o desânimo de Jennie mesmo que preenchia o lugar, não por a garota de mais cedo — na verdade, també. — mas, porque seu pai estaria doente e por orgulho exitava em ir vê-lo ou ligar, um tempo atrás eles discutiram feio por causa de Kim assumir ser lésbica e o pai ir contra—o que não foi o maior problema — desferindo palavras horríveis chegando a dizer: “apenas suma.”, desde então eles não trocaram mais palavras, mas Jennie tinha o coração na mão, então ligava para a mãe perguntando sobre o homem, ao contrário do senhor Kim a mãe sempre apoiou a garota e suas escolhas, a sexualidade dela não iria intervir no amor de mãe e filha que tinham, quem dera o rabugento pensasse igua. — Prontinho, está lind. — pronunciou sorrindo forçado para a modelo. Chega uma hora que pensar nisso tudo cansa, já basta lidar com a perca do irmão mais novo para a depressão, não poderia deixar se afundar nisso, mas é cansativo.

Kim Joonil era um bom garoto de 17 anos, era maravilhoso em jogos ‘onlines’, tinha um péssimo gosto musical—típico de adolescente que queria ser descolado— e conversar com Jennie, mas ao fim de seus 16 anos foi diagnosticado com câncer, seu nível piorava e os pais enquanto isso se matavam de trabalhar para sustentar os estudos da garota mais nova e o tratamento do garoto, ele não suportou, julgou que era um peso e tomou uma decisão drástica.

—Que cara é essa?— questionou Chaeyoung a ruiva conhecia a outra bem, aliás, nem precisava conhecer. Jennie piscou forte a fim de confortar seus pensamentos—Vamos tomar café depois, eu, você e a Jisoo?

—Eu tenho escolha? — perguntou recebendo um duro “Não” como resposta.

Além da família apenas Jisoo e Chaeyoung sabem de seus problemas, a maioria das coisas que a ajudam são os remédios para ansiedade que carregam consigo, mente dizendo ser vitaminas— isso explica porque está em uma caixa rosa— se a garota começa a ter crises e ficar apavorada imagina as pessoas ao seu redor.

—Hey, Jennie!—chamou Jisoo.— Pode me fazer um favor?—Assentiu receosa. A mulher retirou as chaves do bolso do moletom— Pode ir buscar minha irmã no colégio?

~•~

E lá estava Jennie estacionada no lado de fora da universidade perdidinha da silva e com medo de passar por cima dos pequenos adolescentes, que esbanjavam saúde e alegria, sua adolescência não foi nem metade. Havia mandado mensagem para a irmã da Jisoo avisando que estava do lado de fora do colégio esperando a mesma, isso há minutos atrás, Jennie bateu a cabeça no volante suspirando fundo, virou o rosto vendo a garota animada e sorridente vindo em direção ao carro e consigo trazia uma moça de aparência angelical, era a garota do trem, quem apreciava todos os dias.

—Desculpa a demora, unnie.—falou Ji-Yoon, e logo continuou— Pode dar uma carona para a Lalisa?

Lalisa, um nome deveras bonito, combinava com ela, que permanecia em pé do lado de fora, ela era mesmo real? Encarava os próprios sapatos de couro pontudos enquanto apertava a alça da mochila verde água.

—Claro, não será um problema.

Ji-Yoon sorriu agradecida chamando a amiga que mesmo preocupada e com medo adentrou o carro, sentando no banco de trás. Jennie já não sabia mais como ligar o carro, seus olhos no pequeno espelho admirando a estudante.

—Lisa essa é a amiga da minha irmã, Jennie.—Kim virou-se para trás com dificuldade por causa do cinto e reverenciou recebendo a mesma ação de volta.

—Já nos conhecemos.—pronunciou educadamente.

—Sério? De onde se conhecem?

—Pegamos o mesmo trem.—explixou Jennie e Lisa concordou olhando para baixo, ela era mais tímida que pensava, por ao menos não era tagarela e intrometida igual a outra garota, como elas eram amigas?

—Ela não é muito de falar, tem síndrome de Dislalia.

D.I.S.L.A.L.I.A

Distúrbio que acomete a fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. A pessoa portadora de dislalia, troca as palavras por outras similares na pronúncia, fala erroneamente as palavras, omitindo ou trocando as letras.

—Hm. Minha tia também tem, mas fala demais.—Jennie falou sorridente.—Tem vergonha de errar as palavras, Lalisa?

—Sim.—falou num meio fio quase inaudível.

Jennie apressou para dar partida no carro, o trânsito estava tranquilo, mais tranquilo que semana passada, foi um horror ficar horas parada dentro do carro com Ji-Yoon, tinha assunto demais e aquilo era deveras intrigante.

Enquanto Lalisa escutava a amiga falar sobre garotos, moda e estudos, Jennie sentia pena da mesma, que permanecia escutando tudo atentamente, suas orbes eram desanimadas demais e não parecia ser só uma característica, era realmente triste, ela segurava os fones brancos de mais cedo no trem os apertando e aquilo deu uma pontada na mais velha que dirigia um pouco desatenta.

Escutaria a mesma música quando chegasse em casa?

Lisa tinha olhos caídos e não se movera desde que o trajeto se iniciou, claro, nem sempre estamos nos melhores dias, certo?

—Ji-Yoon chegamos.— Pronuncou e a garota saiu antes de a pergunta de Jennie ser formulada.

Onde Lalisa morava?

—Lalisa, onde fica a sua casa? —perguntou virando-se para trás oferecendo sua atenção para a estudante que vasculhou sua mochila procurando lago, Jennie arqueou suas sobrancelhas confusa, Lisa pegou seu celular fazendo algo nele e Kim continuava sem entender, lá estava ela babando a beleza da garota, será que ela sabe o quão linda é? Muitas pessoas já devem ter tido. O celular era um dos melhores, tinha uma capa transparente com alguns detalhes pastéis, brilhos e pedrinhas.

—Minha casa. Aqui.— Estendeu o celular no GPS para Jennie que sorriu assentindo.

—Está bem, vou te levar em segurança.— Estava agindo como boba, bem, aquilo era melhor que:“ Vou tomar cuidado com o caminho vossa princesa.” Kim pensou, se aquela era a rara chance de saber mais sobre a garota a sós então deveria aproveitar, não é? Era isso que faria, um questionário.—Então, Lalisa...—começou— Você tem quantos anos?

—Lisa encarou a janela como se vasculhasse na sua mente o número que condizia com sua idade.— Dez..oito.

—Você parece mais nova, gosta de fazer algo nas horas vagas? Ji-Yoon me contou que tem uma amiga bonita e inteligente, é você?— Ji-Yoon nunca falou aquela parte do “bonita”.

—Eu gosto de...tocar piano e...estudar.— falava em pausas, era fofo demais para Jennie, que tinha um sorriso de orelha a orelha, totalmente caidinha, só uma quedinha de nada, tipo o Everest.

—Você é muito bonita, sabia?— Lisa olhou para a garota sem expressão, totalmente perdida.— Deve ter um bom namorado.

—Não namoro, garotos idiotas da minha colégio, chatos.— Era fofa demais. Okay, aquilo é um passo a mais para a moça. Lalisa começava a se soltar de acordo com as perguntas eram feitas, mas foi triste demais quando o GPS informou que havia chegado ao destino, Jennie saiu do carro, por quê? Não faço a mínima ideia, nem ela fazia, a garota deixou um pouco a cabeça de lado arrumando a mochila nos ombros.

Apesar da distância poderia sentir o cheirinho de flores que exalava da garota, precisamente quando o vento batia em seu pescoço, era realmente tudo suave nela.

—Eu...gostei muito de conversar com você, você fala muito bem, então se solte mais Lalisa.— a garota sorriu sem mostrar os dentes encarando o chão, mas logo desapareceu quando a porta foi aberta dando a visão de um homem que tinha olhos sérios e ferozes.

—Preciso ir, muito obrigada por...— não terminou, provavelmente não sabia pronunciar a palavra “carona” mas Jennie entendeu dizendo educadamente não ser nada, ela adentrou primeiro, quando virou-se para voltar para o carro, o senhor parado me chamou.

—O que você quer com minha neta?— Ah, então era o avô de Lisa, ela não morava com os pais? Era uma casa bem sofisticada, de rico diria e a mais distinta do bairro.

—Ela é amiga de uma conhecida, então dei uma carona para ela, espero que não seja um problema.

—O velho sorriu estranhamente agradecendo— Obrigada moça, mas não precisa incomodar-se ela pode voltar de trem.

—Assentiu— Como quiser.—reverenciou, quando voltou para o carro de vidro fumê, revirou os olhos, ótimo, o avô já não tinha gostado dela, -1 para Jennie.


Notas Finais


Hey! Se chegou até aqui não esqueça de favoritar essa história para atualizações futuras ❣️(◍•ᴗ•◍)


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